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AS ORIGENS DO RITUAL NA IGREJA E NA MAÇONARIA

Ter, 30 de Agosto de 2011 00:47
Helena Petrovna Blavatsky

Parte I
Os teosofistas são muitas vezes injustamente acusados de infiéis e mesmo de ateus. É um grave erro, especialmente em se tratando de última acusação.
Numa Sociedade importante 1, formada de membros pertencentes a tantas raças e nacionalidades diferentes; numa associação onde cada homem e cada mulher é livre de crer o que prefere, e de seguir ou não, segundo seu desejo, a religião sob a qual nasceu e foi educado, há pouco lugar para o ateísmo. Quanto à acusação de "infiel", é contra-senso e fantasia. Para demonstrar o ABSURDO, basta-nos pedir a nossos difamadores que nos mostrem, no mundo civilizado, a pessoa que não seja considerada "infiel" por alguém pertencente a uma fé diferente. Quer se trate dos círculos altamente respeitáveis e ortodoxos, ou da "sociedade" que se diz heterodoxa, será sempre o mesmo. É uma acusação mútua, tácita e não abertamente expressa; uma espécie de raquetes mentais, onde cada um devolve a bola num silêncio educado.
Em realidade, nenhum teosofista ou não-teosofista pode ser "infiel", e por outro lado, não há ser humano que não o seja na opinião de um sectário qualquer. Quanto à acusação de ateísmo, é outro caso.
Que é ateísmo?, perguntamos em primeiro lugar. Será o fato de não se crer na existência de um Deus ou deuses, e de negá-la, ou será simplesmente a recusa em aceitar uma deidade pessoal, segundo a definição um tanto violenta de R. Hall, que define o ateísmo como um "sistema feroz que nada deixa ACIMA de nós, para inspirar o terror, e nada ao nosso redor para despertar a ternura"! Isso é duvidoso para a maior parte dos nossos membros, caso se aceite a primeira condição, pois que os da Índia e Birmânia, etc., acreditam em deuses, em seres divinos e temem alguns deles.
Assim, também, um grande número de teosofistas ocidentais não deixaria de confessar sua crença completa em espíritos planetários ou do espaço, fantasmas ou anjos. Muitos dentre nós aceitam a existência de inteligências
1 A Sociedade Teosófica (do tempo de Blavatsky).
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superiores ou inferiores, de Seres tão grandes quanto qualquer Deus "pessoal". Isto não é segredo. A maior parte dentre nós crê na sobrevivência do Ego espiritual, nos Espíritos Planetários e nos NIRMANAKAYAS, esses grandes Adeptos de eras passadas, que, renunciando seus direitos ao Nirvana, permanecem nas esferas em que vivemos, não como "espíritos", mas como Seres espirituais humanos completos.
Eles permanecem tais como foram, excetuando o que se refere a seus invólucros corporais visíveis, que abandonaram a fim de ajudar a pobre humanidade, na medida em que essa ajuda possa ser dada, sem ir de encontro à Lei Kármica. Essa é realmente a "Grande Renúncia", um incessante sacrifício consciente através dos EONS e eras, até o dia em que os olhos da humanidade se abrirem e, em lugar de um pequeno número, TODOS reconhecerem a Verdade Universal. Se permitissem que o fogo que anima os nossos corações, como idéia do mais puro de todos os sacrifícios, fosse inflamado pela adoração e oferecido sobre um altar elevado em sua honra, esses seres poderiam ser considerados como Deus ou Deuses. Mas, não o querem. Em verdade, é somente no imo do coração que se deve elevar, neste caso, o mais belo Templo de Devoção; qualquer outra coisa não seria mais que ostentação profana.
Consideremos agora outros Seres invisíveis, dos quais alguns estão muito acima e outros muito abaixo na escala da evolução divina. Dos últimos, nada podemos dizer; quanto aos primeiros, nada nos podem dizer, porquanto nós não existimos perante eles. O homogêneo não pode ter conhecimento do heterogêneo, e (a não ser que aprendamos a fugir do nosso invólucro material para "comungar" de espírito a espírito) não podemos esperar conhecer sua natureza real.
Mas, todo verdadeiro teosofista afirma que o Eu Superior divino de cada homem mortal é da mesma essência que a desses Deuses. O Ego encarnado, dotado de livre arbítrio, possuindo, por isso, maior responsabilidade, é, a nosso ver, superior, e até, talvez, mais divino que qualquer INTELIGÊNCIA ESPIRITUAL que ainda espera a encarnação. Do ponto de vista filosófico, a razão é clara, e todo metafísico da escola oriental a compreenderá. O Ego encarnado está na dependência das dificuldades que não existem para a pura Essência divina não associada à matéria; neste caso, não há nenhum mérito pessoal, ao passo que o Ego em encarnação está no caminho de seu aperfeiçoamento final através das provações da existência, da tristeza e do sofrimento.
As Origens do Ritual na Igreja e na Maçonaria 4
A sombra do Karma não pode se estender sobre o que é divino, isento de qualquer ligação e tão diferente do que somos que não pode haver entre nós relação alguma. Quanto a essas deidades, que no Panteão esotérico hindu são consideradas finitas e, por conseguinte, submetidas ao Karma, jamais um verdadeiro filósofo consentirá em adorá-las; são figuras e símbolos.
Seremos nós, então, considerados ateus porque, crendo nas Falanges Espirituais - nesses seres que vieram a ser adorados na sua coletividade como um Deus PESSOAL - recusamo-nos terminantemente a considerá-las como representantes do Uno Incognoscível? Porque afirmamos que o Princípio Eterno - o TODO NO TODO DO PODER ABSOLUTO, DA TOTALIDADE - não pode ser expresso por palavras limitadas, nem por ter por símbolo qualquer atributo condicionado e qualificativo? Ainda mais, deixaremos passar sem protesto a acusação de idolatria que atiram sobre nós os católicos romanos, os quais seguem uma religião tão pagã quanto a dos adoradores dos elementos do sistema solar? Católicos, que tiraram o seu credo, aliás, diminuído e dissecado, do paganismo existente há muitas eras antes do ano I da Era Cristã; católicos cujos dogmas e ritos são os mesmos que os de qualquer nação idólatra - se é que alguma ainda existe.
Sobre toda a superfície da Terra - do Pólo Norte ao Pólo Sul, dos golfos gelados dos países nórdicos, às planícies tórridas do sul da Índia, na América Central, na Grécia e na Caldéia - era adorado o Fogo Solar, como símbolo do Poder Divino, criador da vida e do amor. A união do Sol (o espírito - elemento masculino) com a Terra (a matéria - elemento feminino) era celebrada nos Templos do Universo inteiro. Se os pagãos tinham uma festa comemorativa dessa união - a festa que celebravam nove meses antes do Solstício de Inverno, quando se dizia que Ísis tinha concebido - também a têm os católicos romanos.
O grande e SANTO DIA da ANUNCIAÇÃO, o dia no qual a "Virgem Maria" recebeu o favor de (seu) Deus e concebeu o "Filho do Altíssimo", é celebrado pelos cristãos NOVE MESES ANTES DO NATAL. Donde vêm a adoração do fogo, das luzes e lâmpadas nas igrejas? Por que isso? Porque Vulcano, o Deus do Fogo, desposou Vênus, a deusa do mar; e é por essa mesma razão que os Magos velavam o Fogo Sagrado como as Virgens vestais do Ocidente. O Sol era o "Pai" da eterna Natureza Virgem-Mãe; Osíris e Ísis; Espírito-Matéria, este último adorado sob seus três aspectos pelos pagãos e cristãos. Daí vêm as Virgens - dá-se o mesmo no Japão - vestidas de azul estrelado, apoiadas sobre o crescente lunar, símbolo da Natureza feminina (em seus três
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elementos: ar, água e fogo); o Fogo ou o Sol, macho, fecundando-a anualmente pelos seus raios luminosos (as "línguas de fogo" do Espírito Santo).
No KALEVALA, o mais antigo poema épico dos finlandeses de Antigüidade pré-cristã, o que nenhum erudito poderá duvidar, fala-se dos deuses da Finlândia, dos deuses do ar e da água, do fogo e das florestas, do céu e da terra. Na magnífica tradução de J. M. Grawford, Rume L. (vol. 11), o leitor achará a lenda inteira da Virgem Maria em:
MARIATTA, filha da beleza
Virgem-Mãe das Terras Nórdicas... (p. 720)
Ukko, o Grande Espírito, cuja moradia é em Yûmala (o Céu ou Paraíso), escolhe como veículo a Virgem Mariatta para se encarnar por meio dela em Homem-Deus. Ela concebe colhendo e comendo uma baga vermelha (marja). Repudiada pelos pais, dá nascimento a um "FILHO IMORTAL" numa MANJEDOURA DE ESTÁBULO. Mais tarde, o "Santo Menino" desaparece e Mariatta se põe a procurá-lo. Ela pergunta a uma estrela, a "Estrela diretriz dos Países Nórdicos", onde se esconde o "Santo Menino", mas a estrela irritada responde-lhe:
Se eu soubesse, não t'o diria
Foi teu filho quem me criou
No frio, para brilhar sempre...
e nada mais diz à Virgem. A lua dourada tampouco consente em ajudá-la, pois o filho de Mariatta a criou e deixou no grande céu:
Aqui para vagar nas trevas,
Para vagar sozinha à noite,
Brilhando para o bem dos outros...
Somente o "Sol Prateado", tendo pena da Virgem-Mãe, lhe diz:
Acolá está a criança dourada
Lá repousa dormindo teu Santo-Menino
Encoberto pela água até a cintura
Escondido pelos caniços e juncos...
Ela traz de volta o Santo-Menino e, enquanto o chama de "Flor", outros o nomeiam o FILHO DA DOR.
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Estaremos em presença de uma lenda pós-cristã? Absolutamente não, pois, como já foi dito, trata-se de uma lenda DE ORIGEM ESSENCIALMENTE PAGÃ e reconhecidamente pré-cristã.
Resulta que, com tais dados literários em mão, devem cessar as acusações sempre repetidas de idolatria e ateísmo. Aliás, o termo idolatria é de origem cristã. Foi empregado pelos primeiros nazarenos durante os dois primeiros séculos e metade do terceiro da nossa era, contra as nações que usavam templos e igrejas, estátuas e imagens, porquanto os primitivos cristãos não possuíam, NEM TEMPLOS, NEM ESTÁTUAS, NEM IMAGENS, e sentiam horror por essas coisas.
Por conseguinte, o termo "idólatras" convém mais aos nossos acusadores que a nós mesmos, como o provará este artigo. Com suas Madonas em todas as esquinas, seus milhares de estátuas de Cristo e Anjos de todas as formas, até a de Santos e Papas, é bastante perigoso para um católico acusar um hindu ou budista de idolatria.
Essa asserção deve agora ser provada.
Parte II
Podemos começar pela origem da palavra Deus (GOD).
Qual a significação real e primitiva desse termo? Suas significações e etimologias são tão numerosas quanto variadas. Uma delas nos mostra a palavra derivada do termo persa muito antigo e místico: GODA, que quer dizer "ele mesmo", ou alguma coisa emanada por si mesma do Princípio Absoluto. A raiz da palavra é GODAN, donde Wotan e Odin, cujo radical oriental quase não foi alterado pelas raças germânicas. Foi assim que desse radical fizeram GOTZ, donde derivaram o adjetivo GUT, "Good" (bom), assim como o termo GOTA ou ídolo. Da Grécia antiga, as palavras ZEUS e THEOS conduziram à palavra latina Deus. Esse GODA, a emanação, não é e nem pode ser idêntico à coisa da qual emana, e, por conseguinte, é apenas uma manifestação periódica, finita. O antigo Aratus, que escreveu "cheios de Zeus estão todas as ruas e mercados freqüentados pelos homens; cheios d'Ele estão os mares e também os portos", não limita a divindade a um só reflexo, temporário em nosso plano terrestre como ZEUS, ou mesmo seu antecedente DYAUS, mas estende-a ao Princípio Universal, onipresente. Antes de DYAUS - o Dus radioso (o céu) - ter atraído a atenção do homem, existia o Tat védico ("isso", que, para o Iniciado e o filósofo não tem nome definido, e é a noite absoluta, oculta sob cada radiante luz manifestada. Mas, tanto quanto o místico Júpiter, último reflexo de Zeus-Surya, o Sol - a primeira manifestação do mundo de MAYA, o filho de Dyaus - não podia deixar de ser chamado o "Pai" pelo ignorante.
Assim, o Sol tornou-se rapidamente sinônimo de Dyaus, e com ele se confundiu: para alguns, foi o Filho, para outros, o "Pai" no céu radioso. Dyaus-Pitar, o Pai no Filho e o Filho no Pai, mostra, entretanto, sua origem finita, pois que a Terra lhe foi designada por esposa. Foi durante a plena decadência da filosofia metafísica que DYAVAPRITHIVI, "o Céu e a Terra", começaram a ser representados como os pais cósmicos, universais, não somente dos homens, mas também dos deuses. A concepção original da causa ideal, que era abstrata e poética, caiu na vulgaridade. Dyaus, o céu, tornou-se rapidamente Dyaus, o Paraíso, a mansão do "Pai", e finalmente, o Pai mesmo. Em seguida, o Sol se tornou o símbolo deste último, recebendo o título de DINA KARA, "aquele que cria o dia", de Bhâskara, "aquele que cria a luz", e desde então, o Pai de seu Filho e vice-versa.
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O reino do ritualismo e do culto antropomórfico foi daí por diante estabelecido, e finalmente domina o mundo inteiro, estendendo sua supremacia até nossa era civilizada.
Sendo tal a origem comum, nada mais nos resta que estabelecer o contraste entre as duas divindades - o Deus dos gentios e o Deus dos judeus - e, julgando-as segundo sua própria definição, concluiremos intuitivamente qual deles se aproxima mais do ideal máximo.
Citaremos o coronel Ingersoll, que colocou Jehovah e Brahma em paralelo. Das nuvens e das trevas do Sinai, Jehovah diz aos judeus:
"Não reconhecerás outros deuses fora de mim... Não te prosternarás diante deles, nem os servirás, pois, Eu, o Senhor, teu Deus, sou um Deus ciumento, transferindo as iniqüidades dos pais aos filhos até a terceira e quarta geração, para que Me temam".
Comparemos isso com as palavras que o hindu colocou na boca de Brahma:
"Eu sou o mesmo para todos os seres. Aqueles que honestamente servem outros deuses, involuntariamente me adoram. Eu sou Aquele que participa de toda adoração e sou a recompensa de todos os adoradores".
Analisemos esses textos. O primeiro, passagem obscura, onde se insinuam coisas que nascem do charco; o segundo, grande como o Firmamento, cuja abóbada está crivada de sóis.
O primeiro mostra o deus que obcecava a imaginação de Calvino, quando à sua doutrina da predestinação acrescentava a do inferno forrado pelos crânios das crianças NÃO BATIZADAS. As crenças e dogmas de nossas igrejas são, pelas idéias que implicam, mais blasfematórias que as dos pagãos MERGULHADOS NAS TREVAS...
Realmente, eles poderão adornar e mascarar quanto quiserem o Deus de Abrahão e Isaac, porém jamais serão capazes de refutar a asserção de Marcião, que nega ser o Deus do ódio o mesmo que o "Pai de Jesus". Seja como for, heresia ou não, o "Pai que está no céu" das igrejas, se tornou desde essa época uma criatura híbrida, uma mescla do JAVE (Júpiter) do povo, entre os pagãos, e do "Deus ciumento" de Moisés; exotericamente, o Sol, cuja mansão está nos céus, ou, esotericamente, o céu.
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O brilhante Dyaus, o Filho, não dá nascimento à luz "que brilha nas trevas"; ao dia, e não é ele o Altíssimo DEUS COELUM? E não é ainda a "TERRA", a Virgem sempre imaculada que, concebendo sem cessar, fecundada pelo ardente abraço de seu "Senhor" - os vivificantes raios do Sol - se torna na esfera terrestre, a mãe de tudo que vive e respira em seu vasto seio? Daí, no ritual, o caráter sagrado daquilo que ela produz: - o pão e o vinho. Daí vem também o antigo MESSIS, o grande sacrifício à deusa das colheitas (Ceres Eleusina, ainda a Terra): MESSIS para os Iniciados, MISSA PARA OS PROFANOS 2, que hoje veio a ser a missa cristã ou litúrgica. A antiga oferta dos frutos da terra ao Sol, o DEUS ALTISSIMUS, símbolo do G.A.D.U. dos franco-maçons de hoje, tornou-se a base do ritual, a mais importante dentre as cerimônias da nova religião. A adoração oferecida a Osíris-Ísis (o Sol e a Terra) 3, a Bel e à cruciforme Astartéa dos babilônios, a Odin ou Thor e Freya dos escandinavos, a Belen e à VIRGO PARTITURA dos celtas, a Apolo e à MAGNA MATER dos gregos, todos esses casais, com a mesma significação, passaram como representação corporal para os cristãos e foram transformados por eles em Senhor Deus, ou no Espírito Santo descendo sobre a Virgem Maria.
DEUS SOL ou SOLUS, o Pai, foi confundido com o Filho: na sua glória radiosa do meio-dia, o "Pai" tornou-se o "Filho" do Sol Levante, quando se dizia que ele "havia nascido". Essa idéia recebia sua plena apoteose anualmente, em 25 de dezembro, durante o solstício de inverno, quando o Sol, dizia-se - nascia e era o mesmo para os deuses solares de todas as nações. NATALIS SOLI INVICTE 4. E o "precursor" do Sol ressuscitado cresce e fortifica-se até o equinócio da primavera (*), quando o Deus-Sol principia o seu curso anual sob o signo de RAM ou Áries, na primeira semana lunar do mês.
O primeiro de março era festejado em toda a Grécia pagã, e suas NEOMENIA era consagradas a Diana. Pela mesma razão, as nações cristãs celebram sua festa de Páscoa no primeiro domingo que segue à Lua Cheia do equinócio da primavera. Da mesma forma que as festas pagãs, as vestimentas CANÔNICAS foram copiadas pelo Cristianismo. Pode ser isto negado? Na sua VIDA DE CONSTANTINO, Eusébio confessa, dizendo talvez a única verdade que jamais proferiu em sua vida, que "para tornar o Cristianismo mais atraente aos gentios, os sacerdotes (do Cristo) adotaram as vestimentas exteriores e os
2 De PRO, "antes", e FANUM, "templo", quer dizer, os não-Iniciados que se postam ao templo e não ousam entrar.
3 A Terra e a Lua, sua parente, são similares. Assim, todas as deusas lunares eram também símbolos que representavam a Terra (ver "Doutrina Secreta", Simbolismo)
4 Nascimento do sol invicto.
* No dia 21 de março, no Hemisfério Norte.
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ornamentos utilizados no culto pagão". Poderia igualmente ter acrescentado: seus rituais e dogmas.
Parte III
Ainda que não se possa reportar ao testemunho da história, é, no entanto, um fato histórico - pois um grande número de fatos relatados pelos antigos escritores o corrobora - ter o ritual da Igreja e da Franco-Maçonaria brotado da mesma fonte e se desenvolvido de mãos dadas...
A Maçonaria era simplesmente, em sua origem, um Gnosticismo arcaico ou um Cristianismo esotérico primitivo; o ritual da Igreja era e É um PAGANISMO EXOTÉRICO pura e simplesmente REMODELADO, pois não podemos dizer reformado.
Vejamos as obras de Ragon, um maçom legado ao esquecimento mesmo pelos maçons de hoje. Estudemos, colecionemos os fatos acidentais, mas numerosos, que se encontram nos escritores gregos e latinos; diversos deles eram iniciados, e a maioria, neófitos instruídos e participantes dos Mistérios. Vejamos, enfim, as calúnias, cuidadosamente elaboradas pelos padres da Igreja, contra os gnósticos, os Mistérios e seus iniciados, e acabaremos por descobrir a verdade. O Cristianismo foi fundado por um pequeno número de filósofos pagãos, que foram perseguidos pelos acontecimentos políticos da época, cercados e tiranizados pelos bispos fanáticos do Cristianismo primitivo, o qual ainda não possuía nem ritual, nem dogmas, nem igrejas.
Misturando da maneira a mais irreligiosa as verdades da religião-sabedoria, com as ficções exotéricas tão gratas às massas ignorantes, foram eles (os filósofos pagãos) que fundaram o primeiro ritual das igrejas e das lojas da Franco-Maçonaria moderna. Este último fato foi demonstrado por Ragon no seu ANTEOMNLAE da Liturgia moderna, comparada com os antigos mistérios, e mostrando o Ritual empregado pelos primeiros franco-maçons.
A primeira asserção pode ser verificada com ajuda de uma comparação entre os costumes em uso nas igrejas, os vasos sagrados, as festas das igrejas latinas e outras, e essas mesmas coisas nas nações pagãs. Mas, as Igrejas e a Franco-Maçonaria divergiram por completo, após haverem se constituído numa só unidade. Se alguém se espantar por um profano ter conhecimento disso, nós responderemos: o estudo da antiga Franco-Maçonaria e da Maçonaria moderna é obrigatório a para todo ocultista oriental.
A Maçonaria, apesar de seus acessórios e inovações modernas (particularmente a introdução nela do espírito bíblico) faz o bem, tanto no
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plano físico, como no moral; pelo menos era assim que agia faz apenas dez anos. É uma verdadeira ECCLESIA no sentido de união fraternal e de ajuda mútua, a única "religião" no mundo, se considerarmos o termo como derivado da palavra "religare" (ligar), pois que une todos os homens que a ela se filiam como "irmãos", sem preocupações da raça ou fé. Quanto a saber se ela não pôde fazer muito mais do que fez até hoje, com as enormes riquezas que tinha à sua disposição, isso não é da nossa alçada. Até hoje, nunca vimos mal algum saído dessa instituição, e ninguém, fora da Igreja Romana, jamais afirmou tal coisa. Pode-se dizer o mesmo da Igreja?
Que respondam à pergunta a história profana e a história eclesiástica.
Primeiramente, a Igreja dividiu a humanidade em Cains e Abels; massacrou milhões de homens em nome de seu Deus; o Deus dos Exércitos - em verdade, o feroz Jehovah Sabbaoth - e, em vez de dar uma força impulsiva à civilização, da qual seus fiéis se vangloriam orgulhosamente, retardou-a durante a longa e insípida Idade Média.
Somente sob os assaltos repetidos da Ciência e o prosseguimento da revolta dos homens, procurando libertar-se, é que a Igreja começou a perder terreno e não pôde impedir a luz por mais tempo. Suavizou, como ela própria o afirma, o "espírito bárbaro do paganismo"? Com todas as nossas forças, diremos: Não... Os Césares pagãos foram mais sôfregos de sangue ou mais friamente cruéis do que os potentados modernos e seus exércitos? Em que época se acharam milhões de proletários tão esfomeados como os dos nossos dias? Quando a Humanidade derramou mais lágrimas e sofreu mais que no período presente?
Sim, houve um dia em que a Igreja e a Maçonaria foram unidas. Foram então séculos de intensa reação moral, um período de transição onde o pensamento era tão incômodo como um pesadelo, uma idade de luta. Assim, quando a criação de novos ideais conduziu à aparente destruição de velhos templos e de velhos ídolos, em realidade o que se deu foi a reconstrução desses templos com a ajuda dos velhos materiais e a reabilitação dos mesmos ídolos sob novos nomes. Foi uma reorganização paliativa universal, mas somente "à flor da pele".
A história jamais nos dirá - mas a tradição e as pesquisas judiciosas nos ensinam - quantos semi-Hierofantes e altos Iniciados foram obrigados a se tornar apóstatas para assegurar a sobrevivência dos segredos da Iniciação. Praetextatux, procônsul da Arcádia, é digno de fé quando, no quarto século de
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nossa era, observou que "privar os gregos dos mistérios sagrados QUE LIGAVAM A HUMANIDADE INTEIRA, equivalia a privá-los da vida". Talvez os Iniciados o tivessem compreendido; ele se reuniram NOLENS VOLENS aos partidários da nova fé que começava a dominar, e agiram conseqüentemente.
Alguns judeus gnósticos helezinantes fizeram o mesmo, e assim, mais de um Clemente de Alexandria - um converso na aparência, mas de coração um ardente neoplatônico e filósofo pagão - tornaram-se os instrutores dos ignorantes bispos cristãos. Numa palavra, o converso A CONTRAGOSTO reuniu as duas mitologias exteriores, a antiga e a nova, e dando o amálgama à multidão, guardou para si as verdades sagradas.
O exemplo de Synesius, neoplatônico, nos mostra o que foram essas espécies de cristãos. Qual o sábio que ignora ou nega o fato de que o discípulo devotado e favorito de Hypatia - a virgem filósofa e mártir, vítima da infâmia de Cirilo de Alexandria - nem mesmo tinha sido batizado quando os Bispos do Egito lhe ofereceram o arcebispado de Ptolomáida? Todo estudante sabe que, depois de ter aceito a proposta sem refletir, mas somente dando o seu consentimento real por escrito, depois de suas condições aceitas, e seus futuros privilégios garantidos, é que finalmente foi batizado. Dentre essas condições, havia uma, a principal, que era realmente curiosa: que lhe fosse permitido SINE QUA NON a abstenção de professar as doutrinas cristãs nas quais ele, o novo Bispo, não acreditava. Assim, mesmo batizado e ordenado nos dogmas do diaconato, do sacerdócio e do episcopado, ele jamais se separou de sua mulher, jamais abandonou a filosofia platônica, e tampouco seus divertimentos (esportes), tão estritamente interditos a outros Bispos. Isso aconteceu no fim do século V.
Semelhantes concessões entre filósofos iniciados e sacerdotes reformados do judaísmo foram numerosas nessa época. Os primeiros procuravam manter seus juramentos prestados aos Mistérios, e sua dignidade pessoal. Para isso, eram obrigados a recorrer a compromissos lamentáveis com a ambição, a ignorância e a nascente vaga de fanatismo popular. Acreditavam na Unidade Divina, o Um ou SOLUS incondicional e incognoscível, e entretanto, consentiam em homenagear o Sol em público, o Sol que se movia entre seus doze apóstolos, os signos do zodíaco, ou os doze filhos de Jacó. O HOI POLLOI (o povo), mantido na ignorância do Único, adorava o Sol e cada um interiormente homenageava o Deus que antes honrara. Não era difícil transferir essa adoração das Divindades solares e lunares e de outras Divindades cósmicas, para os Tronos, Arcanjos, Dominações e Santos, ainda mais que essas Divindades siderais foram admitidas no novo cânone cristão com seus antigos
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nomes, quase sem mudança alguma. Assim é que, durante a missa, o "Grande Eleito" renovava em voz baixa sua adesão absoluta à Unidade Suprema Universal do "Incompreensível Artífice", e solenemente, em voz alta, pronunciava a palavra sagrada, enquanto seu assistente continuava o KYRIE dos nomes dos seres siderais inferiores que as massas deviam adorar.
Aos profanos catecúmenos que, poucos meses ou semanas antes, ofereciam suas orações ao Boi Apis e aos Santos Cynocéfalos, a Íbis Sagrada e a Osíris de cabeça de falcão, em verdade a águia de São João 5, e à Pomba Divina (a que paira sobre o cordeiro de Deus no batismo), lhes pareciam ser o desenvolvimento natural e o prosseguimento de sua própria zoologia nacional e sagrada, que haviam aprendido a adorar desde a sua infância.
5 É erro dizer-se que só depois do século XVI João Evangelista se tornou o Santo Patrono da Franco-Maçonaria. Há sobre o fato um erro duplo. Entre João, o "Divino", o "Vidente", o autor do Apocalipse, e João, o Evangelista, representado hoje em companhia da Águia, há uma grande diferença. João Evangelista é uma criação de Irineu, tanto quanto o 4o. Evangelho. Um e outro foram o resultado da disputa entre o Bispo de Lyon e os Gnósticos, e jamais poderemos saber quem foi o autor real do maior dos evangelhos. Mas, o que sabemos é que a águia é propriedade legal de João, o autor do Apocalipse, cuja origem remonta a séculos antes de Jesus Cristo, e foi reeditado somente antes de receber a hospitalidade canônica. Esse João, ou Johanes, era o patrono aceito por todos os gnósticos gregos e egípcios (que foram os primeiros construtores ou pedreiros do Templo de Salomão, como anteriormente o foram das pirâmides). A Águia, seu atributo - o mais arcaico dos símbolos - era o AH, o pássaro de Zeus, consagrado ao Sol por todos os antigos povos. Os Cabalistas Iniciados, mesmo entre os judeus, adotaram-na como o símbolo do Sephira Tiphi-e-reth, o AETHER Espiritual ou ar, como diz M. Myers na Kabbalah. Entre os Druidas, a Águia foi o símbolo da Divindade Suprema e uma parte desse símbolo se ligava aos Querubins. Adotado pelos gnósticos pré-cristãos, pode-se vê-lo aos pés do Tau do Egito, antes de ter sido posto no grau Rosa Cruz aos pés da cruz cristã. Além do mais, o pássaro do Sol, a Águia, é essencialmente ligado a cada deus solar; é o símbolo de todo vidente que olha na luz astral e ali vê a sombra do passado, do presente e do futuro, tão facilmente quanto a águia contempla o Sol.
Parte IV
Pode-se, pois, demonstrar que a Franco-Maçonaria moderna e o ritual da Igreja descendem em linha reta dos gnósticos iniciados, neo-platônicos, e dos Hierofantes que renegaram os mistérios pagãos, cujos segredos perderam, sendo conservados somente por aqueles que jamais aceitaram compromissos. Se a Igreja e a Maçonaria querem se esquecer da história de sua verdadeira origem, tal não o fazem os teosofistas. Eles repetem: a Maçonaria e as três grandes religiões cristãs herdaram os mesmos bens. As "cerimônias e palavras de passe" da Maçonaria, e as orações, os dogmas e ritos das religiões são cópias disfarçadas do puro paganismo (copiados e emprestados prontamente pelos judeus), e da teosofia neo-platônica. Igualmente, as "palavras de passe" empregadas hoje pelos MAÇONS BÍBLICOS, relacionadas com "a tribo de Judá", os nomes de "Tubal-Caim" e outros dignitários zodiacais do Antigo Testamento, não são mais que aqueles aplicados pelos judeus aos antigos Deuses da plebe pagã; não os Deuses dos Hierogramatas intérpretes dos verdadeiros mistérios. Acharemos a prova disso no que se segue. Os bons Irmãos Maçons dificilmente poderiam negar que, de nome, eles são SOLÍCOLAS, os adoradores do Sol nos céus, onde o erudito Ragon via o magnífico símbolo do G.A.D.U., como o é seguramente.
A única dificuldade para ele estava em provar - o que ninguém pode fazer - que o G.A.D.U. não era o Sol das quireras exotéricas dos PROFANOS, mas o SOLUS DO GRANDE EPOPTAE. Pois o segredo dos fogos de SOLUS, o espírito que cintila na Estrela Flamejante, é um segredo hermético, e a não ser que um maçom estude a verdadeira teosofia, esse segredo está perdido para ele. Nem mesmo as pequenas indiscrições de TTSHUDDI ele compreende. Hoje em dia, os maçons, com os cristãos, santificam o dia do SÁBBAT e o chamam dia do Senhor; entretanto, como qualquer um, ele sabem que o "SUNDAY" dos ingleses, ou o "SONNTAG" dos alemães, significa o DIA DO SOL, como há dois mil anos atrás.
E vós, reverendos bons padres, sacerdotes e bispos que chamais tão carinhosamente a Teosofia de "idolatria" e condenais, abertamente e em particular, seus adeptos à perdição eterna, podereis vangloriar-vos de possuir um simples rito, uma só vestimenta ou um vaso sagrado, seja na Igreja, seja no Templo, que não tenha vindo do paganismo? Não; seria demasiado perigoso afirmá-lo, não somente perante a história, como ante as confissões das autoridades sacerdotais.
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Recapitulemos, somente para justificar as nossas asserções. Du Choul escreve:
"Os sacrificadores romanos deviam confessar-se antes do sacrifício. Os sacerdotes de Júpiter usavam um chapéu preto, alto e quadrado, o chapéu dos Flamínios (ver os chapéus dos sacerdotes armênios e gregos modernos). A sotaina negra dos padres católicos romanos é a hierocarace preta, a roupagem dos sacerdotes de Mithra, assim chamada por ser a cor dos corvos (corax). O Rei Sacerdote de Babilônia possuía um sinete que trazia no dedo, um anel de ouro. Suas sandálias eram beijadas pelos potentados submissos a seu domínio; um manto branco, uma tiara de ouro com duas pequenas faixas. Os papas possuem o anel de ouro, as sandálias para o mesmo uso, um manto de cetim branco bordado de estrelas de ouro, a tiara com as pequenas faixas cobertas de pedras preciosas, etc... A vestimenta de linho branco (ALBA VESTIS) é a mesma dos sacerdotes de Ísis; os sacerdotes de Anúbis têm o alto da cabeça raspada (Juvenal), donde deriva a tonsura; a casula dos padres cristãos é a cópia da vestimenta que usavam os sacerdotes sacrificadores dos Fenícios, vestimenta chamada CALÁRSIS, que, presa ao pescoço, descia aos pés. A estrela dos nossos sacerdotes veio da vestimenta feminina usada pelos GALLI, os dançarinos do Templo, cuja função era a mesma do Kadashin judeu (para o verdadeiro termo, veja-se II Reis XXIII, 7); seus CINTOS DE PUREZA vêm do EPHODE dos judeus e da corda dos sacerdotes de Ísis; estes eram votados à castidade (sobre pormenores, ver Ragon)".
Os antigos pagãos usavam a água santa, ou lustral, para purificar suas cidades, seus campos, seus templos e os homens; tudo isso se pratica hoje nos países católicos romanos. As fontes batismais acham-se à porta de cada templo, cheias de água lustral e chamavam-se FAVISSES e AQUIMINARIA. Antes de oferecer o sacrifício, o Pontífice ou CURION (cura) mergulha um ramo de louro na água lustral para aspergir toda a piedosa congregação; o que era então chamado LUSTRICA e ASPERGILIUM, é hoje chamado hissope ou aspersório. Esse aspersório, nas mãos das sacerdotisas de Mithra, era o símbolo do LINGHAM universal; durante os mistérios, era mergulhado no leite lustral para aspergir os fiéis. Era o emblema de fecundidade universal; o uso da água benta no Cristianismo é, portanto, um rito de origem fálica. Ainda mais, a idéia subjacente nesse fato é puramente oculta, e pertence ao cerimonial mágico.
As purificações eram ultimadas pelo fogo, o enxofre, o ar e os elementos. Para obter a atenção dos deuses celestes, havia o recurso das abluções, e para conjurar e afastar os deuses inferiores, usava-se o aspersório.
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As abóbada das catedrais e igrejas gregas ou romanas são muitas vezes pintadas de azul e juncadas de estrelas douradas, para representar a abóbada celeste. Isso é copiado dos templos egípcios, onde o Sol e as estrelas eram adorados. A mesma homenagem é feita ainda no Oriente, como na época do paganismo, pela arquitetura cristã e maçônica. Ragon estabelece plenamente este fato em seus volumes, hoje destruídos. O "PRINCEPS PORTA", a porta do mundo, e do "Rei de Glória" - nome pelo qual era designado o Sol e que é agora aplicado ao seu símbolo humano, o Cristo - é a porta do Oriente, de frente para o Este, em todo templo ou igreja. É por essa "porta de vida", a via solene por onde entra diariamente a luz para o quadrado oblongo 6 da terra, ou o tabernáculo do Sol, que o recém-nascido é levado às fontes batismais. É à esquerda do edifício (o Norte sombrio donde partem os "aprendizes" e onde os candidatos passam pela PROVA DA ÁGUA) que as pias batismais são colocadas hoje em dia, e onde se achavam, na Antigüidade, as piscinas de água lustral, tendo sido as igrejas antigas templos pagãos. Os altares da Lutécia pagã foram enterrados e reencontrados sob o coro da igreja de Nôtre-Dame de Paris, onde ainda hoje existe o poço onde era conservada a água lustral. Quase todas as grandes e antigas igrejas do continente eram templos pagãos ou foram construídas no mesmo lugar, em conseqüência das ordens dadas pelos Bispos e Papas romanos. Gregório, o Grande, assim dá suas ordens ao frade Agostinho, seu missionário em Inglaterra: "Destrua os ídolos, jamais os templos. Borrife-os de água benta, coloque-lhes relíquias, e que os povos as adorem nos lugares onde têm o hábito de o fazer".
Consultemos as obras do Cardeal Baronius em seus Anais do ano XXXVI, para achar sua confissão. "Foi permitido - diz ele - à Santa Igreja APROPRIAR-SE DOS RITOS E CERIMÔNIAS UTILIZADAS PELOS PAGÃOS NO SEU CULTO IDÓLATRA, pois que ela (a Igreja) OS REGENERARIA PELA SUA CONSAGRAÇÃO. Nas "antiguidades gaulesas" de Fauchet, lemos que os Bispos de França adotaram e usaram as cerimônias pagãs a fim de converter os pagãos ao cristianismo.
Isto se passou quando a Gália era ainda um país pagão. Os mesmos ritos e as mesmas cerimônias em uso hoje em dia na França cristã e em outras nações
6 Termo maçônico, um símbolo da arca de Noé e da Aliança, do templo de Salomão, do tabernáculo e do campo dos israelitas, todos construídos em "quadrados oblongos". Mercúrio e Apolo eram representados por cubos e quadrados oblongos, e dá-se o mesmo na Kaaba, o grande templo de Meca.
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católicas, serão realizados num espírito de gratidão e reconhecimento aos pagãos e seus deuses?
Parte V
Até o século IV, as igrejas não possuíam altares. Até então, o altar era uma mesa colocada no meio do templo para uso da comunhão ou repasto fraternal. (A Ceia, como missa, era, em sua origem, dita à noite). Igualmente, hoje em dia, a mesa é posta na "Loja" para os banquetes maçônicos no final das atividades da Loja, nos quais os Hiram Abiff ressuscitados, os "filhos da viúva" enobrecem os seus brindes pelo "fining", uma forma maçônica de transubstanciação.
Chamaremos também de altares às mesas de seus banquetes? Por que não? Os altares foram copiados da ARA MAXIMA de Roma pagã. Os latinos colocavam pedras quadradas oblongas perto de seus túmulos e as chamavam ARA, altar; eram consagradas aos deuses dos lares e aos Manes. Nossos altares derivam dessas pedras quadradas, outras formas dos marcos-limites conhecidos como Deuses - Têrmos, os Hermes e os Mercúrio, donde vêm os Mercúrio "QUADRATUS, QUADRÍFIDOS, etc...", os deuses de QUATRO FACES de que as pedras quadradas são símbolos desde a mais alta antiguidade. A pedra sobre a qual se coroavam os antigos Reis de Irlanda, era um altar idêntico; existe uma dessas pedras na Abadia de Westminster 7, à qual, além disso, se atribui uma
7 Como um dos mais preciosos tesouros da tradicional Inglaterra, vê-se na figura a famosíssima "LIA-FAIL" ou PEDRA DA COROAÇÃO. Esta Pedra Sagrada, que serviu de assento ao Trono onde são coroados os Monarcas ingleses, permaneceu por séculos na Abadia de Westminster, em Londres, tendo sido há poucos anos levada para a Escócia, que a reivindicava ardorosamente. A pedra atual, ao que tudo indica, é uma réplica da verdadeira, depois que esta foi "roubada" há alguns anos atrás, deixando o "ladrão" uma enigmática sigla gravada a canivete na madeira do trono... A Pedra da Coroação é uma Pedra retangular, de cor avermelhada, e acerca da qual existem inúmeras e estranhas lendas. Os escoceses sempre a reivindicaram a posse dessa misteriosa pedra, durante o tempo que permaneceu na Inglaterra. Quando do seu desaparecimento acima referido, foram os mesmos acusados como sendo o causadores do rumoroso "rapto"... A origem da "LIA-FAIL", no entanto, se perde na noite dos tempos, sendo objeto de veneração e orgulho nacional, tanto para os ingleses, como para os escoceses. Sabe-se, entretanto, que o rei Eduardo I, da Inglaterra, em suas conquistas, a retirou do mosteiro de SCONE, levando-a para a Abadia de Westminster. O Trono da Coroação, na Abadia de Westminster, em Londres, foi feito de carvalho, por Eduardo I, para incrustar a pedra da coroação. A partir dessa época, os escoceses nunca cessaram de lutar por sua reconquista, pois, para eles, a Pedra representa o que de mais sagrado existe para sua pátria ultrajada. Recentemente, conseguiram o seu intento. Por outro lado, para a tradição cristã, a famosa Pedra serviu de cabeceira ao Patriarca Jacó. Segundo outros, no entanto, a Pedra foi trazida por Moisés, quando de sua fuga do Egito, libertando o povo hebreu do cativeiro. Daí a origem do nome "LAPIS FARAONI" com que a mesma Pedra é também designada. Consta que Haitebeques, casado com Scot, filha do faraó, saiu em busca da mesma e, apoderando-se dela, atravessou todo o Norte da África, chegando à Europa. Na Galícia, fundou o reino, a cuja capital deu o nome de
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O trono da coroação com a pedra ‘Lia-Fail’ sob o assento.
voz. Assim, todos os nossos altares e tronos descendem diretamente dos marcos-limites priápicos dos pagãos, os Deuses-Têrmos.
Sentir-se-á indignado o leitor fiel aos ensinamentos da Igreja, se lhe ensinarmos que somente sob o reinado de Deocleciano os cristãos adotaram o COSTUME PAGÃO de adoração em templos? Até essa época sentiam insuperável horror aos altares e templos, e durante os primeiros 250 anos de nossa era os consideravam uma abominação. Esses cristãos primitivos são mais pagãos que qualquer dos antigos idólatras. Os primeiros eram o que são os teosofistas de nossos dias; do IV século em diante se tornaram Heleno-judaicos, gentios, tendo a menos a filosofia neoplatônica. Leiamos o que Minitius Felix dizia aos Romanos no 3º século:
"Brigatium". Em louvor à Pedra, transformou-a em trono. A partir daí, todos os monarcas, seus descendentes, passaram a ser entronizados sob a égide da miraculosa "Pedra da Coroação". Um dos descendentes remotos de Haitebeques, ao colonizar a Irlanda, mandou, juntamente com o seu filho Simão Brec, a famosa Pedra, possibilitando, assim, a expansão do Reino. Segundo ainda outros autores, foi esta Pedra que deu origem à Ilha "Fail", e era considerada como PEDRA FALANTE, pois sempre falava quando era preciso designar o rei. Foi também designada de "ANCORA VITAE". Há ainda a lenda relacionada com a Pedra em questão, que transcrevemos aqui: "o pétreo pilar, no qual dormiu Jacob em Bethel, foi trazido ao Egito; dali foi levado por Simon Breck para a Irlanda. Lá, na montanha sagrada de Tara, tornou-se "LIA FAIL", a "Pedra do Destino". Fergus, fundador da monarquia escocesa, levou-a através do mar para Dunstaffnage; Kenneth II removeu-a para Scone". - Nota do compilador, baseado em artigo adaptado de Roberto Lucíola (O Graal e as Pedras Sagradas)
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"Imaginais que nós, cristãos, escondemos o que adoramos PORQUE NÃO POSSUÍMOS TEMPLOS E ALTARES? Mas que imagem de Deus levantaríamos desde que o homem é em si mesmo a imagem de Deus? Que templo poderíamos levantar à Divindade, quando o Universo, que é sua obra, pode dificilmente conte-la? Como colocar o Onipotente num só edifício? Não é melhor consagrarmos um templo à Divindade em nosso coração e em nosso espírito?"
Mas, nessa época, os cristãos do tipo de Minitius Felix tinham presente na memória os ensinamentos do Mestre Iniciado, de não rezar nas sinagogas e nos templos, como fazem os hipócritas, "para serem vistos pelos homens". Lembravam-se da declaração de Paulo, o Apóstolo Iniciado, o "Mestre Construtor", que o homem era o único templo de Deus no qual o Espírito-Santo - o espírito de Deus - permanecia. Obedeciam aos verdadeiros preceitos cristãos, enquanto os cristãos modernos obedecem somente aos cânones arbitrários de suas respectivas Igrejas e às regras que lhe deixaram os seus antepassados. "Os teosofistas são notoriamente ateus", diz um escritor do CHURCH CHRONICLE; "não se conhece um só que assista ao serviço divino... a Igreja é para eles odiosa"; e, repentinamente, dando livre curso à sua cólera, começa a profligar os infiéis, os pagãos M.S.T.
O homem da Igreja moderna também joga suas pedras no teosofista, como o fizeram os seus antepassados, os fariseus da "Sinagoga dos Libertinos", quando lapidaram Etienne por ter dito o que dizem alguns teosofistas cristãos, isto é, que o "Altíssimo não reside num templo construído por mãos de homens" - e não hesita, como o fizeram esses juízes iníquos, em subornar testemunhas para nos acusar.
PARTE VI
A teoria do "mito solar" aparece atualmente tão repisada "ad nauseum", que a ouvimos repetida dos quatro pontos cardeais do orientalismo e do simbolismo, e aplicada sem discernimento a todas as coisas e a toda religião, excetuando-se a igreja cristã e as religiões do Estado. Sem dúvida, o Sol foi na Antigüidade, e desde tempos imemoriais, o símbolo da divindade criadora, não somente entre os parsis, mas também em outras nações; o mesmo se dá nos cultos ritualistas; como o era antigamente, continua a sê-lo em nossos dias. Nossa estrela central é o Pai para os PRO-FANOS; para o EPOPTAE é o Filho da Divindade Incognoscível.
Ragon, o maçom já citado, nos diz: "o Sol era a mais sublime e natural das imagens do Grande Arquiteto; igualmente, a mais engenhosa de todas as alegorias pelas quais o homem moral e bom (o verdadeiro sábio) simbolizara a INTELIGÊNCIA infinita, sem limite". Com exceção desta última afirmação, Ragon tem razão. Ele nos mostra o símbolo gradualmente se afastando do ideal, assim concebido e representado, terminando por se tornar no espírito de seus adoradores ignorantes, não mais um símbolo, mas o próprio Sol. O grande escritor maçônico prova em seguida que o Sol FÍSICO é que era considerado como o Pai e o Filho pelos primeiros cristãos. Diz ele:
"Ó Irmãos Iniciados, podereis vos esquecer que nos templos da religião existente, uma grande LÂMPADA brilha noite e dia? Ela está suspensa diante do altar principal, lá onde está depositada a arca do Sol. Uma outra LÂMPADA brilhando diante da Virgem-Mãe, é o emblema da claridade da LUA. Clemente de Alexandria nos faz saber que os egípcios foram os primeiros a estabelecer o uso religioso das lâmpadas... Sabe-se que o mais sagrado e o mais terrível dos deveres era confiado às Vestais. Se os templos maçônicos são iluminados por três luzes astrais - o Sol, a Lua e a estrela geométrica - e por três luzes vitais - o hierofante e seus dois epíscopes (vigilantes) - é porque um dos pais da maçonaria, o sábio Pitágoras, habilmente sugeriu que não deveríamos falar das coisas divinas sem estarmos esclarecidos pela luz. Os pagãos celebravam a festa das lâmpadas, chamadas 'lampadofórias' em honra de Minerva, Prometeu e Vulcão. Mas, Lactâncio e alguns dos primeiros padres da nova fé se lamentavam amargamente da introdução pagã das lâmpadas nas igrejas. Lactâncio escreve: "SE ELES SE DIGNASSEM CONTEMPLAR ESSA LUZ QUE NÓS CHAMAMOS SOL, RECONHECERIAM DESDE LOGO QUE DEUS NÃO PRECISA DE SUAS 'LÂMPADAS'; e Vigilantus acrescenta: 'Sob o pretexto de religião, a Igreja estabeleceu o costume dos gentios de acender mesquinhas velas, enquanto o
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Sol está nos iluminando com mil luzes. Pode lá ser uma grande honra ao 'Cordeiro de Deus representar-se o Sol dessa maneira, quando, ocupando o MEIO DO TRONO (o Universo), ele o enche com o resplendor de sua Majestade?' Tais passagens nos provam que nesses dias a igreja primitiva adorava o Grande Arquiteto do Universo em sua imagem, o Sol Único, o único de sua espécie ("A Missa e seus Mistérios")".
Realmente, enquanto os candidatos cristãos devem pronunciar o juramento maçônico virados para Este, e seu "Venerável" permanece no lado oriental (porque os neófitos assim faziam nos Mistérios pagãos), conserva a Igreja, por sua vez, o mesmo rito. Durante a Grande Missa, o altar-mor (ARA MAXIMA) é ornado com o tabernáculo ou PYX (a caixa na qual o Santo-Sacramento é fechado) e com seis lâmpadas; o significado exotérico do tabernáculo e seu conteúdo, símbolo do "Cristo-Sol", é a representação do luminar resplandecente, e as seis velas representam os seis planetas (os primeiros cristãos não conheciam mais que esses), três à sua direita e três à sua esquerda Isso é uma cópia do candelabro de sete braços da Sinagoga, cujo significado é idêntico. SOL EST DOMINUS MEUS (o Sol é meu Senhor), diz David no Salmo XCV, e isso é traduzido muito engenhosamente na versão autorizada: "O Senhor é um grande Deus, um grande Rei, acima de todos os deuses!" (V. 3) ou na realidade, os dos planetas. Agostinho Chalis é mais sincero quando diz na sua PHILOSOPHIE DES RELIGIONS COMPARÉES: "Todos são DEV (demônios) nesta terra, menos o Deus dos Videntes (Iniciados), e se em Cristo nada mais vedes que o Sol, vós adorais um DEV, um fantasma, tal como o são todos os Filhos da Noite".
Sendo o Este o ponto cardeal donde surge o astro do dia, o Grande Dispensador e sustentáculo da vida, criador de tudo que existe e respira neste globo, não é de se estranhar que todas as nações da terra tenham adorado nele o agente visível do Princípio e da Causa invisível, e que a missa seja dita em honra daquele que é o dispensador das MESSIS ou colheitas. Mas, entre a adoração do Ideal em si e adoração do símbolo, há um abismo. Para o egípcio douto, o Sol era o olho de Osíris, não o próprio Osíris; o mesmo se dava com os sábios adoradores de Zoroastro.
Para os primeiros cristãos, o Sol tornou-se a divindade IN TOTO e, pela força da casuística, do sofisma e dos dogmas que não devem ser discutidos, as Igrejas cristãs modernas acabaram por obrigar as pessoas cultas a aceitar essa opinião. As Igrejas hipnotizaram-nas numa crença de que seu Deus é a ÚNICA Divindade vivente, o criador do Sol, não o próprio Sol, demônio adorado pelos "pagãos". Mas que diferença há entre um demônio e um Deus antropomórfico,
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tal como é representado nos PROVÉRBIOS de Salomão? Esse "Deus, que ameaça com palavras como estas: 'Eu rirei de vossas calamidades, escarnecerei dos vossos temores' (Prov. I, 27), salvo se os pobres, os desesperados, os ignorantes clamarem por Ele, quando seus 'temores os assolam com uma calamidade' e quando a 'ruína lhes cai como um turbilhão". Comparemos esse Deus com o Grande Avatar, sobre o qual foi fundada a lenda cristã e vamos identificá-la com o Grande Iniciado que disse: "Benditos sejam os que choram, pois serão consolados". Qual o resultado dessa comparação?
Eis aí como justificar a alegria diabólica de Tertuliano, que sorria e se regozijava com a idéia de seu parente próximo, "infiel", assando no fogo eterno, assim como o conselho dado por Hieronymus ao cristão convertido, de calcar aos pés o corpo de sua mãe pagã, se ela procurar impedir que ele a abandone para sempre, a fim de seguir a Cristo...
PARTE VII
O ritual do Cristianismo primitivo - como já está suficientemente demonstrado - deriva da antiga Maçonaria. Esta é, por sua vez, a herdeira dos Mistérios, quase desaparecidos nessa época. Diremos algumas palavras sobre estes: é bem conhecido de toda a Antigüidade que, a par da adoração popular feita de letra morta e formas vazias das cerimônias exotéricas, cada nação tinha seu culto secreto, designado na sociedade como sendo os Mistérios.
Strabon, entre outros, dá seu testemunho dessa asserção (Georg. Lib X). "Ninguém era admitido aos Mistérios se não estava preparado por um treinamento particular. Os neófitos, instruídos na parte superior dos Templos, eram iniciados, nas criptas, ao Mistério final. Essas instruções constituíam a última herança, e última sobrevivência da antiga sabedoria, e é sob a direção de Altos Iniciados que os Mistérios eram REPRESENTADOS. Empregamos de propósito o termo REPRESENTADO, pois que as instruções ORAIS, EM VOZ BAIXA, eram dadas somente nas criptas, em segredo e num silêncio solene. As lições sobre a teogonia e cosmogonia eram expressas por representações alegóricas; o MODUS OPERANDI da evolução gradual do Kosmos, dos mundos e finalmente de nossa terra, dos Deuses e dos homens, tudo isso era comunicado simbolicamente. As grandes representações públicas, que eram dadas durante as festas dos Mistérios, tinham por testemunha o povo que adorava cegamente as verdades ali personificadas. Somente os Altos Iniciados, os EPOPTAE, compreendiam sua linguagem e seu significado real. Tudo isso e muito mais ainda é conhecido pelos sábios.
Todas as antigas nações pretenderam saber que os Mistérios reais, concernentes ao que se chama, tão pouco filosoficamente, a criação, foram divulgados aos Eleitos de nossa raça (a quinta) por essas primeiras dinastias de REIS DIVINOS - "Deuses na carne", "Encarnações divinas ou Avatares".
As últimas estrofes extraídas do Livro de Dzyan para a DOUTRINA SECRETA (vol. 3, p. 27 - ed. inglesa) falam dos que reinaram sobre os descendentes "nascidos do Santo Rebanho" e... "que tornaram a descer e fizeram a paz com a quinta raça, e a instruíram e ensinaram".
A frase "fizeram a paz" mostra que houve uma CONTENDA precedente. O destino dos Atlantes em nossa filosofia e o dos pré-diluvianos na Bíblia corrobora essa idéia. Uma vez mais, e isso muitos séculos antes dos Ptolomeus, o mesmo abuso da ciência sagrada dominou lentamente os Iniciados do Santuário egípcio. Os ensinamentos sagrados dos Deuses, mesmo
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conservados em toda sua pureza durante séculos inumeráveis, a par da ambição pessoal e do egoísmo dos Iniciados, foram de novo corrompidos. O significado dos símbolos encontrou-se muitas vezes profanado por inconvenientes interpretações, e, bem cedo, os mistérios de Elêusis foram os únicos que permaneceram puros de toda alteração e de toda inovação sacrílega. Eram celebrados em Atenas em honra de Demeter (Ceres) ou da Natureza, e foi lá que a elite intelectual da Grécia da Ásia Menor foi iniciada. No seu quarto livro, Zózimo afirma que esses iniciados pertenciam a toda a humanidade (7) e Aristides chama aos Mistérios: "O Templo comum de toda a terra".
Foi para conservar alguma lembrança desse "templo" e reconstrui-lo oportunamente, que alguns eleitos, dentre os Iniciados, foram escolhidos e postos de reserva. Isto foi cumprido pelo seu Grande Hierofante em cada século, desde a época em que as alegorias sagradas mostraram os primeiros sintomas de profanação e de decadência.
Finalmente, os Grandes Mistérios de Elêusis tiveram o mesmo destino dos outros. Sua superioridade primordial e seu alvo primitivo são descritos por Clemente de Alexandria, que nos mostra como os Grandes Mistérios divulgavam os segredos e o modo da construção do Universo, sendo isso o começo, o fim e o último alvo do conhecimento humano. E mostrava-se ao Iniciado a natureza de todas as coisas tais como são (strom 8). Tal era a Gnose Pitagórica: "o conhecimento das coisas tais como são".
Epícteto fala dessas instruções em termos os mais elevados: "Tudo que lá está estabelecido, o foi por nossos Mestres para instrução dos homens e correção de nossos costumes" (apud Arriam, Dissert. lib. cap. 21) - e Platão diz o mesmo em seu PHEDON; o fim dos Mistérios era restabelecer a alma em sua primitiva pureza, ESSE ESTADO DE PERFEIÇÃO QUE ELA HAVIA PERDIDO.
Parte VIII
Mas chegou a época em que os Mistérios se desviaram de sua pureza, como aconteceu às religiões exotéricas. Isso começou quando o Estado, sob o conselho de Aristogiton, entendeu de fazer dos Mistérios de Elêusis uma constante e fecunda fonte de rendas. Promulgou-se uma lei para esse efeito. Daí por diante, ninguém podia ser iniciado sem pagar uma certa soma pelo privilégio. O que até então era adquirido ao preço de incessantes esforços, quase sobre-humanos, em direção à virtude e à perfeição, tornou-se adquirível com ouro. Os laicos, e mesmo os sacerdote - aceitando essa profanação, perderam o antigo respeito pelos Mistérios interiores e isso acabou por conduzir a ciência sagrada à profanação.
A ruptura feita no véu alargou-se em cada século e, mais do que nunca, os sublimes Hierofantes, temendo a publicação e alteração dos segredos mais santos da natureza, trabalharam para eliminá-los do programa INTERIOR, limitando seu pleno conhecimento a um pequeno número.
Aqueles que foram POSTOS DE RESERVA, tornaram-se os únicos guardiães da divina herança das idades passadas.
Sete séculos mais tarde, encontramos Apuleio, apesar de sua sincera inclinação à magia e à mística, escrevendo no seu "Idade de Ouro" uma sátira amarga contra a hipocrisia e o deboche de certas ordens de sacerdotes, meio-iniciados. Por ele nos cientificamos também de que no seu tempo (século II depois de J.C.), os Mistérios se tornaram tão comuns que pessoas de todas as condições e classes, em todas as nações, homens, mulheres e crianças, TODOS ERAM INICIADOS! Nesse tempo a iniciação era tão necessária quanto o batismo em nossos dias, e correspondia ao que é o batismo: uma cerimônia sem significação e de pura foram. Ainda mais tarde, os fanáticos da nova religião deitaram suas pesadas mãos sobre os Mistérios.
Os EPOPTAE, aqueles "que viam as coisas tais quais são", desapareceram um a um, emigrando para regiões inacessíveis aos cristãos. Os MISTOS (mistos ou velados), "esses que vêem as coisas tais como parecem ser", tornaram-se em seguida, rapidamente, os únicos senhores da situação.
São os primeiros, os "POSTOS DE RESERVA", que conservaram os verdadeiros segredos, e são os MITOS, os que só conhecem as coisas superficialmente, que assentaram a pedra fundamental da FRANCO-MAÇONARIA MODERNA. Dessa fraternidade primitiva de maçons, semi-pagãos, semi-convertidos, nasceram o ritual cristão e a maior parte dos dogmas.
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Os EPOPTAE e os MISTOS são ao mesmo tempo designados pelo nome de Maçons, pois todos, fiéis ao juramento feito a seus Hierofantes e "Reis" desaparecidos há muito, reconstruíram SEUS TEMPLOS; os EPOPTAE, seu templo "inferior", e os Mistos, seu templo "superior", pois tais eram os nomes com os quais eram irrespeitosamente designados em certas regiões, tanto na antiguidade, como em nossos dias. Sófocles fala, em ELECTRA, (ato II) sobre os fundamentos de Atenas - o lugar dos Mistérios de Elêusis - como sendo o "edifício sagrado dos Deuses", isto é, construído pelos Deuses. A iniciação era descrita como um "passeio do Templo", e a "purificação' ou "reconstrução do Templo" se referia ao corpo do Iniciado na sua última e suprema prova. (Ver o Evangelho de São João, II: 19). A doutrina exotérica era algumas vezes designada sob o nome de "templo", e a religião popular exotérica pelo nome de "cidade". CONSTRUIR UM TEMPLO significava fundar uma escola exotérica; CONSTRUIR "UM TEMPLO NA CIDADE" se referia ao estabelecimento de um culto público. Por conseguinte, os verdadeiros sobreviventes dos Maçons são esses do Templo INFERIOR, ou a Cripta, lugar sagrado da iniciação; são os únicos guardiães dos verdadeiros segredos maçônicos perdidos agora para o mundo.
De bom grado concedemos à fraternidade moderna dos Maçons o título de "construtores" do "TEMPLO SUPERIOR", apesar da superioridade do adjetivo dado a priori ser tão ilusória como a chama da sarça de Moisés nas Lojas dos Templários.
Parte IX
A alegoria mal compreendida, conhecida pelo nome de descida aos Infernos, causou muitos males. A "Fábula" esotérica de Hércules e de Teseu descendo às REGIÕES INFERNAIS; a viagem de Orfeu aos Infernos, encontrando seu caminho graças ao poder de sua lira (Ovídio, METAMORFOSES), a viagem de Krishna e finalmente do Cristo que "desceu aos Infernos" e "ressuscitou dos mortos" ao terceiro dia, todas se tornaram irreconhecíveis pelos "adaptadores" não iniciados dos ritos pagãos, que os transformaram em ritos e dogmas da Igreja.
Do ponto de vista astronômico, essa DESCIDA AOS INFERNOS simboliza o Sol durante o equinócio do outono. Imaginava-se, então, que ele abandonava as altas regiões siderais e travava um combate com o demônio das trevas, que nos tira a melhor parte de nossa luz. Concebia-se o sol sofrendo uma morte temporária e descendo às regiões infernais. Mas, sob o ponto de vista místico, essa alegoria simboliza os ritos de iniciação nas criptas do Templo, chamadas o "mundo inferior" (HADES). Baco, Héracles, Orfeu, Asklépios e todos os outros visitantes da cripta, desciam aos infernos, donde ressurgiam ao terceiro dia, pois todos eram Iniciados e "construtores do Templo Inferior".
As palavras de Hermes, dirigidas a Prometeu encadeado sobre as rochas áridas do Cáucaso - Prometeu ligado pela ignorância e devorado pelo abutre das paixões - aplicavam-se a cada neófito, a cada CHRESTOS durante as provas. "Não há fim para o teu suplício até que Deus (ou um deus) apareça e te alivie as tuas dores, consentindo em descer contigo ao tenebroso HADES, às sombrias profundezas do Tártaro" (Ésquilo: PROMETEU, 1.027 e ss.) Isto quer simplesmente dizer que, enquanto Prometeu (ou o homem) não encontrar o "deus" ou o Hierofante (o Iniciador) que desça voluntariamente consigo às criptas da iniciação e o dirija em torno do Tártaro, o abutre das paixões não cessará de devorar os seus órgãos vitais 8.
8 A região obscura da cripta, na qual, supunha-se, o candidato à iniciação rejeitava para sempre suas más paixões ou maus desejos. Provêm daí todas as alegorias contidas nas obras de Homero, de Ovídio, de Virgílio, etc..., que os sábios modernos tomam no sentido literal. O Phlegetonte era o rio no Tártaro, onde o Iniciado era mergulhado três vezes pelo Hierofante, depois do que estavam terminadas as provas. O homem havia nascido de novo; tinha deixado para sempre o velho homem de pecado na corrente sombria, e ao terceiro dia, quando saía do Tártaro, era um INDIVIDUALIDADE; a PERSONALIDADE estava morta. Toda alegoria (como a de Ixion, Tântalo, Sísifo, etc.) é a personificação de alguma paixão humana.
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Ésquilo, como Iniciado, não podia dizer mais do que isso! Mas, Aristófanes, menos piedoso, ou mais audacioso, divulga o segredo aos que não estão cegos pelos preconceitos por demais enraizados, em sua sátira imortal AS RÃS, sobre a "descida aos infernos" de Herákles. Lá encontramos o coro dos bem-aventurados (os Iniciados), os Campos-Elíseos, a chegada de Baco (o deus Hierofante) com Terakles, a recepção com as tochas acesas, emblema da NOVA VIDA e da RESSURREIÇÃO das trevas da ignorância humana para a luz do conhecimento espiritual, a VIDA ETERNA. Cada palavra da brilhante sátira atesta a intenção interior do poeta:
Animai-vos, tochas ardentes... pois as vens
Agitando em tua mão, Jaco 9
Estrela fosforescente do rito noturno
As iniciações finais sempre eram feitas à noite. Falar-se, por conseguinte, de alguém que houvesse descido aos infernos equivalia, na antiguidade, a designá-lo como um INICIADO PERFEITO. Aos que se sentirem inclinados a rejeitar essa explicação, eu farei uma pergunta: podem eles nos revelar, neste caso, a significação de uma frase contida no sexto livro de Eneida de Virgílio? Que quer dizer o poeta senão o que exprimimos acima, quando, introduzindo o venerável Anquises nos Campos Elíseos, ele o induz a aconselhar seu filho Enéas a realizar a viagem à Itália... onde teria que combater, em Latium, um povo rude e bárbaro; mas, acrescenta ele, "não te aventures a tal antes de teres concluído A DESCIDA AOS INFERNOS", quer dizer, "antes de seres um Iniciado".
Os clérigos benévolos que, sob a menor das provocações, estão sempre prontos a nos mandar ao Tártaro e às regiões infernais, não suspeitam o bom voto formulado a nosso respeito, e qual o caráter de santidade que deveremos adquirir para poder entrar num local tão sagrado.
Os pagãos não eram os únicos a ter os seus Mistérios. Belarmino (de Eccl. Triumph lib. II, cap. 14) afirma que os primeiros cristãos adotaram, dentre o conjunto das cerimônias pagãs, o costume de reunir-se na Igreja durante as noites que precediam suas festas, para ali passar em vigília, ou "vesperas".
Suas cerimônias, no começo, foram realizadas com pureza e a mais edificante santidade, mas nessas reuniões não tardaram em infiltrar-se abusos de imoralidade, e os Bispos julgaram melhor suprimi-las. Temos lido dúzias de livros que falam da licenciosidade que reinava nas festas religiosas pagãs. Cícero (de Leg. Lib. II, cap. 15) nos mostra Diagondas, o Aebano, que não
9 Outro nome de Baco.
As Origens do Ritual na Igreja e na Maçonaria 31
encontra, para remediar tais desastres nas cerimônias, outras medidas senão a supressão dos próprios mistérios. Entretanto, quando comparamos as duas espécies de celebrações - os mistérios pagãos santificados desde tempos remotos, muitos séculos antes de nossa era, e os ágapes cristãos de uma religião apenas nascida e com pretensões a tão grande influência purificadora sobre seus conversos - não podemos deixar de lamentar a cegueira mental dos seus defensores cristãos, de citar em sua intenção esta pergunta de Roscommon:
"Se começais com tal pompa e tal ostentação,
Por que é tão mesquinho e tão baixo o vosso fim?"
Parte X
O Cristianismo primitivo - tendo derivado da Maçonaria primitiva - também tinha seus sinais, suas palavras de passe e seus graus de iniciação. "Maçonaria" é um termo antigo, e seu emprego não vai muito além da nossa era. Paulo intitula-se "Mestre Construtor", e era um deles.
Os antigos maçons eram designados por nomes diferentes, a maior parte dos ecléticos alexandrinos, os teósofos de Ammonius Saccas e os últimos neoplatônicos eram todos virtualmente maçons. Todos estavam ligados pelo juramento do segredo. Todos se consideravam uma fraternidade e tinham também seus sinais de reconhecimento. Os ecléticos ou filaleteos contavam em suas fileiras com os sábios mais capazes e mais eruditos da época, como também diversas cabeças coroadas. O autor da FILOSOFIA ECLÉTICA assim se exprime:
"Suas doutrinas foram adotadas pelos pagãos e pelos cristãos na Ásia e na Europa, e durante algum tempo tudo parecia favorável a uma fusão geral das crenças religiosas. Foram adotadas pelos imperadores Alexandre, Severo e Juliano. Sua influência predominante sobre as idéias religiosas excitaram os ciúmes dos cristãos de Alexandria; a escola foi transferida para Atenas, e em seguida fechada pelo imperador Justiniano. Seus instrutores SE RETIRARAM PARA A PÉRSIA 10 onde tiveram numerosos discípulos".
Outros pormenores poderiam ser interessantes. Sabemos que os Mistérios de Elêusis sobreviveram a todos os outros. Enquanto os cultos secretos dos Deuses Menores, como os CURATES, os DACTYLI, os adoradores de Adonis, de KBIRI, e mesmo esse do velho Egito, desapareciam sob a mão vingativa e cruel do desumano Theodósio 11, os Mistérios de Elêusis não podiam ser tão facilmente suprimidos. Eles eram, na verdade, a religião da Humanidade e brilhavam com todo seu antigo esplendor, senão na sua pureza primitiva. Seriam necessários vários séculos para aboli-los e eles se perpetuaram até o ano 396 de nossa era. Foi então que os "Construtores do Templo Superior, ou do Templo da Cidade", apareceram em cena pela primeira vez, e trabalharam sem descanso para introduzir seu ritual e seu dogma particular na Igreja nascente, sempre contendora e combativa. O tríplice "Santus" da missa da
10 Podemos acrescentar: e mais além, na Índia, na Ásia Central, pois encontraremos sua influência em todos os países asiáticos.
11 O assassino dos tessalônicos, que foram massacrados por esse piedoso filho da Igreja.
As Origens do Ritual na Igreja e na Maçonaria 33
igreja católica romana é o S.S.S. daqueles maçons primitivos, e é também o prefixo moderno de seus documentos ou de todo "balaústre" 12; é a inicial de SALUTEM ou SAÚDE e por isso foi dito acertadamente por um Maçom: "Essa tríplice saudação maçônica é a mais antiga entre os maçons". (Ragon)
12 Balaústre - termo maçônico, significando trabalho escrito.
Parte XI
Mas os enxertos maçônicos na árvore da religião cristã não se limitam a isso. Durante os Mistérios de Elêusis, o vinho representado BACO e o pão ou trigo, CERES 13. Ora, Ceres ou Demeter era o princípio produtor feminino da terra, a esposa do pai Aether ou Zeus; e Baco, o filho de Zeus-Júpiter, era seu pai manifestado. Noutros termos, Ceres e Baco eram as personificações da substância e do espírito, os dois princípios vivificantes em a natureza e sobre a terra. O Hierofante Iniciador apresentava simbolicamente aos candidatos, antes da revelação final dos mistérios, o vinho e o pão, que estes comiam e bebiam para testemunhar que o espírito devia vivificar a matéria, isto é, que a Divina Sabedoria do Eu Superior devia penetrar no Eu interior ou alma, tomar posse dele, auto-revelar-se.
Esse rito foi adotado pela Igreja cristã. O Hierofante, que então era chamado o "Pai", tornou-se agora - menos o conhecimento - o padre, o "pai" que administra a mesma comunhão. Jesus se chama a si mesmo a vinha, e a seu "Pai", o Vinhateiro; suas palavras na Última Ceia mostram seu perfeito conhecimento do significado simbólico do pão e do vinho, assim como sua identificação com os LOGOI dos antigos: "Aquele que comer minha carne e beber meu sangue, terá a vida eterna"... E acrescenta: "as palavras (RHEMATA, ou palavras secretas) que vos dou, são Espírito e Vida". Elas o são, porque "é o Espírito que vivifica". Essas RHEMATA de Jesus são, na verdade, as palavras secretas DE UM INICIADO.
Mas entre esse nobre rito, tão velho como o simbolismo, e sua última interpretação antropomórfica, conhecida agora como transubstanciação, há um
13 Baco é certamente de origem hindu. Pausânias o mostra como sendo o primeiro que conduziu uma expedição contra a Índia e que construiu uma ponte sobre o Eufrates. "O cabo que servia para unir as duas margens opostas é mostrado hoje, diz um historiador, tecido de cepos de vinha e de ramos de hera restaira" XXXIV, 4). Arianus e Quinto Cúrcio explicavam a alegoria do nascimento de Baco, saído da coxa de Zeus, dizendo que ele havia nascido no monte Meru, e nós sabemos que Eratósthenes e Strabon acreditavam que o Baco hindu fora inventado pelos cortesãos de Alexandre, simplesmente para agradá-lo, pois que ele se comprazia em pensar que havia conquistado a Índia, tal qual se supunha havia feito Baco. Mas, por outro lado, Cícero menciona o Deus como sendo filho de Thyne e de Nisus; Dionísios significa o Deus Dis, do monte Nys da Índia. Baco coroado de hera ou Kissos, não é senão Krishna, um de cujos nomes era Kissen. Dionísios era, antes de tudo, o Deus com o qual se contava para libertar as almas dos homens de suas prisões de carne: - Hades ou o Tártaro humano, num destes sentidos simbólicos. Cícero chama a Orfeu "um filho de Baco", e aqui encontramos uma tradição que, não somente representa Orfeu como vindo da Índia (diziam-no moreno de pele tisnada), mas também o identifica com Arjuna, o "chela" e filho adotivo de Krishna. (Ver Five Years of Theosophy).
As Origens do Ritual na Igreja e na Maçonaria 35
abismo de sofisma eclesiástico. Quanta força há na exclamação: "Infelizes sois, Homens da Lei, pois REJEITASTES A CHAVE DO CONHECIMENTO" (e hoje nem sequer permitis que gnose seja dada aos outros), e eu, com decuplada força digo que essas palavras jamais foram de maior aplicação que em nossos dias.
Sim, essa GNOSE "vós não a deixais penetrar em vós mesmo, e os que quiseram e querem atingi-la, foram por vós impedidos', e ainda os impedis.
Os sacerdotes modernos não são os únicos que merecem essa censura. Os maçons, os descendentes ou, em todo caso, os sucessores dos "construtores do Templo Superior" da época dos Mistérios, e que deviam ter um melhor conhecimento, escarnecem e desprezam os seus irmãos que se lembram de sua verdadeira origem. Diversos grandes sábios e cabalistas modernos, que são maçons e que poderíamos citar, não recebem de seus irmãos senão um desdenhoso sacudir de ombros. É sempre a mesma velha história. Mesmo Ragon, o mais erudito dentre os maçons de nosso século, queixou-se nestes termos: "Todas as velhas narrações atestam que as iniciações na antiguidade continham um cerimonial imponente, tornado memorável para sempre pelas grandes verdades divulgadas e pelos conhecimentos que dele resultaram. Entretanto, ALGUNS MAÇONS MODERNOS DE MEIO-SABER se apressam em tratar de charlatães todos os que, felizmente, se lembram dessas antigas cerimônias e desejam aplicá-las" (Curso. Filos.)
Parte XII
"Vanitas, vanitatum": Nada é novo sob o Sol. As "litanias da Virgem Maria" o provam da maneira mais categórica. O Papa Gregório I introduziu a adoração da Virgem Maria, e o Concílio de Caldedônia proclamou-a Mãe de Deus. Mas, o autor das Litanias não teve receio (talvez por culpa de sua inteligência) de orná-las com o títulos e adjetivos pagãos, como o demonstrarei.
Não há um símbolo ou metáfora nessas célebres Litanias que não pertença a um mundo de deusas; todas são Rainhas, Virgens ou Mães. Esses três títulos se aplicavam a Ísis, Rhea, Cibele, Diana, Lucífera, Lucina, Luno, Tellus, Latone, Triformis, Proserpina, Hécate, Juno, Vesta, Ceres, Leucotéia, Astarté, a celeste Vênus e Urânia, Alma Vênus, etc., etc...
Ao lado do significado primitivo da Trindade (significado esotérico, ou o do Pai, da Mãe e do Filho), não encontramos nós o "Trimurti" oriental (Deus de três faces), que no Panteão maçônico representa: "o Sol, a Lua e o Venerável"?. Ligeira alteração, em verdade, do Norte e do germânico Fogo, Sol e Lua?
Talvez fosse o íntimo conhecimento disto que fez o maçom Ragon escrever a seguinte profissão de fé:
"Para mim, o filho é o mesmo que Hórus, filho de Osíris e de Ísis; ele é o Sol que, cada ano, salva o mundo da esterilidade, e todas as raças da morte universal".
E ele continua falando das litanias da Virgem Maria, dos templos, das festas, das missas e dos serviços da Igreja, das peregrinações, oratórios, jacobinos, franciscanos, vestais, prodígios, "ex-voto", nichos, estátuas, etc...
De Marville, um grande hebraísta, tradutor da literatura rabínica, observa que os judeus dão à Lua todos os nomes que se acham nas Litanias e são utilizados para glorificar a Virgem. Encontra nas "Litanias de Jesus" todos os atributos de Osíris - o Sol Eterno - e de Hórus - o Sol anual.
E ele o prova.
"Mater Christi" é a mãe do "Redentor" dos antigos maçons, que é o "Sol". Entre os egípcios, os "hoi polloi" pretendiam que o Menino, símbolo da grande estrela central, Hórus, era o Sol de Osireth e Oseth, cujas almas, depois de sua
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morte, haviam animado o Sol e a Lua. Com os fenícios, Ísis se tornou Astarté, nome sob o qual adoravam a Lua personificada por uma mulher ornada de chifres que simbolizavam o crescente. Astarté era representada no equinócio de outono, depois que seu esposo (o Sol) tinha sido vencido pelo Príncipe das Trevas, e descido aos infernos, chorando a perda deste esposo, que é também, seu filho, tal qual o faz Ísis chorando seu esposo, irmão e filho (Osíris e Hórus). Astarté tem em sua mão uma vareta cruciforme, uma autêntica cruz, e chora sobre o crescente da Lua. A Virgem-Maria cristã é freqüentemente representada na mesma atitude, de pé sobre a Lua Nova, cercada de estrelas e chorando seu filho: "justa crucem lacrymosa dum pendebat filius" (ver o "Stabat Mater Dolorosa"). Não está aí a sucessora de Astarté, de Ísis? - pergunta o autor.
Realmente, basta recitarmos as "Litanias da Virgem" da Igreja Católica Romana, para verificar que repetimos os antigos encantamentos dirigidos à Adonaia (Vênus), a mãe de Adônis, o Deus Solar de tantas nações; à Mylitta (a Vênus assíria), deusa da Natureza; à Alilat, que os árabes simbolizam por dois chifres lunares; à Selene, mulher e irmã de Hélios, o deus Sol dos gregos; ou à "Magna Mater... honestissima, purissima, castissima", a Mãe Universal de todos os Seres, porque é a NATUREZA MÃE.
"Maria" é realmente a Ísis Myrionymos, a deusa mãe dos dez mil nomes! Como o Sol, que era Febo nos céus, tornou-se Apolo na terra e Plutão nas regiões mais inferiores (depois do por do Sol), da mesma forma a Lua, que era Feba nos céus, Diana na terra (Gaia, Latone, Ceres), tornou-se Hécate e Proserpina no Hades. Será espantoso que Maria seja chamada "Regina Virginum", "Rainha das Virgens", e "castissima", "a mais casta", quando as próprias orações que lhe são dirigidas às seis horas da manhã e da tarde, foram copiadas daquelas cantadas pelos gentios (pagãos), "às mesmas horas", em honra de Feba e de Hécate? Sabemos que os versos das "Litanias da Virgem Stella Matutina" é uma cópia fiel do verso que se encontra nas Litanias dos "Triformis" dos pagãos. Foi o Concílio que condenou Nestorius, por ter designado, pela primeira vez, Maria como a "Mãe de Deus", "Mater Dei".
Mais tarde teremos algo a dizer sobre essas famosas Litanias da Virgem, e demonstraremos plenamente sua origem. Colheremos as provas extraídas dos clássicos e dos modernos à medida que avançarmos, e completaremos o conjunto com os "Anais" das Religiões, tais como se encontram na doutrina esotérica. Enquanto esperamos, incorporaremos algumas outras exposições e daremos a etimologia dos termos, os mais sagrados, do ritual eclesiástico.
PARTE XIII
Prestemos alguns momentos de atenção às assembléias dos "Construtores do Templo Superior" nos primeiros tempos do Cristianismo. Ragon nos mostrou plenamente a origem dos seguintes termos:
a) "A palavra 'Missa' vem do latim MESSIS - 'colheita', donde o nome de MESSIAS, aquele que faz amadurecer as colheitas - 'Cristo-Sol'.
b) A palavra 'Loja', da qual se servem os maçons, fracos sucessores dos Iniciados, toma sua raiz em LOGA (LOKA em sânscrito), uma localidade e um MUNDO; e do grego LOGOS - a Palavra, um discurso, cujo pleno significado é: um local onde certas coisas são discutidas".
c) As reuniões dos LOGOS dos Maçons, PRIMITIVOS INICIADOS, acabaram sendo chamadas SYNAXIS, 'assembléias' de Irmãos, com o fim de rezar e celebrar a Ceia (refeição), onde eram utilizadas somente as oferendas não manchadas de sangue, tais como os frutos e cereais. Logo depois essas oferendas foram chamadas HOSTIAE, ou HOSTIAS puras e sagradas, em contraste com os sacrifícios impuros (como os prisioneiros de guerra, HISTES, donde o francês HOSTAGE - ÔTAGE ou REFÉM), e porque as oferendas consistiam de frutos da colheita, as primícias de MESSIS. Já que nenhum Pai da Igreja menciona, como certos sábios o teriam feito, que a palavra missa vem do hebreu MISSAH (OBLATUM, oferenda), esta explicação é tão boa quanto a outra. (Para um estudo profundo da palavra Missah e Mizda, ver os GNOSTICOS, de King, p. 124 e seguintes).
A palavra SYNAXIS tinha seu equivalente entre os gregos na palavra AGYRMOS (reunião de homens, assembléia). Referia-se à Iniciação nos Mistérios. As duas palavras, SYNAXIS e AGYRMOS (14) caíram em desuso, e a palavra MISSA prevaleceu e ficou.
Desejosos com estão os teólogos de velar pela sua etimologia, diremos que o termo "Messias" (Messiah) deriva da palavra latina MISSUS (Mensageiro, o Enviado). Mas, se assim é, essa palavra poderia também ser aplicada ao Sol, o mensageiro anual, enviado para trazer nova vida à terra e à sua produção. A palavra hebraica Messiah, MASHIAH (o ungido, de Mashah, ungir) dificilmente poderia ser aplicada no sentido eclesiástico, ou seu emprego ser justificado como autêntico, tanto quanto a palavra latina MISSAH (missa) não deriva da outra palavra latina MIT-TERE, MISSUM, "enviar" ou "reenviar". Porque o serviço
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da comunhão, seu coração e sua alma, se fundamenta na consagração e oblação da HÓSTIA (sacrifício), um pão ázimo (fino como uma folha) representando o corpo de Cristo na Eucaristia, e sendo feito de flor de farinha, é um desenvolvimento direto da colheita ou oferendas de cereais.
Ainda mais, as missas primitivas eram Ceias (ou último alimento do dia), simples refeição dos romanos, em que eles "faziam abluções", eram ungidos e se vestiam do SENATORY, e foram transformadas em refeições consagradas à memória da última ceia de Cristo.
No tempo dos apóstolos, os judeus convertidos se reuniam em seus SYNAXIS para ler os Evangelhos e suas correspondências (Epístolas). São Justino (ano 150 de nossa era) nos diz que essas Assembléias solenes eram feitas nos dias chamados "sun" (o dia do Senhor, e em latim, DIES MAGNUS). Nesses dias, havia o canto dos salmos, a "colação" do batismo com água pura e o ÁGAPE da Santa Ceia "com água e o vinho". Que tem a ver essa combinação híbrida das refeições romanas pagãs, erigidas em mistério sagrado pelos inventores dos dogmas da Igreja, com o MESSIAH hebreu, "aquele que deve descer às profundezas" (ou Hades), ou com o Messias (que é a sua tradução grega)? Como demonstrou Nork, JESUS JAMAIS FOI UNGIDO, NEM COMO GRANDE SACERDOTE, NEM COMO REI, e é por isso que seu nome MESSIAS não pode derivar da palavra equivalente hebraica, ainda mais que a palavra "ungido" ou "untado de óleo", termo homérico, é CHRI e CHRIO, ambos significando UNTAR O CORPO DE ÓLEO (ver Lúcifer, 1887: THE ESOTERIC MEANING OF THE GOSPELS - O Significado Esotérico dos Evangelhos).
As frases seguintes de um outro maçom de grau elevado, autor da SOURCES DES MESURES, resumem em algumas linhas esse "imbroglio" secular: "O fato é , diz ele, que existem DOIS MESSIAS: um, descendo por sua própria vontade ao abismo para a salvação do mundo (15) - é o Sol despojado de SEUS RAIOS DE OURO e coroado de raios negros como espinhos (simbolizando essa perda); o outro, o MESSIAS triunfante, que alcançou o ÁPICE DO ARCO DO CÉU, personificado pelo LEÃO DA TRIBO DE JUDÁ. Em ambos os casos, ele tem a cruz...
Nas AMBARVALIAS, festas romanas dadas em honra de Ceres, o ARVAL, assistente do Grande Sacerdote, vestido de branco imaculado, colocava sobre a HOSTIA (a oferenda do sacrifício) um bolo de trigo, água e vinha; provava o vinho das libações e dava-o a provar aos outros. A OBLAÇÃO (ou oferenda) era então erguida pelo Grande Sacerdote. Tal oferenda simbolizava os três reinos da natureza: o bolo de trigo (o reino vegetal), o vaso do sacrifício ou CÁLICE (o
As Origens do Ritual na Igreja e na Maçonaria 40
reino mineral) e o PAL (a estola) do Hierofante, uma de cujas extremidades pousava sobre o cálice contendo o vinho da oblação. Essa estola era feita de pura lã branca de tosão de cordeiro.
Os padres modernos repetem gesto por gesto os atos do culto pagão. Eles erguem e oferecem o pão para a consagração; benzem a água que deve ser posta no cálice, e em seguida vertem o vinho, incensam o altar, etc., etc... e, voltando ao altar, lavam os dedos, dizendo: "Eu lavarei minhas mãos entre o Justo e rodearei teu altar, Ó Grande Deusa!" (Ceres). Assim o fazem porque o antigo sacerdote pagão assim o fazia, e dizia: "Eu lavo minhas mãos (com água lustral) entre o Justo (os irmãos completamente iniciados) e rodeio teu altar, ó Grande Deusa! (Ceres)".
O Grande Sacerdote fazia três vezes a volta ao altar, levando as oferendas, erguendo acima de sua cabeça o cálice coberto com a extremidade de sua estola feita de lã de cordeiro, branca como a neve...
A vestimenta consagrada, usada pelo Papa, PALLIUM, TEM A FORMA DE UMA MANTA FEITA DE LÃ BRANCA, COM UM GALÃO DE CRUZES PÚRPURAS. Na Igreja grega, o Padre cobre o cálice com a extremidade de sua estola pousada sobre seu ombro.
O Grande Sacerdote da antiguidade repetia três vezes durante o serviço divino seu "O Redemptor Mundi" a Apolo - o Sol; seu "Mater Salvatoris" a Ceres - a Terra; seu Virgo Partitura à Virgem Deusa, etc... pronunciando SETE COMEMORAÇÕES TERNÁRIAS. (Ouvi, ó maçons!). O número ternário tão reverenciado na antiguidade, como em nossos dias, é pronunciado sete vezes durante a Missa; temos três INTROITO, três KYRIE ELEISON, três MEA CULPA, três AGNUS DEI, três DOMINUS VOBISCUM, verdadeiras séries maçônicas. Acrescentemos-lhes os três ET CUM SPIRITU TUO, e a missa cristã nos oferecerá as mesmas SETE COMEMORAÇÕES TRÍPLICES.
Paganismo, Maçonaria, Teologia, tal é a trindade histórica que governa o mundo SUB-ROSA.
Podemos terminar com uma saudação maçônica, e dizer: Ilustre dignitário de Hiram Abif, Iniciado e "Filho da Viúva": o Reino das Trevas e da ignorância desaparece rapidamente, mas há regiões ainda inexploradas pelos sábios e que são tão negras quanto a noite do Egito.
FRATRES SOBRII ESTOTE ET VIGILATE.
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F I N I S

