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AS ORIGENS DO RITUAL NA IGREJA E NA MAÇONARIA

Ter, 30 de Agosto de 2011 00:47
Helena Petrovna Blavatsky

Parte I
Os teosofistas são muitas vezes injustamente acusados de infiéis e mesmo de ateus. É um grave erro, especialmente em se tratando de última acusação.
Numa Sociedade importante 1, formada de membros pertencentes a tantas raças e nacionalidades diferentes; numa associação onde cada homem e cada mulher é livre de crer o que prefere, e de seguir ou não, segundo seu desejo, a religião sob a qual nasceu e foi educado, há pouco lugar para o ateísmo. Quanto à acusação de "infiel", é contra-senso e fantasia. Para demonstrar o ABSURDO, basta-nos pedir a nossos difamadores que nos mostrem, no mundo civilizado, a pessoa que não seja considerada "infiel" por alguém pertencente a uma fé diferente. Quer se trate dos círculos altamente respeitáveis e ortodoxos, ou da "sociedade" que se diz heterodoxa, será sempre o mesmo. É uma acusação mútua, tácita e não abertamente expressa; uma espécie de raquetes mentais, onde cada um devolve a bola num silêncio educado.
Em realidade, nenhum teosofista ou não-teosofista pode ser "infiel", e por outro lado, não há ser humano que não o seja na opinião de um sectário qualquer. Quanto à acusação de ateísmo, é outro caso.
Que é ateísmo?, perguntamos em primeiro lugar. Será o fato de não se crer na existência de um Deus ou deuses, e de negá-la, ou será simplesmente a recusa em aceitar uma deidade pessoal, segundo a definição um tanto violenta de R. Hall, que define o ateísmo como um "sistema feroz que nada deixa ACIMA de nós, para inspirar o terror, e nada ao nosso redor para despertar a ternura"! Isso é duvidoso para a maior parte dos nossos membros, caso se aceite a primeira condição, pois que os da Índia e Birmânia, etc., acreditam em deuses, em seres divinos e temem alguns deles.
Assim, também, um grande número de teosofistas ocidentais não deixaria de confessar sua crença completa em espíritos planetários ou do espaço, fantasmas ou anjos. Muitos dentre nós aceitam a existência de inteligências
1 A Sociedade Teosófica (do tempo de Blavatsky).
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superiores ou inferiores, de Seres tão grandes quanto qualquer Deus "pessoal". Isto não é segredo. A maior parte dentre nós crê na sobrevivência do Ego espiritual, nos Espíritos Planetários e nos NIRMANAKAYAS, esses grandes Adeptos de eras passadas, que, renunciando seus direitos ao Nirvana, permanecem nas esferas em que vivemos, não como "espíritos", mas como Seres espirituais humanos completos.
Eles permanecem tais como foram, excetuando o que se refere a seus invólucros corporais visíveis, que abandonaram a fim de ajudar a pobre humanidade, na medida em que essa ajuda possa ser dada, sem ir de encontro à Lei Kármica. Essa é realmente a "Grande Renúncia", um incessante sacrifício consciente através dos EONS e eras, até o dia em que os olhos da humanidade se abrirem e, em lugar de um pequeno número, TODOS reconhecerem a Verdade Universal. Se permitissem que o fogo que anima os nossos corações, como idéia do mais puro de todos os sacrifícios, fosse inflamado pela adoração e oferecido sobre um altar elevado em sua honra, esses seres poderiam ser considerados como Deus ou Deuses. Mas, não o querem. Em verdade, é somente no imo do coração que se deve elevar, neste caso, o mais belo Templo de Devoção; qualquer outra coisa não seria mais que ostentação profana.
Consideremos agora outros Seres invisíveis, dos quais alguns estão muito acima e outros muito abaixo na escala da evolução divina. Dos últimos, nada podemos dizer; quanto aos primeiros, nada nos podem dizer, porquanto nós não existimos perante eles. O homogêneo não pode ter conhecimento do heterogêneo, e (a não ser que aprendamos a fugir do nosso invólucro material para "comungar" de espírito a espírito) não podemos esperar conhecer sua natureza real.
Mas, todo verdadeiro teosofista afirma que o Eu Superior divino de cada homem mortal é da mesma essência que a desses Deuses. O Ego encarnado, dotado de livre arbítrio, possuindo, por isso, maior responsabilidade, é, a nosso ver, superior, e até, talvez, mais divino que qualquer INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL que ainda espera a encarnação. Do ponto de vista filosófico, a razão é clara, e todo metafísico da escola oriental a compreenderá. O Ego encarnado está na dependência das dificuldades que não existem para a pura Essência divina não associada à matéria; neste caso, não há nenhum mérito pessoal, ao passo que o Ego em encarnação está no caminho de seu aperfeiçoamento final através das provações da existência, da tristeza e do sofrimento.
As Origens do Ritual na Igreja e na Maçonaria 4
A sombra do Karma não pode se estender sobre o que é divino, isento de qualquer ligação e tão diferente do que somos que não pode haver entre nós relação alguma. Quanto a essas deidades, que no Panteão esotérico hindu são consideradas finitas e, por conseguinte, submetidas ao Karma, jamais um verdadeiro filósofo consentirá em adorá-las; são figuras e símbolos.
Seremos nós, então, considerados ateus porque, crendo nas Falanges Espirituais - nesses seres que vieram a ser adorados na sua coletividade como um Deus PESSOAL - recusamo-nos terminantemente a considerá-las como representantes do Uno Incognoscível? Porque afirmamos que o Princípio Eterno - o TODO NO TODO DO PODER ABSOLUTO, DA TOTALIDADE - não pode ser expresso por palavras limitadas, nem por ter por símbolo qualquer atributo condicionado e qualificativo? Ainda mais, deixaremos passar sem protesto a acusação de idolatria que atiram sobre nós os católicos romanos, os quais seguem uma religião tão pagã quanto a dos adoradores dos elementos do sistema solar? Católicos, que tiraram o seu credo, aliás, diminuído e dissecado, do paganismo existente há muitas eras antes do ano I da Era Cristã; católicos cujos dogmas e ritos são os mesmos que os de qualquer nação idólatra - se é que alguma ainda existe.
Sobre toda a superfície da Terra - do Pólo Norte ao Pólo Sul, dos golfos gelados dos países nórdicos, às planícies tórridas do sul da Índia, na América Central, na Grécia e na Caldéia - era adorado o Fogo Solar, como símbolo do Poder Divino, criador da vida e do amor. A união do Sol (o espírito - elemento masculino) com a Terra (a matéria - elemento feminino) era celebrada nos Templos do Universo inteiro. Se os pagãos tinham uma festa comemorativa dessa união - a festa que celebravam nove meses antes do Solstício de Inverno, quando se dizia que Ísis tinha concebido - também a têm os católicos romanos.
O grande e SANTO DIA da ANUNCIAÇÃO, o dia no qual a "Virgem Maria" recebeu o favor de (seu) Deus e concebeu o "Filho do Altíssimo", é celebrado pelos cristãos NOVE MESES ANTES DO NATAL. Donde vêm a adoração do fogo, das luzes e lâmpadas nas igrejas? Por que isso? Porque Vulcano, o Deus do Fogo, desposou Vênus, a deusa do mar; e é por essa mesma razão que os Magos velavam o Fogo Sagrado como as Virgens vestais do Ocidente. O Sol era o "Pai" da eterna Natureza Virgem-Mãe; Osíris e Ísis; Espírito-Matéria, este último adorado sob seus três aspectos pelos pagãos e cristãos. Daí vêm as Virgens - dá-se o mesmo no Japão - vestidas de azul estrelado, apoiadas sobre o crescente lunar, símbolo da Natureza feminina (em seus três
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elementos: ar, água e fogo); o Fogo ou o Sol, macho, fecundando-a anualmente pelos seus raios luminosos (as "línguas de fogo" do Espírito Santo).
No KALEVALA, o mais antigo poema épico dos finlandeses de Antigüidade pré-cristã, o que nenhum erudito poderá duvidar, fala-se dos deuses da Finlândia, dos deuses do ar e da água, do fogo e das florestas, do céu e da terra. Na magnífica tradução de J. M. Grawford, Rume L. (vol. 11), o leitor achará a lenda inteira da Virgem Maria em:
MARIATTA, filha da beleza
Virgem-Mãe das Terras Nórdicas... (p. 720)
Ukko, o Grande Espírito, cuja moradia é em Yûmala (o Céu ou Paraíso), escolhe como veículo a Virgem Mariatta para se encarnar por meio dela em Homem-Deus. Ela concebe colhendo e comendo uma baga vermelha (marja). Repudiada pelos pais, dá nascimento a um "FILHO IMORTAL" numa MANJEDOURA DE ESTÁBULO. Mais tarde, o "Santo Menino" desaparece e Mariatta se põe a procurá-lo. Ela pergunta a uma estrela, a "Estrela diretriz dos Países Nórdicos", onde se esconde o "Santo Menino", mas a estrela irritada responde-lhe:
Se eu soubesse, não t'o diria
Foi teu filho quem me criou
No frio, para brilhar sempre...
e nada mais diz à Virgem. A lua dourada tampouco consente em ajudá-la, pois o filho de Mariatta a criou e deixou no grande céu:
Aqui para vagar nas trevas,
Para vagar sozinha à noite,
Brilhando para o bem dos outros...
Somente o "Sol Prateado", tendo pena da Virgem-Mãe, lhe diz:
Acolá está a criança dourada
Lá repousa dormindo teu Santo-Menino
Encoberto pela água até a cintura
Escondido pelos caniços e juncos...
Ela traz de volta o Santo-Menino e, enquanto o chama de "Flor", outros o nomeiam o FILHO DA DOR.
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Estaremos em presença de uma lenda pós-cristã? Absolutamente não, pois, como já foi dito, trata-se de uma lenda DE ORIGEM ESSENCIALMENTE PAGÃ e reconhecidamente pré-cristã.
Resulta que, com tais dados literários em mão, devem cessar as acusações sempre repetidas de idolatria e ateísmo. Aliás, o termo idolatria é de origem cristã. Foi empregado pelos primeiros nazarenos durante os dois primeiros séculos e metade do terceiro da nossa era, contra as nações que usavam templos e igrejas, estátuas e imagens, porquanto os primitivos cristãos não possuíam, NEM TEMPLOS, NEM ESTÁTUAS, NEM IMAGENS, e sentiam horror por essas coisas.
Por conseguinte, o termo "idólatras" convém mais aos nossos acusadores que a nós mesmos, como o provará este artigo. Com suas Madonas em todas as esquinas, seus milhares de estátuas de Cristo e Anjos de todas as formas, até a de Santos e Papas, é bastante perigoso para um católico acusar um hindu ou budista de idolatria.
Essa asserção deve agora ser provada.
Parte II
Podemos começar pela origem da palavra Deus (GOD).
Qual a significação real e primitiva desse termo? Suas significações e etimologias são tão numerosas quanto variadas. Uma delas nos mostra a palavra derivada do termo persa muito antigo e místico: GODA, que quer dizer "ele mesmo", ou alguma coisa emanada por si mesma do Princípio Absoluto. A raiz da palavra é GODAN, donde Wotan e Odin, cujo radical oriental quase não foi alterado pelas raças germânicas. Foi assim que desse radical fizeram GOTZ, donde derivaram o adjetivo GUT, "Good" (bom), assim como o termo GOTA ou ídolo. Da Grécia antiga, as palavras ZEUS e THEOS conduziram à palavra latina Deus. Esse GODA, a emanação, não é e nem pode ser idêntico à coisa da qual emana, e, por conseguinte, é apenas uma manifestação periódica, finita. O antigo Aratus, que escreveu "cheios de Zeus estão todas as ruas e mercados freqüentados pelos homens; cheios d'Ele estão os mares e também os portos", não limita a divindade a um só reflexo, temporário em nosso plano terrestre como ZEUS, ou mesmo seu antecedente DYAUS, mas estende-a ao Princípio Universal, onipresente. Antes de DYAUS - o Dus radioso (o céu) - ter atraído a atenção do homem, existia o Tat védico ("isso", que, para o Iniciado e o filósofo não tem nome definido, e é a noite absoluta, oculta sob cada radiante luz manifestada. Mas, tanto quanto o místico Júpiter, último reflexo de Zeus-Surya, o Sol - a primeira manifestação do mundo de MAYA, o filho de Dyaus - não podia deixar de ser chamado o "Pai" pelo ignorante.
Assim, o Sol tornou-se rapidamente sinônimo de Dyaus, e com ele se confundiu: para alguns, foi o Filho, para outros, o "Pai" no céu radioso. Dyaus-Pitar, o Pai no Filho e o Filho no Pai, mostra, entretanto, sua origem finita, pois que a Terra lhe foi designada por esposa. Foi durante a plena decadência da filosofia metafísica que DYAVAPRITHIVI, "o Céu e a Terra", começaram a ser representados como os pais cósmicos, universais, não somente dos homens, mas também dos deuses. A concepção original da causa ideal, que era abstrata e poética, caiu na vulgaridade. Dyaus, o céu, tornou-se rapidamente Dyaus, o Paraíso, a mansão do "Pai", e finalmente, o Pai mesmo. Em seguida, o Sol se tornou o símbolo deste último, recebendo o título de DINA KARA, "aquele que cria o dia", de Bhâskara, "aquele que cria a luz", e desde então, o Pai de seu Filho e vice-versa.
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O reino do ritualismo e do culto antropomórfico foi daí por diante estabelecido, e finalmente domina o mundo inteiro, estendendo sua supremacia até nossa era civilizada.
Sendo tal a origem comum, nada mais nos resta que estabelecer o contraste entre as duas divindades - o Deus dos gentios e o Deus dos judeus - e, julgando-as segundo sua própria definição, concluiremos intuitivamente qual deles se aproxima mais do ideal máximo.
Citaremos o coronel Ingersoll, que colocou Jehovah e Brahma em paralelo. Das nuvens e das trevas do Sinai, Jehovah diz aos judeus:
"Não reconhecerás outros deuses fora de mim... Não te prosternarás diante deles, nem os servirás, pois, Eu, o Senhor, teu Deus, sou um Deus ciumento, transferindo as iniqüidades dos pais aos filhos até a terceira e quarta geração, para que Me temam".
Comparemos isso com as palavras que o hindu colocou na boca de Brahma:
"Eu sou o mesmo para todos os seres. Aqueles que honestamente servem outros deuses, involuntariamente me adoram. Eu sou Aquele que participa de toda adoração e sou a recompensa de todos os adoradores".
Analisemos esses textos. O primeiro, passagem obscura, onde se insinuam coisas que nascem do charco; o segundo, grande como o Firmamento, cuja abóbada está crivada de sóis.
O primeiro mostra o deus que obcecava a imaginação de Calvino, quando à sua doutrina da predestinação acrescentava a do inferno forrado pelos crânios das crianças NÃO BATIZADAS. As crenças e dogmas de nossas igrejas são, pelas idéias que implicam, mais blasfematórias que as dos pagãos MERGULHADOS NAS TREVAS...
Realmente, eles poderão adornar e mascarar quanto quiserem o Deus de Abrahão e Isaac, porém jamais serão capazes de refutar a asserção de Marcião, que nega ser o Deus do ódio o mesmo que o "Pai de Jesus". Seja como for, heresia ou não, o "Pai que está no céu" das igrejas, se tornou desde essa época uma criatura híbrida, uma mescla do JAVE (Júpiter) do povo, entre os pagãos, e do "Deus ciumento" de Moisés; exotericamente, o Sol, cuja mansão está nos céus, ou, esotericamente, o céu.
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O brilhante Dyaus, o Filho, não dá nascimento à luz "que brilha nas trevas"; ao dia, e não é ele o Altíssimo DEUS COELUM? E não é ainda a "TERRA", a Virgem sempre imaculada que, concebendo sem cessar, fecundada pelo ardente abraço de seu "Senhor" - os vivificantes raios do Sol - se torna na esfera terrestre, a mãe de tudo que vive e respira em seu vasto seio? Daí, no ritual, o caráter sagrado daquilo que ela produz: - o pão e o vinho. Daí vem também o antigo MESSIS, o grande sacrifício à deusa das colheitas (Ceres Eleusina, ainda a Terra): MESSIS para os Iniciados, MISSA PARA OS PROFANOS 2, que hoje veio a ser a missa cristã ou litúrgica. A antiga oferta dos frutos da terra ao Sol, o DEUS ALTISSIMUS, símbolo do G.A.D.U. dos franco-maçons de hoje, tornou-se a base do ritual, a mais importante dentre as cerimônias da nova religião. A adoração oferecida a Osíris-Ísis (o Sol e a Terra) 3, a Bel e à cruciforme Astartéa dos babilônios, a Odin ou Thor e Freya dos escandinavos, a Belen e à VIRGO PARTITURA dos celtas, a Apolo e à MAGNA MATER dos gregos, todos esses casais, com a mesma significação, passaram como representação corporal para os cristãos e foram transformados por eles em Senhor Deus, ou no Espírito Santo descendo sobre a Virgem Maria.
DEUS SOL ou SOLUS, o Pai, foi confundido com o Filho: na sua glória radiosa do meio-dia, o "Pai" tornou-se o "Filho" do Sol Levante, quando se dizia que ele "havia nascido". Essa idéia recebia sua plena apoteose anualmente, em 25 de dezembro, durante o solstício de inverno, quando o Sol, dizia-se - nascia e era o mesmo para os deuses solares de todas as nações. NATALIS SOLI INVICTE 4. E o "precursor" do Sol ressuscitado cresce e fortifica-se até o equinócio da primavera (*), quando o Deus-Sol principia o seu curso anual sob o signo de RAM ou Áries, na primeira semana lunar do mês.
O primeiro de março era festejado em toda a Grécia pagã, e suas NEOMENIA era consagradas a Diana. Pela mesma razão, as nações cristãs celebram sua festa de Páscoa no primeiro domingo que segue à Lua Cheia do equinócio da primavera. Da mesma forma que as festas pagãs, as vestimentas CANÔNICAS foram copiadas pelo Cristianismo. Pode ser isto negado? Na sua VIDA DE CONSTANTINO, Eusébio confessa, dizendo talvez a única verdade que jamais proferiu em sua vida, que "para tornar o Cristianismo mais atraente aos gentios, os sacerdotes (do Cristo) adotaram as vestimentas exteriores e os
2 De PRO, "antes", e FANUM, "templo", quer dizer, os não-Iniciados que se postam ao templo e não ousam entrar.
3 A Terra e a Lua, sua parente, são similares. Assim, todas as deusas lunares eram também símbolos que representavam a Terra (ver "Doutrina Secreta", Simbolismo)
4 Nascimento do sol invicto.
* No dia 21 de março, no Hemisfério Norte.
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ornamentos utilizados no culto pagão". Poderia igualmente ter acrescentado: seus rituais e dogmas.
Parte III
Ainda que não se possa reportar ao testemunho da história, é, no entanto, um fato histórico - pois um grande número de fatos relatados pelos antigos escritores o corrobora - ter o ritual da Igreja e da Franco-Maçonaria brotado da mesma fonte e se desenvolvido de mãos dadas...
A Maçonaria era simplesmente, em sua origem, um Gnosticismo arcaico ou um Cristianismo esotérico primitivo; o ritual da Igreja era e É um PAGANISMO EXOTÉRICO pura e simplesmente REMODELADO, pois não podemos dizer reformado.
Vejamos as obras de Ragon, um maçom legado ao esquecimento mesmo pelos maçons de hoje. Estudemos, colecionemos os fatos acidentais, mas numerosos, que se encontram nos escritores gregos e latinos; diversos deles eram iniciados, e a maioria, neófitos instruídos e participantes dos Mistérios. Vejamos, enfim, as calúnias, cuidadosamente elaboradas pelos padres da Igreja, contra os gnósticos, os Mistérios e seus iniciados, e acabaremos por descobrir a verdade. O Cristianismo foi fundado por um pequeno número de filósofos pagãos, que foram perseguidos pelos acontecimentos políticos da época, cercados e tiranizados pelos bispos fanáticos do Cristianismo primitivo, o qual ainda não possuía nem ritual, nem dogmas, nem igrejas.
Misturando da maneira a mais irreligiosa as verdades da religião-sabedoria, com as ficções exotéricas tão gratas às massas ignorantes, foram eles (os filósofos pagãos) que fundaram o primeiro ritual das igrejas e das lojas da Franco-Maçonaria moderna. Este último fato foi demonstrado por Ragon no seu ANTEOMNLAE da Liturgia moderna, comparada com os antigos mistérios, e mostrando o Ritual empregado pelos primeiros franco-maçons.
A primeira asserção pode ser verificada com ajuda de uma comparação entre os costumes em uso nas igrejas, os vasos sagrados, as festas das igrejas latinas e outras, e essas mesmas coisas nas nações pagãs. Mas, as Igrejas e a Franco-Maçonaria divergiram por completo, após haverem se constituído numa só unidade. Se alguém se espantar por um profano ter conhecimento disso, nós responderemos: o estudo da antiga Franco-Maçonaria e da Maçonaria moderna é obrigatório a para todo ocultista oriental.
A Maçonaria, apesar de seus acessórios e inovações modernas (particularmente a introdução nela do espírito bíblico) faz o bem, tanto no
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plano físico, como no moral; pelo menos era assim que agia faz apenas dez anos. É uma verdadeira ECCLESIA no sentido de união fraternal e de ajuda mútua, a única "religião" no mundo, se considerarmos o termo como derivado da palavra "religare" (ligar), pois que une todos os homens que a ela se filiam como "irmãos", sem preocupações da raça ou fé. Quanto a saber se ela não pôde fazer muito mais do que fez até hoje, com as enormes riquezas que tinha à sua disposição, isso não é da nossa alçada. Até hoje, nunca vimos mal algum saído dessa instituição, e ninguém, fora da Igreja Romana, jamais afirmou tal coisa. Pode-se dizer o mesmo da Igreja?
Que respondam à pergunta a história profana e a história eclesiástica.
Primeiramente, a Igreja dividiu a humanidade em Cains e Abels; massacrou milhões de homens em nome de seu Deus; o Deus dos Exércitos - em verdade, o feroz Jehovah Sabbaoth - e, em vez de dar uma força impulsiva à civilização, da qual seus fiéis se vangloriam orgulhosamente, retardou-a durante a longa e insípida Idade Média.
Somente sob os assaltos repetidos da Ciência e o prosseguimento da revolta dos homens, procurando libertar-se, é que a Igreja começou a perder terreno e não pôde impedir a luz por mais tempo. Suavizou, como ela própria o afirma, o "espírito bárbaro do paganismo"? Com todas as nossas forças, diremos: Não... Os Césares pagãos foram mais sôfregos de sangue ou mais friamente cruéis do que os potentados modernos e seus exércitos? Em que época se acharam milhões de proletários tão esfomeados como os dos nossos dias? Quando a Humanidade derramou mais lágrimas e sofreu mais que no período presente?
Sim, houve um dia em que a Igreja e a Maçonaria foram unidas. Foram então séculos de intensa reação moral, um período de transição onde o pensamento era tão incômodo como um pesadelo, uma idade de luta. Assim, quando a criação de novos ideais conduziu à aparente destruição de velhos templos e de velhos ídolos, em realidade o que se deu foi a reconstrução desses templos com a ajuda dos velhos materiais e a reabilitação dos mesmos ídolos sob novos nomes. Foi uma reorganização paliativa universal, mas somente "à flor da pele".
A história jamais nos dirá - mas a tradição e as pesquisas judiciosas nos ensinam - quantos semi-Hierofantes e altos Iniciados foram obrigados a se tornar apóstatas para assegurar a sobrevivência dos segredos da Iniciação. Praetextatux, procônsul da Arcádia, é digno de fé quando, no quarto século de
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nossa era, observou que "privar os gregos dos mistérios sagrados QUE LIGAVAM A HUMANIDADE INTEIRA, equivalia a privá-los da vida". Talvez os Iniciados o tivessem compreendido; ele se reuniram NOLENS VOLENS aos partidários da nova fé que começava a dominar, e agiram conseqüentemente.
Alguns judeus gnósticos helezinantes fizeram o mesmo, e assim, mais de um Clemente de Alexandria - um converso na aparência, mas de coração um ardente neoplatônico e filósofo pagão - tornaram-se os instrutores dos ignorantes bispos cristãos. Numa palavra, o converso A CONTRAGOSTO reuniu as duas mitologias exteriores, a antiga e a nova, e dando o amálgama à multidão, guardou para si as verdades sagradas.
O exemplo de Synesius, neoplatônico, nos mostra o que foram essas espécies de cristãos. Qual o sábio que ignora ou nega o fato de que o discípulo devotado e favorito de Hypatia - a virgem filósofa e mártir, vítima da infâmia de Cirilo de Alexandria - nem mesmo tinha sido batizado quando os Bispos do Egito lhe ofereceram o arcebispado de Ptolomáida? Todo estudante sabe que, depois de ter aceito a proposta sem refletir, mas somente dando o seu consentimento real por escrito, depois de suas condições aceitas, e seus futuros privilégios garantidos, é que finalmente foi batizado. Dentre essas condições, havia uma, a principal, que era realmente curiosa: que lhe fosse permitido SINE QUA NON a abstenção de professar as doutrinas cristãs nas quais ele, o novo Bispo, não acreditava. Assim, mesmo batizado e ordenado nos dogmas do diaconato, do sacerdócio e do episcopado, ele jamais se separou de sua mulher, jamais abandonou a filosofia platônica, e tampouco seus divertimentos (esportes), tão estritamente interditos a outros Bispos. Isso aconteceu no fim do século V.
Semelhantes concessões entre filósofos iniciados e sacerdotes reformados do judaísmo foram numerosas nessa época. Os primeiros procuravam manter seus juramentos prestados aos Mistérios, e sua dignidade pessoal. Para isso, eram obrigados a recorrer a compromissos lamentáveis com a ambição, a ignorância e a nascente vaga de fanatismo popular. Acreditavam na Unidade Divina, o Um ou SOLUS incondicional e incognoscível, e entretanto, consentiam em homenagear o Sol em público, o Sol que se movia entre seus doze apóstolos, os signos do zodíaco, ou os doze filhos de Jacó. O HOI POLLOI (o povo), mantido na ignorância do Único, adorava o Sol e cada um interiormente homenageava o Deus que antes honrara. Não era difícil transferir essa adoração das Divindades solares e lunares e de outras Divindades cósmicas, para os Tronos, Arcanjos, Dominações e Santos, ainda mais que essas Divindades siderais foram admitidas no novo cânone cristão com seus antigos
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nomes, quase sem mudança alguma. Assim é que, durante a missa, o "Grande Eleito" renovava em voz baixa sua adesão absoluta à Unidade Suprema Universal do "Incompreensível Artífice", e solenemente, em voz alta, pronunciava a palavra sagrada, enquanto seu assistente continuava o KYRIE dos nomes dos seres siderais inferiores que as massas deviam adorar.
Aos profanos catecúmenos que, poucos meses ou semanas antes, ofereciam suas orações ao Boi Apis e aos Santos Cynocéfalos, a Íbis Sagrada e a Osíris de cabeça de falcão, em verdade a águia de São João 5, e à Pomba Divina (a que paira sobre o cordeiro de Deus no batismo), lhes pareciam ser o desenvolvimento natural e o prosseguimento de sua própria zoologia nacional e sagrada, que haviam aprendido a adorar desde a sua infância.
5 É erro dizer-se que só depois do século XVI João Evangelista se tornou o Santo Patrono da Franco-Maçonaria. Há sobre o fato um erro duplo. Entre João, o "Divino", o "Vidente", o autor do Apocalipse, e João, o Evangelista, representado hoje em companhia da Águia, há uma grande diferença. João Evangelista é uma criação de Irineu, tanto quanto o 4o. Evangelho. Um e outro foram o resultado da disputa entre o Bispo de Lyon e os Gnósticos, e jamais poderemos saber quem foi o autor real do maior dos evangelhos. Mas, o que sabemos é que a águia é propriedade legal de João, o autor do Apocalipse, cuja origem remonta a séculos antes de Jesus Cristo, e foi reeditado somente antes de receber a hospitalidade canônica. Esse João, ou Johanes, era o patrono aceito por todos os gnósticos gregos e egípcios (que foram os primeiros construtores ou pedreiros do Templo de Salomão, como anteriormente o foram das pirâmides). A Águia, seu atributo - o mais arcaico dos símbolos - era o AH, o pássaro de Zeus, consagrado ao Sol por todos os antigos povos. Os Cabalistas Iniciados, mesmo entre os judeus, adotaram-na como o símbolo do Sephira Tiphi-e-reth, o AETHER Espiritual ou ar, como diz M. Myers na Kabbalah. Entre os Druidas, a Águia foi o símbolo da Divindade Suprema e uma parte desse símbolo se ligava aos Querubins. Adotado pelos gnósticos pré-cristãos, pode-se vê-lo aos pés do Tau do Egito, antes de ter sido posto no grau Rosa Cruz aos pés da cruz cristã. Além do mais, o pássaro do Sol, a Águia, é essencialmente ligado a cada deus solar; é o símbolo de todo vidente que olha na luz astral e ali vê a sombra do passado, do presente e do futuro, tão facilmente quanto a águia contempla o Sol.
Parte IV
Pode-se, pois, demonstrar que a Franco-Maçonaria moderna e o ritual da Igreja descendem em linha reta dos gnósticos iniciados, neo-platônicos, e dos Hierofantes que renegaram os mistérios pagãos, cujos segredos perderam, sendo conservados somente por aqueles que jamais aceitaram compromissos. Se a Igreja e a Maçonaria querem se esquecer da história de sua verdadeira origem, tal não o fazem os teosofistas. Eles repetem: a Maçonaria e as três grandes religiões cristãs herdaram os mesmos bens. As "cerimônias e palavras de passe" da Maçonaria, e as orações, os dogmas e ritos das religiões são cópias disfarçadas do puro paganismo (copiados e emprestados prontamente pelos judeus), e da teosofia neo-platônica. Igualmente, as "palavras de passe" empregadas hoje pelos MAÇONS BÍBLICOS, relacionadas com "a tribo de Judá", os nomes de "Tubal-Caim" e outros dignitários zodiacais do Antigo Testamento, não são mais que aqueles aplicados pelos judeus aos antigos Deuses da plebe pagã; não os Deuses dos Hierogramatas intérpretes dos verdadeiros mistérios. Acharemos a prova disso no que se segue. Os bons Irmãos Maçons dificilmente poderiam negar que, de nome, eles são SOLÍCOLAS, os adoradores do Sol nos céus, onde o erudito Ragon via o magnífico símbolo do G.A.D.U., como o é seguramente.
A única dificuldade para ele estava em provar - o que ninguém pode fazer - que o G.A.D.U. não era o Sol das quireras exotéricas dos PROFANOS, mas o SOLUS DO GRANDE EPOPTAE. Pois o segredo dos fogos de SOLUS, o espírito que cintila na Estrela Flamejante, é um segredo hermético, e a não ser que um maçom estude a verdadeira teosofia, esse segredo está perdido para ele. Nem mesmo as pequenas indiscrições de TTSHUDDI ele compreende. Hoje em dia, os maçons, com os cristãos, santificam o dia do SÁBBAT e o chamam dia do Senhor; entretanto, como qualquer um, ele sabem que o "SUNDAY" dos ingleses, ou o "SONNTAG" dos alemães, significa o DIA DO SOL, como há dois mil anos atrás.
E vós, reverendos bons padres, sacerdotes e bispos que chamais tão carinhosamente a Teosofia de "idolatria" e condenais, abertamente e em particular, seus adeptos à perdição eterna, podereis vangloriar-vos de possuir um simples rito, uma só vestimenta ou um vaso sagrado, seja na Igreja, seja no Templo, que não tenha vindo do paganismo? Não; seria demasiado perigoso afirmá-lo, não somente perante a história, como ante as confissões das autoridades sacerdotais.
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Recapitulemos, somente para justificar as nossas asserções. Du Choul escreve:
"Os sacrificadores romanos deviam confessar-se antes do sacrifício. Os sacerdotes de Júpiter usavam um chapéu preto, alto e quadrado, o chapéu dos Flamínios (ver os chapéus dos sacerdotes armênios e gregos modernos). A sotaina negra dos padres católicos romanos é a hierocarace preta, a roupagem dos sacerdotes de Mithra, assim chamada por ser a cor dos corvos (corax). O Rei Sacerdote de Babilônia possuía um sinete que trazia no dedo, um anel de ouro. Suas sandálias eram beijadas pelos potentados submissos a seu domínio; um manto branco, uma tiara de ouro com duas pequenas faixas. Os papas possuem o anel de ouro, as sandálias para o mesmo uso, um manto de cetim branco bordado de estrelas de ouro, a tiara com as pequenas faixas cobertas de pedras preciosas, etc... A vestimenta de linho branco (ALBA VESTIS) é a mesma dos sacerdotes de Ísis; os sacerdotes de Anúbis têm o alto da cabeça raspada (Juvenal), donde deriva a tonsura; a casula dos padres cristãos é a cópia da vestimenta que usavam os sacerdotes sacrificadores dos Fenícios, vestimenta chamada CALÁRSIS, que, presa ao pescoço, descia aos pés. A estrela dos nossos sacerdotes veio da vestimenta feminina usada pelos GALLI, os dançarinos do Templo, cuja função era a mesma do Kadashin judeu (para o verdadeiro termo, veja-se II Reis XXIII, 7); seus CINTOS DE PUREZA vêm do EPHODE dos judeus e da corda dos sacerdotes de Ísis; estes eram votados à castidade (sobre pormenores, ver Ragon)".
Os antigos pagãos usavam a água santa, ou lustral, para purificar suas cidades, seus campos, seus templos e os homens; tudo isso se pratica hoje nos países católicos romanos. As fontes batismais acham-se à porta de cada templo, cheias de água lustral e chamavam-se FAVISSES e AQUIMINARIA. Antes de oferecer o sacrifício, o Pontífice ou CURION (cura) mergulha um ramo de louro na água lustral para aspergir toda a piedosa congregação; o que era então chamado LUSTRICA e ASPERGILIUM, é hoje chamado hissope ou aspersório. Esse aspersório, nas mãos das sacerdotisas de Mithra, era o símbolo do LINGHAM universal; durante os mistérios, era mergulhado no leite lustral para aspergir os fiéis. Era o emblema de fecundidade universal; o uso da água benta no Cristianismo é, portanto, um rito de origem fálica. Ainda mais, a idéia subjacente nesse fato é puramente oculta, e pertence ao cerimonial mágico.
As purificações eram ultimadas pelo fogo, o enxofre, o ar e os elementos. Para obter a atenção dos deuses celestes, havia o recurso das abluções, e para conjurar e afastar os deuses inferiores, usava-se o aspersório.
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As abóbada das catedrais e igrejas gregas ou romanas são muitas vezes pintadas de azul e juncadas de estrelas douradas, para representar a abóbada celeste. Isso é copiado dos templos egípcios, onde o Sol e as estrelas eram adorados. A mesma homenagem é feita ainda no Oriente, como na época do paganismo, pela arquitetura cristã e maçônica. Ragon estabelece plenamente este fato em seus volumes, hoje destruídos. O "PRINCEPS PORTA", a porta do mundo, e do "Rei de Glória" - nome pelo qual era designado o Sol e que é agora aplicado ao seu símbolo humano, o Cristo - é a porta do Oriente, de frente para o Este, em todo templo ou igreja. É por essa "porta de vida", a via solene por onde entra diariamente a luz para o quadrado oblongo 6 da terra, ou o tabernáculo do Sol, que o recém-nascido é levado às fontes batismais. É à esquerda do edifício (o Norte sombrio donde partem os "aprendizes" e onde os candidatos passam pela PROVA DA ÁGUA) que as pias batismais são colocadas hoje em dia, e onde se achavam, na Antigüidade, as piscinas de água lustral, tendo sido as igrejas antigas templos pagãos. Os altares da Lutécia pagã foram enterrados e reencontrados sob o coro da igreja de Nôtre-Dame de Paris, onde ainda hoje existe o poço onde era conservada a água lustral. Quase todas as grandes e antigas igrejas do continente eram templos pagãos ou foram construídas no mesmo lugar, em conseqüência das ordens dadas pelos Bispos e Papas romanos. Gregório, o Grande, assim dá suas ordens ao frade Agostinho, seu missionário em Inglaterra: "Destrua os ídolos, jamais os templos. Borrife-os de água benta, coloque-lhes relíquias, e que os povos as adorem nos lugares onde têm o hábito de o fazer".
Consultemos as obras do Cardeal Baronius em seus Anais do ano XXXVI, para achar sua confissão. "Foi permitido - diz ele - à Santa Igreja APROPRIAR-SE DOS RITOS E CERIMÔNIAS UTILIZADAS PELOS PAGÃOS NO SEU CULTO IDÓLATRA, pois que ela (a Igreja) OS REGENERARIA PELA SUA CONSAGRAÇÃO. Nas "antiguidades gaulesas" de Fauchet, lemos que os Bispos de França adotaram e usaram as cerimônias pagãs a fim de converter os pagãos ao cristianismo.
Isto se passou quando a Gália era ainda um país pagão. Os mesmos ritos e as mesmas cerimônias em uso hoje em dia na França cristã e em outras nações
6 Termo maçônico, um símbolo da arca de Noé e da Aliança, do templo de Salomão, do tabernáculo e do campo dos israelitas, todos construídos em "quadrados oblongos". Mercúrio e Apolo eram representados por cubos e quadrados oblongos, e dá-se o mesmo na Kaaba, o grande templo de Meca.
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católicas, serão realizados num espírito de gratidão e reconhecimento aos pagãos e seus deuses?
Parte V
Até o século IV, as igrejas não possuíam altares. Até então, o altar era uma mesa colocada no meio do templo para uso da comunhão ou repasto fraternal. (A Ceia, como missa, era, em sua origem, dita à noite). Igualmente, hoje em dia, a mesa é posta na "Loja" para os banquetes maçônicos no final das atividades da Loja, nos quais os Hiram Abiff ressuscitados, os "filhos da viúva" enobrecem os seus brindes pelo "fining", uma forma maçônica de transubstanciação.
Chamaremos também de altares às mesas de seus banquetes? Por que não? Os altares foram copiados da ARA MAXIMA de Roma pagã. Os latinos colocavam pedras quadradas oblongas perto de seus túmulos e as chamavam ARA, altar; eram consagradas aos deuses dos lares e aos Manes. Nossos altares derivam dessas pedras quadradas, outras formas dos marcos-limites conhecidos como Deuses - Têrmos, os Hermes e os Mercúrio, donde vêm os Mercúrio "QUADRATUS, QUADRÍFIDOS, etc...", os deuses de QUATRO FACES de que as pedras quadradas são símbolos desde a mais alta antiguidade. A pedra sobre a qual se coroavam os antigos Reis de Irlanda, era um altar idêntico; existe uma dessas pedras na Abadia de Westminster 7, à qual, além disso, se atribui uma
7 Como um dos mais preciosos tesouros da tradicional Inglaterra, vê-se na figura a famosíssima "LIA-FAIL" ou PEDRA DA COROAÇÃO. Esta Pedra Sagrada, que serviu de assento ao Trono onde são coroados os Monarcas ingleses, permaneceu por séculos na Abadia de Westminster, em Londres, tendo sido há poucos anos levada para a Escócia, que a reivindicava ardorosamente. A pedra atual, ao que tudo indica, é uma réplica da verdadeira, depois que esta foi "roubada" há alguns anos atrás, deixando o "ladrão" uma enigmática sigla gravada a canivete na madeira do trono... A Pedra da Coroação é uma Pedra retangular, de cor avermelhada, e acerca da qual existem inúmeras e estranhas lendas. Os escoceses sempre a reivindicaram a posse dessa misteriosa pedra, durante o tempo que permaneceu na Inglaterra. Quando do seu desaparecimento acima referido, foram os mesmos acusados como sendo o causadores do rumoroso "rapto"... A origem da "LIA-FAIL", no entanto, se perde na noite dos tempos, sendo objeto de veneração e orgulho nacional, tanto para os ingleses, como para os escoceses. Sabe-se, entretanto, que o rei Eduardo I, da Inglaterra, em suas conquistas, a retirou do mosteiro de SCONE, levando-a para a Abadia de Westminster. O Trono da Coroação, na Abadia de Westminster, em Londres, foi feito de carvalho, por Eduardo I, para incrustar a pedra da coroação. A partir dessa época, os escoceses nunca cessaram de lutar por sua reconquista, pois, para eles, a Pedra representa o que de mais sagrado existe para sua pátria ultrajada. Recentemente, conseguiram o seu intento. Por outro lado, para a tradição cristã, a famosa Pedra serviu de cabeceira ao Patriarca Jacó. Segundo outros, no entanto, a Pedra foi trazida por Moisés, quando de sua fuga do Egito, libertando o povo hebreu do cativeiro. Daí a origem do nome "LAPIS FARAONI" com que a mesma Pedra é também designada. Consta que Haitebeques, casado com Scot, filha do faraó, saiu em busca da mesma e, apoderando-se dela, atravessou todo o Norte da África, chegando à Europa. Na Galícia, fundou o reino, a cuja capital deu o nome de
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O trono da coroação com a pedra ‘Lia-Fail’ sob o assento.
voz. Assim, todos os nossos altares e tronos descendem diretamente dos marcos-limites priápicos dos pagãos, os Deuses-Têrmos.
Sentir-se-á indignado o leitor fiel aos ensinamentos da Igreja, se lhe ensinarmos que somente sob o reinado de Deocleciano os cristãos adotaram o COSTUME PAGÃO de adoração em templos? Até essa época sentiam insuperável horror aos altares e templos, e durante os primeiros 250 anos de nossa era os consideravam uma abominação. Esses cristãos primitivos são mais pagãos que qualquer dos antigos idólatras. Os primeiros eram o que são os teosofistas de nossos dias; do IV século em diante se tornaram Heleno-judaicos, gentios, tendo a menos a filosofia neoplatônica. Leiamos o que Minitius Felix dizia aos Romanos no 3º século:
"Brigatium". Em louvor à Pedra, transformou-a em trono. A partir daí, todos os monarcas, seus descendentes, passaram a ser entronizados sob a égide da miraculosa "Pedra da Coroação". Um dos descendentes remotos de Haitebeques, ao colonizar a Irlanda, mandou, juntamente com o seu filho Simão Brec, a famosa Pedra, possibilitando, assim, a expansão do Reino. Segundo ainda outros autores, foi esta Pedra que deu origem à Ilha "Fail", e era considerada como PEDRA FALANTE, pois sempre falava quando era preciso designar o rei. Foi também designada de "ANCORA VITAE". Há ainda a lenda relacionada com a Pedra em questão, que transcrevemos aqui: "o pétreo pilar, no qual dormiu Jacob em Bethel, foi trazido ao Egito; dali foi levado por Simon Breck para a Irlanda. Lá, na montanha sagrada de Tara, tornou-se "LIA FAIL", a "Pedra do Destino". Fergus, fundador da monarquia escocesa, levou-a através do mar para Dunstaffnage; Kenneth II removeu-a para Scone". - Nota do compilador, baseado em artigo adaptado de Roberto Lucíola (O Graal e as Pedras Sagradas)
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"Imaginais que nós, cristãos, escondemos o que adoramos PORQUE NÃO POSSUÍMOS TEMPLOS E ALTARES? Mas que imagem de Deus levantaríamos desde que o homem é em si mesmo a imagem de Deus? Que templo poderíamos levantar à Divindade, quando o Universo, que é sua obra, pode dificilmente conte-la? Como colocar o Onipotente num só edifício? Não é melhor consagrarmos um templo à Divindade em nosso coração e em nosso espírito?"
Mas, nessa época, os cristãos do tipo de Minitius Felix tinham presente na memória os ensinamentos do Mestre Iniciado, de não rezar nas sinagogas e nos templos, como fazem os hipócritas, "para serem vistos pelos homens". Lembravam-se da declaração de Paulo, o Apóstolo Iniciado, o "Mestre Construtor", que o homem era o único templo de Deus no qual o Espírito-Santo - o espírito de Deus - permanecia. Obedeciam aos verdadeiros preceitos cristãos, enquanto os cristãos modernos obedecem somente aos cânones arbitrários de suas respectivas Igrejas e às regras que lhe deixaram os seus antepassados. "Os teosofistas são notoriamente ateus", diz um escritor do CHURCH CHRONICLE; "não se conhece um só que assista ao serviço divino... a Igreja é para eles odiosa"; e, repentinamente, dando livre curso à sua cólera, começa a profligar os infiéis, os pagãos M.S.T.
O homem da Igreja moderna também joga suas pedras no teosofista, como o fizeram os seus antepassados, os fariseus da "Sinagoga dos Libertinos", quando lapidaram Etienne por ter dito o que dizem alguns teosofistas cristãos, isto é, que o "Altíssimo não reside num templo construído por mãos de homens" - e não hesita, como o fizeram esses juízes iníquos, em subornar testemunhas para nos acusar.
PARTE VI
A teoria do "mito solar" aparece atualmente tão repisada "ad nauseum", que a ouvimos repetida dos quatro pontos cardeais do orientalismo e do simbolismo, e aplicada sem discernimento a todas as coisas e a toda religião, excetuando-se a igreja cristã e as religiões do Estado. Sem dúvida, o Sol foi na Antigüidade, e desde tempos imemoriais, o símbolo da divindade criadora, não somente entre os parsis, mas também em outras nações; o mesmo se dá nos cultos ritualistas; como o era antigamente, continua a sê-lo em nossos dias. Nossa estrela central é o Pai para os PRO-FANOS; para o EPOPTAE é o Filho da Divindade Incognoscível.
Ragon, o maçom já citado, nos diz: "o Sol era a mais sublime e natural das imagens do Grande Arquiteto; igualmente, a mais engenhosa de todas as alegorias pelas quais o homem moral e bom (o verdadeiro sábio) simbolizara a INTELIGÊNCIA infinita, sem limite". Com exceção desta última afirmação, Ragon tem razão. Ele nos mostra o símbolo gradualmente se afastando do ideal, assim concebido e representado, terminando por se tornar no espírito de seus adoradores ignorantes, não mais um símbolo, mas o próprio Sol. O grande escritor maçônico prova em seguida que o Sol FÍSICO é que era considerado como o Pai e o Filho pelos primeiros cristãos. Diz ele:
"Ó Irmãos Iniciados, podereis vos esquecer que nos templos da religião existente, uma grande LÂMPADA brilha noite e dia? Ela está suspensa diante do altar principal, lá onde está depositada a arca do Sol. Uma outra LÂMPADA brilhando diante da Virgem-Mãe, é o emblema da claridade da LUA. Clemente de Alexandria nos faz saber que os egípcios foram os primeiros a estabelecer o uso religioso das lâmpadas... Sabe-se que o mais sagrado e o mais terrível dos deveres era confiado às Vestais. Se os templos maçônicos são iluminados por três luzes astrais - o Sol, a Lua e a estrela geométrica - e por três luzes vitais - o hierofante e seus dois epíscopes (vigilantes) - é porque um dos pais da maçonaria, o sábio Pitágoras, habilmente sugeriu que não deveríamos falar das coisas divinas sem estarmos esclarecidos pela luz. Os pagãos celebravam a festa das lâmpadas, chamadas 'lampadofórias' em honra de Minerva, Prometeu e Vulcão. Mas, Lactâncio e alguns dos primeiros padres da nova fé se lamentavam amargamente da introdução pagã das lâmpadas nas igrejas. Lactâncio escreve: "SE ELES SE DIGNASSEM CONTEMPLAR ESSA LUZ QUE NÓS CHAMAMOS SOL, RECONHECERIAM DESDE LOGO QUE DEUS NÃO PRECISA DE SUAS 'LÂMPADAS'; e Vigilantus acrescenta: 'Sob o pretexto de religião, a Igreja estabeleceu o costume dos gentios de acender mesquinhas velas, enquanto o
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Sol está nos iluminando com mil luzes. Pode lá ser uma grande honra ao 'Cordeiro de Deus representar-se o Sol dessa maneira, quando, ocupando o MEIO DO TRONO (o Universo), ele o enche com o resplendor de sua Majestade?' Tais passagens nos provam que nesses dias a igreja primitiva adorava o Grande Arquiteto do Universo em sua imagem, o Sol Único, o único de sua espécie ("A Missa e seus Mistérios")".
Realmente, enquanto os candidatos cristãos devem pronunciar o juramento maçônico virados para Este, e seu "Venerável" permanece no lado oriental (porque os neófitos assim faziam nos Mistérios pagãos), conserva a Igreja, por sua vez, o mesmo rito. Durante a Grande Missa, o altar-mor (ARA MAXIMA) é ornado com o tabernáculo ou PYX (a caixa na qual o Santo-Sacramento é fechado) e com seis lâmpadas; o significado exotérico do tabernáculo e seu conteúdo, símbolo do "Cristo-Sol", é a representação do luminar resplandecente, e as seis velas representam os seis planetas (os primeiros cristãos não conheciam mais que esses), três à sua direita e três à sua esquerda Isso é uma cópia do candelabro de sete braços da Sinagoga, cujo significado é idêntico. SOL EST DOMINUS MEUS (o Sol é meu Senhor), diz David no Salmo XCV, e isso é traduzido muito engenhosamente na versão autorizada: "O Senhor é um grande Deus, um grande Rei, acima de todos os deuses!" (V. 3) ou na realidade, os dos planetas. Agostinho Chalis é mais sincero quando diz na sua PHILOSOPHIE DES RELIGIONS COMPARÉES: "Todos são DEV (demônios) nesta terra, menos o Deus dos Videntes (Iniciados), e se em Cristo nada mais vedes que o Sol, vós adorais um DEV, um fantasma, tal como o são todos os Filhos da Noite".
Sendo o Este o ponto cardeal donde surge o astro do dia, o Grande Dispensador e sustentáculo da vida, criador de tudo que existe e respira neste globo, não é de se estranhar que todas as nações da terra tenham adorado nele o agente visível do Princípio e da Causa invisível, e que a missa seja dita em honra daquele que é o dispensador das MESSIS ou colheitas. Mas, entre a adoração do Ideal em si e adoração do símbolo, há um abismo. Para o egípcio douto, o Sol era o olho de Osíris, não o próprio Osíris; o mesmo se dava com os sábios adoradores de Zoroastro.
Para os primeiros cristãos, o Sol tornou-se a divindade IN TOTO e, pela força da casuística, do sofisma e dos dogmas que não devem ser discutidos, as Igrejas cristãs modernas acabaram por obrigar as pessoas cultas a aceitar essa opinião. As Igrejas hipnotizaram-nas numa crença de que seu Deus é a ÚNICA Divindade vivente, o criador do Sol, não o próprio Sol, demônio adorado pelos "pagãos". Mas que diferença há entre um demônio e um Deus antropomórfico,
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tal como é representado nos PROVÉRBIOS de Salomão? Esse "Deus, que ameaça com palavras como estas: 'Eu rirei de vossas calamidades, escarnecerei dos vossos temores' (Prov. I, 27), salvo se os pobres, os desesperados, os ignorantes clamarem por Ele, quando seus 'temores os assolam com uma calamidade' e quando a 'ruína lhes cai como um turbilhão". Comparemos esse Deus com o Grande Avatar, sobre o qual foi fundada a lenda cristã e vamos identificá-la com o Grande Iniciado que disse: "Benditos sejam os que choram, pois serão consolados". Qual o resultado dessa comparação?
Eis aí como justificar a alegria diabólica de Tertuliano, que sorria e se regozijava com a idéia de seu parente próximo, "infiel", assando no fogo eterno, assim como o conselho dado por Hieronymus ao cristão convertido, de calcar aos pés o corpo de sua mãe pagã, se ela procurar impedir que ele a abandone para sempre, a fim de seguir a Cristo...
PARTE VII
O ritual do Cristianismo primitivo - como já está suficientemente demonstrado - deriva da antiga Maçonaria. Esta é, por sua vez, a herdeira dos Mistérios, quase desaparecidos nessa época. Diremos algumas palavras sobre estes: é bem conhecido de toda a Antigüidade que, a par da adoração popular feita de letra morta e formas vazias das cerimônias exotéricas, cada nação tinha seu culto secreto, designado na sociedade como sendo os Mistérios.
Strabon, entre outros, dá seu testemunho dessa asserção (Georg. Lib X). "Ninguém era admitido aos Mistérios se não estava preparado por um treinamento particular. Os neófitos, instruídos na parte superior dos Templos, eram iniciados, nas criptas, ao Mistério final. Essas instruções constituíam a última herança, e última sobrevivência da antiga sabedoria, e é sob a direção de Altos Iniciados que os Mistérios eram REPRESENTADOS. Empregamos de propósito o termo REPRESENTADO, pois que as instruções ORAIS, EM VOZ BAIXA, eram dadas somente nas criptas, em segredo e num silêncio solene. As lições sobre a teogonia e cosmogonia eram expressas por representações alegóricas; o MODUS OPERANDI da evolução gradual do Kosmos, dos mundos e finalmente de nossa terra, dos Deuses e dos homens, tudo isso era comunicado simbolicamente. As grandes representações públicas, que eram dadas durante as festas dos Mistérios, tinham por testemunha o povo que adorava cegamente as verdades ali personificadas. Somente os Altos Iniciados, os EPOPTAE, compreendiam sua linguagem e seu significado real. Tudo isso e muito mais ainda é conhecido pelos sábios.
Todas as antigas nações pretenderam saber que os Mistérios reais, concernentes ao que se chama, tão pouco filosoficamente, a criação, foram divulgados aos Eleitos de nossa raça (a quinta) por essas primeiras dinastias de REIS DIVINOS - "Deuses na carne", "Encarnações divinas ou Avatares".
As últimas estrofes extraídas do Livro de Dzyan para a DOUTRINA SECRETA (vol. 3, p. 27 - ed. inglesa) falam dos que reinaram sobre os descendentes "nascidos do Santo Rebanho" e... "que tornaram a descer e fizeram a paz com a quinta raça, e a instruíram e ensinaram".
A frase "fizeram a paz" mostra que houve uma CONTENDA precedente. O destino dos Atlantes em nossa filosofia e o dos pré-diluvianos na Bíblia corrobora essa idéia. Uma vez mais, e isso muitos séculos antes dos Ptolomeus, o mesmo abuso da ciência sagrada dominou lentamente os Iniciados do Santuário egípcio. Os ensinamentos sagrados dos Deuses, mesmo
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conservados em toda sua pureza durante séculos inumeráveis, a par da ambição pessoal e do egoísmo dos Iniciados, foram de novo corrompidos. O significado dos símbolos encontrou-se muitas vezes profanado por inconvenientes interpretações, e, bem cedo, os mistérios de Elêusis foram os únicos que permaneceram puros de toda alteração e de toda inovação sacrílega. Eram celebrados em Atenas em honra de Demeter (Ceres) ou da Natureza, e foi lá que a elite intelectual da Grécia da Ásia Menor foi iniciada. No seu quarto livro, Zózimo afirma que esses iniciados pertenciam a toda a humanidade (7) e Aristides chama aos Mistérios: "O Templo comum de toda a terra".
Foi para conservar alguma lembrança desse "templo" e reconstrui-lo oportunamente, que alguns eleitos, dentre os Iniciados, foram escolhidos e postos de reserva. Isto foi cumprido pelo seu Grande Hierofante em cada século, desde a época em que as alegorias sagradas mostraram os primeiros sintomas de profanação e de decadência.
Finalmente, os Grandes Mistérios de Elêusis tiveram o mesmo destino dos outros. Sua superioridade primordial e seu alvo primitivo são descritos por Clemente de Alexandria, que nos mostra como os Grandes Mistérios divulgavam os segredos e o modo da construção do Universo, sendo isso o começo, o fim e o último alvo do conhecimento humano. E mostrava-se ao Iniciado a natureza de todas as coisas tais como são (strom 8). Tal era a Gnose Pitagórica: "o conhecimento das coisas tais como são".
Epícteto fala dessas instruções em termos os mais elevados: "Tudo que lá está estabelecido, o foi por nossos Mestres para instrução dos homens e correção de nossos costumes" (apud Arriam, Dissert. lib. cap. 21) - e Platão diz o mesmo em seu PHEDON; o fim dos Mistérios era restabelecer a alma em sua primitiva pureza, ESSE ESTADO DE PERFEIÇÃO QUE ELA HAVIA PERDIDO.
Parte VIII
Mas chegou a época em que os Mistérios se desviaram de sua pureza, como aconteceu às religiões exotéricas. Isso começou quando o Estado, sob o conselho de Aristogiton, entendeu de fazer dos Mistérios de Elêusis uma constante e fecunda fonte de rendas. Promulgou-se uma lei para esse efeito. Daí por diante, ninguém podia ser iniciado sem pagar uma certa soma pelo privilégio. O que até então era adquirido ao preço de incessantes esforços, quase sobre-humanos, em direção à virtude e à perfeição, tornou-se adquirível com ouro. Os laicos, e mesmo os sacerdote - aceitando essa profanação, perderam o antigo respeito pelos Mistérios interiores e isso acabou por conduzir a ciência sagrada à profanação.
A ruptura feita no véu alargou-se em cada século e, mais do que nunca, os sublimes Hierofantes, temendo a publicação e alteração dos segredos mais santos da natureza, trabalharam para eliminá-los do programa INTERIOR, limitando seu pleno conhecimento a um pequeno número.
Aqueles que foram POSTOS DE RESERVA, tornaram-se os únicos guardiães da divina herança das idades passadas.
Sete séculos mais tarde, encontramos Apuleio, apesar de sua sincera inclinação à magia e à mística, escrevendo no seu "Idade de Ouro" uma sátira amarga contra a hipocrisia e o deboche de certas ordens de sacerdotes, meio-iniciados. Por ele nos cientificamos também de que no seu tempo (século II depois de J.C.), os Mistérios se tornaram tão comuns que pessoas de todas as condições e classes, em todas as nações, homens, mulheres e crianças, TODOS ERAM INICIADOS! Nesse tempo a iniciação era tão necessária quanto o batismo em nossos dias, e correspondia ao que é o batismo: uma cerimônia sem significação e de pura foram. Ainda mais tarde, os fanáticos da nova religião deitaram suas pesadas mãos sobre os Mistérios.
Os EPOPTAE, aqueles "que viam as coisas tais quais são", desapareceram um a um, emigrando para regiões inacessíveis aos cristãos. Os MISTOS (mistos ou velados), "esses que vêem as coisas tais como parecem ser", tornaram-se em seguida, rapidamente, os únicos senhores da situação.
São os primeiros, os "POSTOS DE RESERVA", que conservaram os verdadeiros segredos, e são os MITOS, os que só conhecem as coisas superficialmente, que assentaram a pedra fundamental da FRANCO-MAÇONARIA MODERNA. Dessa fraternidade primitiva de maçons, semi-pagãos, semi-convertidos, nasceram o ritual cristão e a maior parte dos dogmas.
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Os EPOPTAE e os MISTOS são ao mesmo tempo designados pelo nome de Maçons, pois todos, fiéis ao juramento feito a seus Hierofantes e "Reis" desaparecidos há muito, reconstruíram SEUS TEMPLOS; os EPOPTAE, seu templo "inferior", e os Mistos, seu templo "superior", pois tais eram os nomes com os quais eram irrespeitosamente designados em certas regiões, tanto na antiguidade, como em nossos dias. Sófocles fala, em ELECTRA, (ato II) sobre os fundamentos de Atenas - o lugar dos Mistérios de Elêusis - como sendo o "edifício sagrado dos Deuses", isto é, construído pelos Deuses. A iniciação era descrita como um "passeio do Templo", e a "purificação' ou "reconstrução do Templo" se referia ao corpo do Iniciado na sua última e suprema prova. (Ver o Evangelho de São João, II: 19). A doutrina exotérica era algumas vezes designada sob o nome de "templo", e a religião popular exotérica pelo nome de "cidade". CONSTRUIR UM TEMPLO significava fundar uma escola exotérica; CONSTRUIR "UM TEMPLO NA CIDADE" se referia ao estabelecimento de um culto público. Por conseguinte, os verdadeiros sobreviventes dos Maçons são esses do Templo INFERIOR, ou a Cripta, lugar sagrado da iniciação; são os únicos guardiães dos verdadeiros segredos maçônicos perdidos agora para o mundo.
De bom grado concedemos à fraternidade moderna dos Maçons o título de "construtores" do "TEMPLO SUPERIOR", apesar da superioridade do adjetivo dado a priori ser tão ilusória como a chama da sarça de Moisés nas Lojas dos Templários.
Parte IX
A alegoria mal compreendida, conhecida pelo nome de descida aos Infernos, causou muitos males. A "Fábula" esotérica de Hércules e de Teseu descendo às REGIÕES INFERNAIS; a viagem de Orfeu aos Infernos, encontrando seu caminho graças ao poder de sua lira (Ovídio, METAMORFOSES), a viagem de Krishna e finalmente do Cristo que "desceu aos Infernos" e "ressuscitou dos mortos" ao terceiro dia, todas se tornaram irreconhecíveis pelos "adaptadores" não iniciados dos ritos pagãos, que os transformaram em ritos e dogmas da Igreja.
Do ponto de vista astronômico, essa DESCIDA AOS INFERNOS simboliza o Sol durante o equinócio do outono. Imaginava-se, então, que ele abandonava as altas regiões siderais e travava um combate com o demônio das trevas, que nos tira a melhor parte de nossa luz. Concebia-se o sol sofrendo uma morte temporária e descendo às regiões infernais. Mas, sob o ponto de vista místico, essa alegoria simboliza os ritos de iniciação nas criptas do Templo, chamadas o "mundo inferior" (HADES). Baco, Héracles, Orfeu, Asklépios e todos os outros visitantes da cripta, desciam aos infernos, donde ressurgiam ao terceiro dia, pois todos eram Iniciados e "construtores do Templo Inferior".
As palavras de Hermes, dirigidas a Prometeu encadeado sobre as rochas áridas do Cáucaso - Prometeu ligado pela ignorância e devorado pelo abutre das paixões - aplicavam-se a cada neófito, a cada CHRESTOS durante as provas. "Não há fim para o teu suplício até que Deus (ou um deus) apareça e te alivie as tuas dores, consentindo em descer contigo ao tenebroso HADES, às sombrias profundezas do Tártaro" (Ésquilo: PROMETEU, 1.027 e ss.) Isto quer simplesmente dizer que, enquanto Prometeu (ou o homem) não encontrar o "deus" ou o Hierofante (o Iniciador) que desça voluntariamente consigo às criptas da iniciação e o dirija em torno do Tártaro, o abutre das paixões não cessará de devorar os seus órgãos vitais 8.
8 A região obscura da cripta, na qual, supunha-se, o candidato à iniciação rejeitava para sempre suas más paixões ou maus desejos. Provêm daí todas as alegorias contidas nas obras de Homero, de Ovídio, de Virgílio, etc..., que os sábios modernos tomam no sentido literal. O Phlegetonte era o rio no Tártaro, onde o Iniciado era mergulhado três vezes pelo Hierofante, depois do que estavam terminadas as provas. O homem havia nascido de novo; tinha deixado para sempre o velho homem de pecado na corrente sombria, e ao terceiro dia, quando saía do Tártaro, era um INDIVIDUALIDADE; a PERSONALIDADE estava morta. Toda alegoria (como a de Ixion, Tântalo, Sísifo, etc.) é a personificação de alguma paixão humana.
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Ésquilo, como Iniciado, não podia dizer mais do que isso! Mas, Aristófanes, menos piedoso, ou mais audacioso, divulga o segredo aos que não estão cegos pelos preconceitos por demais enraizados, em sua sátira imortal AS RÃS, sobre a "descida aos infernos" de Herákles. Lá encontramos o coro dos bem-aventurados (os Iniciados), os Campos-Elíseos, a chegada de Baco (o deus Hierofante) com Terakles, a recepção com as tochas acesas, emblema da NOVA VIDA e da RESSURREIÇÃO das trevas da ignorância humana para a luz do conhecimento espiritual, a VIDA ETERNA. Cada palavra da brilhante sátira atesta a intenção interior do poeta:
Animai-vos, tochas ardentes... pois as vens
Agitando em tua mão, Jaco 9
Estrela fosforescente do rito noturno
As iniciações finais sempre eram feitas à noite. Falar-se, por conseguinte, de alguém que houvesse descido aos infernos equivalia, na antiguidade, a designá-lo como um INICIADO PERFEITO. Aos que se sentirem inclinados a rejeitar essa explicação, eu farei uma pergunta: podem eles nos revelar, neste caso, a significação de uma frase contida no sexto livro de Eneida de Virgílio? Que quer dizer o poeta senão o que exprimimos acima, quando, introduzindo o venerável Anquises nos Campos Elíseos, ele o induz a aconselhar seu filho Enéas a realizar a viagem à Itália... onde teria que combater, em Latium, um povo rude e bárbaro; mas, acrescenta ele, "não te aventures a tal antes de teres concluído A DESCIDA AOS INFERNOS", quer dizer, "antes de seres um Iniciado".
Os clérigos benévolos que, sob a menor das provocações, estão sempre prontos a nos mandar ao Tártaro e às regiões infernais, não suspeitam o bom voto formulado a nosso respeito, e qual o caráter de santidade que deveremos adquirir para poder entrar num local tão sagrado.
Os pagãos não eram os únicos a ter os seus Mistérios. Belarmino (de Eccl. Triumph lib. II, cap. 14) afirma que os primeiros cristãos adotaram, dentre o conjunto das cerimônias pagãs, o costume de reunir-se na Igreja durante as noites que precediam suas festas, para ali passar em vigília, ou "vesperas".
Suas cerimônias, no começo, foram realizadas com pureza e a mais edificante santidade, mas nessas reuniões não tardaram em infiltrar-se abusos de imoralidade, e os Bispos julgaram melhor suprimi-las. Temos lido dúzias de livros que falam da licenciosidade que reinava nas festas religiosas pagãs. Cícero (de Leg. Lib. II, cap. 15) nos mostra Diagondas, o Aebano, que não
9 Outro nome de Baco.
As Origens do Ritual na Igreja e na Maçonaria 31
encontra, para remediar tais desastres nas cerimônias, outras medidas senão a supressão dos próprios mistérios. Entretanto, quando comparamos as duas espécies de celebrações - os mistérios pagãos santificados desde tempos remotos, muitos séculos antes de nossa era, e os ágapes cristãos de uma religião apenas nascida e com pretensões a tão grande influência purificadora sobre seus conversos - não podemos deixar de lamentar a cegueira mental dos seus defensores cristãos, de citar em sua intenção esta pergunta de Roscommon:
"Se começais com tal pompa e tal ostentação,
Por que é tão mesquinho e tão baixo o vosso fim?"
Parte X
O Cristianismo primitivo - tendo derivado da Maçonaria primitiva - também tinha seus sinais, suas palavras de passe e seus graus de iniciação. "Maçonaria" é um termo antigo, e seu emprego não vai muito além da nossa era. Paulo intitula-se "Mestre Construtor", e era um deles.
Os antigos maçons eram designados por nomes diferentes, a maior parte dos ecléticos alexandrinos, os teósofos de Ammonius Saccas e os últimos neoplatônicos eram todos virtualmente maçons. Todos estavam ligados pelo juramento do segredo. Todos se consideravam uma fraternidade e tinham também seus sinais de reconhecimento. Os ecléticos ou filaleteos contavam em suas fileiras com os sábios mais capazes e mais eruditos da época, como também diversas cabeças coroadas. O autor da FILOSOFIA ECLÉTICA assim se exprime:
"Suas doutrinas foram adotadas pelos pagãos e pelos cristãos na Ásia e na Europa, e durante algum tempo tudo parecia favorável a uma fusão geral das crenças religiosas. Foram adotadas pelos imperadores Alexandre, Severo e Juliano. Sua influência predominante sobre as idéias religiosas excitaram os ciúmes dos cristãos de Alexandria; a escola foi transferida para Atenas, e em seguida fechada pelo imperador Justiniano. Seus instrutores SE RETIRARAM PARA A PÉRSIA 10 onde tiveram numerosos discípulos".
Outros pormenores poderiam ser interessantes. Sabemos que os Mistérios de Elêusis sobreviveram a todos os outros. Enquanto os cultos secretos dos Deuses Menores, como os CURATES, os DACTYLI, os adoradores de Adonis, de KBIRI, e mesmo esse do velho Egito, desapareciam sob a mão vingativa e cruel do desumano Theodósio 11, os Mistérios de Elêusis não podiam ser tão facilmente suprimidos. Eles eram, na verdade, a religião da Humanidade e brilhavam com todo seu antigo esplendor, senão na sua pureza primitiva. Seriam necessários vários séculos para aboli-los e eles se perpetuaram até o ano 396 de nossa era. Foi então que os "Construtores do Templo Superior, ou do Templo da Cidade", apareceram em cena pela primeira vez, e trabalharam sem descanso para introduzir seu ritual e seu dogma particular na Igreja nascente, sempre contendora e combativa. O tríplice "Santus" da missa da
10 Podemos acrescentar: e mais além, na Índia, na Ásia Central, pois encontraremos sua influência em todos os países asiáticos.
11 O assassino dos tessalônicos, que foram massacrados por esse piedoso filho da Igreja.
As Origens do Ritual na Igreja e na Maçonaria 33
igreja católica romana é o S.S.S. daqueles maçons primitivos, e é também o prefixo moderno de seus documentos ou de todo "balaústre" 12; é a inicial de SALUTEM ou SAÚDE e por isso foi dito acertadamente por um Maçom: "Essa tríplice saudação maçônica é a mais antiga entre os maçons". (Ragon)
12 Balaústre - termo maçônico, significando trabalho escrito.
Parte XI
Mas os enxertos maçônicos na árvore da religião cristã não se limitam a isso. Durante os Mistérios de Elêusis, o vinho representado BACO e o pão ou trigo, CERES 13. Ora, Ceres ou Demeter era o princípio produtor feminino da terra, a esposa do pai Aether ou Zeus; e Baco, o filho de Zeus-Júpiter, era seu pai manifestado. Noutros termos, Ceres e Baco eram as personificações da substância e do espírito, os dois princípios vivificantes em a natureza e sobre a terra. O Hierofante Iniciador apresentava simbolicamente aos candidatos, antes da revelação final dos mistérios, o vinho e o pão, que estes comiam e bebiam para testemunhar que o espírito devia vivificar a matéria, isto é, que a Divina Sabedoria do Eu Superior devia penetrar no Eu interior ou alma, tomar posse dele, auto-revelar-se.
Esse rito foi adotado pela Igreja cristã. O Hierofante, que então era chamado o "Pai", tornou-se agora - menos o conhecimento - o padre, o "pai" que administra a mesma comunhão. Jesus se chama a si mesmo a vinha, e a seu "Pai", o Vinhateiro; suas palavras na Última Ceia mostram seu perfeito conhecimento do significado simbólico do pão e do vinho, assim como sua identificação com os LOGOI dos antigos: "Aquele que comer minha carne e beber meu sangue, terá a vida eterna"... E acrescenta: "as palavras (RHEMATA, ou palavras secretas) que vos dou, são Espírito e Vida". Elas o são, porque "é o Espírito que vivifica". Essas RHEMATA de Jesus são, na verdade, as palavras secretas DE UM INICIADO.
Mas entre esse nobre rito, tão velho como o simbolismo, e sua última interpretação antropomórfica, conhecida agora como transubstanciação, há um
13 Baco é certamente de origem hindu. Pausânias o mostra como sendo o primeiro que conduziu uma expedição contra a Índia e que construiu uma ponte sobre o Eufrates. "O cabo que servia para unir as duas margens opostas é mostrado hoje, diz um historiador, tecido de cepos de vinha e de ramos de hera restaira" XXXIV, 4). Arianus e Quinto Cúrcio explicavam a alegoria do nascimento de Baco, saído da coxa de Zeus, dizendo que ele havia nascido no monte Meru, e nós sabemos que Eratósthenes e Strabon acreditavam que o Baco hindu fora inventado pelos cortesãos de Alexandre, simplesmente para agradá-lo, pois que ele se comprazia em pensar que havia conquistado a Índia, tal qual se supunha havia feito Baco. Mas, por outro lado, Cícero menciona o Deus como sendo filho de Thyne e de Nisus; Dionísios significa o Deus Dis, do monte Nys da Índia. Baco coroado de hera ou Kissos, não é senão Krishna, um de cujos nomes era Kissen. Dionísios era, antes de tudo, o Deus com o qual se contava para libertar as almas dos homens de suas prisões de carne: - Hades ou o Tártaro humano, num destes sentidos simbólicos. Cícero chama a Orfeu "um filho de Baco", e aqui encontramos uma tradição que, não somente representa Orfeu como vindo da Índia (diziam-no moreno de pele tisnada), mas também o identifica com Arjuna, o "chela" e filho adotivo de Krishna. (Ver Five Years of Theosophy).
As Origens do Ritual na Igreja e na Maçonaria 35
abismo de sofisma eclesiástico. Quanta força há na exclamação: "Infelizes sois, Homens da Lei, pois REJEITASTES A CHAVE DO CONHECIMENTO" (e hoje nem sequer permitis que gnose seja dada aos outros), e eu, com decuplada força digo que essas palavras jamais foram de maior aplicação que em nossos dias.
Sim, essa GNOSE "vós não a deixais penetrar em vós mesmo, e os que quiseram e querem atingi-la, foram por vós impedidos', e ainda os impedis.
Os sacerdotes modernos não são os únicos que merecem essa censura. Os maçons, os descendentes ou, em todo caso, os sucessores dos "construtores do Templo Superior" da época dos Mistérios, e que deviam ter um melhor conhecimento, escarnecem e desprezam os seus irmãos que se lembram de sua verdadeira origem. Diversos grandes sábios e cabalistas modernos, que são maçons e que poderíamos citar, não recebem de seus irmãos senão um desdenhoso sacudir de ombros. É sempre a mesma velha história. Mesmo Ragon, o mais erudito dentre os maçons de nosso século, queixou-se nestes termos: "Todas as velhas narrações atestam que as iniciações na antiguidade continham um cerimonial imponente, tornado memorável para sempre pelas grandes verdades divulgadas e pelos conhecimentos que dele resultaram. Entretanto, ALGUNS MAÇONS MODERNOS DE MEIO-SABER se apressam em tratar de charlatães todos os que, felizmente, se lembram dessas antigas cerimônias e desejam aplicá-las" (Curso. Filos.)
Parte XII
"Vanitas, vanitatum": Nada é novo sob o Sol. As "litanias da Virgem Maria" o provam da maneira mais categórica. O Papa Gregório I introduziu a adoração da Virgem Maria, e o Concílio de Caldedônia proclamou-a Mãe de Deus. Mas, o autor das Litanias não teve receio (talvez por culpa de sua inteligência) de orná-las com o títulos e adjetivos pagãos, como o demonstrarei.
Não há um símbolo ou metáfora nessas célebres Litanias que não pertença a um mundo de deusas; todas são Rainhas, Virgens ou Mães. Esses três títulos se aplicavam a Ísis, Rhea, Cibele, Diana, Lucífera, Lucina, Luno, Tellus, Latone, Triformis, Proserpina, Hécate, Juno, Vesta, Ceres, Leucotéia, Astarté, a celeste Vênus e Urânia, Alma Vênus, etc., etc...
Ao lado do significado primitivo da Trindade (significado esotérico, ou o do Pai, da Mãe e do Filho), não encontramos nós o "Trimurti" oriental (Deus de três faces), que no Panteão maçônico representa: "o Sol, a Lua e o Venerável"?. Ligeira alteração, em verdade, do Norte e do germânico Fogo, Sol e Lua?
Talvez fosse o íntimo conhecimento disto que fez o maçom Ragon escrever a seguinte profissão de fé:
"Para mim, o filho é o mesmo que Hórus, filho de Osíris e de Ísis; ele é o Sol que, cada ano, salva o mundo da esterilidade, e todas as raças da morte universal".
E ele continua falando das litanias da Virgem Maria, dos templos, das festas, das missas e dos serviços da Igreja, das peregrinações, oratórios, jacobinos, franciscanos, vestais, prodígios, "ex-voto", nichos, estátuas, etc...
De Marville, um grande hebraísta, tradutor da literatura rabínica, observa que os judeus dão à Lua todos os nomes que se acham nas Litanias e são utilizados para glorificar a Virgem. Encontra nas "Litanias de Jesus" todos os atributos de Osíris - o Sol Eterno - e de Hórus - o Sol anual.
E ele o prova.
"Mater Christi" é a mãe do "Redentor" dos antigos maçons, que é o "Sol". Entre os egípcios, os "hoi polloi" pretendiam que o Menino, símbolo da grande estrela central, Hórus, era o Sol de Osireth e Oseth, cujas almas, depois de sua
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morte, haviam animado o Sol e a Lua. Com os fenícios, Ísis se tornou Astarté, nome sob o qual adoravam a Lua personificada por uma mulher ornada de chifres que simbolizavam o crescente. Astarté era representada no equinócio de outono, depois que seu esposo (o Sol) tinha sido vencido pelo Príncipe das Trevas, e descido aos infernos, chorando a perda deste esposo, que é também, seu filho, tal qual o faz Ísis chorando seu esposo, irmão e filho (Osíris e Hórus). Astarté tem em sua mão uma vareta cruciforme, uma autêntica cruz, e chora sobre o crescente da Lua. A Virgem-Maria cristã é freqüentemente representada na mesma atitude, de pé sobre a Lua Nova, cercada de estrelas e chorando seu filho: "justa crucem lacrymosa dum pendebat filius" (ver o "Stabat Mater Dolorosa"). Não está aí a sucessora de Astarté, de Ísis? - pergunta o autor.
Realmente, basta recitarmos as "Litanias da Virgem" da Igreja Católica Romana, para verificar que repetimos os antigos encantamentos dirigidos à Adonaia (Vênus), a mãe de Adônis, o Deus Solar de tantas nações; à Mylitta (a Vênus assíria), deusa da Natureza; à Alilat, que os árabes simbolizam por dois chifres lunares; à Selene, mulher e irmã de Hélios, o deus Sol dos gregos; ou à "Magna Mater... honestissima, purissima, castissima", a Mãe Universal de todos os Seres, porque é a NATUREZA MÃE.
"Maria" é realmente a Ísis Myrionymos, a deusa mãe dos dez mil nomes! Como o Sol, que era Febo nos céus, tornou-se Apolo na terra e Plutão nas regiões mais inferiores (depois do por do Sol), da mesma forma a Lua, que era Feba nos céus, Diana na terra (Gaia, Latone, Ceres), tornou-se Hécate e Proserpina no Hades. Será espantoso que Maria seja chamada "Regina Virginum", "Rainha das Virgens", e "castissima", "a mais casta", quando as próprias orações que lhe são dirigidas às seis horas da manhã e da tarde, foram copiadas daquelas cantadas pelos gentios (pagãos), "às mesmas horas", em honra de Feba e de Hécate? Sabemos que os versos das "Litanias da Virgem Stella Matutina" é uma cópia fiel do verso que se encontra nas Litanias dos "Triformis" dos pagãos. Foi o Concílio que condenou Nestorius, por ter designado, pela primeira vez, Maria como a "Mãe de Deus", "Mater Dei".
Mais tarde teremos algo a dizer sobre essas famosas Litanias da Virgem, e demonstraremos plenamente sua origem. Colheremos as provas extraídas dos clássicos e dos modernos à medida que avançarmos, e completaremos o conjunto com os "Anais" das Religiões, tais como se encontram na doutrina esotérica. Enquanto esperamos, incorporaremos algumas outras exposições e daremos a etimologia dos termos, os mais sagrados, do ritual eclesiástico.
PARTE XIII
Prestemos alguns momentos de atenção às assembléias dos "Construtores do Templo Superior" nos primeiros tempos do Cristianismo. Ragon nos mostrou plenamente a origem dos seguintes termos:
a) "A palavra 'Missa' vem do latim MESSIS - 'colheita', donde o nome de MESSIAS, aquele que faz amadurecer as colheitas - 'Cristo-Sol'.
b) A palavra 'Loja', da qual se servem os maçons, fracos sucessores dos Iniciados, toma sua raiz em LOGA (LOKA em sânscrito), uma localidade e um MUNDO; e do grego LOGOS - a Palavra, um discurso, cujo pleno significado é: um local onde certas coisas são discutidas".
c) As reuniões dos LOGOS dos Maçons, PRIMITIVOS INICIADOS, acabaram sendo chamadas SYNAXIS, 'assembléias' de Irmãos, com o fim de rezar e celebrar a Ceia (refeição), onde eram utilizadas somente as oferendas não manchadas de sangue, tais como os frutos e cereais. Logo depois essas oferendas foram chamadas HOSTIAE, ou HOSTIAS puras e sagradas, em contraste com os sacrifícios impuros (como os prisioneiros de guerra, HISTES, donde o francês HOSTAGE - ÔTAGE ou REFÉM), e porque as oferendas consistiam de frutos da colheita, as primícias de MESSIS. Já que nenhum Pai da Igreja menciona, como certos sábios o teriam feito, que a palavra missa vem do hebreu MISSAH (OBLATUM, oferenda), esta explicação é tão boa quanto a outra. (Para um estudo profundo da palavra Missah e Mizda, ver os GNOSTICOS, de King, p. 124 e seguintes).
A palavra SYNAXIS tinha seu equivalente entre os gregos na palavra AGYRMOS (reunião de homens, assembléia). Referia-se à Iniciação nos Mistérios. As duas palavras, SYNAXIS e AGYRMOS (14) caíram em desuso, e a palavra MISSA prevaleceu e ficou.
Desejosos com estão os teólogos de velar pela sua etimologia, diremos que o termo "Messias" (Messiah) deriva da palavra latina MISSUS (Mensageiro, o Enviado). Mas, se assim é, essa palavra poderia também ser aplicada ao Sol, o mensageiro anual, enviado para trazer nova vida à terra e à sua produção. A palavra hebraica Messiah, MASHIAH (o ungido, de Mashah, ungir) dificilmente poderia ser aplicada no sentido eclesiástico, ou seu emprego ser justificado como autêntico, tanto quanto a palavra latina MISSAH (missa) não deriva da outra palavra latina MIT-TERE, MISSUM, "enviar" ou "reenviar". Porque o serviço
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da comunhão, seu coração e sua alma, se fundamenta na consagração e oblação da HÓSTIA (sacrifício), um pão ázimo (fino como uma folha) representando o corpo de Cristo na Eucaristia, e sendo feito de flor de farinha, é um desenvolvimento direto da colheita ou oferendas de cereais.
Ainda mais, as missas primitivas eram Ceias (ou último alimento do dia), simples refeição dos romanos, em que eles "faziam abluções", eram ungidos e se vestiam do SENATORY, e foram transformadas em refeições consagradas à memória da última ceia de Cristo.
No tempo dos apóstolos, os judeus convertidos se reuniam em seus SYNAXIS para ler os Evangelhos e suas correspondências (Epístolas). São Justino (ano 150 de nossa era) nos diz que essas Assembléias solenes eram feitas nos dias chamados "sun" (o dia do Senhor, e em latim, DIES MAGNUS). Nesses dias, havia o canto dos salmos, a "colação" do batismo com água pura e o ÁGAPE da Santa Ceia "com água e o vinho". Que tem a ver essa combinação híbrida das refeições romanas pagãs, erigidas em mistério sagrado pelos inventores dos dogmas da Igreja, com o MESSIAH hebreu, "aquele que deve descer às profundezas" (ou Hades), ou com o Messias (que é a sua tradução grega)? Como demonstrou Nork, JESUS JAMAIS FOI UNGIDO, NEM COMO GRANDE SACERDOTE, NEM COMO REI, e é por isso que seu nome MESSIAS não pode derivar da palavra equivalente hebraica, ainda mais que a palavra "ungido" ou "untado de óleo", termo homérico, é CHRI e CHRIO, ambos significando UNTAR O CORPO DE ÓLEO (ver Lúcifer, 1887: THE ESOTERIC MEANING OF THE GOSPELS - O Significado Esotérico dos Evangelhos).
As frases seguintes de um outro maçom de grau elevado, autor da SOURCES DES MESURES, resumem em algumas linhas esse "imbroglio" secular: "O fato é , diz ele, que existem DOIS MESSIAS: um, descendo por sua própria vontade ao abismo para a salvação do mundo (15) - é o Sol despojado de SEUS RAIOS DE OURO e coroado de raios negros como espinhos (simbolizando essa perda); o outro, o MESSIAS triunfante, que alcançou o ÁPICE DO ARCO DO CÉU, personificado pelo LEÃO DA TRIBO DE JUDÁ. Em ambos os casos, ele tem a cruz...
Nas AMBARVALIAS, festas romanas dadas em honra de Ceres, o ARVAL, assistente do Grande Sacerdote, vestido de branco imaculado, colocava sobre a HOSTIA (a oferenda do sacrifício) um bolo de trigo, água e vinha; provava o vinho das libações e dava-o a provar aos outros. A OBLAÇÃO (ou oferenda) era então erguida pelo Grande Sacerdote. Tal oferenda simbolizava os três reinos da natureza: o bolo de trigo (o reino vegetal), o vaso do sacrifício ou CÁLICE (o
As Origens do Ritual na Igreja e na Maçonaria 40
reino mineral) e o PAL (a estola) do Hierofante, uma de cujas extremidades pousava sobre o cálice contendo o vinho da oblação. Essa estola era feita de pura lã branca de tosão de cordeiro.
Os padres modernos repetem gesto por gesto os atos do culto pagão. Eles erguem e oferecem o pão para a consagração; benzem a água que deve ser posta no cálice, e em seguida vertem o vinho, incensam o altar, etc., etc... e, voltando ao altar, lavam os dedos, dizendo: "Eu lavarei minhas mãos entre o Justo e rodearei teu altar, Ó Grande Deusa!" (Ceres). Assim o fazem porque o antigo sacerdote pagão assim o fazia, e dizia: "Eu lavo minhas mãos (com água lustral) entre o Justo (os irmãos completamente iniciados) e rodeio teu altar, ó Grande Deusa! (Ceres)".
O Grande Sacerdote fazia três vezes a volta ao altar, levando as oferendas, erguendo acima de sua cabeça o cálice coberto com a extremidade de sua estola feita de lã de cordeiro, branca como a neve...
A vestimenta consagrada, usada pelo Papa, PALLIUM, TEM A FORMA DE UMA MANTA FEITA DE LÃ BRANCA, COM UM GALÃO DE CRUZES PÚRPURAS. Na Igreja grega, o Padre cobre o cálice com a extremidade de sua estola pousada sobre seu ombro.
O Grande Sacerdote da antiguidade repetia três vezes durante o serviço divino seu "O Redemptor Mundi" a Apolo - o Sol; seu "Mater Salvatoris" a Ceres - a Terra; seu Virgo Partitura à Virgem Deusa, etc... pronunciando SETE COMEMORAÇÕES TERNÁRIAS. (Ouvi, ó maçons!). O número ternário tão reverenciado na antiguidade, como em nossos dias, é pronunciado sete vezes durante a Missa; temos três INTROITO, três KYRIE ELEISON, três MEA CULPA, três AGNUS DEI, três DOMINUS VOBISCUM, verdadeiras séries maçônicas. Acrescentemos-lhes os três ET CUM SPIRITU TUO, e a missa cristã nos oferecerá as mesmas SETE COMEMORAÇÕES TRÍPLICES.
Paganismo, Maçonaria, Teologia, tal é a trindade histórica que governa o mundo SUB-ROSA.
Podemos terminar com uma saudação maçônica, e dizer: Ilustre dignitário de Hiram Abif, Iniciado e "Filho da Viúva": o Reino das Trevas e da ignorância desaparece rapidamente, mas há regiões ainda inexploradas pelos sábios e que são tão negras quanto a noite do Egito.
FRATRES SOBRII ESTOTE ET VIGILATE.
As Origens do Ritual na Igreja e na Maçonaria 41
F I N I S