CODIGO DA BÍBLIA

Seg, 29 de Agosto de 2011 23:42

A divulgação mundial da descoberta de um código na bíblia judaica (antigo testamento), veio através de um livro intitulado de "O Código da Bíblia", escrito por um jornalista americano chamado Michael Drosnin, que foi o divulgador do assunto. Todavia Drosnin é apenas o canal da informação, pois o verdadeiro descobridor é um cientista judeu, chamado Dr. Eliyahu Rips, que reside há mais de vinte anos no estado de Israel e que atualmente é professor na Universidade Hebraica da capital Jerusalém.

A prova da autenticidade desta descoberta se dá na precisão de mais de mil fatos que aconteceram, com detalhes e datas, tudo codificado nos cinco livros de Moisés (O Torah), tais como: o assassinato de dois membros da família Kennedy, o atentado à bomba de Oklahoma, a eleição de Bill Clinton, tudo desde a II Guerra Mundial até o caso Watergate, do Holocausto Nazista até a bomba de Hiroshima, da chegada do homem à Lua até a queda de um cometa em Júpiter, a descoberta da data da Guerra do Golfo vinte e um dias antes de ela acontecer, a data do assassinato de Ytzhak Rabin mais de um ano antes do crime ter ocorrido em Tel-Aviv.

O interessante é que o código aparece no inverso do texto bíblico, além da surpreendente descoberta de que em cada profecia messiânica do antigo testamento, apesar de os judeus não aceitarem a Jesus como o Messias, aparece no código a seguinte frase: "O meu nome é Jesus, Eu sou o Messias". Contudo, o código apresenta três fatos que na seqüência das informações ainda não aconteceram:

1º. O código apresenta a I e a II Guerras Mundiais com todos os detalhes, as datas e os nomes dos envolvidos. Na seqüência, em torno do sobrenome do ex-ministro de Israel, Benjamim Netanyahu, e da palavra Jerusalém, o código apresenta as seguintes frases:

- Dia da III Guerra Mundial; - Todo o seu povo irá para a guerra; - Holocausto atômico em Jerusalém; - 9 de Av - 5760/5766 (calendário judaico), que traduzido para o nosso calendário gregoriano será em torno de 25 de julho de 2000/2006. Porém, o calendário judaico não tem vogais para se saber a relação entre 2000 e 2006.

2º. O código apresenta vários terremotos, desde os que aconteceram há muito tempo até os mais recentes.

Ex.: o maior terremoto do mundo, que aconteceu na China em 1976, na cidade de Tang Chan, onde mais de 800.000 chineses morreram. E continuando, o código apresenta mais três grandes terremotos que virão: dois deles entre os anos de 2000 e 2006, sendo um na China e outro no Japão, e um outro em Los Angeles (EUA) com informações que, segundo o código, indicam o seu total desaparecimento do mapa em 2010.

3º. O código apresenta o choque de um cometa com o planeta Júpiter, que aconteceu em 1994. Em sua seqüência aparece a queda de três cometas gigantescos no planeta Terra; a primeira em 2006, a segunda em 2010 e a terceira em 2012, sendo que esta última se esfacelará antes do choque. A predição de dois cometas caindo na Terra encontra-se no livro das revelações (Ap. 8:8-10)

Resumo do livro de M. Drosnin:

No final do século XVIII, um sábio judeu, conhecido como Genius de Vilna, referindo-se à Torah, os cinco primeiros livros da Bíblia, afirmou:

"A regra é que tudo o que foi, tudo o que é e tudo o que será, até o fim dos tempos, está incluído na Torah da primeira à última palavra. E não só num sentido geral, mas nos detalhes de cada espécie e de cada um individualmente, com detalhe dos detalhes de tudo o que lhe aconteceu desde o dia de seu nascimento até sua morte" (O Código da Bíblia, p.18, de M. Drosnin).

Transcorria a Segunda Grande Guerra Mundial, quando um rabino da Tchecoslováquia chamado H.M. Weissmandel, movido pelo desejo de encontrar um possível código na Bíblia, começou a contar as letras hebraicas da Torah. Já no primeiro capítulo de Gênesis, notou que, saltando 50 letras e depois outras 50, e assim por diante, soletrava-se a palavra TORAH. Admirado, viu que o mesmo resultado podia ser encontrado nos demais livros que compõem a Torah. Este surpreendente resultado, que não pareceu-lhe casual, levou-o a escrever um pequeno livro, falando de sua descoberta.

Cinqüenta anos depois, o Dr. Eliahu Hips, um matemático de fama mundial, que é catedrático na Universidade de Jerusalém, ouviu através de um rabino, sobre esse curioso livro, cuja única cópia podia ser encontrada na Biblioteca Nacional de Israel. Curioso, Hips foi em busca de tal livro, e pode comprovar o curioso fato em sua própria Bíblia.

Hips, lembrou-se de outros cientistas que, muito antes dele, haviam investido tempo à procura de um possível código na Bíblia. Isaac Newton fora um deles. Newton, que havia imaginado a mecânica do sistema solar, havia descoberto a força da gravidade, aprendeu o hebraico, e passou metade de sua vida tentando descobrir esse código, o qual acreditava existir.

O Dr. Eliahu Hips, tinha uma grande vantagem sobre Newton: ele possuía uma ferramenta poderosa: o computador. Quando recorri ao computador, afirmou Hips, achei a brecha. Encontrei palavras codificadas, numa quantidade muito maior do que o permitido pelo acaso randômico da estatística, e então soube que estava chegando a algo de real importância"(O Código da Bíblia, p. 21).

Juntou-se ao Dr. Eliahu Rips em sua pesquisa, dois outros eruditos judeus, Doron Witztum, e Yoav Rosemberg. Desenvolveram um sofisticado modelo matemático que, quando implementado por um computador, confirma que o Antigo Testamento, não só a Torah, contem mensagens codificadas. Prepararam inicialmente uma tese denominada "Seqüências Alfabéticas Eqüidistantes no Livro de Gênesis". Introduziram a tese com um resumo de seu significado:

"A análise randômica indica que informações ocultas estão estremeadas no texto do Gênesis, sob a forma de seqüências alfabéticas eqüidistantes. O efeito é significativo em 99,998%. Observou-se, que quando o Livro do Gênesis é escrito como séries bidimensionais, seqüências alfabéticas eqüidistantes formando palavras com sentidos correlatos aparecem freqüentemente em estreita proximidade. Foram desenvolvidas ferramentas quantitativas para mensurar este fenômeno. A análise de randomização mostra que o efeito é significante ao nível de 0.00002"( O Código da Bíblia, p.22 e apêndice 1).

Na experiência inicial - o que seria posteriormente empregado em toda a Torah e outros livros da Bíblia - todas as letras hebraicas que compõe o livro de Gênesis, foram unidas formando um único fluxo, sem nenhum espaço, como originalmente foi escrito. Organizaram todo o texto num quadrado perfeito, havendo tanto nas linhas horizontais como nas verticais, a mesma quantidade de letras, exceto na última linha. Foi nesse quadrado perfeito, que o código começou a ser revelado, primeiramente no livro do Gênesis, depois em toda a Torah, em palavras cruzadas que na tela do computador se apresentam em diferentes cores.

Ao observarem que algumas palavras iniciavam-se em uma extremidade do texto, dando continuidade na outra, resolveram unir essas extremidades formando um cilindro, no qual a primeira linha se une à segunda, a segunda à terceira, e assim continuamente, até alcançar a linha final.Com esse modelo, qualquer palavra que surgisse, poderia ser lida numa única seqüência.

Para confirmarem a não casualidade das revelações que poderiam encontrar codificadas na Bíblia, os pesquisadores submeteram ao teste outras obras, entre elas a versão hebraica de Guerra e Paz, de Tolstoi, que tem a mesma dimensão da Torah. Em todas as experiências realizadas nessas obras, o resultado foi nulo, sem a presença de nenhum código.

A experiência inicial, foi buscar nomes de personagens importantes da história do judaísmo, desde os dias bíblicos até nossos dias. Fizeram uma relação com 32 nomes. Ficaram impressionados com o resultado, pois além do nome de cada um deles, podia-se ver as datas em que nasceram e morreram. Matematicamente falando, as probabilidades de encontrar randomicamente essas informações codificadas, eram de 1 em 10 milhões.

Tomaram então os 32 nomes e as 64 datas, e as misturaram em 10 milhões de combinações diferentes, de modo que 9.999.999 seriam incompatíveis e só um emparelhamento seria correto. Eles então rodaram esse programa no computador, para ver quais dos 10 milhões de exemplos alcançariam melhor resultado, e só os nomes e as datas corretas se uniram na Bíblia.

Harold Gans, um decodificador da Agencia de Segurança Nacional, dos Estados Unidos, ouviu com incredulidade sobre a descoberta dos israelenses, e procurou-os com o intento de desmascarar esse código da Bíblia, que para ele não passava de uma farsa ridícula. Gans preparou seu próprio programa de computador, e ao submeter o livro de Gênesis ao teste, surpreendeu-se ao ver os nomes dos 32 personagens, acompanhados pelas datas de nascimento e morte. Dominado pelo fato curioso, indagou sobre a possibilidade de encontrar junto aos nomes desses personagens, os nomes das cidades em que viveram. O resultado foi fantástico: ali estavam as cidades nomeadas ao lado de cada sábio. Desta maneira, o primeiro a tentar desmascarar o código da Bíblia, acabou comprovando-o.

Rips e seus amigos, submeteram seu ensaio aos mais rigorosos testes que foram aplicados pelos maiores matemáticos do mundo, muitos deles ateus, e todos eles se dobraram diante do fato incomum. Diante de seus olhos, na tela do computador, estava uma prova de a Bíblia foi elaborada por uma inteligência infinitamente superior que a dos homens. Descobriram ser tão complexo o código da Bíblia, que todos os computadores do mundo trabalhando juntos, seriam incapazes de elaborarem algo semelhante.

Rips é religioso, e não teve dúvidas de que ao descobrirem tal código, estavam sendo conduzidos por Deus para alguma revelação especial. O seu próximo passo, depois da experiência com o livro do Gênesis, foi uma busca em toda a Torah. O que poderiam revelar aquelas 304.805 letras, organizadas em seqüência ininterrupta? Teria o código algo a dizer sobre os grandes acontecimentos da história?

Movido por um sentimento de curiosidade e temor, Rips e seus amigos começaram suas buscas , e ficaram surpresos com os resultados precisos e detalhados. Procuraram primeiramente por Holocausto , e o computador, rastreando velozmente todo o texto, letra por letra, começando da primeira até à última, buscando a palavra chave e as demais correlatas, em saltos aritméticos que iam crescendo de números simples até alcançar milhares de letras; Com espanto, viram surgir finalmente, concentradas na tela do computador, uma revelação surpreendente pelos seus detalhes. Ali estavam, diferenciadas pelas cores, as palavras: Hitler, Homem Mau, Nazista Inimigo, Massacre.

Outro rastreamento do texto, revelou formações mais detalhadas sobre o Holocausto. A expressão Nazista, surgiu codificada com as palavras Na Alemanha; As palavras Fornos e Extermínio, apareceram vinculadas ao nome Eichmann - aquele que comandou o grande massacre.

Avançando em suas buscas, descobriram que todos os lideres da Segunda Guerra Mundial, apareciam juntos naquele código: Roosevelt, Churchil, Stalin e Hitler.

Rips e seus amigos, ficaram fascinados ao verem que o código da Bíblia não se calava sobre nenhum dos grandes acontecimentos da história. Napoleão, por exemplo, está codificado junto com França, Waterloo e Elba. A grande Revolução comunista que mudou a face do século XX, está codificada junto à palavra Rússia, e o ano em que triunfou 5678 ( 1917).

Procuraram por Einstein, e viram surgir na tela do computador o seu nome, cruzado por outras palavras e frases: Ciência, Um Novo e Excelente Entendimento, Ele Revolucionou a Realidade Presente, Uma Pessoa Inteligente.

Edison encontra-se codificado com Eletricidade e Lâmpada Elétrica. Grandes artistas e escritores, inventores e cientistas de todos os tempos encontram-se codificados. Beethovem e Bach estão ambos codificados com Compositores Alemães.

Todos os assassinatos que mudaram o curso da história humana, encontram-se codificados: Abraham Lincoln, Mahatma Gandhi, Anuar Sadat, a maioria deles com detalhes que revelam a data e o nome do assassino. Na única vez em que aparece Presidente Kennedy, a palavra seguinte na mesma seqüência do código é morrer. O nome da cidade Dallas, em que seria alvejado encontra-se codificado, junto ao nome do assassino Oswald. O nome do presidente egípcio Anuar Sadat aparece junto com o nome do assassino Chaled baleará Sadat, acompanhado pela data do crime 8 Tishri, e a ocasião do atentado, um desfile militar.

Depois de descobrir uma infinidade de nomes de pessoas, acontecimentos e datas que marcaram a história da humanidade, o Dr. Eliahu Rips e seus amigos começaram a indagar se aquele código da Bíblia, poderia indicar-lhes acontecimentos futuros. Por essa ocasião, final de dezembro de 1990, nações do Ocidente, lideradas pelos Estados Unidos da América, formavam um grande cerco contra o Iraque, devido sua invasão recente ao Kuwait. Rips procurou pelo nome de Sadan, e ficou espantado com o que surgiu na tela de seu computador. Ali estavam, destacadas em cinco cores diferentes, num padrão de palavras cruzadas, o nome de Sadan Hussein, acompanhado por surpreendentes revelações: Inimigo, Ele escolheu um dia, Guerra, Missil, Fogo no Terceiro Dia de Shevat ( 18 de janeiro de 1991).

Diante desta revelação, Rips ficou preocupado, mas ao mesmo tempo eufórico. Pela primeira vez o código revelava um acontecimento vinculado à uma data ainda futura. Foram três semanas de muita expectativa. Ao chegar o dia marcado no código, Rips, como toda a população de Israel achavam-se de sobreaviso para um possível ataque do Iraque. Confirmou-se naquele dia aquela previsão que fora codificada na Bíblia há mais de 3.000 anos, quando caiu sobre Tell Aviv o primeiro de uma série de mísseis scuds lançados sobre Israel. Rips, tomado por um sentimento de reverência, concluiu que Deus, descerrara-lhes o código da Bíblia, com o propósito de provar aos incrédulos a importância das Sagradas Escrituras, e ao mesmo tempo, alertar para grandes acontecimentos que se aproximavam.

O código da Bíblia, cujas revelações já haviam sido confirmadas por vários pesquisadores eruditos de Israel e do mundo, despertou finalmente o interesse de pessoas dentro do governo de Israel. Assim como os reis de Israel no passado, procuravam nas pedras da estola sacerdotal, Urim e Tumim, respostas para os seus temores, os agentes secretos do Mossad, haveriam de recorrer ao código da Bíblia( Ver I Samuel 28: 6).

Rips, dada a importância de sua descoberta, conscientizou-se de que a mesma teria de ser amplamente publicada, para que todo o mundo pudesse conhecer suas revelações, mas não sabia como isso haveria de acontecer. Visitou-o naqueles dias, Michael Drosnin, jornalista e repórter da Washington Post; Depois de ouvir de um amigo sobre a surpreendente descoberta de Rips em relação à guerra do Golf,. Drosnim, que era ateu, fora até ele, mais movido pelo desejo de ridiculá-lo do que verificar o fato. A primeira coisa que o jornalista fez, foi tomar uma Bíblia que estava sobre a mesa, desafiando Rips a mostra-lhe tal profecia sobre o Iraque. Sorrindo, Rips disse-lhe que o código da Bíblia, somente podia ser lido através do computador.

Cheio de incredulidade, Drosnin viu Rips digitar o nome de Sadan no espaço para busca. Surgiu em instantes o impressionante resultado. Rips fez o mesmo teste em Guerra e Paz, e nada apareceu. Drosnin estava pasmado. Aquilo era uma prova de que uma inteligência muito superior à nossa, foi capaz de codificar dentro de um texto tão amplo como a Torah, acontecimentos futuros.

Drosnin, que jamais se interessara pela Bíblia, decidiu investigar em seu computador o código. Rips forneceu-lhe para tanto todos os disquetes com o programa de procura e os textos da Torah e Guerra e Paz. Retornando aos Estados Unidos, Drosnin não pensava em outra coisa, passando longas horas em sua pesquisa. Depois de rever tudo o que já havia sido encontrado, ele começou a fazer suas próprias buscas.

Em maio, de 1994, Drosnin ficou surpreso com o que encontrou. Ele havia lido sobre o cometa Shoemaker - Levi, que segundo a previsão dos astrônomos haveria de chocar-se com Júpiter no dia 16 de julho daquele ano, dois meses depois. Ao procurar por Júpiter , encontrou-o numa seqüência horizontal, e cruzando-o em linha perpendicular, numa representação gráfica da queda do cometa, estava o seu nome completo, acompanhado pela mesma data que fora anunciada pelos astrônomos, o que veio a se cumprir com precisão.

Falando sobre o efeito desta descoberta em sua vida, Drosnin afirmou:

"Esta descoberta foi tão dramática que me fez voltar a acreditar em tudo. Durante aqueles dois anos de investigação, eu estava sempre me perguntando: -Será que isso é mesmo verdade? Teria alguma inteligência não-humana realmente codificado a Bíblia?" Cada manhã eu acordava duvidando de tudo, apesar das provas esmagadoras " ( O Código da Bíblia, p. 35).

Drosni, compreendeu que a ausência de uma única letra na Torah, anularia todo o esquema. O próprio Yoshua, referindo-se à integridade da Lei, que é a Torah, jurou: "Em verdade vos digo que até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da Lei, sem que tudo seja cumprido" (S.Mateus 5: 18). Para que este propósito divino fosse cumprido, os massoretas, os judeus que ao longo dos séculos trabalharam incansavelmente copiando a Bíblia, exerceram um cuidado extremo. Ao fim de cada cópia, contavam todas as letras do texto; Se a soma delas não correspondesse ao original, o livro era lançado ao fogo.

Pouco tempo depois de encontrar no código da Bíblia a surpreendente revelação sobre o cometa Shoemaker - Levi, Drosnin ficou profundamente abalado, quando ao digitar o nome de Ytzhak Rabin, viu surgir na tela, atravessando o seu nome, na única vez em que aparece, em saltos de 4.772 letras, a sentença Assassino que assassinará. Junto à sentença, encontrava-se o ano judaico 5.756, que começaria em finais de 1995. Naquela mesma noite, 1 de Setembro de 1994, Drosnin voou para Israel com o propósito de alertar o primeiro ministro, tentando preveni-lo para que evitasse esse trágico fim.