Mitologia Celta

Seg, 29 de Agosto de 2011 23:56

EPONA 

Diosa gala. Es la más conocida de las divinidades de las aguas.
El caballo, que la acompañaba siempre, formaba con ella un grupo inseparable.
Era también la diosa de la abundancia agrícola.
Fue la única divinidad celta que tuvo un puesto en el panteón grecorromano.
La caballería celta, que combatió junto a las fuerzas romanas como federados, hizo su culto popular hasta en los países de Oriente.
Su nombre epos=caballo, la hizo diosa de la caballería.

 

ESUS 

ESUS era el nombre galo.
Divinidad gala que formaba parte de la trinidad formada por Esus, Taran y Teutates. Era el leñador divino.
No se sabe si se le consideraba una especie de arquitecto universal o era una simple divinidad de los bosques, como el Silvanus latino.
En general, era considerado como un dios ávido de sangre, asesino, que inspiraba terror en los combates y llenaba de violencia las batallas.
A él eran inmolados los enemigos cuando caían en combate y a él se sacrificaban a los prisioneros de guerra.
Pero los sacrificios que le eran más gratos consistían en ahorcar a sus víctimas de un árbol.
La madera que se le ve cortar en un bajorrelieve del museo de Cluny estaba seguramente destinada a la hoguera del sacrificio. Cuando fue esculpido ese monumento- en tiempos de Tiberio, entre los años 13 y 37 de nuestra era, en la Galia estaba prohibido el sacrificio humano, pero la supresión de esa costumbre era bastante reciente, ya que siete años antes del comienzo de nuestra era, Denys de Halicarnaso todavía la menciona usando el verbo en tiempo presente.
Bajo el reinado de Claudio, en el año 43 o 44 de nuestra era, Pomponio Mela habla de que no pudiendo ya matar a hombres, los druidas se contentaban con sacar gotas de sangre a personas de buena voluntad.

ETAIN

ETAIN es el nombre irlandés.
Diosa que fue primero esposa de Mider, y luego lo fue de Oengus al raptarla este.
Mider, al perder a Etain tras el rapto volvió a casarse. La segunda esposa de Mider, Fuamnach, estaba violentamente celosa porque Mider seguía amando a Etain. Aprovechó la ausencia de Oengus del lugar en que habitaba con Etain, para enviar una racha de viento que arrastró a Etain de la morada. Llevada por el viento, Etain cayó sobre la chimenea de una casa donde se encontraban reunidos los grandes señores del Ulster. Cayó por el hueco de la chimenea, y fue a parar a una copa que se bebió la mujer de Etair. La mujer de Etair, dio a luz a los nueve meses a Etain. Etain comenzó así una nueva vida, creció, se hizo una mujer, y se convirtió en reina de Irlanda al casarse con el rey Eochaid Airem, cuyo reino tenía por capital a Tara.
Pero Mider seguía enamorado de ella, y aunque renacida la conoció al instante. Desafió a su marido el rey a jugar una partida de ajedrez, ofreciendo que si perdía, daría al rey cincuenta caballos, y si era el rey el que perdía le daría aquello que Mider pidiera.
Ganó Mider y lo que pidió fue a Etain.
Pero antes de entregársela, el rey tenía derecho a una revancha, que se celebraría un año después.
Durante este tiempo Etain recibió múltiples visitas del enamorado dios, pero Etain se mantenía fiel a su esposo el rey, y los ofrecimientos seductores del dios Mider fueron rechazados uno tras otro.
El plazo pasó, Mider volvió para jugar la segunda partida de ajedrez. Pero antes de jugarla Eochaid preguntó cual sería la apuesta esta vez. Mider afirmó que lo único que quería era poner sus manos en el talle de Etain y darle un beso. Como Eochaid no las tenía todas consigo, le pidió aplazar la partida otro mes.
Transcurrido el nuevo plazo volvió el dios, y le fue concedido lo que pedía. Mider puso un brazo alrededor del talle de Echain y huyó con ella volando por la chimenea. El rey y sus guerreros salieron de la casa y solo vieron a dos cisnes unidos por el cuello mediante un yugo de oro, eran Mider y Etain y no los pudieron alcanzar.
Más tarde un druida le dijo a Eochaid donde se encontraba el palacio subterráneo de Mider, y con la ayuda de los poderes mágicos del druida, logró rescatar de nuevo a su esposa.
Mider se vengaría y la trágica muerte de Conairé, nieto por línea materna de Eochaid y de Etain, fue causada por el odio implacable de ese dios y de sus gentes, a la familia del rey Eochaid.

Mitologia

Ter, 30 de Agosto de 2011 00:33

Até o final da Segunda Guerra Mundial, o xintoísmo era a religião estatal no Japão. Até mesmo nos dias de hoje, os peregrinos ainda freqüentam os 80 mil templos, orando pela realização dos seus sonhos pessoais. A religião, que não conta com textos sagrados, também venera as árvores, as montanhas e as pedras.

No princípio era o arco-íris. Segundo a narrativa xintoísta da criação, o casal divino - Izanagi e Izanami - sentou-se sobre o arco-íris e mexeu o oceano abaixo deles com uma lança ornada com pérolas. Quando eles retiraram a lança desta mistura primordial, gotas de água caíram sobre a Terra e criaram as ilhas do Japão.

O casal teve filhos, entre eles a deusa solar Amaterasu. De acordo com a lenda, a linhagem da família imperial japonesa pode ser traçada até essa deusa, fazendo do atual imperador do Japão, Akihito, um descendente direto da divindade. O seu pai, Hirohito (1901-1089), foi reverenciado como deus-imperador até o final da Segunda Guerra Mundial.

A gênese mítica do povo japonês vem sendo transmitida através das gerações em antigas narrativas, tendo sido preservada em papel pelos governantes do Japão do século oito quando o sistema chinês de escrita foi introduzido no país. Não obstante, o xintoísmo - que significa literalmente “o caminho dos deuses” - não conta com escrituras sagradas ou ensinamentos formais. Não existem os conceitos de pecado original ou salvação. O foco do xintoísmo é a vida na terra e a singularidade do povo japonês.

O Japão tem cerca de 80 mil templos xintoístas, incluindo o templo Hiraoka Hachimangu na antiga cidade imperial de Kyoto. A cada outono os seguidores comemoram o festival matsuri, em homenagem aos deuses. O nome é uma indicação do caráter oficial dos primeiros desses festivais - o termo japonês matsurigoto também denota assuntos governamentais. No passado, a classe política e o culto xintoísta japoneses estavam estreitamente entrelaçados, sendo que os anciões que chefiavam os clãs eram ao mesmo tempo sumo-sacerdotes a serviço das divindades.

O sacerdote Shusuke Sasaki (50) entra sozinho nos recônditos mais profundos do santuário. Na estrutura de madeira de cumeeira pontuda, os fiéis escutam o cântico monótono em japonês antigo, uma língua que atualmente pouquíssima gente entende. As entonações variam de um templo para outro. Mas, como as orações foram passadas de geração a geração, os monges falam exatamente como os seus ancestrais.

A compreensão dessas palavras não é algo crucial. No Japão os sacerdotes não pregam punições com fogo ou enxofre, e tampouco exigem que as congregações se arrependam por suas vidas de pecado. Os monges são simplesmente um meio para que se rogue benevolência aos deuses. Entre os deuses reverenciados - cada templo presta homenagem à sua própria divindade -, o monge Sasaki naturalmente inclui o tenno, o imperador. Mas ele também invoca os elementos naturais, tais como a camélia, que traz boa sorte. Assim como as religiões primitivas baseadas na natureza, o xintoísmo venera as árvores, os animais, as pedras e as montanhas - incluindo o Monte Fuji, o pico mais alto do Japão. O “caminho dos deuses” não conduz os japoneses para um mundo após a morte; em vez disso guia-os no decorrer das suas vidas na Terra. O objetivo é viver em harmonia com a natureza e limpar a alma com o auxílio da natureza. Por esse motivo, o ritual no templo Hiraoka Hachimangu lembra uma festa. O vinho sagrado de arroz flui e gargalhadas estrondosas ressoam. E ninguém se importa se o monge fumar entre uma cerimônia e outra.

O principal festival tem início depois que o sacerdote deixa o santuário. Se o tempo estiver bom, uma liteira ornamentada com ouro, a residência da divindade, é carregada para fora do templo. Em termos simbólicos, a divindade está se misturando com o povo. Neste ano, choveu. Mas isso não foi por si uma tragédia. Foi apenas o que a natureza sempre teve em mente. Os percussionistas simplesmente fizeram ressoar os seus tambores taiko com mais entusiasmo, lançando um ruidoso convite aos espíritos do bem.

A seguir foi a vez dos torneios de sumô, um evento que sempre agrada as multidões. As origens xintoístas do sumô ainda são visíveis em Tóquio, onde a principal arena possui um telhado como o de um templo. No templo Hiraoka Hachimangu, em Kyoto, jovens semi-nus lutam no ringue; um círculo de areia consagrado. Mas estas justas não são de fato competitivas. Os lutadores estão executando uma dança para os deuses.

Os festivais como o de Hiraoka Hachimangu ocorrem em todo o Japão. Os japoneses têm matsuris para todas as estações e ocasiões. Os festivais modelam as suas rotinas e estados de espírito. Durante essas comemorações, o país altamente urbanizado e repleto de sofisticada tecnologia redescobre as suas raízes antigas. A segunda maior nação industrial do mundo de repente volta a ser um conjunto vasto de comunidades de vilas ancoradas nos templos xintoístas.

O xintoísmo também é único de outras formas. Quando lhes perguntam que religião professam, poucos japoneses se arriscam a afirmar que são exclusivamente xintoístas. Para a maioria deles, “o caminho dos deuses” é uma tradição, e não uma fé. Eles mantém essa tradição apaixonadamente, mas não sentem necessidade de transformá-la em uma religião. Os pais xintoístas levam os filhos a um templo e oram pela boa saúde das crianças: os filhos aos cinco anos, e as filhas aos três e aos sete.

E os mesmos japoneses que mantêm as tradições xintoístas tão fervorosamente são capazes de se casar em uma cerimônia cristã ou de enterrar os seus mortos de acordo com os rituais budistas. Como os japoneses professam várias religiões ao mesmo tempo, o número de fiéis supera a população total em termos estatísticos.

Esse pragmatismo histórico possui raízes históricas. Assim que o budismo migrou para o Japão, vindo da China e da Coréia no século seis, ambas as tradições coexistiam lado a lado. Pequenos santuários xintoístas ainda podem ser encontrados hoje em dia ao lado dos templos budistas. Durante certos períodos os governantes japoneses fizeram do budismo a religião estatal, especialmente no século seis, quando o Japão reorganizou o seu governo e a sua administração segundo o modelo chinês.

Além do budismo, a nação foi influenciada por uma outra religião chinesa, o confucionismo. Os xoguns, os líderes militares do Japão, baseavam o seu poder nos tradicionais valores confucianos da lealdade e da obediência. Eles chegaram ao poder em Edo, a atual Tóquio, no século 17. O imperador morava na remota cidade de Kyoto. O se papel se limitava a confirmar o novo líder.

Em meados do século 19, o Japão abriu-se para o Ocidente, e o xintoísmo foi transformado em um culto nacional. Durante a Restauração Meiji, de 1868, guerreiros defensores de reformas derrubaram o xogun e colocaram no poder o deus-imperador Meiji (1852-1912) na sua posição legal de soberano. Eles introduziram métodos ocidentais que modernizaram o país. Mas esses indivíduos utilizaram os mitos xintoístas para consolidar o regime imperial.

Durante um curto período, o budismo foi considerado um “produto importado”, sendo, conseqüentemente, reprimido. O novo governo colocou os templos xintoístas sob a supervisão do Estado e transformou os sacerdotes em funcionários públicos. Os japoneses tinham que prestar homenagem ao imperador divino, e não a conjuntos de divindades locais, Na escola, as crianças oravam para o retrato do tenno. E nas guerras subseqüentes, os heróicos soldados imperiais encararam a morte gritando “Tenno banzai” - “10 mil vidas para o tenno”.

Em 1869, o exército e a marinha japoneses construíram o templo Yasukuni, em Tóquio. Nesse santuário os guerreiros são reverenciados como divindades xintoístas que sacrificaram as suas vidas pelo tenno. Um portão imponente, construído em aço, em vez de em madeira tradicional, domina a entrada - simbolizando a perversão do suave “caminho dos deus”, que tornou-se uma ideologia marcial durante o período Meiji.

Depois da derrota do Japão na Segunda Guerra Mundial, o templo Yasukuni foi transformado em uma instituição religiosa privada. Mas ele preservou o seu caráter militar: apesar de terem sido executados em 1948, os criminosos de guerra do Japão são reverenciados como deuses xintoístas. Os políticos, incluindo até mesmo o primeiro-ministro Junichiro Koizumi, fazem peregrinações até o templo, gerando protestos dos vizinhos do Japão.

A capitulação após a Segunda Guerra Mundial também marcou o fim de uma era para a monarquia japonesa. Sob pressão do vitorioso Estados Unidos, o imperador Hirohito renunciou explicitamente à sua divindade em 1946. A constituição de pós-guerra - que foi de fato ditada pelos ocupantes norte-americanos - mantém a separação entre religião e Estado. Oficialmente o imperador é visto como um símbolo tanto do Estado quando da unidade do povo japonês.

No seu palácio em Tóquio, o tenno ainda atua como o mais graduado sacerdote xintoísta do Japão. De acordo com a tradição, ele planta arroz no jardim do seu palácio e manda regularmente enviados para os maiores templos do país.

Como parte da insígnia imperial - composta do espelho, da espada e das jóias sagrados -, o espelho fica no templo Ise, na municipalidade de Mie. O templo é dedicado à deusa solar. Um membro da família imperial atua como sumo-sacerdote. Os primeiros-ministros japoneses tradicionalmente visitam esse santuário xintoísta no início do ano.

O tenno reafirmou a sua linhagem a partir da deusa solar na sua coroação em 1990, embora o papel que desempenhou no ritual não tenha sido exibido publicamente. O imperador passou várias horas sozinho dentro de dois salões de madeira especialmente construídos, oferecendo vinho de arroz e pratos santificados ao seu ancestral primordial. Cada salão é dotado de uma cama, na qual - segundo a tradição - o tenno se relaciona com a divindade solar, e renasce nesse processo.

Se os patriotas que lideram o governista Partido Liberal-Democrata tiverem a supremacia, o xintoísmo será ainda mais fortemente privilegiado a fim de conter o declínio da moralidade tradicional na moderna sociedade japonesa.

“O Japão é um país de deuses, que tem o tenno no seu centro”, declarou em 2000 o primeiro-ministro Yoshiro Mori. À época, o seu comentário gerou protestos. Mas, hoje em dia, os pedidos para que se incluam os mitos xintoístas nos textos escolares, promovendo dessa forma a lealdade nacional, têm obtido cada vez mais aprovação.

Apesar desse caráter nacionalista, para muitos japoneses o xintoísmo pouco tem a ver com política. Esses japoneses estão mais interessados em preservar as suas tradições. Durante os feriados do Ano Novo, milhões de pessoas de todas as idades visitam os templos xintoístas para pedir a proteção dos deuses. Os visitantes oram por por si próprios, por suas famílias e até mesmo pelas companhias para as quais trabalham. Um grupo inteiro de trabalhadores pode comparecer junto para orar por bons negócios e altos lucros. Em um ritual simples, eles balançam uma corda dotada de pequenos sinos e jogam as suas esmolas em uma caixa de madeira para oferendas.

Existem espíritos xintoístas para todos os desejos e males. Muito próximo da Bolsa de Valores de Tóquio, o tempo Kabuto atrai investidores e acionistas que oram pelos bons preços das ações. O templo Kitano Tenmangu, em Kyoto, é o preferido dos estudantes e seus parentes, que desejam boas notas e ingresso nas melhores universidades.

O templo Togo, em Tóquio, também é muito popular. O santuário, que atrai japoneses que buscam alívio para todos os tipos de problemas, fica no meio do distrito da moda, o Harakaju, freqüentado pela juventude da cidade.

Muitos jovens pintam o cabelo de amarelo brilhante ou de vermelho radiante, e usam roupas bizarras, como se fossem pessoas que vão a uma festa de Halloween. Poucos parecem dar a mínima para a tradição. O patrono do templo é Heihachiro Togo (1847-1934), um almirante lendário que comandou a marinha imperial no Estreito de Tsushima, em 1905, onde destruiu a frota russa do báltico e acabou de fato com o império tzarista.

Os jovens japoneses em Harajuku pouco sabem sobre a História, e tampouco se preocupam com ela. Mas eles ainda freqüentam o templo em multidões. Para eles, Togo é um ancestral que virou deus e que fará com que os seus sonhos mais seculares, na verdade até carnais, se tornem realidade. Assim sendo eles compram pequenas tábuas de oração que trazem a imagem do almirante barbudo, entalham os seus desejos nelas, e as penduram. Depois disso, postam-se de pé defronte ao templo, fazem duas mesuras, batem palmas duas vezes e fazem mais uma mesura. Eles estão seguindo o chamado da tradição, da mesma forma que gerações de japoneses fizeram antes deles.


Texto : Wieland Wagner

Tradução: UOL

Leia o texto na íntegra aqui.

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O Ritual do Banho

Escrito por Josenildo Marques ligado 16th Março 2007

 

Seja em rios, lagos, termas públicas ou banheiras particulares, banhar-se é um dos rituais mais antigos da humanidade. Além de ter como objetivo a higiene pessoal e a estética, o ato de banhar-se também era e ainda é visto em muitas religiões como um rito de purificação do corpo. O texto abaixo conta um pouco da história desse rito em diferentes lugares e culturas.

Durante a Idade Média, os ocidentais abandonaram os sofisticados rituais de limpeza da Antiguidade e mergulharam numa profunda sujeira. Principalmente por causa da religião, o homem medieval comum achava suficiente tomar um banho por ano. Foi preciso muito tempo - e alguns bons exemplos dos povos orientais e indígenas - para que voltássemos às nossas asseadas origens.

Pesquisadores acreditam que todos os povos, desde tempos imemoriais, tenham praticado alguma forma de higiene pessoal. Os primeiros registros do ato de se banhar individualmente pertencem ao antigo Egito, por volta de 3000 a.C. Os egípcios realizavam rituais sagrados na água e tomavam ao menos três banhos por dia, dedicados a divindades como Thot, deus do conhecimento, e Bes, deus da fertilidade.

“Mais do que limpar o corpo, eles presumiam que a água purificava a alma”, diz o egiptólogo francês Christian Jacq, fundador do Instituto Ramsés, em Paris. “A crença valia tanto para a realeza, cortejada com óleos aromáticos e massagens aplicadas pelos escravos, quanto para as populações mais pobres, que recorriam inclusive a profissionais de rua quando não conseguiam tratar da própria beleza.” O apreço pela higiene é o motivo ao qual arqueólogos atribuem a sobrevivência dos egípcios às pragas e doenças que assolaram a Antiguidade.

A Grécia foi outro local em que os banhos prosperaram. Em Cnossos e Faístos, na ilha de Creta, é possível encontrar bem preservados palácios de 1700 a.C. a 1200 a.C. que, até hoje, surpreendem por suas avançadas técnicas de distribuição da água. “Todo banquete que precisava ser luxuoso incluía uma sessão de banho para os convidados”, explica Georges Vigarello, professor de Ciências da Educação da Universidade de Paris-5.

Embora os gregos tenham iniciado a prática dos banhos públicos no Ocidente, os pioneiros nos balneários coletivos foram os babilônios. A diferença é que, na Grécia, o banho não era motivado apenas pela higiene e espiritualidade. Entre 800 a.C. e 400 a.C., o esporte, particularmente a natação, era um dos três pilares da educação juvenil - ao lado das letras e da música. Bom cidadão era aquele que sabia ler e nadar, como comprovam imagens presentes em centenas de vasos de cerâmica pintados naquela época.

Os romanos herdaram muito da cultura da Grécia, incluindo a adoração pelo banho. Mas, entre eles, esse hábito tomou proporções inéditas. Enquanto construíam um dos maiores impérios de todos os tempos, os romanos levavam a suntuosidade de suas termas (enormes balneários públicos) aos mais diversos lugares.

Clique aqui para ler o artigo acima na íntegra.

Clique aqui para ler sobre como o ritual do banho é praticado por hindus, japoneses, muçulmanos e judeus.

Clique aqui para ler sobre o hábito do banho entre os índios brasileiros.

A foto acima é de Paulo Gama.

 

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Medusa e o Jardim das Hespérides

Escrito por Josenildo Marques ligado 5th Março 2007

 

Na mitologia grega, Medusa (do verbo medein [mesmo radical que dá origem ao nome Medéia ], proteger, guardar; portanto, ‘protetora’, ‘guardiã’) é uma personagem feminina ctônica monstruosa que teve origem em máscaras rituais usadas para afastar maus espíritos. Ela podia transformar qualquer um que olhasse para si em pedra e tinha duas irmãs imortais, Esteno ou Estenusa (”forte”) e Euríale (”aquela do mar vasto e salgado”); as três eram chamadas de Górgonas (”terríveis” ou, segundo alguns, “que rugem alto”).
As referências clássicas às três Gorgonas aparecem em várias histórias: Medusa, Estenusa e Euríale tinham dentes pontiagudos, olhos esbugalhados e línguas saindo para fora da boca, asas de ouro, mãos de bronze e, ao invés de cabelos, cobras venenosas sobre suas cabeças. Eram filhas de Fórcis e Ceto ou, segundo outras histórias, de Tifão e Equídina, todos eles monstros ctônicos do mundo antigo.
Em pinturas de vasos e obras de arte em relevo da Grécia antiga, Medusa e suas irmãs são sempre representadas como seres de formas monstruosas, mas escultores e pintores do século V começaram a personificá-las como criaturas terríveis e simultaneamente belas. A versão do mito de Medusa mais difundida entre nós foi escrita pelo poeta romano Ovídio. Em As Metamorfoses, Medusa é uma belíssima ninfa que é seduzida por Poseidon num templo de Atena e, como castigo, é transformada pela Deusa numa criatura horrenda que podia transformar quem a olhasse numa estátua de pedra.
Para o propósito deste artigo, a versão do mito que nos interessa é a original grega, a de Medusa como guardiã. Se ela era uma guardiã, o que ela protegia? Esta é a pergunta que me trouxe ao que vem a seguir. Segundo Hesíodo, as Górgonas habitavam o Oceano Ocidental, que é como os gregos chamavam o Oceano Atlântico, perto do lugar onde se dizia que estava o Jardim das Hespérides. Segundo o mito, quando Zeus se casou com Hera, ela recebeu de Gaia lindas maças (pomos) como presente de casamento. A pedido de Hera, as maças foram plantadas num jardim bem longínquo no extremo Ocidente e as Hespérides - Egle, Erítia e Héspera - eram ninfas que zelavam por esse Jardim. Diz-se que lá havia uma grande macieira de onde nasciam pomos de ouro, os pomos da imortalidade, que também eram guardados por um dragão de cem cabeças.
As Hespérides também são chamadas de Damas do Oeste, Filhas do Entardecer ou Deusas do Sol Poente. Diz-se que são filhas de Nyx (Noite) e Érebus (Escuridão). Segundo outros relatos, seriam filhas do próprio Zeus, de Atlas ou de Fórcis e Ceto, os pais de Medusa.
É relativamente fácil constatar que há muitas semelhanças entre o Jardim das Hespérides e o Jardim do Éden da mitologia judaica. Em ambos está metaforicamente presente a origem obscura da vida, o princípio de tudo. Ambos são locais da mais sagrada importância imaginável. Na antiga mitologia grega, porém, Deuses e mortais eram muito semelhantes, partilhavam das mesmas faltas, virtudes e paixões. O que os separava era apenas uma qualidade: a imortalidade. Enquanto os seres humanos estavam fadados à morte, os Deuses viveriam ad eternum. Por esse motivo, o Jardim das Hespérides tinha guardiães, entre eles a terrível Medusa, para que só os valorosos conseguissem adentrá-lo para pegar os pomos de ouro da imortalidade. Na mitologia judaica, Deus, Adão e Eva são iguais, passeiam e conversam no Jardim do Éden. Porém, após comerem o fruto proibido da Árvore do Conhecimento do Bem e do Mal, dissipa-se a similitude e eles são banidos do Jardim, na porta do qual o Deus hebraico põe um querubim (tipo de anjo da mitologia hebraica), armado com uma espada flamejante que apontava para todas as direções. Assim como Medusa, esse querubim é um guardião daquele lugar sagrado.
Assim como muitos outros guardiães, como o querubim ou os guardiães nas entradas de templos budistas, Medusa é um arquétipo do guardião do limiar. Eles guardam a passagem a outro nível de consciência e seu papel é advertir aqueles que querem ultrapassar o limiar para que o façam cônscios.
Entre os raros heróis que conseguiram chegar até o Jardim das Hespérides está Perseu, que decepou a cabeça da Górgona e também Héracles (Hércules), que conseguiu alguns pomos dourados que mais tarde seriam devolvidos por Atena a seu lugar de origem.

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A Geografia das Religiões

Escrito por Josenildo Marques ligado 15th Fevereiro 2007

 

Esta animação em flash mostra a geografia das principais religiões do mundo inteiro: Hinduísmo, Budismo, Judaísmo, Cristianismo e Islamismo. Períodos de tensão entre elas também são mostrados. É uma apresentação compacta, instrutiva e interessante. Vale a pena vê-la.

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Einstein, Ciência e Religião

Escrito por Josenildo Marques ligado 14th Fevereiro 2007

 

Albert Einstein é considerado um dos mais importantes físicos de todos os tempos e também foi um dos pouquíssimos cientistas a torna-se uma celebridade internacional. Ele é amplamente conhecido pela sua maior contribuição à ciência moderna, a Teoria da Relatividade, mas escreveu sobre os mais variados assuntos, entre os quais sobre a relação entre ciência e religião. No texto abaixo, o pensamento de Einstein transita por esse assunto tão complexo e tão atual.

 

 

Ciência e Religião

 

Parte I

 

Durante o século passado e em parte do que o precedeu, a existência de um conflito insolúvel entre conhecimento e crença foi amplamente sustentada. Prevalecia entre mentes avançadas a opinião de que chegara a hora de substituir, cada vez mais, a crença pelo conhecimento; toda crença que não se fundasse ela própria em conhecimento era superstição e, como tal, devia ser combatida. Segundo essa concepção, a função exclusiva da educação seria abrir caminho para o pensamento e o conhecimento, devendo a escola, como o órgão por excelência para a educação do povo, servir exclusivamente a esse fim.

É provável que raramente, ou mesmo nunca, possamos encontrar o ponto de vista racionalista expresso com tanta crueza; pois todo homem sensível veria de imediato o quanto essa formulação é tendenciosa. Mas é conveniente formular uma tese de maneira nua e crua quando se quer aclarar a própria mente com relação a sua natureza.

É verdade que a experiência e o pensamento claro são a melhor maneira de fundamentar as convicções. Quanto a isto, podemos concordar irrestritamente com o racionalista extremado. O ponto fraco dessa concepção, contudo, e que as convicções necessárias e determinantes para nossa conduta e nossos juízos não podem ser encontradas unicamente nessa sólida via cientifica.

Pois o método cientifico não nos pode ensinar outra coisa além do modo como os fatos se relacionam e são condicionados uns pelos outros. A aspiração a esse conhecimento objetivo está entre as mais elevadas de que o homem e capaz, e certamente ninguém pode suspeitar que eu deseje subestimar as realizações e os heróicos esforços do homem nessa esfera.

É igualmente claro, no entanto, que o conhecimento do que é, não abre diretamente a porta para o que deve ser.

Podemos ter o mais claro e completo conhecimento do que é, sem contudo sermos capazes de deduzir disso qual deveria ser a meta de nossas aspirações humanas. O conhecimento objetivo nos fornece poderosos instrumentos para atingir certos fins, mas a meta final em si é a mesma, e o desejo de atingi-la devem emanar de outra fonte. E é praticamente desnecessário defender a idéia de que nossa existência e nossa atividade só adquirem ’sentido’ mediante o estabelecimento de uma meta como essa e dos valores correspondentes. O conhecimento da verdade como tal é maravilhoso, mas é tão pouco capaz de servir de guia que não consegue provar sequer a justificação e o valor da aspiração a esse mesmo conhecimento da verdade.

Aqui defrontamos, portanto, com os limites da concepção puramente racional de nossa existência.

Mas não se deve presumir que o pensamento inteligente não possa desempenhar nenhum papel na formação da meta e de juízos éticos. Quando alguém se dá conta de que certo meio seria útil para a consecução de um fim, isto faz com que o próprio meio se torne um fim. A inteligência elucida para nós a inter-relação entre meios e fins. O mero pensamento não pode, contudo, nos dar uma consciência dos fins últimos e fundamentais. Elucidar esses fins e valores fundamentais é engastá-los firmemente na vida emocional do indivíduo; parece-me, precisamente, a mais importante função que a religião tem a desempenhar na vida social do homem. E se alguém pergunta de onde provém a autoridade desses fins fundamentais, já que eles não podem ser formulados e justificados puramente pela razão, só há uma resposta: eles existem numa sociedade saudável na forma de tradições vigorosas, que agem sobre a conduta, as aspirações e os juízos dos indivíduos; eles existem, isto é, vivem dentro dela, sem que seja preciso encontrar justificação para sua existência. Nascem, não através da demonstração, mas da revelação, por meio de personalidades excepcionais. Não se deve tentar justificá-los, mas antes, sentir, simples e claramente, sua natureza.

Os mais elevados princípios para nossas aspirações e juízos nos são dados pela tradição religiosa judáico-cristã.

Trata-se de uma meta muito elevada, que, com nossos parcos poderes, só podemos atingir de maneira muito insatisfatória, mas que da um sólido fundamento a nossas aspirações e avaliações. Se quiséssemos tirar essa meta de sua forma religiosa e considerar apenas seu aspecto puramente humano, talvez pudéssemos formulá-la assim: desenvolvimento livre e responsável do indivíduo, de modo que ele possa por suas capacidades, com liberdade e alegria a serviço de toda a humanidade.

Não há lugar nisso para a divinização de uma nação, de uma classe, nem muito menos de um indivíduo. Não somos todos filhos de um só pai, como se diz na linguagem religiosa? Na verdade, mesmo a divinização da humanidade, como totalidade abstrata, não estaria no espírito desse ideal. E somente ao indivíduo que é dada uma alma. E o ’sublime’ destino do indivíduo é antes servir que comandar, ou impor-se de qualquer outra maneira.

Se considerarmos mais a substância que a forma, poderemos ver também nestas palavras a expressão da postura democrática fundamental. Ao verdadeiro democrata e tão inviável idolatrar sua nação quanto ao homem religioso, no sentido que damos ao termo.

Qual será então, em tudo isto, a função da educação e da escola? Elas devem ajudar o jovem a crescer num espírito tal que esses princípios fundamentais sejam para ele como o ar que respira. O mero ensino não pode fazer isso.

Se mantermos esses princípios elevados claramente diante de nossos olhos, e os comparamos com a vida e o espírito de nosso tempo, revela-se flagrantemente que a própria humanidade civilizada encontra-se, neste momento, em grave perigo. Nos Estados totalitários, são os próprios governantes que se empenham hoje em destruir esse espírito de humanidade. Em lugares menos ameaçados, são o nacionalismo e a intolerância, bem com a opressão dos indivíduos por meios econômicos, que ameaçam sufocar essas tão preciosas tradições.

A clareza da enormidade do perigo está se difundindo, no entanto, entre as pessoas que pensam, e há uma grande procura de meios que permitam enfrentar o perigo - meios no campo da política nacional e internacional, da legislação, da organização em geral. Esses esforços são, sem dúvida, extremamente necessários. Contudo, os antigos sabiam algo que parecemos ter esquecido. “Todos os meios mostram-se um instrumento grosseiro quando não tem atrás de si um espírito vivo”. Se o desejo de alcançar a meta estiver vigorosamente vivo dentro de nós, porém, não nos faltarão forças para encontrar os meios de alcançar a meta e traduzi-la em atos.

 

 

 

Parte II

 

Não seria difícil chegar a um acordo quanto ao que entendemos por ciência. Ciência é o esforço secular de reunir, através do pensamento sistemático, os fenômenos perceptíveis deste mundo, numa associação tão completa quanto possível. Falando claramente, é a tentativa de reconstrução posterior da existência pelo processo da conceituação.

Mas, quando pergunto a mim mesmo o que é a religião, a resposta não me ocorre tão facilmente. E, mesmo depois de encontrar uma resposta que possa me satisfazer num momento particular, continuo convencido de que nunca consigo, em nenhuma circunstância, criar um acordo, mesmo que muito limitado, entre todos os que refletem seriamente sobre essa questão.

De início, portanto, em vez de perguntar o que é religião, eu preferiria indagar o que caracteriza as aspirações de uma pessoa que me dá a impressão de ser religiosa: uma pessoa religiosamente esclarecida parece-me ser aquela que, tanto quanto lhe foi possível, libertou-se dos grilhões, de seus desejos egoístas e está preocupada com pensamentos, sentimentos e aspirações a que se apega em razão de seu valor suprapessoal. Parece-me que o que importa é a força desse conteúdo suprapessoal, e a profundidade da convicção na superioridade de seu significado, quer se faça ou não alguma tentativa de unir esse conteúdo com um Ser divino, pois, de outro modo, não poderíamos considerar Buda e Spinoza como personalidades religiosas. Assim, uma pessoa religiosa é devota no sentido de não ter nenhuma dúvida quanto ao valor e eminência dos objetivos e metas suprapessoais que não exigem nem admitem fundamentação racional. Eles existem, tão necessária e corriqueiramente quanto ela própria. Nesse sentido, a religião é o antiquíssimo esforço da humanidade para atingir uma clara e completa consciência desses valores e metas e reforçar e ampliar incessantemente seu efeito. Quando concebemos a religião e a ciência segundo estas definições, um conflito entre elas parece impossível. Pois a ciência pode apenas determinar o que é, não o que deve ser, está fora de seu domínio, todos os tipos de juízos de valor continuam sendo necessários. A religião, por outro lado, lida somente com avaliações do pensamento e da ação humanos: não lhe é lícito falar de fatos e das relações entre os fatos. Segundo esta interpretação, os famosos conflitos ocorridos entre religião e ciência no passado devem ser todos atribuídos a uma apreensão equivocada da situação descrita.

Um conflito surge, por exemplo, quando uma comunidade religiosa insiste na absoluta veracidade de todos os relatos registrados na Bíblia. Isso significa uma intervenção da religião na esfera da ciência; é aí que se insere a luta da Igreja contra as doutrinas de Galileu e Darwin. Por outro lado, representantes da ciência tem constantemente tentado chegar a juízos fundamentais com respeito a valores e fins com base no método científico, pondo-se assim em oposição a religião. Todos esses conflitos nasceram de erros fatais.

Ora, ainda que os âmbitos da religião e da ciência sejam em si claramente separados um do outro, existem entre os dois fortes relações recíprocas e dependências. Embora possa ser ela o que determina a meta, a religião aprendeu com a ciência, no sentido mais amplo, que meios poderão contribuir para que se alcancem as metas que ela estabeleceu. A ciência, porém, só pode ser criada por quem esteja plenamente imbuído da aspiração e verdade, e ao entendimento. A fonte desse sentimento, no entanto, brota na esfera da religião. A esta se liga também a fé na possibilidade de que as regulações válidas para o mundo da existência sejam racionais, isto é, compreensíveis à razão.

Não posso conceber um autêntico cientista sem essa fé profunda. A situação pode ser expressa por uma imagem: a ciência sem religião e aleijada, a religião sem ciência e cega.

Embora eu tenha afirmado acima que um conflito legítimo entre religião e ciência não pode existir verdadeiramente, devo fazer uma ressalva a esta afirmação, mais uma vez, num ponto essencial, com referencia ao conteúdo efetivo das religiões históricas. Esta ressalva tem a ver com o conceito de Deus. Durante o período juvenil da evolução espiritual da humanidade, a fantasia humana criou a sua própria imagem ‘deuses’ que, por seus atos de vontade, supostamente determinariam ou, pelo menos, influenciariam o mundo fenomênico. O homem procurava alterar a disposição desses deuses a seu próprio favor, por meio da magia e da prece. A idéia de Deus, nas religiões ensinadas atualmente, é uma sublimação dessa antiga concepção dos deuses. Seu caráter antropomórfico se revela, por exemplo, no fato de os homens recorrerem ao Ser Divino em preces, a suplicarem a realização de seus desejos.

Certamente, ninguém negará que a idéia da existência de um Deus pessoal, onipotente, justo e todo-misericordioso é capaz de dar ao homem consolo, ajuda e orientação; e também, em virtude de sua simplicidade, acessível as mentes menos desenvolvidas. Por outro lado, porem, esta idéia traz em si aspectos vulneráveis e decisivos, que se fizeram sentir penosamente desde o início da história. Ou seja, se esse ser é onipotente, então tudo o que acontece, aí incluídos cada ação, cada pensamento, cada sentimento e aspiração do homem, é também obra Sua; nesse caso, como é possível pensar em responsabilizar o homem por seus atos e pensamentos perante esse Ser ‘todo-poderoso’?

Ao distribuir punições e recompensas, Ele estaria, até certo ponto, julgando a Si mesmo. Como conciliar isso com a bondade e a justiça a Ele atribuídas?

A principal fonte dos conflitos atuais entre as esferas da religião e da ciência reside nesse conceito de um Deus pessoal. A ciência tem por objetivo estabelecer regras gerais que determinem a conexão recíproca de objetos e eventos no tempo e no espaço. A validade absolutamente geral dessas regras, ou leis da natureza, e algo que se pretende - mas não se prova. Trata-se sobretudo de um projeto, e a confiança na possibilidade de sua realização, por princípio, funda-se apenas em sucessos parciais. Seria difícil, porém, encontrar alguém que negasse esses sucessos parciais e os atribuísse a ilusão humana. O fato de sermos capazes, com base nessas leis, de predizer o comportamento temporal dos fenômenos de certos domínios, com grande precisão e certeza, está profundamente enraizado na consciência do homem moderno, ainda que possamos ter apreendido muito pouco do conteúdo dessas leis. Basta considerarmos que as trajetórias planetárias do sistema solar podem ser antecipadamente calculadas, com grande exatidão, com base num número limitado de leis simples. De maneira similar, embora não com a mesma precisão, é possível calcular antecipadamente o modo de funcionamento de um motor elétrico, de um sistema de transmissão ou de um aparelho de rádio, mesmo quando estamos lidando com uma invenção inédita.

É bem verdade que, quando o número de fatores em jogo num complexo fenomenólogico é grande demais, o método científico nos decepciona na maioria dos casos. Basta pensarmos nas condições do tempo, cuja previsão, mesmo para alguns dias à frente, é impossível. Ninguém duvida, contudo, de que estamos diante de uma conexão causal cujos componentes causais nos são essencialmente conhecidos. As ocorrências nessa esfera estão fora do alcance da predição exata por causa da multiplicidade de fatores em ação, e não por alguma falta de ordem na natureza.

Penetramos muito menos profundamente nas regularidades que prevalecem no âmbito das coisas vivas, mas o suficiente, de todo modo, para pelo menos perceber a existência de uma regra necessária. Basta pensarmos na ordem sistemática presente na hereditariedade e no efeito que provocam os venenos - como o álcool, por exemplo - no comportamento dos seres orgânicos. O que ainda falta aqui é uma compreensão de caráter profundamente geral das conexões, não um conhecimento da ordem enquanto tal.

Quanto mais o homem esta imbuído da regularidade ordenada de todos os eventos, mais firme se torna sua convicção de que não sobra lugar, ao lado dessa regularidade ordenada, para causas de natureza diferente. Para ele, nem o domínio da vontade humana, nem o da vontade divina existirão como causa independente dos eventos naturais. Não há dúvida de que a doutrina de um Deus pessoal que interfere nos eventos naturais jamais poderia ser refratada, no sentido verdadeiro, pela ciência, pois essa doutrina pode sempre procurar refúgio nos campos em que o conhecimento científico ainda não foi capaz de se firmar. Estou convencido, porém, de que tal comportamento por parte dos representantes da religião seria não só indigno como desastroso. Pois uma doutrina que não é capaz de se sustentar à “plena luz”, mas apenas na escuridão, está fadada a perder sua influência sobre a humanidade, com incalculável prejuízo para o progresso humano. Em sua luta pelo bem ético, os professores de religião precisam ter a envergadura para abrir mão da doutrina de um Deus pessoal, isto é, renunciar a fonte de medo e esperança que, no passado, concentrou um poder tão amplo nas mãos dos sacerdotes. Em seu ofício, terão de se valer daqueles forças que são capazes de cultivar o Bom, o Verdadeiro e o Belo na própria humanidade. Trata-se, sem dúvida, de uma tarefa mais difícil, mas incomparavelmente mais valiosa. Quando tiverem realizado esse processo de depuração, os professores da religião certamente hão de reconhecer com alegria que a verdadeira religião ficou enobrecida e mais profunda graças ao conhecimento científico.

Se um dos objetivos da religião é libertar a humanidade, tanto quanto possível, da servidão dos anseios, desejos e temores egocêntricos, o raciocínio científico pode ajudar a religião em mais um sentido. Embora seja verdade que a meta da ciência é descobrir regras que permitam associar e prever os fatos, essa não é sua única finalidade. Ela procura também reduzir as conexões descobertas ao menor número possível de elementos conceituais mutuamente independentes.

E nessa busca da unificação racional do múltiplo que a ciência logra seus maiores êxitos, embora seja precisamente essa tentativa que a faz correr os maiores riscos de se tornar uma presa das ilusões. Mas todo aquele que experimentou intensamente os avanços bem-sucedidos feitos nesse domínio é movido por uma profunda reverência pela racionalidade que se manifesta na existência. Através da compreensão, ele conquista uma emancipação de amplas conseqüências dos grilhões das esperanças e desejos pessoais, atingindo assim uma atitude mental de humildade perante a grandeza da razão que se encarna na existência e que, em seus recônditos mais profundos, é inacessível ao homem. Essa atitude, contudo, parece-me ser religiosa, no mais elevado sentido da palavra. A meu ver, portanto, a ciência não só purifica o impulso religioso do entulho de seu antropomorfismo, como contribui para uma ‘espiritualização’ religiosa de nossa compreensão da vida.

Quanto mais avança a evolução espiritual da humanidade, mais certo me parece que o caminho para a religiosidade genuína não passa pelo medo da vida, nem pelo medo da morte, ou pela fé cega, mas pelo esforço em busca do conhecimento racional.

Neste sentido, acredito que o sacerdote, se quiser fazer jus a sua ’sublime’ missão educacional, deve tornar-se um professor.

 

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Índios Protestantes no Brasil holandês

Escrito por Josenildo Marques ligado 1st Fevereiro 2007

 

A Reforma Protestante foi um movimento que começou no século XVI com uma série de tentativas de reformar a Igreja Católica Romana e levou subsequentemente ao estabelecimento do Protestantismo. Houve divisão na Igreja entre os «católicos romanos» de um lado e os «reformados» ou «protestantes» de outro; entre esses, surgiram várias igrejas, das quais se destacam o Luteranismo (de Martinho Lutero), as igrejas reformadas e os Anabaptistas. A Reforma teve intuito moralizador, colocando em plano de destaque a moral do indivíduo (conhecedor agora dos textos religiosos, após séculos em que estes eram o domínio privilegiado dos membros da hierarquia eclesiástica). Sua principais figuras foram Jan Huss (1370-1415), Martinho Lutero (1483-1546) e João Calvino (1509-1564). A resposta da Igreja foi o movimento conhecido como Contra-Reforma. Com a descoberta “oficial” do Brasil em 1500 e sua colonização, a doutrina prevalente foi a da Igreja Católica. No entanto, como lê-se no artigo abaixo, ela não foi a única a “catequizar”, ou seja, a impor sua doutrina aos índios que aqui viviam. Vale lembrar que aqui no Brasil usa-se o termo “evangélico” para se referir aos protestantes.

Três vezes a igreja protestante foi implantada no Brasil Colônia, três vezes foi expulsa pelos portugueses católicos. Primeira vez: a igreja reformada dos franceses no Rio de Janeiro (1557-1558); segunda, a dos holandeses na Bahia (1624-1625); terceira, a dos holandeses, alemães, ibéricos, ingleses, franceses e índios no Nordeste, quase 30 anos depois.

A história da igreja protestante indígena durante a ocupação holandesa do Nordeste (1630-1654) está registrada em vários arquivos, especialmente em Amsterdã e Haia, na Holanda.

No século XVII, Bahia, Rio de Janeiro e Pernambuco constituíam os três principais centros urbanos do Brasil Colônia. A riqueza produzida pelo açúcar brasileiro ajudava a Espanha a consolidar o seu domínio, enquanto procurava estrangular a jovem República dos Países Baixos - ou seja, a Holanda. (…)

Infelizmente, quanto à escravidão africana, na época as consciências cristãs era subdesenvolvidas. Quando o pastor Jacobus Dapper questionou se era lícito ao cristão negociar ou possuir escravos africanos, até o conde de Nassau afirmou que se tratava de escrúpulos desnecessários.

Nassau se conformava ao espírito de seu tempo, mas contrariava o pensamento do pai espiritual da Companhia, o belga Willem Usselinex, e do patriarca da Igreja Reformada, o francês João Calvino.

O derradeiro período da missão da Igreja Cristã Reformada começou com a realização de duas importantes assembléias, uma eclesiástica, outra política. A mesa da Assembléia Geral das Igrejas recebeu pedidos de tribos que queriam receber seus próprios obreiros.

O professor Dionísio Biscareto foi ordenado pastor e dois brasilianos nomeados professores. Poucos meses antes da chamada insurreição pernambucana, em 1645, realizou-se a primeira grande assembléia indígena, com 120 representantes, em Itapecerica, na capitania de Itamaracá.

Foram organizadas três câmaras,: a câmara de Itamaracá, dirigida pelo índio Carapeba; a de Paraíba, pelo índio Pedro Poti; e a do Rio Grande, pelo índio Antônio Paraupaba.

O teste final e violento da missão reformada veio com a eclosão da guerra de restauração portuguesa. Os documentos atestam a impressionante fidelidade dos brasilianos refugiados ao redor das fortalezas litorâneas.

O mais famoso desses registros são as chamadas cartas tupis, trocadas entre dois primos colocados em campos opostos, o capitão-mór Filipe Camarão e Pedro Poti. Camarão era defensor do lado luso-católico na guerra; Poti, defensor do lado flamengo-reformado. Essa correspondência deixa claro a estreita vinculação entre fé e nação, igreja e Estado. Filipe Camarão escreveu: não quero reconhecer a Antônio Paraupaba, nem a Pedro Poti, que se tornaram hereges […].

Em resposta datada de 31 de outubro de 1645, dia da Reforma Protestante, Poti garante que seus índios viviam em maior liberdade do que os outros, ressaltando que os portugueses queriam apenas escravizá-los.

Poti lembra a Camarão as matanças ocorridas na baia da Traição e em Sirinhaém, havia poucas semanas, quando os portugueses, após a rendição da frota holandesa, mataram perversamente 23 índios prisioneiros de guerra, quebrando as condições previamente acordadas.

Confessou também ser cristão, crendo somente em Cristo, não desejando contaminar-se com a idolatria, e convidou seus parentes e amigos a passar para o lado dos piedosos, que nos reconhecem no nosso país e nos tratam bem.

Ambos os primos não veriam o final dessa luta sangrenta: Camarão faleceu em 1648, depois da primeira batalha de Guararapes, e Poti no ano seguinte foi preso no cabo Santo Agostinho pelos portugueses. Segundo testemunho de Paraupaba, Poti foi lançado num poço, onde permaneceu durante seis meses.

Retirado de vez em quando, padres se atiravam sobre ele, tentando obrigá-lo a abjurar a religião protestante. Poti, entretanto, resistiu bravamente na fé protestante, e foi embarcado para Portugal, para as câmaras de tortura do Santo Ofício, mas a viagem não acabou, atalhada pela morte.

A guerra de restauração aproximou ainda mais os índios dos holandeses e apenas o pacto com os brasilianos garantiu a resistência flamenga durante nove anos.

Quando não houve mais condições de manter Recife, com as tropas luso-brasileiras às portas das fortificações e a armada portuguesa á entrada do porto, o Nordeste foi devolvido a Portugal. Terminava, também, a missão cristã reformada, impossível sem a proteção de um país protestante.

Leia este artigo na íntegra.

 

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O Evangelho de Maria Madalena

Escrito por Josenildo Marques ligado 17th Janeiro 2007

 

O Evangelho de Maria de Magdala foi encontrado no Códice de Akhmin, um texto gnóstico e apócrifo do Novo Testamento que foi adquirido pelo Dr. Carl Rheinhardt no Cairo em 1896. A tradução integral do texto só veio à luz em 1955. Embora este Evangelho tenha, no mínimo, 19 páginas, as páginas de 1 a 6 e 11 a 14 estão faltando. Embora o nome do autor não seja mencionado no texto, na literatura popular convencionou-se chamar-lhe de O Evangelho de Maria de Magdala devido ao papel preponderante da personagem em relação aos outros apóstolos. Ele foi escrito num dialeto copta e data do século IV ou V d.C. Há também um papiro em grego antigo com parte do texto e cuja datação remonta ao século III d.C.
Nesse Evangelho, Maria de Magdala aparece como a herdeira espiritual e principal apóstolo de Jesus Cristo. Ela o vê após a ressurreição e lhe faz várias perguntas. O teor das respostas do Salvador mostra um tipo de Cristianismo visceralmente diferente, repleto de conceitos budistas e taoístas. Por exemplo, numa passagem, ele diz:

Todo o universo, todas as coisas formadas, todas as criaturas estão unidas umas às outras, elas dependem umas das outras e serão dissolvidas novamente em sua própria origem. Pois a natureza da matéria é ser dissolvida em sua própria essência. Quem tem ouvidos para ouvir que ouça.

E isso é muito semelhante ao conceito taoísta de Unidade conforme está expresso no capítulo 34 - Falando sobre o Tao - do Tao Te Ching:

 

A vida de todas as coisas deriva dele [Tao]
Todas as coisas retornam a ele
E ele contém todas as coisas

Em outras parte do Evangelho de Maria Madalena é narrada a jornada da alma após a morte e os desafios por que ela tem de passar. Esse trecho é muito semelhante ao Livro Tibetano dos Mortos, segundo o qual a alma encontra deidades pacíficas e furiosas em sua jornada após a separação do corpo.

E a alma disse: ‘Por que me julgaste apesar de eu não haver julgado? Eu estava aprisionada; no entanto, não aprisionei. Não fui reconhecida que o Todo se está desfazendo, tanto as coisas terrenas quanto as celestiais.’ “Quando a alma venceu a terceira potência, subiu e viu a quarta potência, que assumiu sete formas. A primeira forma, trevas; a segunda, desejo; a terceira, ignorância; a quarta é a comoção da morte; a quinta é o reino da carne; a sexta é a vã sabedoria da carne; a sétima, a sabedoria irada. Essas são as sete potências da ira.

Não há dúvida de que o texto lança uma nova perspectiva sobre as origens do Cristianismo. Segundo Karen L. King, professora de História Eclesiástica da Universidade de Harvard, o Evangelho Apócrifo de Maria Madalena oferece “um olhar intrigante para um tipo de Cristianismo perdido há mais de mil e quinhentos anos.” Ela reafirma que o evangelho “apresenta uma interpretação radical dos ensinamentos de Jesus como caminho espiritual interior; ele rejeita o sofrimento e morte como caminho para a vida eterna; ele expõe a visão errônea de que Maria de Magdala foi uma prostituta pelo que ele é: uma ficção teológica; ele apresenta o argumento mais honesto e convincente num escrito sobre o Cristianismo antigo para a legitimação da liderança feminina; ele oferece uma crítica ferrenha sobre o poder ilegítimo e a visão utópica de perfeição espiritual; ele desafia nossa visão romântica sobre a harmonia e unanimidade dos primeiros cristãos; e ele nos faz repensar sobre a base da autoridade da igreja.” Ela também observa que as tensões no Cristianismo do segundo século estão refletidas no “confronto entre Maria Madalena e Pedro, que é um cenário encontrado também no Evangelho de Tomás, no Pistis Sophia e no Evangelho copta dos Egípcios. Pedro e André representam posições ortodoxas que negam a validade da revelação esotérica e rejeitam a autoridade feminina para ensinar a doutrina.”
Abaixo está o fragmento traduzido.

Evangelho Apócrifo de Maria Madalena [Fragmento]

 

[…]então, a matéria será salva ou não?

O Salvador disse: Todo o universo, todas as coisas formadas, todas as criaturas estão unidas umas às outras, elas dependem umas das outras e serão dissolvidas novamente em sua própria origem. Pois a natureza da matéria é ser dissolvida em sua própria essência. Quem tem ouvidos para ouvir que ouça”.

Pedro lhe disse: “Já que nos explicaste tudo. Diz-nos isso também: o que é o pecado do mundo?”

Jesus disse: “Não há pecado; sois vós que os criais, quando fazeis coisas da mesma espécie que o adultério, que é chamado ‘pecado’. Por isso, Deus-Pai veio para o meio de vós, para a essência de cada espécie, para conduzi-la a sua origem”.

Em seguida disse: “Por isso adoeceis e morreis […] Aquele que compreende minhas palavras, que as coloque em prática. A matéria produziu uma paixão sem igual, que se originou de algo contrário à Natureza Divina. A partir daí, todo o corpo se desequilibra. Essa é a razão por que vos digo: tende coragem, e se estiverdes desanimados, procurai força das diferentes manifestações da natureza. Quem tem ouvidos para ouvir que ouça.”

Quando o Filho de Deus assim falou, saudou a todos dizendo: “A Paz esteja convosco. Recebei minha paz. Tomai cuidado para que ninguém vos afaste do Caminho, dizendo: ‘Por aqui’ ou ‘Por lá’, pois o Filho do Homem está dentro de vós. Segui-o. Quem o procurar, o encontrará. Prossegui agora, então, pregai o Evangelho do Reino. Não estabeleçais outras regras, além das que vos mostrei, e não instituais como legislador, senão sereis cerceados por elas”. Após dizer tudo isso, partiu.

Mas eles estavam profundamente tristes. E falavam: “Como vamos pregar aos gentios o Evangelho do Reino do Filho do Homem? Se eles não o procuraram, vão poupar a nós?” Maria Madalena se levantou, cumprimentou a todos e disse a seus irmãos: “Não vos lamentais nem sofrais, nem hesiteis, pois sua graça estará inteiramente convosco e vos protegerá. Antes, louvemos sua grandeza, pois Ele nos preparou e nos fez homens.” Após Maria ter dito isso, eles entregaram seus corações a Deus e começaram a conversar sobre as Palavras do Salvador.

Pedro disse a Maria: “Irmã, sabemos que o Salvador te amava mais do que qualquer outra mulher. Conta-nos as palavras do Salvador, as de que te lembras, aquelas que só tu sabes e nós nem ouvimos”.

Maria Madalena respondeu dizendo: “Esclarecerei a vós o que está oculto”. E ela começou a falar essas palavras: “Eu…”, disse ela, “Eu tive uma visão do Senhor e contei a Ele: ‘Mestre, apareceste-me hoje numa visão’. Ele respondeu e me disse: ‘Bem-aventurada sejas, por não teres fraquejado ao me ver. Pois, onde está a mente, há um tesouro’. Eu lhe disse: ‘Mestre, aquele que tem uma visão vê com a alma ou com o espírito?’ Jesus respondeu e disse: “Não vê nem com a alma nem com o espírito, mas com a consciência, que está entre ambos -assim é que tem a visão […]”.

E o desejo disse à alma: ‘Não te vi descer, mas agora te vejo subir. Por que falas mentira, já que pertences a mim?’ A alma respondeu e disse: ‘Eu te vi. Não me viste, nem me reconheceste.

Usaste-me como acessório e não me reconheceste.’ Depois de dizer isso, a alma foi embora, exultante de alegria. “De novo alcançou a terceira potência, chamada ignorância. A potência, inquiriu a alma dizendo: ‘Onde vais? Estás aprisionada à maldade. Estás aprisionada, não julgues!’

E a alma disse: ‘Por que me julgaste apesar de eu não haver julgado? Eu estava aprisionada; no entanto, não aprisionei. Não fui reconhecida que o Todo se está desfazendo, tanto as coisas terrenas quanto as celestiais.’ “Quando a alma venceu a terceira potência, subiu e viu a quarta potência, que assumiu sete formas. A primeira forma, trevas; a segunda, desejo; a terceira, ignorância; a quarta é a comoção da morte; a quinta é o reino da carne; a sexta é a vã sabedoria da carne; a sétima, a sabedoria irada. Essas são as sete potências da ira. Elas perguntaram à alma: ´De onde vens, devoradora de homens, ou onde vais, conquistadora do espaço?’ A alma respondeu, dizendo: ‘O que me subjugava foi eliminado e o que me fazia voltar foi derrotado…, e meu desejo foi consumido e a ignorância morreu. Num mundo fui libertada de outro mundo; num tipo fui libertada de um tipo celestial e também dos grilhões do esquecimento, que são transitórios.

Daqui em diante, alcançarei em silêncio o final do tempo propício, do reino eterno’.”

Depois de ter dito isso, Maria Madalena se calou, pois até aqui o Salvador lhe tinha falado. Mas André respondeu e disse aos irmãos: “Dizei o que tendes para dizer sobre o que ela falou. Eu, de minha parte, não acredito que o Salvador tenha dito isso. Pois esses ensinamentos carregam idéias estranhas”. Pedro respondeu e falou sobre as mesmas coisas. Ele os inquiriu sobre o Salvador: “Será que ele realmente conversou em particular com uma mulher e não abertamente conosco? Devemos mudar de opinião e ouvirmos ela? Ele a preferiu a nós?” Então Maria Madalena se lamentou e disse a Pedro: “Pedro, meu irmão, o que estás pensando? Achas que inventei tudo isso no mau coração ou que estou mentindo sobre o Salvador?” Levi respondeu a

Pedro: “Pedro, sempre foste exaltado. Agora te vejo competindo com uma mulher como adversário. Mas, se o Salvador a fez merecedora, quem és tu para rejeitá-la? Certamente o Salvador a conhece bem. Daí a ter amado mais do que a nós. É, antes, o caso de nos envergonharmos e assumirmos o Homem Perfeito e nos separaremos, como Ele nos mandou, e pregarmos o Evangelho, não criando nenhuma regra ou lei, além das que o Salvador nos legou.”

Depois que Levi disse essas palavras, eles começaram a sair para anunciar e pregar.

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Mito e Ciência

Escrito por Josenildo Marques ligado 12th Janeiro 2007

 

A relação entre ciência e religião é um assunto complexo que frequentemente vem à tona para provocar discussões acaloradas. Para alguns, ciência e religião são conflitantes e irreconciliáveis. Para outros, ambas têm finalidades diferentes, lidam com aspectos diferentes da experiência humana e, portanto, qualquer conflito é apenas ilusório. Outros ainda argumentam que religião e ciência interagem em colaboração. Além disso, a opinião de cientistas sobre o assunto tem forte influência sobre a imaginação popular, cuja tendência é, a princípio, pensar que ciência e religião são sempre antagônicas.
Em Mito e Significado, Claude Lévi-Strauss afirma estar bem informado sobre a metodologia científica e as últimas descobertas da ciência e que, portanto, ele diz ter a

a sensação de que a ciência moderna, na sua evolução, não se está a afastar destas matérias perdidas, e que, pelo contrário, tenta cada vez mais reintegrá-las no campo da explicação científica. O fosso, a separação real, entre a ciência e aquilo que poderíamos denominar pensamento mitológico, para encontrar um nome, embora não seja exatamente isso, ocorreu nos séculos XVII e XVIII. Por essa altura, com Bacon, Descartes, Newton e outros, tornou-se necessário à ciência levantar-se e afirmar se contra as velhas gerações de pensamento místico e mítico, e pensou-se então que a ciência só podia existir se voltasse costas ao mundo dos sentidos, o mundo que vemos, cheiramos, saboreamos e percebemos; o mundo sensorial é um mundo ilusório, ao passo que o mundo real seria um mundo de propriedades matemáticas que só podem ser descobertas pelo intelecto e que estão em contradição total com o testemunho dos sentidos. Este movimento foi provavelmente necessário, pois a experiência demonstra-nos que, graças a esta separação – este cisma, se se quiser –, o pensamento científico encontrou condições para se autoconstituir.

Assim, tenho a impressão de que (e, evidentemente, não falo como cientista – não sou físico, não sou biólogo, não sou químico) a ciência contemporânea está no caminho para superar este fosso e que os dados dos sentidos estão a ser cada vez mais reintegrados na explicação científica como uma coisa que tem um significado, que tem uma verdade e que pode ser explicada.

Claude Lévi-Strauss, Mito e Significado, pp. 9,10

Portanto, para ele, se houve algum confronto entre o pensamento científico e o mitológico, isto se deveu ao ímpeto inicial dos homens de ciência em pôr enfase em seu método e a qualificar o outro como pensamento “primitivo” ou “inferior”. Trata-se de uma questão datada que, embora ainda hoje encontre alguma ressonância, já há muito deixou de ser a visão predominante graças ao avanço das ciências exatas e das humanas. Por isso, diz Lévi-Strauss,

 

…creio que há certas coisas que perdemos e que devíamos fazer um esforço para as conquistar de novo, porque não estou seguro de que, no tipo de mundo em que vivemos e com o tipo de pensamento científico a que estamos sujeitos, possamos reconquistar tais coisas como se nunca as tivéssemos perdido; mas podemos tentar tornar-nos conscientes da sua existência e da sua importância.

Claude Lévi-Strauss, Mito e Significado, p. 9

 

Assim como Joseph Campbell, a despeito das diferenças no trabalho de ambos, Lévi-Strauss estava profundamente interessado nas semelhanças mais significativas das mitologias e culturas que estudou. Como ele mesmo diz:

 

 

É provável que não haja muito mais que isto na abordagem estruturalista; é a busca de invariantes ou de elementos invariantes entre diferenças superficiais.

Claude Lévi-Strauss, Mito e Significado, p.12

 

Apesar da aparente desordem, da grandeza de diferenças e da riqueza de manifestações, o papel do pesquisador é, como ele atesta, perquirir todo esse material e tentar encontrar uma ordem, um campo de convergências diante do qual as diferenças começam a desaparecer.

 

 

As histórias de caráter mitológico são, ou parecem ser, arbitrárias, sem significado, absurdas, mas apesar de tudo dir-se-ia que reaparecem um pouco por toda a parte. Uma criação «fantasiosa» da mente num determinado lugar seria obrigatoriamente única – não se esperaria encontrar a mesma criação num lugar completamente diferente. O meu problema era tentar descobrir se havia algum tipo de ordem por detrás desta desordem aparente - e era tudo.

 

Claude Lévi-Strauss, Mito e Significado, p.15


E não há dúvida de que Campbell e Lévi-Strauss estão plenamente de acordo com esse preceito. Para ambos,

O problema é descobrir aquilo que é comum a todos. É um problema, poder-se-ia dizer, de tradução, de traduzir o que está expresso numa linguagem – ou num código, se se preferir, mas linguagem é suficiente – numa expressão de uma linguagem diferente.

Claude Lévi-Strauss, Mito e Significado, p.12

E quando se fala em linguagem, fala-se em significado ou níveis de significação. Lévi-Strauss faz uma observação muito rica em relação ao problema do que chamamos de significado. Segundo expõe, dizemos que uma coisa tem significado não apenas porque é inteligível, mas também porque ela pode ser traduzida.

Segundo penso, é absolutamente impossível conceber o significado sem a ordem. Há uma coisa muito curiosa na semântica, é que a palavra «significado» é provavelmente, em toda a língua, a palavra cujo significado é mais difícil de encontrar. Que é que significa o termo «significar»? Parece-me que a única resposta que se pode dar é que «significar» significa a possibilidade de qualquer tipo de informação ser traduzida numa linguagem diferente. Não me refiro a uma língua diferente, como o francês ou o alemão, mas a diferentes palavras num nível diferente. No fim de contas, esta tradução é a que se espera de um dicionário – o significado da palavra em outras palavras que, a um nível ligeiramente diferente, são isomórficas relativamente à palavra ou à expressão que se pretende perceber. E porque não se pode substituir uma palavra por qualquer outra palavra, ou uma frase por qualquer outra frase (arbitrárias), tem de haver regras de tradução. Falar de regras e falar de significado é falar da mesma coisa; e, se olharmos para todas as realizações da Humanidade, seguindo os registos disponíveis em todo o mundo, verificaremos que o denominador comum é sempre a introdução de alguma espécie de ordem. Se isto representa uma necessidade básica de ordem na esfera da mente humana e se a mente humana, no fim de contas, não passa de uma parte do universo, então quiçá a necessidade exista porque há algum tipo de ordem no universo e o universo não é um caos.

Claude Lévi-Strauss, Mito e Significado, pp. 15,16

 

Segundo Joseph Campbell, os avanços e descobertas científicas de nosso tempo não colidem contra o “pensamento mitológico”. Ao contrário, Campbell pensa que elas abrem novas dimensões míticas para o homem moderno. Como diz Bill Moyers:

 

 

Campbell não era pessimista. Ele acreditava que existe um “nível de sabedoria, para além dos conflitos entre ilusão e verdade, através do qual as vidas podem voltar a ser irmanadas”. Encontrar esse nível é a “questão primordial desta época”. Nos seus últimos anos, ele buscava uma nova síntese entre ciência e espírito. “A mudança de uma visão geocêntrica para uma visão heliocêntrica do mundo ”, escreveu ele, depois que os astronautas chegaram à Lua, “parece ter removido o homem do centro e o centro parece tão importante. Espiritualmente, porém, o centro está onde está o olhar. Poste-se numa elevação e contemple o horizonte. Poste-se na Lua e contemple a Terra inteira se erguendo – ainda que através da televisão, na sua sala de visita.” O resultado é uma insuspeitada expansão do horizonte, que poderia servir, em nossa época, como as antigas mitologias serviram, no passado, para abrir as portas da percepção “para o prodígio, ao mesmo tempo terrível e fascinante, de nós mesmos e do universo”. Para ele, não foi a ciência que diminuiu os seres humanos ou nos divorciou da divindade. Ao contrário, as novas descobertas da ciência “nos reúnem aos antigos”, por nos tornarem capazes de reconhecer, no todo do universo, “um reflexo ampliado de nossa própria e mais íntima natureza; assim, somos de fato seus ouvidos, seus olhos, seu pensamento e sua fala – ou, em termos teológicos, os ouvidos de Deus, os olhos de Deus, o pensamento de Deus, a Palavra de Deus”.

Joseph Campbell e Bill Moyers, O Poder do Mito, p.12

Assim como Lévi-Strauss, Joseph Campbell também não acredita que haja conflitos insolúveis entre ciência e religião.

MOYERS: Um dos pontos intrigantes do seu pensamento é que você não vê conflito entre ciência e mitologia.

CAMPBELL: Não, não há conflito. Ciência é abrir caminho, agora, na direção das dimensões do mistério. Assim ela se aproxima da esfera de que fala o mito. Chega ao limiar.

MOYERS: E o limiar é…

CAMPBELL: …o limiar, a superfície comum ao que pode ser conhecido e ao que nunca será descoberto, porque é um mistério que transcende todo esforço humano. O que é a fonte da vida? Ninguém sabe. Não sabemos sequer o que é um átomo, se é uma onda ou uma partícula – é ambos. Não fazemos idéia do que sejam essas coisas. É por essa razão que falamos do divino. Existe uma fonte de energia transcendente. Quando um físico observa partículas subatômicas, ele está vendo um traço na tela. Esses traços vêm e vão, vêm e vão; nós vimos e vamos, e tudo o que diz respeito à vida vem e vai. Essa energia é a energia que modela todas as coisas. A reverência mítica se endereça a isso.

Joseph Campbell e Bill Moyers, O Poder do Mito, p.146

Nas palestras e livros de Joseph Campbell, a ciência está sempre presente. Como se trata de um ramo do saber de natureza transdisciplinar, ele mesmo não seria possível sem a arqueologia, a psicologia, a antropologia, a física, a química, etc. Os avanços nessas ciências também contribuem para que saibamos mais sobre essa matéria e, como diz Lévi-Strauss, para que nos tornemos mais conscientes de sua existência e importância.