Chegando a Israel, não conseguindo contato direto com Ytzhak Rabim, fez chegar até ele uma carta, através do poeta Chaim Guri que era amigo íntimo do primeiro ministro. A parte principal de sua carta dizia o seguinte:

"A razão pela qual estou lhe dizendo isso, é que, na única vez em que seu nome completo - Yitzhak Rabim - está codificado na Bíblia, as palavras " Assassino que assassinará" o cruzam. Este fato não deve ser ignorado, pois os assassinatos de Anuar Sadat e de John e Robert Kennedy também estão codificados na Bíblia - no caso de Sadat, com o nome e sobrenome de seu matador, bem como a data e local do crime e como ele se deu. Penso que você corre perigo real; mas esse perigo pode ser evitado" ( Iden. 13).

Rabim não levou a sério a advertência. Um ano depois, em 4 de novembro de 1995, confirmou-se a trágica previsão, no início do ano indicado. Somente então, Drosnin e Rips, descobriram que próximo ao nome de Rabim, encontravam-se codificadas outras informações relacionadas ao crime, incluindo o nome da cidade Tel Aviv e o nome do assassino Amir.

Outra frase codificada no conjunto de palavras e frases ligadas ao assassinato de Rabim, era a seguinte: A partir do dia quinto de Adar todo o seu povo para a guerra. O dia 5 de Adar no calendário judaico, cairia no ano seguinte em 25 de fevereiro. O que poderia acontecer naquela data, capaz de desviar Israel de seus esforços para a paz, levando-o para uma posição de guerra?

Quando chegou o dia 25 de fevereiro de 1996, Israel foi atingido pelo pior ataque terrorista dos últimos três anos. Um jovem palestino, com uma bomba presa ao corpo, explodiu um ônibus em Jerusalém, matando 23 pessoas. Nos nove dias seguintes, duas outras bombas terroristas, elevaram o número de mortos para 61.

Antes destas bombas começarem a explodir no dia previsto, a nação de Israel, sensibilizada com o assassinato de Yitzhak Rabim por um próprio judeu, estava quase que em massa disposta a elegerem como novo primeiro ministro, Shimon Peres, um dos arquitetos da paz com os palestinos. Concorria com ele um oponente da paz chamado Netanyahu, cujas possibilidades de sair vitorioso nas eleições, eram mínimas, até que começaram a ocorrer os atentados. Sua pregação contra aquela paz com os palestinos começou então a ganhar força entre os israelenses, mas uma grande maioria ainda parecia apoiar a paz.

Uma semana antes da histórica eleição de 29 de maio de 1996 em Israel, Drosnin que era favorável à pacificação de Simon Peres, procurou no código da Bíblia pelo seu nome e nada foi revelado com relação à uma possível vitória. Experimentou então Netanyahu, e viu surgir para sua surpresa: Primeiro-ministro Netanyahu, eleito, Bibi. Bibi é o seu apelido em Israel.

Quando se confirmou a vitória de Netanyahu, Drosnin, juntamente com o Dr. Eliahu Rips, fizeram uma minuciosa procura no código da Bíblia, e ficaram surpresos ao verem que o nome do novo primeiro ministro, encaixava-se justamente entre Yitzhak Rabim, seu assassino Amir, logo acima da frase Todo o seu povo para a guerra.

Associadas ao nome de Netanyahu, começaram a descobrir outras formações de frases e palavras: Sua vida será ceifada; Assassinado; Para grande horror; Holocausto atômico.

Rips e Drosnin ficaram apavorados ao verem o nome do novo primeiro ministro associado a todas essas declarações de catástrofe. Aquele código da Bíblia, que os atraíra pouco a pouco, conquistando confiança através de suas curiosas revelações, os encaminhava agora num crescendo, aturdindo-os com sua misteriosa voz. Qual seria a próxima revelação desse código?

Com profundo temor, depois de lerem na tela do computador, associadas ao nome de Netanyahu, as duas espantosas palavras: Holocausto Atômico, eles procuraram descobrir o que revelariam estas mesmas palavras em formações de saltos aritméticos diferentes. Na primeira experiência encontraram: Holocausto Atômico, No fim dos dias. Depois encontraram: Fim dos dias, Pragas, Salvem!. O código da Bíblia revelou-lhes finalmente a mais espantosa de todas as revelações. Drosnin descreve esta descoberta com as seguintes palavras: "Quando abrimos o código em busca da Terceira Guerra Mundial, descobrimos que o ano em que ela poderia começar estava predito num pergaminho de 22 linhas que é a essência da Bíblia.

Tal pergaminho é chamado "Mezuzah".

Contém 170 palavras que, dentre todas as 304.805 letras dos cinco livros originais da Bíblia, Deus ordenou fossem mantidas num rolo de pergaminho em separado e colocado na entrada de cada residência. "Em 5760 " e "Em 5766", os anos 2000 e 2006, estão codificados naquelas 170 palavras. "Guerra Mundial" na única vez em que está codificada em toda a Bíblia, aparece no mesmo trecho, e cruza um dos versículos sagrados. "Holocausto Atômico" na única vez em que está codificado na Bíblia, também aparece junto com os dois mesmos anos nos mesmos versículos do pergaminho...E no local em que os anos 2000 e 2006 estão codificados, o texto oculto do pergaminho sagrado alerta-nos sobre a guerra: Bombardearão seu pais, terror, devastação, está sendo lançada"(O Código da Bíblia, 123,124).

O pergaminho sagrado conhecido como "Mezuzah", que em suas 170 palavras hebraicas contém codificadas tão sérias predições, consiste no texto de Deuteronômio 6: 4 - 9 que diz:

"Ouve, Israel: o Senhor teu Deus é o Único Senhor. Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de toda a tua força. Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração. Tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, andando pelo caminho, deitando-te e levantando-te. Também as atarás na tua mão por sinal, e te serão por faixa entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais da casa, e nas portas".

Drosnin continua: "Não poderia ser por mero acaso que os anos mais claramente codificados junto com "Guerra Mundial" estivessem ambos, ocultos nas 170 palavras que foram preservadas num rolo de pergaminho em separado durante três mil anos, e ainda hoje são presos ao umbral da porta de quase todos os lares em Israel. Se uma simples letra estiver faltando, um Mezuzah não pode ser utilizado. "Alguém" queria ter absoluta certeza de que, não importa o que pudesse acontecer ao restante da Bíblia, essas 170 palavras, esse rolo de pergaminho seria preservado, tal como originalmente escrito, com seu código intácto" (O Código da Bíblia, 124).

Para enfatizar a seriedade das advertências reveladas no texto da Mezuzah, Drosnin conclui:

"E aquele antigo código, que agora predizia que a Terceira Guerra Mundial poderia começar dentro de uma década, também predissera que a Segunda Guerra Mundial começaria " em 5700 " - no nosso calendário moderno, 1939 /1940...Armagedon nos anos 2000 - 2006 era o alerta codificado nos mesmos versículos sagrados da Bíblia, o código cuidadosamente preservado no Mezuzah" ( O Código da Bíblia,124).

Drosnin, sempre indagou o porque ele, um ateu, fora envolvido nessa questão tão séria. Poucos dias após a morte de Rabim, ele fizera esta pergunta para o Dr. Eliahu Rips, que respondeu-lhe: - É justamente por isso que você está envolvido nisso. Você pode contar ao mundo moderno sobre o código da Bíblia.

Sentindo ser esta a sua missão, Michael Drosnin, que já trabalhou no Washington Post e no Wall Street Journal; autor de Citizen Hughs, livro que esteve na lista de best-sellers do New York Times, escreveu o seu novo livro, O Código da Bíblia, onde revela a impressionante história de sua descoberta, as pesquisas que foram feitas, bem como suas comprovações.

Desde o seu lançamento nos Estados Unidos em 1997, O Código da Bíblia tem sido um best-seller absoluto, e tem se mantido no alto da lista dos livros mais vendidos em todos os países onde já foi publicado, entre os quais, Inglaterra, Alemanha, França, Itália, África do Sul, Austrália, Japão, Portugal, Espanha, Holanda, Brasil, etc.

OS PROTOCOLOS dos Sábios de Sião

Ter, 30 de Agosto de 2011 00:10
Parte I
Kap 1-10

CAPÍTULO I

Resumo.- O direito reside na força. A liberdade é uma idéia. O liberalismo.O ouro. A fé. A autonomia. O despotismo do capital. O inimigo interno. A multidão.A anarquia. A política e a moral. O direito do mais forte. O poder judaico-maçônico é invencível.O fim justifica os meios. A multidão é cega.O alfabeto político. As discórdias dos partidos. A forma de governo que melhor conduz ao nosso fim é a aristocracia. As bebidas alcoólicas. O classicismo. A devassidão. O princípio e as regras do governo Judaico e franco-maçon. O terror. Liberdade. Igualdade. Fraternidade. O princípio do governo dinástico. A destruição dos privilégios da aristocracia dos cristãos. Cálculo psicológico. Abstração da liberdade. Removibilidade dos representantes do povo

 

  • ABANDONANDO toda e qualquer fraseologia, estudemos cada idéia em si mesma e esclareçamos a situação com comparações e deduções.
    Formularei, portanto, nosso sistema do nosso ponto de vista e do ponto de vista dos cristãos.
    É preciso ter em vista que os homens de maus instintos são mais numerosos que os de bons instintos. Por isso se obtém melhores resultados governando os homens pela violência e o terror do que com discussões acadêmicas. Cada homem aspira ao poder, cada qual, se pudesse, se tornaria ditador ; ao mesmo tempo, poucos são os que não estão prontos a sacrificar o bem geral para conseguir o próprio bem.

    Quem conteve as feras chamadas homens? Quem os guiou até agora? No princípio da ordem social, submeteram-se à força bruta e cega, e mais tarde, à lei, que é essa força mascarada. Concluo, pois, de acordo com a lei da natureza, que o direito reside na força (1).
    A liberdade política é uma idéia e não uma realidade. É preciso saber aplicar essa idéia, quando for necessário atrair as massas populares ao seu partido com a isca duma idéia , se esse partido formou o desígnio de esmagar o partido que se acha no poder (nota: ex: Rev. Francesa). Esse problema torna-se fácil, se o adversário recebeu esse poder da idéia de liberdade, do que se chama liberalismo, e sacrifica um pouco de sua força a essa idéia. E eis onde aparecerá o triunfo de nossa teoria: as rédeas frouxas do poder serão logo tomadas, em virtude da lei da natureza, por outras mãos porque a força cega do povo não pode ficar um dia só sem guia, e o novo poder não faz mais do que tomar o lugar do antigo enfraquecido pelo liberalismo.
    Nos dias que correm, o poder do ouro substituiu o poder dos governos liberais. Houve tempo em que a fé governou. A liberdade é irrealizável , porque ninguém sabe usar dela dentro de justa medida. Basta deixar algum tempo o povo governar-se a si mesmo para que logo essa autonomia se transforme em licença. Então, surgem dissensões que em breve se transformam em batalhas sociais, nas quais os Estados se consomem e em que sua grandeza se reduz a cinzas.
    Se o Estado se esgota nas suas próprias convulsões ou se suas comoções intestinas o põem a mercê dos inimigos externos, pode ser considerado irremediavelmente perdido; caiu em nosso poder. O despotismo do capital, intacto entre nossas mãos, aparece-lhe como uma tábua de salvação, à qual, queira ou não queira, tem de se agarrar para não ir ao fundo.
    Aquele cuja alma liberal quiser considerar esses raciocínios como imorais, perguntarei: se todo Estado tem dois inimigos, e se lhe é permitido, sem a menor pecha de imoralidade, empregar contra o inimigo externo todos os meios de luta, como, por exemplo, não lhe dar a conhecer seus planos de ataque ou defesa, surpreendê-lo à noite ou com forças superiores, porque essas mesmas medidas, usadas contra um inimigo pior, que arruinaria a ordem social e a propriedade, seriam ilícitas e imorais?
    Um espírito equilibrado poderá esperar guiar com êxito as multidões por meio de exortações sensatas e pela persuasão, quando o campo está aberto à contradição, mesmo desarrazoada, mas que parece sedutora ao povo, que tudo compreende superficialmente? Os homens, quer sejam ou não da plebe, guiam-se exclusivamente por suas paixões mesquinhas, suas superstições, seus costumes, suas tradições e teorias sentimentais: são escravos da divisão dos partidos que se opõem a qualquer harmonia razoável. Toda decisão da multidão depende duma maioria ocasional ou, pelo menos, superficial; na sua ignorância dos segredos políticos, a multidão toma resoluções absurdas ; e uma espécie de anarquia arruina o governo.         A política nada tem de comum com a moral. O governo que se deixa guiar pela moral não é político, e portanto, seu poder é frágil. Aquele que quer reinar deve recorrer à astúcia e à hipocrisia. As grandes qualidades populares - franqueza e honestidade - são vícios na política, porque derrubam mais os reis dos tronos do que o mais poderoso inimigo. Essas qualidades devem ser os atributos dos reinos cristãos e não nos devemos deixar absolutamente guiar por elas.
    Nosso fim é possuir a força. A palavra "direito" é uma idéia abstrata que nada justifica. Essa palavra significa simplesmente isto: "Dai-me o que eu quero, a fim de que eu possa provar que sou mais forte do que vós". Onde começa o direito, onde acaba?
    Num Estado em que o poder está mal organizado, em que as leis e o governo se tornam impessoais por causa dos inúmeros direitos que o liberalismo criou, veio um novo direito, o de me lançar, de acordo com a lei do mais forte, contra todas as regras e ordens estabelecidas, derrubando-as; o de por a mão nas leis, remodelando as instituições e tornando-me senhor daqueles que abandonaram os direitos que lhes dava a sua força, renunciando a eles voluntariamente, liberalmente...

    Em virtude da atual fragilidade de todos os poderes, nosso poder será mais duradouro do que qualquer outro, porque será invencível até o momento em que estiver tão enraizado que nenhuma astúcia o poderá destruir...
    Do mal passageiro que ora somos obrigados a fazer nascerá o bem dum governo inabalável, que restabelecerá a marcha regular do mecanismo das existências nacionais perturbadas pelo liberalismo. O resultado justifica os meios. Prestamos atenção aos nossos projetos, menos quanto ao bom e ao moral do que quanto ao útil e ao necessário.

    Temos diante de nós um plano, no qual está exposto estrategicamente a linha de que não nos podemos afastar sem correr o risco de ver destruído o trabalho de muitos séculos.

    Para achar os meios que levam a esse fim, é preciso ter em conta a covardia, a instabilidade, a inconstância da multidão, sua incapacidade em compreender e discernir as condições de sua própria vida e de sua prosperidade. É necessário compreender que a força da multidão é cega, insensata, sem raciocínio, indo para a direita ou para a esquerda (2). Um cego não pode guiar outro cego sem levá-lo ao precipício ; do mesmo modo, os membros da multidão, saídos do povo,- embora dotados de espírito genial, por nada entenderem de política não podem pretender guiá-la sem perder a nação.
    Somente um indivíduo preparado desde a meninice para a autocracia é capaz de conhecer a linguagem e a realidade políticas. Um povo entregue a si próprio, isto é, aos ambiciosos do seu meio, arruina-se na discórdia dos partidos, excitados pela sede do poder, e nas desordens resultantes dessa discórdia. É possível às massas populares raciocinar tranqüilamente, sem rivalidades intestinas, dirigir os negócios de um país que não podem ser confundidos com os interesses pessoais? Poderão defender-se dos inimigos externos? É impossível. Um plano, dividido por tantas cabeças quantas há na multidão, perde sua unidade, tornando-se ininteligível e irrealizável.
    Somente um autocrata pode elaborar planos vastos e claros, pondo cada cousa em seu lugar no mecanismo da estrutura governamental. Concluamos, pois, que um governo útil ao país e capaz de atingir o fim a que se propõe, deve ser entregue às mãos dum só indivíduo responsável. Sem o despotismo absoluto, a civilização não pode existir ; ela não é obra das massas, mas de seu guia, seja qual for (3). A multidão é um bárbaro que mostra sua barbárie em todas as ocasiões.  Logo que a multidão se apodera da liberdade, transforma-a em anarquia, que é o mais alto grau de barbárie.

    Vede esses animais embriagados com aguardente, imbecilizados pelo álcool, a quem o direito de beber sem limites foi dado ao mesmo tempo que a liberdade. Não podemos permitir que os nossos se degradem a esse ponto... Os povos cristãos estão sendo embrutecidos pelas bebidas alcoólicas ; sua juventude está embrutecida pelos estudos clássicos e pela devassidão precoce a que a impelem nossos agentes, professores, criados, governantes de casas ricas, caixeiros, mulheres públicas nos lugares onde os cristãos se divertem. (4). No número das últimas, incluo também as mulheres de boa vontade a devassidão e o luxo das perdidas.

    Nossa palavra de ordem é:  Força e Hipocrisia. Somente a força pode triunfar na política, sobretudo se estiver escondida nos talentos necessários aos homens de Estado. A violência deve ser um princípio ; a astúcia e a hipocrisia, uma regra para os governos que não queiram entregar sua coroa aos agentes de uma nova força. Esse mal é o único meio de chegar ao fim, o bem. Por isso não nos devemos deter diante da corrupção, da velhacada e da traição, todas as vezes que possam servir as nossas finalidades. Em política, é preciso saber tomar a propriedade de outrem sem hesitar, se por esse meio temos de alcançar o poder.       Nessa conquista pacífica, nosso Estado tem o direito de substituir os horrores da guerra pelas condenações à morte, menos visíveis e mais proveitosas para conservar o terror (5) que obriga os povos a obedecerem cegamente. Uma severidade justa, mas inflexível, é o maior fator da força dum Estado ; não é somente nossa vantagem, porém nosso dever, para obter a vitória, seguir esse programa de violência e hipocrisia. Semelhante doutrina, baseada no cálculo, é tão eficaz quanto os meios que emprega. Não só por esses meios, mas também por essa doutrina de severidade, nós triunfaremos e escravizaremos todos os governos ao nosso supremo governo (6). Bastará que se saiba que somos inflexíveis para que cesse toda insubordinação.

    Fomos nós os primeiros que, já na antigüidade (7), lançamos ao povo as palavras "Liberdade, Igualdade, Fraternidade" (8), palavras repetidas tantas vezes pelos papagaios inconscientes que, atraídos de toda a parte por essa isca, dela somente tem usado para destruir a prosperidade do mundo, a verdadeira liberdade individual, outrora tão bem garantida dos constrangimentos da multidão. Homens que se julgavam inteligentes não souberam desvendar o sentido oculto dessas palavras, não viram que se contradizem, não repararam que não há igualdade na natureza, (9), que nela não pode haver liberdade, que a própria natureza estabeleceu a desigualdade dos espíritos, dos caracteres e das inteligências, tão fortemente submetidos às suas leis ; esses homens não sentiram que a multidão é uma força cega ; que os ambiciosos que elege são tão cegos em política quanto ela ; que o iniciado, por mais tolo que seja, pode governar, enquanto que a multidão dos não-iniciados, embora cheia de gênio, nada entende da política. Todas essas considerações não abrolharam no espírito dos cristãos ; entretanto, é nisso que repousa o princípio dinástico dos governos ; o pai transmite ao filho os segredos da política, desconhecidos fora dos membros da família reinante, a fim de que ninguém os possa trair. Mais tarde, o sentido da transmissão hereditária dos verdadeiros princípios da política se perdeu. O êxito de nossa obra aumentou.

    Todavia, no mundo, as palavras Liberdade, Igualdade, Fraternidade puseram em nossas fileiras, por intermédio de nossos agentes cegos, legiões inteiras de homens que arvoraram com entusiasmo nossos estandartes. Contudo, tais palavras eram os vermes que roíam a prosperidade dos não-judeus, destruindo por toda a parte a paz, a tranqüilidade, a solidariedade, minando todos os alicerces de seus Estados. Vereis pelo que  se segue como isso serviu ao nosso triunfo ; isso nos deu, entre outras cousas, a possibilidade de obter o triunfo  mais importante, isto é, a abolição dos privilégios, a própria essência da aristocracia dos cristãos, o único meio de defesa que tinham contra nós os povos e as nações. (10). Sobre as ruínas da aristocracia natural e hereditária, elevamos nossa aristocracia da inteligência e das finanças. Tomamos por critério dessa nova aristocracia a riqueza, que depende de nós, e a ciência, que é dirigida por nossos sábios.
    Nosso triunfo foi ainda facilitado pelo fato de, nas nossas relações com os homens de quem precisamos, sabermos tocar as cordas mais sensíveis da alma humana : o cálculo, a avidez, a insaciabilidade dos bens materiais, todas essas fraquezas humanas, cada qual capaz de abafar o espírito de iniciativa, pondo a vontade dos homens à disposição de quem compra sua atividade.
    A idéia abstrata da liberdade deu a possibilidade de persuadir ás multidões que um governo não passa de gerente do proprietário do país, que é o povo, podendo-se mudá-lo como se muda de camisa.
    A removibilidade dos representantes do povo coloca-os à nossa disposição ; els dependem de nossa escolha.

    Notas e comentários
    (1) é o conceito judaico do direito naturalista de Espinoza. A conferir com a famosa declaração, em discurso, de Stalin: "Nós, os comunistas, não reconhecemos nenhuma lei moral que de qualquer modo prejudique a liberdade de ação do plano central da revolução".
    Esta declaração dos "Protocolos", de que o direito reside na força, está de acordo com o Talmud, que, segundo as palavras do Prof. Cohen, em abril de 1833, citadas às páginas 62 e 63 do "Lichststrahlen am den  Talmud", ("raios de luz do Talmud"),
    de Dinter, "deve ser considerado, ainda hoje, como a única fonte da moral judaica" e como "a fonte judaica das leis judaicas". O escritor judeu Kadmi Cohen, com efeito, no seu livro "Nômades", págs. 52-53, diz que " o direito talmúdico nega o fato e exalta a vontade". Cita o próprio texto talmúdico que completa o conceito de residir o direito na força: Ein davar havened Bifnei haraçon, o que quer dizer: Nada pode resistir à vontade. Em contraposição, o direito romano-cristão se baseia em três preceitos morais: Honeste vivere, viver honestamente; neminem laedere, não lesar a ninguém; e suum cuique tribuere, dar o seu ao seu dono. A diferença é substancial e evidente.

    (2)Cf. René Guénon, "La crise du monde moderne", edição Bossard, Paris, 1927, pág. 185 : "A massa, sem dúvida, foi sempre conduzida deste ou daquele modo, podendo-se concluir, porque ela não passa dum elemento passivo, que é uma matéria no sentido aristotélico".

    (3)Cf. E. Eberlin, escritor judeu, no "Les Juifs d'Aujourd'hui", edição Rider, Paris, 1927, pág. 41: "A alta burguesia judaica pretende impor seus pontos de vista, aonde possa, à massa popular". (Eles mesmo admitindo...)

    (4) O tráfico das brancas e dos entorpecentes (já na época), a prostituição em larga escala, devidamente industrializada (já na época), é obra reconhecidamente judaica. Há uma sociedade internacional denominada "Zwig Migdal", que explora esse rendoso negócio e contra a qual têm sido impotentes as polícias dos Estados Modernos, corrompidos ou judaizados e liberais. Ver a documentação reveladora em Julio Alsogaray, "La prostitutión en Argentine", ed Denoel et Steele, Paris.

    (5) O papa Bento XV compreendeu isso admiravelmente e preveniu a cristandade em sua epístola Motu Proprio: "Eis que amadurece a idéia e que a todos os piores fatores de desordem ardentemente se devotam e da qual esperam a realização, o advento duma República Universal, baseada nos princípios da igualdade absoluta dos homens e na comunhão dos bens, da qual seja banida qualquer distinção de nacionalidades e que não reconheça nem a autoridade do pai sobre os filhos, nem a do poder público sobre os cidadãos, nem a de Deus sobre a sociedade humana. Postas em prática, tais teorias devem desencadear um regime de inaudito terror"....

    (6) A República Universal, sem autoridade, isto é, com a violência no lugar da autoridade, a que aludiu Bento XV.

    (7)Cf. Kadmi-Cohen,"Nômades", pág. 72: "Assim, nos corações semitas, para falar como Ibn Kaldun, floresciam como realidades vivas a Liberdade e a Igualdade, esses dois princípios gêmeos que, depois não passaram de letras maiúsculas inscritas nos preâmbulos das constituições e na fachada dos edifícios públicos".

    (8) Cf. Bernard Lazare, "L'Antisemitisme", vol II, págs 175-176: "...os judeus acreditaram, não somente que a justiça, a liberdade e a igualdade podiam ser soberanas do mundo, mas se julgaram com a missão especial de trabalhar para esse reino. Todos os desejos, todas as esperanças que estas três idéias faziam nascer acabaram por se cristalizar em torno duma idéia central: a dos tempos messiânicos."

    (9) Ver René Guénon, "Orient et Ocident", pág. 64: "O preconceito quimérico da igualdade vai de encontro aos fatos mais bem estabelecidos na ordem intelectual como na ordem física: é a negação de toda a hierarquia natural e o rebaixamento de todo o reconhecimento ao entendimento limitado do vulgo".

    (10) Um autor judeu reconhece isso, Jack London, quando escreve à página 206 do "Le Peuple de L'Abime": "Os grandes senhores feudais de antanho, gigantes louros da história, marchavam à frente nas batalhas. Sacrificavam sua pessoa, lutando duramente para ganhar suas esporas de ouro, fendendo os inimigos ao meio. Havia mais nobreza em manejar a espada de gume de aço do que em enriquecer, como hoje, comodamente sem risco, à custa do embrutecimento humano e da exploração feroz dos párias da vida".


 

CAPÍTULO II

Resumo. - As guerras econômicas são a base da supremacia judaica. A administração visível e os "Conselheiros Secretos". O êxito das doutrinas destruidoras. A assimilação na política. O papel da imprensa.O preço do ouro e o valor das vítimas judaicas

  • PRECISAMOS que as guerras não dêem, tanto quanto possível, vantagens territoriais(1). Transportada, assim, a guerra para o terreno econômico, as nações verão a força de nossa supremacia (2), e tal situação porá ambas as partes à disposição de nossos agentes internacionais, que têm milhares de olhos e que nenhuma fronteira pode deter. Então, nossos direitos internacionais apagarão os direitos nacionais, no sentido próprio da expressão, governando os povos, do mesmo modo que o direito civil dos Estados regula as relações entre seus súditos.

    Os administradores, escolhidos por nós no povo, em razão de suas aptidões servis, não serão indivíduos preparados para a administração do país.Assim, facilmente se tornarão peões de nosso jogo, nas mãos de nossos sábios e geniais conselheiros, de nossos especialistas, educados desde a infância para administrar os negócios do mundo inteiro (3). Sabeis que nossos especialistas reuniram as informações necessárias para administrar segundo nossos planos, tirando-as das experiências da história e do estudo de todos os acontecimentos notáveis.

    Os cristãos(4) não se guiam pela prática de observações imparciais tiradas da história, mas pela rotina teórica, incapaz de atingir qualquer resultado real. Por isso, não devemos contar com eles ; que se divirtam ainda durante algum tempo, vivendo de esperanças ou de novas diversões,  ou ainda da saudade dos divertimentos que tiveram. Deixemo-los acreditar na importância das leis científicas que lhes inculcamos - meras teorias. É com esse fim que constantemente aumentamos por intermédio de nossa imprensa sua confiança cega nessas leis. A classe intelectual dos cristãos ficará cheia de orgulho com esses conhecimentos, e sem os examinar logicamente, porá em ação todos os dados dessa ciência reunidos pelos nossos agentes para guiar seu espírito pelo rumo que precisamos.

    Não julgueis nossas afirmações sem base ; reparai no êxito que soubemos criar para o Darwinismo, o Marxismo, o Nietzchismo. Pelo menos para nós, a influência deletéria dessas tendências deve ser evidente (5).
    Temos necessidade de contar com as idéias, os caracteres, as tendências modernas dos povos para não cometermos erros na política e na administração dos negócios. Nosso sistema, cujas partes podem ser expostas diferentemente segundo os povos que encontremos em nosso caminho, somente pode dar resultado se sua aplicação for baseada nos resultados do passado confrontados com o presente.

    Os Estados modernos possuem uma grande força criadora : a imprensa. O papel da imprensa consiste em indicar as reclamações que se dizem indispensáveis, dando a conhecer as reclamações do povo, criando descontentes e sendo seu órgão.

    A imprensa encarna a liberdade da palavra. Mas os Estados não souberam utilizar essa força e ela caiu em nossas mãos(6). Por ela, obtivemos influência, ficando ocultos; graças a ela,  ajuntamos o ouro em nossas mãos, a despeito das torrentes de sangue e de lágrimas que nos custou conseguí-lo... Resgatamos isso, sacrificando muitos dos nossos. Cada uma de nossas vítimas, diante de Deus, vale milhares de cristãos.

    Notas e comentários
    (1) Discurso do maçon Corneau, grau 33, presidente do Conselho da Ordem do Grande Oriente na França, na sessão de 28 de junho de 1917, do Congresso Maçônico em Paris : "A guerra se transformou em formidável luta das democracias organizadas contra as potências militares e despóticas." No mesmo discurso, afirmou que a guerra não passava de simples etapa da Revolução Social. A confissão de que a guerra é desencadeada pelas forças ocultas mediante um plano de ação desconhecido se encontra no mesmo Congresso Maçônico, no discurso do maçon Lebey, Secretário da Ordem: "De Waterloo a Sedan, de Sedan ao Marne, de Lafayette a Washington e de Washington ao Presidente Wilson e ao Marechal Joffre, uma lógica obscura parece levar o mundo a um fim ignorado. " (note de quem parte tais declarações). V. Valéry-Radot , "Les temps de la colère" , e Leon de Poncins, "La dictadure des puissances occultes", edição Beauchesne, Paris , 1934, págs 196-197.

    (2) Essa supremacia está confirmada pelo judeu Bernard Lazare, no seu livro "L'Antisemitisme", vol. II, pág. 253, com estas palavras : "Constituídos num corpo solidário, os judeus abrem facilmente caminho na sociedade atual, relaxada e desunida. Se os milhões de cristãos que os rodeiam praticassem o apoio mútuo em lugar da luta egoísta, a influência do judeu seria logo esmagada; mas não o praticam e o judeu deve,  senão dominar, como dizem os anti-semitas, ter o máximo das vantagens sociais e exercer essa espécie de supremacia contra a qual o anti-semitismo protesta, sem a poder abolir, porque ela depende não só da classe burguesa judaica, mas da classe burguesa cristã."

    (3)H.de Balzac, "Les illusions perdues", tomo III: "Há duas histórias, a oficial, mentirosa, e a secreta, em que estão as verdadeiras causas dos acontecimentos". É por essa razão que René Guénon diz o seguinte à pág 25 de "Orient et Occident": "A verdadeira história pode ser perigosa para certos interesses políticos".

    (4) Empregamos a palavra cristão e cristãos todas as vezes que encontramos no texto dos protocolos os termos judaicos "goy" e " goiym".
    Segundo o erudito Saint-Yves d'Alveydre, no "L'Archéometre", assim os hebreus designam "O povo inorgânico privado de organização direta em proveito dum Estado político que lhe imponham letrados parasitários".  Esse significado quadra admiravelmente bem com o pensamento dos "Protocolos".

    (5) René Guénon observou e estudou admiravelmente esta questão da ciência que nos é imposta de acordo com os "Protocolos". Consultar "Orient et Occident", pág.20 :"Negando ou ignorando todo conhecimento puro ou supra-racional, a ciência abriu caminho que devia levar lógicamente, dum lado, ao positivismo e ao agnosticismo, que produzem a mais estreita limitação da inteligência e seu objeto: do outro, a todas as teorias sentimentalistas e voluntariosas que se esforçam em criar no infra-racional o que a razão não lhes pode dar." Idem, pág.65: "A meia ciência assim adquirida, (pela vulgarização), é mais nefasta do que a ignorância pura e simples, pois mais vale nada saber do que estar com o espírito abarrotado de idéias falsas..."

    (6)  O domínio do judaísmo na imprensa, nas agências de informação, de publicidade e distribuição de livros e jornais é notória.



 

CAPÍTULO III

Resumo - A serpente simbólica e sua significação. Instabilidade do equilíbrio onstitucional. O terror nos palácios. poder e a ambição. As máquinas de falar dos parlamentos, os panfletos. Os abusos do poder. A escravidão econômica. "A verdade do povo". Os açambarcadores e a aristocracia. O exército dos franco-maçons judeus. A degenerescência dos cristãos. A fome e o direito do capital. A vinda e a coroação do "Senhor Universal".

O objeto fundamental do programa das futuras escolas populares dos franco-maçons. O segredo da ciência da ordem social. Crise econômica geral. Segurança dos "nossos". O despotismo dos franco-maçons é o reinado da razão. Perda dum guia. A franco-maçonaria e a "grande" revolução francesa. O rei déspota é do sangue de Sião. Causas da invulnerabilidade da franco-maçonaria. A Liberdade.

 

 

POSSO hoje anunciar-vos que estamos perto do fim. Ainda um pouco de caminho e o círculo da Serpente Simbólica, que representa nosso povo, será encerrado. Quando esse círculo se encerrar, todos os  Estados estarão dentro dele, fortemente emoldurados. O equilíbrio constitucional será em breve destruído, porque o temos falseado, a fim de que não cesse de inclinar-se para um lado e outro até gastar-se completamente (1). Os cristãos julgavam ter construído bem solidamente esse equilíbrio e esperavam que os pratos da balança continuassem no mesmo nível. Mas, infelizmente para os cristãos, as pessoas reinantes são rodeadas por seus prepostos, que fazem tolices e se deixam levar pelo seu poder sem controle e sem responsabilidade. Devem esse poder ao terror que reina nos palácios. As pessoas reinantes, não tendo mais contacto com seu povo, nada podem concertar com ele, fortalecendo-se contra os indivíduos que aspiram ao poder. A força clarividente das pessoas reinantes e a força cega do povo, divididas por nós, perderam sua importância ; separadas, são tão cegas como um cego sem o seu bordão (2)
Para impelir os ambiciosos a abusar do poder, opusemos umas às outras todas as forças, desenvolvendo todas as suas tendências liberais para a independência... Encorajamos para esse fim todas as tendências, armamos todos os partidos e fizemos do poder o alvo de todas as ambições. Transformamos os Estados em arenas onde reinam os distúrbios... Dentro de pouco tempo, as desordens e bancarrotas surgirão por toda a parte (3).
Os falastrões inesgotáveis transformaram as sessões dos parlamentos e as reuniões administrativas em prélios oratórios. Jornalistas audaciosos e panfletários cínicos atacam diariamente o pessoal administrativo. Os abusos do poder, finalmente, prepararão a queda de todas as instituições, e tudo será destruído pela multidão enlouquecida.

Os povos estão mais escravizados ao trabalho pesado do que no tempo da servidão e da escravidão. É possível livrar-se de um modo ou de outro da escravidão e da servidão. É possível compactuar com ambas. Mas é impossível livrar-se da miséria. Os direitos que inscrevemos nas constituições são fictícios para as massas ; não são reais. Todos esses pretensos ""direitos do povo" somente podem existir no espírito e são para sempre irrealizáveis. Que vale para o proletário curvado sobre seu trabalho, esmagado pela sua triste sorte, o direito dado aos falastrões de falar, ou o direito concedido aos jornalistas de escrever toda espécie de absurdos misturados com cousas sérias, desde que o proletariado não tira das constituições outras vantagens senão as miseráveis migalhas que lhe lançamos de nossa mesa em troca dum sufrágio favorável às nossas prescrições, aos nossos prepostos e aos nossos agentes? Para o pobre diabo, os direitos republicanos são uma ironia amarga: a necessidade dum trabalho quase cotidiano não lhe permite gozá-los ; em compensação, tiram-lhe a garantia dum ganho constante e certo, pondo-o na dependência das greves, dos patrões e dos camaradas.
Sob a nossa direção, o povo destruiu a aristocracia, que era sua protetora e sua ama de leite natural, porque seu interesse era inseparável do interesse do povo. Agora que a aristocracia foi destruída, ele caiu sob o jugo dos açambarcadores, dos velhacos enriquecidos, que o oprimem de modo impiedoso.
Nós aparecemos ao operário como os libertadores desse jugo, quando lhe propusermos entrar nas fileiras do exército de socialistas (4) , anarquistas e comunistas que sempre sustentamos sob o pretexto de solidariedade entre os membros de nossa franco-maçonaria social. A aristocracia, que gozava de pleno direito do trabalho dos operários, tinha interesse em que os trabalhadores estivessem fartos, fossem sadios e fortes. Nosso interesse, ao contrário, é que os cristãos degenerem. Nosso poder reside na fome crônica, na fraqueza do operário, porque tudo isso o escraviza à nossa vontade, de modo que ele fique sem poder, força e energia de se opor a ela. A fome dá ao capital mais direitos sobre o operário do que a aristocracia recebia do poder real e legal.
Pela miséria e o ódio invejoso que dela resulta, manobramos as multidões e nos servimos de suas mãos para esmagar os que se oponham aos nossos desígnios.

Quando chegar a hora de ser coroado nosso soberano universal, essas mesmas mãos varrerão todos os obstáculos que se lhe anteponham.

Os cristãos perderam o hábito de pensar fora de nossos conselhos científicos. Por isso, não enxergam a necessidade urgente de fazer o que nós faremos, quando chegar o nosso reinado, isto é, ensinar nas escolas primárias a primeira de todas as ciências, a única verdadeira das ciências da ordem social, da vida humana, da existência social, que exige a divisão do trabalho, e por conseguinte, a divisão dos homens em classes e condições (5).
É preciso que cada um saiba que não pode existir igualdade em virtude das diversas atividades a que cada qual é destinado ; que todos não podem ser igualmente responsáveis perante a lei ; que, por exemplo, a responsabilidade não é a mesma naquele que, pelos seus atos, compromete toda uma classe, e naquele que somente atinge a sua honra. A verdadeira ciência da ordem social, em cujo segredo não admitimos os cristãos, mostraria a todos que o lugar e o trabalho de cada um devem ser diferentes, para que não haja uma fonte de tormentos em conseqüência da falta de correspondência entre a educação e o trabalho. Estudando essa ciência, os povos obedecerão de boa vontade aos poderes e à ordem social estabelecida por eles no Estado. Ao contrário, no estado atual da ciência, tal qual a fizemos, o povo, acreditando cegamente na palavra impressa, em conseqüência dos erros insinuados à sua ignorância, é inimigo de todas as condições que julga acima dele, porque não compreende a importância de cada condição.

Essa inimizade aumentará ainda em virtude da crise econômica que acabará por parar as operações da Bolsa e a marcha da indústria.
Quando criarmos, graças aos meios ocultos de que dispomos por causa do ouro, que se acha totalmente em nossas mãos, uma crise econômica geral, lançaremos à rua multidões de operários, simultaneamente, em todos os países da Europa. (6)
Essas multidões por-se-ão com voluptuosidade a derramar o sangue daqueles que invejam desde a infância na simplicidade de sua ignorância e cujos bens poderão então saquear (7)
Elas não tocarão nos nossos, porque conheceremos de antemão o momento do ataque e tomaremos medidas acauteladoras. (8)
Afirmamos que o progresso submeteria todos os cristãos ao reinado da razão. Será esse o nosso despotismo, que saberá acalmar todas as agitações com justas severidades, extirpando o liberalismo de todas as instituições.

Quando o povo viu que lhe faziam tantas concessões e complacências em nome da liberdade, julgou que era amo e senhor, e se lançou sobre o poder ; porém, naturalmente, foi de encontro, como um cego, a muitos obstáculos ; pôs-se a procurar um guia, não teve a idéia de voltar ao antigo e depôs todos os poderes aos nossos pés. Lembrai-vos da revolução francesa, a que demos o nome de "grande" ; os segredos de sua preparação nos são bem conhecidos, porque ela foi totalmente a obra de nossas mãos (9).

Desde então, levamos o povo de decepção em decepção, a fim de que renuncie mesmo a nós, em proveito do rei-déspota do sangue de Sião, que preparamos para o mundo (10).

  • Atualmente somos invulneráveis como força internacional, porque quando nos atacam em um Estado, somos defendidos nos outros. A infinita covardia dos povos cristãos, que rastejam diante da força, que são impiedosos para a fraqueza e para os erros, porém indulgentes para os crimes, que não querem suportar as contradições da liberdade, que são pacientes até o martírio diante da violência dum despotismo ousado, tudo isso favorece nossa independência. Sofrem e suportam dos primeiros ministros de hoje abusos pelo menor dos quais teriam decapitado vinte reis.
    Como explicar tal fenômeno e tal incoerência das massas populares em face dos acontecimentos que parecem da mesma natureza ?
    Esse fenômeno se explica pelo fato de fazerem esses ditadores - primeiros ministros - dizerem baixinho ao povo que, se causam mal aos Estados, isto é com o fito de realizar a felicidade dos povos, sua fraternidade internacional, a solidariedade, os direitos iguais para todos. Naturalmente, não se lhe diz que essa unidade será feita sob nossa autoridade.
    E eis como o povo condena os justos e absolve os culpados, persuadindo-se cada vez mais que pode fazer o que lhe der na veneta. Nessas condições, o povo destrói toda estabilidade e cria desordens a cada passo.
    A palavra "liberdade" põe as sociedades humanas em luta contra toda força, contra todo poder, mesmo o de Deus e o da natureza. Eis porque, no nosso domínio, excluiremos essa palavra do vocabulário humano por ser o princípio da brutalidade que transmuda as multidões em animais ferozes. É verdade que essas feras adormecem logo que se embriagam com sangue, sendo, então, fácil encadeá-las. Mas se não lhes der sangue, não adormecem e lutam (11).

    Notas e comentários
    (1) Esse equilíbrio é a famosa Harmonia dos poderes, tão ao agrado dos constitucionalistas modernos. O poder, que é um só, foi dividido em três, e às vezes, em quatro: judiciário,legislativo, executivo e moderador. Na luta pela imposição da ordem, ou dos interesses, fatal e naturalmente um deles se hipertrofia e se sobreleva os outros. Daí a situação falsa que se cria nos Estados, não correspondendo a realidade governamental nunca ao que teoricamente a constituição preceitua.

    (2) Eberlin, escritor judeu, "Les Juifs", pág.191 : "Os judeus estão em toda a parte. Não passam de 1% da população terrestre, e todavia, são os iniciados e os primeiros adeptos de qualquer obra política, econômica e social".

    (3) É preciso não esquecer - declara o imparcialíssimo G. Batault em "Le problème Juif", págs. 55-56, "que a história da civilização há dois mil anos é dominada por uma luta sem tréguas, com diversas alternativas e reveses, entre o espírito judaico e o espírito greco-romano".

    (4) E. de Leveleye, "Le socialisme contemporain", Paris, 1902, pág. 49, nota: "Os israelitas foram quase por toda a parte os iniciadores ou os propagadores do socialismo". A mesma opinião se encontra em Michels, "Les partis politiques", Paris, 1914, pág. 180: "O movimento socialista contemporâneo, apesar de seu rótulo, de suas pretensões científicas e de sua fraseologia tomada de empréstimo aos costumes e ao gosto do tempo, deve ser considerado, do ponto de vista ideológico, como uma espécie de movimento messiânico, porque está todo imbuído de concepções judaicas, todo penetrado de espírito israelita e nele os judeus exercem tão grande papel que se pode dizer preponderante."

    (5) Porque os movimentos nacionalistas e corporativistas ensinam isso, os judeus e seus sócios de empreitada, judaizantes, judaizados e altos maçons os odeiam de morte

    (6) A realização dessa profecia documenta a veracidade dos "Protocolos". Com efeito, segundo os cálculos fidedignos de F. Fried em "La fin du capitalisme", havia, no mundo em 1931, vinte e dois milhões de desempregados!!!(**lembrando a população mundial da época, nos países industrializados**) O resultado foram as chamadas "marchas da fome" por toda a parte...

    (7) Confira-se o que se passou na Itália, antes de Mussolini; na Alemanha, antes de Hitler; na Inglaterra, na França, na Áustria, na Espanha, nos Estados Unidos. Compare-se com as várias marchas da fome em diversos países. Será possível negar a evidência do plano revelado dezenas de anos antes?
    (** o mesmo vale para os dias atuais. Confira a realização exata do plano nos dias atuais, um século depois.Como poderiam 2 obsuros agentes da polícia secreta Czarista prever com precisão absoluta um século? Como os judeus podem negar o livro se eles cumprem exatamente todas as ações descritas nele???E sempre mantendo a mesma direção??Como negar um FLAGRANTE?**)

    (8) Confira-se com as medidas acauteladoras dos bens dos Rothschild durante os incêndios e saques da Comuna de Paris, em 1871, segundo Salluste, "Les Origines Secrètes du Bolchevisme".

    (9) A pág. 102 da notável obra "Les temps de la colère", Valéry-Radot chama as revoluções liberais da Europa, sem exceção, "revoluções judaicas". Tem toda a razão. Senão vejamos:  Na "Iudische Rundschau", revista judaica, nº4, de 1920, o líder judeu Dr. Caim Weissmann afirma categoricamente: "Nossa força construtiva se transformará em força destrutiva e poremos o mundo inteiro em estado de fermentação"
    É preciso dizer mais alguma coisa?
    Não há mais clara confirmação dos "Protocolos" pela pena de um próprio judeu!O  judeu Marcus Elias Ravage, num artigo do nº de janeiro de 1928 do "Century Magazine" assegura: "Tomai as três principais revoluções dos tempos modernos, a revolução francesa, a norte-americana e a russa. Serão outra coisa senão o triunfo da idéia judaica de justiça social, política e econômica?"
    Outra vez uma declaração sem comentários.
    Recorramos ao judeu Bernard Lazare, no seu livro "L'Antisémitisme", vol. I, pág. 247: "A Assembléia constituinte obedeceu ao espírito que a guiava desde suas origens, quando a 27 de setembro de 1791, declarou que os judeus gozariam em França dos direitos de cidadãos..." No vol. II, pág.7-8, "Esse decreto estava preparado de longa data, preparado pelo trabalho da comissão nomeada, pelos escritos de Lessing e Dohm, pelos de Mirabeau e Gregoire. Era o resultado lógico dos esboços tentados desde alguns anos pelos judeus e os filósofos. Mendelsohn, (o judeu Ben Moisés), na Alemanha, fora seu promotor, e mais adiante, defensor. E foi em Berlim, nos salões de Henriqueta de Lemos (judia de origem portuguesa), que Mirabeau se inspirou no convívio de Dohm".
    No mesmo volume, pág. 9: "A judiaria se reunia em Berlim com a mocidade revolucionária alemã nos salões de H. de Lemos e de Raquel de Varnhagen (outra judia)"
    À pág. 48, Bernard Lazare completa suas magníficas revelações: "Antes de tudo, a Revolução Francesa foi uma revolução econômica. Se pode ser considerada o termo duma luta de classes, deve-se também ver nela o resultado duma luta entre duas formas de capital, o capital imobiliário e o capítal-móvel, o capital real e o capital industrial e agiota. Com a supremacia da nobreza desapareceu a supremacia do capital rural, e a supremacia da burguesia permitiu a supremacia do capital industrial e agiota. A emancipação do judeu está ligada à história da preponderância desse capital industrial.
    O caráter internacional e judaico da Revolução Francesa não escapou, há mais de um século, à observação do cavalheiro de Malet, na sua obra "Recherches historiques et politiques qui prouvent l'existence d'une secte révolutionnaire, son antique origine, son organisation, ses moyens, ainsi que son but; et devoilent entierèment l'unique cause de la Révolution Française", Paris, edição Gide Fils, 1817. Eis o que ele diz: "Existe uma nação especial que nasceu e cresceu nas trevas, no meio de todas as nações civilizadas, com o fim de submetê-las todas ao seu domínio". (escrito em 1817!)
    O imparcialíssimo Batault escreve à página 148 de seu livro já citado: "Depois, veio a Revolução Francesa, que trouxe aos judeus sua emancipação na França e a preparou ao estrangeiro." Daí as revoluções judaicas de Valéry-Radot, confirmadas em Graetz, em "Histoire des Juifs", vide págs. 418-421: "A revolução de 1848 trouxe novas melhoras à situacão dos judeus, tendo seu reflexo em Viena e Berlim, provocando a completa emancipação dos judeus da Áustria e Alemanha; alguns mesmo foram eleitos deputados. Essa revolução teve consequências favoráveis para eles até na Rússia e nos Estados do Papa."

    (10) "La litterature des pauvres dans la Bible", do escritor judeu Isidoro Loeb, Paris, 1882, pág. 218: "Com ou sem o Rei-Messias, os judeus serão como o centro da humanidade, em torno do qual se reunirão os gentios, depois de sua conversão a Deus. A unidade da humanidade se fará pela unidade religiosa"
    (100% de acordo com os protocolos.)

    (11) Para isso, os judeus atiçadores de revoluções não tem poupado o sangue dos cristãos. Vide as estatísticas das vítimas do terror na França, da Tcheka (**futura KGB**) na Rússia, de Bela-Kun na Hungria, das Astúrias, etc... Lede esta declaração do judeu bolchevista Lunatcharsky: "Nós amamos o ódio! devemos pregar o ódio. Só por ele poderemos conquistar o mundo."


 

CAPÍTULO IV

Resumo.- As diversas fases duma república. A franco-maçonaria externa. A liberdade e a fé. A concorrência internacional do comércio e da indústria. O papel da especulação. O culto do ouro.

  • TODA república passa por diversas fases.(1) A primeira compreende os primeiros dias de loucura dum cego que se atira para a direita e para a esquerda. A segunda é a da demagogia, de onde nasce a anarquia; depois vem inevitavelmente o despotismo, não um despotismo legal e franco, mas um despotismo invisível e ignorado, todavia sensível ; despotismo exercido por uma organização secreta, que age com tanto menos escrúpulo quanto se acoberta por meio de diversos agentes, cuja substituição não só a não a prejudica, como a dispensa de gastar seus recursos, recompensando longos serviços.

    Quem poderá derrubar uma força invisível? Nossa força é assim. A franco-maçonaria externa serve unicamente para cobrir nossos desígnios ; o plano de ação dessa força, o lugar que assiste, são inteiramente ignorados do público.

    A própria liberdade poderia ser inofensiva e existir no Estado, sem prejudicar a liberdade dos povos, se repousasse nos princípios da crença em Deus, na fraternidade humana, fora da idéia de igualdade contrariada pelas próprias leis da criação , que estabelecem a subordinação.Com tal fé, o povo se deixaria governar pela tutela das paróquias e marcharia humilde e tranquilo sob a direção de seu pastor espiritual, submetido à distribuição divina dos bens deste mundo. Eis porque é preciso que destruamos a fé, que arranquemos do espírito dos cristãos o próprio princípio da Divindade e do Espírito, a fim de substituí-lo pelos cálculos e pelas necessidades materiais (2).
    Para que os espíritos dos cristãos não tenham tempo de raciocinar e observar, é necessário distraí-los pela indústria e pelo comércio. Desse modo, todas as nações procurarão suas vantagens e, lutando cada uma pelos seus interesses, não notarão o inimigo comum. Mas para que a liberdade possa, assim, desagregar e destruir completamente a sociedade dos cristãos, é preciso fazer da especulação(3) a base da indústria. Desta forma, nenhuma das riquezas que a indústria tirar da terra ficará nas mãos dos industriais, mas serão sorvidas pela especulação, isto é, cairão nas nossas burras.
    A luta ardente pela supremacia, os choques da vida econômica criarão e já criaram sociedades desencantadas, frias e sem coração.Essas sociedades terão uma profunda repugnância pela política superior e pela religião. Seu único guia será o cálculo, isto é, o ouro, pelo qual terão verdadeiro culto (4), por causa dos bens materiais que pode proporcionar. Então, as classes baixas dos cristãos nos seguirão em nossa luta contra a classe inteligente dos cristãos no poder, nossos concorrentes, não para fazer o bem, nem mesmo para adquirir a riqueza, mas simplesmente por ódio dos privilegiados.

    Notas e comentários
    (1) Kadmi-Cohen, "Nômades", págs. 152,153: "De modo geral, por toda a parte, os judeus são republicanos. A república, que tende ao nivelamento, foi sempre uma de suas mais caras aspirações." - "Seu ódio de toda autoridade dinástica ou pessoal, seu sincero amor das instituições republicanas, sua repulsa por toda injustiça acham sua explicação no unitarismo, ideal de sua raça." Ótimo! República para os outros se esfacelarem; autocracia para o seu domínio...

    (2)Por isso, declara E. Fleg. na "Antologie Juive", pág. 261: "O judaísmo orienta-se unicamente para o futuro terrestre." Por isso, numa conferência sob o patrocínio da loja La Parfaite Union, de Mulhouse (França) a 26 de maio de 1927, dizia o maçon senador Bréhier: "Durante dois séculos, nossa mais perigosa inimiga foi a Igreja". Por isso o judaísmo e a Igreja, segundo Kadmi-Cohen, em "Nômades", pág. 181: "São dois contrários, duas antinomias, dois blocos que se defrontam". Por isso o "Rituel du 33ème. degré du Grand Orient de France" declara: "Aniquilar o catolicismo contra o qual todos os meios são bons".