 

 

 

 

 

 

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O Tempo no Candomblé

Escrito por Josenildo Marques ligado 3rd Janeiro 2007

 

O texto abaixo é um trecho de uma conferência proferida pelo professor Reginaldo Prandi, estudioso das religiões afro-brasileiras, em virtude da entrega do Prêmio Érico Vanucci Mendes. Nessa conferência, o professor Prandi trata, entre outras coisas, da questão do tempo na sociedade iorubana tradicional, nos rituais de Candomblé e na sociedade capitalista.

 

Para o pensador africano John Mbiti, enquanto nas sociedades ocidentais o tempo pode ser concebido como algo a ser consumido, podendo ser vendido e comprado, como se fosse mercadoria ou serviço potenciais - dizemos ‘tempo é dinheiro!’ -, nas sociedades africanas tradicionais o tempo tem que ser criado ou produzido, acrescentando Mbiti que “o homem africano não é escravo do tempo, mas, ao invés disso, ele produz tanto tempo quanto queira”. Ele comenta que, por não conhecerem essa concepção, muitos estrangeiros ocidentais não raro julgam que os africanos estão sempre atrasados naquilo que fazem, enquanto outros dizem: “Ah! Esses africanos ficam aí sentados desperdiçando seu tempo na ociosidade” (Mbiti, 1990: 19). (…)

 

Nas palavras do nigeriano Wole Soyinka, prêmio Nobel de literatura, “o pensamento tradicional opera não uma sucessão linear de tempo mas uma realidade cíclica” (Soyinka, 1995: 10). Por isso, o tempo escalar, que se mede matematicamente, podendo ser somado, subtraído, dividido etc., não faz nenhum sentido para o pensamento africano tradicional. Para os ocidentais, o tempo é uma variável contínua, uma dimensão que tem realidade própria, que independe dos fatos, de tal modo que são os fatos que se justapõem à escala do tempo. É o tempo da precisão, que objetiva o cálculo, que viabiliza a projeção e fundamenta a racionalidade - tempo da ciência histórica e da modernidade. Nessa escala ocidental do tempo, os acontecimentos são enfileirados uns após outros, em seqüências que permitem organizá-los como anteriores e posteriores, uns como causa e outros como conseqüência, construindo-se uma cadeia de correlações e causações que conhecemos como história.

 

Para os africanos tradicionais, contudo, o tempo é uma composição dos eventos que já aconteceram ou que estão para acontecer imediatamente. É a reunião daquilo que já experimentamos como realizado, sendo que o passado, imediato, está intimamente ligado ao presente, do qual é parte, enquanto que o futuro, imediato, nada mais é que a continuação daquilo que já começou a acontecer no presente, não fazendo nenhum sentido a idéia do futuro como acontecimento remoto desligado de nossa realidade imediata. O futuro que se expressa na repetição cíclica dos fatos da natureza, como as estações, as colheitas vindouras, o envelhecer de cada um, é repetição do que já se conheceu, viveu e experimentou, não é futuro. Não há sucessão de fatos encadeados no passado distante, nem projeção do futuro; a idéia de história como a conhecemos no Ocidente não existe; a idéia de fazer planos para o futuro, de planejar os acontecimentos vindouros, é completamente estapafúrdia. Se o futuro é aquilo que não foi experimentado, ele não faz sentido nem pode ser controlado, pois o tempo é o tempo vivido, o tempo acumulado, o tempo acontecido.

 

Para os iorubás e outros povos africanos, os acontecimentos do passado estão vivos nos mitos, que falam de grandes acontecimentos, atos heróicos, descobertas e toda sorte de eventos dos quais a vida presente seria a continuação. Ao contrário da narrativa histórica, os mitos nem são datados nem mostram coerência entre si. Cada mito atende a uma necessidade de explicação tópica e justifica fatos e crenças que compõem a existência de quem o cultiva, o que não impede a existência de versões conflitantes, quando os fatos e interesses a justificar são diferentes. O mito fala do passado remoto que explica a vida no presente, mais que isso, que se refaz no presente. O tempo mítico expressa o passado distante, e fatos separados por um intervalo de tempo muito grande podem ser apresentados nos mitos como ocorrências de uma mesma época, concomitantes. Cada mito é autônomo e os personagens de um podem aparecer num outro mito com outras características e relações, às vezes contraditórias com as primeiras. Os mitos são narrativas parciais e sua reunião não propicia o desenho de nenhuma totalidade, pois não existe um fio narrativo na mitologia, como aquele que norteia a construção da história para os ocidentais. No mundo mítico, os eventos não se ajustam a um tempo contínuo e linear. O tempo do mito é o tempo das origens, e parece existir um tempo vazio entre o fato contado pelo mito e o tempo do narrador.

 

Para os iorubás, os mortos devem reencarnar e, enquanto esperam pelo renascimento, habitam o mundo dos que vão nascer, que é próximo do mundo aqui-e-agora, o mundo em que vivemos, o Aiê. Esse mundo do futuro imediato é atado ao presente pelo fato de que aquele que vai nascer de novo tem que permanecer vivo na memória de seus descendentes, participando de suas vidas e sendo por eles alimentados nos ritos sacrificiais, até o dia de seu renascimento como um novo membro de sua própria família. Para o homem, o mundo das realizações, da felicidade, da plenitude é o mundo do presente, o Aiê, não havendo prêmio nem punição no mundo dos que vão nascer, o mundo dos mortos, pois ali nada acontece. Os homens e mulheres pagam por seus crimes em vida e são punidos pelas instâncias humanas. As punições impostas aos humanos pelos deuses e antepassados por causa de atos maus igualmente não o atingem após a morte, mas se aplicam a toda a coletividade à qual o infrator pertence, e isso também acontece no Aiê, numa concepção ética que está focada na coletividade e não no indivíduo (Mbon, 1991: 102), não existindo a noção ocidental cristã de salvação no outro mundo nem a idéia de pecado. O outro mundo habitado pelos mortos é temporário, transitório, voltado para o presente dos humanos. Nem mesmo a vida espiritual tem expressão no futuro. Os mortos ilustres - fundadores de troncos familiares e de cidades, heróis, reis, conquistadores, grandes sacerdotes - podem vir a ser cultuados como antepassados, os egunguns, passando a habitar o passado mítico, o passado distante localizado no Orum, onde vivem os deuses orixás, dos quais muitos são antigos heróis divinizados, cujo culto se desprendeu dos limites da família e se generalizou, sendo incorporados ao passado mítico de todo um clã, uma cidade, um povo, podendo vir a ter altares erigidos em sua homenagem até mesmo do outro lado do oceano, como aconteceu com muitos orixás na América.

 

O passado remoto da narrativa mítica, que trata dos orixás e dos antepassados, é transmitido de geração a geração, por meio da oralidade, é ele que dá o sentido geral da vida para todos e fornece a identidade grupal e os valores e normas essenciais para a ação naquela sociedade, confundindo-se plenamente com a religião. Ensina Prigogine, prêmio Nobel de física, que o tempo cíclico é o tempo da natureza, o tempo reversível, e também o tempo da memória, o tempo mítico que não se perde, mas que se repõe. O tempo da história, em contrapartida, é o tempo irreversível, um tempo que não se liga nem à eternidade e nem ao eterno retorno. O tempo do mito e o tempo da memória descrevem um mesmo movimento de reposição: sai do presente, vai para o passado e volta ao presente, em que o futuro é apenas o tempo necessário para a reencarnação, o renascimento, o começar de novo. A religião é a ritualização dessa memória, desse tempo cíclico, ou seja, a representação no presente, através de símbolos e encenações ritualizadas, desse passado que garante a identidade do grupo - quem somos, de onde viemos, para onde vamos? É o tempo da tradição, da não mudança, da religião, a religião como fonte de identidade que reitera no cotidiano a memória ancestral. No candomblé, emblematicamente, quando o filho-de-santo entra em transe e incorpora um orixá, assumindo sua identidade, que é representada pela dança característica que lembra as aventuras míticas dessa divindade, é o passado remoto, coletivo, que aflora no presente para se mostrar vivo, o transe ritual repetindo o passado no presente, numa representação em carne e osso da memória coletiva.

 

Para os iorubás, uma vez que tudo é repetição, nada é novidade, aquilo que nos acontece hoje e que está prestes a acontecer no futuro imediato já foi experimentado antes por outro ser humano, por um antepassado, pelos próprios orixás. O oráculo de Ifá, praticado pelos babalaôs, baseia-se no conhecimento de um grande repertório de mitos que falam de toda sorte de fatos acontecidos no passado remoto e que voltam a acontecer, envolvendo personagens do presente. É sempre o passado que lança luz sobre o presente e o futuro imediato. Conhecer o passado é deter as fórmulas de controle dos acontecimentos da vida dos viventes. Esse passado mítico, que se refaz a cada instante no presente, é narrado pelos odus do oráculo de Ifá, preservados no Brasil pelo jogo de búzios das mães e pais-de-santo dos candomblés. O jogo de búzios é a leitura do tempo mítico que se refaz no presente. É olhar o presente com os olhos no passado.

 

A essa concepção africana de tempo estão intimamente associadas as idéias de aprendizado, saber, competência e hierarquia que podemos observar no candomblé. Para os africanos tradicionais, o conhecimento humano é entendido, sobretudo, como resultado do transcorrer inexorável da vida, do fruir do tempo, do construir da biografia. Sabe-se mais porque se é velho, porque se viveu o tempo necessário da aprendizagem. A aprendizagem não é uma esfera isolada da vida, como a nossa escola ocidental, mas um processo que se realiza a partir de dentro, participativamente. Aprende-se à medida que se faz, que se vive. Com o passar do tempo, os mais velhos vão acumulando um conhecimento a que o jovem só terá acesso quando tiver passado pelas mesmas experiências. Mesmo quando se trata de conhecimento especializado, o aprendizado é por imitação e repetição. As diferentes confrarias profissionais, especialmente as de caráter mágico e religioso, dividem as responsabilidades de acordo com a senioridade de seus membros e estabelecem ritos de passagem que marcam a superação de uma etapa de aprendizado para ingresso em outra, que, certamente, implica o acesso a novos conhecimentos, segredos ou mistérios da confraria.

 

Para ler o artigo na íntegra, clique aqui.

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A Religião da Nova Ordem

Ter, 30 de Agosto de 2011 01:17

Este material é extraído do livro:

A religião da Nova Ordem

The New world Religion

 

Ao se falar do processo da formação da Religião da Nova Ordem... é preciso lembrar primeiramente de Helena Blavaski, Satanista  juntamente com Alice Bailey Inglesa que deu prosseguimento a sociedade teosofica,assumida, na fase embrionária dessa religião.

Nasceu na Rússia em 1831... orientado pelos espíritos fundou a sociedade teosofica que defende a idéia “Lúcifer é divino e iluminado pelo espírito santo” As idéias da nova era apóiam a : Evolução, reincarnação, Astrologia e meditação transcendental. Suas idéias sobre Deus reflete tal como Deus é o sol de toda vida; Ele é “Energia”, a força de toda Vida, que flui através  de todas as coisas ... a acunputura, certos tipos  de Iridologia e meditação transcendental etc..  Entretanto, o maior alvo  de Lúcifer para estabelecer uma nova ordem mundial é a globalização idéias como “We are  the wold” e campanhas semelhantes a essas mundialmente feita tem lançado a base, alicerce para entrada de uma nova ordem mundial... ( Fazer um paralelismo entre primeira ordem mundial por Nirode e esta última) A campanha dos cantores do mundo todo p/ ajudar as crianças e os necessitados p/ fome mundial foi uma das fortes notas no ar de cantores do mundo todo cantando... composto por Bella font.. Numa entrevista em uma revista ele disse: “O nosso objetivo é impor um governo Mundial “ Eles dizem : Que se o governo norte americano deseja sobreviver até o ano 2006 eles precisam ter um presidente da Nova Era.... com estas idéias.

A Nova era considera os Cristãos orgulhosos e centralizados em se mesmo... nos ensinamentos bíblicos separatistas...estes separatistas, dizem eles rejeitam o panteismo  e a teologia da nova era, por isso precisamos fazer o processo de purificação.

Assim sendo, Jonh Price e sua esposa criaram o dia mundial da paz., dia da saúde das nações, foi eleito então o dia 1 do ano, para uma meditação mundial reunindo cerca de 5000.000 milhões de pessoas ao redor do mundo eles advogam que as forças negativas serão expulsas e as Igrejas se unirão... Esse processo teve inicio em 1986...  As pessoas que não aceitam essa nova experiência, eles chamam de pessoas com baixa vibração... esses indivíduos precisam ser removidos, destruídos, eliminados nas duas décadas adiante...assim eles conclamam uma nova ordem p/ eliminação de dois bilhões de pessoas e esta proposta

Está em nome da paz mundial... Haverá então uma separação entre luz e trevas a luz se unirá com eles e mas  as trevas tem que ser extintas pela luz.

Price falando dos seus Sinistros Planos p/ o planeta terra em promover o dia da saúde mundial ele disse: “ Através dos esforços de milhões de homens e mulheres  com pureza de motivo com uma consciência voltada para cristandade. O mundo então se separara entre luz e trevas, os que se atraírem para luz se juntará a nós, sendo um conosco e a luz se espalhará pelas trevas que deixará de existir...

Bárbara HUBBARD em 1986 ela declarou: “ O Planetário Pentencostal” com a meditação ao redor do mundo onde os participantes  disseram sentir o poder de Cristo para curar, ressuscitar os mortos transformar os seus corpos físicos ...Ela ensina que todo o mundo são celulas deste cérebro global que devidamente conectadas abrira a porta de uma nova consciência , então as mentes adormecidas  terão poder e o cristo cosmico tão esperado virá... Na visão Bárbara com isto conectado haverá o quantum Leap, ou seja uma vez que um macaco numa ilha come banana, logo todos estão comendo...

Nós somos o cavalo Branco , oferecemos essa nova ordem com paz a todos, porém nos somos o cavalo vermelho do apocalipse, que simboliza sangue que significa destruição durante o processo de nascimento dessa nova era, novos seres iluminados pela luz... esse ato estranho e horrível  é como se matasse células cancerosas. Esse processo se chama SELETIVO que já começou( comentar o material da embaixada e a carta Celina). Nós estamos no lugar de Deus p/ fazer o processo de purificação e seleção da terra... Ele “  “

SELECIONA nos destruímos,nós somos os passos do cavalo amarelo.

Durante a última semana de outubro de 1986, O Papa João Paulo segundo fez para desta unidade global convidando centenas de leader Cristão e não Cristão para unirem a voz na oração pela paz.. É realmente estranho The Lúcifer Company Publication da destaque e aplaudir os livros do Papa e em 1994a revista Time elegeu com o homem do ano...

 

Os lideres da nova era estão familiarizados com a bíblia e eles interpretam apocalipse os

144000 como povo escolhido pelo cristo cósmico p/ trazer estas mudanças... eles penetraram em todas as camadas da sociedade: Medicina,religião,ciência permeando em cada segmento social com suas ocultas idéias ... o seu alvo é implantar a nova ordem mundial e não descançaráenquanto o cristianismo puro e sincero tenha sido eliminado.

 

Com os Políticos mais carismáticos , religiosos mais conceituados, ali esta eles trabalhando com estes políticos, homens como Michail gorbachev, nasceu em 2 março de 1931- aos 21 anos de idade abandonou o cristianismo e juntou-se aos comunistas até chegar a presidência, escreveu: “ Um tempo de paz” e “ Perestroika” visando a globalização. Ele apela para uma mudança uma Perestroika global p/ nosso novo mundo, nossa economia., sistema político... uma nova ordem regidos p/ políticos com estes pensamentos...séc 21.

No conselho de relações exteriores ele apresentou o seu plano; “segurança global”,  outros temas como explosão demografica, fome mundial, pobreza,  ambientalismo eles usam estes assuntos  como veículo p/ implantação de uma nova ordem mundial... Eles dizem precisamos de leis Internacionais que possam reger o mundo leis internacionais. Eles planejam fazer os 10 mandamentos do controle ambiental mundial... Eles chamam atenção para varias partes da terra que está desertificada a camada de ozônio etc...este documento é o mais quente ID de unidade. Na Rio Eco 92 foi uma iniciativa e um começo para implantação    deste  programa... Nós precisamos criar uma nova cidadania, com novos passaportes e o homem será cidadão do mundo, com vistos n1 n2 cidadãos do universo.

Dr. Michel e Hery Lamb diz com clareza que este governo global é um ato catastrófico ato de violência, resultando na perda de nacionalidade,propriedades de direitos, e liberal individual tudo em nome ecologia.

Quando for implantado os 10 mandamentos da nova  ordem mundial  os mandamentos da terra: A Nossa nacionalidade deixará de existir. O direito de decidir o que ensinar p/ seu filho será limitado o estado forte controle em tudo, até nossa fé será comprometida... De acordo com lideres da nova era os que querem crê no Deus pessoal e rejeitam fazer da criatura seu deus, estes que têm ser eliminado...( Na área  educacional citar Robert Muller.

Disse no final de tudo inauguraremos a era de aquário... Na teologia de Muller o período da nova era será um   periodo de perfeita unidade p/ familia humana – então se manifestará o Cristo cósmico, quem de fato governará a humanidade na era de aquário... Eles defendem a idéia que você é Deus... e o Cristo cósmico implantará  a lei dos  cosmos... Um grande colaborador desta nova ordem é Bill Grahm

 

Haverá um controle mundial e todos os seres humanos serão intensamente vigiados... no passado o programa de vigilância começou a se expandir com a entrada  do satélite, tv a cabo(fibra ótica), câmeras estaladas pelas cidades(Big Brother), e atualmente, o mais completo sistema de controle  e vigilância intensa sobre o individuo: O chip.... a implantação em animais foi um dos primeiros passos para o desenvolvimento do mesmo.

Atualmente se usa para controle de seqüestro etc.. Entretanto, a verdade é que o computador outrora já foi usado para controle e extermínio da raça humana tal qual foi  mostrado por Edwim Black  em seu livro IBM e o holocausto, a aliança estratégica entre a Alemanha nazista e a mais poderosa empresa americana...a IBM. Os prisioneiros eram identificados por meios de cartões Hollerith descritivos, cada um com as colunas perfuradas, detalhando nacionalidade, data de nascimento, estado civil, quantidade de filhos, motivo do encarceramento, características físicas e habilidades profissionais. As colunas 3 e 4 reuniam dezesseis categorias codificadas de prisioneiros, o orifício 3 significava homossexual, orifício 9 anti social, orifício 12 cigano, orifício 8 designava Judeu. A coluna 34 era rotulada razão da partida. O código 2 transferido p/ outro campo, morte o código era 3, execução código 4 , suicídio 5  e o numero 6 significava extermínio( câmera de gás, enforcamento ou fuzilamento....) Por incrível que pareça João  em Patmos em visão profética ele relacionou o numero 6 com extermínio: “foi lhe concedido também  que desse fôlego a imagem da besta, para que ela falasse, e fizessem que fossem mortos todos os que não adorassem a imagem da besta. E fez que todos, pequenos e grandes, ricos e pobres, livres e escravos, lhes fossem postos um sinal na mão direita ou na fronte, para que ninguém pudessem comprar ou vender se não tivesse o sinal, ou nome da besta ou numero do seu nome.... e o seu numero é 666... Por incrível que pareça nos cartões na coluna 34 dos formulários de cartão perfurado como código 7=fuga... (aplicação atual).

De fato, agora, o exercito, de recenseadores tinha condições de formular 235 perguntas, como: idiomas falado, numero de filhos, residindo com a família, nível de escolaridade, filiação religiosa e dezenas de outras peculiaridades. De repente o governo tinha o perfil de traçar o perfil de sua própria população. Aos Judeus serem aprisionados, muitos tinham fugidos do seu país, espalhando-se como refugiados por toda Europa e América. Associações profissionais expulsavam de seus quadros de membros. Em hotéis, restaurantes, praias e até mesmo nas fronteiras de certas cidades viam-se avisos, advertindo: “Judeus são indesejáveis”. Rapidamente como primeiro passo os Judeus estavam sendo empurrados para exclusão social e econômica e social, em outras palavras isto significa seleção, higiene racial, erradicação de grupos demográficos indesejáveis.

Veja o testemunho de pessoas diversas classes sobre o controle do chip, exposto no livro:

“     Melhor do que os promotores dos tribunais de Nurenberg, Edwin black desenvolve argumentação completa e incontroversa contra a participação  da IBM no holocausto. A historia, há muito abafada, agora vem à tona, mas para todos nos o perigo aumentou em progressão geométrica. Se os primitivos computadores das década de 1940 eram capazes de atuar como armas na guerra dos nazistas contra os aliados e contra os Judeus, qual o potencial dos computadores de hoje? As espantosas revelações de black sobre o passado encerram uma mensagem pungente para  presente e para o futuro.”

Byrol L. Sherwin

Reitor e vice- presidente, spertus istitude of Jewish studies

 

“Estou estarrecido. Os detalhes sórdidos do holocausto parecem não terminar nunca. Edwim Black agora fornece provas de mais cumplicidade de gigantes da Industria IBM.

Essa respeitável organização não hesitou em colocar ganhos monetários acima da dignidade                                                           e vida humana, fornecendo sua tecnologia para formar as maquinas do nazismo, causando o genocídio de milhões de Judeus, entre outros. Os horrores do terceiro Reich ainda continuam a nos assombrar nesse inicio se século XXI.

Ian F. Hancock

Diretor, Roman Archives and documentation center

 

Em abril cerca de 60.000 judeus haviam sido aprisionados e outros 10.000 tinham fugido do país, espalhando-se como refugiados por toda Europa e América. Associações profissionais expulsavam dos seus quadros membros Judeus. Em hotéis, restaurantes, praias até mesmo nas fronteiras de certas cidades viam-se avisos, advertindo: “ Aqui Judeus São indesejáveis”. Rapidamente, como primeiro passo, os Judeus estavam sendo empurrados para a exclusão econômica e social.

 

A Política demográfica nos princípios da higiene racial, deve promover valioso estoque genético. Também deve evitar a fertilidade de vida inferiores e a degeneração genética. Em outras palavras, isso significa  seleção e promoção deliberada de formas de vida superiores e erradicação de grupos demográficos  indesejáveis.

As varreduras estatísticas , com a ajuda da tecnologia Hollerith, já estavam vasculhando registro de batismo, registro de nascimento, e morte e outros cadastros da Igreja, não apenas para certificar do arianismo, mas também para isolar o Judaísmo.

Ninguém estava imune aquilo. Tratava-se de algo novo para a humanidade. Nunca dante3s tantas pessoas haviam sido idenficadas com tanta precisão, de maneira tão silenciosa, tão rapidamente e com conseqüências tão avassaladoras...

O Ponto de partida do novo serviço estatístico será diferente a saber, criar arquivos para cada individuo. E acrescentou: não mais estamos tratando recenseamentos gerais; na verdade estamos rastreando indivíduos...o relatório do serviço de informação britânico  da época afirmava:  agora os seres humanos se transformaram em numeros .....

Ao  declarar de forma causticas  que o chavão PAZ, brandido pela Alemanha   e por seus aliados intelectuais,era uma fraude... A paz Mundial, declarou Watson, a New York Times:

Surgirá  quando,todosos paises do mundo se concentrarem em seus problemas e arrumarem suas próprias casas..

A comunidade  profundamente talmúdica, que ficara com muito pouco, senão com a fé e os ensinamentos, compreendia muito bem que os recenseamentos eram nefastos na historia Judaica. A própria bíblia  ensinava que, a não ser nos casos especificamente ordenados por Deus. O censo é mau, pois por meio dele o inimigo conhece suas forças...

 

Assim todos indivíduos devem entregar o cartão antes da deportação.... qualquer um que seja apanhado sem o cartão está sujeito a possível execução...

Um cartaz da Hollerith com uma foto dizia: veja tudo com os cartões perfurados Hollerith..

O mesmo que apareceu na moeda de um dollar a partir de 1978.

 

Na inquisição  a arma que eles usavam antes da fogueira do santo oficio  ou câmara de gás da Alemanha nazista... foi a palavra que moldava a opinião publica, anestesiando as mentes diante do crime planejado.. mudando a carga emocional das palavras é muito mais fácil modificar o comportamento habitual das pessoas.

Mitologia Mesopotâmica

Ter, 30 de Agosto de 2011 01:22

A Mesopotâmia compreendia o extremo sul da planície que se estende entre os rios Tigre e Eufrates, que atualmente é chamado de Iraque. O terreno semidesértico necessitava do regadio, ao mesmo tempo em que a quase ausência de madeira e pedras levou que os edifícios fossem construídos com tijolos.

Os primeiros assentamentos se deram pôr volta de 4500 anos antes de Cristo, nas proximidades do Golfo Pérsico. Os seus habitantes foram os sumérios, um povo conhecido pôr sua criatividade. A complexa religião e mitologia da antiga Mesopotâmia foi uma invenção sumeriana. Arraigou-se e prosperou nas cidades que se desenvolveram, a partir do séc. 3 a.C., nos assentamentos primitivos. Muitas cidades ainda tinham nomes sumérios reconhecíveis em época posterior, o que apenas demonstra uma continuidade do povoamento. Do mesmo modo, apesar de ter sido inundada pôr vindas sucessivas dos semitas - sobretudo babilônios e assírios, a tradição cultural sumeriana se manteve praticamente intocada. Os semitas assimilaram a filosofia suméria e lhe incorporaram características próprias.

Até a conquista de Alexandre, o Grande, rei da Macedônia, no século 4 a.C., a tendência religiosa era a evolução das deidades nacionais. Tanto Marduk, deus babilônio, como Assur, deus assírio da guerra, foram considerados potências supremas do universo em vez de serem vistos como membros de um panteão que controla as forças naturais.

A religião mesopotâmica se origina da veneração dos fenômenos naturais. Parece que, ao princípio, os sumérios imaginaram algumas dessas forças como tendo forma animal, mas posteriormente preferiram a forma humana como modo de representar os deuses.

Gradualmente, os deuses se aproximaram aos seres humanos e entraram nos templos construídos em sua honra. Freqüentemente essas "casas" estavam nos zigurats, imensos montículos artificiais de tijolos secados ao sol. De acordo com a épica babilônica da criação - que leva o nome das primeiras palavras, Enuma elish (Quando do alto...), os homens foram criados somente para aliviar os deuses da carga de trabalho. Este poema da criação explica o dilúvio dizendo que Enlil, deus sumério do ar, já não podia suportar o barulho da cidade onde estava erguido o seu templo.

Depois de inúmeras tentativas para silenciar o povo com a praga, a seca e a infertilidade, Enlil lançou um descomunal dilúvio sobre a terra. Somente sobreviveram a família e os animais do sábio Atrahasis.

A máxima autoridade do panteão era Am (sumério) ou Anú (babilônio), cujo nome significa "céu". Provavelmente os sumérios acreditavam que a vida surgiu do matrimônio entre Am (o céu) e Ki (a terra). Entretanto, no período em que a população da Mesopotâmia se concentrou nas cidades, Enlil - deus de Nuppur – era a deidade mais importante.

A dependência da agricultura intensiva levou à crença que o crescimento das cidades era conseqüência de um presente de Enlil: a enxada. Como os sumérios também consideravam esta deidade como o dono daquele instrumento, o templo possuía e explorava a maior parte das terras irrigadas.

O dever principal do governante temporário era, portanto, salvaguardar os interesses do deus da cidade, dado que a monarquia "descendia do céu" como meio de interpretar a vontade divina perante os homens.

A relação entre os deuses e os governantes se tornam claras nas grandes cerimônias de veneração que aconteciam nas festas das estações. No Ano Novo, pôr exemplo, o monarca personificava o deus em um casamento sagrado com a suma-sacerdotisa, que representava a mãe-terra.

A assembléia dos deuses - autoridade máxima do universo mesopotâmico - se reunia em um canto da antecâmara do templo de Enlil, em Nippur. Salvo pôr motivo do seu próprio julgamento, Enlil costumava executar as decisões da assembléia mediante uma tempestade. Em Enuma Elish se descreve o debate divino mais dramático que se tem registrado. Refere-se à ameaça plantada pôr Tiamat, o dragão babilônico do caos.

Desesperados diante da enormidade das forças que Tiamat tinha colocado contra eles, os deuses escolheram Marduk como governante absoluto. A vitória de Marduk concedeu a liderança da Mesopotâmia à cidade de Babilônia.

De forma diferente ao isolado vale do Nilo dos antigos egípcios, a experiência histórica da planície entre o Tibre e o Eufrates foi turbulenta e esteve impregnadas de mudanças bruscas. As invasões estrangeiras e os conflitos internos se somaram ao caudal irregular dos grandes rios e moldaram uma perspectiva mitológica que deu importância tanto à luta cósmica como ao ordenamento divino do universo.

Mitologia Sumeriana

Os mitos da Suméria são cosmológicos e procuram investigar a origem do povo, da raça, da sociedade. É a mitologia subjetiva: representa aquele estágio em que a reflexão humana, pela primeira vez, tomou conhecimento dos fenômenos psíquicos, internos, e do mundo exterior em função do Homem como ser racional; é, sem dúvida, a mais antiga "reflexão humana" que conhecemos. Os elementos que a mitologia sumeriana utiliza são terrenos e familiares.
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Procura explicar a diversidade entre o estável e o instável, entre o que é duradouro e o que é fugaz ou efêmero, entre o que é seco e o que é úmido; depois vem o mar, último, talvez, em ordem cronológica, mas o primeiro elemento de espanto para o povo sumeriano, o mar, figura misteriosa e temível; ele representa a eterna luta entre a água e a terra firme. .
O panteão sumeriano é o reflexo das famílias organizadas em grupo social. Era imenso mas é verdade que a maioria representava pequenos deuses locais que foram assimilados ou esquecidos; os grandes deuses, porém, eram adorados na maioria das cidades; muitos chegaram mesmo a figurar no panteão babilônico.

Segundo a crença comum, os deuses haviam criado os homens para o seu serviço; além de construir templos e oferecer sacrifícios, o homem deveria respeitar as leis, das quais as divindades eram protetoras; os deuses, pôr sua vez, nada deviam aos homens: com a criação haviam esgotado o elemento providencial; não eram obrigados a recompensar o bem; tudo o que acontecesse de ruim era sinal de que os deuses não estavam satisfeitos com os atos humanos.
Os deuses usavam os demônios para atormentar os homens e estes contavam-se pôr legiões: "os arrebentadores", "os devoradores de criança", etc. Os mesopotâmicos, em geral, viviam em um estado de temor interminável; não conheceram a doçura e o otimismo que a civilização egípcia cultivou com tanto empenho; e depois da morte, nenhuma esperança lhes sorria.

Sua idéia sobre a morte confirma o aspecto severo e terrível da concepção religiosa que aceitavam. Morto o homem, restava-lhe apenas uma espécie de espectro, um espírito muito vago, que viveria na eterna sombra. Deste modo, a idade avançada era considerada um favor dos deuses para com o mortal que vivesse mais anos que o normal.

Os Deuses Sumerianos

Os deuses sumerianos são chefiados pôr An (o Deus-céu), Enlil (o Senhor-vento) e uma deusa, Nin-ur-sag (a Senhora da Montanha), conhecida pôr outros nomes também.

Enlil passou para o culto da Babilônia; seu nome passou a chamar-se Bel, que significa "senhor". Seu reino era a terra; na Suméria, o principal local de culto dele estava localizado em Nipur, uma cidade antiga. Na época arcaica os reis de Lagash (outra cidade importante) o chamavam de "rei dos deuses"; tinha o epíteto de "sábio". Enqui, o Senhor da Terra, aparece às vezes como filho de Enlil; dominava as águas, exceto as do mar.

Nin-tu, Nin-mah ou Aruru eram os outros nomes de Nin-ur-sag. Namu era a deusa do mar; Nintura, Utu e Eresquigal completavam o quadro dos Grandes Deuses, chamados "Anunáqui". os mitos relatavam o nome de Ninsiquila, filha de Enqui.

A Árvore Cósmica

Existe um mito antiquíssimo sobre a existência de uma árvore cósmica que unia a terra ao céu. Essa árvore chamava-se "gish-gana do apsu" ("O Abismo Primordial") e crescia sobre todos os países; é o símbolo da viga que une as duas regiões visíveis: Terra-Céu. O templo era o símbolo da árvore cósmica, à porta deste erguia-se um outro símbolo, uma estaca ou viga que "tocava o céu".

O rei de Isin chamará o templo de Lagash de "O grande mastro do país de Sumer". A expressão e o próprio símbolo, contudo, desaparecem com o tempo. Mesmo assim, fica a concepção mitológica de um local sagrado na Suméria que seria o ponto de união entre o Céu e a Terra.

Mar, Terra e Céu

A deusa Namu é chamada de "A mãe que deu o nascimento ao Céu e à Terra"; aliás, muitas vezes é designada como a mãe de todos os deuses ou de Enqui, a deidade responsável pelo mundo dos homens.

A criação do cosmos se fez pôr emanações sucessivas; do mar primordial nasceram a Terra e os Céus. Os dois elementos, gêmeos, estavam, no início, unidos e se interpenetravam. Enlil os separou, talvez com um sopro, já que seu nome significa "Senhor Vento".

Mitologia Babilônica

Sobre a Mitologia da Babilônia, pouco conhecida mas impressionante, existem dois dados básicos, que devem ser compreendidos em uma primeira instância.

A primeira informação é de que a religião babilônica dependia dos sumerianos, ou seja, foram influenciados em suas crenças pôr elementos estrangeiros. O segundo dado é mais informativo: a religião babilônica era naturista, ou seja, adorava as forças vitais. O homem seria a medida de todas as coisas; "as forças vitais, portanto eram representadas sob formas de espíritos de fertilidade e de fecundidade, encarnados num casal, bem como nas famílias humanas. Um jovem deus, que tinha os atributos e poderes do pai, representava papel não bem definido, pois ora era filho da deusa, ora seu amante, ora as duas coisas ao mesmo tempo. (...) Havia a seguir, deuses especializados : o do Grão, o da Floresta, o da Vinha, o da Fonte, etc., e espíritos inferiores, demônios, para explicar o mal que atingia a Humanidade".

O Enuma Elish

O Épico Babilônico da Criação, o Enuma elish, está escrito em sete tabletes, cada um com algo em torno de 115 e 170 linhas de texto. Foi feito para ser recitado no festival do Ano Novo na Babilônia e fala sobre o sucesso do deus-herói Marduk, o deus da Babilônia... conta como se tornou a deidade suprema, rei de todos os deuses do céu e da terra.

"Quando o céu acima não possuía ainda nome
Nem a terra abaixo era pronunciada pôr nome,
Apsu, o primeiro, o criador de ambas as coisas
E o fabricante Tiamat, que os chateava a todos,
Misturaram suas águas,
Mas não formaram os pastos, ou descoberto as camas de junco;
Quando os deuses não tinham se manifestado ainda,
Nem nomes pronunciados, nem destinos criados,
Então os deuses foram criados dentro deles."

A Epopéia de Gilgamesh

Gilgamesh é o grande herói da poesia épica Babilônica e Sumeriana. É o precursor de Héracles de outras histórias folclóricas. Gilgamesh é o filho da deusa Ninsun e do sacerdote de Kullab (uma das partes de Uruc), e o quinto rei de Uruc depois do grande dilúvio. Se tornou famoso como um grande construtor ("...erigiu muralhas, um grande fosso e o templo abençoado de Eanna...") e como uma espécie de juiz da morte.

A Epopéia de Gilgamesh foi preservada em tabletes de argila que foram decifradas no século passado. Eles contêm as aventuras do grande Rei de Uruc (cidade ao sul da Babilônia) em sua busca pela imortalidade e de sua amizade com Enkidu, o homem das colinas selvagens, que comia com as gazelas e com as bestas...

A maioria dos poemas deste épico já tinha sido escrito nos primeiros séculos do segundo milênio antes de Cristo, mas é provável que existiu quase que da mesma forma muitos séculos antes. A edição mais completa, entretanto, vem da biblioteca de Assurbanipal, antiquário e último grande rei do império Assírio.

Mitologia Céltica

Estudar o panteão celta é adentrar um mundo vasto e desconhecido. Este panteão foi transmitido através das gerações de forma oral. Eis, pois, o motivo real da dificuldade: a transmissão oral tem muitíssimas falhas. A maior parte do conhecimento que se tem de tal panteão se deve principalmente à "ajuda", digamos assim, do imperador romano Júlio César.

Roma conquistou os povos celtas da Gália (atualmente França) depois de muitos anos de batalha. Para os romanos, os galos (celtas da Gália) tinham uma grande virtude, a valentia, mas era só isso. Eram vistos como seres primitivos que impediam a expansão do mundo civilizado (Roma). É certo, portanto, estudar o que foi legado pôr Roma mas tendo sempre em vista que os romanos não gostavam dos celtas. Os relatos são, pois, cheios de exageros e preconceitos.

Os relatos mais fieis, entretanto, sobre a mitologia celta estão presentes na literatura irlandesa e galesa. A primeira vem desde o século VII, enquanto a segunda remonta do séc. XIV em diante. Essa literatura (poesias épicas) vai versar principalmente sobre a Irlanda medieval, "assim como a tradição artúrica derivada em Gales, Bretanha e Inglaterra".

Um observador mais atento verá rapidamente que as informações são limitadas pois só compreendem a zona ocidental do reinado celta.

"Felizmente, os ciclos mitológicos da Irlanda são extensos e estão pletóricos de incidentes. A propósito, somente foi publicada metade das 400 narrações que hoje em dia se sabe que existem. Os estudiosos modernos dividiram estes relatos em quatro ciclos principais".

O primeiro ciclo compreende o povo da deusa Danann, os "tuatha de Danann". A grande deidade deste ciclo é Dagda, filho da deusa sobrecitada. Dagda possui um caldeirão mágico que tinha o poder de reviver os mortos. Alguns mitólogos dizem que esse objeto é o protótipo do Santo Graal. "Dizia-se que o Graal era o cálice do qual Jesus e os seus discípulos beberam durante a última ceia; também recolheu sangue que brotou da ferida de lança sofrida pôr Jesus na Crucificação".

O segundo ciclo retrata principalmente Cuchulainn, um dos vários heróis do Ulster. Era uma espécie de semi-deus guerreiro protetor da Irlanda. O terceiro ciclo fala das histórias dos reis lendários, que lutavam freqüentemente entre si, dando a oportunidade a Morrigam - deusa da guerra - de semear a morte nos campos de batalha. Morrigam era vista como uma ave e estava presente em tudo o que fosse verdadeiramente selvagem e maléfico nas forças sobrenaturais.

Os duelos entre os heróis celtas são contados no quarto e último ciclo. São conhecidas as aventuras de Finn mac Cumhaill, líder dos Fianna, grupo de guerreiros fortíssimos.

O panteão celta vai influenciar diretamente a cavalaria cristã. "A Igreja medieval sempre se preocupou pelo Graal que, conforme se supõe, José de Arimatéia levou à Grã-Bretanha. No entanto, os clérigos pouco podiam fazer para esfriar o entusiasmo diante das narrações legendárias dos Cavaleiros da Távola Redonda. Inclusive tiveram de aceitar o relato de acordo com o qual somente foi concedida a visão do Graal a sir Galahad em virtude de sua pureza". O interesse pôr Artur e seus cavaleiros ainda existe até hoje.

O próprio cristianismo medieval estava banhado pôr lendas como as presentes no Juízo Final, ou nas histórias sobre o Anti-Cristo e ao culto da Virgem Maria. "Parecia que somente o bendito grupo de santos mantinha à distância a multidão de magos. Embora os clérigos apelaram ao exorcismo como arma contra as persistentes artimanhas de Satã, a angústia pessoal pelo inferno explica a popularidade do apócrifo Evangélico de Nicodemo (Acta Pilati), que narra o triunfal descenso de Jesus aos infernos e a libertação de muitas almas cativas".

 

Deuses Celtas

Abnoba Andrasta Arduina Balor Balenos

Brigit Bron Cuchulainn Dagda Dana

Épona Fionn Gonavonn Ossian Tricéfalo

Abnoba

Deusa da Floresta negra (Forêt-Noire, Schwarzwald).

Andrasta

Deusa guerreira. Aparece com a rainha Budica. Tinha um esposo que foi identificado com Marte, o deus da guerra romano.

Arduina

Deusa de Ardennes. Foi identificada pêlos romanos como Diana, a deusa da caça.

Balor

Gigante irlandês de "mau olho"; tinha as pálpebras caídas sobre os olhos e era mister um forcado para erguê-las; seu congênere gaulês chamava-se Yspaddaden.

Balenos

"O Brilhante" ou "Aquele Que Reluz", divindade que, pêlos romanos, foi identificada como o Apolo latino.

Brigit

Irmã do deus Oengus, o Cupido irlandês, divindade do amor. Brigit é uma deusa tríplice, a menos que haja três irmãs com o mesmo nome. É venerada pêlos poetas, ferreiros e pêlos médicos. Enquanto deusa das estações do ano, seu culto se celebrava no primeiro dia de fevereiro, dia do Imbolc, a grande festa de purificação.

Bron

O deus marítimo Llyr teve dois filhos: Bron ou Brân (Bron é irlandês e Brân é gaulês) e Manannân ou Manawydan. Brân era um enorme gigante que nenhum palácio ou nenhum navio podia abrigar; atravessou a nado o mar da Irlanda para combater e destruir um rei e seu exército; estendido através de um rio, seu corpo gigantesco serviu de ponte para o exército passar. Possuía uma caldeirinha mágica com a qual ressuscitava os mortos. Harpista e músico, era o protetor dos fili e dos bardos. Rei das regiões infernais, lutou para defender os tesouros mágicos que o filho de Dôn queria roubar. Ferido pôr uma flecha envenenada, ordenou que lhe cortassem a cabeça, a fim de abreviar seu sofrimento; a esta cabeça decepada continuava a dar ordens e conversar durante 87 anos, que tantos foram necessários para levar o corpo à sepultura, uma colina de Londres. A cabeça cortada de Brân, voltada para o sul, prevenia a ilha de toda invasão; o rei Artur, imprudente, mandou exumá-la, tornando possível a conquista da Saxônia.

Cuchulainn

As aventuras de Cuchulainn (diz-se Cu-hu-lim) constituem a epopéia principal do ciclo heróico de Ulster. Ao nascer, chamava-se Setanta; era filho de Dechtiré, irmã do rei Conchobar, casada com Sualtan, o profeta. Seu pai verdadeiro, porém, era o deus Lug, mito solar dos Tuatha Dê Danann. Foi criado entre os demais filhos dos vassalos e guerreiros do rei. Com sete anos matou o terrível cão de guarda de Culann, chefe dos ferreiros de Ulster; vem daí o nome Cuchulainn, "Cão de Culann". O menino possuía uma força incrível e, quando dominado pela ira, lançava calor intenso e suas feições transformavam-se, pavorosamente. Algum tempo depois de matar o cão, massacrou três guerreiros mágicos gigantes, que tinham desafiado os nobres do Ramo Vermelho (uma milícia ou ordem primitiva de cavalaria de Usler, provavelmente). Depois, mandam-no para Scâthach, a Rainha das Trevas, epônima da ilha Skye, onde conclui sua educação. A feiticeira ensina a ele a arte da magia. Antes de voltar para casa, decide matar uma inimiga de sua professora, a amazona Aiffé, uma mortal. Não só a derrota mas deixa-a grávida. Volta, assim, para Ulster, munido de armas prodigiosas. Pouco tempo passado, se apaixona pôr Emer (diz-se Avair), filha de Forgall Manach, mágico poderoso. Este não permite o relacionamento; Cuchulainn, então, rapta-a, depois de ter matado toda a guarnição e o pai da moça. Neste período é que as grandes batalhas e aventuras tomam lugar.

Dagda

O "Deus Eficaz", é o nome pelo qual era chamado o deus-chefe Eochaid Ollathair. Dagda era bom para tudo: dos mágicos é o primeiro e o mais poderoso, temível guerreiro, habilíssimo artífice e o mais esperto de todos quantos "possuem a vida e a morte". Possui uma caldeirinha mágica que pode alimentar todos os homens da terra. Chama as estações do ano tocando sua harpa divina. Veste uma túnica curta e traz na cabeça um capuz. É o senhor da vida e da morte, dispersador da abundância.

Dana

É a companheira de Bilé. A sua descendência chama-se Tuatha Dê Danann (tribos da deusa Dana).

Épona

"A Cavaleira" ou "a Amazona". É representada sempre a cavalo, sentada de lado, como as amazonas do século passado; na cabeça trás um diadema; ao seu lado vê-se uma jumenta ou um poltro, que, às vezes, é alimentado pela deusa. Seus atributos eram a cornucópia, uma pátera e frutos. Presidia, também, à fecundidade do solo, fertilizado pelas águas.

Fionn

Chefe dos Fionna de Leinster, o herói Fionn ou Fionn mac Cumhail é o fanfarrão que mata monstros também sendo um mágico. Vive de aventuras, é desconfiado e astucioso. É filho de Ossian e avô de Oscar; são seus inimigos Goll e seu irmão Conan. Seu nome significa "Branco" ou "Louro". Morreu em uma batalha, em Glabra.

Govannon

O nome é bretão; a forma irlandesa é Goibniu e significa "ferreiro". Este deus é o Vulcano das tribos celtas insulares; fornece armas aos membros do clã e aos aliados. Consideram-no, na Irlanda, o arquiteto das altas torres redondas e das primeiras igrejas cristãs.

Ossian

Era filho de Finn. É, certamente, o mais importante personagem do ciclo feniano ou de Ossian. Quando foi da derrota de Gabara, escapou graças à deusa-fada Niamh, que conduziu sua barca de vidro para Tiranog, o paraíso céltico. Passou lá 300 anos de juventude, enquanto o tempo e os reinos (e os reis) passavam na terra. No fim desse tempo quis retornar à face da terra. Niamh lhe confia a montaria mágica que ela mesma usava, recomendando-lhe que não pusesse o pé em terra. Ossian, entretanto, cai da montaria e bate no solo terrestre e quando ergue-se, custosamente, era um velho fraco e cego.

Tricéfalo

É um personagem com três cabeças ou com três rostos. Em uma estela encontrada em La Malmaison o Tricéfalo domina o par divino formado pôr Mercúrio e Rosmerta. Era apenas uma representação do deus que os romanos identificaram ao seu Mercúrio. A multiplicação das cabeças seria a forma prática de multiplicar o poder da divindade.

 

GUERRA DOS CALENDÁRIOS

Sáb, 17 de Setembro de 2011 22:28
Verdadeiramente estamos no fim do tempo do fim, os acontecimentos tomam um curso alto e os últimos momentos da historia deste mundo é rápido. Há‟Satan, Sh‟muel bem sabe disso e esta investindo alto para desviar o quanto poder o povo da profecia que esta fazendo Teshuvah, para transgredir a Torah do Eterno, Kadosh Hu.
Guerra dos calendários é realmente antiga, afinal o controle do calendário significava exercer um domínio sobre toda a vida religiosa do povo, por isso que encontramos no mundo oriental 6 calendarios
1) O calendário Samaritano
2) Calendário Fariseu
3) Calendário Essênio
4) O calendário Proto Hillel
5) O calendário de Hillel
6) O calendário Caraíta
Porem a questão esquenta ainda mais ao perguntar? Que calendário Yeshua usava?
Não temos duvida, que o Mashiach Yeshua seguiu o calendário dado pela Torah.
Sabemos que muitas foram as tentativas dos Gentios de paganizar o povo Judeu e fazer desviar o povo de guardar as festas e os Shabatot. Um desses, realmente foi Antioco Epifanio, que além de blasfemar a Beit Hamikidash introduzindo a estatua de “DEUS”(ZEUS é mesma coisa), tentou desviar o povo da guarda da Torah, inclusive impondo um calendário babilônio no intuito de grecizar o povo com o seu paganismo.
Como esta escrito em Macabim 6:6-7
“Não se permita mais a guarda do Shabat, a celebração das antigas festas, nem mesmo confessar-se Judeu. Em cada mês em dia Natalício do Rei, realizava-se um sacrifício; os judeus eram odiosamente forçados a tomar parte do banquete ritual e, por ocasião das festas em Honra a Dionísio , deviam acompanhar forçosamente o cortejo de Baco, coroados com hera.”
É verdadeiro afirmarmos que profecia tem duplicidade aplicativa, tanto literalmente, e ao longo da historia, qual chamamos profeticamente. No drashar lançado por Daniel 7:25
“Magoarás os Santos do Altíssimo e perseguirás os Santos do Altíssimo e cuidarás em mudar as festas(Hag calendário) e a Torah.”
A profecia ali teve seu cumprimento literal na pessoa desse ímpio: Antioco Epifânio.
De maneira profética teve sua aplicação ao longo dos anos. Também teve aplicação direta para a ponta pequena de Daniel, apontava diretamente para o papado, que implantou seu sistema babilônico mesclando o Judaísmo Natzri com o Cristianismo que nasceu na terra de Shinar em Bavel. Constantino foi o homem da profecia citado por Daniel. No concilio de Nicéia, a ponta pequena, Constantino, escreveu uma carta aos Judeus Natzri, onde ele cita o problema da Páscoa católica Romana em relação a Peseach Judaica. Na sua carta ele deixa bem claro, que a data da peseach Judaica, nunca deveria coincidir com a páscoa romana, que tinha seu ápice na sexta feira da paixão(dia em que as mulheres choravam a Thamuz
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Ezequiel 8:14) No trecho da sua carta que esta no museu do vaticano e publicada em muitos livros judaicos, ele diz:
“Se por acaso vós Judeus Natzirii, quiser se unir conosco, é necessário que essa peseach espúria de vocês seja mudada para o dia de nossa Páscoa verdadeira, se não aceitares a nossa proposta, não poderemos continuar convosco, que Deus vos ajude.”
Os padres católicos, e o vaticano cuidam capiciosamente que isto seja cumprido a risca, pois ao longo da história nunca a peseach caiu na páscoa católica, eles vigiavam muito essa questão, legado dado pelo próprio Constantino. Uma cópia dessa carta, esta nas minha mãos, são duas paginas do próprio punho do imperador e o problema ali exposto é a data da páscoa ou seja a imposição do seu calendário solar. A profecia teve ali seu cumprimento, pois todos sabem a história que eles impuseram esse calendário e mudaram O Shabatot e as festas santas, para as seis festas de Há‟Satan: Natal, carnaval, páscoa, são João, primeiro do ano e o domingo solar, dia de descanso pagão ate o dia de hoje.
Para entendermos melhor a situação e como o Eterno de Israel vigia sobre seu povo para cumprir seus mandamentos, estatutos e juízos, vamos mergulhar na historia e façamos um drashar profundo para saber e conhecer como era o processo real da contagem do tempo para sabermos exatamente em que dia cai a peseach. É importante adicionarmos aqui que se você erra a data da peseach, você erra todas as datas das outras 6 festas, com a primeira 7. Um exemplo de como se contava a peseach é o modelo até hoje dado por Elohim a Israel, vejamos a seguir no exemplo moderno, copiado desde a época de Moshé:
Início do 1º Mês Bíblico
A Lua Nova foi avistada em Israel a 4 de Abril de 2011 às 19h28 do Monte Ezequias por Nehemia Gordon e ás 19h29 por Yoel Halevi. A lua foi ainda avistada de Ashdod por Magdi Shamuel às 19h40.
Hoje é portanto o 1º dia do 1º mês bíblico.
Datas das Solenidades de YHWH para esta Primavera: Pesach (Páscoa) - na noite de 18 para 19 de Abril
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Chag HaMatzot (Pães Asmos) - do pôr-do-sol de 18 de Abril até ao pôr-do-sol de 25 de Abril Shavuot (Pentecostes) - do pôr-do-sol de 11 de Junho até ao pôr-do-sol de 12 de Junho
Chodesh Sameach! (Feliz Lua Nova)
É assim se conta a festa de Peseach a partir da data que ela é vista pela primeira vez, assim sendo as outras festas são datadas a partir deste marco inicial.
O que acontece é que tem um grupo por aí de pessoas mal informada criando doutrinas satânicas e errada para desviar as pessoas da caminho do Eterno...
Essas pessoas inventam:
1) O primeiro dia da criação era a quarta feira, e sendo assim contando sete dias, o sábado vai cair Na terça feira e eles guardam esse dia e ensinam um monte gente a guardar o dia errado, que coisa terrível.
2) Eles chamam isso de calendário lunar
3) Enganam a milhares de pessoas pegam o texto fora do contexto nos outros versos das Escrituras, e as trevas riem deles.
O grande problema é: eles considerarem quarta feira o primeiro dia da criação. Vejam querido leitor eles sempre se opõe ao Eterno, O próprio criador estabeleceu
O Yom H‟shom o primeiro dia da criação e a luz que foi estabelecida, era exatamente as 22 letras, que são fótons neutrinos(que foi e é a matéria prima da criação de todo nosso universomposto de muon, electrom, esterom e espectrom ) Eles se opõe ao próprio Elorrim no estabelecimento do seu primeiro dia da Criação, esquecendo que a palavra hebraica Barah, ( Beit=2 Resh=200 alef =1) some o numero final igual 5, isto é, Criar=5 é feito de uma guimatria que é igual a 5, pois a criação da natureza foi assim feita em 5 dias no sexto criou o homem e no sétimo descansou.
Existem na Torah quatro níveis de interpretação das Escrituras que são a base e o fundamento central de sua compreensão, que se harmoniza como todo, o primeiro fundamento é chamado de P‟shat, significa simples, é o nível de compreensão direta da leitura das Sagradas Escrituras. Ex: “E disse: Tu és Keifá e sobre esta pedra...” (Mt. 16:18).
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Remez: É o segundo nível que significa: se aprofunde mais. Ex: de remez é as parábolas, comparações metáforas etc... Ex: Bereshit (Gn. 3:15).
Drash: Pesquise (Profecias)
Sod: Significa oculto, se refere aos códigos bíblicos secretos, colocados pelo Eterno na Sua palavra; entre os códigos estão a guimátria, que era e é muito empregada pelos profetas.
Por conseguinte, vamos considerar a aplicação destes quatro níveis de interpretação, para entender melhor sobre o assunto.
Os primeiro Rabinos a pesquisar esse assunto e a se interessar pelo mesmo foi Bachya e Weissmandl, esse último, escreveu seu primeiro livro 23 anos antes sobre o assunto. A codificação que esta dentro da Torah no nível sod(Oculto) comentada por Bachya parecia bastante simples à superfície, mas tinha extraordinárias implicações quanto ao tipo de detalhes que poderiam ser encontrada na Torah através do códigos ali colocados pelo Eterno, através do “Salto de Letras”.O código descrito por Bachya era composto de quatro letras, separadas por um intervalo de 42 duas letras, começando com a primeira letra da passagem da abertura do Gênesis: “1Bereshit bará „Elo(rr)hím(i) et há shamaym v‟et há aretz.[ No princípio criou „Elo(rr)hím(i) os céus e a terra ]”
A antiga tradição Judaica sustentava que essas passagens não só descrevia a criação em geral, mas, guando adequadamente “deCodificadas”, revelam detalhes explícitos da criação, em particular a exata duração dos acontecimentos e ciclos astronômicos críticos. Dizia-se que nessa passagem continha o nome de Elohim com 42 letras codificadas, e a tradição afirmava que nome se referia as atividades de Elohim Adonai durante a criação e mesmo antes dela, estabelecendo as épocas e as estações.
O código especifico citado por Bachya tinha quatro letras (B)Beith,(H) Hei, (R)resh (D)dalet fרהב cada uma delas em intervalos de 42 letras.
Essas quatro letras representavam um numero e a partir desse numero podia-se calcular a duração do mês lunar. A duração do mês lunar, que é compatível com essa decifração, e tem sido usada a milênios pelos judeus, difere dos cálculos de culturas vizinhas, baseados na astronomia, que remontam à época do exílio na babilônia. Assim sendo onde os Judeus obtiveram seu numero e por que se mantiveram fieis a ele?
A Torah oral sustenta que guando Elohim criou a escrita, Ele também deu a Moshé informações adicionais, que não deveriam ser escritas e que seriam necessárias para adequar o cumprimento dos mandamentos. Essas informações adicionais formam o núcleo da tradição oral. Elohim também teriam explicados que dentro da Torah escrita sempre poderiam ser encontradas pistas para todas as coisas reveladas oralmente. A duração do ciclo lunar era parte dessas informções.
Veja o Midrash Sod H‟Ibbur: O Mistério da lua nova
“O senhor disse a Moshé e a Aarão: “...este Mês será para vós o começo dos meses...” e no momento em que Moshé, nosso mestre, recebeu esta ordem, o Eterno, Abençoado seja
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Ele, transmitiu-lhe as regras exatas para intercalação da Lua Nova. Assim Ele deu a conhecer a Moshé o método para estabelecer as épocas e as estações.”
No século IV Hillel deu um passo extraordinário para preservar a unidade de Israel. Para impedir que os judeus espalhados por toda superfície da terra celebrassem suas luas novas, festas, shabatot diferentes das datas que o Eterno Deu a Moshé etc..Hillel tornou público o sistema de calculo do calendário, que até então foi mantido no mais alto sigilo.(Arthur Spier, The comprehensive hebrew calendar, twentieth second century 5860)
Nechunnya ben-HaKanah , que viveu na Judéia no século I, logo após a destruição de Israel pelos Romanos. Além de ser um especialista em diversos assuntos, afirmava especificamente se uma pessoa soubesse usar corretamente o nome com 42 letras encontraria a chave para a “ épocas e estações”. Contudo, a visão judaica tradicional atribui um profundo respeito à capacidade de calcular as estações e os meses, detectando e qualificando com precisão as relações entre o fluxo e o refluxo da lua (Tempos e as estações). Esse calculo racional, não mágico, é chave que liberta a mente para a contemplação do Eterno em sua beleza.
Verdadeiramente a duração do ciclo lunar “sinódico” de uma conjunção sol-lua até a seguinte é extremamente difícil de medir e calcular. Isso ocorre porque toda a revolução mensal da lua sobre a terra difere ligeiramente da anterior. Como diz o Talmude: o sol sabe o momento de descer, mas a lua não. A variabilidade lunar há muito tem desnorteado os astrônomos, temos que levar isso em conta.
Com o desenvolvimento das técnicas modernas de aproximação numérica que exigem computadores de alta velocidade, podemos agora gerar uma equação orbital boa e suficiente. Em 1923 antes do advento da computação mecânica, as equações calculadas a mão usavam 1500 termos para chegar uma aproximação. As aproximações atuais usam 6000 termos. Por causa dessas complicações, as estimativas cientificas para o mês lunar médio sofrem variações inevitáveis. Apesar disso, através de uma serie de cálculos complexos, a tradição oral judaica já sustentava que a duração média de um ciclo lunar era de: 29,53059 dias que corresponde ao que o Rambam descobriu, o grande Rabino. Em seu texto sobre o assunto, Maimônides(Rambam), deu-se o trabalho de enfatizar que o método produz uma média para o ciclo lunar.
Se esse numero 29,53059 dias para o mês lunar, não resulta na teoria e observação planetária, então de onde ele veio? Sabe-se sem sombras de duvidas que esse valor exato remonta muito antes do primeiro século, as evidências indicam que ele é muito mais antigo.
Tanto os babilônicos como os gregos daquela época tinham sistema de calendários, que compartilham muitas características com o calendário judaico. O problema com as sugestões dos estudiosos é que, embora próximos, nem o valor grego e nem o valor babilônico são exatamente o mesmo usado pelos os judeus. Isso prova que os judeus de fato não tomaram seus números dos gregos e dos babilônicos. Durante milênios o judeus se
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mantiveram fies aos primeiros números. Agora Quanto valor exato do mês Lunar em que bases se apegava o Rambam ao valor transmitido pela Torah oral?
A antiga resposta todas as essas perguntas é simplesmente não obtiveram de ninguém a duração do mês lunar. Pelo contrario, dizia-se que guando Elohim deu a Moshé a sequencia de letras da Torah, Ele lhe deu também todas as explicações necessárias quanto ao que havia nela e como deveriam ser usadas. Maimônides em sua maior obra
A Mishne Torah, que estabeleceu os 613 mandamentos, poder-se-ia esperar que o valor ordenado do mês lunar no estabelecimento do calendário, tivesse alguma confirmação na Torah ocultamente codificada, e foi isso que aconteceu. O Rabino Weissmandl descobriu essa codificação e tomou como base o livro da Bachya.
Conclusão I (Baseado no livro a verdade por detrás do código da bíblia, Dr Jeffrey Santinover)
A data critica, e como usá-la, estava contida no midrash Sod HaIbbur(mistério da lua nova) durante muito tempo foi mantida em segredo dos babilônicos e dos gregos e dos romanos, todos estes suspeitavam que ele pudessem ser misteriosamente exata.
Por volta de 1582 tornou-se necessária uma segunda serie de reforma no calendário, a fim de eliminar dez dias acumulado desde a reforma do anterior calendário Juliano. O papa Gregório XIII ordenou que aqueles dez dias fossem eliminados e assim se fez. Contudo, o ciclo semanal não foi rompido. Porem Constantino, ao calcular o calendário Juliano cuidou que nunca a Peseach Judaica caísse no mesmo dia que a páscoa cristã paganizada. Até hoje esse ditado é dito entre eles:
“É melhor errar com a lua do que acertar com os Judeus”
Assim sendo, o SOD HaIbbur identifica certos momentos críticos do relato da criação, que vai se desenrolando até o instante especial, segundo a tradição oral, em que Elohim criou o tempo. A maior parte dos ensinamentos de Gamaliel, refere-se aos detalhes usados para calcular os tempos e as estações, e para lidar com aqueles que erram no calculo, com brandura, pois é muito fácil errar. Shaul foi aluno de Gamaliel e conhecia perfeitamente esse calculo que era passado aos alunos.
A Bri‟t Hadshá contem muitas alusões aos tempos e as estações, especialmente nas passagens proféticas, mas nada diz sobre métodos para calculá-los.
Se existe algo como data de partida original, ela seria muito útil. Mas onde poderíamos encontrar essa data de partida, o ano, mês, o dia da semana(sábado do sétimo dia) minuto e segundo da primeira lua nova? Do ponto de vista cientifico a pergunta em se é absurda. Porem, a tradição oral sabe que essa data existe e esta no relato bíblico da criação. E afirma: Que a primeira lua nova ocorreu, num momento especifico da sexta manhã da criação, quando o homem foi criado, e não quando o sol e a lua foram colocados no firmamento, no quarto dia. E afirma quando isso aconteceu, exatamente no fim da sétima hora da manhã do sexto dia da criação(quatorze horas depois do pôr do sol do quinto dia). Em hebraico é escrito como vid : CI¦E¡
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Que significa 6/14.
Esse é o instante exato que o relógio lunar começou a tiquetaquear tem sido transmitido de sábio para sábio através de milênios e foi registrados em inúmeros lugares. Desse ponto em diante, o tempo de qualquer lua nova pode ser calculado tomando-se o numero total de meses decorridos e multiplicando por 29,53059.
Temos portanto a seguir o seguinte calculo. Se 29,53059 é o numero correto dias na média de longo prazo para o mês lunar e se 6/14(sexto dia décima quarta hora) é o tempo correto da primeira lua nova depois da criação, então a primeira lua nova ocorreu
354,04308. que data e tempos são estes? O Rambam explica:
“A primeira conjunção com que começas, contudo, é a conjunção do primeiro ano primordial da criação, que ocorreu na quinta hora e ducentésima quarta parte de uma hora da noite de segunda feira em numerais 2d 5h 204pem hebraicoC‟‟XD A
É o ponto de partida partida para o calculo.”
Uma vez que o calendário judaico trata o sexto da criação, quando Elohim fez o homem como o primeiro dia do começo do mundo, esse calculo tem a vantagem pratica de fazer os cálculos lunares subseqüentes se alinharem uniformemente com os anos.
Nessa primeira conclusão, queremos deixar claro, que com o advento das modernas técnicas cientificas e por fim dos satélites a duração do mês lunar é calculada com precisão cada vez maior, como indica a NASA no livro supra citado, pag280.
Muitos estudiosos do assunto estão se pegando Matytyahu 26 e cita o momento em que Yeshua disse aos talmidins: “Daqui a dois dias é Peseah....”Essas pessoas desconhecem que as fontes Almeidas oriunda de Jerônimo e da Septuginta é extremamente adulterada e contraditora, prova disso temos:
Mateus 26:17 E, no primeiro [dia da festa] dos pães ázimos, chegaram os discípulos junto de Jesus, dizendo: Aonde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa?
18 E ele disse: Ide à cidade a [um] certo homem e dizei-lhe: O Mestre diz: O meu tempo está perto; em tua casa celebrarei <farei> a Páscoa (pessach) com os meus discípulos.
19 E os discípulos fizeram como Jesus lhes ordenara <mandara> e prepararam a Páscoa.
20 E, chegada a tarde, assentou-se à [mesa] com os doze.
João 13:1 Ora, antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que [já] era chegada a sua hora de passar deste mundo para o pai, como havia amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.
29 porque, como Judas tinha a bolsa, pensavam alguns que Jesus lhe tinha dito: Compra o que nos é necessário para a festa ou que desse alguma coisa aos pobres.
João 19:14 E era a preparação da Páscoa e quase à hora sexta; e disse aos judeus: Eis aqui o vosso rei.
15 Mas eles bradaram: Tira, tira, crucifica-o. Disse-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso rei? Responderam os principais dos sacerdotes: Não temos rei, senão César.
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Comentário: A festa de pesseach é comemorada no 15º dia do primeiro mês. O primeiro dia é chamado de Pães Ázimos, onde todo o fermento era removido dos lares durante sete dias, a contar do 15º dia do primeiro mês. O cordeiro era morto um dia antes, que era o dia 14º do primeiro mês e representava o Mashiach. Uma pergunta!! como o Mashiach morreria no dia 14, e comeria com os discípulos o Kidush de peseach no dia 15, se Ele mesmo disse que ressuscitaria ao terceiro dia. João 19:14 E era a preparação da Pesseach e quase à hora sexta; e disse aos judeus: Eis aqui o vosso rei. Perceba, que neste texto o tradutor está em plena harmonia com o mandamento da Torah. Agora observe Mateus 26:17 E, no primeiro [dia da festa] dos pães Ázimos, chegaram os discípulos junto de Yeshua, dizendo: Aonde queres que façamos os preparativos para comer a Pesseach?
Que contradição! Se o dia dos pães azimos é exatamente o dia 15 do primeiro mês, conforme Êxodo 12, e o cordeiro(Yeshua) morria um dia antes que é o dia 14, exatamente o dia que Ele foi morto, e próprio texto de João 19:14 confirma este fato, veja “ E era a preparação da Pesseach e quase à hora sexta; e disse aos judeus: Eis aqui o vosso rei.”
Conclusão Final:
Os calendários realmente foram mudados, nisso não discordamos e vivemos sob ditadura de um calendário extremamente paganizado, isto é, o calendario solar.
É verdade que nesse nosso calendário, as datas das festas mudam de acordo com os cálculos da lua nova, agora dizer que as datas, estão erradas na atualidades, e que os judeus por ter um calendário luni-solar esta com as datas erradas com toda a precisão tecnológica atual e os argumento da transmissão dos cálculos dado pelo Eterno a Moshé é muita presunção, estas pessoas então terão que responder algo intrigante, como aconteceu exatamente a peseach esse ano num mesmo dia de um Bircat Hamain, coisa que história só aconteceu três vezes vejas a reportagem em espanhol e me responda:
________________________________________ Grandes rabanim en todo el mundo, en especial aquí en Israel, dicen que la guerra de Gog y Magog es inminente, que Mashiaj ya está entre nosotros, y que los judíos de la diáspora tienen que empezar a prepararse porque la diáspora estaría por terminar en un plazo de uno a dos años. "Por cuanto tú has dicho: estas dos naciones, y estos dos países serán míos, y los poseeremos, aunque el Eterno haya estado allí" (Yejezkel 35:10). 1. Según el Raavad, comentarista medieval del Rambam, en su libro Imrei Bina, la llegada del Mashiaj se producirá en el año del Yovel Rabati, que cae exactamente este año (5769).
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2. La bendición del sol (Birkat Hajama) se realiza cada 28 años. A lo largo de toda la historia de la humanidad, en dos oportunidades cayó el 14 de Nisan, Erev Pesaj. La primera vez, cuando los judíos tuvimos la geulá de Egipto. La segunda vez, el año del milagro de Purim y la salvación del decreto de exterminio de Haman. La tercera vez será este año en Erev Pesaj, el miércoles 8 de abril. Nuestros sabios remarcan que observando los calendarios, esta será la última vez en la historia que esta bendición se realizará en Erev Pesaj. Cuando el Rav Ovadia Yosef shlita se enteró de que Birkat Hajamá, este año cae en Erev Pesaj, se puso a llorar como un niño. 3. Acorde al Zohar hakadosh, en los días previos a la redención, 5 tzadikim van a ser asesinados en una sinagoga y 32 días luego de ello comenzaría una guerra que desencadenaría la guerra de Gog y Magog. Este año, 32 días después del asesinato en el Beit Jabad de Bombay, durante Januca, comenzó la guerra de Gaza, con un resurgimiento voraz e inusual del antisemitismo internacional. Cientos de miles de personas manifestando por las calles de todo el mundo no solo contra
Outra coisa importante, esses indivíduos que inventam doutrinas desconhecem que o sábado de lua nova, nada tem haver com o sétimo dia que cai na terça feira como eles querem. O sábado de lua, significa:
1) Sábado descanço solene ou seja, existem dois tipos de sábado o sábado fixo sétimo dia e o sábado de festas que são as seis outras festas estabelecidas pelo Eterno, a partir da contagem da primeira Lua nova como supra citado acima.
2) Assim fica estabelecido o sábado do sétimo dia é sábado fixo, tem sua fixação desde a criação...
3) Sábado das festa são mutáveis, variando de acordo com a lua nova.
Eles especulam, contudo, especular é bom provar é difícil...
Shalom

MESCLAGEM DOS NOMES

Dom, 06 de Novembro de 2011 12:40

Somente no ano 314. d.C. Constantino introduz o paganismo no seio da Igreja, mesclando os costumes de Roma pagã com a karral (congregação) Pura. O primeiro passo que marcou essa mudança foi a substituição dos deuses de Roma para os nomes dos apóstolos (Fato confirmado tanto nas bibliotecas coma no Discovery channel). A estátua de Júpiter, por exemplo, foi substituída pelo apóstolo Pedro e assim sucessivamente.

Outro exemplo, de mudança terrível é o nome de YAKKOV traduzido por TIAGO, perceba aqui querido Leitor que não há aqui transliteração, mais transmutação, ou seja, mudança de nome; Shaul siginifica o alcançado por meio de orações (Diocionário de nomes de Bebês, EDT. Escala, pp. 174. Eles mudaram para Paulo que é igual o Pequeno, o fracassado(Idem, pp 160). Mirian eles mudaram para Maia que se transformou em Maria, Matytiahu eles Mudaram para  Mateus .Yohanam para João(Jano ou seja Júpiter)

Esse costume Babilônico é antigo. Veja querido Leitor, aos jovens Hebreus serem introduzidos na Presença do Rei Nabucodonosor em Babilônia imediatamente os nomes sagrados foram mudados e colocados nomes de demônios. Exemplo disso é o nome de Daniel: “O Senhor é o meu Juiz”, Eles mudaram para Belssazar, que é Bel te proteja. Quem é bel? Outro nome para Baal. Ananias, igual Senhor Misericordioso, eles mudaram para Sadraque, um nome de um demônio feminino Astarote. Misael: Quem é igual ao Eterno? Eles mudaram para Mesaque, igual à sombra do príncipe das trevas. Azariahu, O Senhor ajuda. Eles mudaram Abede-Nego: igual a servo do deus Nego.

Era costume de Roma adorar um deus a cada dia da semana, até hoje nos calendários tanto Americano como Hispânos esses nomes de deuses visivelmente aparecem Como:

MONDAY.................MOON=LUA; DAY=DIA

LUNES EM ESPANHOL.

TUESDAY............... TIW=MARTES

MARTES, EM ESPANHOL.

Mercúrio - quarta feira

Jupiter quintas feira

Vênus - sexta feira

Sábado saturno

Domingo-sol

Veja o que está Escrito No dicionário das Mitologias, livro ao lado, sobre Esus ou Jesus na paginas, 56.

ESUS\ que se pronuncia Ysus - O deus Esus chegou até nós através dos romanos;

O próprio nome já parece ser uma adaptação latina. Lucano, no seu poema Fars4lia refere-se ao "terrível Esus de ferozes altares” (l, 444 e seguintes). Era o deus do Trovão, dos Raios e das

Tempestades; equivalia, portanto, a Júpiter. O deus sanguinário de Lucano, segundo um comentador da Idade Média, exigia no seu culto, vitimas humanas, que eram suspensas de uma árvore.

Em Treves e em Paris encontraram-se monumentos onde Esus

aparece como derrubador de árvores; o monumento de Paris, de origem galo-romana, apresenta numa face "O Touro com os

“Três Graus”, e na outra o deus lenhado'r que corta os ramos

com seu machado; sabemos que se trata de Esus, mas ignoramos os mitos que simboliza. Os filólogos querem ver na palavra Esus a deturpação de erus, "senhor" ou "dono de casa", agora compare com Jeremias 11:19.

Veja Agora essa reportagem do Jornal da Globo sobre o nome Yeshua. Aqui está uma prova das pedras que clamam, pois enquanto pastores e Padres tentam justificar a aceitação do paganismo, envolvendo o nome, nessa matéria, o querido leitor poderá conferir o Jornalista dizendo claramente que foram os gregos que transformaram o nome Yeshua em Jesus...

“A olimpíada é uma oportunidade ‘de ver a Grécia com outros olhos”. Tende-se a ver país como algo do passado, quase morto, petrificado em seus monumentos. Essas pedras vivem nos nossos tempos, Você pensa que eu falo grego? Acertou. Para começar, o alfabeto vem de alfa e berta, letras gregas. Os primeiro trabalhos de literatura do ocidente são os poemas de Homero: A llíada e A Odisséia. De anônimo a zoológico, até a palavra televisão vem do grego. Álem da linguagem, a arquitetura ocidental nasceu das formas dos Tempos Gregos. O Paternon é o mais famoso deles; Mas se fossemos escolher apenas uma coisa, o que acabou sendo Mesmo um ótimo presente de grego, seria a noção de bom gosto, de refinamento. Isso veio da Grécia Antiga, de lá para cá, quase 80 gerações de pessoas concordam que isso é bonito. Filosofia, biologia, física e os sábios como Sócrates, Platão e Aristóteles desenvolveram o conhecimento da humanidade. Medicina na época se chamava higiene por causa da Higéia, filha de Asclépius o deus da cura.

. Quando você entrar em uma igreja, pense que foram os gregos que TRANSFORMARAM o nome Echua em Jesus. Os gregos que deram a ele o sobrenome de Cristo, que quer dizer aquele que é sagrado, ungido. Bíblia, profetas, anjos, apóstolos, bispos, Monastérios, rosários, cemitérios e paraíso são todas palavras gregas. O que a gente deve aos gregos? “Quase tudo.”

Matéria do Jornal HOJE da Globo, edição 18/05/2004.www.globo.com/jornalhoje.

A PRIMEIRA BABILÔNIA

Dom, 06 de Novembro de 2011 12:47

A TERRA DE SHINAR!!!

A rainha de Babilônia, Sâmiramis, engravidou e disse ao mundo ser virgem. Deu a luz a um filho ilegítimo e o chamou de Tamuz. Afirmou que Tamuz era a reencarnação de Ninrode.

Consultou seus astrólogos e lhe disseram que 25 de dezembro era o solstício de inverno, dia em que o sol está em seu ponto mais distante da terra. Sâmiramis ordenou ao mundo que comemorassem o aniversário de seu filho Tamuz é claro era o deus do Sol (Baal Thamuz) representante de Satanás no dia 25 de dezembro.

Declaram que o dia 21 de dezembro o sol, ou Baal Thamuz, morre. Então no dia 24 de dezembro, começa a ressuscitar, e no dia 25 de dezembro é o seu aniversário.

SÂMIRAMIS ordenou aos seus sacerdotes que atuassem... Eram professores da mentira, da magia e da ilusão. Por toda a parte começaram a aparecer estátuas ou ídolos de Sâmiramis carregando o pequeno deus solar.

Dizia ser o espírito de Deus, encarnado em uma mãe humana. Era a mãe virgem e dizia que ele era seu salvador. Seu símbolo era a lua.

As histórias de Ninrode, Sâmiramis e Tamuz circularam por todo o mundo. Suas fábulas se fizeram popular na mitologia. Conceberam-se deuses e deusas, todos baseados nesta trindade babilônica. Chegaram a ser conhecidos como a família santa ou sagrada família. Para enganar ao mundo com milagres mentirosos, Satanás valeu-se de demônios para produzir uma imagem de Sâmiramis que aparecia em diversos lugares e formas. Esses fenômenos se chamavam “milagres”. Tais visões ou aparições ocorreram nas religiões pagãs sob vários nomes: Vênus, Diana, Ísis, Madona, Guadalupe, Aparecida, Fátima, etc.

Este sistema de idolatria se espalhou de Babilônia para todas as nações, pois foi deste lugar de onde se dispersaram os homens sobre toda a face da terra. Com suas línguas divididas, formaram as nações e levaram consigo seus deuses (Ninrode, Sâmiramis e Thamuz), porém com diferentes nomes e seus respectivos e misteriosos símbolos idolatras.

 

Natal (Nascimento do Sol)

Provas Bíblicas

Natal, 25 de dezembro, dia designado em nosso calendário como o dia do nascimento do Salvador. Mais é verdadeiramente o dia em que o Messias nasceu? São os costumes desta temporada de origem Judaica? Ou é o resultado de outra mesclagem entre o paganismo e o cristianismo?

Fixemo-nos na palavra em inglês Cristhmas, notemos que é uma mesclagem de duas palavras. Ao mesmo tempo em que inclui o nome Cristo, também menciona a missa. Temos conosco estudos que mostram que a missa com seus ritos e cerimônias elaboradas, orações pagãs pelos mortos, transubstanciação etc nada mais são que a sua continuação dos ritos pagãos vindos da Babilônia, ver mais detalhes a seguir.