    (3) Diz o judeu Kadmi-Cohen, "Nômades", págs. 88-89 "Tudo no semita é especulação, de idéias ou de negócios, e, sob este último aspecto, que hino vigoroso não canta ele à glorificação do interesse terrestre!"
    Batault diz em "Le problème juif", pág.39: "Na finança, tudo se concentrou em algumas mãos invisíveis, tudo se trama no silêncio e na noite. Cúmplices e solidários, os autores são secretos e discretos. O instrumento são as operações anônimas da bolsa; compra e venda, venda e compra. Sob ações invisíveis, os pratos da balança do Destino oscilam.Contra a autoridade tirânica, contra o domínio do Econômico, é possível achar armas - o coração dos homens e a alma dos povos, mas deixam-nas enferrujar na bainha..."

    (4) O culto do ouro pelo judeu começa na Bíblia, com a adoração do Bezerro fundido por Aarão. Desde a mais alta antiguidade, o judeu cultiva e manobra o ouro. Por que razão os judeus intentaram um processo ao pretor Flaccus? (**Época do Império Romano**) Respondia Cícero, seu advogado, no "Pro Flacco": "Vendo que o ouro era, por conta dos judeus, exportado todos os anos da Itália e de todas as províncias para Jerusalém, Flaccus proibiu por um édito a saída do ouro da Ásia".
    Bernard Lazare, "L'Antisémitisme", vol I, pág. 174: "A medida que se avança, vê-se com efeito, crescer nos judeus a preocupação da riqueza e toda sua atividade prática se concentrar em um comércio especial, refiro-me ao comércio do ouro.". Pág,.187 : "O ouro deu aos judeus um poder que todas as leis políticas e religiosas lhes recusavam... Detentores do ouro, tornaram-se Senhores de seus Senhores..."
    Jack London, em "Le peuple de l'Abime": "O ouro é o passaporte do judeu".




    CAPÍTULO V

    Resumo.- Criação de forte concentração do governo. Os modos da franco-maçonaria se apoderar do poder. Por quê os Estados não conseguem entender-se. "Pre-eleição" dos judeus. O ouro é o motor de todos os mecanismos dos Estados. Os monopólios no comércio e na indústria. A importância da crítica. As instituições "como são vistas". Cansaço causado pelos discursos. Como tomar conta da opinião pública? A importância da iniciativa privada. O governo supremo.

     

    QUE FORMA de administração se pode dar a sociedades em que se por toda parte penetrou a corrupção , em que somente se atinge a riqueza por meio de surpresas hábeis que são meias-velhacadas ; sociedades em que reina a licença de costumes, em que a moralidade somente se agüenta por causa dos castigos e leis austeras, não por princípios voluntariamente aceitos ; em que os sentimentos de Pátria e Religião, são abafados por crenças cosmopolitas? Que forma de governo dar a essas sociedades se não a despótica, que descreverei mais adiante? Regularemos mecanicamente todos os atos da vida pública de nossos súditos por novas leis. Essas leis irão retomando uma a uma todas as complacências e todas as liberdades demasiadas concedidas pelos cristãos e nosso reinado se assinalará por um despotismo tão majestoso que estará em condições, em qualquer tempo e lugar, de fazer calar os cristãos que nos queiram fazer oposição e que estejam descontentes.

    Dir-nos-ão que o despotismo a que me refiro não está de acordo com os progressos modernos. Provarei o contrário.

    Quando o povo considerava as pessoas reinantes como pura emanação da Vontade Divina, se submetia sem murmurar ao absolutismo dos reis, porém desde o dia em que lhe sugerimos a idéia de seus próprios direitos, considerou  essas pessoas como simples mortais. A Unção Divina caiu da cabeça dos reis, pois que lhe arrancamos a crença em Deus; a autoridade passou para a rua, isto é, para um logradouro público, e nós nos apoderamos dela.

    Demais, a arte de governar as massas e os indivíduos por meio de uma teoria e duma fraseologia habilmente combinadas pelas regras da vida social e por outros meios engenhosos, dos quais os cristãos nada percebem, faz também parte de nosso gênio administrativo, educado na análise, na observação, em tais sutilezas de concepção que não encontram rivais, pois que não há ninguém como nós para conceber planos de ação política e de solidariedade. Somente os Jesuítas nos poderiam igualar nesse ponto, porém nós conseguimos desacreditá-los aos olhos da plebe ignorante, porque eles constituíam uma organização visível, enquanto que nós operávamos ocultamente por meio de nossa organização secreta. Aliás, que importa ao mundo o amo que vai ter? seja o chefe do catolicismo ou nosso déspota do sangue de Sião? Mas para nós, que somos o povo eleito, a questão já não é indiferente.
    Uma coligação universal dos (povos europeus) cristãos poderia dominar-nos por algum tempo, porém estamos garantidos contra contra esse perigo pelas profundas sementes  de discórdia que já se não podem mais arrancar de seu coração. Opusemos uns aos outros os cálculos individuais e nacionais dos cristãos, seus ódios religiosos e étnicos, que há vinte séculos cultivamos. É por isso que nenhum governo encontrará auxílio em parte alguma ; cada qual acreditará um acordo contra nós desfavorável a seus próprios interesses. Somos muito fortes e é preciso contar conosco. As potências não podem concluir o mais insignificante acordo sem que nele tomemos parte.
    Per me reges regnant - "por mim reinam os reis". Nossos profetas nos disseram que fomos eleitos por Deus mesmo para governar a terra. Deus nos deu o gênio, a fim de podermos levar a cabo esse problema. Embora surja um gênio no campo oposto, poderá lutar contra nós, mas o recém-vindo não valerá o velho habitante ; a luta entre nós será sem piedade e tal como nunca o mundo presenciou. Além disso, os homens de gênio chegariam tarde.
    Todas as engrenagens do mecanismo governamental dependem dum motor que está em nossas mãos: esse motor é o ouro. A ciência da economia política, inventada por nossos sábios, mostra-nos desde muito tempo o prestígio real do ouro.
    O capital, para ter liberdade de ação, deve obter o monopólio da indústria e do comércio; é o que já vai realizando a nossa mão invisível em todas as partes do mundo (1). Essa liberdade dará força política aos industriais e o povo lhe será submetido. Importa mais, em nossos dias, desarmar os povos do que levá-los à guerra ; importa mais servir as paixões incandescidas para nosso proveito do que acalmá-las ; importa mais apoderar-se das idéias de outrem e comentá-las do que baní-las.
    O problema capital do nosso governo é enfraquecer o espírito público pela crítica ; fazer-lhe perder o hábito de pensar, porque a reflexão cria a oposição ; distrair as forças do espírito, em vãs escaramuças de eloqüência.
    Em todos os tempos, os povos, mesmo os mais simples indivíduos, tomaram as palavras como realidades, porque se satisfazem com a aparência das coisas e raramente se dão ao trabalho de observar se as promessas relativas à vida social foram cumpridas. Por isso, nossas instituições terão uma bela fachada, que demonstrará eloqüentemente seus benefícios no que concerne ao progresso.
    Nós nos apropriaremos da fisionomia de todos os partidos, de todas as tendências e ensinaremos nossos oradores a falarem tanto que toda a gente se cansará de ouví-los.
    Para tomar conta da opinião pública, é preciso torná-la perplexa, exprimindo de diversos lados e tanto tempo tantas opiniões contraditórias que os cristãos acabarão perdidos no seu labirinto e convencidos de que, em política, o melhor é não ter opinião. São questões que a sociedade não deve conhecer. Só deve conhecê-las quem a dirige. Eis o primeiro segredo. (2)
    O segundo, necessário para governar com êxito, consiste em multiplicar de tal modo os defeitos do povo, os hábitos, as paixões, as regras de viver em comum que ninguém possa deslindar esse caos e que os homens acabem por não se entenderem mais aos outros. Essa tática terá ainda como efeito lançar a discórdia em todos os partidos, desunindo todas as forças coletivas que ainda não queiram submeter-se a nós; ela desanimará qualquer iniciativa, mesmo genial, e será mais poderosa do que os milhões de homens nos quais semeamos divergências. Precisamos dirigir a educação das sociedades cristãs de modo tal que suas mãos se abatam numa impotência desesperada diante de cada questão que exija iniciativa.
    O esforço que se exerce sob o regime da liberdade ilimitada é impotente, porque vai de encontro aos esforços livres de outros. Daí nascem dolorosos conflitos morais, decepções e insucessos. Fatigaremos tanto os cristãos com essa liberdade que os obrigaremos a nos oferecerem um poder internacional, cuja disposição será tal que poderá, sem as quebrar, englobar as forças de todos os Estados do mundo e formar o Governo Supremo.
    Em lugar dos governos atuais, poremos um espantalho que se denominará Administração do Governo Supremo. Suas mãos se estenderão para todos os lados como pinças e sua organização será tão colossal que todos os povos terão de se lhe submeterem (3).

_______________Notas e comentários_______________

(1) G. Batault "Le probleme juif", págs. 40-41: "É conveniente notar que foi um banqueiro judeu-inglês, o célebre economista David Ricardo, filho de um judeu holandês, emigrado em Londres, em fins do século XVIII, o inventor e o teorista duma concepção puramente econômica do mundo, que, hoje, o domina quase todo. O mercantilismo político contemporâneo, os negócios acima de tudo, os negócios considerados fim supremo dos esforços humanos, provém diretamente de Ricardo. Demais, o fundador do socialismo científico, o judeu-alemão Karl Marx, se colocou no próprio terreno de Ricardo, para combatê-lo, aproveitando grande número de suas concepções, de seus argumentos, de suas teorias e conclusões. O laço misterioso, a afinidade secreta que unem, apesar de tudo, os mercantilistas e os negocistas puritanos aos bolchevistas provém, em grande parte, de terem em comum, embora tirando conclusões diferentes, a mesma concepção e a mesma visão do mundo, as quais são produtos essencialmente semitas, saídos dos cérebros dos judeus Ricardo e Marx.  A concepção místico-judaica da humanidade é comum ao liberalismo puritano e ao socialismo dito científico, do qual brotou o bolchevismo."
Por isso os judeus agem no mundo em dois pólos opostos, que completam, porém, sua obra de desagregação da sociedades cristãs. O judeu Eberlin o reconhece na pág. 51 de seu livro já citado: "O cosmopolitismo do agiota torna-se o internacionalismo proletário e revolucionário". Diz Bernard Lazare que a "alma do judeu é dupla; dum lado é o fundador do capitalismo industrial, financeiro, agiota e especulador, colaborando para a centralização dos capitais destinada a destruir a propriedade, a proletarizar os povos e a criar a socialização; do outro, combate o capitalismo em nome do socialismo, isto é, da socialização total." Pelos dois lados, os judeus atingem o mesmo fim. Assim, segundo a opinião do mesmo Bernard Lazare, a Rothschild correspondem Marx e Lasalle. O judeu Kadmi-Cohen é explícito quanto ao mesmo assunto, escrevendo que Trotski e Rothschild "marcam as oscilações do pêndulo judaico". (**Veja porque os comunistas tiveram a revolução de 1917 financiada por banqueiros ocidentais...**) O plano está claramente delineado nos "Protocolos". Só os cegos e os ignorantes ainda não o perceberam... Há também quem não o queira perceber...
(2) Essa obra de despistamento é realizada sobretudo pela imprensa. Basta reparar como certos jornais em consórcio ou associados manobram ou manipulam a opinião pública em sentidos diversos, quando sua direção geral é única.
(3) Segundo o "Jewish Guardian" ("Sentinela Judaica") de 8 de outubro de 1920, o chefe sionista Dr. Caim Weissmann, declarou no discurso com que saudou num banquete o rabino Herz: "A nós, seu Povo Eleito, Deus deu o poder de nos espalharmos sem dano; o que para outros parece ser a nossa fraqueza é, em verdade, nossa força, e, assim, atingimos ao Domínio Universal. Só nos resta edificar sobre essa base." Não é possível ser mais claro!
Em sua obra, na pág. 99, Isidoro Loeb diz:"Os judeus tem tido esta alta ambição de ver os gentios se agruparem em torno deles, e se unirem sob o nome do verdadeiro Deus". A idéia vem do fundo dos séculos, acompanhando a trajetória da raça. O filósofo judeu-alexandrino Philon escreveu no "In Flaccum": "O castigo dos sofistas virá no dia em que o Império Judeu, império da salvação, for estabelecido no mundo." Recorramos ainda ao erudito israelita do "L'Antisémitisme", Bernard Lazare, no tomo I, págs. 50-51: "Sem a lei, sem Israel, o mundo não existiria, Deus o faria voltar ao nada; e o mundo somente conhecerá a felicidade quando submetido ao império universal dessa lei, isto é, ao império dos judeus". Como consequência disso, assegura B. Lazare: "Essa fé em sua predestinação, em sua eleição, desenvolveu nos judeus um orgulho imenso. Passaram a considerar os não-judeus com desprezo e mesmo com ódio" (Tomo I, pág.52) (** Basta ver o que está escrito no Talmud. Veja o que falam sobre os não-judeus**)
O imparcial Batault, referenda essas afirmações judaicas: "Os judeus perduram, assim, através da miragem da idade do ouro, da era nova, dos tempos messiânicos, em que o mundo viverá em alegria e paz, submetido a Iavé, escravizado pela lei, sob a direção sacerdotal, eleito pela Eternidade, amadurecido pela experiência, à espera dessa hora única." ("Le probleme juif", pág. 104). "O sonho internacionalista do judeu é a unificação do mundo pela lei judaica, sob a direção e domínio do povo sacerdotal" (pág. 155)
É de estarrecer a coincidência constante entre o espírito do judaísmo, confessado pelos próprios judeus, e o texto dos "Protocolos". Como duvidar de sua autenticidade diante dessa confrontação e da realização do que nele se profetiza?


 


CAPÍTULO VI

Resumo.- Os monopólios ; as fortunas dos cristãos dependem desses monopólios. A aristocracia privada de riqueza territorial.O comércio, a indústria e a especulação. O luxo. A alta do salário e o encarecimento dos gêneros de primeira necessidade. A anarquia e a embriaguez. O sentido secreto da propaganda das teorias econômicas.

 

  • CRIAREMOS em breve enormes monopólios, colossais reservatórios de riquezas, dos quais as próprias fortunas dos cristãos dependerão de tal modo que serão por eles devoradas, como o crédito dos Estados no dia seguinte a uma catástrofe política... (1)

    Os senhores economistas aqui presentes devem considerar a importância dessa combinação!....

    Precisamos desenvolver por todos os meios possíveis a importância de nosso Governo Supremo representando-o como protetor e remunerador de todos os que se lhe submetam voluntariamente.

    A aristocracia dos cristãos desapareceu como força política e não temos mais que contar com ela; porém como proprietária de bens territoriais, poderá prejudicar-nos na medida da independência de seus recursos. É preciso, portanto, arrancar-lhe as suas terras. O melhor meio para isso é aumentar os impostos sobre seus bens de raiz, a fim de endividar a terra. Essas medidas manterão a propriedade territorial num estado de absoluta sujeição. (2)

    Como os aristocratas cristãos não sabem, de pais a filhos, se contentar com pouco, serão rapidamente arruinados.

    Ao mesmo tempo, devemos proteger fortemente o comércio e a indústria, sobretudo a especulação, cujo papel é servir de contrapeso à indústria;  sem a especulação, a indústria multiplicaria os capitais privados e melhoraria a agricultura, libertando a terra das dívidas criadas pelos bancos rurais. É necessário que a indústria tire à terra o fruto do trabalho, como o do capital , que nos dê, pela especulação, o dinheiro de todo o mundo: lançados, assim, às fileiras dos proletários, todos os cristãos se inclinarão diante de nós para terem ao menos o direito de viver. (3)
    Para arruinar a indústria dos cristãos, desenvolveremos a especulação e o gosto do luxo, desse luxo que tudo devora. Faremos subir os salários, que, entretanto, não trarão proveito aos operários, porque faremos, ao mesmo tempo, o encarecimento dos gêneros de primeira necessidade, devido, como apregoaremos, à decadência da agricultura e da pecuária (4); demais, habilmente e profundamente subverteremos as fontes de produção, habituando os operários à anarquia e as bebidas alcoólicas (5), recorrendo a todas as medidas possíveis para afastar da Terra os cristãos inteligentes.
    Para impedir que essa situação seja vista prematuramente sob seu verdadeiro aspecto, mascararemos nossos verdadeiros desígnios com o pretenso desejo de servir às classes trabalhadoras e de propagar os grandes princípios econômicos que atualmente ensinamos.
    _______________Notas e comentários_______________

    (1) O que se passou no mundo moderno, depois do aparecimento dos "Protocolos" autentica o plano judaico. Como poderiam adivinhar? Os monopólios, os trustes, os cartéis, os açambarcamentos multiplicaram-se por toda a parte e os jogos financeiros devoraram os créditos de todos os Estados. Basta ler o formidável e documentadíssimo livro "La fin du capitalisme", de Fernand Fried, com prefácio do judeu Daniel Halévy, Edição Bernard Grasset, Paris, 1932, para verificar como as idéias-dinheiro criaram o capital e quais seus resultados: distribuição desigual de rendas e oligarquias financeiras, a tragédia das massas, o socialismo, o marxismo, a crise, a paralisia e o endividamento dos Estados, tudo o que decorre dos "Protocolos"...
    (2) Esta parte do plano tem sido visibilíssima. Basta observar como por toda a parte, sem o menor estudo sério das realidades e condições locais, se grita contra o latifúndio, e, ao menor surto revolucionário, se trata de distribuir as terras.Examine-se o aumento constante dos impostos sobre os bens de raiz em qualquer nação do mundo e se ficará assombrado da maneira como o judaísmo-maçônico sugere aos legisladores e governantes todas as medidas que deseja por em prática. Fernand Fried, tratando da crise moderna (**de 1929**), diz, por ignorar a questão judaica (?), que nela, crise, "não há erro, mas fatalidade". Com efeito, o plano oculto é tão diabólico que se transformou para os povos cristãos num novo destino.
    (3) Tudo o que aí está: separação dos interesses da indústria e do comércio dos interesses da terra, estiolamento e garroteamento da agricultura, especulação, luxo desbragado, tudo isso temos visto e estamos vendo.
    (4) É o círculo vicioso de que fala F. Fried, op. cit. pág.122 : "Vemos, na economia mundial, que se defrontam, não só a oferta e a procura paralisadas, sem esperança de se tornarem a equilibrar; mas também, dum lado, os camponeses empobrecidos, incapazes de adquirir objetos manufaturados, máquinas e utensílios; do outro, as massas operárias tão empobrecidas que não podem mais satisfazer suas necessidades indiretas de matérias primas. Tanto menos o camponês compra trabalho quanto mais a produção da indústria diminui, aumentando o número de fábricas fechadas e de desempregados, e os operários compram em menor quantidade de pão ao camponês. E o ciclo recomeça... O sistema está num beco sem saída. Os depósitos, as salas das fábricas sem vida, os exércitos de desempregados crescerão ainda, incharão e chegaremos a morte pelo congelamento da economia mundial..."
    Já os créditos estão na maioria congelados, o que é significativo (**entre 1929 e 1936**)
    O texto dos "Protocolos" data de 30 anos (**hoje de 100 anos, e continua sendo seguido a risca**); é o traçado maldoso do plano. O texto de Fried data de 5 anos: é a verificação inocente dos resultados do plano.

    (5) Nos países de grandes massas camponesas, sobretudo, os judeus se entregam ao comércio das bebidas alcoólicas, propagando com rara habilidade o vício da embriaguês. (** Veja quem são os donos da gigantesca Seagram...**) Segundo o judeu Bernard Lazare, em "L'Antisémitisme", vol II, pág. 23, na Romênia, como aliás, na Rússia, "eles arrematavam o monopólio da venda das bebidas alcoólicas..." Idem, pág. 24: "pela lei de 1856, foi-lhes retirado o direito de vender bebidas alcoólicas". Em 1887, Calixto de Wolski escrevia em "La Russie Juive", pág. 55, que os judeus tinham obtido, na Rússia, "o direito de venda de aguardente nos botequins das pequenas cidades e dos campos, onde, para eles, a arte de embrutecer os camponeses pela embriaguês, o abuso e a propaganda das bebidas alcoólicas se tornou a mais produtiva das especulações.""
    (**conforme os protocolos: degenerar os povos cristãos ao mesmo tempo que se eleva explorando pelos vícios deles e acumulando riquezas através dessa indústria lucrativa do vício...**)
    Na Europa Oriental, havia mesmo uma designação própria para os judeus que se ocupavam da venda de bebidas alcoólicas: eram os felatakim.
    Assim, desta vez, os "Protocolos" comprovam uma ação a que os judeus já se vinham entregando e continuam a entregar-se.


     


    CAPÍTULO VII

    Resumo.- Porque é preciso aumentar os armamentos. Fermentações, discórdias e ódios no mundo inteiro. Coação da oposição dos cristãos pelas guerras e pela guerra geral. O segredo é o penhor do êxito na política. A imprensa e a opinião pública. Os canhões americanos, japoneses e chineses.

     

    O AUMENTO dos armamentos e do pessoal da polícia é um complemento imprescindível do plano que estamos expondo. É preciso que não haja mais, em todos os Estados, além de nós, senão massas de proletários, alguns milionários que nos sejam dedicados, policiais e soldados (1).
    Em toda a Europa, bem como nos outros continentes, devemos suscitar agitações, discórdias e ódios. O proveito é duplo. Dum lado, manteremos, assim, em respeito todos os países, que saberão que poderemos, à nossa vontade, provocar a desordem ou restabelecer a ordem : todos esses países se habituarão, pois, a nos considerar como um fardo necessário. Do outro, nossas intrigas embrulharão todos os fios que estenderemos nos gabinetes governamentais por meio da política, dos contratos econômicos e dos compromissos financeiros. Para atingir nosso fim, precisaremos dar prova de grande astúcia no decurso dos entendimentos e negociações ; mas no que se chama "a linguagem oficial", seguiremos uma tática oposta, parecendo honestos e conciliadores. De tal modo, os povos e os governos cristãos, que acostumamos a olhar somente a face do que lhe apresentamos, mais uma vez nos tomarão  com benfeitores e salvadores da humanidade.  A qualquer oposição, deveremos estar em condições de fazer declarar guerra pelos vizinhos da nação que ousar criar-nos embaraços (2); e, se esses próprios vizinhos se lembrarem de se aliar contra nós, devemos repelí-los por meio duma guerra geral.
    O mais seguro caminho do êxito em política é o segredo de todas as empresas (e intenções); a palavra do diplomata não deve concordar com seus atos.

    Devemos obrigar os governos cristãos a obrar de acordo com este plano, que amplamente concebemos e que já está chegando à sua meta . A opinião pública ajudar-nos-á, essa opinião pública que o "grande poder", a imprensa, secretamente já pôs em nossas mãos. Com efeito, com poucas exceções, que não tem importância, a imprensa está toda em nossa dependência. Em uma palavra, para resumir nosso sistema de coação dos governos cristãos da Europa, faremos ver a um nossa força por meio de atentados, isto é, pelo terror; a todos, se todos se revoltarem contra nós, responderemos com os canhões americanos, chineses e japoneses (3).

_______________Notas e Comentários_______________
  • (1) Parece não ser preciso comentar a "corrida armamentista" da qual diariamente falam os jornais, nem lembrar que as grandes fábricas de armas e munições, os grandes estaleiros de construções navais e o monopólio do níquel estão nas mãos de judeus... Por que não há meio dos governos decretarem que só o Estado pode fazer engenhos de guerra? Bastaria isto para diminuir os armamentos e as possibilidades de guerra. É bom, porém, notar o aumento visível de forças policiais (especiais) no mundo inteiro: Brigadas de Guardas Móveis na França, Brigadas de Choque na Áustria e na Espanha, Polícias Especiais no Brasil, etc...
    (2) Nos casos Ítalo-Etíope e da Renânia, é aparente, claro, o trabalho do judaísmo nesse sentido. Maçons e judeus chegaram a pregar na França a "guerra preventiva contra a Alemanha".
    (3) O plano judeu é, depois de armar os não-europeus, insuflar-lhes idéias socialistas ou imperialistas e lançá-los contra a Europa. Em "La crise du monde moderne", págs. 203-204, René Guénon pressentiu o problema: "Hoje existem orientais que mais ou menos estão completamente ocidentalizados (ou melhor, judaizados), que abandonaram sua tradição para adotar todas as aberrações do mundo moderno e esses elementos desviados, graças ao ensino das universidades européias e americanas, se tornam nas suas pátrias causas de perturbação ou agitação."
    Veja o comunismo anarquizando a China, o Turquestão, e a Pérsia, já tomando conta da Mongólia e pretendendo espraiar-se pela Ásia.

    CAPÍTULO VIII

    Resumo. - Uso equívoco do direito teórico. Os colaboradores do regime franco-maçon. Escolas particulares e de educação superior inteiramente particular. Economistas e milionários. A quem se deve confiar os postos de responsabilidade no governo.

     

    DEVEMOS apropriar-nos de todos os instrumentos de que nossos adversários possam empregar contra nós.
    Devemos buscar nas sutilezas e delicadezas da língua jurídica uma justificação para o caso em que tenhamos de pronunciar sentenças que possam parecer muito ousadas e injustas, porque é mister exprimir essas sentenças em termos que tenham a aparência de ser máximas morais muito elevadas, conservando seu caráter legal (1).  Nosso regime deve rodear-se de todas as forças da civilização, no meio das quais deverá obrar. Rodear-se-á de publicistas, jurisconsultos experientes, administradores, diplomatas, enfim, homens preparados por uma educação superior especial em escolas especiais. Esses homens conhecerão todos os segredos da existência social, todas as linguagens formadas de letras ou de termos políticos, todos os bastidores da natureza humana, todas as cordas sensíveis que deverão saber tocar. Essas cordas são o feitio do espírito dos cristãos, suas tendências, seus defeitos, seus vícios e suas qualidades, suas particularidades de classe ou condição. Fica bem entendido que esses colaboradores de gênio do nosso governo não serão tomados entre os cristãos, habituados a fazer seu trabalho administrativo sem cuidar de sua utilidade. Os administradores cristãos assinam papéis sem ler ; servem por interesse ou por ambição.
    Rodearemos nosso governo por uma multidão de economistas. Eis porque as ciências econômicas são as mais importantes a serem ensinadas aos judeus. Rodear-nos-emos duma plêiade de banqueiros, industriais, capitalistas, e sobretudo milionários, porque, em suma, tudo será decidido pelas cifras.
    Durante certo tempo, até o momento em que não houver mais perigo em confiar os postos de responsabilidade de nossos Estados a nossos irmãos judeus, confia-los-emos a indivíduos cujo passado e cujo caráter sejam tais que haja um abismo entre eles e o povo, a homens tais que, em caso de desobediência as nossas ordens, não lhe reste outra coisa a esperar senão a condenação ou o exílio, a fim de que defendam nossos interesses até o derradeiro alento (2).

    _______________Notas e Comentários_______________

    (1) O culto do jurista, sobretudo do hermeneuta, na sociedade moderna, é resultado da propaganda judaica. Destina-se à criação desses juristas ôcos e pretensiosos que servem, às vezes inconscientemente, a Israel e as sociedades secretas para irem subindo na vida. Os judeus tem de usar o direito teórico contra os cristãos, porque entre eles o nosso direito não tem curso e valia. Os judeus possuem um código de leis secreto que se denomina "Schulam Aruch", isto é, "A mesa servida", tirado do Talmud no século XVI pelo rabino José Auaro. A primeira edição foi feita em veneza, em 1565. A segunda, revista, comentada e corrigida, pelo rabino Moses Isserles, se imprimiu em Cracóvia, em 1573. Os judeus ocultam e negam a existência desse código. Johann Andreas Eisenmenger, no século XVIII, Henrique George Loewe e João di Pauli, no século XIX, fizeram traduções que logo desapareceram de circulação. O Dr. Briman, que, sob o pseudônimo de Justus, publicou no "Der Iudenspiegel" ("O espelho judaico") alguns trechos do "Schulan Aruch", sofreu terríveis perseguições, que terminaram em retumbante processo.
    Esse código não reconhece direito algum aos cristãos, nem de propriedade, nem de família; nega-lhes a faculdade de dar testemunho e permite que o judeu o roube e espolie. No "Stocken ha mischpath", 2,1, declara que o Beth-Dine pode condenar à morte, quando julgar isso oportuno, "mesmo se o crime não merecer a pena de morte".
    Cf. Icher, "Der Iudenspiegel in dichte der Harhbeit"; Henri Ellenberger, "Manuel d'Histoire", Tomo XVI; V. Dangen, "La loi sécrète juive";  Fara, "Le Schoulan Arouch", in "La libre parole", nº11, novembro de 1934.

    (Nota para os dias atuais: note como o judeu distorce os conceitos a seu favor: classificam como propaganda de ódio
    toda crítica a seu respeito; usam e abusam de rótulos como "anti-semita", "racista" e "nazista" a qualquer um que se oponha a eles, de maneira covarde e difamatória. Porém agem dessa mesma maneira, ou também não é ódio o que eles promovem quando fazem propaganda anti-européia, especialmente anti-alemã? Toda difamação de um povo, para sempre, também não é ódio? Todos os filmes que fazem contra os alemães não é ódio também? Quando elementos como Daniel Goldhagen expressam "pérolas" como "o mau gene alemão", isso não é propaganda de ódio, calúnia e difamação???julgue você mesmo...)

    (2) Eis porque aqueles que não conhecem os bastidores dos governos não podem compreender que só se escolham para os altos cargos indivíduos sem moral e sem dignidade. Os outros não servem a Israel. São afastados.


     

    CAPÍTULO IX

    Resumo.- Aplicação dos princípios maçônicos para refazer a educação dos povos. A palavra de ordem franco-maçônica. Importância do anti-judaísmo. As ditadura da franco-maçonaria. O terror. Aqueles que servem à franco-maçonaria. A força "inteligente" e a força cega dos reinos cristãos. Comunhão do poder com o povo. A arbitrariedade liberal. Usurpação da instrução e da educação. Interpretação das leis. Os metropolitanos.

     

    NA APLICAÇÃO de nossos princípios, prestai atenção ao caráter do povo no meio do qual vos encontrardes e obrardes; uma aplicação geral e uniforme desses princípios, antes de refazermos a educação geral do povo, não logrará êxito. Mas aplicando-os prudentemente, vereis que se não passarão dez anos para se transformar  o caráter mais obstinado e para que contemos mais um povo em nossa dependência.
    Quando nosso reinado chegar, substituiremos nossa palavra de ordem - Liberdade, Igualdade e Fraternidade - não por outra palavra de ordem, porém pelas mesmas palavras transformadas em idéias ; diremos: "direito à liberdade", "dever de igualdade" e "ideal de fraternidade"... Agarremos o touro pelos chifres... De fato, já destruímos todos os governos, exceto o nosso, embora haja ainda muitos governos de direito (1). Nos dias que correm, se alguns Estados levantam protestos contra nós, fazem-no pro-fórmula, e por nossa ordem, porque seu anti-judaísmo nos é necessário para governar nossos irmãos menores. Não vos explicarei isso mais claramente, porque esse assunto já foi tratado em nossos entendimentos.
    Na realidade, não há mais obstáculos à nossa frente. Nosso Governo Supremo está em condições extra-legais que é conveniente denominar com um termo forte e enérgico: ditadura. Posso afirmar conscientemente que somos atualmente legisladores; pronunciamos as sentenças da justiça, condenamos à morte e perdoamos; estamos como chefes de nossas tropas montados no cavalo do general comandante. Governaremos com mão firme, porque nos apoderamos dos restos dum partido outrora forte e hoje submetido por nós. Temos nas mãos ambições desmedidas, muita avidez ardente, vinganças sem piedade. ódios e rancores (2).
    De nós promana o terror que tudo invade (3). Temos a nosso serviço homens de todas as opiniões, de todas as doutrinas ; restauradores de monarquias, demagogos, socialistas e comunistas (4) e toda a sorte de utopistas ; atrelamos o mundo inteiro ao nosso carro: cada qual mina de seu lado os derradeiros restos do poder, esforçando-se por derrubar tudo o que ainda se mantém de pé. Todos os Estados sofrem com essas perturbações, pedem calma e estão dispostos a tudo sacrificar pela paz; mas nós não lhes daremos a paz, enquanto não reconhecerem nosso Governo Supremo, abertamente e humildemente.
    O povo se pôs a gritar que é necessário resolver a questão social por meio dum acordo internacional. A divisão  do povo em partidos pôs todos esses partidos à nossa disposição, porque para sustentar sua luta de emulação é preciso dinheiro e nós é que temos todo o dinheiro.
    Poderíamos recear a aliança da força inteligente das pessoas reinantes com a força cega do povo, mas tomamos todas as medidas possíveis contra essa eventualidade: entre essas duas forças erguemos a parede do medo recíproco. Deste modo, a força cega do povo é nosso apoio e seremos os únicos a guiá-la; saberemos dirigí-la com segurança para os nossos fins.
    A fim de que a mão do cego não possa repelir a nossa direção, devemos estar de tempos em tempos em comunicação direta com ele, senão pessoalmente, pelo menos por meio de nossos mais fiéis irmãos. Quando formos um poder reconhecido, conversaremos nós mesmos com o povo nas praças públicas e o instruiremos sobre as questões políticas, no sentido que julgamos necessário.

    Como verificar o que lhe for ensinado nas escolas de aldeia? O que disser o enviado do governo ou a própria pessoa reinante não poderá deixar de ser logo conhecido em todo o Estado, porque será depressa espalhado pela voz do povo. Para não destruir prematuramente instituições dos cristãos, temos tocado nelas com habilidade, tomando em nossas mãos as molas de seu mecanismo. Essas molas estavam dispostas numa ordem severa, mas justa ; substituímo-la pela arbitrariedade desordenada. Tocamos na jurisdição, as eleições, na imprensa, na liberdade individual, e, sobretudo, na instrução e na educação, que são as pedras angulares da existência livre.

    Mistificamos, embrutecemos e corrompemos a mocidade cristã por meio duma educação fundada em princípios e teorias que sabemos falsos e que são inspirados por nós. (5)

    Por cima das leis existentes, sem mudá-las de modo essencial, porém somente as desfigurando por interpretações contraditórias, obtivemos resultados prodigiosos. Esses resultados manifestaram-se ao princípio em comentários que mascararam as leis e, em seguida, completamente as esconderam dos olhos dos governos incapazes de se orientarem numa legislação embrulhada. (6)
    Daí a teoria do tribunal da consciência. Dizeis que se rebelarão de armas em punho contra nós, se, antes de tempo, ou tarde, se aperceberem da manobra, mas nesse caso, nos países ocidentais, lançaremos mão duma manobra tão terrível que as almas mais corajosas tremerão: os metropolitanos já estarão construídos em todas as capitais e fá-los-emos ir pelos ares com todas as organizações e documentos de  todos os Estados (7).

    __________Notas e Comentários__________

    (1) Diz E. Eberlin em seu livro "Les Juifs", pág. 201: "Quanto mais uma revolução é radical, mais liberdade e igualdade resultam para os judeus. Toda nova corrente de progresso consolida a posição dos judeus."
    B. Lazare, "L'Antisémitisme", vol II, pág. 17: "... a assimilação legal acabou na França, em 1830, quando Lafitte fez inscrever o culto judeu no orçamento. Era o dasabamento definitivo do Estado Cristão, embora o Estado Leigo ainda não estivesse completamente constituído. Em 1839, o derradeiro vestígio das antigas separações entre judeus e cristãos desapareceu com a abolição do juramento More Judaico. A assimilação moral não foi assim tão completa." Idem, pág. 54: "Os israelitas deveram sua emancipação  a um movimento filosófico coincidindo ( é muita concidência! ) com um movimento econômico e não a abolição das prevenções seculares que existiam contra eles". Idem, pág 21-22: "Somente em 1848 os israelitas austríacos se tornaram cidadãos . Na mesma época, sua emancipação se fez na Alemanha, na Grécia, na Suécia, na Dinamarca. De novo, os judeus deveram sua independência ao espírito revolucionário, que, mais uma vez, vinha da França.
    Ewerbeck, em "Qu'est ce que la Bible?", Paris, 1850, págs. 628-660, traduz estes trechos de Karl Marx num artigo sobre Bruno Bauer: "O judeu trabalha em pról da idéia emancipadora universal... A emancipação judaica, na sua extrema significação, é a emancipação da humanidade dos laços que o judaísmo lhe impôs..."
    (2) Cf. Polzer Hodlizt, "Kaiser Karl", Viena, 1929, págs. 302, 385, palavras atribuídas a Anatole France : "A democracia não tem coração nem entranhas. A serviço das forças do Ouro é sem piedade e desumana!"
    Está conforme...


     

    CAPÍTULO X

    Resumo.- A força das coisas na política. A "genialidade" da baixeza.O que promete o golpe de Estado franco-maçônico.O sufrágio universal. A estima de si mesmo.Os chefes dos franco-maçons.O guia genial da franco-maçonaria. As instituições e suas funções. O veneno do liberalismo. A constituição é a escola das discórdias de partidos. A era republicana.Os presidentes são criaturas da franco-maçonaria. Responsabilidade dos presidentes. O "Panamá". O papel da Câmara dos Deputados e do Presidente.A franco-maçonaria é uma força legislativa.A nova constituição republicana. Passagem para a "autocracia" franco-maçônica. Momento da proclamação do "rei universal". Inoculação de doenças e outros malefícios da franco-maçonaria.

     

    COMEÇO AGORA repetindo o que já disse e peço-vos que vos lembreis que os governos e os povos somente vêem a aparência das cousas.E como poderiam deslindar seu sentido íntimo, se seus representantes pensam, acima de tudo, em se divertirem? Importa muito para nossa política conhecer esse pormenor ; ser-nos-á de grande auxílio, quando passarmos à discussão da divisão do poder, da liberdade de palavra, de imprensa, de consciência, do direito de associação, da igualdade em face da lei, da inviolabilidade da propriedade, da habitação, do imposto, da força retroativa das leis. Todas essas questões são de tal natureza que nunca se deve tocar nelas direta e claramente diante do povo.No caso em que for necessário abordá-las, é preciso não as enumerar, porém declarar em bloco que os princípios do direito moderno serão reconhecidos por nós. A importância dessa reticência consiste no seguinte: um princípio não especificado deixa-nos a liberdade de excluir isto ou aquilo,sem que dêem pela cousa, enquanto que, enumerando, temos que aceitar o que for enumerado sem reserva.
    O povo tem um amor especial e uma grande estima pelos gênios políticos e respondea todos os atos de violência com as palavras:"É um canalha, bem canalha, mas que habilidade!...Foi uma esperteza, mas bem feita, e como é insolente!"
    Contamos atrair todas as nações para a construção dum novo edifício fundamental, cujo plano traçamos (1). Eis porque precisamos, antes de tudo, fazer provisão de audácia e presença de espírito, qualidades que, na pessoa de nossos atores destruirão todos os obstáculos que se anteponham em nosso caminho. Quando tivermos dado o nosso golpe de Estado, diremos aos povos: "Tudo ia horrivelmente mal, todos sofreram mais do que aquilo que se pode suportar. Destruímos as causas de vossos tormentos, as nacionalidades, as fronteiras, as diversidades de moedas. Sem dúvida, tendes a liberdade de nos jurar obediência, mas podeis fazê-lo com justiça antes de experimentardes o que vos damos?"...Então eles nos exaltarão e carregarão em triunfo com um entusiasmo unânime de esperanças. O sufrágio universal que criamos para ser o instrumento de nossa elevação(2) e ao qual habituamos as mais ínfimas unidades de todos os membros da humanidade pelas reuniões de grupos e pelos conchavos, desempenhará pela última vez seu papel para exprimir o unânime desejo de a humanidade em nos conhecer de mais perto antes de nos julgar.
    Para isso, precisamos levar toda a gente ao sufrágio universal, sem distinção de classe e de censo eleitoral, a fim de estabelecer o depotismo da maioria que não se pode obter das classes censitárias inteligentes. Tendo, assim, habituado toda a gente a idéia de seu próprio valor, destruiremos a importância da família cristã e seu valor educativo(3), deixaremos que se produzam individualidades que a multidão, guiada por nós, não permitirá que se faça notar, nem mesmo que fale; estará acostumada a ouvir somente a nós, que lhe pagamos sua obediência e atenção. Desta sorte, faremos do povo uma força tão cega que, em toda a parte, só se poderá mover guiada pelos nossos agentes, postos em lugar de seus chefes naturais. Submeter-se-á a esse regime, porque saberá que desses novos chefes dependerão seus ganhos, os dons gratuitos e toda a espécie de bens.
    Um plano de governo deve sair pronto duma única cabeça, porque seria incoerente, se diversos espíritos tomassem a si a tarefa de estabelecê-lo. Por isso, devemos conhecer um plano de ação, mas não discutí-lo, a fim de não quebrar seu caráter genial, a ligação entre suas várias partes, a força prática e a significação secreta de cada um de seus ponto. Se o sufrágio universal o discutir e modificar, guardará o vestígio de todas as falsas concepções dos espíritos que não terão penetrado a profundeza e a ligação dos desígnios. É necessário que nossos planos sejam fortes e bem concebidos. Por essa razão, não devemos lançar o trabalho genial de nosso chefe aos pés da multidão, nem mesmo desvendá-lo a um agrupamento restrito.
    Esses planos não derrubarão no momento as instituições modernas. Mudarão somente a sua economia, e, por conseguinte, todo o seu desenvolvimento, que, assim, se orientarão de acordo com nossos projetos.
    As mesmas cousas mais ou menos existem em todos os países com nomes diferentes: a Representação, os Ministérios, o Senado, o Conselho de Estado, o Corpo Legislativo e o Corpo Executivo. Não preciso explicar-vos o mecanismo das relações entre essas instituições, porque o conheceis bastante; notai somente que cada qual dessas instituições corresponde a alguma função importante do Estado e peço-vos notar ainda que é a função e não a instituição em si que considero importante ; portanto, não são as instituições que são importantes, porém suas funções. As instituições dividiram entre si todas as funções do governo: funções administrativas, legislativa, executiva. Por isso elas trabalham no organismo do Estado como os órgãos no corpo humano.  Se prejudicarmos uma parte da máquina do Estado, o Estado ficará doente, como o corpo humano, e morrerá (4).
    Quando introduzimos no organismo do Estado o veneno do liberalismo, toda a sua constituição política foi mudada: os Estados caíram doentes com uma doença mortal: a decomposição do sangue; não resta mais do que esperar o fim de sua agonia.
    Do liberalismo nasceram os governos constitucionais, que substituíram, para os cristãos, a autocracia salutar, e a constituição, como bem o sabeis, não é mais do que uma escola de discórdias, de desinteligência, de discussões, de dissentimentos, de agitações estéreis dos partidos; em uma palavra, é a escola de tudo o que faz com que um Estado perca sua individualidade e sua personalidade.A tribuna, assim como a imprensa, condenou os governos à inação e a fraqueza; tornou-os pouco necessários, inúteis; é isso que explica que sejam derrubados. A era republicana se tornou, então, possível, quando substituímos o governante por uma caricatura de governo, por um presidente tomado na multidão, no meio de nossas criaturas, de nossos escravos.Aí está o fundo da mina que cavamos sob o povo dos cristãos, ou melhor, sob os povos cristãos.
    Em um futuro próximo, criaremos a responsabilidade dos presidentes.
    Então, faremos passar sem grande esforço cousas, cuja responsabilidade caberá a nossa criatura. Que nos importa que as fileiras daqueles que aspiram ao poder se tornem mais raras, que produzam, por falta de presidentes capazes, embaraços que desorganizaem completamente o país?(5)
    Para chegar a esse resultado, maquinaremos a eleição de presidentes que tenham em seu passado uma tara oculta, algum "panamá". O receio de revelações, o desejo próprio a cada homem que chega ao poder de conservar seus privilégios, vantagens e honras ligadas à sua condição, farão com que sejam fiéis executores de nossas ordens. A câmara dos deputados cobrirá, defenderá, elegerá presidentes, porém nós lhe retiraremos o direito de propor leis, de modificá-las; esse direito será atribuído ao presidente responsável, que se tornará mero joguete em nossas mãos.
    O poder do governo se tornará, sem dúvida, o alvo de todos os ataques. Nós lhe daremos para sua defesa o direito de apelo à decisão do povo, sem ser pelo intermédio de seus representantes, isto é, recorrendo ao nosso servidor cego, a maioria. Daremos, além disso, ao presidente o direito de declarar guerra. Fundamentaremos este último direito, dizendo que o presidente, como chefe das forças armadas do país, deve ter ao seu dispor, para defender a nova constituição republicana, todas elas, pois será o representante responsável dessa constituição.
    Nessas condições, o chefe do santuário estará em nossas mãos e ninguém, exceto nós, dirigirá mais a força legislativa.
    Demais, retiraremos à câmara, introduzindo na nova constituição republicanam o direito de interpelação sob o pretexto de salvaguardar o segredo político. Restringiremos pela nova constituição o número dos representantes ao mínimo, o que terá por efeito diminuir tanto as paixões políticas quanto a paixão pela política. Se contra toda expectativa, elas despertarem mesmo nesse pequeno número de representantes, reduzi-lo-emos a nada, apelando para a maioria do povo...
    Do presidente dependerá a nomeação dos presidentes e vice-presidentes da Câmara e do Senado. Em lugar das sessões parlamentares constantes, limitaremos a reunião dos Parlamentos a alguns meses.Além disso, o presidente, como chefe do poder executivo, terá o direito de convocar ou dissolver o parlamento, e no caso de dissolução, de adiar a nova convocação. Mas, para que as consequências de todos esses atos, na realidade ilegais, não recaiam sobre a responsabilidade do presidente, estabelecida por nós, o que prejudicaria nossos planos, sugerimos aos ministros e aos outros funcionários que rodeiem o presidente a idéia de passar por cima de suas disposições com as medidas que eles próprios tomem; deste modo, ficarão responsáveis em seu lugar... Aconselhamos confiar esse papel sobretudo ao Senado, ao Conselho de Estado, ao Conselho de Ministros, de preferência a um indivíduo só. (6)
    O presidente interpretará, dócil ao nosso desejo, as leis existentes, que possam ser interpretadas diferentemente; anula-las-á, quando lhe apontarmos essa necessidade; terá o direito de propor leis provisórias e até nova reforma da constituição, com o pretexto do supremo bem do Estado.
    Essas medidas nos darão o meio de destruir pouco a pouco, passo a passo, tudo o que , a princípio, quando de nossa tomada do poder, formos forçados a introduzir nas constituições dos Estados(7); passaremos daí, imperceptivelmente, à supressão de toda a constituição, quando chegar a hora de reunir todos os governos sob a nossa autocracia.
    O reconhecimento de nossa autocracia pode ocorrer antes da supressão da constituição, se os povos fatigados pelas desordens e pela frivolidade de seus governantes exclamarem: "Expulsai-os e dai-nos um rei universal para que nos possa  reunir e destruir as causas de nossas discórdias : as fronteiras das nações e religiões, os cálculos dos Estados; um rei que nos dê a paz e o repouso que não podemos (e pudemos)obter com nossos governantes e representantes!"
    Vós mesmo sabeis muito bem que, para tornar possíveis tais desejos, é preciso perturbar constantemente, em todos os países, as relações entre o povo e o governo, a fim de cansar todos pela desunião, pela inimizade, pelo ódio, mesmo pelo martírio, pela fome, pela inoculação de doenças(8), pela miséria, a fim de que os cristãos não vejam outra salvação senão recorrer à nossa plena e definitiva sabedoria (9)
    Se dermos aos povos tempo para respirar, talvez jamais se apresente a ocasião favorável.

    PARTE II
    Capitulos 11-24
    Vou me tornar seu inimigo, porque te conto a verdade? " Gálatas 4:16

    CAPÍTULO XI

    Resumo.- O programa da nova constituição.

    Alguns pormenores sobre o golpe

    de Estado proposto. Os cristãos são carneiros.

    A franco-maçonaria secreta e suas lojas de "fachada"

    O CONSELHO de Estado será preposto a sublinhar o poder do governo; sob a aparência dum corpo legislativo, será, na realidade, uma comissão de redação das leis e decretos do governante.
    Eis aqui o programa da nova constituição que elaboramos. Criaremos a lei, o direito e o tribunal: 1)sob a forma de propostas ao corpo legislativo; 2) por decretos do presidente sob a forma de ordens gerais, por atos do Senado e decisões do Conselho de Estado, sob a forma de ordens ministeriais; 3) no caso em que seja oportuno, sob a forma de golpe de Estado.Agora que, aproximadamente, estabelecemos esse modus agendi, ocupemo-nos das medidas que nos servirão para rematar a transformação do Estado no sentido que já expusemos. Refiro-me à liberdade de imprensa, ao direito de associação, à liberdade de consciência, ao princípio eletivo e a muitas outras coisas que deverão desaparecer do repertório ou serem radicalmente mudadas, quando for proclamada a nova constituição. Somente nesse momento ser-nos-á possível publicar ao mesmo tempo todas as nossas ordens. Em seguida, toda mudança sensível será perigosa e eis porque: se essa mudança se operar num sentido de rigorosa severidade, pode desencadear o desespero provocado pelo receio de novas modificações do mesmo teor; se pelo contrário, se operar no sentido de complacências ulteriores, dir-se-á que reconhecemos nossos erros e isto empanará a auréola de infalibilidade do novo poder ou dirão que tivemos medo e fomos obrigados a concessões que ninguém nos agradecerá, porque as julgarão devidas... Num e noutro caso, ficaria prejudicado o prestígio da nova constituição. Queremos que, no próprio dia de sua proclamação, quando os povos estiverem mergulhados no terror e na perplexidade, queremos que nesse momento, reconheçam que somos tão fortes, tão invulneráveis, tão poderosos que não fazemos o menor caso deles; que, não somente não daremos atenção às suas opiniões e aos seus desejos, mas estaremos prontos e preparados, com indiscutível autoridade, para reprimir qualquer expressão, qualquer manifestação desses desejos e opiniões; que nos apoderamos de uma só vez de tudo o que precisávamos e que, em caso algum, partilharemos com eles nosso poder(1)... Então, fecharão os olhos e esperarão os acontecimentos.
    Os cristãos são um rebanho de carneiros e nós somos os lobos! E bem sabeis o que acontece aos carneiros quando os lobos penetram no redil!
    Fecharão ainda os olhos sobre tudo o mais, porque nós lhes prometeremos restituir todas as liberdades confiscadas, quando se aquietarem os inimigos da paz e os partidos forem reduzidos à impotência.
    É inútil dizer que esperarão muito tempo esse recuo ao passado...
    Para que teríamos inventado e inspirado aos cristãos toda essa política, sem lhes dar os meios de penetrá-la, para que, senão para alcançar secretamente por não poder, como raça dispersa, alcançar diretamente? (2) Isso serviu de base à nossa organização da franco-maçonaria secreta(3), que ninguém conhece e cujos desígnios não são sequer suspeitados pelos tolos cristãos, atraídos por nós ao exército visível das lojas, a fim de desviar os olhares de seus próprios irmãos.
    Deus nos deu, a nós, seu povo eleito, a dispersão(4) e, nessa fraqueza de nossa raça se encontra a força que nos trouxe hoje ao limiar do domínio universal.
    Resta-nos pouca coisa a edificar sobre esses alicerces

    _______________Notas e comentários_______________

    (1) Foi o que praticaram na Rússia: apoderaram-se de tudo e fizeram o que quiseram sem dar satisfações a ninguém. Segundo documenta Pemjean, no "La Maffia Judeo-Maçonnique", págs. 227-231, a revolução bolchevista foi comanditada pelo judeu-norte-americano Jacob Schriff, chefe da firma bancária Kuhn, Loeb & Co., de Nova York, associado aos banqueiros judeus Felix Warburg e Otto Kahn. Foi esse mesmo grupo de negocistas quem levou a presidência da República seu testa de ferro Hoover, com o fito de estabelecer a moratória do Plano Young, com o que, através da Alemanha humilhada, o judaísmo encheu o papo. Cf. Valéry-Radot, "Les temps de la colère", pág. 51. Os judeus Mortimer Schriff, irmão do banqueiro Jacob, Jeronimo H Hanauer, Guggenheim, Max Braitung e Warburg Stockolm, da gazeta novayorquina "Foward" ("Avante"), tomaram parte na organização e financiamento da revolução bolchevista russa por intermédio do judeu Bronstein que tomou o nome de Trostky.Tudo isso foi revelado em abril de 1917 pelo judeu Paulo Warbug, despeitado por ter sido posto fora do Federal Reserve Board. Ele fora amigo íntimo dos grandes propagandistas do judaísmo: o rabino Magnés e Jacob Millikow. Gozara da intimidade de Jacob Schriff. Tudo isso está comprovado por um documento autêntico dos Estados Maiores Francês e Russo, de 1916, publicado por Léon de Poncins em "Les forces secrètes de la Révolution", págs. 168-170.