Em Espanhol natal é conhecido como Navidad e se encontra na bíblia, (nati-vita ou nascimento que dá vida) como veremos, 25 de dezembro não é data em que o Salvador nasceu! É evidente que nosso salvador não nasceu durante o inverno, pois quando Ele nasceu os pastores cuidavam de seus rebanhos no campo. Havia também pastores que na mesma terra guardavam ou cuidavam do seu gado nas vigílias da noite (Lucas 2:8). Como é conhecido de todos, os pastores na palestina não fazem este trabalho durante o inverno; Sempre trazem seus rebanhos das montanhas aos redis (cercados) antes de 15 de outubro.

Com isto esta claro que o Salvador não nasceu na metade do inverno. Não dizem as escrituras em que época do ano nasceu O Salvador? Sim! As escrituras indicam que nasceu no outono. O ministério de nosso senhor na terra durou 3,5 anos (três anos e meio) Daniel-9:27. Sua morte ocorreu no final da peseach (Passagem) Yohanam (João 18:39),a qual era na primavera. De forma que três anos e meio antes desta época foi o começo de seu ministério terrenal, ou seja, no outono.

Portanto, quando o Salvador começou seu ministério teria trinta anos (Lucas 3:23) esta era a idade aceitável para que um sacerdote pudesse começar seu ministério segundo o Tanak(Primeira aliança)  (Números 4:3) De maneira que como o Messias começou seu ministério na idade de trinta anos e no outono, trinta anos atrás marcaria também seu nascimento no outono e não no inverno.

Apesar de as escrituras não indicarem a data exata do nascimento do Messias, há meios, e um deles, é se averiguar a data aproximada do nascimento de (Yohanam) João Batista e como João (Yohanam) nasceu seis meses antes do Messias, ao compararmos ambas as datas podemos concluir a data aproximada em que nasceu o Messias. Zacarias, pai de João, era sacerdote no templo de Jerusalém. Naquela época, cada sacerdote tinha um templo. Havia 24 divisões ou períodos dos serviços durante o ano. Os nomes são dados em crônicas 24:7-19.De acordo com Joséfo, cada um desses períodos duravam um semana, a primeira semana começava no primeiro mês (nissan)no principio da primavera(1a.Crônica 27:1-2).depois de seis meses esta ordem de períodos era repetida para que cada sacerdote pudesse servir duas vezes ao ano durante uma semana.Ver em (antiguidades dos judeus .v.7.p.7.14.)Então,três semanas do ano todos os sacerdotes serviam juntamente durante  o período da peseach, pentecostes e a festa dos tabernáculos.

Com estes dados como fundamentos, vemos então qual o período que serviu Zekarraryahu (Zacarias): ‘Houve nos dias de Herodes, Rei da Judéia, um sacerdote, chamado Zacarias, da ordem de Abias, e aconteceu que exercendo Zacarias o sacerdócio diante do Eterno pela ordem de sua vez lhe apareceu um anjo do Senhor’’O anjo lhe revelou que sua esposa Isabel, apesar de ser avançada em idade, daria a luz a um filho (Lucas 1:5-13). Em que época do ano exercia Zacarias a ordem do seu turno? De acordo com I crônicas 24:10, ordem de Abias era a oitava ordem.Quer dizer,a data era 27 de Sivam ,ou seja, 8 à 10 de junho.Depois do seu serviço semanal no templo, Zacarias foi obrigado a permanecer no templo outra semana porque a seguinte era Shavuót (pentecostes). Ao regressar para sua casa nos montes da Judéia, aproximadamente a trinta milhas ao sul de Jerusalém, a sua esposa concebeu (Lucas 23: 24). Isto foi aproximadamente em meados de junho, se acrescentamos mais 9 meses, chegamos a uma data aproximada do nascimento de Yohanam, (João) de acordo a este cálculo, Ieshua nasceu no principio da primavera.

Por ser o Messias mais jovem que Yohanam, simplesmente acrescentaremos este tempo à época em que João nasceu, e teremos o resultado: Que o Messias nasceu em meados de setembro. Como podemos ver nosso senhor nasceu no outono e não em 25 de dezembro.

 

Outra prova desta conclusão, é que, no dia que o Salvador nasceu Yossef (José) e Mirian estavam em Beith´lehem (Belém) para se alistarem (Lucas 2:1-50). Não há registro que indique que este período fosse inverno, nem motivo algum para crermos como temos lido muitas vezes em comentários de natal, que o alistamento houvesse causado uma aglomeração de forasteiros que não permitiu a Yossef (José) e Mirian (Maria) Encontrarem lugar nas hospedarias. Não há nenhuma razão para crer que fossem tantos os judeus vindos á Beith`lehem (Belém) oriundos desses povoados, pois todos os judeus se encontravam inseridos às terras de seus antepassados. José e Mirian tiveram que fazer isto por causa da perseguição de Herodes contra o menino Sagrado, o que causaria então, tanta aglomeração? O mais provável é que fosse a festa anual de outono, (Sucót), e que Yossef (José) e Mírian participassem como bons Judeus; porém desta vez, estavam no direito de abster-se devido ao estado de Mirian, entretanto, tiveram que fazer devido à coincidência do decreto real para o alistamento, cada qual na cidade onde nasceu (Lucas 2:2) Yerushalayim (Jerusalém) tinha, normalmente, uma população de 120.000 habitantes, porém segundo Joséfo, durante as festas, algumas vezes, se reuniam ali até dois milhões de Judeus. Com tão grande multidão que vinham a estas festas. Não somente enchia Jerusalém como também a aldeia de Belém situada a cinco milhas ao sul. Isto acontecia ao final da plantação, festa de (Sucót) evidências dadas anteriormente, indicam que o nascimento do Salvador aconteceu no outono e não no inverno 25 de dezembro.

Que dizem as enciclopédias

Enciclopédia Britânica edição 1946 diz: Natal não estava entre as festas primitivas da igreja... Isto não foi instituído pelo Messias ou os apóstolos, ou pela autoridade da Bíblia, mas foi copiada do paganismo.

Enciclopédia Americana edição 1944 diz: de acordo com varias autoridades o Natal não era celebrado nos primeiros séculos da igreja cristã, pois o costume cristão, em geral, era celebrar a ‘‘morte ”das pessoas celebres e não o seu “nascimento”. A comunhão da santa ceia que é instituída pela autoridade do novo testamento é um memorial da morte do Salvador. A festa do natal, foi estabelecida em memorial do nascimento do Messias no século IV. No século V a igreja ocidental ordenou ser celebrada pra sempre o dia da velha festa romana do nascimento do sol, pois não havia conhecimento certo do dia do nascimento do  Messias.

Assim resolveram juntar a comemoração do nascimento do salvador ao paganismo romano. E isto se comemora até os dias de hoje, mesmo nas igrejas de confissão evangélica.

Muitas enciclopédias e outras autoridades afirmam que O Salvador não nasceu em 25 de dezembro. Mesmo a enciclopédia católica confirma este fato.

Visita a Belém

Próximo ao final de dezembro de cada ano, milhares de turistas afluem à pequena cidade de Beith´lehem (Belém), nas colinas de Yehudá (Judá) ao sul de Yerushalayim (Jerusalém) para participarem das celebrações anuais de natal.

Alguns fazem a jornada de seis milhas de Yerushalayim (Jerusalém) a pé. Após chegarem aglomeram-se em silêncio na extensão pavimentada da praça da mangedoura em frente da respeitada igreja da Natividade (construída sobre o lugar tradicional do nascimento do Salvador) como fez a organização romana em muitos lugares sagrados.

 

Inevitavelmente, alguns desses turistas chegam a Israel. Não estudam completamente seus roteiros turísticos e lá chegando saem do avião e recebem uma noticia desagradável.

De novembro até março é inverno em Israel, O tempo fica frio, especialmente à noite. Freqüentemente chove ou neva!Muitos chegam a Israel carregando bagagens com roupas de verão, pensando que é sempre quente e árido no oriente médio. Assim compram urgentemente casacos ou blusas de frio em Telaviv ou Yerushalayim (Jerusalém) para sua peregrinação em Beith´lehem (Belém).

Apesar disso, a maioria que permanece na praça da mangedoura em 25 de dezembro de cada ano preparado ou não, não sentem a mensagem sobre o tempo ao redor deles.

Observe este claro testemunho da Bíblia: no dia do nascimento do Messias“havia na mesma região pastores morando no campo,cuidando de seus rebanhos.

Pergunte a qualquer estudante da Bíblia, ou Israelence moderno: isto nunca poderia ocorrer na Judéia no mês de dezembro, nem mesmo em novembro. Temos visto as provas de que o Senhor nasceu no principio do outono, não no inverno, mas, alguns perguntaram: que diferença faz isto? Não é a intenção o que vale? O que há de errado em escolher um dia qualquer para celebrar o nascimento do Messias? Outros dizem: escolhemos este tempo para comemorar o nascimento de nosso salvador, e dizem mais: Esta é uma comemoração do povo cristão. Outro querendo enganar ao Eterno diz: eu sei que o natal é pagão. Mas nós vamos comemorar diferente. Todos são costumes tradições do homem, proibidos pelo Altíssimo na Bíblia.

Amados irmãos no Senhor, crentes na Bíblia Todas estas desculpas e tantas quantas quiserem dar algumas pronunciadas até por supostos ministros do Senhor através dos meios de comunicação de massa!Carecem de fundamento Bíblico.

Por toda parte, começaram a aparecer estátuas e ídolos de Sâmiramis, carregando o pequeno deus solar. Ela disse: A cada dia 25 de dezembro um tronco verde nasce dentro de um tronco velho, simbolizando a ré-encarnação de Baal gerando Thamus, então a arvore de pinheiro era enfeitada com prata e ouro Yirmeyahu (Jeremias 10:3) e Yeshaiahu (Isaias 44:14), e este poste ídolo era enfeitado com as cabeças dos recém nascidos em sacrifício ao deus solar. O Eterno recomendou que nunca uma  árvore desta, fosse colocada diante do altar do Senhor, (Deuteronômio 16:21). “Não levantarás árvore ídolo ou árvore de asserá (expressão hebraica p/ pinheiro), junto ao altar que levantares para o Senhor”.

Tertuliano mencionava a prática de trocas de presentes nesta época como parte da saturnália romana. Quando este festival foi adotado pela igreja romana, também se adotou este costume. Deste modo trataram de encontrar alguma similaridade entre paganismo e cristianismo. Os líderes da igreja apóstata. (Disseram então que era em recordação aos reis magos), na verdade, não eram magos, mas sábios trazendo presentes ao menino, não fazendo troca de presentes! Não foi assim. Os sábios não trocaram presentes entre eles, mas,  deram seus presentes ao Salvador, o nascido rei dos judeus.

Era um costume oriental dar presentes ao vir à presença de um rei. Porém estes presentes não eram presentes de nascimento. Quando os sábios chegaram, foi muito depois do nascimento do Salvador. Nesta época o menino já estava em sua casa (Mat. 2:9-11), e não na mangedoura. Obviamente os presentes dos sábios não eram presentes de natal

Não teríamos espaço suficiente para tratar sobre todos os costumes natalinos como Santa Claus (Papai Noel que é o mesmo Ninrode, ou seja, Deus) e o comercialismo que se opera nesta temporada. Porém, vemos que todos estes festejos estão carentes de fundamento bíblico e claramente identificam nossos costumes de hoje com a saturnália da Roma pagã.

Finalmente, com os costumes natalinos, mencionaremos a árvore de natal. Uma fábula babilônica dizia que Samiramis, a mãe de Tamuz, afirmava que durante a noite, uma árvore verde se desenvolvia de um tronco morto. O tronco morto supostamente representava seu esposo morto, Ninrode, e a árvore de pinho chegou a ser o símbolo de que Ninrode havia revivido na pessoa de Tamuz!

A idéia se propagou e se desenvolveu tanto que muitas Nações tem suas próprias lendas de árvores sagradas. Entre os Druídas, os egípcios e os romanos (os quais adornavam suas árvores com cerejas vermelhas durante a Saturnália ou Carnavalia, os Escandinavos e muitos outros povos. E assim, como outros ritos pagãos também foram absorvidos pelo cristianismo. Assim também foi o uso da árvore de natal. A árvore de natal recapitula a idéia de culto com suas bolas brilhantes, simbolizando o sol... e todas as festividades de inverno pagão foram incorporadas no dia de natal. Nada menos que 10 referências bíblicas sobre a árvore verde que é associada como idolatria e culto falso. Confiram algumas delas em Isaías 44:14,15/Jeremias2:20;10/3. Principalmente Deuteronômio 16:21,22. Esta passagem é um tiro mortal contra aqueles que apesar de tantas provas ainda insiste no paganismo, confira: “Não estabelecerás arvore junto ao altar que levantares para o Senhor.”

Naturalmente o povo da época de Jeremias, como indica o conteúdo desta passagem, estava realmente fazendo um ídolo de lenha.. O que estamos dizendo é que uma árvore é claramente algo trazido do paganismo em uma forma modificada. Porém, qualquer que seja a diferença entre o velho uso da árvore, os costumes são coisas do homem, e o Eterno diz:

Por que os costumes dos homens são vaidades sem valor, vazias – e não acrescentam poder ao verdadeiro culto.

As festas natalinas foram adaptadas pela igreja romana durante o século V. No século VI foram enviados missionários ao norte da Europa para atrair pagãos sob o jugo romano. Estes acharam que 24 de junho era uma data muito popular entre aquele povo. Para poder atraí-lo à igreja, como era o costume depois da apostasia, os líderes da igreja apostata lhes permitiam que continuassem celebrando suas festas pagãs, só que tinham que encontrar algum acontecimento cristão ao qual poderiam associá-lo, Porém, que evento poderiam associar ao dia 24 de junho? Já haviam adaptado um dia para comemorarem o nascimento do Messias, (25 de dezembro). De modo que este erro foi propagado até os dias de hoje. Como dissemos anteriormente, 25 de dezembro, apartir de Babilônia, espalhou-se pelo mundo como dia do nascimento de vários deuses como: Tamuz, Horus, Osíris, Sol, etc. Era tempo de orgias, sacrifícios de crianças a Baal, bebedeiras e regozijo. Sâmiramis ordenou que as árvores fossem decoradas com bolinhas que representassem o sol.

Quando fizeram o culto chamado “MISSA” pela primeira vez na meia noite do dia 24 de dezembro, por volta do ano 394 d.C, era a missa de Cristo. Os pagãos se maravilharam. Converteram-se no dia maior para a igreja universal. É um tempo alegre de luzes, canções, árvores de natal, presentes, mas também de suicídios e angústias para os que não tem casa nem lar. Vemos o natal por todos os lados, festas e crianças que esperam que Santa Claus e os reis magos lhe tragam presentes. Vemos a virgem Maria e uma criança, ambos com o sol detrás de suas cabeças.

Manda-nos a Bíblia celebrar natal? Não! Nem o Senhor nem seus discípulos jamais nos ensinaram. Não há registro dos primeiros apóstolos celebrarem o nascimento do Messias. Esta prática não é bíblica e foi instituída pelo Vaticano para ligar Cristo com a missa. Hoje, os chamados crentes da Bíblia, se vêem forçados a observarem esta festividade católica.

HÓSTIA E SEUS MITOS

A missa é uma imitação da Santa Ceia. A chamam de Sacramento da Santa Eucaristia ou “Hóstia”. Foi, com certeza, roubado dos egípcios que convertiam uma galeta ao deus sol Osíris. Por isso que a hóstia tem a forma de sol. Como sabemos as três letras que aparecem dentro da hóstia católica, são as mesmas que da hóstia egípcia, IHS, que representavam a trindade egípcia: Ísis, Horus e Seb. A prostituta de apocalipse trocou as três primeiras letras do Santo nome do Senhor em grego. Mais tarde este símbolo passou a ser usado pelos jesuítas como sua insígnia.

Por tanto, a missa é usada para converter a hóstia em corpo de Cristo em toda a sua divindade. A essa conversão chamam de transubstanciação. No momento em que o sacerdote católico levanta a hóstia apresentando-a ao seu deus, recebe poderes sobrenaturais e a mesma deixa o pão com gosto de farinha e açúcar transformando-o em carne de verdade com toda a santidade de deus o sol invictus. A isso chamaram transubstanciação.

No passado muitos mártires foram queimados em praça pública por negarem esta transformação. Todavia esta lei continua até nossos dias, colocando seus fiéis em situação de hereje se lhes for perguntado: Que gosto tem? E a resposta tem de ser apenas: “carne”.

Esta doutrina não é bíblica, ao que o Senhor não pronunciou aos seus discípulos; e tendo dado graças tomou o pão e partiu e deu a seus discípulos dizendo: Tomai e comei. Este é meu corpo que por vós foi partido, fazei isto em memória de mim.

Como podemos ver este ato foi simbólico, por que o pão continuou sendo pão. De acordo com a lei católica, não participar no sacramento da santa eucaristia significa ser condenado por toda a eternidade. Aqueles que comerem este “outro Salvador” (2 Cor. 11/4) com a forma de sol, não estão comendo simbolicamente O salvador da Bíblia, mas sim a Baal’Zibul das moscas, deus do sol.

 

“Entretanto, eles consagraram o primeiro dia de cada ano ao sol (Baal’Zibul Deus das moscas).”

O primeiro dia de cada Mês e o primeiro dia de cada semana (Domingo). Semanalmente eles cultuavam e adoravam neste dia, por isso que em várias línguas de nosso mundo atual ainda prevalece domingo como dia do sol, ex: Sunday em Inglês= sun, sol day dia. Na arqueologia moderna encontramos evidências de adoração ao sol entre a civilização Inca e os Maias no México, onde no altar do sol, eram sacrificadas as suas vítimas, geralmente crianças. O fogo em que eram mortas, o fogo símbolo do sol, se a criança morresse, Deus(Baal’Zibul ) queria para si, a carne, que era cozida nas brasas, e os sacerdotes no interior da caverna comiam a carne em louvor a thamuz. Se a Criança não morresse, era um sinal de que Deus (Baal’zibul) a queria viva para seus diabólicos planos; os primogênitos eram os escolhidos, sempre o primeiro de tudo. Praticavam este ritual nos dias de Eliyahu (Elias) e Yerrezekél (Ezequiel). O Senhor, em visão mostra ao profeta a situação do seu povo “Ele então me levou ao átrio interior da casa do Senhor, e vi a entrada do templo do Senhor, entre o pórtico e o altar, cerca de vinte cinco homens de costas para o templo do Senhor, e com os rostos para o oriente, eles se prostravam diante do sol... ”Ezequiel 8:16.

Ao se espalharem sobre a terra, após as línguas serem confundidas, Satanás temeu que esse culto desaparecesse, então ele aparecia em diversos lugares da mesopotâmia, hoje a região do Iraque, por onde haviam se espalhado, em forma de Rainha dos Céus. “Os filhos apanham lenha, os pais acendem fogo e as mulheres amassam a farinha, para fazerem bolos à Rainha dos Céus”. Yirmeyáhu (Jeremias) 7:18. Ela se vestia  de  purpura e sua cor predileta era o azul. “Trazem prata batida de Tarsis e ouro de  Ufaz, trabalho do artífice e das mãos do fundidor; fazem suas vestes de Azul e Púrpura, obra de homens hábeis são eles...” Yirmeyàhu( Jeremias) 10:9.

O aparecimento da Rainha dos céus e o oferecimento dos bolinhos (Hóstia moderna). Eram conhecidos no tempo de Eliahu. Antigos relatos demonstram, ao aparecer em forma de virgem mãe, nascia-se uma fonte, as pessoas ao se lavarem na mesma, suas doenças eram curadas. Para enganar ao mundo com milagres mentirosos, Satanás valeu-se de demônios para produzir uma imagem de Sâmiramis que aparecia em diversos lugares e formas. Esses fenômenos se chamavam “milagres”. Tais visões ou aparições ocorreram nas religiões pagãs sob vários nomes: Vênus, Diana, Ísis, Madona, Guadalupe, Aparecida, Fátima, Heia, Shingmoo etc; dessa forma Satanás impressionava a pessoas de diversas línguas, para continuar a ser adorado. Os seus nomes variavam conforme a língua: Disa, Vênus, Ceres, Diana, Afrodite, Cibele, Iaroni, Madona, Guadalupe, Aparecida, Fátima etc... Na china foi achado uma estátua da Sagrada família com seu filho solar, seu nome era Shingmoo. Entre os Germanos (Alemães) Hertha, No Egito: Isis com seu filho solar nos braços Isus ou Ysus. Aos domingos em Heliopólis, os sacerdotes Ofereciam os bolinhos dos céus aos adoradores (hóstia), interessante é dentro da hóstia haviam três letras IHS, referindo-se a Isis, Horus, Seb ou seja a Sagrada Família.

O medalhão que ostentava, havia a imagem do sol, atrás uma numeração mistério de 1 a 36 no seu verso, formando quadrados cuja soma tanto na vertical como na horizontal o total era de 111, que somado dá o número 666. Para eles, o número 6, estava intimamente ligado à astrologia, especialmente a adoração do deus sol. O número 6 representa o deus menor (Thamuz) 60 o deus maior (Rainha dos Céus), 600 simbolizava o Panteão dos deuses babilônicos (Baal’Zibul Deus) Todo esse sistema sagrado ocultista foi transferido para matemática e, até hoje utilizamos o sistema sexagesimal de base 60, que divide o grau e a hora em 60 minutos, o minuto em 60 segundos e a circunferência em 360 graus.

FESTA DO FOGO

Em Vaticínia, os Druídas comemoravam o dia 23 de Junho, nascimento de Ninrode (Baal), fazendo os seus filhos passarem pelo fogo, como descreve Yiremiahu Jeremias 32:35; 7:31. Essa data foi substituída posteriormente para São João e suas tradições continuadas, como expressões que existem até hoje “Vamos pular a fogueira” Os sacerdotes de moloque, ficavam no interior da caverna, logo acima, estava a estatua de moloque com as mãos estendidas com brasas dentro, para receber o sacrifício de crianças, que se chamava:

Moleque. O moleque queimava nas brasas, e os sacerdotes acionavam um mecanismo na época igual aos automáticos modernos; e o moleque caia no interior da caverna, os sacerdotes comiam a carne cozida, como parte do ritual da adoração a moloque. Eles adoravam num lugar, cuja origem vem de um deus chamado Vaticanus.

Ao dar-se conta que 24 de junho era aproximadamente seis meses antes de 25 de dezembro, e como João Batista havia nascido seis meses antes do Messias, então, por que não estabelecer o dia 24 de junho como o dia do nascimento de João Batista?

Isso foi o que fizeram. Até hoje em dia 24 de junho é conhecido no calendário papal como o nascimento de São João! Porém esta idéia foi baseada em um fundamento falso, por que João Batista não nasceu no dia 24 de junho, ao associar este nome com este dia não foi mais que um outro intento para cobrir uma festa pagã e permitir sua continuação, porém agora na igreja.

Tempos atrás, este dia era associado ao culto a Baal moloque. Na Grã-Bretanha antes da entrada do cristianismo, 24 de junho era celebrado pelos Druidas com chamas de fogo em honra a Baal (deus sol, Ninrode em forma divina). Os Druidas eram feiticeiros que faziam seus cultos também no lugar de adorações divinas (Vaticínia). Dizem que este nome provém de uma cidade chamada Vaticanus, que tinha seu lugar proeminente nesta colina.

Os trabalhos de notáveis historiadores como Heródoto, Wilkison, Layarde e outros falavam desses fogos cerimoniais em diferentes países. Quando 24 de junho foi adaptado pela igreja apóstata e trocaram seu nome para o dia de São João, também adoravam os fogos e chamaram “fogos de São João”. “Eu vi gente correr e saltar através dos fogos de São João na Irlanda” – disse um escritor do século passado – “orgulhosos passando através dos fogos, pensando que fossem abençoados de uma forma especial durante a cerimônia”. Ao ler estes ritos nos recordamos de práticas similares nas quais caíram os filhos de Israel quando estes “passaram pelo fogo de Moloch” (Jer. 32/31 e Ez. 20/31). Obviamente nenhuma dessas práticas tinha conexão com João Batista.

Até hoje as igrejas de um modo geral conservam o símbolo do fogo, em seus logotipos Ex:

 Além da cerimônia do fogo que se observa em 24 de junho, este dia é conhecido entre as tribos pagãs como o festival da água.

Acaso não havia sido João Batista conhecido especialmente como o que batizava com água? Assim é que esta pequena semelhança ajudou a disfarçar a continuação do dia pagão com seu novo nome.

MITOLOGIA

Dom, 06 de Novembro de 2011 14:17

Nosso objetivo nesse capitulo é familiarizar o leitor em termos práticos com o mundo mitológico; e mostrar como esse mundo nos envolveu e embriagou a todas as nações.

Apolo

Apolo lício, recente cópia imperial romana de um original grego do século IV d.C. (museu do Louvre)

Nas mitologias grega e romana, Apolo (em grego, πόλλωνApóllōn ou πέλλωνApellōn) era um deus filho de Zeus e Leto, e irmão gémeo da deusa Ártemis, da caça. Em época mais tardia foi identificado como Hélios, deus do sol, pois era antes o deus da luz, e por arrastamento, a sua irmã foi identificada com Selene, deusa da lua. Mais tarde ainda, foi conhecido primordialmente como uma divindade solar. Na mitologia etrusca, foi conhecido como Aplu. Ao seu nome acrescenta-se, por vezes, epítetos relacionados com os locais onde era venerado, como o título de "Abeu" (de "Abas"), como era conhecido em Chipre.

Mas o seu culto estendia-se muito para além do culto solar. Apolo é também o deus da cura e das doenças, pai de Asclépio, ou Esculápio, venerado junto com este em grandes templos-hospitais, onde se curavam várias doenças, sobretudo através do sono. É ainda o deus da profecia. Inúmeros oráculos eram-lhe atribuídos, sendo o mais famoso o oráculo de Delfos, o mais importante da antigüidade que era visitado por inúmeras pessoas, alguns dos quais nem eram gregos. Como deus da música Apolo era representado tocando a sua lira, e é o corifeu das musas.

Zeus, seu pai, presenteou-o com arco e flechas de ouro, além de uma lira do mesmo material (sua irmã Ártemis ganhou os mesmos presentes, porém de prata). Todos eram obra de Hefesto, o Deus do fogo e das forjas. - Algumas versões dizem que Apolo ganhou a lira como um presente de Hermes.

Outra faceta deste deus é a sua parte mais violenta, quando ele usa o arco, para disparar dardos letais que matam os homens com doenças ou mortes súbitas. Ainda assumindo este lado mais negro. Apolo é o deus das pragas de ratos e dos lobos, que atormentavam muitas vezes os gregos.

Finalmente, Apolo é o deus dos jovens rapazes, ajudando na transição para a idade adulta. Assim, ele é sempre representado como um jovem, frequentemente nu, para simbolizar a pureza e a perfeição, já que ele é também o deus destes dois atributos.

Apolo Citaredo, Museus Capitolinos, Roma

A árvore mais sagrada para Apolo é o loureiro. Crê-se que alguns sacerdotes mastigavam loureiro(Santo Daime) para dizerem as profecias, outros usavam ramos de loureiro para salpicar o templo na purificação, ou para purificar a água com o fogo. As coroas de louro eram muitas vezes oferecidas a alguém que tinha conseguido algo extraordinário, superando-se a si mesmo, na procura da arete, o ideal grego simbolizado por este jovem deus.

Apolo participa em diversos mitos, incluindo a famosa guerra de Tróia, onde esteve ao lado troiano, dizimando os aqueus com praga quando estes ofenderam o seu sacerdote troiano, e acabando por matar Aquiles. A maioria dos mitos que dizem respeito a Apolo falam dos seus inúmeros amores, sendo os mais famosos Dafne, uma ninfa que foi transformada em loureiro (daí a sacralidade da árvore para Apolo), Jacinto, que se transformou na flor com o mesmo nome, e Ciparisso, o qual se transformou em Cipreste; nestes mitos amorosos, Apolo nunca tem sorte, e existe um mito que conta que isto se deve ao facto de ele se gabar de ser o melhor arqueiro entre os deuses, o que faz com que Eros, deus do amor, sinta inveja.

A Apolo é tradicionalmente consagrado o dia 22 de Janeiro

Afrodite

O nascimento de Vênus, de William-Adolphe Bouguereau

Afrodite era a deusa grega da beleza e da paixão sexual. Originário de Chipre, o seu culto estendeu-se a Esparta, Corinto e Atenas. Foi identificada como Vênus pelos romanos.

Afrodite era a deusa grega do amor, do sexo, da regeneração, da fecundidade, do casamento e da beleza corporal. De acordo com o mito mais aceito, nasceu quando Urano (pai dos titãs) foi castrado por seu filho Cronos, que atirou os genitais cortados de Urano no mar, que começou a ferver e espumar, esse efeito foi a fecundação que ocorreu em Tálassa, deusa primordial do mar. De aphros ("espuma do mar"), ergueu-se Afrodite e o mar a carregou para Chipre. Por isso um de seus epítetos é Kypris. Assim, Afrodite é de uma geração mais antiga que a maioria dos outros deuses olímpicos. Em outra versão (como diz Homero), Dione é mãe de Afrodite com Zeus, sendo Dione, filha de Urano e Tálassa.

Casamento

Após destronar Cronos, Zeus ficou ressentido pois tão grande era o poder sedutor de Afrodite que ele e os demais deuses estavam brigando o tempo todo pelos encantos dela, enquanto esta os desprezava a todos. Como vingança e punição, Zeus fê-la casar-se com Hefesto, (segundo Homero, Afrodite e Hefesto se amavam, mas pela falta de atenção, Afrodite começou a trair o marido para melhor valorizá-la) que usou toda sua perícia para cobri-la com as melhores jóias do mundo, inclusive um cinto mágico do mais fino ouro, entrelaçado com filigranas mágicas. Isso não foi muito sábio de sua parte, uma vez que quando Afrodite usava esse cinto mágico, ninguém conseguia resistir a seus encantos. 44

Relacionamentos e filhos

Alguns de seus filhos são Hermafrodito (com Hermes), Eros (deus do amor e da paixão) dependendo da versão, é filho de Hefesto, Ares ou até Zeus (com Zeus, apenas quando Afrodite é filha de Tálassa), Anteros (com Ares, a versão mais aceita, ou com Adônis, versão menos conhecida), Fobos, Deimos e Harmonia (com Ares), Himeneu, (com Apolo), Príapo (com Dionísio) e Enéias (com Anquises). Os diversos filhos de Afrodite mostram seu domínio sobre as mais diversas faces do amor e da paixão humana. Afrodite sempre amou a alegria e o glamour, e nunca se satisfez em ser a esposa caseira do trabalhador Hefesto. Afrodite amou e foi amada por muitos deuses e mortais. Dentre seus amantes mortais, os mais famosos foram Anquises e Adônis, que também era apaixonado por Perséfone, que aliás, era sua rival, tanto pela disputa pelo amor de Adônis, tanto no que se diz respeito de beleza. Vale destacar que a deusa do amor não admitia que nenhuma outra mulher tivesse uma beleza comparável com a sua, punindo (somente) mortais que se atrevessem comparar a beleza com a sua, ou, em certos casos, quem possuisse tal beleza. Exemplos disso é Psiquê e Andrômeda.

Cárites

Na mitologia grega, Afrodite era acompanhada pelas Cárites, ou Graças como eram também conhecidas. Seus nomes eram Aglae ("A Brilhante", "O Esplendor"), Tália ("A Verdejante") e Eufrosina ("Alegria da Alma")

Museu Arqueológico Nacional de Atenas.

Culto

Suas festas eram chamadas de afrodisíacas e eram celebradas por toda a Grécia, especialmente em Atenas e Corinto. Suas sacerdotisas eram prostitutas sagradas, que representavam a Deusa, e o sexo com elas era considerado um meio de adoração e contato com a Deusa. Seus símbolos incluem a murta, o golfinho, o pombo, o cisne, a romã e a limeira. Entre seus protegidos contam-se os marinheiros e artesãos.

Com o passar do tempo, e com a substituição da religiosidade matrifocal pela patriarcal, Afrodite passou a ser vista como uma Deusa frívola e promíscua, como resultado de sua sexualidade liberal. Parte dessa condenação a seu comportamento veio do medo humano frente à natureza incontrolável dos aspectos regidos pela Deusa do Amor.

Deusas relacionadas

Afrodite tem atributos comuns com as deusas Vénus (romana), Freya(deste termo surgiu freira) (nórdica), Turan (etrusca), Ishtar (mesopotâmica), Inanna (suméria) e com Astarte (mitologia babilônica).

Hades

Hades, deus grego do mundo inferior, no trono, com seu cajado com cabeça de pássaro, num vaso feito no séc. IV a.C.(Como os apóstolos escreveriam a  palavra Hades em grego, sabendo eles  que era um deidade pagã?) Inferno nasceu em babilônia, não existe este lugar, os padres intruduziram dentro da bíblia e a modificaram para causar Medo, para que as pessoas aceitassem a religião católica, de uma forma ou de outra. A plavra é Sheol, não é lugar de tormento, mais segunda morte.

Na mitologia grega, Hades é o deus do mundo inferior e das riquezas, soberano dos mortos, o nome Hades era usado para designar tanto o deus como os seus domínios. Ele é também é conhecido por ter raptado a deusa Perséfone ou Proserpina (no mundo subterrâneo) filha de Deméter.

Hades, o deus do mundo inferior

Hades, (Ἄιδη em grego), filho de Crono e de Réia, irmão de Zeus e Poseidon (Posídon), era um deus de poucas palavras e seu nome inspirava tanto medo que as pessoas procuravam não pronunciá-lo. Era descrito como austero e impiedoso, insensível a preces ou sacrifícios, intimidativo e distante. Invocava-se Hades geralmente por meio de eufemismos, como Clímeno (o Ilustre) ou Eubuleu (o que dá bons conselhos). Seu nome significa, em grego, o Invisível, e era geralmente representado com o capacete que lhe dava essa faculdade, que ele ganhou dos ciclopes quando participou da luta contra o pai e os titãs.

No fim da luta contra os titãs, vencidos os adversários, Zeus, Posídon e Hades partilharam entre si o império do universo. Zeus ficou com o céu; a terra ficou sob o domínio e cuidado das deusas. Posídon herdou o reino dos mares e Hades tornou-se o deus das profundezas, dos subterrâneos e das riquezas.

Como reinava sobre os mortos era ajudado por outras divindades, Hécate, as Fúrias, as Parcas, as Harpias, a Morte, o Sono e as Górgonas. Além disso, era presidente do Tribunal, julgando as almas que lá chegavam, auxiliado por Minos, Éaco e Radamanto. Hades também era ajudado por dois deuses que ficavam nos Campos Elísios: Tanatos (Deus da Morte) e Hypnos (Deus do Sono). Se as almas fossem condenadas eram atiradas ao Tártaro, se absolvidas eram encaminhadas aos Campos Elísios ou Ilha dos Bem Aventurados.

O nome Plutão "o rico" (pois era dono das riquezas do subsolo) ou "o distribuidor de riqueza", que se tornou corrente na religião romana, era também empregado pelos gregos, e apresentava um lado bom, pois era ele quem propiciava o desenvolvimento das sementes e favorecia a produtividade dos campos.

Como divindade agrícola, seu nome estava ligado a Ceres e junto com ela era celebrado nos Mistérios de Êleusis que eram os ritos comemorativos da fertilidade, das colheitas e das estações.

Era também conhecido como o Hospitaleiro, pois sempre havia lugar para mais uma alma no seu reino.

Ao contrário do que algumas pessoas pensam, Hades não é o deus da morte, mas sim do pós-morte. Apenas Marte e Saturno estão relacionados com a prática da morte. Assim, Hades não é inimigo da humanidade, como o são, Marte e Saturno.

O deus raramente deixava seus domínios e não se envolvia em assuntos terrestres ou olímpicos. Deixou o seu reino apenas duas vezes; uma para raptar Proserpina, (Perséfone, filha de Demeter), a quem tomou como esposa e outra para curar-se, no Olimpo, de uma ferida provocada por Héracles.

 

Hades era conhecido como o reino dos mortos ou simplesmente o submundo. Este era um lugar onde imperava a tristeza. Hades era senhor do submundo e usa-se seu nome para designar também a região das profundezas, Erebus.

Hades(Inferno), o reino dos mortos

 

 

Virgílio localiza a entrada da morada dos mortos; é perto do Vesúvio. Uma região vulcânica que sofre tremores e desprende um cheiro terrível vindo das profundezas. Assim ele descreve a ida da Sibila com Enéias ao Hades.

Lá dentro, há que passar pelos Pesares, as Ansiedades, as Enfermidades, a Velhice, o Medo, a Fome, o Cansaço, a Miséria e a Morte. Depois se enfrenta as Fúrias, a Discórdia, Briareu de cem braços, as hidras e quimeras. Assim se chega ao negro rio Aqueronte onde está o barqueiro Caronte, velho e esquálido. Em seu barco ele transporta as almas de todos, sejam heróis, jovens, velhos, virgens, homens ou mulheres.

A outra margem do rio era guardada pelo feroz cão tricéfalo Cérbero, que deixava entrar as almas, mas nunca sair. Seguindo a estrada onde vagueiam as almas dos que não foram devidamente sepultados, mais a frente, existe um caminho que se divide. Um lado leva ao Elísio e outro às regiões dos condenados onde corre o rio Flegeton. O abismo do Tártaro é onde habitam as almas desgraçadas que ali enfrentam todos os suplícios.

Os Campos Elísios eram um belo lugar onde moravam as almas dos heróis, santos sacerdotes, poetas. Também havia um vale por onde corria o rio Lete e onde as almas dos que iam voltar à Terra esperavam por um corpo, no momento devido.

Plutão habitava um palácio circundado por um bosque de choupos e salgueiros estéreis. O solo era recoberto de asfódelo, planta das ruínas e dos cemitérios.

Algumas observações

Para Hades, eram consagrados o narciso e o cipreste. O deus é representado de diversas maneiras:

  • ou de cenho franzido, cabelos e barbas em desalinho, vestindo túnica e mantos vermelhos, sentado no trono e tendo ao seu lado o cão Cérbero,
  • ou como deus da vegetação, com traços mais suaves,
  • ou levando nas mãos uma cornucópia ou com uma coroa de ébano na cabeça, chaves na mão e sobre um coche puxado por cavalos negros.

Tânatos

Na mitologia grega, Tânatos era a própria personificação da morte, enquanto Hades reinava sobre os mortos no submundo.

Diz-se que Tânatos nasceu em 21 de agosto sendo a sua data de anos o dia favorito para tirar vidas.

Thanatos era irmão gêmeo de Hipnos, do Sono e filho de Nix, a Noite e Érebo, as trevas. Era representado como uma nuvem prateada ou um homem de olhos e cabelos prateados.

Tânatos tem um pequeno papel na mitologia, sendo eclipsado por Hades. Porém, ele é um dos protagonistas no mito de Sísifo, onde este por duas vezes enganou a morte, sendo que na última vez ele aprisionou Tânatos, evitando que este o levasse ao Hades ao mesmo tempo evitando que qualquer outra pessoa ou ser vivo morresse.

Ciências

Em Parapsicologia, Tânatos (psicologia) é um impulso urgente e inconsciente de morrer.