    (2) Essa política vem de muito longe, desde que os próprios cristãos, obedecendo a sugestões, intrigas e idéias maquiavélicas, quebraram a unidade do seu pensamento e de sua fé. "Foi o espírito judaico que triunfou com o protestantismo", afirma o judeu Bernard Lazare, "L'Antisémitisme", vol I, pág. 225. "O espírito judaico que penetrou a reforma trabalhou pelos judeus", diz o imparcialíssimo Georges Batault, "Le problème juif", pág. 188, nota. "O puritanismo é o judaísmo", diz Werner Sombart, "Die Juden und das Wirtschaftsleben", cap. XI, pág. 252, Cf. VII, 255.

    (3) A loja maçônica dos B'nai-Brith, só de judeus, por exemplo.

    (4) Nessa dispersão, o judeu, para se conservar puro e unido, criou o ghetto, que os ignorantes atribuem as perseguições dos cristãos. O imparcialíssimo Batault, op.cit. , pág.99, afirma:"se os judeus foram encerrados em bairros especiais, é porque foram os primeiros a desejar isso, o que seus costumes e convicções exigiam". O judeu B. Lazare, op. cit. , pág 206, confirma: " Os ghettos que, muitas vezes, os judeus aceitavam, e mesmo procuravam, no seu desejo de se separarem do mundo, de viverem à parte, sem se misturar com as nações, a fim de guardarem a integridade de suas crenças e de sua raça. Tanto assim que, em muitos países, os éditos que ordenavam aos judeus de se confinarem em bairros especiais somente consagravam um estado de coisas já existente."
    Basta ver no Rio de Janeiro como os judeus se adensam do Campo de Sant'Ana ao Mangue, em São Paulo, da Luz ao Bom Retiro, transformando aqueles trechos das cidades em bairros especiais judaicos.
    A esses bairros especiais nossos antepassados portugueses chamavam judiaria, mouraria e bandél; os alemães de iudengassen; os italianos giudecca. A palavra ghetto provém do hebraico ghet, que quer dizer divórcio, separação.



     

    CAPÍTULO XII

    Resumo.- Interpretação maçônica da palavra "liberdade".

    Futuro da imprensa no reino dos franco-maçons.

    O controle da imprensa.As agências de correspondentes.

    Que é o progresso para os franco-maçons?A solidariedade dos

    franco-maçons na imprensa moderna. Excitação das exigências "sociais"

    provinciais. Infalibilidade do novo regime.



    DEFINIREMOS  da seguinte maneira a palavra "liberdade", que pode ser interpretada de vários modos:

    A liberdade é o direito de fazer o que a lei permite(1). Tal interpretação da palavra liberdade nos tempos que vão vir fará com que toda liberdade esteja nas nossas mãos, porque as leis destruirão ou criarão o que nos for agradável, segundo o programa que já expusemos.

    Com a imprensa, agiremos do seguinte modo. Que papel desempenha agora a imprensa? Serve para acender as paixões ou conservar o egoísmo dos partidos. Ela é vã, injusta e mentirosa e a maioria das pessoas não compreende absolutamente para que serve(2). Nós lhe poremos sela e fortes rédeas, fazendo o mesmo com todas as obras impressas, porque de que serviria nos desembaraçarmos da imprensa, se servíssemos de alvo à brochura e ao livro? Transformaremos a publicidade, que hoje nos custa caro, porque nos permite censurar os jornais, em uma fonte de renda para nosso Estado. Criaremos um  imposto especial sobre a imprensa. Exigiremos uma caução, quando se fundarem os jornais ou oficinas de impressão. Assim, nosso governo ficará garantido contra qualquer ataque da imprensa. Oportunamente, aplicaremos multas sem piedade. Selos, cauções e multas darão enorme renda ao Estado.
    É verdade que os jornais de partido poderiam ficar acima dos prejuízos em dinheiro; mas os suprimiremos logo ao segundo ataque. Nninguém tocará impunemente a auréola de nossa infalibilidade governamental. Pretextaremos, para suprimir um jornal, que ele agita os espíritos sem motivo e sem razão. Peço-vos notar que, entre os jornais que nos atacarem, haverá órgãos criados por nós, os quais atacarão somente os pontos, cuja modificação nós desejarmos(3).

    Nada será comunicado à sociedade sem nosso controle. Esse resultado já foi alcançado em nossos dias, porque todas as notícias são recebidas por diversas agências, que as centralizam de toda a parte do mundo(4). Essas agências estarão, então, inteiramente em nossas mãos e só publicarão o que consentirmos.

    Se no momento atual, já soubemos  apoderar-nos dos espíritos das sociedades cristãs de tal modo que todos olham os
    acontecimentos mundiais através dos vidros de cor dos óculos que lhes pusemos nos olhos, se já, em nenhum Estado, não há mais fechaduras que nos impeçam o acesso de que os cristãos tolamente denominam segredos de Estado, o que será quando formos os donos reconhecidos do universo sob o domínio de nosso rei universal...?

    Quem quer que deseje ser editor, bibliotecário ou impressor, será obrigado a obter um diploma, o qual, no caso de seu possuidor se tornar culpado dum malefício qualquer, será imediatamente confiscado.Com tais medidas, o instrumento do pensamento se tornará um meio de educação nas mãos de nosso governo, o qual não permitirá mais as massas populares divagarem sobre os benefícios do progresso (5). Quem é que, entre nós, não sabe que esses benefícios ilusórios levam diretamente a sonhos absurdos? Desses sonhos se originaram as relações anárquicas dos homens entre si e com o poder, porque o progresso, ou melhor, a idéia do progresso foi que deu a idéia de todas as emancipações, sem fixar os seus limites...(6). Todos aqueles que chamamos liberais são anarquistas, senão de fato, pelo menos de pensamento. Cada qual deles busca as ilusões da liberdade e cai na anarquia, protestando pelo simples prazer de protestar...

    Voltemos à imprensa. Nós a gravaremos, como tudo quanto se imprima, com impostos em selo a tanto por folha ou página, e com garantias; os volumes de menos de 30 páginas serão tributados com o dobro. Registrá-los-emos na categoria das brochuras, primeiro para reduzir o número de revistas, que são o pior dos venenos, segundo porque essa medida obrigará os escritores a produzirem obras muito longas, que serão pouco lidas, sobretudo por causa de seu custo. Pelo contrário, o que nós editarmos para muitos espíritos, na tendência que tivermos estabelecido, será barato e lido por toda a gente. O imposto matará o vão desejo de escrever e o temor da punição porá os literatos na nossa dependência.

    Se houver quem deseje escrever contra nós, não haverá ninguém que imprima.Antes de aceitar uma obra para imprimir, o editor ou impressor consultará as autoridades a fim de obter a necessária autorização. Deste modo, conheceremos de antemão as emboscadas que nos armem e as destruiremos, dando explicações com antecedência sobre o assunto tratado.

    A literatura e o jornalismo são as duas forças educativas mais importantes; por isso, nosso governo será proprietário da maioria dos jornais. Assim, a influência perniciosa da imprensa particular será neutralizada e adquiriremos enorme influência sobre os espíritos. Se autorizarmos dez jornais, fundaremos logo trinta, e assim por diante.

    O público nem desconfiará disso. Todos os jornais editados por nós terão, aparentemente, tendências e opiniões  as mais opostas, o que despertará a confiança neles, e atrairá a eles nossos adversários confiantes, que cairão na armadilha e se tornarão inofensivos. (7)

    Os órgãos de caráter oficial virão em primeiro plano.Velarão sempre pelos nossos interesses e por isso sua influência será quase nula.
    No segundo plano, virão os oficiosos, cujo papel será atrair os indiferentes e amorfos.
    No terceiro plano, poremos a pretensa oposição. Um órgão pelo menos deve ser sempre o antípoda de nossas idéias(8).
    Nossos adversários tomarão esse falso opositor como seu aliado e nos mostrarão seu jogo.

    Nossos jornais serão de todas as tendências: uns aristocráticos; outros, republicanos, revolucionários, ou mesmo anarquistas, enquanto existir a constituição, bem entendido.

    Terão, como o deus hindú Vichnú, cem mãos, cada uma das quais acelerará a mudança da sociedade(9); essas mãos conduzirão a opinião no sentido conveniente aos nossos fins, porque um homem muito agitado perde a faculdade de raciocinar e facilmente se abandona à sugestão. Os imbecis que pensarem que repetem a opinião de seu partido repetirão a nossa opinião ou a que nos convier. Imaginarão que seguem o órgão de seu partido e seguirão, na realidade, a bandeira que arvorarmos por ele.

    Para dirigir nesse rumo nosso exército de jornalistas, deveremos organizar essa obra com cuidado muito especial.Sob o nome de escritório central de imprensa, organizaremos reuniões literárias, nas quais nossos agentes dirão, sem que ninguém desconfie, a palavra de ordem e os sinais. Discutindo e contradizendo nossa iniciativa de modo superficial, sem penetrar no âmago das questões, nossos órgãos entreterão vaga polêmica com os jornais oficiais, a fim de nos dar os meios de nos pronunciarmos mais claramente do que o poderíamos fazer nas nossas primeiras declarações oficiais.
    Esses ataques desempenharão ainda o papel de fazer com que nossos súditos se julguem garantidos de falar livremente; isso dará, demais, a nossos agentes motivo para dizerem e afirmarem que os órgãos que se declaram contra nós nada mais fazem do que falar a toa, pois que não podem achar verdadeiras razões para refutar seriamente nossas medidas.

    Tais processos, despercebidos da opinião pública, porém seguros, certamente atrairão para nós a atenção e a confiança pública.Graças a eles, excitaremos e acalmaremos, conforme for preciso, os espíritos, nas questões políticas, persuadindo-os ou desanimando-os, imprimindo ora a verdade, ora a mentira, confirmando os fatos, ou contestando, segundo a impressão que fizerem no público, apalpando sempre prudentemente o terreno antes de dar um passo...Venceremos infalivelmente nossos adversários, porque eles não terão à sua disposição órgãos em que se possam pronunciar até o fim, devido as medidas a que já aludimos. Não teremos necessidade de refutá-los profundamente...

    Refutaremos enérgicamente em nossos órgãos oficiosos os balões de ensaio lançados por nós na terceira categoria de nossa imprensa, em caso de necessidade.

    Já agora, nas formas do jornalismo francês, pelo menos existe uma solidariedade franco-maçônica. Todos os órgãos da imprensa estão ligados entre si pelo segredo profissional; semelhantes aos antigos augures, nenhum de seus membros revelará o segredo de suas informações, se não receber ordem para isso. Nenhum jornalista ousará trair esse segredo, porque nenhum deles será admitido na órbita da literatura, se não tiver uma mancha em seu passado; essa mancha seria imediatamente revelada. Enquanto tais manchas forem conhecidas somente por alguns, a auréola do jornalista atrairá a opinião da maioria do país e ele será seguido com entusiasmo. (10).

    Nossos cálculos se estendem sobretudo para a província.  É necessário que nela excitemos esperanças e aspirações opostas às da capital que faremos passar como espontâneas. é claro que a fonte será sempre a mesma: elas partirão de nós. Enquanto não desfrutarmos o poder de modo completo, teremos a necessidade de envolver as capitais pelas opiniões dos povos da província, isto é, pelas opiniões da maioria manobrada por nossos agentes. É necessário que as capitais, no momento psicológico, não discutam o fato consumado, por isso é que já foi aceito pela opinião provincial.
    Quando entrarmos no novo regime que preparará nosso reinado, não poderemos tolerar a revelação da desonestidade pública pela imprensa; será necessário que se creia que o novo regime satisfez tão bem toda a gente que os próprios crimes desapareceram... Os casos de manifestação da criminalidade não deverão ser conhecidos de suas vítimas e de suas testemunhas acidentais (11).

    _______________Notas e comentários_______________


    (2) Para mostrar como o judeu manobra a imprensa, corrompe-a e por meio dela estabelece a confusão, basta o seguinte exemplo: no dia 14 de abril de 1936, o "Diário da Noite", do Rio de Janeiro estampou um editorial, "Os judeus no Brasil", elogiando a ação dos israelitas através de nossa história e condenando qualquer campanha racista; no dia 16 do mesmo mês e ano, o "Diário de São Paulo", publicou um artigo de redação "Campanha Injustificável", abundando em idênticas considerações afirmando que os judeus são uma força do progresso nacional e chamando de "abastardamento espiritual" qualquer campanha contra eles; anteriormente, num artigo contra o judeu Oscar Flues, o jornalista Oswaldo Chateaubriand, escrevia as seguintes palavras: "...agradecerá de havermos feito com esse porco o serviço que a Alemanha racista põe em prática em relação a tipos dessa ordem, quando sanea a nação das podridões inevitáveis"...
    Ora, o "Diário da Noite" e o "Diário de São Paulo" pertencem ao mesmo consórcio jornalístico denominado "Diários Associados", de propriedade do sr. Assis Chateaubriand, e o sr. Oswaldo Chateaubriand é irmão do sr. Assis e diretor do "Diário de São Paulo"... Decifre-se o enigma!

    (3)  Em outro ponto deste capítulo dos "protocolos", este pensamento é ainda mais explícito, como veremos.

    (4) "La Libre Parole", de Paris, tem denunciado documentadamente que as agências internacionais como a Havas, a United Press, etc... estão na mão dos judeus.

    (5)  Esse desideratum já foi conseguido na Rússia, onde só o Estado é editor de livros, revistas, folhetos e jornais.

    (6) É o chamado espírito revolucionário. O judeu encarna-o. Cf. Gougenot des Mosseaux, "Le juif, le judaisme et la judaisation des peuples chrétiens", pág. 25, : "O judeu é o preparador, o maquinador, o engenheiro-chefe das revoluções".
    B. Lazare, "L'Antisémitisme", vol II, pág. 182 : "A acusação dos anti-semitas parece fundada: o judeu tem o espírito revolucionário ; consciente ou não, é um agente de revolução."
    Ed. Laveleye, op. cit., pág.13, introdução: "Foi da judéia que saiu o fermento da revolução que agita o mundo".
    Kadmi-Cohen, "Nômades", pág.6 : "É (o conceito semita) quem as provoca (convulsões e revoluções), as dirige, as alimenta, e as detém... Dia virá em que o modo de pensar instituído pelo conceito semita triunfará..." Idem, pág. 58: " O entusiasmo passional negativo dos judeus os mantém durante dois mil anos em estado de franca rebelião contra o mundo inteiro." Idem, pág. 61: "Nem o árabe, nem o hebreu possuem uma palavra para exprimir a idéia de disciplina. A ausência da palavra no vocabulário prova a ausência da noção no espírito.".
    Eberlin, "Les juifs", pág. 143: "os judeus não puderam manter seu Estado entre os Estados da Antiguidade e, fatalmente, se tornaram os fermentos revolucionários do universo".
    G. Batault, "Le problème juif", pág. 129: "o judaísmo é, efetivamente, a encarnação do Espírito de Revolta, o fermento de destruição e dissolução das sociedades e das nações"  idem, pág. 200: " Dum ponto de vista elevado, pode-se, com justiça, falar da judaização das sociedades contemporâneas e da cultura moderna. Estamos dominados por princípios ético-econômicos saídos do judaísmo, e o espírito de revolta que agita o mundo o inclinará ainda a se enterrar mais nesse sentido. "
    Cf. ainda Baruch Hagani, escritor judeu e sionista, "Le sionisme politique", Paris, 1917, págs. 27-28.

    Gregos e Troianos, todos estão de acordo quanto ao espírito revolucionário judaico. Os "Protocolos" também, pois, são a quintessência do pensamento judaico, como vamos provando.

    (7) Ver a nota 2, com atenção.

    (8) Tomai, pois, muita cautela com certos jornais que se fingem anti-judaicos. Cuidado com o anti-judaísmo do Sr. Geraldo Rocha, antigo servidor de Israel!

    (9) V. o que diz Ford no "O Judeu Internacional" : "por trás de espetaculares aparências, se oculta um Proteu"... Tudo isso e o que se segue sobre a imprensa merece ser meditado e comparado com a realidade. Então se verificarão coincidências e fatos que se não tinham percebido. Continuando a observar, verifica-se que tudo obedece a um sistema de articulação secreto...

    (10) Cautela com os antigos sócios ou assalariados de judeus, que, dizendo-se outrora ignorantes e pecadores e agora esclarecidos e arrependidos, fazem campanha superficial e de efeito contra Israel... Quem andou de grilheta sempre arrasta a perna... Lembrai-vos dos inúmeros braços do Vichnú dos "Protocolos" e das inúmeras formas do Proteu de Henry Ford.
    L. Durand chama ao judaísmo o Polvo Gigante... Cuidado com os jornais como "A Nota", cujo dono já foi braço direito dos judeus!...

    (11) O contrário justamente do que a imprensa faz hoje, desmoralizando com o escândalo e a sociedade e os homens públicos.



     

    CAPÍTULO XIII

    Resumo. - A necessidade do pão quotidiano.

    As questões políticas. As questões industriais. As diversões.

    As casas do povo. A verdade é uma só. Os grandes problemas.

    A NECESSIDADE do pão quotidiano impõe silêncio aos cristãos, e fez deles nossos humildes servidores. Os agentes tomados entre eles para a nossa imprensa discutirão por nossa ordem o que nos convier fazer imprimir diretamente em documentos oficiais, e nós mesmos, durante esse tempo, aproveitando o rumor provocado por essas discussões, tomaremos as medidas que nos parecerem úteis e as apresentaremos ao público como fato consumado. Ninguém terá a audácia de reclamar a anulação do que tiver sido decidido, tanto mais quanto será apresentado como um progresso.A imprensa, aliás, chamará logo a atenção para novas questões. Temos, como sabeis, homens acostumados a procurar sempre  novidades. Alguns imbecis, acreditando-se instrumentos de sorte, se lançarão sobre essas novas questões, sem compreender que nada entendem do que querem discutir(1). As questões da política não são acessíveis a ninguém, exceto àqueles que as criaram, há muitos séculos, e que as dirigem.

    Por tudo isso, vereis que, procurando a opinião da multidão, não fazemos mais do que facilitar a realização de nossos desígnios, e podeis notar que parecemos buscar a aprovação de nossos atos, mas de nossas palavras pronunciadas nesta ou naquela ocasião. Proclamamos constantemente que, em todas as nossas medidas,  tomamos por guia a esperança unida à certeza de ser úteis ao bem de todos.
    Para afastar os homens muito inquietos das questões políticas, poremos antes das pretensas questões novas questões industriais. Que gastem sua fúria nesse assunto.As massas consentirão em ficar inativas, a repousar de sua pretensa atividade política, (a que nós mesmos as habituamos, a fim de lutar por seu intermédio contra os governos dos cristãos), com a condição de ter novas ocupações; nós lhe inculcaremos mais ou menos a mesma direção política. A fim de que nada consigam pela reflexão, nós as desviaremos pelos jogos, pelas diversões, pelas paixões, pelas casas do povo...Em breve, proporemos pela imprensa concursos de arte, de esporte, de toda a espécie: esses interesses alongarão definitivamente os espíritos das questões em que teríamos de lutar com eles (2). Desabituando-se os homens cada vez mais de pensar por si, acabarão por falar unânimemente de nossas idéias, porque seremos os únicos que proporemos novos rumos ao pensamento...por intermédio de pessoas que se não suspeite sejam solidárias conosco (3).
    O papel dos utopistas liberaiestará definitivamente encerrado, quando nosso regime for reconhecido. Até lá, nos prestarão grande serviço. Por isso, impeliremos os espíritos a inventar toda a espécie de teorias fantásticas, modernas e pretensamente progressistas; porque teremos virado a cabeça a esses cristãos imbecis, com pleno êxito, por meio dessa palavra progresso, não havendo uma só mentalidade entre eles que veja que, sob, essa palavra, se esconde um erro em todos os casos em que não se tratar de invenções materiais, porque a verdade é uma só e não poderia progredir.O progresso, como idéia falsa, serve para obscurecer a verdade, a fim de que ninguém a conheça, salvo nós, os eleitos de Deus e sua guarda.
    Quando  vier o nosso reinado, nossos oradores raciocinarão sobre os grandes problemas que emocionaram a humanidade, para lavá-la afinal ao nosso regime salutar. Quem duvidará, então, que todos esses problemas foram inventados por nós de acordo com um plano político que ninguém adivinhou durante séculos?

    _______________Notas e comentários_______________

    (1) "Fujam das novidades", já aconselhava há muitos séculos um grande papa, S. Diniz, ao patriarca de Alexandria.

    (2) Vêde, como o panorama dos concursos de beleza, das competições esportivas, dos reides, dos recordes de velocidade, de tudo quanto nesse setor apregoa retumbantemente a imprensa, afasta a maioria do povo dos assuntos sérios, da meditação sobre seus próprios interesses que são os interesses da pátria.

    (3) O Sr. Geraldo Rocha, que hoje combate os judeus, foi quem introduziu no Brasil os concursos de Rainha de Beleza, pela "A Noite", de parceria com o judeu de Waleffe...
    Vêde como os concursos, hoje, em plena voga, concursos de toda a espécie, foram anunciados com décadas de antecedência. É notável! E ainda há coragem para negar a autenticidade dos "Protocolos"!

    (3) Algumas mesmo fingem atacar o judaísmo.


     

    CAPÍTULO XIV

    Resumo.- A religião do futuro. A servidão futura.

    Impossibilidade de conhecer os mistérios da religião do porvir.

    A pornografia e o futuro da  palavra impressa.

    QUANDO vier nosso reino, não reconheceremos a existência de nenhuma outra religião(1) a não ser a de nosso Deus Único, com a qual nosso destino está ligado, porque somos o Povo Eleito, pelo qual esse mesmo destino está unido aos destinos do mundo.Por isso, devemos destruir todas as crenças. Se isso faz nascer os ateus contemporâneos, esse grau transitório não prejudicará nossa finalidade, mas servirá de exemplo às gerações que ouvirão nossas prédicas sobre a religião de Moisés, cujo sistema estóico e bem concebido terá produzido a conquista de todos os povos. Feremos ver nisso sua verdade mística, em que, diremos, repousa toda a sua força educativa.Então publicaremos em todas as ocasiões artigos em que compararemos nosso regime salutar com os do passado. As vantagens do repouso obtido após séculos de agitação porão em relevo o caráter benéfico de nosso domínio. Os erros das administrações dos cristãos serão descritos por nós com as cores mais vivas. Excitaremos tal repugnância por eles que os povos preferirão a tranquilidade da servidão aos direitos da famosa liberdade que tanto tempo os atormentou, que lhes tirou os meios de vida, que os fez serem explorados por uma tropilha de aventureiros, os quais nem sabiam o que estavam fazendo...As inúteis mudanças de governo a que impelimos os cristãos, quando minávamos seus edifícios governamentais, terão de tal jeito fatigado os povos que preferirão tudo suportar de nós ao risco de novas agitações. Sublinharemos muito particularmente os erros históricos dos governos cristãos, que por falta dum bem verdadeiro, atenazaram durante séculos a humanidade, na busca de ilusórios bens sociais, sem dar fé  que seus projetos somente faziam agravar, ao invés de melhor, as relações gerais da vida humana.
    Nossos filósofos discutirão todos os defeitos das crenças cristãs, mas ninguém poderá discutir jamais nossa religião, de seu verdadeiro ponto de vista, por que ninguém a conhecerá a fundo, salvo os nossos, os quais nunca ousarão trair seus segredos...
    Nos países que se denominam avançados, criamos uma literatura louca, suja, abominável. Estimulá-la-emos ainda algum tempo após nossa chegada ao poder, a fim de bem fazer ressaltar o contraste de nossos discursos e programas com essas torpezas...
    Nossos Sábios, educados para dirigir os cristãos, comporão discursos, projetos, memórias, artigos, que nos darão influência sobre os espíritos e nos permitirão dirigí-los para as idéias e conhecimentos que quisermos impor-lhes.

    _______________Notas e comentários_______________

    (1) É o que já se dá na Rússia. Num discurso célebre de Stálin, genro do judeu Kaganovitch, dono do antigo Império do Czar, o atual Czar Vermelho, disse: "Em 1º de maio de 1937, não deverá haver nenhuma igreja mais em toda Rússia. A idéia de Deus deverá ser desprezada como um resto da Idade-Média, como um instrumento que serviu de opressão ao proletariado."
    (2) Está veladamente assinalado aqui, sob os véus enganadores da religião de Moisés, o mamonismo, o culto do Anticristo, que começa na Rússia com as romarias ao túmulo de Lenine, junto ao qual, segundo documentos citados por Salluste, em "Les origenes sécrètes du bolchevisme", já se fizeram até sacrifícios sangrentos (** veja a respeito em Jewish Ritual Murder**). Valéry-Radot em "Les temps de la colère", descobre na religião que o judaísmo quer impor ao mundo "certa sedução tenebrosa, mais poderosa e mais oculta..."
    A surata 20 do capítulo LXIII do Corão declara, referindo-se aos judeus: "Satan apoderou-se deles. Eles formam o partido de Satan". Não são o único povo deicida?... Dá o que pensar!...



     

    CAPÍTULO XV

    Resumo. Golpe de Estado mundial em um dia. As condenações à morte.

    A futura sorte dos franco-maçons cristãos. O caráter místico do poder.

    Multiplicação das lojas maçônicas. A administração central dos Sábios.

    A questão Azef.A franco-maçonaria é o guia de todas as sociedades secretas.

    A importância do êxito público.O coletivismo. As vítimas. As condenações à morte

    de franco-maçons. Queda do prestigio das leis e da autoridade. A pre-eleição.

    Brevidade e clareza das leis do reino futuro.Obediência à  autordade.

    Medidas contra o abuso de poder.Crueldade das punições.

    limite de idade para os juízes. O liberalismo deo juízes e do poder.

    O dinheiro mundial.O absolutismo da franco-maçonaria.Direito de cassação.

    O "aspecto" patriarcal do futuro "governo". O direito do mais forte como direito único.

    O rei de Israel é o patriarca do mundo

    Quando , afinal, começarmos a reinar com o auxílio de golpes de estado preparados em toda parte para o mesmo dia, depois da confissão dae nulidade de todos os governos existentes (ainda passará muito tempo antes disso, talvez um século), providenciaremos para que não haja conspiratas contra nós. Para esse efeito, condenaremos à morte todos os que receberem nosso advento de armas em punho. Toda nova criação de qualquer sociedade secreta será punida com a morte. Aquelas que ora existem, que conhecemos , que nos serviram e que ainda nos servem, serão abolidas e somente permitidas nos continentes afastados da Europa. Assim, trataremos os franco-maçons cristãos que saibam demasiado; os que pouparmos por qualquer razão viverão no perpétuo temor do exílio para essas regiões(1).
    Publicaremos uma lei, segundo a qual os antigos membros das sociedades segretas deverão deixar a Europa, centro de nosso governo.(2)
    As decisões de nosso governo serão definitivas e sem apelo.
    Nas sociedades cristãs em que semeamos tão profundas raízes de dissenção,  e protestantismo(no sentido de protesto) , só se pode restabelecer a ordem por meio de medidas cruéis, que demonstrem a inflexibilidade do poder: é inútil prestar atenção às vitimas que caiam em holocausto ao bem futuro. O dever de todo governo que reconhece que existe não é somente gozar seus privilégios, mas exercer seus deveres e alcançar o bem, embora à custa dos maiores sacrifícios.Para um governo ser inabalável, é preciso reforçar a auréola de sua força, o que só se obtém  mediante a majestosa inflexibilidade do poder, que deve possuir os sinais duma inviolabilidade mística, da escolha feita por Deus. Assim era até seus últimos tempos a autocracia russa- nosso único inimigo sério no mundo inteiro, com o papado.(3). Lembrai-vos o exemplo da Itália, ensopada de sangue, não ousando tocar em um cabelo de Sila, que derramara esse sangue : Sila estava divinizado pelo seu poder aos olhos do povo, martirizado por ele, e sua volta audaciosa à Itália o tornava inviolável... O povo não toca naquele que o hipnotiza pela sua coragem e fortaleza de alma(4).
    Mas, esperando nosso advento, criaremos e multiplicaremos , pelo contrário, as lojas maçônicas em todos os países do mundo, atraindo para elas todos os que são ou possam ser agentes proeminentes.Essas lojas formarão nosso principal aparelho de informações e o meio mais influente de nossa atividade.Centralizaremos todas essas lojas em uma administração que somente nós conheceremos, composta pelos nossas Sábios. As lojas terão seu representante, atrás do qual estará escondida a administração de que falamos,  e será  esse representante quem dará a palavra de ordem  e o programa.Formaremos nessas lojas o núcleo de todos os elementos revolucionários e liberais.Elas serão compostas por homens de todas as camadas sociais. Os mais secretos projetos políticos ser-nos-ão concedidos e cairão sob a nossa direção no próprio momento  em que apareçam. No número dos membros dessas lojas se incluirão quase todos os agentes da polícia nacional e internacional, como na questão Azef, porque seu serviço é insubstituível, para nós, visto como a polícia, pode não só tomar medidas contra os recalcitrantes, como cobrir nossos atos, criar pretextos de descontentamentos, etc... Aqueles que entram para as sociedades secretas são ordinariamente ambiciosos, aventureiros, e em geral, homens na maioria levianos, com os quais  não teremos grande dificuldade em nos entendermos para realizar nossos projetos. (5).
    Se se verificarem desordens, isto significará que tivemos necessidade de perturbações, para destruir uma solidariedade demasiado grande. Se houver um conspirata no seu seio, o chefe da mesma somente poderá ser um de nossos mais fiéis serivdores.É natural que sejamos nós e ninguém mais quem conduza os negócios da franco-maçonaria, poruqe nós sabemos aonde vamos, conhecemos a finalidade de toda a ação, enquanto que os cristãos nada sabem, nem mesmo o resultado imediato; geralmente se contentam com um  êxito momentânteo de amor próprio na execução de seu plano, sem mesmo dar fé que esse plano não provém de sua iniciativa, mas que lhes foi por nós sugerido.
    Os cristãos entram nas lojas por curiosidade ou com a esperança de comer uma fatia do bolo público com nosso auxílio, alguns até para ter a possibilidade de exprimir diante duma assistência seus sonhos irrealizáveis e sem base: têm a sede da emoção, do êxito e dos aplausos, que nós dispensamos sempre sem avareza.Nós lhes damos esse êxito para aproveitar o contentamento próprio que dele resulta e graças ao qual os homens aceitam nossas sugestões sem se dar conta disso, plenamente persuadidos que exprimem em sua infalibilidade suas idéias e que são incapazes de se apropriarem das dos outros...Não podeis imaginar como se podem levar os cristãos mais inteligentes a uma ingenuidade inconsciente, com a condição de torná-los contentes com eles mesmos, e , ao mesmo tempo, como é fácil desencorajá-los com o menos revés, embora somente fazendo cessar os aplausos, o que os obriga a uma obediência servil, a fim de obter novo triunfo...(6).

    Tanto os nossos desdenham esses triunfos, contanto que realizem nossos projetos, quanto os cristãos estão prestes a sacrificar seus projetos, contanto que consigam o êxito. Essa psicologia facilita considerávelmente a tarefa de dirigí-los. Esses tigres na aparência tem almas de carneiro e suas cabeças são inteiramente vazias. Demos-lhes, como isca, o sonho da absorção da individualidade humana na unidade simbólica do coletivismo.Ainda não desconfiaram nem desconfiarão tão cedo que essa isca é uma evidente violação da mais importante das leis da natureza, que fez, desde o primeiro dia da Criação, cada ser diferente dos outros, precisamente porque afirma sua individualidade (7).
    O fato de os termos podido conduzir a essa loucura e cegueira prova com a maior clareza como seu espírito é pouco desenvolvido em relação ao nosso? Essa circunstância é a maior garantia de nosso êxito. Como nossos antigos sábios foram clarividentes, dizendo que, para atingir um fim, não se devem olhar os meios e contar o número de vítimas sacrificadas! Não temos contado as vítimas dos brutos cristãos  e, embora tenhamos sacrificado muitos dos nossos, demos na terra ao nosso povo um poder com que ele nunca ousara sonhar. As vítimas relativamente pouco numerosas dos nossos o têm preservado de sua perda.
    A morte é o fim inevitável de todos. Vale mais acelerar o fim daqueles que põem obstáculo à nossa obra do que o nosso, pois que criamos essa obra. Daremos a morte aos franco-maçons de maneira que ninguém, salvo seus irmãos, possa desconfiar, nem mesmo as próprias vítimas de nossas condenações; morrerão todos, quando se tornar necessário, como se fosse de doença natural...(8)Sabendo disso, a própria confraria não ousará protestar.Essas medidas extirparão do seio da franco-maçonaria todo germe de protesto. Pregando aos cristãos o liberalismo, mantemos nosso povo e nossos agentes numa obediência completa.
    Graças à nossa influência, a execução das leis dos cristãos está reduzida ao mínimo. O prestígio das leis foi minado pelas interpretações liberais que nelas introduzimos.Nas causas e questões de política e princípio, os tribunais decidem, como lhes prescrevemos, vendo as cousas pela face que lhes apresentamos.Servimos-nos para isso do intermédio de pessoas com as quais ninguém pensa que tenhamos nada de comum, da opinião dos jornais e de outros meios ainda. Os próprios senadores e a administração superior aceitam cegamente nossos conselhos. O espírito puramente animal dos cristãos não é capaz de análise e de observação, ainda menos de prever aonde podem levar certos modos de apresentar uma questão.(9).
    É nessa diferença de aptidão , para pensar, entre nós e os cristãos que se pode ver claramente o sinal de nossa eleição e a marca de nossa humanidade.O espírito dos cristãos é instintivo, animal. Eles vêem , mas não prevêem e não inventam, salvo as cousas materiais. Vê-se por aí com a maior clareza que a própria natureza nos destinou para dirigir e governar o mundo.
    Quando chegar o tempo de governarmos abertamente e de mostrarmos os benefícios de nosso governo, refaremos todas as legislações: nossas leis serão breves, claras, inabaláveis, sem comentários, tanto que todos as poderão conhecer bem. O traço predominante dessas leis será a obediência às autoridades levada a um grau grandioso.Então, todos os abusos desaparecerão em virtude da autoridade superior do representante de todos até o último perante a autoridade superior do representante do poder. Os abusos o poder dos funcionários inferiores serão punidos tão severamente que cada um deles perderá a vontade de tentar a experiência.Seguiremos com um olhar inflexível cada ato da administração de que dependa a marcha da máquina governamental, porque a licença na administração produz a licença universal: todo caso de ilegalidade ou abuso será punido de maneira exemplar. O roubo, a cumplicidade solidária entre funcionários administrativos desaparecerão após os primeiros exemplos dum castigo rigoroso(10).A auréola de nosso poder exige punições eficazes, isto é, cruéis, a menor infração das leis, porque qualquer infração atinge o prestígio superior da autoridade.O condenado severamente punido será como um soldado que tombou no campo de batalha administrativo pela Autoridade, os Princípios e a Lei, que não admitem que o interesse particular domine a função pública, mesmo por parte daqueles que dirigem o carro da sociedade.Nossos juízes saberão que, querendo gabar-se da tola misericórdia, violam a lei da justiça, instituída para edificar os homens, castigando os crimes, e não para que juízes mostrem a sua generosidade.É permitido dar provas dessas qualidades na vida privada, mas não na vida pública, que é como que a base dde educação da vida humana.
    Nosso pessoal judiciário não poderá servir depois de cinquenta e cinco anos, em primeiro lugar, porque os velhos são mais arraigados às suas opiniões preconcebidas e menos aptos a obedecer às novas ordenações, em segundo porque isso nos permitirá mais facilmente renovar esse mesmo pessoal, o qual , assim, nos ficará mais submetido: quem quiser conservar seu posto terá de obedecer cegamente, a fim de merecer esse favor.Em geral, nossos juízes serão escolhidos por nós somente entre os que saibam bem que seu papel é punir e aplicar as leis, não fazer liberalismo em detrimento do Estado, como atualmente os cristãos praticam.As mudanças servirão ainda para destruir a solidariedade coletiva da classe, ligando todos aos interesses do governo, do qual dependerá sua sorte.A nova geração de juízes será educada de tal modo que considerará inadmissíveis abusos que possam atingir a ordem estabelecida nas relações de nossos súditos entre si.
    Nos dias que correm, os juízes cristãos, não tendo uma idéia justa de sua tarefa, são indulgentes para todos os crimes, porque os atuais governantes, nomeando os juízes para seus ofícios, não tomam o cuidado de lhes inspirar o sentimento do dever e a consciência da obra que deles se exige. Do mesmo modo como um animal manda seus filhotes em busca de uma persa, os cristãos dão aos seus súditos lugares de boa renda, sem cuidar de lhes explicar a finalidade desse emprego.Por isso, seus governos se destróem por suas próprias forças, pelos atos de sua própria administração.
    Tiremos pois, dos resultados desses atos mais uma lição para o nosso regime. Expulsaremos o liberalismo de todos os postos importantes de nossa administração, dos quais dependerá a educação dos subordinados em vista de nossa ordem social.Somente serão admitidos a esses postos aqueles que forem por nós educados para o governo administrativo.Podem observar-nos que a compulsória dos velhos funcionários custará caro ao tesouro.Responderemos de entrada que se procurará para eles um emprego particular que substitua o público; depois, que, estando todo o dinheiro do mundo concentrado em nossas mãos, nosso governo não pode recear despesas excessivas.
    Nosso absolutismo será em tudo coerente.Por isso, nossa vontade será respeitada e obedecida sem constestação todas as vezes que dermos ordens. Ela não se peocupará com nenhum murmúrio, com nenhum descontentamento, castigando de maneira exemplar toda e qualquer revolta.
    Aboliremos o direitode cassação, do qual seremos os únicos a dispor como governantes, porque não devemos deixar nascer no povo a idéia de ser possível uma decisão injusta pronunciada pelos juízes nomeados por nós.Se uma coisa semelhante acontecer, nós mesmos casasremos a sentença, porém punindo tão exemplarmente o juiz por não ter compreendido seu dever e seu papel que isso jamais se repertirá.Repito mais uma vez que conheceremos cada passo de nossa administração, vigiando bem para que o povo fique contente conosco, porque ele tem o direito de exigir dum bom governo bons funcionários.
    Nosso governo assumirá o aspecto duma tutela patriarcal, manifestando-se de modo paternal. Nosso povo e nossos súditos verão nele um pai que cuida de todas as necessidades, de todos os atos, de todas as relações recíprocas dos súditos entre si, assim como de suas relações com o governo.Então, perpetrar-se-ão de tal modo desse espírito que lhes será impossível passar sem essa tutela e essa direção, se quiserem viver em paz, tranquilos; reconhecerão a autocracia de nosso governo com uma veneração vizinha da adoração, sobretudo quando se convencerem que nossos funcionários não substituem nosso poder pelo seu e somente executam ordens cegamente. Ficarão satisfeitos conosco por termo regulado sua vida como fazem os pais prudentes que querem criar os filhos no sentimento do dever e da obediência. Porque os povos, em relação aos segredos de nossa política, são crianças, são eternamente menores, assim como seus governos...
    Como vêdes, fundo o nosso despotismo sobre o direito e o dever: o direito de exigir o cumprimento do dever é o primeiro dever dum governo que seja o pai de seus governados.Ele tem o direito do mais forte e deve usá-lo para dirigir a humanidade para a ordem estabelecida pela natureza, isto é, para a obediência. Tudo obedece no mundo, senão aos homens, pelo menos às circunstâncias ou à sua própria natureza e, em todo caso, ao mais forte. Sejamos, portanto, o mais forte para o bem(11).
    Deveremos saber, sem hesitar, sacrificar alguns indivíduos isolados, violadores da ordem estabelecida, porque há uma grande força educativa no castigo exemplar do mal.
    Se o rei de Israle puser sobre asua cabeça sagrada a coroa que a Europa lhe oferecerá, tornar-se-á o partiarca do mundo. As vítimas necessárias, feitas por ele, em obediência à utilidade, jamais atingirão o número das vítimas oferecidas durante séculos à loucura das grandezas pela rivalidade dos governos cristãos.
    Nosso rei estará em constante comunhão com o povo; dirigir-lhe-á discursos de tribuna, que logo a fama espalhará pelo mundo inteiro.

    _______________Notas e comentários_______________

    (1) Os cristãos deviam seguir estas regras de conduta para se defenderem.Mas se o tentarem, a imprensa judaizada clamará contra as crueldades e a tirania.

    (2) É o que esperam os maçons cúmplices e servos dos judeus. Cf. Henry Robert Petit, "Le drame maçonnique", Paris, 1936.

    (3) Por isso, tudo foi feito para derrubar o Czar e tudo será feito para derrubar o Papa... Mas as Portas do Inferno não prevalecerão contra a Igreja de Cristo, está escrito!...

    (4) Lenine foi um desses hipnotizadores. Leia-se em Henry Robert Petit, op. cit., o capítulo sobre o hipnotismo maçônico. É de estarrecer!
    (5) Grande número de maçons faz parte da Maçonaria ingenuamente, julgando tratar-se de uma associação de estudos ocultos ou de caridade. São verdadeiros títeres nas mãos dos iniciados, como estes o são na mão dos judeus ocultos no fundo indevassável do segredo. Basta, para convencer-se disso, ler: "Der Tempel der Freimaurer" ("O templo dos maçons"), do dr. K. Lerich : Eckert, "La Franco-Maçonnerie dans sa veritable signification", trad. Gyr, Liège, 1854 ; P. Deschamps, "Les sociétés sécrètes", Paris, 1883 ; Crétineau Joly, "L'Eglise avant la Revolution"; Clavel, "Histoire pittoresque de la Franco-Maçonnerie", Paris, 1843 ; Kauffmann & Cherpin, "Histoire philosophique de la Franc-Maçonnerie", Lion, 1856; Schnab, "Os judeus e a maçonaria", Sumário dos arquivos israelitas para o ano de 5650 (1889-1890). Saint-André, "Franc-maçons et juifs", Paris, 1880; Copin-Albancelli, "La Franc-Maçonnerie, instrument de la juiverie"; Ab. Chabaudy, "Les juifs nos maitres", Paris, 1883; Schwartz. "Bostunitsch - Indischer Imperialismus" e as obras de Léon de Poncins.
    Cf. "Varieté Israelite", 1865 : " O espírito da maçonaria é o espírito do judaísmo nas suas crenças mais fundamentais". Isaac White, "The israelite", 1886: "A maçonaria é uma instituição judaica". Findel, maçon e judeu, "Die Iuden als Freimaurer" ("O judeu na maçonaria") : " O judaísmo se apresenta como o poder dominante a quem a maçonaria deve submeter-se". Bernard Lazare, "L'Antisémitisme", vol II, pág. 196: "houve judeus no próprio berço da franco-maçonaria, judeus cabalistas, como prova a conservação de certos ritos. Provavelmente, durante os anos que precederam a revolução francesa os judeus entraram em grande número nos conselhos dessa sociedade e eles próprios fundaram sociedades secretas.""
    Como queríamos demonstrar.

    (6) Que os maçons leiam isso, os maçons ainda não de todo corrompidos, que meditem na condenação da maçonaria, com excomunhão maior, por dez Papas, a qual não seria imposta pela Santa Sé levianamente, e abjurem a seita que deles faz, contra suas pátrias, instrumentos cegos do judaísmo sem pátria!
    A maçonaria é condenada pelo Evangelho em dois lugares: São João, III, 20 e 21 : "Quem pratica o mal odeia a luz, com medo de que suas obras sejam observadas. Mas aquele que segue a verdade vem à luz, de modo que suas obras sejam manifestadas, porque elas são feitas em Deus" ; Idem, XVIII, 20: "Falei publicamente ao mundo; sempre ensinei na sinagoga e no templo perante todos os judeus e nada disse em segredo."O padre d'Abelly, no seu "Traité des Herésies", de 1641, à pág. 48, diz que "a obrigação do segredo" sempre foi a marca distintiva dos heréticos. Clemente XII condenou a maçonaria pela encíclica "In Eminenti" de 28 de abril de 1738; Bento XIV,  pela "Providas", de 18 de maio de 1751; Pio VII, pela "Eclesiam", de 13 setembro de 1821. Leão XII, pela Constituição Apostólica  "Quo Graviora", de 13 de março de 1829; Pio VIII, pela encíclica "Traditti", de 14 de maio de 1829; Pio IX, pela Alocução Consistorial de 25 de setembro de 1865;  Leão XIII, pela encíclica "Humanum Genus", de 20 de abril de 1884; Pio X, quando cardeal Sarto, dirigindo-se à mocidade italiana em 1896.
    "A seita infame" a serviço do judaísmo está anatematizada pela Igreja e a nenhum católico é lícito penetrar pelos umbrais das lojas excomungadas.

    (7) Seria conveniente verificar no artigo de A. de Senger "L'Architeture en Péril", publicado pela "La Libre Parole", no folheto "L'Esprit Noveau", em 1934, como o comunismo judaico arrasa tudo e tudo nivela. A casa que abrigava a família passa a ser  "a máquina de morar".Todas as tradições de arte são banidas, menos a dos negros e a dos sovietes, isto é, as bárbaras...

    (8) A Agua Toffana com que a maçonaria matava outrora ficou célebre. Lendo-se "Les morts mystérieuses", de Albert Monniot fica-se edificado. A documentação desse autor é irrespondível. A maior parte dos homens públicos que morrem subitamente foi tirada do caminho por aqueles a quem estava atrapalhando...

    (9) É possível negar esta evidência, cada vez maior?

    (10) Têm-se visto os exemplos desse castigo na Rússia bolchevizada e em mãos dos judeus.

    (11) As forças morais são tão importantes que mesmo os que as negam e só admitem a força, como o autor ou autores dos "Protocolos", as invocam, fingindo que se baseiam no bem geral, a fim de justificar seus planos monstruosos!... A palavra de Roma já nos preveniu contra o engodo,  como vimos anteriormente.



     

    CAPÍTULO XVI

    Resumo.- As universidades tornadas inofensivas.

    O classicismo substituído. A educação e a profissão. Propaganda da autoridade

    do "Governo" nas escolas.Abolição do ensino livre. As novas teorias.

    A independência do pensamento. O ensino pela imagem.

    A FIM de destruir todas as forças coletivas, exceto as nossas, suprimiremos as universidades, primeira etapa do coletivismo, e fundaremos outras com um novo espírito. Seus reitores e professores serão preparados secretamente para a sua tarefa por meio de programas de ação secretos e minunciosos, dos quais se não poderão afastar uma linha. Serão nomeados com uma prudência muito especial e serão inteiramente dependentes do governo (1).

    Excluímos do ensino o direito cívico, assim como tudo o que concerne às questões políticas. Essas matérias serão ensinadas a algumas dezenas de pessoas, escolhidas por suas faculdades eminentes. As universidades não devem deixar sair de seus muros  fedelhos que formem projetos de constituição, como se compusessem coméidas ou tragédias, e que se ocupem de questões políticas que seus próprios pais nunca entendeream. O mau conhecimento que a maioria dos homens tem das questões políticas faz deles utopistas e maus cidadãos; podeis verificar o que a educação geral fez dos cristãos. Foi preciso que introduzíssemos em sua educação todos os princípios que tão brilhantemente enfraqueceram sua ordem social. Mas quando estivermos no poder, afastaremos da educação toidas as matérias de ensino que possam causar perturbação e faremos da mocidade crianças obedientes às autoridades, amando quem os governa, como um apoio e uma esperança de tranquilidade e de paz.
    Substituiremos o classicismo, assim como todo o estudo da história antiga, que apresenta mais maus exemplos do que bons, pelo estudo do programa do futuro.Riscaremos da memória dos homens todos os fatos dos séculos passados que não forem agradáveis, somente conservando dentre eles os que pintem os erros dos governos cristãos(2). A vida prática, a ordem social natural, as relações dos homens entre si, a obrigação de evitar os maus exemplos egoístas, que espalham a semente do mal e outras questões semelhantes de caráter pedagógico ficarão no primeiro plano do programa de ensino, diferente para cada profissão e que não generalizará o ensino sob pretexto algum.Esse modo de encarar a questão tem uma importância especial.
    Cada classe social deve ser educada conforme o destino e a tarefa que lhes são próprias(3). Os gênios acidentais sempre souberam e sempre saberão infiltrar-se nas outras classes; porém deixar penetrar em classes estranhas genrte sem valor, permitindo-lhe tomar os lugares que pertencem a essas classes pelo nascimento e pela profissão, por causa desses casos excepcionais, é rematada loucura. Sabeis bem como tudo isto acabou para os cristãos, que consentiram em tão berrante monstruosidade.
    Para que o governo tenha o lugar que lhe compete nos corações e nos espíritos de seus súditos,é necessário, enquanto durar, ensinar na todo o povo, as escolas e na praça pública, qual qual a sua importância, quais os seus deveres e como sua atividade produz o bem do povo.
    Aboliremos todo ensino livre(4).Os estudantes terão o direito de se reunirem a seus pais, como em clubes, nos estabelecimentos escolares: durante essas reuniões, nos dias de festa, os professores farão conferências, na aparência livres, sobre as relações dos homens entre si, sobre as leis da imitação, sobre as desgraças provocadas pela concorrência ilimitada, enfim sobrer a filosofia das novas teorias, ainda ignoradas pelo mundo.Faremos dessas teorias um dogma e dele nos serviremos para conduzir os homens à nossa fé. Quando eu tiver terminado a exposição de nosso programa de ação no presente e no futuro, dir-vos-ei quais as bases dessas teorias.
    Em uma palavra, sabendo pela experiência de muitos séculos que os homens vivem e se dirigem pelas idéias, que essas idéias somente sãao inculcadas aos homens pela educação, ministrada com êxito igual em todas as idades por processos diferentes, bem entendido, absorveremos e adotaremos, em nosso proveito, os derradeiros clarões da independência de pensamento, que de há muito já dirigimos para as matérias e idéias de que carecemos.O sistema de repressão do pensamento já está em vigor no método denominado ensino pela imagem, que deve transformar os cristãos em animais dóceis, que não pensam e esperam a representação das cousas e imagens, a fim de compreendê-las...(5). Na França, um de nossos melhores agentes, Burgeois, já proclamou o novo programa de educação pela imagem.(6).

    _______________Notas e comentários_______________

    (1) Vimos no Brasil, como exemplo, a Universidade do Distrito Federal, fundada para fins dissolventes e judaicos. Seus mentores e professores foram preparados judaicamente no estrangeiro, a fim de imporem à mocidade carioca a orientação que lhes traçaram seus mestres. O fenômeno se tem repetido por toda a parte. Em S. Paulo, o judeu Roberto Simonsen, magnata dos grandes negócios de café, inaugura e orienta a Escola Livre de Sociologia e Política, onde vai instilando o sutil e perfumado veneno de suas teorias. V. "Diário de S. Paulo", 15 de abril de 1936.

    (2) A história com esse sentido mentiroso, falso e caluniador já vem sendo de longa data feita pelo judeu, que quer apagar a memória da experiência e dos feitos dos povos cristãos. Seu ideal é transformá-los em gado, e gado não tem história... "Substituiremos o classicismo", dizem os "Protocolos". Por que? Responde claramente o judeu Pierre Paraf, em "Israel", 1931, pág. 162: "O classicismo marca evidente regresso à tradição católica".

    (3) Criação de compartimentos estanques e limitação da inteligência pela particularização.

    (4) O contrário do que pregam hoje. Ainda acima se citou uma escola livre do judeu Simonsen...É o cúmulo!...

    (5) Todo o sistema de educação é hoje conduzido no sentido prescrito nos "Protocolos". Os olhos, os ouvidos e as mãos aprendem maquinalmente, anulando-se pouco a pouco o trabalho do cérebro. O judeu Benjamin Cremieux ataca e critica isso no seu livro "Inquiétude et reconstruction". Há judeus com alguma consciência.

    (6) Nas traduções alemã (pág. 121), americana (pág. 56), polonesa e russa de 1920, aparece o nome de Bourgeois. Na Inglesa (pág. 63), está Bouscy. A verdadeira leitura, segundo os comentários do Monsenhor Jouin, é mesmo Bourgeois. "Os Protocolos", na verdade, referem-se a Léon Bourgeois, Presidente do Senado Francês e da Liga das nações, Ministro da Instrução Pública no Gabinete Brisson, em 1898, grande propugnador de iniciativas pedagógicas e do ensino leigo.

    Sua ação pública combina com as finalidades dos "Protocolos".



     

    CAPÍTULO XVII

    Resumo. - O foro. A influência dos padres cristãos.A liberdade de consciência.

    O rei dos judeus, patriarca e papa.Meios de luta contra a Igreja atual.

    Problemas da imprensa contemporânea.Organização da polícia.

    A polícia voluntária.A espionagem pelo modelo da sociedade judaica.Os abusos do poder.