Para a Psicanálise, Tânatos é a personificação mítica da Pulsão de Morte, um impulso instintivo e inconsciente que busca a morte e/ou a destruição. Esse conceito aparece desenvolvido nos livros "Mais além do princípio do prazer" e "Mal-estar na civilização", de Sigmund Freud.

Réia

Na mitologia grega, Reia ou Réia uma titã, filha de Urano e de Gaia. Na mitologia romana é identificada com Cibele, a Magna Mater deorum Idaea.

Irmã e esposa de Cronos, gerou Deméter, Hades, Hera, Hestia, Poseidon e Zeus, segundo a Teogonia de Hesíodo.

Devido a um oráculo de Urano, que profetizara que Cronos seria destronado por um dos filhos, este engulia todos os seus filhos. Quando Zeus nasceu, Reia deu-lhe uma pedra enrolada em panos no lugar de Zeus, entregando este para ser criado por ninfas, principalmente pela Ninfa Amaltéia (cabra que alimentou Zeus). Deu assim lugar ao destronamento de Cronos e a ascendência de Zeus ao Olimpo.

Seguindo a ascensão de seu filho Zeus ao status de rei dos deuses, ela contestou sua parte do mundo e acabou refugiando-se nas montanhas, onde cercou-se de criaturas selvagens, geralmente, é associada a leões ou a uma biga puxada por leões.

 

Graças

As Três Graças, de Carle Van Loo (1763)

As Graças (Cárites na Mitologia Grega) são as deusas da dança, dos modos e da graça do amor, são seguidoras de Vênus e dançarinas do Olimpo. Apesar de pouco relevantes na mitologia greco-romana, a partir do Renascimento as Graças se tornaram símbolo da idílica harmonia do mundo clássico. Graças, nome latino das Cárites gregas, eram as deusas da fertilidade, do encantamento, da beleza e da amizade. Ao que parece, seu culto se iniciou na Beócia, onde eram consideradas deusas da vegetação. O nome de cada uma delas varia nas diferentes lendas. Na Ilíada de Homero aparece uma só Cárite, esposa do deus Hefesto, por freqüente é que se enumerem três:

  • Aglaia - a claridade;
  • Tália - a que faz brotar flores;
  • Eufrosina - o sentido da alegria;

Eram filhas de Zeus e Hera, segundo umas versões, e de Zeus e da deusa Eurínome, segundo outras. Por sua condição de deusas da beleza, eram associadas com Afrodite, deusa do amor. Também se identificavam com as primitivas musas, em virtude de sua predileção pelas danças corais e pela música. Nas primeiras representações plásticas, as Graças apareciam vestidas; mais tarde, contudo, foram representadas como jovens desnudas, de mãos dadas; duas das Graças olham numa direção e a terceira, na direção oposta. Esse modelo, do qual se conserva um grupo escultórico da época helenística, foi o que se transferiu ao Renascimento e originou quadros célebres como "A primavera", de Botticelli, e "As três Graças", de Rubens.

Zeus era senhor do céu e deus grego supremo. Filho mais novo de Cronos e Réia, nasceu no Monte Ida, em Creta. Conhecido pelo nome romano de Júpiter, tinha como irmãos Poseídon, Hades, Deméter, Héstia e Hera, de quem era também marido, e pai de diversos deuses, como Atena, Artemis e Apolo. Zeus sempre foi considerado um deus do tempo, com raios, trovões, chuvas e tempestades atribuídas a ele. Mais tarde, ele foi associado à justiça e à lei, haviam muitas estátuas erguidas em honra de Zeus, sendo que a mais magnífica era a sua estátua em Olímpia, uma das sete maravilhas do mundo antigo. Originalmente, os jogos olímpicos eram realizados em sua honra, segundo mito, durante muito tempo quem governou a Terra foi o tirano Urano (o Céu). Até que foi deposto por Cronos, seu filho. Então Urano profetizou que Cronos também seria destronado por seu próprio filho.

Cronos, temendo a maldição, passou a devorar vivos os próprios filhos, logo que estes nasciam. Vários bebês tiveram esse destino. Réia, porém, não podia deixar de amar seus filhos. Assim, após dar a luz um menino, Réia enganou o marido, dando um potro a Cronos. Este, ansioso por se proteger da profecia, devorou o potro sem perceber o embuste. Alguns poetas, de forma diferente, dizem que Cronos engoliu um saco de pedras. Réia levou o filho salvo para um local seguro, dando-lhe o nome de Zeus (tesouro que reluz).

Juno

Júpiter e Juno ou João, por Carraci, séc XVI

Juno ou Juno Lucina, também conhecida como Hera na mitologia grega, é a esposa de Júpiter e rainha dos deuses. É representada pelo pavão, sua ave favorita. Íris era sua servente e mensageira.

Juno e Júpiter tinham 2 filhos, Marte (Ares), deus da guerra e Vulcano (Hefesto), o artista celestial, que era coxo. Juno sentia-se tão aborrecido ao vê-lo que atirou-o para fora do céu. Outra versão diz que Júpiter o jogou para fora, por este ter participado de uma briga do rei do Olimpo com Juno, deixando-o coxo com a queda.

Juno possuia muitas rivais, entre elas, a bela Calisto, que Juno, por inveja da imensa beleza que conquistara seu marido, transformou numa ursa. Calisto passou a viver sozinha com medo dos caçadores e das outras feras da floresta, esquecendo-se de que agora ela própria era uma. Um dia, Calisto reconheceu num caçador seu filho Arcas, já homem. Quis correr e abraçá-lo mas Arcas já erguera sua lança para matá-la quando Júpiter, vendo a desgraça que estava por acontecer afastou-os e lançou-os ao céu transformando-os nas constelações de Ursa Maior e Ursa Menor. Juno, enfurecida por Júpiter ter dado tal privilégio a sua rival, sai à procura de Tétis e Oceanus, as antigas divindades do mar. Conta-lhes toda a injúria que Júpiter fizera a ela, e pede para que eles não deixem as constelações se esconderem em suas águas. Assim a Ursa Maior e a Ursa Menor movem-se em círculo no céu mas nunca descem por trás do oceâno, como as outras estrelas.

Outra de suas rivais foi Io, que Júpiter, ao sentir a presença de Juno, transforma em uma novilha. Juno, desconfiada, pede a novilha de presente, Júpiter não podia negar um presente tão insignificante a sua mulher, então, pesaroso, entrega a novilha a Juno que coloca-a sob os cuidados de Argos, um monstro de muitos olhos, e tendo tantos, nunca fechava mais que dois para dormir, vigiando Io dia e noite. Júpiter, perturbado pelo sofrimento da amante, pede a Mercúrio que mate Argos. Com músicas e histórias, Mercúrio consegue fazer com que Argos feche seus 100 olhos e nisso corta sua cabeça. Juno entristecida recolhe seus olhos que haviam perdido toda a luz e coloca-os na cauda de seu pavão, onde permanecem até hoje.

Enfurecida, Juno persegue Io por muitas partes da terra até que Júpiter intercede por ela prometendo não dar mais atenção a Io. Juno concorda devolvendo-lhe a aparência humana.

Outro forte inimigo de Juno foi Hércules, filho de Júpiter com a mortal Alcmena. A este declarou guerra desde seu nascimento. Com uma tentativa frustrada de matá-lo quando era apenas um bebê, Juno o submete a Euristeus, que o envolve em muitas aventuras perigosas que ficaram conhecidas como "doze trabalhos".

Baco

Baco era o filho do deus olímpico Júpiter e da mortal Sêmele. Deus do vinho, representava seu poder embriagador, suas influências benéficas e sociais. Promotor

da civilização, legislador e amante da paz. Líber é seu nome latino e Dioniso é seu equivalente grego.

História:

Sémele quando estava grávida exigiu a Júpiter que se apresentasse na sua presença em toda a glória, para que ela pudesse ver o verdadeiro aspecto do pai do seu filho. O deus ainda tentou dissuadi-la, mas em vão. Quando finalmente apareceu em todo o seu esplendor, Sémele, como mortal que era, não pôde suportar tal visão e caiu fulminada. Júpiter tomou então das cinzas o feto ainda no sexto mês e meteu-o dentro da barriga da sua própria perna, onde terminou a gestação.

Ao tornar-se adulto, Baco apaixona-se pela cultura da vinha e descobre a arte de extrair o suco da fruta. Porém, a inveja de Hera levou-a a torná-lo louco a vagar por várias partes da Terra. Quando passa pela Frígia, a deusa Cíbele cura-o e o instrui nos seus ritos religiosos. Curado, ele atravessa a Ásia ensinando a cultura da vinha. Quis introduzir o seu culto na Grécia depois de voltar triunfalmente da sua expedição à Índia, mas encontrou oposição por alguns príncipes receosos do alvoroço por ele causado.

O rei Penteu proíbe os ritos do novo culto ao aproximar-se de Tebas, sua terra natal. Porém, quando Baco se aproxima, mulheres, crianças, velhos e jovens correm a dar-lhe boas vindas e participar de sua marcha triunfal. Penteu manda seus servos procurarem Baco e levá-lo até ele, Porém, estes só conseguem fazer prisioneiro um dos companheiros de Baco, que Penteu interroga querendo saber desses novos ritos. Este se apresenta como Acetes, um piloto, e conta que, certa vez velejando para Delos, ele e seus marinheiros tocaram na ilha de Dia, e lá desembarcaram. Na manhã seguinte os marinheiros encontraram um jovem de aparencia delicada adormecido, que julgaram ser filho de um rei, e que conseguiriam uma boa quantia em seu resgate. Observando-o, Acetes percebe algo superior aos mortais no jovem e pensa se tratar de alguma divindade e pede perdão a ele pelos maus tratos. Porém seus companheiros, cegados pela cobiça, levam-no a bordo mesmo com a oposição de Acetes. Os marinheiros mentem dizendo que levariam Baco (pois era realmente ele) onde ele quisesse estar, e Baco responde dizendo que Naxos era sua terra natal e que se eles o levassem até lá seriam bem recompensados. Eles prometem fazer isso e dizem a Acetes para levar o menino a Naxos. Porém, quando ele começa a manobrar em direção a Naxos ouve sussurros e vê sinais de que deveria levá-lo ao Egito para ser vendido como escravo, e se recusa a participar do ato de baixeza.

Baco, de da Vinci

Baco percebe a trama, olha para o mar entristecido, e de repente a nau pára no meio do mar como se fincada em terra, assustados, os homens impelem seus remos e soltam mais as velas, tudo em vão. O cheiro agradável de vinho se alastra por toda a nau e percebe-se que vinhas crescem, carregadas de frutos sob o mastro e por toda a extensão do casco do navio e ouve-se sons melodiosos de flauta. Baco aparece com uma coroa de folhas de parra empunhando uma lança enfeitada de hera. Formas ágeis de animais selvagens brincam em torno de sua figura. Os marinheiros levados à loucura começam a se atirar para fora do barco e ao atingir a água seus corpos se achatavam e terminavam numa cauda retorcida. Os outros começam a ganhar membros de peixes, suas bocas alargam-se e narinas dilatam, escamas revestem-lhes todo o corpo e ganham nadadeiras em lugar dos braços. Toda a tripulação fôra transformada e dos 20 homens só restava Acetes, trêmulo de medo. Baco, porém, pede para que nada receie e navegue em direção a Naxos, onde encontra Ariadne e a toma como esposa. Cansado de ouvir aquela historia, Penteu manda aprisionar Acetes. E enquanto eram preparados os instrumentos de execução, as portas da prisão se abrem sozinhas e caem as cadeias que prendiam os membros de Acetes. Não se dando por vencido, Penteu se dirige ao local do culto encontrando sua própria mãe cega pelo deus, que ao ver Penteu manda as suas irmãs atacarem-no, dizendo ser um javali, o maior monstro que anda pelos bosques. Elas avançam, e ignorando as súplicas e pedidos de desculpa, matam-no. Assim é estabelecido na Grécia o culto de Baco. Certa vez, seu mestre e pai de criação, Sileno, perdeu-se e dias depois quando Midas o levou de volta e disse tê-lo encontrado perdido, Baco concedeu à ele um pedido. Embora entristecido por ele não ter escolhido algo melhor, deu a ele o poder de transformar tudo o que tocasse em ouro. Depois, sendo ele uma divindade benévola, ouve as súplicas do mesmo para que tirasse dele esse poder.

 

Literatura
Preste atenção no rostinho de baco, com quem parece?
Cabelos compridos e loiros, olhos claros e branco? Acertou “Jesus”
Na epopeia Os Lusíadas de Luís de Camões, Baco é o principal opositor dos heróis portugueses, argumentando no episódio do Consílio dos deuses que seria esquecido se os lusos chegassem à Índia.
Deus Sol Invicto (ou Deus Sol Invictus) era um título relígioso aplicado a três divindades distintas durante o Império Romano tardio.
Ao contrário de outros, o culto agrário de Sol Indiges ("Sol na-Terra"), o título Deus Sol Invictus foi formado por analogia ao título imperial pius felix invictus (pio, feliz, invicto).
O título foi introduzido pelo Imperador Heliogabalo, durante a sua tentativa abortada de impor um deus Elagabalo Sol Invicto, o deus sol da sua cidade natal Emesa na Síria. Com a morte do imperador em 222 d.C., contudo, o seu culto esvaneceu-se.
Em segundo instante, o título invicto (invictus) foi aplicado a Mitra em inscrições de devotos. Também, aparece aplicado a Marte.
Literatura
Preste atenção no rostinho de baco, com quem parece?
Cabelos compridos e loiros, olhos claros e branco? Acertou “Jesus”
Na epopeia Os Lusíadas de Luís de Camões, Baco é o principal opositor dos heróis portugueses, argumentando no episódio do Consílio dos deuses que seria esquecido se os lusos chegassem à Índia.

Deus Sol Invicto (ou Deus Sol Invictus) era um título relígioso aplicado a três divindades distintas durante o Império Romano tardio.
Ao contrário de outros, o culto agrário de Sol Indiges ("Sol na-Terra"), o título Deus Sol Invictus foi formado por analogia ao título imperial pius felix invictus (pio, feliz, invicto).
O título foi introduzido pelo Imperador Heliogabalo, durante a sua tentativa abortada de impor um deus Elagabalo Sol Invicto, o deus sol da sua cidade natal Emesa na Síria. Com a morte do imperador em 222 d.C., contudo, o seu culto esvaneceu-se.
Em segundo instante, o título invicto (invictus) foi aplicado a Mitra em inscrições de devotos. Também, aparece aplicado a Marte.

Finalmente, o imperador Aureliano introduziu um culto oficial do Sol Invicto em 270 d.C., fazendo do Deus Sol, a primeira divindade do império,contudo não oficialmente identificado com Mitras, o Sol de Aurélio tem muitas características próprias do Mitraísmo, incluíndo a representação iconográfica do deus com juventude sem barba. O culto de Sol Invicto continuou a ser uma base do paganismo oficial até o triunfo da cristandade - antes da sua conversão, e até o jovem imperador Constantino tinha o Sol Invicto como a sua cunhagem oficial.

Do culto ao Deus Sol, atualmente só permanece a data, 25 de dezembro, que era o dia de adoração dos romanos a este deus saído das cavernas e cujo dia de celebração os cristãos aproveitaram para consagrar como sendo "o dia do nascimento de Cristo" por ele ter sido declarado "a luz do mundo".

 

Preste atenção no nome do Sol Invictus: O seu Nome era “DEUS” . Veja leitor, todo esse tempo você adorou o Sol, com o nome de Deus, que é ZEUS a mesma a palavra.

É terrível pensar que os homens introduziram esta palavra na Bíblia.

 

“No Pricipio criou Deus(Sol)Satanás os ceus e a terra...”

É terrível...

 

Guerra dos calendários

Ter, 08 de Janeiro de 2013 16:22

Verdadeiramente estamos no fim do tempo do fim, os acontecimentos tomam um curso alto e os últimos momentos da historia deste mundo é rápido. Há.Satan, Sh.muel bem sabe disso e esta investindo alto para desviar o quanto poder o povo da profecia que esta fazendo Teshuvah, para transgredir a Torah do Eterno, Kadosh Hu.

Guerra dos calendários é realmente antiga, afinal o controle do calendário significava exercer um domínio sobre toda a vida religiosa do povo, por isso que encontramos no mundo oriental 6 calendários.

1) O calendário Samaritano

2) Calendário Fariseu

3) Calendário Essênio

4) O calendário Proto Hillel

5) O calendário de Hillel

6) O calendário Caraíta

Porem a questão esquenta ainda mais ao perguntar? Que calendário Yeshua usava?
Não temos duvida, que o Mashiach Yeshua seguiu o calendário dado pela Torah.
Sabemos que muitas foram as tentativas dos Gentios de paganizar o povo Judeu e fazer desviar o povo de guardar as festas e os Shabatot. Um desses, realmente foi Antíoco  Epifânio, que além de blasfemar a Beit Hamikidash introduzindo a estatua de “DEUS”(ZEUS é mesma coisa), tentou desviar o povo da guarda da Torah, inclusive impondo um calendário babilônio no intuito de grecizar o povo com o seu paganismo.

Como esta escrito em Macabim 6:6-7

“Não se permita mais a guarda do Shabat, a celebração das antigas festas, nem mesmo confessar-se Judeu. Em cada mês em dia Natalício do Rei, realizava-se um sacrifício; os judeus eram odiosamente forçados a tomar parte do banquete ritual e, por ocasião das festas em Honra a Dionísio , deviam acompanhar forçosamente o cortejo de Baco, coroados com hera.”

É verdadeiro afirmarmos que profecia tem duplicidade aplicativa, tanto literalmente, e ao longo da historia, qual chamamos profeticamente. No drashar lançado por Daniel 7:25 “Magoarás os Santos do Altíssimo e perseguirás os Santos do Altíssimo e cuidarás em mudar as festas(Hag calendário) e a Torah.”

A profecia ali teve seu cumprimento literal na pessoa desse ímpio: Antíoco  Epifânio.

De maneira profética teve sua aplicação ao longo dos anos. Também teve aplicação direta para a ponta pequena de Daniel, apontava diretamente para o papado, que implantou seu sistema babilônico mesclando o Judaísmo Natzri com o Cristianismo que nasceu na terra de Shinar em Bavel. Constantino foi o homem da profecia citado por Daniel. No concilio de Nicéia, a ponta pequena, Constantino, escreveu uma carta aos Judeus Natzri, onde ele cita o problema da Páscoa católica Romana em relação a Peseach Judaica. Na sua carta ele deixa bem claro, que a data da peseach Judaica, nunca deveria coincidir com a páscoa romana, que tinha seu ápice na sexta feira da paixão(dia em que as mulheres choravam a Thamuz

Ezequiel 8:14) No trecho da sua carta que esta no museu do vaticano e publicada em muitos livros judaicos, ele diz:

“Se por acaso vós Judeus Natzirii, quiser se unir conosco, é necessário que essa peseach espúria de vocês seja mudada para o dia de nossa Páscoa verdadeira, se não aceitares a nossa proposta, não poderemos continuar convosco, que Deus vos ajude.”

Os padres católicos, e o vaticano cuidam capiciosamente que isto seja cumprido a risca, pois ao longo da história nunca a peseach caiu na páscoa católica, eles vigiavam muito essa questão, legado dado pelo próprio Constantino. Uma cópia dessa carta, esta nas minha mãos, são duas paginas do próprio punho do imperador e o problema ali exposto é a data da páscoa ou seja a imposição do seu calendário solar. A profecia teve ali seu cumprimento,

pois todos sabem a história que eles impuseram esse calendário e mudaram O Shabatot e as festas santas, para as seis festas de Há.Satan: Natal, carnaval, páscoa, são João, primeiro do ano e o domingo solar, dia de descanso pagão ate o dia de hoje.

Para entendermos melhor a situação e como o Eterno de Israel vigia sobre seu povo para cumprir seus andamentos, estatutos e juízos, vamos mergulhar na historia e façamos um drashar profundo para saber e conhecer como era o processo real da contagem do tempo para sabermos exatamente em que dia cai a peseach. É importante dicionarmos aqui que se você erra a data da peseach, você erra todas as datas das outras 6 festas, com a primeira 7. Um exemplo de como se contava a peseach é o modelo até hoje dado por Elohim a Israel, vejamos a seguir no exemplo moderno, copiado desde a época de Moshé:

Início do 1º Mês Bíblico

A Lua Nova foi avistada em Israel a 4 de Abril de 2011 às 19h28 do Monte Ezequias por Nehemia Gordon e ás 19h29 por Yoel Halevi. A lua foi ainda avistada de Ashdod por Magdi Shamuel às 19h40.

Hoje é portanto o 1º dia do 1º mês bíblico.

Datas das Solenidades de YHWH para esta Primavera: Pesach (Páscoa) - na noite de 18 para 19 de Abril Chag HaMatzot (Pães Asmos) - do pôr-do-sol de 18 de Abril até ao pôr-do-sol de 25 de Abril Shavuot (Pentecostes) - do pôr-do-sol de 11 de Junho até ao pôr-do-sol de 12 de Junho

Chodesh Sameach!

(Feliz Lua Nova)

É assim se conta a festa de Peseach a partir da data que ela é vista pela primeira vez, assim sendo as outras festas são datadas a partir deste marco inicial.

O que acontece é que tem um grupo por aí de pessoas mal informada criando doutrinas satânicas e errada para desviar as pessoas da caminho do Eterno...

Essas pessoas inventam:

1) O primeiro dia da criação era a quarta feira, e sendo assim contando sete dias, o sábado vai cair Na terça feira e eles guardam esse dia e ensinam um monte gente a guardar o dia errado, que coisa terrível.

2) Eles chamam isso de calendário lunar

3) Enganam a milhares de pessoas pegam o texto fora do contexto nos outros versos das Escrituras, e as trevas riem deles.

O grande problema é: eles considerarem quarta feira o primeiro dia da criação. Vejam querido leitor eles sempre se opõe ao Eterno, O próprio criador estabeleceu. O Yom H.shom o primeiro dia da criação e a luz que foi estabelecida, era exatamente as 22 letras, que são fótons neutrinos (que foi e é a matéria prima da criação de todo nosso universomposto de muon, electrom, esterom e espectrom ) Eles se opõe ao próprio Elorrim no estabelecimento do seu primeiro dia da Criação, esquecendo que a palavra hebraica Barah, ( Beit=2 Resh=200 alef =1) some o numero final igual 5, isto é, Criar=5 é feito de uma guimatria que é igual a 5, pois a criação da natureza foi assim feita em 5 dias no sexto criou o homem e no sétimo descansou.

Existem na Torah quatro níveis de interpretação das Escrituras que são a base e o fundamento central de sua compreensão, que se harmoniza como todo, o primeiro fundamento é chamado de P.shat, significa simples, é o nível de compreensão direta da leitura das Sagradas Escrituras. Ex: “E disse: Tu és Keifá e sobre esta pedra...” (Mt. 16:18).

Remez: É o segundo nível que significa: se aprofunde mais. Ex: de remez é as parábolas, comparações metáforas etc... Ex: Bereshit (Gn. 3:15).

Drash: Pesquise (Profecias)

Sod: Significa oculto, se refere aos códigos bíblicos secretos, colocados pelo Eterno na Sua palavra; entre os códigos estão a guimátria, que era e é muito empregada pelos profetas.

Por conseguinte, vamos considerar a aplicação destes quatro níveis de interpretação, para entender melhor sobre o assunto.

Os primeiro Rabinos a pesquisar esse assunto e a se interessar pelo mesmo foi Bachya e Weissmandl, esse último, escreveu seu primeiro livro 23 anos antes sobre o assunto. A codificação que esta dentro da Torah no nível sod (Oculto) comentada por Bachya parecia bastante simples à superfície, mas tinha extraordinárias implicações quanto ao tipo de detalhes que poderiam ser encontrada na Torah através do códigos ali colocados pelo Eterno, através do “Salto de Letras”.O código descrito por Bachya era composto de quatro letras, separadas por um intervalo de 42 duas letras, começando com a primeira letra da passagem da abertura do Gênesis: “1Bereshit bará „Elo(rr)hím(i) et há shamaym v.et há aretz.[ No princípio criou „Elo(rr)hím(i) os céus e a terra ]”

A antiga tradição Judaica sustentava que essas passagens não só descrevia a criação em geral, mas, guando adequadamente “deCodificadas”, revelam detalhes explícitos da criação, em particular a exata duração dos acontecimentos e ciclos astronômicos críticos. Dizia-se que nessa passagem continha o nome de Elohim com 42 letras codificadas, e a tradição afirmava que nome se referia as atividades de Elohim Adonai durante a criação e mesmo antes dela, estabelecendo as épocas e as estações.

O código especifico citado por Bachya tinha quatro letras (B)Beith,(H) Hei, (R)resh (D)dalet f... cada uma delas em intervalos de 42 letras.

Essas quatro letras representavam um numero e a partir desse numero podia-se calcular a duração do mês lunar. A duração do mês lunar, que é compatível com essa decifração, e tem sido usada a milênios pelos judeus, difere dos cálculos de culturas vizinhas, baseados na astronomia, que remontam à época do exílio na babilônia. Assim sendo onde os Judeus obtiveram seu numero e por que se mantiveram fieis a ele?

A Torah oral sustenta que guando Elohim criou a escrita, Ele também deu a Moshé informações adicionais, que não deveriam ser escritas e que seriam necessárias para adequar o cumprimento dos mandamentos. Essas informações adicionais formam o núcleo da tradição oral. Elohim também teriam explicados que dentro da Torah escrita sempre poderiam ser encontradas pistas para todas as coisas reveladas oralmente. A duração do ciclo lunar era parte dessas informações.

Veja o Midrash Sod H.Ibbur: O Mistério da lua nova

“O senhor disse a Moshé e a Aarão: “...este Mês será para vós o começo dos meses...” e no momento em que Moshé, nosso mestre, recebeu esta ordem, o Eterno, Abençoado seja Ele, transmitiu-lhe as regras exatas para intercalação da Lua Nova. Assim Ele deu a conhecer a Moshé o método para estabelecer as épocas e as estações.”

No século IV Hillel deu um passo extraordinário para preservar a unidade de Israel. Para impedir que os judeus espalhados por toda superfície da terra celebrassem suas luas novas, festas, shabatot diferentes das datas que o Eterno Deu a Moshé etc..Hillel tornou público o sistema de calculo do calendário, que até então foi mantido no mais alto sigilo. (Arthur Spier, The comprehensive hebrew calendar, twentieth second century 5860) Nechunnya ben-HaKanah , que viveu na Judéia no século I, logo após a destruição de Israel pelos Romanos. Além de ser um especialista em diversos assuntos, afirmava especificamente se uma pessoa soubesse usar corretamente o nome com 42 letras encontraria a chave para a “ épocas e estações”. Contudo, a visão judaica tradicional atribui um profundo respeito à capacidade de calcular as estações e os meses, detectando e qualificando com precisão as relações entre o fluxo e o refluxo da lua (Tempos e as estações). Esse calculo racional, não mágico, é chave que liberta a mente para a contemplação do Eterno em sua beleza.

Verdadeiramente a duração do ciclo lunar “sinódico” de uma conjunção sol-lua até a seguinte é extremamente difícil de medir e calcular. Isso ocorre porque toda a revolução mensal da lua sobre a terra difere ligeiramente da anterior. Como diz o Talmude: o sol sabe o momento de descer, mas a lua não. A variabilidade lunar há muito tem desnorteado os astrônomos, temos que levar isso em conta.

Com o desenvolvimento das técnicas modernas de aproximação numérica que exigem computadores de alta velocidade, podemos agora gerar uma equação orbital boa e suficiente. Em 1923 antes do advento da computação mecânica, as equações calculadas a mão usavam 1500 termos para chegar uma aproximação. As aproximações atuais usam 6000 termos. Por causa dessas complicações, as estimativas cientificas para o mês lunar médio sofrem variações inevitáveis. Apesar disso, através de uma serie de cálculos complexos, a tradição oral judaica já sustentava que a duração média de um ciclo lunar era de: 29,53059 dias que corresponde ao que o Rambam descobriu, o grande Rabino. Em seu texto sobre o assunto, Maimônides (Rambam), deu-se o trabalho de enfatizar que o método produz uma média para o ciclo lunar.

Se esse numero 29,53059 dias para o mês lunar, não resulta na teoria e observação planetária, então de onde ele veio? Sabe-se sem sombras de duvidas que esse valor exato remonta muito antes do primeiro século, as evidências indicam que ele é muito mais antigo.

Tanto os babilônicos como os gregos daquela época tinham sistema de calendários, que compartilham muitas características com o calendário judaico. O problema com as sugestões dos estudiosos é que, embora próximos, nem o valor grego e nem o valor babilônico são exatamente o mesmo usado pelos os judeus. Isso prova que os judeus de fato não tomaram seus números dos gregos e dos babilônicos. Durante milênios o judeus se mantiveram fies aos primeiros números. Agora Quanto valor exato do mês Lunar em que bases se apegava o Rambam ao valor transmitido pela Torah oral?

A antiga resposta todas as essas perguntas é simplesmente não obtiveram de ninguém a duração do mês lunar. Pelo contrario, dizia-se que guando Elohim deu a Moshé a sequência de letras da Torah, Ele lhe deu também todas as explicações necessárias quanto ao que havia nela e como deveriam ser usadas. Maimônides em sua maior obra

A Mishne Torah, que estabeleceu os 613 mandamentos, poder-se-ia esperar que o valor ordenado do mês lunar no estabelecimento do calendário, tivesse alguma confirmação na Torah ocultamente codificada, e foi isso que aconteceu. O Rabino Weissmandl descobriu essa codificação e tomou como base o livro da Bachya.

Conclusão I (Baseado no livro a verdade por detrás do código da bíblia, Dr. Jeffrey Santinover)

A data critica, e como usá-la, estava contida no midrash Sod HaIbbur(mistério da lua nova)

durante muito tempo foi mantida em segredo dos babilônicos e dos gregos e dos romanos, todos estes suspeitavam que ele pudessem ser misteriosamente exata.

Por volta de 1582 tornou-se necessária uma segunda serie de reforma no calendário, a fim de eliminar dez dias acumulado desde a reforma do anterior calendário Juliano. O papa Gregório XIII ordenou que aqueles dez dias fossem eliminados e assim se fez. Contudo, o ciclo semanal não foi rompido. Porem Constantino, ao calcular o calendário Juliano cuidou que nunca a Peseach Judaica caísse no mesmo dia que a páscoa cristã paganizada. Até hoje

esse ditado é dito entre eles:

 

“É melhor errar com a lua do que acertar com os Judeus”

Assim sendo, o SOD HaIbbur identifica certos momentos críticos do relato da criação, que vai se desenrolando até o instante especial, segundo a tradição oral, em que Elohim criou o tempo. A maior parte dos ensinamentos de Gamaliel, refere-se aos detalhes usados para calcular os tempos e as estações, e para lidar com aqueles que erram no calculo, com brandura, pois é muito fácil errar. Shaul foi aluno de Gamaliel e conhecia perfeitamente esse calculo que era passado aos alunos.

A Bri.t Hadshá contem muitas alusões aos tempos e as estações, especialmente nas passagens proféticas, mas nada diz sobre métodos para calculá-los. Se existe algo como data de partida original, ela seria muito útil. Mas onde poderíamos encontrar essa data de partida, o ano, mês, o dia da semana(sábado do sétimo dia) minuto e segundo da primeira lua nova? Do ponto de vista cientifico a pergunta em se é absurda.

Porem, a tradição oral sabe que essa data existe e esta no relato bíblico da criação. E afirma:
Que a primeira lua nova ocorreu, num momento especifico da sexta manhã da criação, quando o homem foi criado, e não quando o sol e a lua foram colocados no firmamento, no quarto dia. E afirma quando isso aconteceu, exatamente no fim da sétima hora da manhã do sexto dia da criação(quatorze horas depois do pôr do sol do quinto dia). Em hebraico é escrito como vid : CI¦E¡

Que significa 6/14.

Esse é o instante exato que o relógio lunar começou a tiquetaquear tem sido transmitido de sábio para sábio através de milênios e foi registrados em inúmeros lugares. Desse ponto em diante, o tempo de qualquer lua nova pode ser calculado tomando-se o numero total de meses decorridos e multiplicando por 29,53059.

Temos portanto a seguir o seguinte calculo. Se 29,53059 é o numero correto dias na média de longo prazo para o mês lunar e se 6/14(sexto dia décima quarta hora) é o tempo correto da primeira lua nova depois da criação, então a primeira lua nova ocorreu 354,04308. que data e tempos são estes? O Rambam explica:

“A primeira conjunção com que começas, contudo, é a conjunção do primeiro ano primordial da criação, que ocorreu na quinta hora e ducentésima quarta parte de uma hora da noite de segunda feira em numerais 2d 5h 204pem hebraico C..XD A

É o ponto de partida partida para o calculo.”

Uma vez que o calendário judaico trata o sexto da criação, quando Elohim fez o homem como o primeiro dia do começo do mundo, esse calculo tem a vantagem pratica de fazer os cálculos lunares subseqüentes se alinharem uniformemente com os anos.

Nessa primeira conclusão, queremos deixar claro, que com o advento das modernas técnicas cientificas e por fim dos satélites a duração do mês lunar é calculada com precisão cada vez maior, como indica a NASA no livro supra citado, pag280.

Muitos estudiosos do assunto estão se pegando Matytyahu 26 e cita o momento em que Yeshua disse aos talmidins: “Daqui a dois dias é Peseah....”Essas pessoas desconhecem que as fontes Almeidas oriunda de Jerônimo e da Septuginta é extremamente adulterada e contraditora, prova disso temos:

Mateus 26:17 E, no primeiro [dia da festa] dos pães ázimos, chegaram os discípulos junto de Jesus, dizendo: Aonde queres que façamos os preparativos para comer a Páscoa? 18 E ele disse: Ide à cidade a [um] certo homem e dizei-lhe: O Mestre diz: O meu tempo está perto; em tua casa celebrarei <farei> a Páscoa (pessach) com os meus discípulos.

19 E os discípulos fizeram como Jesus lhes ordenara <mandara> e prepararam a Páscoa.

20 E, chegada a tarde, assentou-se à [mesa] com os doze.

João 13:1 Ora, antes da festa da Páscoa, sabendo Jesus que [já] era chegada a sua hora de passar deste mundo para o pai, como havia amado os seus que estavam no mundo, amou-os até ao fim.

29 porque, como Judas tinha a bolsa, pensavam alguns que Jesus lhe tinha dito: Compra o que nos é necessário para a festa ou que desse alguma coisa aos pobres.

João 19:14 E era a preparação da Páscoa e quase à hora sexta; e disse aos judeus: Eis aqui o vosso rei. 15 Mas eles bradaram: Tira, tira, crucifica-o. Disse-lhes Pilatos: Hei de crucificar o vosso rei?

Responderam os principais dos sacerdotes: Não temos rei, senão César.

Comentário: A festa de pesseach é comemorada no 15º dia do primeiro mês. O primeiro dia é chamado de Pães Ázimos, onde todo o fermento era removido dos lares durante sete dias, a contar do 15º dia do primeiro mês. O cordeiro era morto um dia antes, que era o dia 14º do primeiro mês e representava o Mashiach. Uma pergunta!! como o Mashiach morreria no dia 14, e comeria com os discípulos o Kidush de peseach no dia 15, se Ele mesmo disse que ressuscitaria ao terceiro dia. João 19:14 E era a preparação da Pesseach e quase à hora sexta; e disse aos judeus: Eis aqui o vosso rei. Perceba, que neste texto o tradutor está em plena harmonia com o mandamento da Torah. Agora observe Mateus 26:17 E, no primeiro [dia da festa] dos pães Ázimos, chegaram os discípulos junto de Yeshua, dizendo: Aonde queres que façamos os preparativos para comer a Pesseach?

Que contradição! Se o dia dos pães ázimos é exatamente o dia 15 do primeiro mês, conforme Êxodo 12, e o cordeiro(Yeshua) morria um dia antes que é o dia 14, exatamente o dia que Ele foi morto, e próprio texto de João 19:14 confirma este fato, veja “ E era a preparação da Pesseach e quase à hora sexta; e disse aos judeus: Eis aqui o vosso rei.”

Conclusão Final:

Os calendários realmente foram mudados, nisso não discordamos e vivemos sob ditadura de um calendário extremamente paganizado, isto é, o calendário solar.

É verdade que nesse nosso calendário, as datas das festas mudam de acordo com os cálculos da lua nova, agora dizer que as datas, estão erradas na atualidades, e que os judeus por ter um calendário luni-solar esta com as datas erradas com toda a precisão tecnológica atual e os argumento da transmissão dos cálculos dado pelo Eterno a Moshé é muita presunção, estas pessoas então terão que responder algo intrigante, como aconteceu exatamente a peseach esse ano num mesmo dia de um Bircat Hamain, coisa que história só aconteceu três vezes vejas a reportagem em espanhol e me responda:

Grandes rabanim en todo el mundo, en especial aquí en Israel, dicen que la guerra de Gog y Magog es inminente, que Mashiaj ya está entre nosotros, y que los judíos de la diáspora tienen que empezar a prepararse porque la diáspora estaría por terminar en un plazo de uno a dos años.

"Por cuanto tú has dicho: estas dos naciones, y estos dos países serán míos, y los poseeremos, aunque el Eterno haya estado allí" (Yejezkel 35:10).

1. Según el Raavad, comentarista medieval del Rambam, en su libro Imrei Bina, la llegada del Mashiaj se producirá en el año del Yovel Rabati, que cae exactamente este año (5769).

2. La bendición del sol (Birkat Hajama) se realiza cada 28 años. A lo largo de toda la historia de la humanidad, en dos oportunidades cayó el 14 de Nisan, Erev Pesaj. La primera vez, cuando los judíos tuvimos la geulá de Egipto. La segunda vez, el año del milagro de Purim y la salvación del decreto de exterminio de Haman. La tercera vez será este año en Erev Pesaj, el miércoles 8 de abril. Nuestros sabios remarcan que observando los calendarios, esta será la última vez en la historia que esta bendición se realizará en Erev Pesaj. Cuando el Rav Ovadia Yosef shlita se enteró de que Birkat Hajamá, este año cae en Erev Pesaj, se puso a llorar como un niño.

3. Acorde al Zohar hakadosh, en los días previos a la redención, 5 tzadikim van a ser asesinados en una sinagoga y 32 días luego de ello comenzaría una guerra que desencadenaría la guerra de Gog y Magog.

Este año, 32 días después del asesinato en el Beit Jabad de Bombay, durante Januca, comenzó la guerra de Gaza, con un resurgimiento voraz e inusual del antisemitismo internacional. Cientos de miles de personas manifestando por las calles de todo el mundo no solo contra Outra coisa importante, esses indivíduos que inventam doutrinas sconhecem que o sábado de lua nova, nada tem haver com o sétimo dia que cai na terça feira como eles querem. O sábado de lua, significa:

1) Sábado descanso solene ou seja, existem dois tipos de sábado o sábado fixo sétimo dia e o sábado de festas que são as seis outras festas estabelecidas pelo Eterno, a partir da contagem da primeira Lua nova como supra citado acima.

2) Assim fica estabelecido o sábado do sétimo dia é sábado fixo, tem sua fixação desde a criação...
3) Sábado das festa são mutáveis, variando de acordo com a lua nova.

Eles especulam, contudo, especular é bom provar é difícil...

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Shalom

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