    O FORO cria homens frios, cruéis, cabeçudos, sem princípios, que em todos os momentos, se colocam num terreno impessoal, puramente legal.Estão habituados a tudo empregar no interesse da defesa de seus clientes e não para o bem da sociedade.Geralmente , não recusam causa alguma, procurando obter absolvições a todo o preço, recorrendo às sutilezas da jurisprudência: assim, desmoralizam os tribunais. Permitindo essa profissão dentro de limites estritos, faremos de seus membros, para evitar aquele mal, funcionários executivos.Os advogados serão privados, assim como os juízes, do direito de comunicar com os demandistas; receberão as causas no tribunal, analisá-las-ão conforme os pareceres e os documentos dos autos, defenderão os clientes depois de seu interrogatório pelo tribunal, uma vez esclarecidos os fatos, e receberão honorários independentemente da qualidade do processo.Deste modo, teremos uma defesa honesta e imparcial, guiada não pelo interesse, mas pela convicção. Isto suprimirá, entre outras cousas, a atual corrupção dos assessores, que não consentirão mais em dar ganho de causa somente a quem paga.
    Já tomamos as providências para desacreditar a classe dos padres cristãos, desorganizando, assim, sua missão, que, atualmente, poderia atrapalhar-nos bastante. Sua influência sobre os povos mingua dia a dia. Por toda a aprte foi proclamada a liberdade de consciência.Por conseguinte, somente um número de anos nos separa ainda da completa ruína da religião cristã; acabaremos mais facilmente ainda com as outras religiões, porém ainda é muito cedo para falar disso.Poremos o clericalismo e os clericais num âmbito tão estreito que sua influência será nula em comparação à que outrora tiveram.
    Quando chegar o momento de destruir definitivamente a corte papal, o dedo de uma mão invisível apontá-la-á aos poos. Mas, quando os povos se lançarem sobre ela, nós apareceremos como seus defensores, a fim de não permitir o derramamento de sangue. Com essa manobra, penetraremos no seio da praça e dela só sairemos quando a tivermos completamente arruinado (1).
    O rei dos judeus será o verdadeiro papa do universo, o patriarca da Igreja Internacional.
    Mas, enquanto não tivermos educado a mocidade nas novas crenças de transição, depois na nossa,não tocaremos abertamente nas Igrejas existentes, sim lutaremos contra elas pela crítica, excitando as dissensões.
    Em geral, nossa imprensa contemporânea desvendará os negócios do Estado, as religiões, a incapacidade dos cristãos e tudo isso em os termos mais desaforados, a fim de desmoralizar de todas as maneiras , como só a nossa raça genial sabe fazê-lo.(2)
    Nosso regime será a apologia do reinado de Vichnú, que é seu símbolo, segurando cada uma de nossas cem mãos uma manivela da máquina social.Veremos tudo sem auxílio da polícia oficial, que, como nós a preparamos para os cristãos, impede hoje os governos de ver.No nosso programa, um terço dos súditos vigiará os outros por sentimento de dever, para servir voluntariamente ao Estado(3). Então, não será vergonhoso ser delator e espião; pelo contrário, será louvável; mas as delações infundadas serão cruelmente punidas, a fim de que não se abuse desse direito.
    Nossos agentes serão escolhidos na alta sociedade, como também nas classes baixas, no seio da classe administrativa que se diverte, entre os editores, impressores, livreiros, caixeiros, operários, cocheiros e lacaios, etc...
    Essa polícia, desprovida de direitos, não autorizada a agir por si, por conseguinte sem poderes, somente fará testemunhar e denunciar(4); a verificação de seus informes e as prisões mesmo serão executadas pelo corpo dos gendarmes e pela polícia municipal.Aquele que não tiver apresentado seu relatório sobre o que viu e ouviu em matéria de questões políticas será considerado culpado de fraude e cumplicidade, como se estivesse provado que houvesse cometido esses dois crimes.
    Assim como hoje nossos irmãos são obrigados, sob sua própria responsabilidade, a denunciar à sua comunidade nossos renegados ou as pessoas que empreendam qualquer coisa contrária à nossa comunidade: assim, no nosso reino universal, será obrigatório para todos os nossos súditos servir, desta forma, o Estado.
    Tal organização destruirá os abusos da força, da corrupção, tudo o que nossos conselhos e nossas teorias dos direitos sobrehumanos introduziram nos hábitos dos cristãos... Mas, como teríamos obtido de outro modo o crescimento das cas causas de desordem na sua administração? Por que outros meios?... Um dos mais importantes desses meios são os agentes encarregados de restabelecer a ordem. A estes será deixada a possibilidade de fazer ver e desenvolver seus maus instintos, inclinações e caprichos, abusando de seu poder, aceitando, enfim, gorjetas.




     

    CAPÍTULO XVIII

    Resumo.- Medidas de segurança. Vigilância dos conspiradores.

    Uma guarda aparente é a ruína do poder. A guarda do rei dos judeus.

    O prestígio místico do poder. Prisão à primeira suspeita.

    QUANDO nos for necessário reforçar as medidas de proteção policial, que arruínam tão rapidamente o prestígio do poder, simularemos desordens, manifestações de descontentamento expressas por bons oradores. Juntar-se-ão a eles pessoas que alimentem os mesmos sentimentos.Isto nos servirá de pretexto para autorizar buscas e vigilâncias, cujos agentes serão os servidores que tivermos no seio da polícia dos cristãos.
    Como a maioria dos conspiradores trabalha por amor à arte, por amor do palavrório, não os incomodaremos antes que obrem de qualquer maneira; contentar-nos-emos em introduzir no seu meio elementos de vigilância...É preciso não esquecer que  o prestígio do poder decresce, se somente descobre conspirações contra ele próprio: isto implica a confissão de sua impotência ou, o que é pior, da injustiça de sua própria causa(1).
    Sabeis que destruímos o prestígio das pessoas reinantes dos cristãos pelos frequentes atentados organizados por nossos agentes, carneiros cegos de nosso rebanho(2); é fácil, por meio de algumas frases liberais, impelir ao crime, desde que tenha uma cor política. Forçaremos os governantes a reconhecer sua impotência por medidas de segurança claras que tomarão e, assim, arruinaremos o prestígio do poder.
    Ao contrário, nosso governo será guardado por uma guarda quase imperceptível, porque não admitiremos, nem por pensamento, que possa existir contra ele uma facção contra a qual não esteja em estado de lutar e seja obrigado a se esconder(3).
    Se admitíssemos esse pensamento, como o faziam e ainda fazem os cristãos, assinaríamos uma sentença de morte; senão a do soberano mesmo, pelo menos o de sua dinastia em futuro próximo,
    Segundo as aparências severamente observadas, nosso governo só usará de seu poder para o bem, nunca para suas vantagens pessoais ou dinásticas. Por isso, observando esse decoro, seu poder será respeitado e salvaguardado por seus próprios súditos. Adorá-lo-ão com a idéia de que cada cidadão dele depende, porque dele dependerá a ordem social...

    Guardar o rei abertamente é reconhecer a fraqueza da organização governamental.
    Nosso rei, quando estiver no meio de seu povo, estará sempre rodeado por uma multidão de homens e mulheres que serão tomados como curiosos e ocuparão os lugares mais próximos a ele(4), como por acaso, os quais conterão as fileiras dos outros, fazendo respeitar a ordem.Isso será um exemplo de moderação. Se houver no povo um solicitador que procure apresentar uma súplica, abrindo passagem através dos grupos, as primeiras fileiras devem aceitar essa súplica e entregá-la ao rei aos olhos do suplicante, a fim de que todos saibam que o que se apresenta chega ao seu destino e que há, por conseguinte, um controle do próprio rei. A auréola do poder exige que o povo possa dizer:" Se o rei soubesse" ou " Se o rei souber" (5).
    Com a instituição da guarda oficial desaparece o prestígio místico do poder; todo homem dotado de certa audácia julga-se dono desse poder, o faccioso conhece sua força e espreita a ocasião de cometer um atentado contra esse poder. Pregamos outra coisa aos cristãos e vimos aonde tem conduzido as medidas abertas de segurança!
    Prenderemos os criminosos à primeira suspeita mais ou menos fundada: o receio de cometer um erro não pode ser uma razão para permitir a escápula aos indivíduos suspeitos de delito ou crime político, para os quais seremos verdadeiramente sem piedade. Se se pode ainda, forçando um pouco ao sentido das coisas, admitir o exame dos motivos nos crimes comuns, não há desculpa para as pessoas que se ocupem com questões que ninguém, salvo o governo, pode compreender.
    Mesmo todos os governos não são capazes de compreender a verdadeira política.


    CAPÍTULO XIX

    Resumo.- O direito de apresentar súplicas e projetos.
    As facções. Os crimes políticos julgados nos tribunais. A propaganda dos crimes políticos.


    SE NÃO admitimos que cada um se ocupe de política diretamente, estimularemos, em compensação, todo relatório e toda petição que solicite do governo medidas a bem do povo: isso nos permitirá ver os erros e fantasias de nossos súditos, aos quais responderemos pela execução  do projeto em questão ou por uma recusa sensata, que demonstrará a pouca inteligência de seu autor.
    As facções não passam dum cachorrinho latindo contra um elefante. Para um governo bem organizado, não do ponto de vista policial, mas social, o cãozinho ladra contra o elefante, porque não conhece seu lugar nem seu valor. Basta demonstrar por um bom exemplo (1) a importância de um e de outro para que os cãezinhos deixem de latir e se ponham a festejar com a cauda logo que avistem o elefante.
    Para tirar o prestígio da bravura ao crime político, nós o poremos no mesmo banco dos réus do roubo, do homicídio e de todos os crimes abomináveis e vis.Então, a opinião pública confundirá, no seu modo de pensar, essa categoria de crimes com a ignomínia de todos os outros, cobrindo-a com o mesmo desprezo.Nós nos propusemos, e espero que tenhamos alcançado isso, impedir os cristãos de combater as facções políticas dessa maneira(2).
    Com esse fim, pela imprensa, nos discursos públicos, nos manuais de história, fizemos a propaganda do martírio, na aparência aceito pelos facciosos para o bem comum. Essa propaganda aumentou os contingentes dos liberais e atraiu milhares de cristãos ao nosso rebanho.

    _____Notas e Comentários_____

    (1)A força, a violência, a mão de ferro, imposta por esse poder oculto que os ingleses denominam hidde hand, a mão secreta...
    (2) Entretanto, hoje, o judaísmo, através de sua imprensa, no mundo inteiro prestigia o crime político e faz campanha em favor dos criminosos políticos. Não esquecer o clamor em torno de Sacco e Vanzetti, a propaganda contra a condenação dos assasinos comunistas das Astúrias, o barulho que se fez no Brasil em pról da pequena aventureira judia Geny Gleizer. Toda essa encenação combina perfeitamente com os Protocolos.
    Nas antigas sociedades cristãs, o crime político era abominável, sobretudo o regicídio. Foi o espírito judaico que transformou a opinião cristã, a fim de poder agir à vontade contra o trono e o altar.




     

    CAPÍTULO XX

    Resumo.- O programa financeiro. O imposto progressivo. Percepção progressiva em selos. Caixa de fundos em valores-papel e estagnação do dinheiro. Tribunal de contas. Abolição da representação. Estagnação dos capitais. Emissão de dinheiro. O câmbio do ouro. O câmbio do custo do trabalho. O orçamento. Os empréstimos do Estado. A série de títulos ao juro de 1%. As ações industriais. Os governantes dos cristãos: os favoritos; os agentes dos franco-maçons.

    FALAREMOS agora sobre o programa financeiro que reservei para o fim de meu relatório como o ponto mais difícil, culminante e decisivo de nossos planos. Abordando-o, lembrar-vos-ei que já vos disse, em forma de alusão, que a soma de nossos atos se resume em uma questão de cifras (1).

    Quando nosso reinado chegar, nosso governo absoluto evitará, para sua própria defesa, sobrecarregar muito as massas populares de impostos, não esquecendo seu papel de pai e protetor. Mas, como a organização governamental custa caro, é preciso, entretanto, obter os meios necessários para isso.Por isso devemos preparar cuidadosamente o equilíbrio financeiro.
    No nosso governo, o rei possuirá a ficção legal da propriedade legal de tudo o que houver no Estado, o que é fácil de realizar; poderá, portanto, recorrer ao confisco legal de todas as somas em dinheiro que julgar necessárias para regular a circulação de capitais no Estado(2). Vê-se por aí que a taxação deve consistir principalmente num imposto progressivo sobre a propriedade. Desse modo, os impostos serão percebidos, sem agravo e sem ruína, numa proporção de percentagem relativa à posse. Os ricos devem compreender que seu dever é por uma parte de seu supérfluo à disposição do Estado, porque este lhes garante a segurança do resto e o direito de um ganho honesto, digo honesto, porque o controle da propriedade acabará com toda a pilhagem legal.
    Essa reforma social deve vir de cima, porque seu tempo chegou e é necessário como um penhor de paz. O imposto sobre os pobres é uma semente de revolução e é prejudicial ao Estado, que perde grande lucro correndo atrás de pequenos proveitos(3). Independentemente disso, o imposto sobre os capitalistas diminuirá o crescimento das riquezas das pessoas privadas, em cujas mãos nós a concentramos atualmente para contrabalançar a força governamental dos cristãos, isto é, as finanças do Estado.
    Um imposto progressivo dará muito mais forte renda do que o imposto proporcional de hoje, que só nos é útil para excitar agitações e descontentamentos entre os cristãos (4).
    A força sobre que nosso rei se apoiará será o equilíbrio e a garantia de paz. É necessário que os capitalistas sacrifiquem pequena parte de seus rendimentos para assegurar o funcionamento da máquina governamental. As necessidades do Estado devem ser pagas por aqueles a quem suas riquezas permitam fazer isso sem sacrifício (5).
    Tal medida destruirá o ódio do pobre contra o rico, no qual aquele verá uma força financeira útil ao Estado, sustentáculo da paz e da prosperidade, pois que é o rico quem provê aos recursos necessários para a obtenção desses bens. Para que os pagadores das classes inteligentes não se entristeçam demasiado com esses novos pagamentos, ser-lhes-ão entregues prestações de contas do destino dessas quantias, excetuando-se, bem entendido, as somas que forem aplicadas às necessidades do trono e das instituições administrativas.
    A pessoa reinante não possuirá propriedade pessoal, porque tudo o que exista no Estado é dela, senão uma coisa contradiria a outra: os recursos pessoais anulariam o direito de propriedade sobre as posses de todos.Os parentes da pessoa reinante, exceto seus herdeiros, que são igualmente mantidos à custa do Estado, devem se colocar nas fileiras dos servidores do Estado ou trabalhar para adquirir o direito de propriedade: o privilégio de pertencer à família real não deve servir de pretexto para pilhar o Tesouro.
    A compra duma propriedade, a aceitação duma herança serão taxadas com um imposto de selo progressivo. A transmissão duma propriedade em dinheiro ou de outra forma, não declarada nesse imposto de selo, necessariamente nominal, será gravada com uma taxa de tanto por cento por conta do antigo proprietário, da data da transferência até o dia em que a fraude for descoberta.Os títulos de transferência deverão ser apresentados todas as semanas ao Tesouro local, com a designação do nome próprio, do de família e do domicílio do antigo e do novo proprietários. Esse registro só será obrigatório a partir duma quantia fixa que exceda os preços comuns de compra e venda do necessário, sendo os outros passíveis unicamente dum imposto em selo bastante mínimo, para cada unidade.
    Calculai quanto esses impostos farão exceder a nossa renda sobre a dos Estados cristãos. A caixa de fundos do Estado deverá conter certo capital de reserva, devendo tudo o que exceder a esse capital ser posto em circulação.Organizar-se-ão com essas reservas públicas. A iniciativa desses trabalhos resultando dos recursos do Estado ligará fortemente a classe operária aos interesses do Estado e às pessoas reinantes. Parte dessas somas será atribuída a prêmios para invenções e à  produção.
    De modo algum é preciso, fora das somas fixadas e largamente contadas, reter, mesmo que seja uma simples unidade, nas caixas do Estado, porque o dinheiro é feito para circular e toda a estagnação de dinheiro tem perniciosa repercussão sobre o funcionamento do mecanismo do Estado, cujas engrenagens ele deve azeitar: a falta de óleo pode parar a marcha regular da máquina (6).
    A substituição duma parte do dinheiro por valores em papel justamente produziu essa estagnação. As consequências de tal fato já são suficientemente sensíveis.
    Teremos também um Tribunal de Contas e o governante encontrará em todo o tempo nele uma prestação completa de contas, com as receitas e despesas do Estado, excetuando-se as contas do mês ainda não terminado e do mês anterior ainda não entregue.
    O único indivíduo que não tem interesse em pilhar as caixas do Estado é seu proprietário, o governante (8). Por isso, seu controle tornará impossíveis os prejuízos e os desperdícios. A representação, que toma precioso tempo ao governo com as recepções exigidas pela etiqueta, será suprimida, a fim de que ele tenha tempo de controlar e de refletir. Seu poder não ficará mais à mercê dos favoritos que rodeiam o trono para lhe dar brilho e pompa, porém que não defendem os interesses do Estado e sim os próprios.
    As crises econômicas tem sido produzidas por nós entre os cristãos, com o único fim de retirar dinheiro de circulação.Capitais enormes ficaram estagnados, retirando dinheiro dos Estados, que foram obrigados a recorrer a esses mesmos capitais, a fim de ter dinheiro. Esses empréstimos sobrecarregaram as finanças dos Estados com o pagamento de juros, escravizando-os ao capital (9). A concentração da indústria nas mãos dos capitalistas que mataram a pequena indústria, absorveu todas as forças do povo, e, ao mesmo tempo, as do Estado... (10).
    A atual emissão de dinheiro em geral não corresponde à cifra do consumo por cabeça, e, por conseguinte, não pode satisfazer todas as necessidades dos trabalhadores. A emissão de dinheiro deve estar em relação com o crescimento da população, no qual devem ser computadas as crianças, porque consomem e gastam desde que nascem (11).
    A revisão da cunhagem das moedas é uma questão essencial para o mundo inteiro. Sabeis que o câmbio ouro foi pernicioso para os Estados que o adotaram, porque não pode satisfazer o consumo de dinheiro, tanto mais que retiramos da circulação a maior quantidade de ouro possível. (12).
    Devemos criar uma moeda baseada sobre o trabalho, seja de papel ou de madeira. Faremos uma emissão de dinheiro de acordo com as necessidades normais de cada súdito, aumentando-a conforme os nascimentos e as mortes.
    Cada departamento, cada distrito terá suas estatísticas para esse efeito. A fim de que não haja demora na entrega de dinheiro para as necessidades do Estado, as quantias e as datas de sua entrega serão fixadas por um decreto do governo. Assim, será destruído o protetorado do ministério das Finanças, que não poderá favorecer uma região em detrimento de outras.
    Apresentaremos essas reformas que projetamos fazer de modo a não alarmar ninguém. Mostraremos a necessidade das reformas em consequência do caos a que chegaram as desordens financeiras dos cristãos.A primeira desordem, diremos, consistiu em decretar um simples orçamento que cresce todos os anos pela seguinte razão: vai-se com esse orçamento até o meio do ano; depois pedem-se créditos suplementares que se gastam em três meses; depois novos créditos suplementares, e tudo acaba por uma liquidação. E, como o orçamento do ano seguinte é calcado sobre o total do orçamento geral, a diferença anual normal é de 50% e o orçamento anual triplica de dez em dez anos. Graças a tais processos, aceitos pelo descuido dos Estados Cristãos, suas caixas estão sempre vazias. Os empréstimos que vieram em consequência devoraram os restos e levaram todas as nações a bancarrota.
    Todo empréstimo demonstra fraqueza do Estado e incompreensão dos direitos do Estado. Os empréstimos, como a espada de Dâmocles, estão suspensos sobre a cabeça dos governantes que, em lugar de tomar aquilo de que necessitavam aos seus súditos por meio dum imposto temporário, estendem a mão, pedindo esmola aos nossos banqueiros. Os empréstimos externos são sanguessugas que, em caso algum, se podem arrancar do corpo do Estado, salvo se o largarem por si ou se ele as extirpar radicalmente. Mas os Estados cristãos não os arrancam e continuam a por outros, embora tenham de perecer com essa sangria voluntária.(14)
    Na realidade, o que é o empréstimo senão isso, sobretudo o empréstimo externo? O empréstimo é uma emissão de letras de câmbio do governo, contendo uma obrigação a certa taxa de juros, proporcional ao total do capital empregado. Se o empréstimo for taxado em 5%, em vinte anos o Estado terá pago, sem utilidade alguma, tanto de juros quanto o capital, em quarenta anos o dobro da dívida, em sessenta o triplo e a dívida sempre por pagar.
    Vê-se assim, que, sob a forma de imposto individual, o Estado toma os últimos centavos dos pobres contribuintes para pagar aos ricos estrangeiros, aos quais tomou dinheiro emprestado, ao invés de ajuntar suas riquezas para prover suas necessidades, sem o peso dos juros.
    Enquanto os empréstimos foram internos, os cristãos somente transferiam o dinheiro do bolso dos pobres para o dos ricos. Mas, quando nós compramos as pessoas necessárias para transportar os empréstimos para o estrangeiro, todas as riquezas dos Estados passaram para nossas caixas e todos os cristãos começaram a pagar um tributo de sujeição. Se a leviandade dos governos cristãos, no que concerne aos negócios de Estado, se a corrupção dos ministros ou a falta de inteligência financeira dos outros governantes sobrecarregaram seus países de dívidas que não podem re-embolsar, é preciso que saibais que isso nos custou muito dinheiro e esforço!...
    Não permitiremos a estagnação do dinheiro. Por isso, não consentiremos que haja apólices do Estado, excetuando-se uma série a 1%, a fim de que os juros não entreguem a força do Estado à sucção das sanguessugas. O direito de emitir títulos ficará unicamente reservado às companhias industriais, que não farão grande sacrifício, pagando juros com seus lucros, enquanto que o Estado não retira do dinheiro que toma emprestado o menor lucro, pois que o gasta e não realiza com ele operações frutuosas.(16)
    As ações industriais serão adquiridas pelo próprio governo, que, de tributário de impostos, como é agora, se transformará em emprestador por cálculo. Tal medida fará cessar a estagnação de dinheiro, o parasitismo e a imprensa, que nos eram úteis quando os cristãos viviam independentes, mas que são indesejáveis no nosso regime.
    Como é evidente a falta de reflexão puramente animal dos cérebros cristãos! Eles nos pediam dinheiro emprestado com juros, sem refletir que precisariam tomar esse mesmo dinheiro, acrescido de juros, nas arcas do Estado, para nos pagar! Que de mais simples do que ir buscar o dinheiro de que precisavam no bolso dos contribuintes?
    Isso prova a superioridade geral de nosso espírito, que soube apresentar-lhes a questão dos empréstimos de tal forma que nela somente viram vantagens para eles(17).
    Os cálculos que apresentamos, esclarecidos, quando for oportuno, pela luz das experiências seculares, cuja matéria nos foi fornecida pelos Estados cristãos, distinguir-se-ão por sua clareza e segurança, mostrando a todos, evidentemente, a utilidade de nossas inovações. Acabarão com os abusos, graças aos quais temos os cristãos em nosso poder, mas sem admití-los no nosso reino(18).
    Estabeleceremos tão bem nosso sistema de contas que, nem o governante, nem o mais ínfimo funcionário poderão desviar a menor soma de seu destino sem que isso seja notado. Também não lhe poderão dar outro destino fora do indicado, de uma vez por todas, dentro de nosso plano de ação.
    Não é possível governar sem um plano definido. Os próprios heróis que seguem um rumo certo, porém sem reservas determinadas, perecem a meio caminho. Os chefes cristãos, a quem outrora aconselhamos que se distraíssem dos cuidados do Estado com recepções representativas, com o protocolo dos divertimentos, não passavam de biombos de nosso governo oculto. As prestações de contas dos favoritos que os substituíam à frente dos negócios públicos eram feitas para eles pelos nossos agentes e satisfaziam todas as vezes os espíritos clarividentes com as promessas de futuras melhoras e economias... Que economias?...Novos empréstimos?...Poderiam perguntar isso e não perguntavam aqueles que liam nossas prestações de contas e nossos projetos...Sabeis a que ponto os levou esse pouco caso, a que desordem financeira chegaram, a despeito da admirável atividade de seus povos(19).

    _______________Notas e comentários_______________

    (1)Na opinião dum técnico, Jules Sevérin, Secretário do Congresso Monetário Internacional, no seu trabalho "La tyrannie de l'or et les juifs qui l'accaparent", o domínio judaico sobre o ouro é que lhe dá a força para conquistar o mundo. De longa data, através dos centenários, os judeus vinham amontoando o ouro; mas o grande açambarcamento do precioso metal data, em verdade, de 1816, logo após a queda de Napoleão, quando o judeu Lord Liverpool propõe ao Parlamento Britânico e consegue que seja aprovada a lei do padrão-ouro para as dívidas internacionais. Depois disso, Jules Sevérin estuda minunciosamente como, através da política monetária judaico-britânica e das lições dos economistas alugados a Israel, o ouro subiu de valor e serviu ao judaísmo para predominar mundialmente. Citemos um trecho do livro que elucida o caso: "O câmbio das moedas foi transferido para a bolsa de Londres (depois de 1873) e lá variou de nação a nação e de dia a dia. Logo, a Inglaterra conseguiu a adesão da Holanda e dos Estados Unidos ao padrão-ouro único para as dívidas internacionais. Em 1878, Léon Say, na renovação da convenção monetária  com a Itália, a Suíça, a Bélgica e a Grécia, proibia a cunhagem em prata, portanto, a circulação, para o pagamento a potências estrangeiras.Sendo a prata recusada por oito grandes nações, foi por água abaixo; e as nações que só tinham prata viram suas dívidas dobradas, triplicadas e quadruplicadas, conforme a moeda baixava ou se esgotava. Mas, como sempre valia nos países onde era cunhada, servia para comprar ouro, pelo mesmo preço, o duplo ou o triplo de mercadorias, as quais, revendidas em ouro às grandes nações, edificaram primeiro as grandes potências mundiais e, finalmente, provocaram baixas de preços formidáveis a todas em todas as potências. A prata baixa, diziam; mas a prata não baixara. O ouro só é, que muito procurado e açambarcado, subia. Os Index Numbers do sr. Shauerbeck, de Londres, demonstravam que a prata continuava ao par com as mercadorias. E era o ouro que subia, conforme confessava a Gold and Silver Commission..."
    (2) É o que os reis Lenin e Stalin, pseudônimos da tribo judaica Kaganovitch, isto é, os filhos de Cohen, têm feito na Rússia infeliz...
    (3) Por isso os paus mandados do judaísmo e da maçonaria, às vezes inconscientemente, no legislativo e no executivo, não fazem outra coisa senão aumentar impostos. Essa tem sido a regra geral dos pecos financistas liberais. Vê-se aqui a quem aproveita.
    (4) Confere e concorda em gênero, número e caso...
    (5) Assim era no Estado Corporativo Cristão; assim é no Estado Corporativo Moderno. Os judeus, entretanto, combateram aquele e combatem este...
    (6) Todavia, todo o trabalho dos economistas e financistas inspirados por Israel é contrariar essa regra tão sábia. Todos os pretextos são bons para diminuir o numerário em circulação e, às vezes, como no Brasil, o diminuem de tal forma que o dinheiro falso se derrama no país e corre normalmente, tal a falta de troco no interior...
    (7) Refere-se à imobilização de somas imensas em apólices e títulos de renda, que enchem os cofres dos bancos e não passam de capitais estagnados e parasitários. Vá alguém lembrar-se de aventar a troca dessa papelada que rende juros por dinheiro corrente e os banqueiros, os economistas, os financistas porão mãos à cabeça. Que enormidade! É com esses e outros preconceitos que vão fazendo, contra os povos, o joguinho de Israel...
    (8)V. Antonio Sardinha, "Ao ritmo da ampulheta": é esse o conceito que o grande sociólogo lusitano faz do rei cristão: o pastor que cuida bem do seu rebanho. A voz do povo reconhecia isso quando pedia socorro: "Aquí d'El-Rei ! ". O Rei era o protetor nato da sua grei. Por isso o judaísmo destruiu os reis. Mas quer impor um dia o Rei de Israel e a esse dá o que tirou ao Rei cristão. Está conforme...
    (9) Calixto de Wolski, "La Russie Juive", edição de Albert Savine, Paris, 1887. Nesse formidável e documentadíssimo livro sobre os judeus, publicado quase vinte anos antes dos "Protocolos", lê-se isto à pág. 25: "A Europa está enfeudada ao domínio de Israel. O judeu gravou todos os Estados com uma nova hipoteca que eles jamais poderão pagar com suas rendas(!). O domínio universal que tantos conquistadores sonharam está nas mãos dos judeus. O Deus da Judéia cumpriu a palavra dada aos profetas. Jerusalém impôs tributo aos Impérios. A melhor parte da renda pública de todos os Estado, o produto mais direto do trabalho de todos passa para a bolsa dos judeus sob o nome de juros da dívida nacional."
    Leia-se o livro "Brasil - Colônia de banqueiros", do comentador destas notas, e se verá como esse quadro é verdadeiro em relação ao nosso pobre país.
    (10) Como os "Protocolos" previram essa concentração industrial verificada por todos os especialistas modernos no assunto. Dom de adivinhação ou plano bem elaborado?... O leitor escolha a solução que melhor lhe convier...
    (11) No Brasil, por exemplo: três milhões de contos para quarenta e dois milhões de habitantes. A questão foi estudada em "Brasil - Colônia de banqueiros". O mundo inteiro sofre da falta de circulação de dinheiro, enquanto que os grandes bancos de Nova York, Paris, Londres e Amsterdam estão abarrotados de ouro. E o ouro, como não tem o que fazer, viaja...
    (12) É o que acabou de citar acima Jules Sevérin.
    (13) O que aí se pinta é ou não o que se passa na realidade? Que hidde hand, que mão secreta, que mão oculta manobra tudo isso? (**época da crise mundial**)
    (14) É a maior crítica feita ao delírio dos empréstimos com que o judaísmo envenenou as nações. Partindo de quem parte, devemos aceitá-la. Pelos empréstimos, realizados através dos bancos judaicos, - como escrevia Dostoiewski, membro da loja maçônica "Luiz Sinarro", segundo o "Boletim del Gran Oriente Español", de 10 de outubro de 1912, os judeus "são agora donos de tudo, na Europa, da instrução, da civilização, do socialismo, sobretudo do socialismo, por meio do qual arrancarão o cristianismo e a civilização."
    Quem diz empréstimo diz escravização.
    (15) Vide "Brasil - Colônia de banqueiros"
    (16) Entretanto, todos os financistas atualmente inspirados por Israel dizem o contrário e fomentam a corrida às emissões de apólices até com sorteios, transformadas em verdadeiras loterias, como as de vários Estados do Brasil. Os estadistas goyim tem muito talento...
    (17) Por isso diz o código de leis judaicas "Schulan Aruch", no Iore-dea, 159,1, tirado do tratado "Baka Metzio", do Talmud, 70: "É proibido emprestar dinheiro a um judeu com juros pesado, mas é permitido emprestar dinheiro a um akum ou a um judeu convertido em akum, exigindo juros de usura. Porque a Escritura diz: ajudarás o teu irmão a viver. Mas o akum não é teu irmão."
    O que é o akum? É o gentio, o impuro, o goi, o cristão. Akum é a abreviação das palavras hebraicas: aboda Kohabin umazzaliot, isto é, o adorador dos astros, o infiel. Conforme diz o Rabino Kalisch, "Commentáires au Schoulan Arouch". O cristão é chamado de várias formas pelos judeus: goi e o plural goyim, cuja significação já vimos; akum, que acabamos de ver; abodazara, como escrevia o célebre rabino Maimônedes, isto é, os pagãos; minim, segundo o rabino talmudista Meir, que quer dizer os heréticos; nochri, os nazarenos, conforme o tratado "Aboda Zara", sobre as religiões estrangeiras, 6,a . kutim, ou samaritanos; enfim, amme haaretz koalam ou itan kaaretz, a turba, a plebe, a gente da terra...
    (18) Naturalmente. Porque a nação judaica é distinta das outras. "Por cima das fronteiras - afirmou o judeu Goldman, um dos organizadores do último Congresso  Judaico Universal - nós formamos uma única nação". O judeu Luiz D. Brandeis, membro da Suprema Corte de Justiça dos Estados Unidos, escreve: "Reconheçamos que, nós, judeus, somos uma nação distinta, da qual cada judeu é necessariamente membro, sejam quais forem seus países de origem, sua posição ou sua crença.". Na "Jewish Cronicle" ("Crônica judaica") de 8 de outubro de 1911, se lê este pedacinho de ouro: "Os judeus que pretendem ser ingleses, franceses ou americanos patriotas e bons judeus não passam de mentiras vivas. O patriotismo inglês, francês ou americano do judeu é um simples disfarce que adota para agradar aos habitantes do país". No "Jewish World" ("O Mundo judaico"), de 22 de outubro de 1915, este outro: "Ninguém se lembraria de pretender que o filho de um japonês ou dum hindú seja inglês só porque nasceu na Inglaterra; o mesmo raciocínio se aplica aos judeus."Ainda outro artigo no mesmo jornal judaico de 14 de dezembro de 1922: "O judeu continua judeu mesmo mudando de religião; um cristão que se convertesse à religião judaica não se tornaria judeu, porque a qualidade de judeu não depende da religião, mas da raça e um judeu livre-pensador ou ateu continua tão judeu quanto qualquer rabino". E afinal, as palavras do judeu Felix Allouche, no "Réveil Juif" ("O despertar do judeu"), de 27 de novembro de 1931: "O povo judeu forma um povo só por maior que seja o número de seus pedaços espalhados pelo mundo e a distância que os separe."


     

    CAPÍTULO XXI

    Resumo.-Os empréstimos internos. O passivo e os impostos.
    As conversões.As caixas econômicas e a renda.
    Supressão da  bolsa de fundos públicos. Taxação dos valores industriais.

    ACRESCENTAREI ao que já vos expús na reunião anterior uma explicação minunciosa dos empréstimos internos. Sobre os externos, nada mais direi, porque eles abarrotaram nossas burras com o dinheiro nacional dos cristãos (Citicorp, Salomon Brothers, Safra,etc..), mas para o nosso Estado não haverá mais nada estrangeiro, porque não haverá exterior. Aproveitamos a corrupção dos administradores e a negligência dos governantes para receber somas duplas, triplas e ainda mais fortes (1), emprestando ao governo dos cristãos dinheiro que não era absolutamente necessário as nações. Quem poderia fazer a mesma coisa contra nós?...Por isso, somente exporei com pormenores os empréstimos internos.
    Quando lançam um empréstimo, os Estados abrem uma subscrição para a compra dos títulos. A fim de que estes sejam acessíveis a todos, criam bônus de até cem mil; ao mesmo tempo, fazem um abatimento para os primeiros subscritores. No dia seguinte, há uma alta de preço artificial, com o pretexto de que toda gente os procura. Alguns dias depois, as arcas do Tesouro, segundo dizem, estão cheias e já se não sabe mais onde por dinheiro (então, por que continuam a tomá-lo?). A subscrição excede várias vezes a emissão do empréstimo: tal é a confiança que se tem nas letras de câmbio do governo.
    Representada a comédia, fica-se em presença dum passivo que se acaba de formar, dum passivo muito pesado.Para pagar os juros, é necessário recorrer a novos empréstimos que não absorvem, mas aumentam a dívida principal. Esgotando o crédito, torna-se preciso cobrir, não somente o empréstimo, mas ainda os seus juros, com novos impostos, os quais não passam dum passivo para cobrir o passivo...
    Mais tarde, vem o tempo das conversões, que somente diminuem o pagamento de juros e não cobrem as dívidas, as quais só poderão ser feitas de então por diante com o consentimento dos emprestadores: anunciando-se uma conversão, oferece-se a restituição do dinheiro aos que não queiram converter seus títulos.Se todos exprimissem o desejo de retomar o seu dinheiro, os governos estariam presos na sua própria armadilha e se encontrariam na impossibilidade de pagar o dinheiro que oferecem.Felizmente, os súditos dos governos cristãos, pouco versados em matéria de finanças, sempre preferiram prejuízos no valor dos títulos e diminuições de juros ao risco de novas colocações de capital, dando assim, aos governos a possibilidade de se desfazerem dum passivo de muitos milhões(2).
    Agora, com as dívidas externas, os cristãos nem pensam em fazer nada semelhante, porque sabem que reclamaríamos todo o nosso dinheiro.
    Desta forma, uma bancarrota reconhecida demonstrará definitivamente às nações a ausência de ligação entre os interesses dos povos e os de seus governos.
    Chamo toda a vossa atenção sobre esse fato e sobre o seguinte: hoje, todos os empréstimos internos estão consolidados pelas dívidas que se denominam flutuantes, isto é, pelas dívidas, cujos vencimentos são mais ou menos próximos. Essas dívidas são constituídas  pelo dinheiro depositado nas caixas econômicas e nas caixas de reserva. Como esses fundos permanecem muito tempo em mãos do governo, se evaporam para pagar os juros dos empréstimos externos e em seu lugar se colocam somas equivalentes em depósitos de renda.
    São estes últimos que tapam todos os buracos dos cofres dos Estados, entre os cristãos.
    Quando subirmos ao trono do mundo, todos esses truques de finanças serão abolidos sem deixar vestígios, porque não corresponderão mais aos nossos interesses; suprimiremos igualmente todas as bolsas de fundos públicos, porque não admitiremos que o prestígio do nosso poder seja abalado pela variação de preço de nossos títulos. Uma lei declarará seu valor completo, sem flutuação possível, porque a alta dá lugar a baixa; foi, assim, que, no início de nosso plano jogamos com os valores dos cristãos.
    Substituiremos as Bolsas(3) por grandes estabelecimentos de crédito especial, cujo destino será taxar os valores industriais de acordo com as vistas do governo. Esses estabelecimentos estarão em situação de lançar até quinhentos milhões de ações industriais em um dia. Dessa maneira, todas as empresas industriais dependerão de nós. Podereis imaginar que poder adquiriremos assim.

    _______________Notas e comentários_______________

    (2) Esta crítica ao sistema de empréstimos internos feita pelos seus inventores e beneficiários merece ser meditada pelas vítimas... O fim do judaísmo é cumprir o preceito do "Schulan Aruch", Iore dea, 146,14, proveniente do Talmud, Aboda Zara, 46: "É bom que o judeu procure destruir os templos dos akum e tudo o que lhes pertence ou foi feito por eles, queimando tudo e espalhando as cinzas ao vento."



     

    CAPÍTULO XXII

    Resumo.- O segredo do futuro. O mal secular base do bem futuro.
    A auréola do poder e sua adoração mística

    EM TUDO o que vos expús até aqui, esforcei-me em mostrar o segredo dos acontecimentos passados e presentes, que anunciam um futuro já próximo de sua realização.Mostrei-vos o segredo de nossas relações com os cristãos e de nossas operações financeiras. Resta-me pouca coisa ainda a dizer sobre esse assunto.
    Possuímos a maior força moderna, o Ouro: podemos em dois dias retirá-lo de nossos depósitos na quantidade que nos apetecer.
    Devemos ainda demonstrar que nosso governo foi predestinado por Deus? Não provaremos com essa riqueza que todo o mal que nós fomos obrigados a fazer durante tantos séculos serviu, afinal, para o verdadeiro bem, para por tudo em ordem?(1)
    Ei-la a confusão das noções do bem e do mal. A ordem será reestabelecida, um tanto pela violência, mas enfim será reestabelecida. Saberemos provar que somos bemfeitores, nós, que à Terra atormentada restituímos o verdadeiro bem, a liberdade do indivíduo, que poderá gozar repouso, paz e dignidade de relações, com a condição, bem entendido, de observar as leis que estabelecermos. Explicaremos, ao mesmo tempo, que a liberdade não consiste na devassidão e no direito à licença; de idêntico modo, a dignidade e a força do homem não consistem no direito de cada um proclamar princípios destruidores, como o direito de consciência, o de igualdade e coisas semelhantes; também o direito do indivíduo não consiste de modo algum no direito de excitar-se a si próprio e de excitar os outros, ostentando seus talentos oratórios nas assembléias tumultuosas. A verdadeira liberdade consiste na inviolabilidade da pessoa que observa honestamente e exatamente todas as leis da vida em comum; a dignidade humana consiste na consciência de seus direitos e, ao mesmo tempo, dos direitos que se não possuem, e não unicamente no desenvolvimento fantasista do tema de seu EU.(2).

    Nosso poder será glorioso, porque será forte, governando e dirigindo, e não andando a reboque de líderes e oradores que gritam palavras ôcas, denominando-as grandes princípio, as quais, na verdade, não passam de utopias. Nosso poder será o árbitro da ordem que fará toda a felicidade dos homens. A auréola desse poder provocará a adoração mística e a veneração dos povos.A verdadeira força não transige com direito algum, nem mesmo com o direito divino: ninguém ousa atacá-la para lhe arrancar a menor parcela de seu poder (3)

    _______________Notas e comentários_______________

    (1) O Anticristo, dizem as profecias bíblicas, será em tudo semelhante ao Cristo, isto é, para enganar aos povos, tomará a aparência do Cristo. Vide neste código anticristão como o mal se disfarça com o bem.O que aqui se lê nos "Protocolos" está de acordo com o espírito daquilo que o judeu Max Nordau denominou Sionismo secreto, com as teorias do famoso achadamismo, ou doutrina do sionista Achad Haam, cujo verdadeiro nome é Asher Ginzberg. Tomemos o livro deste escritor judeu, publicado em inglês, "Transvaluation of values", e transcrevamos os trechos que combinam com os "Protocolos": "Israel restituirá à idéia do Bem a significação que teve outrora... O Bem aplica-se ao super-homem ou à super-nação que tenha que a força de se estender e completar sua vida, e a vontade de se tornar senhora do mundo, sem se preocupar com o que isso possa custar à grande massa dos povos inferiores nem com seus prejuízos.Porque só o super-homem ou a super-nação são a flor e o fim da espécie humana.O resto foi unicamente criado para servir a esse fim, para ser a escada pela qual é possível subir à altura ambicionada..."
    Por essas e outras é que, na brochura "Le sionisme: son but, son oeuvre", L. Fry defende a tese de ser Achad Haam, ou Asher Ginzberg o autor dos "Protocolos". Aliás, em 1915, o judeu L.Simon, em "Morceaux Choisis de Ginzberg", escrevia: "Achad Haam é uma abstração, uma espécie de nome coletivo que se aplica a uma coleção de idéias concernentes ao judaísmo e  ao povo judeu." Isto é de um nietzschenianismo hebraico bem característico. É licito, depois de provas desta ordem, duvidar da autenticidade essencial dos "Protocolos"?

    (2)Estas idéias são idéias legítimas do Achadhamismo. O judeu Max Nordau, na sua polêmica com Ginzberg, em 1903, a propósito do romance "Altneuland", dizia: "A idéia de liberdade está acima de sua concepção. Ele imagina a liberdade como o ghetto. Somente inverte os papéis. Por exemplo, as perseguições continuam, porém agora não mais contra os judeus e sim contra os gentios..." Confere...
    (3) É o poder na concepção judaica de Espinoza, do "direito natural da força", que não faz distinção entre o bem e o mal. A concepção dos "Protocolos" concorda em tudo, segundo L. Fry, op. cit., com a de Asher Ginzberg, no "Le Chémin de la vie": "Foi no espinosismo que foi buscar sua concepção do Estado judaico futuro, no qual a obediência cega será a lei, mesmo se ordenar aos homens que privem seus semelhantes da vida e da propriedade. O direito supremo do Estado, que controla não só as ações civis, mas também as manifestações espirituais e religiosas do povo, numa palavra, o despotismo civil e religioso traçado nos "Protocolos" como linha de conduta do futuro governo vísivel dos judeus foi tirado do tratado teológico-político de Espinoza."



     

    CAPÍTULO XXIII

    Resumo.- Redução da produção dos objetos de luxo. A pequena indústria.
    O desemprego. Interdição da embriaguez. Condenação à morte da antiga sociedade
    e sua ressureição sob uma nova forma. O eleito de Deus.

    PARA QUE os povos se habituem à obediência, é necessário habituá-los à modéstia, diminuindo, por conseguinte, a produção dos objetos de luxo. Assim, melhoraremos os costumes corrompidos pela rivalidade do luxo(1). Restabeleceremos a pequena indústria que prejudicará os capitais particulares dos fabricantes. Isto é ainda preciso, porque os grandes fabricantes dirigem, muitas vezes sem o saber, é verdade, o espírito das massas contra o governo. Um povo que se ocupa de pequenas indústrias não conhece o desemprego, prende-se à ordem existente e, consequentemente, à força do poder.O desemprego é o que há de mais perigoso para o governo. Para nós,  seu papel estará terminado logo que nos apossemos do poder. A embriaguês será também proibida por lei e punida como crime contra a humanidade, porque ela transforma os homens em bestas sob a influência do álcool.
    Os súditos - repito-o mais uma vez- só obedecem cegamente a uma mão firme, completamente independente deles, na qual sintam um gládio para sua defesa e um apoio contra os flagelos sociais. Que necessidade  tem de ver em seu rei uma alma angélica? Devem ver nele a personificação da força e do poder.
    O soberano que tomará o lugar dos governos atuais, que arrastam sua existência no meio de sociedades desmoralizadas por nós, que renegaram mesmo o poder de Deus e no seio das quais se eleva por todos os lados o fogo da anarquia, esse soberano deve, antes de tudo, apagar essas labaredas devoradoras. Por isso, será obrigado a condenar à morte essas sociedades, embora tenha de afogá-las no próprio sangue, para ressucitá-las sob a forma dum exército regularmente organizado, lutando conscientemente contra toda infecção capaz de ulcerar o corpo do Estado.(3)
    Esse eleito por Deus foi escolhido lá em Cima para quebrar as forças insensatas movidas pelo instinto e não pela razão, pela bestialidade e não pela humanidade. Essas forças triunfam agora, pilham, cometem toda a sorte de violências sob o pretexto de liberdade e direitos. Elas destruíram toda a ordem na sociedade para erguer sobre as ruínas o trono do rei de Israel; mas seu papel estará terminado no momento da elevação desse rei ao trono.Então, será preciso afastá-las de seu caminho, sobre o qual não deve haver o menor obstáculo.
    Aí poderemos dizer aos povos: agradecei a Deus e inclinai-vos diante daquele que traz sobre o rosto a marca da predestinação, para o qual Deus(4) mesmo guiou sua estrela, a fim de que ninguém, exceto ele, pudesse livrar-vos de todas as forças e de todos os males.(5)


     

    CAPÍTULO XXIV

    Resumo.- Fortalecimento das bases do rei David. Preparação do rei. Afastamento dos herdeiros diretos. O rei e seus três iniciadores.
    Inatacabilidade dos costumes públicos do rei dos Judeus.

    PASSAREI agora aos meios de assegurar as raízes dinásticas do rei

    Os mesmos princípios que até hoje nos deram a nossos Sábios a direção de todos os negócios do mundo nos guiarão(1).Dirigiremos o pensamento de toda a humanidade.

    Vários membros da raça de David prepararão os reis e seus herdeiros, escolhendo os últimos, não segundo o direito hereditário, mas conforme suas eminentes aptidões; iniciá-los-ão nos segredos mais íntimos da política e nos planos de governo, com a condição, todavia, de ninguém ser posto a par de tais segredos. O fim de tal modo de ação é que toda a gente saiba que o governo somente pode ser confiado aos iniciados nos mistérios de sua arte.

    Unicamente a essas pessoas será ensinada a aplicação dos planos políticos, a inteligência da experiência dos séculos, todas as nossas observações sobre as leis político-econômicas e sobre as ciências sociais, em uma palavra, todo o espírito dessas leis, que a própria natureza estabeleceu inabalavelmente para regular as relações entre os homens.
    Os herdeiros diretos serão muitas vezes afastados do trono, desde que, durante seus estudos, dêem provas de leviandade, doçura e outras qualidades perniciosas e indesejáveis ao poder, que tornam incapaz de governar e prejudicam a função real.
    Só os que sejam absolutamente capazes dum governo firme, inflexível até a crueldade, receberão o poder das mãos de nossos Sábios.
    Em caso de enfermidade que produza o enfraquecimento da vontade, os reis deverão, de acordo com a lei, entregar as rédeas do governo em mãos novas e capazes.
    Os planos de ação do rei, seus planos imediatos, com mais fortes razões seus planos mediatos, deverão ser ignorados mesmo por aqueles que designem como seus conselheiros.
    Exclusivamente o rei e seus três iniciadores conhecerão o futuro.
    Na pessoa do rei, senhor de si mesmo e da humanidade, graças a uma vontade inquebrantável, todos acreditarão ver o destino com seus caminhos desconhecidos.(2). Ninguém saberá o que o rei quer alcançar com suas ordens e, por isso, ninguém ousará pôr-se de través num caminho ignorado.
    É preciso, bem entendido, que a inteligência do rei corresponda ao plano do governo que lhe é confiado. Por isso, somente subirá ao trono depois de ter sido sua inteligência posta em prova pelos Sábios a que nos referimos. Aa fim de que o povo conheça e ame o seu rei, é necessário que converse com o povo na praça pública. Isto produzirá a união precisa das duas forças que hoje separamos pelo terror.
    Esse terror nos era indispensável durante algum tempo, para que as duas forças caíssem separadamente sob a nossa influência...
    O rei dos judeus não deve ficar sob o império de suas paixões, sobretudo sob o império da voluptuosidade: não deve dar por nenhuma face de seu caráter lugar a que seus instintos dominem dua inteligência. A voluptuosidade obra de modo pernicioso sobre as faculdades intelectuais e a claridade de visão, desviando os pensamentos para o lado pior e mais animal da atividade humana.
    A pessoa do Soberano Universal da estirpe santa de David deve sacrificar a seu povo todos os gostos pessoais.

    Nosso soberano deve ser de exemplar inatacabilidade.


    "Vou me tornar seu inimigo, porque te conto a verdade? " Gálatas 4:16

Israel Foco Das Atenções Mundiais

Ter, 30 de Agosto de 2011 00:56
Vamos tentar entender a mente do apóstolo Shaul(Paulo) através do impressionante mundo hebraico!
´´...Mas se não podem conter-se, casem-se. Porque é melhor casar do que abrasar-se.`` I COR. 7:9
Para entender a mente prodigiosa do apóstolo e compreender melhor o texto apelaremos para o hebraico:
O TETRAGRAMA YHWH HVHY9 compõem as quatro consoantes do Nome do Eterno;
O termo para homem é ÍSHY –ywa
O termo para mulher é ISHAH -HWA
Não precisa entender de hebraico para notar a similaridade das duas palavras!
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Tão antiga como a Lei(Torah), tão fascinante e atual como se fosse o jornal de manhã
História realmente fascinante é o cumprimento das profecias acerca do povo escolhido de Elorrim (Criador em Hebraico) e sua Terra Prometida. Israel – Foco das Atenções Mundiais – mostra pcomo a História confirma as Escrituras Sagradas, dá estimativas das riquezas físicas, das riquezas minerais e agrícolas da terra de Canaã, mostrando que ela ainda ¨mana leite e mel¨, mesmo em termos que hoje podemos entender, nesta era da tecnologia avançada, termos que os inimigos do Estado Judeu podem entender e cobiçar.
NOTA: USAREMOS SEMPRE AS PALAVRAS ELORRIM (CRIADOR), HÁ‟SHEM(O NOME), E ETERNO, ENTRE OUTRAS, PARA NOS REFERIRMOS AO TODO-PODEROSO E TAMBÉM YESHUA PARA NOS REFERIRMOS AO SALVADOR DA HUMANIDADE POR TERMOS PROVAS E CONHECIMENTO DE QUE HISTORICAMENTE O NOME DEUS=ZEUS E JESUS=IESOUS FORMA GREGA DO NOME DE UM deus Pagão; NÃO SÃO PORTANTO A FORMA CORRETA ´PARA NOS DIRIGIRMOS RESPEITOSAMENTE AO NOSSO SANTO PAI...
Israel – Foco das Atenções Mundiais
Vem acompanhado de um apêndice com suplementos como a Proclamação da Independência do Estado de Israel em 1948 e, num relance histórico, informações essenciais, realmente fascinantes sobre a criação do Estado Judeu. Anderson e Hoffman delineiam a história do Estado de Israel desde o início do movimento Sionista na Europa, até as primeiras históricas migrações dos judeus que retornaram à Pátria de suas tradições, Pátria a eles outorgada por Elorrim. Apresentam-nos um quadro sobre a criação de Israel, mostrando seu passado, sua atual condição (no contexto
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internacional), e o lugar que ocupará, no futuro, como no-lo ensinam as Escrituras.
As promessas do Eterno são perpétuas
Israel – Foco das Atenções Mundiais – antevê o dia em que o povo de Israel, em grande número, retornará ao Elorrim de seus pais. Tendo em vista a fidelidade de Elorrim e as promessas das Escrituras Sagradas, Hoffman e Anderson fazem predições sobre um grande dia em que, aqueles que tiverem retornado à Terra da Promessa, também retornarão ao Elorrim da Promessa.
Esta é uma publicação do Instituto da Herança Judaica ,Matriz : Caixa Postal, 58 06580 – Itapecerica da Serra – SP.
Filial Brasília: Caixa Postal 122 642 70275 – Brasília-DF.
Filial Recife: Caixa Postal 5205, 52.051 – Recife –PE.
ISRAEL
FOCO DAS
ATENÇÕES
MUNDIAIS
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Título do Original em Inglês:
ALL EYES ON ISRAEL
Todos os direitos reservados para a edição em Português ao Instituto da Herança Judaica.
Traduzido por :
Nélio Vargas Gonçalves
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1ª. Edição – 1989
Arte da Capa:
Maria de Fátima L. Ventura
Í N D I C E
Introdução
Prefácio – Dr. K. L. Vine
Prefácio
Capítulo I
O Papel de Israel na História
Capítulo II
Israel e a Crise de Energia
Capítulo III
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As Maravilhosas Riquezas Minerais de Israel
Capítulo IV
Novas Descobertas na Terra de Israel
Capítulo V
O Desenvolvimento Agrícola de Israel à luz da Bíblia
Capítulo VI
Israel Declara sua Independência
Capítulo VII
É permanente a Independência de Israel?
Capítulo VIII
O Vale de Ossos Secos
Capítulo IX
As Montanhas de Israel
Capítulo X
Importantes Previsões a Respeito de Israel
Capítulo XI
É Escrituristico o Retorno do Israel Moderno?
Capítulo XII
Cada Judeu Um Milagre
Capítulo XIII
Conflito Onde Deveria Haver Paz
Capítulo XIV
O Tempo dos Gentios
Capítulo XV
A Eleição de Israel
Capítulo XVI
O Israel Espiritual Definido por um Rabino Ilustre
Capítulo XVII
A Mensagem de Masada
Capítulo XVIII
Israel e o Armagedom
Capítulo XIX
Gog e Magog em confronto com o Israel de Elorrim
Capítulo XX
O Fantástico Futuro do Israel Verdadeiro
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APRESENTAÇÃO
Orgulhamo-nos por poder entregar ao público brasileiro a tradução da fantástica obra: ¨ISRAEL – FOCO DAS ATENÇÕES MUNDIAIS¨ , de autoria dos estudiosos, Dr. Roy Allan Anderson e Dr. Jay Milton Hofman.
É uma obra atualíssima. Muitas das previsões nela descritas já ocorreram ou estão tendo seu cumprimento em nossos dias, apesar do pequeno espaço de tempo entre sua edição nos Estados Unidos e a edição em Português nesta metade de 1989.
É um livro eletrizante. É talvez o mais completo trabalho feito no campo da pesquisa histórica, da Arqueologia e das raízes religiosas dos três ramos – judaísmo, islamismo e cristianismo que surgiram de um único tronco- O monoteísmo.
Estamos certos de que o presente trabalho deverá causar um verdadeiro estremecimento nas estruturas do pensamento religioso atual. Cremos mesmo que, após a leitura deste livro, que sejam judeus ou cristãos, budistas ou maometanos, crentes ou incrédulos, os leitores, livres de qualquer espírito preconcebido, se posicionarão sob um novo ângulo. Ao serem confrontados com o cumprimento, em nossos dias, de predições feitas há cerca de 2.500 anos, muitos se quedarão perplexos: os judeus e árabe-
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muçulmanos por serem descendentes de Abraão na carne e os cristãos por terem sido adotados e enxertados ¨na boa oliveira¨, justamente por estarem todos, indistintamente, envolvidos nesses acontecimentos, Novas verdades surgirão aos olhos dos leitores.
Somos profundamente gratos àqueles amigos que nos estimularam a traduzir esta monumental obra. Particularmente, desejamos externar nossa mais profunda gratidão ao colega e amigo, Prof. Edemir Américo da Silva, um expert na Língua Inglesa, que muito nos ajudou neste trabalho. Foram noites e noites revisando e corrigindo, para que a tradução fosse a mais correta possível. Nossos sinceros agradecimentos, também, à colega, Profa. Alda Nogueira, por sua revisão do texto em português.
O autor
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I N T R O D U Ç Ã O
Dr. H. M. S Richards
Aqui está um livro incomum, um livro tão impressionante que aguçará o interesse do leitor, dando-lhe uma compreensão mais ampla, tanto sobre as Escrituras Sagradas, quanto sobre o que está acontecendo em nosso mundo hoje. A história de Abraão e sua posteridade, através dos séculos, é fascinante, e cresce de interesse a cada ano que passa.
É realmente impressionante o fato de que os representantes naturais deste Povo Escolhido, depois de todos esses milênios de história, ainda estejam entre nós exercendo sua influência no mundo, apesar da lenta erosão dos séculos sobre a memória humana. Esse fato parece confirmar o ponto de vista de que Israel foi preservado como testemunha da Palavra de Elorrim. O povo israelita tem sido chamado de ¨a nação imortal¨ e, contrastando-os com outros povos que viveram ao seu redor, há mais de 3.000 anos e há muito que desapareceram por completo, é ele digno deste título. Sendo verdade tudo isso, existe, porventura, uma razão para tal? Há evidências escrituristicas de especial interesse cujo tema gira em torno deste Povo Escolhido e o lugar de destaque que ocupará no mundo? Se há, então as pessoas dotadas de raciocínio e compreensão, em geral, deveriam poder chegar até elas.
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Estas perguntas e muitas outras são consideradas nesta obra Israel – Foco das Atenções Mundiais, em co-autoria de Roy Allan Anderson e Jay Milton Hofman. Seria bom que os leitores fixassem em suas mentes diversos pontos que eu gostaria de sugerir-lhes. Primeiro, este livro será considerado único no que diz respeito a um estudo que gire, verdadeiramente, em torno do Messias, apresentando as Escrituras Sagradas de uma maneira nova e impressionante. Durante séculos as pessoas tiveram opiniões diversas sobre este assunto, passando-as de pai para filho e de geração em geração. Os autores, neste livro, vão até às fontes genuínas da Bíblia e desafiam-nos a meditarmos mais uma vez sobre este tema.
Há mais de 300 anos, no tempo das colônias americanas, Increase Mather, provavelmente o mais famoso teólogo do pais, publicou um livro intitulado O Mistério da Salvação de Israel. Era o ano de 1669. Décadas antes, outros haviam escrito, tratando do mesmo assunto. Naquele tempo não existia a menor evidência de que Israel, algum dia, haveria de tornar-se uma nação outra vez e, muito menos, que poderia voltar a ocupar a terra de seus antepassados. Naquela época a Palestina estava sob o domínio do terrível Império Otomano. Neste livro existem referências feitas, não somente à obra de Increase Mather, mas também a um grande número de especialistas mais recentes que escreveram sobre o mesmo assunto, tais como o Dr. J. Thomas, em 1854; John Cumming, M. D., 1864, bem como inúmeros comentaristas e lexicógrafos famosos como Wilhelm Gesenius, D. D.
Todos estes autores escreveram, dando ênfase à predição do retorno do povo de Israel à sua terra, a despeito do que algumas nações poderiam fazer para criar obstáculos a um tal evento. Todos eles declararam que a volta de Israel à terra de seus antepassados efetuar-se-ia, porque isto está claramente ensinado na Palavra de Elorrím.
Li o capítulo XV deste livro, A Eleição de Israel, com interesse todo especial. Este capítulo aborda as condições sob as quais teve lugar esta eleição, as causas da queda de toda a nação, mergulhando-se na idolatria e sua posterior dispersão por todas as partes do mundo, como conseqüência dessa apostasia espiritual. Este capítulo apresenta algo de novo. Ele dá ênfase ao fato de que seu cativeiro, em várias partes do mundo, fora predito
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pelos profetas num plano bem definido por Elorrim. Não foi meramente uma reação histórica de atitudes belicosas ou atos criminosos acima da tendência geral dos homens da época. Longe disso, as nações, ao seu redor, eram igualmente más e, às vezes, até piores, dependendo do ponto de vista pelo qual olhemos ou consideremos a questão.
As advertências de Elorrim a Israel e as predições de sua dispersão estão, em geral, exatamente nos mesmos versículos da Escritura Sagrada, mas sempre com promessas de sua benção sobre eles, quando para Ele se voltassem. Não somente retornariam a Ele como um povo e receberiam sua benção, mas finalmente haveriam de retornar à sua própria terra
Ao término do cativeiro babilônico, em 536 A.C., muitos judeus, de fato, retornaram à Palestina. De acordo com Esdras 2:1, os que então retornaram eram das tribos de Judá e Benjamim que haviam sido levados cativos nos dias de Nabucodonosor. Antes do seu cativeiro eles eram conhecidos como o Reino de Judá. Mas as Escrituras Sagradas referem-se a Israel de modo geral como um todo, não só as 10 tribos do Norte, como as que faziam parte do Reino do Sul. Israel foi espalhado por todas as grandes nações do mundo, não somente em Babilônia, mas também por todas As nações que podemos divisar no horizonte da História. Com efeito, hoje existem judeus em, praticamente, todas as nações da Terra.
Esses autores esforçam-se por mostrar que não foi meramente por si próprios que eles retornariam das terras para onde se viram forçados a ir, mas porque o Senhor Elorrim (Criador) declarou que Ele se lembraria do Concerto ou Aliança que fizera ¨com seus antepassados¨. Isto está inserido num profundo contexto teológico na Bíblia, em Romanos 9,10 e 11. Qualquer que seja o ponto de vista ou o ângulo de visão sobre o assunto – Israel natural e espiritual – os leitores deveriam estudar cuidadosamente as páginas de 189 até 218 que cobrem, de modo tão completo, este assunto da eleição de Israel e o relacionamento dos gentios para com os judeus, e da comunidade Israelita, tanto no tocante ao natural quanto ao espiritual. As referências dos autores no campo bíblico, bem como no secular, são muito apropriadas e particularmente boas.
O capítulo XI trata não apenas das promessas feitas aos judeus, mas também aos árabes, sendo estes dois grupos descendentes diretos de Abraão e sua posteridade, a quem as promessas foram feitas.
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De fato, o que é tratado ali, com respeito aos povos árabes, é de vital interesse hoje.
Para mim, uma das partes mais interessantes deste livro é a que trata sobre o Tempo dos Gentios. Seis ou sete vistas diferentes desta frase são encontradas naquele grande sermão escatológico que lemos em Lucas 21, Mateus 24 e Marcos 13. A própria expressão que encontramos em Lucas 21:24 ¨O tempo dos Gentios¨, implica em que houve também em tempo reconhecido como ¨O tempo dos Judeus¨. Quando terminou ¨O tempo dos Judeus¨ e quando começou ¨O tempo dos Gentios¨? E quando deveriam estes tempos terem seu fim? Estas são perguntas com as quais certamente se preocupam todos os estudiosos. Não deixe de acompanhar o desenrolar extraordinariamente interessante deste assunto.
A grande profecia de Ezequiel 37, a visão do vale de Ossos Secos, exercitou a habilidade dos pregadores durante mais de 2.000 anos. Qual o seu significado? Refere-se ela à ressurreição do fim do Mundo? Refere-se tal profecia a isso ou alguma outra coisa? Ou será que ele se refere somente a alguma outra coisa? Esta profecia recebe todo um capítulo, tanto de informações como de desafios.
O capítulo As montanhas de Israel, tanto é de raro teor, assim como sua leitura é irresistível. Não deixe de ler a Mensagem de Masada que, realmente, é uma parte emocionante da história e está relatada de maneira fascinante. Masada é uma montanha de topo achatado com pouco mais de 450m de altura e está situada a sudoeste das margens do Mar Morto. Herodes, o Grande, transformou-a numa fortaleza inexpugnável para que servisse de refúgio para si e sua família, em caso de guerra. Armazenou ali tamanhas provisões de alimentos e água que, praticamente, era impossível desaloja-lo no alto daqueles enormes penhascos. Entretanto, enquanto Herodes viveu, nunca veio a ocorrer nenhuma grande crise que o obrigasse a refugiar-se ali.
Os autores mostram como foi que, quando da ocupação da Palestina pelos romanos, os soldados, em obediência às ordens de Roma, mais tarde se aquartelaram naquela fortaleza que, situando-se num plano mais alto que a região circunvizinha, servia-lhes de ponto estratégico.
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As relações políticas estavam ficando cada vez mais tensas entre o patriótico povo da Palestina e o grande chefe romano, na Itália. Só faltava uma centelha para acender a fogueira da guerra. Isso aconteceu quando irrompeu um distúrbio entre os gregos de Cesaréia e os judeus, resultando no massacre de 3.600 judeus no ano 66 D.C. Um pouco mais tarde, alguns arrojados jovens judeus, considerando-se heróis e patriotas, certa noite subiram secretamente ao topo de Masada. Surpreendendo os guardas romanos, lançaram-se sobre eles e os mataram e quando a notícia chegou a Roma, um outro exército romano partiu em direção à Judéia. Cerca de mil homens que haviam conseguido escapar do cerco de Jerusalém, ofereceram sua última resistência nas alturas rochosas de Masada. Toda esta espantosa história está relatada neste capítulo, com referências á sua parte no assunto geral do livro. Este é um pano de fundo do qual muitas vezes sentem falta os estudiosos da Bíblia em relação à queda de Jerusalém.
Este capítulo está repleto de observações de grande riqueza espiritual e histórica e conduzirá o leitor a um estudo mais profundo da Palavra de Elorrim, quer aceite todos os pontos de vista dos autores, quer não. Em sua interpretação profética, os autores procuram seguir uma regra muito cautelosa: ¨Toda linguagem escrituristica deve ser tomada literalmente, a menos que exista alguma boa razão para se supor que seja figurada; e tudo que é figurativo, deve ser interpretado por aquilo que é literal¨.Este é o pensamento do Dr. David L. Cooper, escritor moderno, em seu livro quando os exércitos de Gog se Defrontarem com o Todo-Poderoso na terra de Israel (publicado pela Bíblical Research Society, em Los Angeles, 1940): ¨Quando o sentido claro das Escrituras faz senso comum, não procure outro sentido; portanto, tome cada palavra no seu significado literal, comum, geral e primário, a não ser que os fatos do contexto imediato, estudados à luz de palavras relacionadas e verdades fundamentais e axiomática, claramente o indiquem de outra maneira ¨de outra maneira¨ Os autores deste livro ponderam que, quando esta regra é ignorada, chega-se a pontos de vista limitados e infelizes.
Desejaria dizer algumas palavras acerca do trabalho destes homens. Eles despenderam muito tempo pesquisando o assunto em grande profundidade. Qualquer pessoa que aprecia a leitura de um trabalho cuidadosamente elaborado e um livro bem preparado, também apreciará a
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leitura deste. Eles se mantêm fiéis às palavras verdadeiras das Escrituras e reproduziriam declarações confirmativas da história fidedigna, assim como das obras de escritores, tanto antigos como modernos. Todos os estudiosos e especialistas cautelosos darão grande valor a esta obra.
Ao lerem este livro, algumas pessoas naturalmente perguntarão: ¨Que me dizem do futuro?¨ O Israel natural tem, na verdade, um espaço no plano do Eterno? Uma coisa é certa: Israel está aí. Muito embora alguns teólogos gostassem de que a nação não existisse ou que fosse embora de lá, em virtude de seus pontos de vista, Israel, porém, não irá embora, a menos que seja levado à força. Não podemos saber todos os detalhes que o futuro nos reserva. Não nos cabe saber senão aquilo que foi falado por Elorrim e, nas páginas deste livro, a Palavra de Elorrim é exposta de maneira clara. Mesmo quando trata do controvertido assunto do Armagedom, percebe-se que existe isenção de dogmatismo e é feito um apelo constante à Palavra de nosso Criador(Elorrim) como autoridade suprema. Aí está uma abordagem sem igual, com excelentes sugestões.
As últimas quarenta páginas emocionarão e desafiarão o leitor, pois, aqui, o quadro escriturístico de Israel é descrito em linguagem inconfundível,, de acordo com os pontos de vista destes dois talentosos escritores. Está iminente o grande dia do poder do Elorrim de Israel, quando o Espírito de Elorrim será derramado sobre toda carne e isso agitará o mundo, inclusive Israel.
Quaisquer que sejam os seus pontos de vista no que diz respeito a certos detalhes da profecia, quando o leitor começar a ler este livro ou quando tiver terminado de lê-lo, sem dúvida saberá muito mais sobre o assunto do que antes da leitura. Os autores insistem, portanto, que estes fascinantes capítulos, especialmente O Israel Espiritual Definido por um Rabino Ilustre, recebam um estudo cuidadoso e este seja acompanhado de muita oração. O manejo deste delicado assunto pelos autores é o melhor que já vi. É verdade sadia e maravilhosa.
A descrição do quadro d Israel, na eternidade, pelos profetas bíblicos sempre emocionou e inspirou o povo de Elorrim. E, quando os lemos e relemos à luz dos fatos expostos neste livro, percebemos que os autores têm a convicção de que seremos inspirados mais do que nunca e seremos
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levados a dizer: ¨O que operou Elorrim?¨ Quanto a mim, apreciei imensamente a excelente abordagem exegética feita pelos autores.
Pelo que sei, cada um dos capítulos deste livro traz interessantes informações e conhecimentos incidentais que não são encontrados em qualquer outro livro. Observe estes títulos: Capítulo XII – Cada Judeu, um milagre; Capítulo III – A Extraordinária Riqueza Mineral de Israel; Capítulo IV – Mais Desenvolvimento na Terra de Israel; Capítulo V- O Desenvolvimento Agrícola de Israel à Luz das Escrituras, Israel e o Armagedom, Gog e Magog em Comfronto com o Elorrim de Israel. Neste livro, encontrará o leitor novas idéias e novos pontos de vista de grande interesse que o conduzirão a mais estudos, mais interesse, mais bênçãos.
Ao ler os diversos capítulos deste livro, se você encontrar coisas nas quais nunca pensou antes, não as rejeite por constituírem novidade. Ou, caso você encontre coisas diretamente opostas aos seus pontos de vista pessoais, não se recuse a lê-las. Antes, estude-as e, em especial, ore, pedindo luz para compreende-las. Seja como for, a leitura do livro só nos fará bem. Não deixemos de ler a Declaração da Independência de Israel, que é encontrada na parte do apêndice. Trata-se de um documento histórico e inspirador e ajudará o leitor a saber mais sobre a situação de Israel. Sugiro que o leitor se aplique à leitura. Isso tornará as coisas claras.
Apreciei imensamente ter feito a leitura e revisão do manuscrito. Trouxe-me uma grande benção e fez com que me sentisse compelido a pesquisar mais profundamente toda esta questão. Foi uma alegria para mim ter tomado parte neste trabalho.
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P R E F Á C I O
Dr. Kenneth L. Vine, PhD.
Há milênios que o Oriente Médio é o centro de grande parte das atividades e atenções do mundo. Foi aqui que Noé e sua família, logo após o dilúvio, começaram a repovoar a Terra. Foi aqui, portanto, que os vestígios das mais antigas cidades e civilizações seriam encontrados. E foi aqui que o Elorrim do céu escolheu um homem, Abraão, por causa da sua fé, obediência e confiança, e disse: ¨Em ti serão benditas todas as famílias da Terra¨(Gênesis 12:3).
E foi neste fascinante lugar que as grandes nações como a Assíria, Egito, Babilônia, Medo-pérsia, Grécia e Roma desempenharam o seu papel no palco do deslumbrante, mas sórdido panorama da história da terra. Porém, mais especialmente, foi aqui que Elorrim estabeleceu um povo que Ele chamaria ¨meu povo¨ (Êxodo19:5,6, Deuteronômio 7:6 e 14:2, etc.), ao qual deu uma desafiante comissão (Gênesis 18:17-19, etc.) e, através do qual, o Messias haveria de vir.
Foi um Privilégio, para mim trabalhar durante dezessete anos nesta região, que é repleta de desafios e coisas interessantes; sondar o passado por meio de cuidados e pormenorizada pesquisa através de suas relíquias, monumentos e costumes e estudar a atual e trágica situação que prevalece entre os dois povos-irmãos.
Como arqueólogo, posso testificar da enorme quantidade de material que veio aclarar e confirmar a validade das Escrituras. Foi para mim um privilégio promover escavações em diversos locais citados pela Bíblia no Oriente Médio. Um deles é a antiga cidade de Ai (sob a direção do Dr. Joseph Callaway do Seminário Teológico de Dallas), onde os antigos israelitas tiveram sua primeira derrota por ocasião da conquista de Canaã, depois de cruzar o rio Jordão (Josué 7) e Cesaréia, a principal cidade de Herodes, o Grande, (sobre a direção do Dr. Robert Bull da Drew University). Foi nesta última cidade onde a animosidade entre os pagãos e a
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população judaica atingiu seu ponto culminante em 66 D.C., quando os sírios trucidaram a maioria dos judeus da cidade. Este fato acendeu o estopim daquela que foi realmente a Primeira Revolta Judaica contra o dominador romano e que, virtualmente, terminou em 70 D.C. com queda e destruição de Jerusalém pelas forças romanas, sob o comando de Tito
Desde aqueles dias até 1967 de nossa era, Jerusalém esteve fora de controle judaico, exceto durante o curto período de rebelião de Bar Kochba de 132 a 135 D.C. Surgiu, então, a pergunta se tudo isto tem ou não o seu lugar na profecia bíblica. Está nos planos de Elorrim o estabelecimento do moderno Estado de Israel? Em que parte há – se é que existe alguma – a presente contenda e os distúrbios do Oriente Médio que possam levar o mundo à batalha final do Armagedom?
Em minhas aulas sobre bíblia e arqueologia na Universidade, procuro dar ênfase à importância do Oriente Médio e os significados dos acontecimentos dos dias atuais. Inúmeras pessoas não compreenderam inteiramente o estreito relacionamento que existe entre Israel e muitos escritos bíblicos, como a Epístola aos Romanosl.
Em minha concepção, o escritor (Paulo) assevera que, todos aqueles que esperam ter um lugar no Reino eterno de Elorrim, devem fazer parte do Israel Espiritual. No contexto em que se dará o clímax final da história humana, quando vieram os juízos de Elorrim, devemos lembrar que a nossa preocupação não deve estar no fato de determinados povos ou nações estarem em conflito, mas no fato de que tudo terminará num clímax de um mundo em revolta contra um Elorrim de amor, com os justos de um lado e os ímpios do outro.
Que este livro, de autoria de dois excelentes especialistas e professores das Escrituras Sagradas, possa servir de desafio ao leitor para que pesquise, em maior profundidade, a verdade das Escrituras e, para que se decida, pela graça de Elorrim, a estar do lado direito durante o conflito final.
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P R E F Á C I O
O surgimento do Estado judeu em 1948 pegou o mundo de surpresa, porque, durante séculos, os judeus haviam sido abandonados, ao longo da História, como parias e desterrados, levados incessantemente pelos caminhos da aflição, sem a esperança de, um dia, voltarem ao seu período de grandeza. Então, eis que subitamente este povo desprezado, após o aperfeiçoamento de sua organização, proclamou sua Independência Nacional em Tel Aviv. Embora muitas pessoas, durante anos, tenham insistido em que os judeus nunca retornariam à terra de seus pais e, muito menos, que haveriam de tornar-se uma nação poderosa, tendo Jerusalém como capital . Por quê?
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A história desta antiga cidade mostra-a resistindo às tempestades trazidas pelos vendavais dos milênios, com devastações neste pequeno país cujos muros e edificações colocaram abaixo, reerguendo-se, repetidas vezes, das cinzas da derrota, para, novamente, proclamar sua mensagem ao mundo. Até mesmo os inimigos dos judeus observam, com surpresa e admiração, sua tenacidade e perseverança em existir como um povo. Durante sua longa história de cerca de 4.000 anos de existência, os Judeus nunca perderam o ânimo, nem jamais foi sua fé despedaçada. A despeito dos milhões de mortos por mãos de assassinos e queimados pelos massacres do ódio, os judeus ainda estão entre nós.
A história de Jerusalém e a pátria que ela simboliza, é a terra não somente de um povo, mas de toda a área do Mediterrâneo. E, ainda mais, essa história faz a previsão do futuro do mundo. Este é o tema central deste livro e, como autores, nós procuramos apresentar um quadro exato da história e do destino de Israel. Os fatos expostos neste livro são o resultado de décadas de pesquisas e observações pessoais in loco.
Muito embora estruturas políticas e econômicas divergentes pratiquem hoje uma segregação contra Israel, ainda assim Israel mantém relações diplomáticas e consulares com mais de cem países em todos os continentes, alguns dos quais pertencentes a blocos inteiramente diferentes. Como membro das Nações Unidas que tem por objetivo uma solução amigável de todas as divergências internacionais, garantindo um desenvolvimento justo e proveitoso a todos os povos do mundo. Muito embora o assunto central deste livro se relacione primordialmente com Israel, os autores igualmente fazem referência aos seus vizinhos – os Árabes – pois eles, também, são uma parte da posteridade de Abraão, a quem Elorrim, também, fez promessas bem definidas.
A grande pergunta hoje é: Como pode o relacionamento nestas áreas resistir à tensão destes tempos tumultuosos? Como será o futuro para judeus e árabes, território e povos? Somente os anos futuros a isso poderão responder; entretanto, os profetas da antiguidade deixaram claro o propósito de Elorrim para com Israel e para o mundo inteiro. Declarações bíblicas inequívocas, vistas à luz da história antiga e de atual, são expostas na presente obra.
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Um importante objetivo nesta obra é auxiliar, tanto aos nossos amigos judeus como aos cristãos, a compreenderem o significado daquilo que está acontecendo na Terra de Israel. Um dos próprios autores é judeu. Naturalmente que ele tem um profundo interesse por seu próprio povo. Consequentemente, as páginas deste livro podem ser lidas com absoluta e real segurança por qualquer membro da comunidade judaica, como também por qualquer cristão.
Mesmo havendo divergentes pontos de vista em relação à situação de nosso mundo, todos compreendem que a humanidade hoje encontra-se na encruzilhada da História. No peito de cada ser humano existem idéias de prosperidade e mesmo de redenção eterna; todavia o homem atual tem em suas mãos ferramentas por meio das quais pode aniquilar toda a civilização. E, enquanto a História avança rumo ao seu desfecho final, muitos judeus perguntam-se vacilantes se, como nação, foram vítimas de uma grande ilusão ou, perguntamos nós: são eles atores desempenhando seu papel no palco de uma missão divina?
Desde sua origem, o Movimento Nacional Judaico procurou conseguir um território que fosse publicamente reconhecido por todos, garantido e protegido por lei para ser o domicílio da nação que deveria tornar-se um centro para o futuro desenvolvimento cultural, tanto de árabes como de judeus. Os líderes destes dois povos-irmãos, no principio, aguardaram ansiosos por esse convívio lado a lado, para que pudessem compartilhar e usufruir das mesmas oportunidades e dos mesmos direitos fundamentais. Mas, muitos frequentemente, a fumaça das hostilidades tem obscurecido os reais objetivos deste convívio, dando ao mundo uma idéia distorcida da realidade.
Que os líderes árabes compartilharam destes objetivos nos primeiros anos que se seguiram à 1ª Guerra Mundial, podemos entender claramente através da declaração feita pelo Rei Hussein, de Hejaz. Em 3 de janeiro de 1919 declarava ele: ¨Nós vimos os Judeus chegando à Palestina em grande número, provenientes da Rússia, Alemanha, Áustria, América. . .A causa ou as causas não poderiam escapar àqueles àqueles que tiveram a dádiva de um discernimento mais profundo; eles viram que o pais era, para os seus filhos verdadeiros, apesar de todas as suas diferenças, uma pátria sagrada e
querida¨.
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Uma declaração do acordo foi concluída nos termos da Declaração de Balfour na Conferencia de paz de paris entre o seu filho, o Emir Feisal, chefe da Delegação Árabe e o Dr. Chain weizmann, representando o povo judeu. Nos termos desse acordo, ficava destinado um território separado para a entidade judaica que o então eminente Estado Árabe reconheceria. A tragédia é que esses termos foram tantas vezes violados, que o mundo já quase não se lembra de que um dia eles existiram.
O anti-semitismo de qualquer parte do mundo, ou sob judeu sua fidelidade à visão que possui de um destino planejado pelo Elorrim de Israel. A despeito do fato de que racionalista judeu do século XX perdera, em grande parte sua fé no tipo de Messias por quem seus antepassados esperaram e oraram, mesmo assim, dentro do coração de cada judeu, ainda pulsa o conceito messiânico. Nem a lógica, nem a ciência e nem filosofia alguma conseguiram roubar-lhe a crença de que estavam sob uma firme direção divina. Arthur Herzberg cita as impressionantes palavras de Bem Gurion: ¨Creio em nossa superioridade moral e intelectual, em nossa capacidade para servir de modelo para a redenção da raça humana. . . A glória da presença divina está dentro de nós, em nossos corações e não em nosso exterior¨ (The Zionist Ideal pág. 94).
Em sua fascinante obra – Meu Povo – Abba Eban, Ministro do Exterior de Israel, comentado por um crítico da imprensa e considerado como ¨uma mistura de Shakespeare e Churchill¨, encerrou suas reflexões sobre a situação atual com estas palavras:
¨Ao fim de uma geração, marcados pela guerra e alimentados por muito triunfo, alguns dos valores genuínos de Israel estão sendo questionados...Será que a tentação do bairrismo e da indifirença serão vencidos por meio de apelo a um legado judaico, que é universal no espaço e eterno tempo? Esta tensão entre a peculiaridade nacional e uma ampla visão universal, constitui uma característica ao longo de toda uma História Judaica de Israel, não a de assegurar o eclipsamento total de um pelo outro, mas, sim aproxima-los em aliança criativa¨. (My Country: The Story of Modern Israel, New York: Random House 1972, page. 298 ).
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O centro da geografia Bíblica é jerusalém; a chave para toda a nossa compreensão dos antigos profetas é Israel. A História mostra os judeus sendo arremessados, como que por uma catapulta, de um civilização para outra, em seguida, sendo varridos para longe de sua Pátria, até os confins da Terra, e agora ela nos mostra o seu retorno novamente à terra de seus pais. Mas, o que lhes reserva o futuro? ¨Enquanto os judeus permanecerem fiéis aos princípios éticos da Torah (Lei) e a ideologia dos profetas¨, diz Max Dimont, ¨eles permanecerão indestrutíveis¨.
Num grande esforço para auxiliar o leitor a compreender a história deste povo, apresentamos agora os capítulos que seguem, orando para que o Espírito do Elorrim Vivo, o qual sentimos ter sido nosso guia, não só em nossas pesquisas como também em nossos escritos, possa conduzir o leitor a uma compreensão mais clara do Seu eterno propósito.
Considerando que muitas regiões do Oriente Médio citadas na profecia, bem como a geografia daquela parte do mundo receberam espaço nas páginas deste livro, nós, como autores, reconhecemos perfeitamente que este assunto é muito mais amplo e vasto, que um único volume não esgotaria integralmente a amplitude do tema. Rogamos, pois, aos nossos leitores que examinem com muita oração, aquilo que passamos a apresentar nesta obra.
Estendemos nosso reconhecimento e a nossa gratidão aos muitos autores de cujas publicações nós nos servimos para citações e a todos aqueles que nos auxiliaram, estimulando-nos a produzir esta obra com alegria.
Roy Allan Anderson
Jay Milton Hoffman
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CAPITULO I
O PAPEL DE ISRAEL NA HISTÓRIA
Desde que os exércitos romanos destruíram Jerusalém no ano 70 D.C., a terra de Israel passou a se constituir num problema. É estranho que uma pequena faixa de terra, pouca coisa maior que o Estado de New Jersey, pudesse assumir tal importância. Mais estranho, ainda, é o fato de que um povo numericamente insignificante, exerça tamanha influência no mundo. Isso tudo é deveras estranho, mas estas dúvidas todas desaparecem, quando passamos a estudar os profetas hebreus.
Ninguém pode entender bem os judeus sem antes compreender a Bíblia. Alguém disse muito acertadamente: ¨Israel é tanto um Estado, como também, um estado de espírito¨. O nome Israel teve sua origem naquela noite, que do Jacó lutou com o anjo do Senhor, como se encontra registrado em Gênesis 32:24-28. Depois dessa experiência, o patriarca já não deveria chamar-se Jacó, mas Israel, que significa ¨aquele que é governado por Elorrim¨, isso nos leva a concluir que o nome Israel é realmente um nome espiritual.
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Por 2.000 anos os judeus encontraram-se numa tremenda luta por sua sobrevivência como um povo. Forças terríveis tem-se atirado contra este povo. Tiranos e impiedosos, ao longo dos séculos, tomaram a decisão de extermina-los. Muitas destas nações do passado que desejavam o extermínio dos judeus ou desapareceram da face da terra, ou foram absorvidas; sua identidade foi perdida. Mas os judeus ainda estão entre nós (nem foram absorvidos, nem perderam sua identidade).
Em função do importante papel que foram destinados a desempenhar no mundo, Elorrim os colocou numa posição geograficamente muito estratégica. Na época em que seus antepassados foram libertos da escravidão do Egito e se tornaram uma nação, Moisés, o seu grande profeta-libertador, afirmou uma grande verdade por meio destas palavras:
¨Quando o Altíssimo distribuía as heranças às nações, quando separava os filhos dos homens uns dos outros, fixou os termos dos povos conforme o número dos filhos de Israel¨(Deut. 32:8).
O mundo deve muito aos hebreus. Eles já possuíam uma literatura antes mesmo que alguns outros povos possuíssem cultura literária. Quando Elorrim chamou a Abraão prometeu-lhe o Senhor que faria de seus descendentes uma grande nação e que, através dele seriam abençoadas todas as nações da Terra (Gênesis 12:1-3). Seus descendentes, mais tarde, foram forçados pela seca a emigrar para o vale do Nilo e sua posteridade, eventualmente, tornou-se uma nação de escravos dos egípcios.
Associando a condição de estadista com sua visão profética, Moisés, hebreu de nascimento e também treinado e educado como príncipe egípcio, conduziu seu povo para a liberdade. Quando chegaram à base do Monte Sinai, eles receberam sua divina comissão. Mas antes que pudessem ser usados como instrumentos de Elorrim para levara ao mundo as novas de salvação eles tinham que ser modelados e testados. Assim, do metal bruto que era, este povo semita foi inicialmente cadeado em união pelo calor das chamas da guerra, colocados na bigorna dos tiranos e amoldados pelos seus golpes e, mais tarde, mergulhados, para esfriamento, nas águas do exílio. E
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agora, então,como o aço temperado, aparecem eles em cena para executar um trabalho especial para Elorrim e para a humanidade.
O famoso e livre-pensador, H. G. Wells que, certamente, não era judeu, nem membro de qualquer outro grupo religioso, declarou positivamente que, em todos estes últimos séculos, ¨um povo que se manteve unido por causa da Bíblia... e isto poriam fazer, porque haviam coligido e guardado esta sua literatura. Não foi tanto os judeus que fizeram a Bíblia, mas a Bíblia é quem fez os judeus.
Os judeus foram uma coisa nova, um povo... mantidos unidos e consolidados dos elementos heterogêneos por nada mais que o poder da Palavra Escrita.
Não somente uma nova espécie de comunidade, mas um novo tipo de homem entra na história com o desenvolvimento dos judeus...
Os profetas hebreus... marcam a aparição de um novo poder no mundo, o poder do apelo moral do indivíduo¨ (A Short History of the World, págs. 123-126).
Dentre aqueles profetas, nenhem foi mais importante do que Isaias. Através dele o Senhor disse: ¨Tu és o meu servo, és Israel por quem Hei de ser glorificado...Também te coloquei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da Terra¨ (Isaias 49:3-6). Lemos outra vez ¨Pus o meu espírito sobre ele; juízo produzirá entre os gentios¨, ou, como traduz Moffatt, Isaías 42:1: ¨Para levar a religião verdadeira a todas as nações¨.
Tal era o divino propósito que Elorrim estabelecera para este povo. A salvação nunca ficou restrita a uma única nação, mas foi estendida a todas as nações Novamente lemos:
¨Assim diz o Senhor Elorrim que ajunta os dispersos do seu povo Israel; ainda ajuntarei outros aos que se lhe ajuntarem¨(Isaias 56:8).
Sim, os hebreus fora comissionados para serem os depositários da mensagem de salvação de Elorrim até os mais distantes confins da Terra.
Privilégios, entretanto, sempre implicam em responsabilidades. Moisés estabeleceu esta situação mui claramente em Deuteronômio, capítulo 28, onde ele apresenta a lei das Bênçãos e dos castigos. Se eles
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fossem obedientes a Elorrim e guardassem seus estatutos, seriam uma benção para todos os povos. Mas, se desobedecessem, eles seriam expulsos e espalhados entre todas as nações.
Quando o exército romano, liderado por Tito, invadiu a Palestina no ano 70 D.C., sua conquista impôs o jugo completo de seu domínio a toda a nação. O templo e partes da cidade foram destruídos. Então, sessenta e cinco anos mais tarde, o que restava de Jerusalém havia sido posto por terra e os judeus muitos foram mortos ou vendidos como escravos. Assim, cumpriu-se a profecia de Moisés em deuteronômio 28. Ele profetizou:
¨E o Senhor vos espalhará entre todos os povos, desde uma extremidade da terra até à outra extremidade¨ (verso 64). ¨O Senhor levantará contra ti uma nação de longe... que voa como águia, nação cuja língua na entenderás¨(verso 49).
Esforços foram feitos, alguns anos mais tarde, por alguns líderes judaicos para assegurar a independência dos judeus e retomar o controle de Jerusalém. Bar Kochba, que foi aclamado como um falso Messias, por exemplo, liderou um esforço desesperado que durou todo o período de 132 a 135 D. C., na rebelião contra as forças de ocupação romanas. Quase conseguiu êxito. Foi necessária uma guerra longa para abafar a rebelião. O Imperador Adriano, finalmente, sufocou o levante e destruiu totalmente a cidade. O Dr. E. W. Bullinger disse: ¨Tão grande foi o alívio que Roma experimentou com a supressão de Jerusalém e dos judeus que, nas festas de Roma, tornou-se comum, entre os soldados que retornavam da luta, o brindar com o seu ¨slogan¨ de vitória Hierosolyma est perdita! ¨Jerusalém está destruída¨. Também assinala ele que os romanos tomaram a primeira letra de cada palavra e formaram uma outra palavra. E exaltados gritavam: Hep! Hep! Hurrah! Expressão ainda usada entre nós, embora sua origem há muito tempo haja sido esquecida.
Para comemorar a vitória, a área onde se situava o templo dói arada e um outro templo, em homenagem a júpiter foi construído exatamente no mesmo local. Depois, quando os Maometanos ocuparam a Palestina, eles erigiram, no ano 691 D. C., a Cúpula da Rocha, às vezes chamada de Mês quita de Omar, por engano, e também a Mesquita Al-Aksa no ano de 693 D.C., essas Mesquitas são dois dos seus mais importantes centros
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espirituais do mundo Islâmico. Elas aninda ocupam o local sagrado onde ficava o Templo de Salomão.
Durante a sucessão dos séculos, os judeus foram considerados por alquns como bodes expiatórios das nações. Foram culpados de qualquer tragédia que acontecia. Eram considerados como a escória da Terra. Forçados a circunscreverem-se nos guetos, levavam, em penúrias uma patética existência.
O quadro que Lord Byron pinta deste povo oprimido nos dá esta descrição:
Tribos que vagavam sem destino, a passo errante e peito cansado. Como haveremos de fugir e conseguir descanso? A pomba tem seu ninho, a raposa, o seu covil.
Da humanidade cada povo tem sua pátria – mas Israel, só a sepultura.
Não obstante tudo isso, eles estavam cumprindo as palavras de um outro profeta hebreu que disse: ¨O povo habitará sozinho e não será reconhecido entre as nações¨(Números 23:9).
Povos que formam grupos minoritários, quando espalhados entre grupos maiores, geralmente são assimilados; mas o povo judeu nunca foi completamente absorvido por qualquer nação. Semelhante ao Gulf Strem, eles se misturaram entre as pessoas, mas nunca perdem sua identidade. Mesmo nos Estados Unidos ¨o melting pot nas nações¨, os judeus ainda são um povo distinto - eles não entram nesta fusão das raças. O deão Inge da Catedral de S. Paulo, em Londres, disse uma grande verdade durante a perseguição de Hitler aos judeus, quando afirmou: ¨Os judeus sempre sobreviveram para assistir ao sepultamento dos seus inimigos¨. Tal qual uma ilha no no mar, este povo tem resistido a todas as tempestades e a todas as marés. Mas as tempestades passaram e eles, entretanto, aí estão. Durante os trágicos dias da II Guerra Mundial parecia haver pouca esperança de que pudessem sobreviver, pois a perseguição havia atingido as gigantescas proporções de um maremoto. Hitler subiu ao poder num momento de avidez insaciável e em meio a uma onda torrencial de oratória
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demente. Ele passou à história como sádico e assassino. Mas os judeus ainda estão entre nós.
Um dos próprios escritores judeus, Michael Beers, em eloqüentes palavras, faz vigorosa exposição do seu pensamento sobre tudo isso:
¨Desafiando todos os tipos de tormentos – a angústia da morte, e a mais terrível angústia da vida – termos resistido à fúria das tempestades do tempo que na sua passagem, varre, sem distinção, povos, religiões, países ... Somente nós fomos poupados das mãos insensíveis do tempo, tais quais uma coluna abandonada em meio aos escombros de mundos e as ruínas da natureza. A história do nosso povo liga os dias atuais com as primeiras eras do mundo... Ela começa no berço da humanidade; e, muito provavelmente, deverá ser preservada até ao próprio dia da destruição universal¨
Ora, porque tudo isso? Que têm eles de singular com tamanha capacidade de adaptação e tanta versatilidade? Espezinhados e oprimidos como foram e continuam a sê-lo, parecem sempre ajustar-se ao meio ambiente para onde são conduzidos, seja qual for. A razão disso poderia residir no fato de que, em seus corações, sempre houve a esperança de que regressariam à sua pátria outra vez. O destino desse povo foi claramente delineado pelos seus profetas. O historiador H. G. Wells, já citado anteriormente, afirma com clareza:
¨Não foram os judeus que fizeram a Bíblia, mas a Bíblia quem fez os
judeus¨.
A capacidade de Israel para sobreviver e adaptar-se às mais diferentes situações, é um cumprimento cabal das profecias bíblicas. Mas, qual é o plano de Elorrim para este povo? Qual será seu destino final? Responder a essas e muitas outras perguntas é o propósito deste livro.
Atualmente estão surgindo muitos escritos sobre os judeus e, muito daquilo que sobre eles se escreve, não poderia nunca passar pelo teste de ¨repartir corretamente a palavra da Verdade¨. Tome-se como exemplo de fundamental importância, o grande sermão do Monte das Oliveiras. Os
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detalhes concernentes à futura destruição de Jerusalém pelos romanos e a dispersão do povo judeu, foram claramente preditos. Isto aconteceu nos anos 70 D.C. e 135 D.C. A predição proferida pelo profeta Daniel de que um dia ¨a abominação da desolação¨ ¨estaria no lugar santo¨, foi cumprida.
Nas mentes daqueles ouvintes não ficou nenhuma dúvida quando ao significado daquelas palavras, pois suas atenções voltaram-se para as profecias de Daniel. Observe a clareza destas palavras:
¨Quando pois, virdes a abominação da desolação de que falou o profeta Daniel, no lugar santo (quem lê entenda). Então, os que estiverem na Judéia fujam para os montes; quem estiver no eirado não desça para tirar da casa alguma coisa; ai das que estiverem grávidas e das que amamentarem naqueles dias! Orai para que a vossa fuga não se dê no inverno e nem no sábado (Mateus 24:15-20).
Esta profecia a respeito de ¨a abominação da desolação¨, estar ¨no lugar Santo¨ foi inteiramente cumprida, quando as tropas romanas, comandadas por Céstio, conseguiram enfraquecer as bases e puseram abaixo os muros de Jerusalém e, penetrando na cidade levaram os estandartes romanos para dentro do templo, colocando-os bem no interior do recinto sagrado.
Descrevendo o acontecido, disse Phillip H Gosse:
¨Exatamente no auge daquela crise (o general romano) retirou-se sem qualquer razão plausível, quando, em uma ou duas horas, poderiam fazê-lo senhor incontestável da cidade. Céstio subitamente reagrupou todo seu exército e retirou-se para fora dos muros da cidade. O ato do general romano foi tão inexplicável que o historiador judeu que o registra, perde-se em admiração por esse fato e é forçado a reconhecer a interferência imediata de Elorrim¨(history of the Jews, Phillip Henry Gosse, 1851).
Mais adiante ele enfatiza que foi a retirada de Céstio que ¨abriu uma súbita e breve de fuga¨ para aqueles que acreditaram na advertência.
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¨Muitos fugiram para as montanhas da Peréia, dalém do Jordão e outros para as vastidões do Líbano¨. Isto ocorreu em 70 D.C.
Durante cerca de 40 anos o povo de Elorrim, que vivia na Judéia, havia orado para que sua fuga ¨não se desse no inverno, nem no sábado¨ (Mateus24:20). E como foram maravilhosamente respondidas suas orações, pois o ataque feito pelos romanos não veio no inverno, mas durante o mês de outubro*. E foi numa sexta-feira, dia 30 do mês de Tisri** que Céstio ¨tomou a cidade baixa e sitiou o palácio¨. A história revela que o cerco durou cinco dias, e o quinto dia, conforme assinala Gosse, seria terça-feira. No dia seguinte, uma quarta-feira, ele fez sua incursão no templo, colocando seus estandartes reais nos sagrados recintos do templo - ¨o lugar santo¨.
Mas então, de repente, reuniu seu exército e retirou-se. Desde aquela quarta-feira até o sábado seguinte ¨os judeus promoveram uma feroz perseguição ao inimigo em retirada até Antipatris¨(Ibidem, ver também Josefus, Guerras dos Judeus, Vol. II, págs. 640 e 641). Todos os detalhes que foram preditos, bem como certas profecias do livro de Daniel, tiveram seu cumprimento literal, dando maravilhosa confirmação à ¨firme palavra dos profetas¨(II Pedro 1:19). Nós gostaríamos de saber por que certos expositores da Palavra de Elorrim, aparentemente não fazendo caso dos fatos históricos, declaram que esta profecia ainda deverá cumprir-se em algum tempo no futuro. Alguns alegam que as profecias, às vezes, têm dupla aplicação. Com satisfação, nós admitimos isso. Mas qualquer que seja a interpretação secundária que possa ser possível, é essencial que reconheçamos sua aplicação primária. Efetivamente, a maior parte da profecia de Mateus 24 já se cumprira, item por item, durante a Guerra Judaica de 66-70 D.C. Mas alguns, negligenciando estes fatos históricos, têm-se aventurado em áreas de profecias ainda não cumpridas e, usando como fonte de explicação sua própria imaginação, invocam pretensões fantásticas para cumprimentos futuros que vão muito além das claras revelações das Escrituras Sagradas. Outros, durante muitos anos, declararam que os judeus jamais retornariam à sua pátria de origem e que Israel jamais haveria de tornar-se uma nação outra vez. Mas eles voltaram;
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Israel é hoje uma poderosa nação. Por quê? E qual é, se é que existe, o significado disso?
* N. do T.: Durante este mês a Palestina está em pleno outono.
**N. do T.: Primeiro mês do calendário judaico e que começa em fins de setembro ou inicio de outubro.
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Os fatos históricos apresentados nos capítulos que seguem, apontam para a necessidade de um cuidado muito especial no trato deste assunto. Já se publicaram, a respeito de Israel e seu futuro, coisas que, para dizer pouco, são lamentáveis e trazem em seu bojo pouca semelhança com o quadro verdadeiro que Elorrim apresenta tão explicitamente em Sua Palavra. Fatos realmente importantes deverão ainda ocorrer na terra de Israel, cuja evidência se pode inferir do estudo da profecia bíblica, mas é necessário que tenhamos a certeza de estarmos ¨repartindo corretamente a palavra da Verdade¨, tanto doutrinária como profeticamente. A Bíblia diz: ¨Quando Ele, o Espírito da Verdade, vier Ele vos guiará em toda a Verdade¨(João 16:13). Quão grande é a necessidade que temos hoje de sermos guiados pelo Espírito de Elorrim.
Tão verdadeiramente como os muitos eventos importantes que ocorreram dentro e ao redor de Jerusalém, deviam ser reconhecidos como sinais da destruição iminente pelos romanos em 70 D.C., da mesma forma os acontecimentos no Israel de hoje, pleno de progresso e do avanço tecnológico, são a chave para uma correta compreensão da tremenda profecia de que ¨Jerusalém será pisada pelos gentios até que os tempos destes se completem¨(Lucas 21:24). Quão relevantes são essas palavras de advertência: ¨Portanto, vigiai e orai sempre¨(verso 36).
E quantas coisas não há para vigiarmos nestes nossos dias! Aquela espantosa missão – Operação Thunderbolt – no Aeroporto de Entebe, Uganda, em 4 de julho de 1976, não somente salvou a vida de mais de 100 reféns condenados à morte, mas ganhou não só o respeito, mas também a admiração de todo o mundo civilizado. Todos nós fomos inteirados da coragem e da perícia dos israelenses, como diz Entebe¨: ¨Israel compreende, de uma certa maneira que nós outros não compreendemos, as dimensões e o futuro pavoroso do terrorismo internacional¨. O Rei Salomão expressou tal fato muito bem em Provérbios 24:5 e 6, quando disse: ¨Mais poder tem o sábio do que o forte, e o homem de conhecimento mais do que o robusto¨.
Passemos, agora, para a História do Israel de hoje.
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CAPITULO II
ISRAEL E A CRISE DE ENERGIA
O editorial do The Jerusalém Post - quarta-feira, dia 26 de setembro de 1973 – trouxe algumas reflexões sábias e realistas. Era véspera de Rosh Hashanah*5734(ano novo judaico, 5734=1973 de nosso calendário). Pouco sabia Israel que, antes de findar aquele dia, a nação estaria em guerra. ¨Existem graves problemas sobre os quais temos que refletir¨, escreveu o editor ( e nós acrescentaríamos, mais graves do que tinha conhecimento o próprio editor). Continuando, disse ele: ¨Para a maioria dos israelenses os próximos três dias, sem jornais, com relativamente poucas oportunidades de entrarmos para as ¨ultimas noticias¨, deveriam proporcionar-nos uma boa oportunidade para meditarmos em nosso passado, nosso presente e nosso futuro¨. Quanta verdade! Mas antes que muitos daqueles jornais chegassem ao seu destino, a Guerra do Yom Kippur estava no seu auge. Este é o mais sagrado dia do ano judaico. Por volta do meio dia, a nação estava lutando por sua existência em três frentes. ¨Violamos um único sábado a fim de podermos observar muitos outros sábados¨, foi assim que se expressou um escritor judeu.
O mundo inteiro sabe do resultado daquele amargo conflito. Embora a Guerra do Yom Kippur de 1973, tenha durado mais tempo que a Guerra dos Seis Dias, de 1967, os resultados foram igualmente funestos. Uma das mais importantes conseqüências desta última guerra foi a unificação das nações árabes no controle do grosso das reservas petrolíferas mundiais. Pela primeira vez na sua história, este povo descobrira o tremendo poder de barganha desse cobiçado produto. Foi de causar desapontamento, mas não surpresas, o fato de que, em novembro daquele ano, estas nações tenham reduzido sua produção de petróleo a níveis significativamente inferiores
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aos dos anos anteriores. Isto tinha a finalidade de colocar um embargo de petróleo às nações que apoiavam e davam assistência ao Estado de Israel, especialmente os Estados Unidos e Holanda. Alguns observadores estão já declarando que começou uma nova guerra, uma guerra econômica. E esta trará mudanças efetivas, afetando quase todas as nações industrializadas. Desta maneira, o Oriente Médio, nas últimas décadas, tornou-se o foco da atenção mundial.
A falta de gasolina ou a crise do petróleo está afetando tanto o estilo de vida como a prosperidade econômica, não somente dos Estados Unidos, mas num grau, ainda maior, da Europa e do Japão. Estes países dependem quase totalmente do petróleo importado. Sendo que as nações árabes são detentoras de aproximadamente 2/3 das reservas petrolíferas mundiais conhecidas, é fácil de se prever que haverá uma tremenda concentração de poder nestes países.
Em 1974, o petróleo russo totalizou 42 bilhões de barris, enquanto que o total americano foi de 36 bilhões de barris. Entretanto, a produção potencial de petróleo árabe é de 390 bilhões de barris! O Kuwait, um dos menores países, produz 74 bilhões de barris, enquanto que o Irã e o Iraque, juntos, totalizam 95 bilhões de barris. Mas, imagine a produção de Arábia Saudita – 137 bilhões de barris!
É verdade que os Estados Unidos possuem uma das maiores reservas petrolíferas e ainda não exploradas, de que se tem conhecimento; contudo, a utilização destas reservas envolve gastos tremendamente grandes e cria muitos problemas, como vemos no caso do Oleoduto do Alasca. É muito menos oneroso e muito mais fácil depender de petróleo importado, especialmente do Árabe, do que se proceder à extração de petróleo de áreas que oferecem maior dificuldade. O tempo também, é um fator importante. Sabendo disto e num esforço para frustrar a ajuda dada a Israel por nações amigas, os paises Árabes produtores de petróleo, subitamente diminuíram seus fornecimentos e, ao
*N. do T.: Os dados estatísticos são de 1973 à 1976, aproximadamente.
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mesmo tempo, exigiram que Israel se retirasse completamente de Jerusalém e de todos os territórios por eles ocupados e que caíram em seu poder em conseqüência de guerras recentes.
Para reforçar estas exigências e para impressionar o mundo sobre a importância de suas reivindicações, os paises árabes não somente reduziram os seus fornecimentos, mas também aumentaram tremendamente o preço do petróleo que, de repente, deu um salto de US$ 1 ou US$ 3 o barril para cerca de US$ 17 o barril! O custo do volume anual de petróleo exportado pelo Oriente Médio saltou de 15 bilhões de dólares para 89 bilhões de dólares. O “déficit” de suprimento associado ao descomunal aumento dos preços do barril de petróleo, naturalmente focaliza as atenções sobre Israel, fazendo com que alguns se interroguem sobre a possibilidade de uma nova onda de anti-semitismo. Uma coisa é certa, o Oriente Médio passou, de repente, de um salto, a uma posição dominante no mundo da indústria e do comércio. Possuindo, como de fato possuem, 2/3 das reservas petrolíferas mundiais de que se tem conhecimento, os vizinhos de Israel estão agora numa posição de fazer exigências desproporcionais quanto ao seu tamanho territorial e sua população.
Ao fazer-mos um retrospecto sobre os anos de um passado recente, podemos divisar coisas estranhas que resultaram dos quatro conflitos árabe-israelenses.Crescendo após cada uma das guerras – 1948, 1956,1967,1973 – Israel aumentou a extensão de suas fronteiras. Por exemplo, antes de 1967, Israel possuía cerca de 20.720 km². Mas depois daquela guerra, seu território estendera-se para 88.060km² e sua população havia duplicado. Mais importante ainda é o fato de que, após séculos, a cidade de Jerusalém voltou a ser novamente sua capital.
Comparativamente, Israel é ainda uma pequena nação com menos de 3 milhões de habitantes, enquanto que seus vizinhos árabes totalizam mais de ll0 milhões. Ainda que numericamente pequena, Israel, não obstante, é uma nação a ser respeitada, como bem o demonstrou em cada uma das guerras em que se viu forçada a lutar. A Guerra do Yom Kippur, de l973, teria, indubitavelmente, terminado de forma muito diferente caso as Nações Unidas não lhe houvessem feito pressão. O “cessar-fogo” exigido pelas Nações Unidas, sob especial pressão da Rússia e dos Estados Unidos, foi, na verdade, uma grande decepção para os líderes militares Israelenses, pois
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haviam planejado a defesa e pressentiam invasões, tanto do Cairo, como de Damasco e ficaram muito indignados com os líderes de seu governo por terem atendido à exigência de cessação das hostilidades.
Durante todos os séculos de andanças e vagueações, sem destino, os Judeus sempre acariciaram a esperança de um dia poderem retornar à terra de seus pais. Significativamente, durante as guerras de l956 e l967, a Rádio Jerusalém transmitiu continuadamente estas palavras do profeta Amós: “Mudarei a sorte do meu povo Israel. Reedificarão as cidades assoladas e nelas habitarão; plantarão vinhas e beberão o seu vinho, farão pomares e lhes comerão o fruto. Plantá-los-ei na sua na sua terra e, dessa terra que lhes dei, já não serão arrancados, diz o Senhor teu Elorrim”.
O mais casual dos observadores reconhecerá que esta promessa não poderia, possivelmente, aplicar-se ao retorno dos Judeus após o cativeiro babilônico, pois cinco séculos mais tarde foram eles desarraigados com violência da sua terra pelos romanos e espalhados entre todas as nações. Somente até o ano 70 D. C., quando os exércitos romanos forçaram os Judeus a sair de sua pátria, é que eles tiveram posse da Palestina. Mas, nos dias atuais, o quadro é diferente. Os Israelitas estão de volta à terra que o Senhor Elorrim dera em possessão a seus pais. A despeito de serem considerados os parias do mundo e apesar de serem expulsos, escorraçados, despojados e atormentados, este povo alimentou a esperança de que um dia haveria de retornar à terra de onde haviam sido expulsos. A grande pergunta agora, é: “podem eles manter e sustentar a posse da terra? Algumas pessoas estão querendo saber se as nações árabes vizinhas poderiam usar a crise do petróleo ou alguma outra futura crise para provocar e excitar o sentimento público de animosidade contra eles, de tal modo que sua permanência ali seja impossível.
O maior de todos os problemas, em qualquer acordo definitivo entre Judeus e Árabes, está, naturalmente, vinculado aos problemas dentro da própria Palestina. Sem entrar no mérito dos prós e dos contras desta enigmática situação, as nações do mundo deviam, não somente inteirar-se dos impasses que tal situação envolve, mas deveriam buscar uma solução justa que satisfizesse tanto aos Árabes quanto aos Judeus. No momento, é como uma ferida purulenta que parece desafiar todas as tentativas de se encontrar um remédio.
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Já mencionamos que, bem no fundo do coração de cada fiel judeu, tem existido a esperança de possuir, outra vez, a Terra Santa. Mas também, no fundo do coração de alguns Árabes, especialmente nas últimas décadas, tem havido a esperança, e mesmo a determinação, de que os israelenses serão expulsos pelo mar adentro e assim toda a Palestina pertencerá aos Árabes.
Pouco antes da Guerra dos Seis Dias, em l967, o Egito e a Síria armaram-se com os mais sofisticados implementos de guerra. A Rússia investira mais de 3 bilhões de dólares em equipamentos militares, dotando aqueles dois paises para uma finalidade – a invasão de Israel. “Israel deve ser destruído”, era o “slogan”. E, aparentemente, parecia que aquilo era o que iria acontecer. Mas, como resultados destes conflitos Israel ficou mais fortalecido do que nunca e o deserto, por centenas de quilômetros, ficou recoberto com restos e destroços da guerra – tanques arrasados, aviões de combate destruídos e, o mais aterrador ainda, os corpos de milhares de homens que haviam tombado na luta desesperada.
Durante os anos seguintes, os vizinhos de Israel estavam novamente mais armados que nunca. Com mais de 20.000 assessores militares russos residentes no Egito em l972, uma invasão para ocupação militar parecia iminente. Mas o inesperado aconteceu. Antes de irromperem-se as hostilidades, o Presidente Anwar Sadat decidiu que todos os assessores militares deveriam deixar o país. Essa estranha mudança dos fatos expressou a determinação do Egito em procurar cooperação junto a outro país.
Em virtude dessas decisões relativamente recentes, não é difícil de se compreender a visita do então Presidente Nixon ao Egito e a outros países do Oriente Médio, sem deixar de citar, também, os incansáveis esforços do Dr. Henry Kiessinger, para se conseguir um acordo de paz naquela conturbada região do mundo.
A História pode muito bem provar que, por trás de todos estes trabalhos, encontram-se ocultos, fatores especiais mais profundos. E, com certeza, é de grande significação o fato de que o homem que mais trabalhou para promover a paz, não somente no Oriente Médio, mas também em outras áreas assoladas pela guerra é, ele próprio, um judeu! A habilidade
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deste homem em conseguir aproximar e irmanar todas as partes em litígio, sem levar em consideração as barreiras de nacionalidades, foi fantástica.
Qualquer que possa ser o resultado final, a nacionalização da indústria petrolífera nos países Árabes, parece ter sido levada a efeito, visando a um propósito único: pressionar os Estados Unidos e outras nações amigas a retirarem seu apoio a Israel. Em conseqüência, surgiu uma nova diplomacia no Oriente Médio, transformando completamente o equilíbrio de forças no mundo. Ecatamente o que isto significará para o futuro, só o tempo dirá. Mas, alinhadas como estão as duas superpotências, o fato de apoiarem grupos antagônicos, exige um dramático realinhamento da força efetiva de cada nação, o que alguns estudiosos da Bíblia entendem que bem poderia levar ao conflito final do poderio mundial, como os quadros apresentados nos livros de Ezequiel e Apocalipse. Os capítulos l8 e l9 deste livro desvendam a grande profecia de Ezequiel, mostrando-nos as cenas finais da história trágica e belicista deste mundo.
Há muito tempo que o controle do Oriente Médio constitui a ambição da Rússia, cujo apoio aos povos Árabes certamente não é apenas humanitário; é parte vital de sua política externa. Para ela, o controle das maiores reservas de petróleo do mundo é um imperativo. Quando o inimigo final de Israel invadir o país, pouco antes do dim dos tempos, não será, apenas, uma nação, mas uma Confederação de Nações vindas “para tomar o despojo...arrebatar a presa...”(Ezequiel 38:12).
Riquezas imensas estão concentradas neste pequeno pais a respeito do que escreveram os profetas hebreus, há cerca de 25 ou 30 séculos. Naquela época, todavia, eles, possivelmente, não poderia ter conhecido a verdadeira riqueza de Israel como o mundo a conhece hoje. Nossa era industrial e cientifica fez estimativas aproximadas, as quais revelam que as riquezas são realmente incalculáveis.
Um renomado escritor declarou, anos atrás, que “a Palestina será a mais cobiçada presa internacional de todos os tempos”. Alguns números impressionantes são apresentados em nosso próximo capítulo.
Somando-se as riquezas de Israel, tanto minerais como agrícolas, às imensas reservas do petróleo do Oriente Médio, torna-se fácil
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compreendermos que esta região será de suma importância como o grande centro de atenções mundiais. Muitas pessoas, hoje, estão preocupadas se a crise do petróleo poderá, eventualmente, levar a uma crise mundial. Recentemente o petróleo tornou-se uma arma. As pessoas se referem à “arma do petróleo Árabe” com naturalidade e frieza. E, realmente, é, mas que tipo de arma? Poderia vir a ser uma arma contra pobreza, nós nos indagamos por que certos países vizinhos que exportam milhões de galões de petróleo diariamente, parecem estar fazendo muito pouco para aliviar os sofrimentos dos refugiados. O dinheiro que arrecadam com a venda do petróleo tornou-se, indubitavelmente, uma arma militar contra Israel. Muitos estão cônscios de que esse dinheiro poderia e deveria ser uma arma contra a pobreza extrema que se observa em tantas regiões dos territórios Árabes.
Os recentes encontros entre Egito e Israel, num esforço para trazer a paz a esta conturbada região do mundo, são, na verdade, um dos mais encorajadores eventos em mais de um século.
Enquanto este livro vai para o prelo, pessoas tementes a Elorrim, de todas as crenças religiosas, estão orando para que venha a existir um melhor entendimento entre as nações do Oriente Médio. Tanto o Egito como Israel desempenharam papel de suma importância no desenvolvimento de nossa civilização. Esperemos que suas futuras contribuições também sejam de grande poder de influência.
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CAPITULO III
AS MARAVILHOSAS RIQUEZAS MINERAIS DE ISRAEL
Muito embora seja um país geograficamente pequeno, os profetas hebreus declararam ser Israel uma terra de grandes riquezas minerais em seu subsolo. O senhor, através de Ezequiel, chamou-a de “glória de todas as terras”.
“Filho do homem, fala aos anciãos de Israel e dize-lhes: Assim diz o Senhor Elorrim:... Eu levantei a minha mão para eles, para os tirar da terra do Egito para uma terra que tinha previsto para eles, a qual mana leite e mel, e é a glória de todas as terras”(Ezequiel 20: 3 e 6).
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Esta expressão “leite e mel”, pela primeira vez usada por Moisés, é considerada por alguns como uma figura de retórica, referindo-se às grandes riquezas tanto minerais quanto agrícolas da região. Em Deuteronômio 8: 7-9 a promessa de Elorrim era bem real e verdadeira:
“Porque o Senhor teu Elorrim te introduz numa terra, terra de ribeiros, de águas, de fontes e de abismos que saem dos vales das montanhas. Terra de trigo e cevada e de vides e figueiras e romeiras; terra de oliveiras, abundante de azeite e mel; terra em que comerás o pão sem escassez e nada te faltará nela; terra cujas pedras são ferro, e de cujos montes cavarás o cobre” (Deuteronômio 8: 7-9).
Há alguns anos, Dana Adams Schmidt, correspondente do New York Times em Tel Aviv, tomou a si a iniciativa de fazer um acurado estudo sobre este “País da Bíblia” para conseguir compreender os fatos que relacionam com suas riquezas minerais. Eis uma síntese do seu relatório:
“Raramente um povo tem sido tão conhecedor e cônscio de um passado tão expressivo e revelador como é o caso dos Israelenses. A história bíblica e as profecias explicam e dão significado à sua existência como nação independente. Dos relatos bíblicos, dos anais da História e das pesquisas arqueológicas, os Israelenses retiram não somente a inspiração espiritual, mas também orientação física para traçar o futuro de sua jovem nação, qual uma ave já emplumada, pronta para seu altaneiro vôo.
Um dos grandes problemas do atual Israel é como alcançar auto-suficiência numa Terra Prometida, conforme as palavras de Moisés, registradas em Deuteronômio, destinada a ser ¨uma terra cujas pedras são ferro e de cujos montes cavarás o cobre¨”.
David Bem Gurion, o Primeiro Ministro do moderno Estado de Israel, constantemente recordava a seu povo que a bíblia é, de fato, o guia que conduz à compreensão do destino de Israel. Ele disse:
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“Este Livro Inspirado contém os segredos do passado ocultos nos montes e rochas e nas cavernas do deserto, no território do atual Estado Judeu e a absoluta necessidade da própria existência exige que os recursos naturais escondidos no subsolo e nas águas dos lagos e mares, sejam plenamente descobertos e explorados”.
Durante milênios, o povo de Bem Gurion leu em Deuteronômio a respeito das riquezas naturais de sua pátria, mas só depois que o exército tomou posse desta região é que a convicção do Primeiro Ministro se confirmou acerca de quantas informações existem na Bíblia sobre Israel as quais permanecem absolutamente exatas. Ele disse:
“Eu sabia que aquilo que estava escrito na Bíblia, acerca desta área no Neguev, era verdade e o escritor foi inspirado a descrever corretamente cada detalhe. Os escritores da Bíblia não se referiram ao cobre e ao ferro como uma mera figura de retórica. Mas só depois que o exército de Israel conquistou o Neguev é que o cobre e o ferro foram realmente “descobertos”... Mas, acrescenta ele, “nós ainda estamos, apenas, no início de nossas explorações” New York Magazine.
Expedições de cientistas mandadas após a guerra, justificaram a crença de Bem Gurion no Neguev. Ele também declarou que “além de ferro e cobre, ricas jazidas de outros minerais não mencionadas na Bíblia, pelo que sabemos, foram também encontrados”. Culminando suas observações, ele disse “O melhor de todos os guias para a terra, com exceção da própria terra, é a Bíblia”.
Dana Schmidt recorda-nos que, no reinado de Salomão, filho de Davi, de 97l a93l A.C.,o abrasador Wadi el Arabah* estava sempre animado com a presença de inúmeros operários. Mas, com a subseqüente derrota do reino de Judá, estas minas foram abandonadas. Entretanto, durante os últimos anos, toda aquela área apresenta novamente muitas atividades com mineiros e caravanas. A sabedoria de Salomão ficou
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revelada pelo fato de ter ele concentrado suas energias sobre estes recursos e desenvolvido seu comércio com o Leste, em vez de tentar competir com as grandes potências representadas pelo Egito e Fenícia no Mediterrâneo. Isto trouxe grande riqueza ao país.
Em I Reis l0:23, lemos:
“Assim, Salomão excedeu a todos os reis da terra em riqueza e sabedoria”.
Verso 21:
“Também todos os vasos de beber do rei Salomão eram de ouro e todos os vasos da casa do bosque do Líbano eram de ouro puro”.
O verso l4 diz:
“E era o peso do ouro que se trazia a Salomão, cada ano, seiscentos e sessenta e seis talentos de ouro”.
Verso l6:
“Também o rei Salomão fez duzentos paveses de ouro batido; seiscentos siclos de ouro mandou pesar para cada pavês.
Verso l8:
“Fez mais o rei um grande trono de marfim e o cobriu de ouro puríssimo”
* N. do T.: Wadi el Arabah é o vale que se estende para o Sul, indo desde o Mar orto até o Golfo de Aqaba. Um Wádi é um vale resultante da erosão de águas pluviais e que é geralmente seco.
Em concordância com estas afirmações, concluímos que a riqueza de Salomão era impressionante. Sua renda anual era de 666 talentos de ouro. Se cada talento pesava 60 libras. Cada ano recebia então cerca de 20.l79kg de ouro sólido. Imagine o que isso significaria a preço do mercado mundial de ouro, hoje – mais de 25 milhões de dólares! Não é de admirar que as
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Escrituras Sagradas afirmem que o rei tinha tanto ouro que “a prata não tinha valor nos dias de Salomão”. Quanto ao cobre e ao bronze “Salomão deixou de pesar todos os vasos de cobre, porque eram numerosíssimos; nem tampouco fez a conta do peso de bronze”.
Indubitavelmente, grande parte dessa riqueza foi acumulada por meio de tributos da Síria e de outros paises, bem como através do comércio internacional. É, realmente, difícil à nossa compreensão o acúmulo anual de tanta riqueza.
Em seu livro, O Outro Lado do Jordão, o prof. Nelson Gleuck informou-nos: “Existem evidências de atividades de mineração e de fundição pelo rei Salomão, pelos seus predecessores e seus sucessores em, pelo menos, quarenta diferentes locais do vale do Arabah. Algumas foram localizadas ao redor da bíblica Punon, no meio norte e outras bem ao sul. As localizadas na parte bem ao sul, tornaram-se o maior e o mais rico centro de mineração e fundição de cobre de todo o vale do Arabah é de igual importância até hoje.
Aqui, no meio do leito seco de um vale de xisto vermelho, amarelo e branco, um explorador rigoroso pode subir até a fortaleza de Salomão, uma espécie de acrópole, situado no alto de uma colina de topo achatado que se projeta de maneira imponente do fundo do vale. Esse foi o ponto estatégico de onde os soldados protegiam as operações de mineração e fundição dos ataques de guerrilhas conduzidas por Hadade, o edomita, que fugira de Davi para o Egito (I Reis ll:l4-25).
Nesse aspecto, como em muitos outros, pouca coisa mudou. Através do Neguev, podem ser vistos modernos israelitas, viajando em comboios armados à espreita de infiltradores.
Glueck informa-nos, também, que a companhia de mineração Israelense, assistida por peritos belgas, fez uma perfuração de 78 pés (cerca de 26m) de profundidade na encosta da colina, há algum tempo, porque haviam notado promissores veios de minérios de cobre. Quando equipamentos especiais de ventilação chegaram da América, os mineiros puderam fazer perfurações mais profundas, a cerca de 200 jardas (mais ou menos l82m) da entrada da perfuração; a companhia começou em outro ponto. Essa era uma mineração do rei Salomão. Além disso, esses prospectadores descobriram veios numerosos e até mais ricos em grande
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número de locais anteriormente desconhecidos, onde o rei Salomão havia feito extração e fundição de minérios.
Um mineral do qual, provavelmente, não tinham conhecimento – o manganês – também foi encontrado a poucos quilômetros das minas de cobre. Os testes de perfuração provaram ser, realmente, promissores. Embora esse minério esteja em estado bruto e volumoso, poderia ser transportado em caminhões para o porto de Eilat e, dali, exportado para o mercado mundial. Aqui com certeza é viável a exploração comercial.
Uma outra promessa para o futuro ocorreu recentemente num diferente local, cerca de 60 km ao norte dos trabalhos de extração de cobre, onde jazidas de minérios de ferro de alto teor foram descobertas. A desordenada formação da crosta terrestre no Neguev revela veios de minério de ferro formados a grande profundidade da terra; embora poucos destes veios estejam sendo explorados agora, eles são claramente perceptíveis. Tudo isso é parte de uma grandiosa visão que vem tomando forma nas mentes de milhares de israelenses – desde o Primeiro Ministro até o estudante do 2º grau. Guiados pelas afirmações da Palavra de Elorrim e encorajados por aquilo que eles vêem com os olhos de suas mentes, eles estão todos ansiosos por desenterrar as glórias de um passado distante. Eles já estão a par e utilizam os complicados sistemas de irrigação para melhorar sua colheitas e fazendas de gado. O fosfato, enxofre, feldspato, caolin, cobre, manganês e minas de minério de ferro estão mudando todo o aspecto do país. Prósperas cidades e novas indústrias estão surgindo por todo o pequeno país de Israel.
Moisés declarou que a terra seria “uma terra que mana leite e mel” e uma terra “ onde as pedras são de ferro e de cujos montes tu cavarás o cobre”. Isto tem um significado muito maior para os israelitas modernos do que poderia, possivelmente, significar para o povo no templo de Moisés. Nossa era industrial atribui novos valores a esses ricos recursos minerais, mais ricos até do que a mente humana possa imaginar. Uma sucinta visão das riquezas minerais, que foi extraída do Economic Bulletin de Israel, Volume V, números 3 e 4, convencer-nos-á de ser, sem dúvida, uma terra de ricas jazidas minerais, Eis aqui algumas das classificações:
FOSFATOS: “Uma das maiores reservas descobertas até o momento presente é a do fosfato. As quantidades de cuja existência se tem
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conhecimento na Grande Cratera são suficientes para suprir as necessidades que o país tem desta matéria-prima durante anos”. Produção extraída das rochas de fosfato tem sido suficiente para o processamento de 30.000 toneladas de superfosfatos por um ano. A produção antecipada, anual, é de l20.000 toneladas, as quais cobrirão todas as necessidades do país.
SÍLICA E ARGILA: “Dois outros minerais que foram descobertos em quantidade grande, o suficiente para fazer frente às necessidades nacionais para os anos futuros, são a sílica e argila...Existem mais de um milhão de toneladas de reservas conhecidas de sílica na Grande Cratera. O consumo atual é de l2.000 toneladas anuais e a expectativa é que aumente para 30 ou 40.000 toneladas eventualmente.
Com relação à argila, que é usada na manufatura de utensílios de barro cozido, as reservas conhecidas são da ordem de 300.000 toneladas, ao passo que as necessidades atuais são de 6.000 toneladas e para o futuro próximo, estima-se que seja de l5 a 20.000 toneladas”
COBRE E MANGANÊS: “ Estes esforços revelaram a presença de jazidas de cobre as quais foram estimadas em 200.000 toneladas e que, possivelmente, vão alcançar a casa das 450.000 toneladas”.
FERRO: “Testes realizados indicaram uma reserva estimada de l5 a 20 milhões de toneladas”.
FELDSPATO: “Muito embora a demanda de feldspato no país seja comparativamente pequena, cerca de l.000 a 2.000 toneladas anuais, a presença deste mineral, nas proximidades do porto de Eilat, proporciona ao país mais uma matéria-prima.
ESTIMATIVAS DE OUTROS MINERAIS EM ISRAEL
1.300 - milhões de toneladas de potassa avaliadas em ...............US$ 17.940.000.000;
853 - milhões de toneladas de brometo de potássio em ............ US$ 460.620.000.000;
ll.900 - milhões de toneladas de sal avaliadas em ......................US$ 23.324.000.000;
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81 - milhões de toneladas avaliadas em .........................................US$ l.863.000.000;
22 - milhões de toneladas de cloreto de magnésio em.................US$ 170.000.000.000;
400.000 - toneladas de cobre puro (apenas 2 minas) em ............... US$ 240.000.000;
TOTAL.................................................................US$ 5.673.987.000.000;
No jornal New York Times de 12 de abril de l949, apareceu este comentário de Gene Currivan, escrevendo de Tel Aviv, “Sodoma, local bíblico situado na parte sul do Mar Morto, a massa de água de nível mais baixo da terra, está-se preparando, mais uma vez, para servir ao mundo com seus produtos químicos”. Em seguida, acrescenta: “de lá... era esperado mais amplo suprimento de potassa do mundo, usada na fabricação de explosivos, em tempo de guerra e fertilizantes, em tempos de paz”.
As estimativas de outros minerais em Israel foram fornecidas por “Estimated Price Per Ton de William E. Tufts da Schnell Publishing Company, 30, Church street, New York, New York”
Foi descoberto minério de ferro, também, na Galiléia, além de petróleo em muitos lugares. Assim, as riquezas de Israel excedem em muito os 6 trilhões de dólares (US$ 6.000.000.000.000). As riquezas minerais dos Estados Unidos têm um valor estimado de cerca de 2 a 3 trilhões de dólares. Isto nos permite concluir e compreender a razão por que algumas nações hoje estão a cobiçar este pequenino país do Oriente Médio.
Em seu impressionante livro Da Desordem para a Paz, A. W. Anderson, após despender muito tempo, fazendo observações pessoais, descreveu essa área, alguns anos atrás e as mudanças que já estavam em evidência. Ele citou o American Watchman:
“Durante muito tempo, a Palestina foi uma terra assolada pela pobreza, um deserto estéril e desolado, com cidades em ruínas e pouca coisa a mais, anão ser memórias históricas...Mas, em virtude do zelo e do fervor religioso dos colonizadores Judeus,
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unidos com o auxílio financeiro de seus irmãos de fé, de todas as partes do mundo, para restaurar sua terra à antiga glória... uma poderosa transformação está-se processando”.
Os cientistas Judeus estão descobrindo riquezas inéditas não relacionadas no Mar Morto e, se as estimativas estiverem corretas a Palestina está destinada a tornar-se fabulosamente rica.
“A riqueza potencial do Mar Morto é mais que 2 4/5 vezes, maior do que toda a fabulosa riqueza da afortunada América. Isto significa que a Palestina está destinada a ver o mais estupendo desenvolvimento do que se tem notícia... Isso fará desta terra a base do maior empreendimento empresarial já visto por qualquer nação. Tal desenvolvimento está destinado a tornar a Palestina a mais cobiçada presa do que qualquer outro país do mundo”(Da Desordem Para a Paz págs. 311-312).
Quantas coisas têm acontecido desde que estas palavras foram escritas! Já não se chama Palestina esta terra, nome que lhe foi dado pelos romanos, mas Israel, o nome dado por Elorrim a Jacó. Colocada como está no “meio da Terra”, usando a expressão do profeta Ezequiel, percebem algumas pessoas estar este pequeno país destinado a ver um desenvolvimento que poderia torna-lo a “inveja das nações” – uma cobiçada presa internacional”! Quem poderia ter imaginado que este pequeno país, o qual tem sido, desde os primórdios da história humana, uma ponte entre o Oriente e o Ocidente, o berço das religiões do mundo, nestes tumultuosos dias haveria de tornar-se tão importante. Não foram tanto os eventos judaicos mas, antes, o pensamento judaico que causou um tal impacto na civilização.
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Um número recente de U. S. Geological Survey alega ter encontrado as legendárias minas de ouro o rei Salomão na parte oeste da Arábia Saudita, conforme cita World Coin News de 22 de junho de l976:
“Muito embora muitas minas espalhadas por toda a região possam ter contribuído com ouro para o tesouro do rei Salomão, o principal produtor e mais provável candidato a ser a famosa Ofir bíblica é a mina de Madh adh Dhahab (berço de ouro), localizada a meio caminho entre Meca e Medina”.
Entre l972 e l975, os geólogos encontraram milhares de ferramentas grosseiras e vastas quantidades de depósitos minerais. Esse novo sítio não é, ainda, a prova definitiva, mas, ou aqui ou na regi~~ao no Neguev, em Israel, deverá estar localizado o segredo da fantástica riqueza de Salomão.
Como será mostrado nos últimos capítulos, aquilo que os profetas hebreus predisseram a respeito do tempo do fim, dos “últimos dias”, está tendo seu cumprimento. Com efeito, o mais espetacular evento está justamente à nossa frente.
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CAPITULO IV
NOVAS DESCOBERTAS NA
TERRA DE ISRAEL
Embora esta pequena nação frequentemente seja notícia de primeira página nos jornais, poucas pessoas entendem o porquê disto. É impressionante observar o que os editores jornalistas, cientistas e educadores têm para dizer a este respeito.
Blake Clark no Readers Digest de 28 de março de l954 alega que, para os israelitas, a Bíblia não é somente uma fonte de inspiração, mas um guia que os pode levar às riquezas esquecidas de seu país. Ele citou as palavras de seu Primeiro Ministro Bem Gurion, o mais preeminente edificador do Israel moderno: “Este livro vive nos corações dos Judeus há séculos e, sem dúvida, a Bíblia é agora, mais do que nunca, importante para esta nação – mas num sentido um tanto diferente. Confiando em sua
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exatidão histórica, nós a estamos usando hoje para descobrir riquezas há longo tempo esquecidas”. Blake continua; “Antigamente, supunha-se que o novo Estado de dIsrael não possuía metais. Mas o prof. Nelson Glueck, arqueólogo bíblico e presidente do Hebreu Union Clollege of Cincinati, pensava diferentemente. Ele ficou, realmente, fascinado com o relado da oficina de fundição do rei Salomão conforme I Reis 7, versos 45 e 46:
“E todos estes vasos, que Hierão fez de conformidade com determinação do rei Salomão para a casa do Senhor, eram de latão brilhante (cobre). E, na planície do rio Jordão, foram eles fundidos, em terrenos de argila”.
A palavra “latão”, Glueck sabia ter sido uma tradução incorreta da palavra “cobre”. Se as minas das quais o rei Salomão obteve esse cobre tivessem algum dia existido, elas teriam desaparecido da memória dos homens há quase 3.000 anos. Mas Glueck acreditava que elas tinham existido ali. Para encontrá-las, este especialista passou mais de vinte anos na Palestina, seguindo as orientações bíblicas. Ora subindo, ora descendo, percorreu ele o quentíssimo vale do rio Jordão e cruzou o ardente Neguev.
Em certo dia de calor insurportável, fazendo explorações a alguns quilômetros ao sul do Mar Morto, o Rabino Glueck descobriu ruínas num lugar que os árabes locais disseram que seus antepassados chamavam-no de “Ruínas de Cobre”. Cheio de esperança, deu início às escavações. Logo, desmoronaram-se paredes e fornalhas negras, com o acúmulo de escória de cobre; deram provas de que aquele lugar fora, outrora, uma grande fundição de cobre. Um pouco mais ao sul, Glueck encontrou sete centros semelhantes a esse. A cerâmica, em todos eles, do tempo de Salomão. Aqui, enfim, estavam as famosas minas do rei Salomão.
Mas, Glueck, este persistente investigador, não se deu por satisfeito com aquilo. Escavou outras áreas e acabou encontrando um fenomenal sítio de processamento perto do Golfo de Ákaba. Este localizava-se no centro de uma falha (fenda) geológica e sua localização tinha uma finalidade bem definida. O vento, soprando por este corredor natural abaixo, funcionava como um potente ventilador a soprar as chamas das fornalhas. Os fortes ventos que ali sopravam, evidentemente, tinham um papel importante no
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refino do minério. O Ezion-Geber das Escrituras Sagradas, a outrora “Pittsburg” de Israel, havia sido localizada. “Para encontra-la segui literalmente a descrição bíblica”, disse Glueck. “Ezion-Geber está situada ao lado de Eilat, às margens do Mar vermelho, na terra de Edom”, declaram as Escrituras (Ireis 9:26).
Mais tarde, o Dr. Bem Tor, um dos principais geólogos de Israel, com um grupo de técnicos, estudaram e avaliaram essas antigas minas de cobre. Já, em l949, eles provaram a existência de minério suficiente para produzir l00.000 toneladas de cobre metálico e estimavam que outras 200.000 toneladas, ou mais, deste valioso metal poderiam ser encontradas na mesma área.
Então, não é de se admirar que, nos acampamentos dos mineiros, jipes e caminhões fervilhem, formando nuvens de poeira amarela, enquanto barbudos mineiros, crestados pelo sol, trabalham, brandindo suas picaretas e pás. O engenheiro-chefe da mineração, Abraham Dor, diz: “Sempre que achamos os mais ricos afloramentos, nós descobrimos as escórias e as fornalhas dos mineiros de Salomão”. “Nós, frequentemente, temos a sensação de que alguém acabou de sair”. É significativo que, na parede do escritório do acampamento, que está instalado numa cabana de madeira, encontremos, colocada num quadro, esta passagem de Deuteronômio 8:7-9:
“Porque o Senhor teu Elorrim te faz entrar numa boa terra – cujas pedras são ferro e de cujos montes cavarás cobre”.
Então Blake pergunta, “Que outra promessa existe nesta passagem, além da promessa do ferro? Então ele continua contando como, a poucos quilômetros de Berseba, o Dr. Bem Tor descobriu imensos penhascos salpicados de minério vermelho e preto em toda a sua extensão. Os técnicos, depois da análise de centenas de amostras, estimaram que existem, pelo menos, l5 milhões de toneladas de minério de ferro, de baixo teor, nessa área, grande parte das quais, em caso de alta nos preços mundiais, poderia ser extraída e comercializada com muito lucru. Não somente isso, mas os engenheiros também encontraram um afloramento de l.600m de comprimento de um excelente minério com 60 a 65% de minério puro.
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Recentemente tem havido muitas prospecções de petróleo em Israel. Novamente eles tomaram como guia as palavras da Bíblia. Em Gênesis, capítulo l9: 24 e 28, eles leram:
“Então fez o Senhor chover enxofre e fogo do Senhor desde os céus sobre Sodoma e Gomorra....e eis que o fumo da terra subia como fumo duma fornalha”.
Obstinados homens de negócios, como Ziel Federman e outros, acreditam que essas chamas que subiam significam gás natural e, evidentemente, gases naturais são indicativos da existência de petróleo. Uma companhia foi organizada e enviada com geólogos para pesquisar essa região. Sem dúvida, as evidências provaram que havia petróleo naquela região. Em 3 de novembro de l953, foi perfurado o primeiro poço de petróleo de Israel. Embora a produção não seja expressiva, tem havido grandes avanços para tornar praticável o que existe.
Durante muitos séculos essa região da parte meridional da Palestina, foi tida como uma terra árida e imprestável para a agricultura. Mas as coisas hoje são diferentes. Quando viajamos recentemente, através dessa região, quase não pudemos acreditar no que nossos olhos viam, pois o que era apenas um deserto estéril há alguns anos, é hoje uma terra cheia de vida com muitos colonos a cultivá-la . De fato, os arqueólogos estabeleceram a presença de mais de setenta antigos locais de colonização espalhados numa extensão de l04 km, somente do vale do rio Jordão. Cada um deles tinha seu próprio poço para suprimento. Não era nenhum exagero, portanto, quando Ló “levantou os seus olhos e viu as campinas verdejantes do Jordão, que estavam bem irrigadas em todas as partes, mesmo como o jardim do Senhor”. Este era o quadro nos tempos antigos.
Poderíamos perguntar: por que Israel não é tão fértil como era nos tempos antigos? Se nós recordarmos de quantas vezes esta terra foi, por séculos, invadida e devastada por exércitos estrangeiros, nós compreenderemos. Invasões, seguindo-se a invasões, destruíram não somente cidades, mas também as matas, as terras agricultáveis e dispersaram os colonos permanentes que ali viviam. Quando a superfície da
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terra é destruída e o capim ou grama arrancados, os eirados logo se desintegram e a areia vai tomando conta e estope as cisternas. Podemos também recordar-nos de que Elorrim retirou suas bênçãos em virtude da desobediência de Israel (Deuteronômio 28:1-42). Hoje, entretanto, os novos colonos raciocinam que, desde que a atual devastação foi largamente feita pelo próprio homem, o homem, pela sua engenhosidade e trabalho duro, pode reverter a ordem das coisas. Disse um fazendeiro da vila de Sde Boker: “Se os antigos Israelitas puderam prosperar aqui, nós também podemos”.
Em toda a extensão da estada de Dan até Berseba, os antigos locais foram redescobertos por arqueólogos bíblicos. As palavras do jornalista Blake Clark são pertinentes. Descrevendo essas áreas, ele disse: “Em quase todas elas você pode ver uma pequena estação de bombeamento em forma de cubo, situada sobre uma antiga nascente ou sobre uma cisterna, bombeando água”. O poço de Hagar, onde a esposa abandonada de Abraão parou com seu filho Ismael, é hoje o suprimento de água para um grupo de famílias pioneiras de Judeus Romenos, estabelecidas na estação de uma pequena colina, aproximadamente a l.600m de distância. Nós estamos animados pelo informe de que “as autoridades governamentais, no momento, estão unindo esses poços bíblicos, para formar um sistema maior”.
As antigas riquezas da terra de Israel estão sendo redescobertas e, embora, como dissemos, muitos Judeus tenham voltado para a terra de seus pais com pouca ou nenhuma fé nas Escrituras Sagradas, entretanto os próprios fatos que estão acontecendo nesta terra, estão compelindo muitos a terem uma nova visão das grandes afirmações de seus antigos profetas. Um dos professores da Universidade Hebraica de Jerusalém, num Encontro sobre Profecia Bíblica naquela cidade, disse-nos: “Os profetas mostraram-nos onde estão nossas raízes, mas não devemos nunca nos esquecer de que “não pelo poder nem pela força, mas por Meu Espírito, disse o Senhor”.(Zacarias 4:6). Sua afirmação reflete o pensamento de muitos dos educadores e líderes nacionais hoje.
Sde Boker, no Neguev, é conhecida como uma “área de lavoura seca”. Mas, pela conservação de suas reservas de água, os fazendeiros experimentais deram provas de êxito em seus esforços para conseguir dessa
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região estéril uma excelente colheita de milho, girassóis enormes e até melancias.
Aí está o povo de antigamente, cuja habilidade em armazenar e distribuir a água possibilitou que construíssem uma civilização pastoril nessas colinas no Neguev, há mais de 2.000 anos. Essa é uma região de colinas de um amarelo berrante e vales ondulados e cobertos de pó, muito quente e sob um céu azul e sem nuvens. Mas, perciorrer de automóvel esta área e ver as plantações de milho e girassol, agitando-se como bandeiras verdes e douradas sobre as áridas serranias, é uma visão de um espetáculo emocionante!
Esta terra que, há séculos, havia sido destruída por exércitos invasores, onde descuidados fazendeiros e as onipresentes cabras haviam desnudado as matas, está, agora, plena de vida e de beleza! Suas paisagens marítimas claramente perceptíveis, crivadas de intensa concentração de pontos verdejantes, rivaliza-se até mesmo com o North-Shore de Sydney ou a Table Mountain. Mas é uma luta conservar o atrativo ecológico de Israel nas mentes de uma “sociedade composta de imigrantes”. De modo geral, poucas pessoas sabem que, ao lado dos trabalhadores Israelenses, encontram-se muitos árabes que, em l969 atingiram a cifra de 9.000. No ano seguinte, l970, o número subiu para 24.000. Até l972 eles eram 35.000. Hoje* mais de 40.000 trabalhadores árabes entram em Israel provenientes de Samaria, Gaza e Jordânia, em todos os dias da semana.
Abba Eban em seu excelente livro MY COUNTRY, relata bem esta situação:
“Quando Israel estabeleceu-se novamente como nação, em l948, cerca de l65.000 Árabes e Drusos recusaram-se ou simplesmente não se juntaram ao êxodo... mas conseguiram superar as hostilidades (de seus patrícios Árabes), dando prioridade aos seus negócios privados ou ao bem estar de suas famílias.
Os Árabes de Israel têm vivido com uma alta taxa de crescimento. Eles, agora, são cerca de 450.000* *. Associaram a tradição árabe de famílias numerosas com os serviços de previdência social e saúde Israelenses que mantem em baixos
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níveis, a taxa de mortalidade. Desse modo, tornaram-se a comunidade de maior taxa de crescimento do mundo. Gozam de plena cidadania em Israel, inclusive com representantes na Knesset (parlamento) e o Governo de Israel e seu parlamento assumem, em seu benefício, cuidadosa responsabilidade por sua segurança e bem estar. Os Árabe-Israelenses não são obrigados a prestar nenhum serviço militar, uma vez que isso implicaria em pegar em armas contra seus companheiros Árabes do outro lado das fronteiras. Os Drusos entram para o exército com devoção ilimitada e estão entre os mais apaixonados defensores de Israel...Não faz parte da política israelense a assimilação; não existe nenhum objetivo por parte do governo de “desarabizar” os árabes ou força-los a uma identificação com os objetivos sionistas...”
“O fato de ter alcançado, em l970, uma média de consumo “per capita” de 3.920 libras israelenses, o que é mais alto do que as correspondentes cifras no Japão, em muitos países da Europa ou em qualquer país da América Latina, confirma o ritmo de progresso e desenvolvimento de Israel”. Alguém que soubesse como seria Israel em seu primeiro ano de vida, teria dificuldades em reconhecer o país em seu 25º aniversário. “O espírito de paz e progresso que reina em todas as partes e por todo o país é uma das mais felizes descobertas que um visitante pode fazer”.
Com estas impressionantes afirmações, aqueles dentre nós que conhecemos esta maravilhosa terra, concordaremos sincera e entusiasticamente com os conceitos emitidos.
* N. do T.: Estes são dados de l977. por certo eles devem ser bem superiores em nossos dias.
* * N. do T.: Estes dados são de l977.
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CAPÍTULO V
O DESENVOLVIMENTO AGRÍCOLA DE ISRAEL
À LUZ DA BÍBLIA
O desenvolvimento agrícola do atual Estado Judeu é simplesmente fantástico! Muito devem os Israelenses a homens como o Dr. Walter Clay Lowdermilk, preeminente autoridade americana sobre colheitas e conservação de solos. Há anos que ele vem assessorando e aconselhando os Israelenses ao estudo do que está registrado em suas Escrituras. “Afortunadamente”, diz ele, “ a Bíblia nos diz quais as colheitas que podem florescer nas diversas partes do país. Nós sabemos que os filisteus cultivaram o trigo, porque Sansão, amarrando as caudas de algumas raposas, unindo-as através de suas caudas, atou nelas algumas tochas e soltou-as nos campos de trigo. Elas também correram passando pelas plantações de oliveiras. E, quando Sansão visitava sua namorada, ele passava através dos vinhedos”. “Então,” acrescenta o Dr. Lowdermilk, “todas estas culturas estão dando bom resultado lá, agora”.
O livro de Gênesis conta como Isaque semeou trigo entre Gaza e Berseba e sua colheita foi centuplicada. “Aquele deve ter sido um ano muito favorável”, comentou secamente um fazendeiro judeu a pouco tempo”. Mas, diz o Dr. Lowdermilk, “nós, realmente, obtemos melhores colheitas aqui do que em outras partes”.
O arqueólogo R. A. MacAlister, entre l902 e l909, removeu a cobertura das ruínas de Gezer, a cidade que Faraó deu como dote ao rei Salomão (I Reis 9:l5 e l6). Uma pedra-calendário para agricultura, ali encontrada, dava os vários meses durante os quais se fazia a colheita de determinadas safras. Entre as safras mencionadas no referido calendário, estava o linho que não tinha sido cultivado nessa região por muitas gerações. Nos dias atuais, esta é uma das mais favorecidas colheitas entre os prósperos fazendeiros das cooperativas.
No pouco atraente e quase inóspito vale do Neguev, ao sul de Berseba, não existiu nenhuma colonização por mais de l.300 anos. Mas os especialistas leram em Gênesis que Abraão levou grandes rebanhos de ovelhas e bois para essa região. De onde provinha a água para as pastagens
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do gado? O índice pluviométrico da região e minos de l00mm anuais de chuva.
Conveniados de que a Bíblia não os enganava, os arqueólogos fizeram uma rigorosa vistoria nas colinas. Ali, mesmo nas valas de menor tamanho, eles encontraram restos de diques de rocha, muitos deles de apenas 66 cm de altura. Todos ficavam interligados após meandros e zigue-zagues, formando um complicado sistema de drenagem que captava e armazenava cada gota de chuva.
Conduzidos por robustos ex-batedores do Exército que patrulhavam o Neguev em tempo de guerra, dezoito jovens entre rapazes e moças, em maio de l952, armaram ali um acampamento de barracas. Eles reproduziram o sistema bíblico de conservação de água da chuva com a maior habilidade possível, construindo 40 pequenos diques numa área de l6,25 há. Na primavera seguinte foram gratificados com um luxuriante campo de grama verde que havia florescido, para alimentar o rebanho de cerca de 300 ovelhas.
Lendo que Isaque cavara cisternas ali, os batedores prosseguiram caminhando pelas elevações e colinas rochosas, muito parecidas com a paisagem de um deserto e descobriram cisternas lavradas em pedra calcárea. Situadas no leito de uma barragem feita num escoadouro natural, por onde desce todo o escoamento de águas de chuva, 37 cisternas, cada uma com capacidade de 75.000 litros, estão hoje armazenando água num raio de cerca de l0km.
Viajando por essa região, um guia israelense contou-nos, orgulhosamente, como o General Yigael Yadin, o então Chefe de Operações, se valera da Bíblia para defender seu país. Foi no mês de maio de l948, quando as forças sírias tentaram invadir Israel. O General Yadin lembrou-se do relato bíblico de uma invasão semelhante que havia ocorrido 2.800 anos atrás, quando os arameus-sírios tentaram tal feito, partindo de Damasco.
Estudando cuidadosamente o terreno, o General Yadin concluiu que os sírios, em l948, seriam focados a tomar uma rota semelhante à daquela tentativa de invasão ocorrida há quase três milênios. Dispondo seus homens como os antigos reis de Israel tinham feito, há tantos anos, preparou-se para o encontro com o exército invasor. Os oficiais israelenses, agora já
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familiarizados com os detalhes da antiga batalha, prepararam-se, colocando seus capacetes de aço e empunhando suas metraladoras portáteis Thompsom. Eles avançaram com confiança. O fato de saberem que seus antepassados haviam outrora derrotado e posto em retirada um inimigo nesse mesmo lugar, deu às tropas, em l948, uma grande força moral. O resultado foi uma nova vitória de Israel.
Em dezembro de l948, Yadin usou novamente a Bíblia para suas sortidas estratégicas. Naqueles dias, os israelenses estavam sendo fustigados pelos inimigos no Neguev. A Bíblia menciona uma antiga estrada, esquecida durante séculos, a qual tinha um percurso quase reto até Mushrafa. Uma estrada foi desobstruída por tratores de esteira que empurraram os pesados matacões para o lado. Então, os soldados, em veículos blindados, jipes e caminhões de suprimentos, puseram-se a caminho, ocultos pela escuridão da noite, seguindo essa antiga estrada. Tomando a guarnição inimiga pela surpresa, os israelenses destruíram o sistema de defesa do inimigo e, l4 dias mais tarde, em l948, a guerra havia terminado.
A Bíblia, indubitavelmente, provou ser de valor inestimável na construção do Estado de Israel. Desde que os judeus iniciaram o seu retorno, eles estão empenhados num formidável programa de reflorestamento. Muitas das grandes florestas receberam nomes em homenagem a líderes como chaim Weizmann, Lord Balfour, da Inglaterra, que estabeleceram as bases para a construção da Universidade Hebraica de Jerusalém, bem como o Rei George, monarca inglês, em cujo tempo começou o programa de reflorestamento.
Não somente foram plantadas dezenas de milhões de árvores, como também a Bíblia ajudou a decidir que espécies de árvores seriam plantadas e em que lugares do país elas teriam melhor desenvolvimento. Será que algumas dessas áridas encostas seria adequada para formar a imensa “Floresta dos Mártires”? A resposta foi encontrada no livro de Josué. Ficaram então sabendo que existira ali uma floresta nos dias em que Israel, pela primeira vez, conquistava o país e, sabendo que as árvores crescem mais facilmente onde vingaram e floresceram antes, o prof. Zohary, da Universidade Hebraica de Jerusalém, insistiu que fizessem a experiência. O
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resultado foi um maravilhoso sucesso. “Nós aqui, em Israel confiamos na Bíblia”, disse o professor.
O Dr. Joseph Weitz, proeminente autoridade israelense em reflorestamento, recorda que a tamargueira era uma das árvores que Abraão plantou no solo de Berseba. Seguindo a sugestão de Abraão, eles introduziram naquela mesma região mais de dois milhões de árvores e descobriram que a tamargueira vicejou muito bem no sul do país, apesar da baixa pluviosidade a qual é de apenas l50mm anuais. Pode causar surpresa aos nossos leitores saber que mais de 70 milhões de árvores foram plantadas na terra de Israel durante os últimos 45 anos. Eles lêem com muito interesse passagens das Escrituras como a que está em Ezequiel 36:35 “Dir-se-á: Esta terra desolada ficou como o Jardim do Édem”.
Embora alguns pudessem questionar a profecia de Ezequiel, afirmando que ela não tem ualquer relação com o Israel de hoje, não obstante os fatos já apresentados, sem dúvida, são desafiadores e dignos de um estudo sério. Nada comove mais os corações de tantos israelenses do que a crença de que o que está acontecendo em sua terra é o cumprimento de um propósito divino bem definido. Citemos um exemplo. Em l949, representantes da Agência Judaica elaboraram um programa com a Arábia para libertar 40.000 judeus, mas, quando chegaram lá, encontraram uma nítida indecisão por parte de seus próprios compatriotas. Recordando sua história, os judeus da Arábia sabiam que uma porção de falsos Messias haviam surgido entre os yemenitas, assim estavam com receio de seguir este programa de repatriação. Então, um dos representantes da Agência Judaica informou-lhes que o meio de transporte seria via aérea. Com isso, um deles gritou com entusiasmo: “As asas das águias” Sentindo que este era um sinal do Eterno Elorrim, ansiosamente aceitaram entrar para programa. No passado, naquilo que diz respeito aos meios de transporte, aquela pobre gente jamais teria concordado em dar um passeio de carroça por aquele país, mas lotaram logo os DC-4 e se regozijaram de, por assim dizer, estarem sendo transportados por Israel sobre “as asas das águias”*. Muitos incidentes como esse produziram mudanças na maneira de pensar de muitos judeus de muitas partes do mundo. Certas passagens das Escrituras estão hoje sendo lidas com um novo entusiasmo.
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Embora como já dissemos, seja lamentável que muitos judeus tenham retornado à terra de seus pais com incredulidade, sem convicção, não obstante um vasto número deles têm-se sentido “impelido” a retornar por causa das promessas que Elorrim fez através dos antigos profetas hebreus. As promessas das Escrituras Sagradas, referindo-se às condições no futuro reino de glória, sem dúvida, estão sendo aplicadas ao Moderno Estado de Israel, porque, durante tantos séculos, a Terra Santa foi pouco mais do que um desolado deserto, ao passo que hoje, em certas regiões, é como um Jardim do Éden. As palavras do profeta Isaías são lidas com um interesse renovado. “Em lugar do espinheiro, crescerá o cipreste” (Isaías 55:l3). Embora a fé de muitos esteja obscurecida, não obstante, forçados pelas circunstâncias, eles começam a reconhecer quanta confiança se pode depositar na Palavra do Criador.
Em l9l7 havia em todo Israel, menos de l5.000 árvores e destas a maioria era o terebinto, o carvalho e espinheiros. Mas, hoje, as escarpadas montanhas de Israel estão encobertas com um manto de mais de 60 milhões de árvores em sua maioria coníferas. A meta suprema do Estado de Israel é possuir 500 milhões de árvores.
Uma outra declaração que encontramos no livro de Isaías, diz:
“Estranhos se apresentarão e apascentarão os vossos rebanhos; estrangeiros serão os vossos lavradores e os vossos vinhateiros”(Isaías 6l:5).
“Estrangeiros” e “estranhos” iriam tornar-se seus lavradores e vinhateiros e isto, também, está-se cumprindo. Já nos referimos ao trabalho do Dr. W. G. Lowdermilk, eminente conservacionista. Ele é um gentio criado no Estado de Carolina do Norte, mas este homem teve uma destacada participação, ao ensinar fazendeiros israelenses como lavrar a terra em curvas de nível. Um outro, que não é judeu e, portanto, um “estrangeiro”, é o prof. Dupain. Ele supervisionou o pantio de vinhedos e foi o responsável pelo início de mais uma das grandes indústrias de Israel.
Assim registra Ezequiel, o profeta, as palavras do Senhor;
“Eu multiplicarei os frutos das árvores e o aumento de novidade do campo”(Ezequiel 36:30).
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*N. do T.: Eles associaram esta viagem às palavras do profeta em Isaías 40:31 – “Os que esperam no Senhor...subirão com as asas como as de águias...”
Alguns números serão suficientes para ilustrar aquilo que muitos consideram como cumprimento desta antiga profecia. As plantações de árvores frutíferas aumentaram, num período de cinco anos de 22.062ha em l949 para 29.700ha, em l954. Outros incrementos continuaram de modo que o cultivo de legumes, batatas e amendoim multiplicou-se em mais de 400%, de 4.300ha em l949 para mais de 20.000ha hoje. Israel, agora, é, não somente auto-suficiente em legumes e frutas, mas também exporta grandes quantidades deles.
É amplamente sabido que o deserto do Neguev é o “habitat” natural da acácia marrom-amarelada ou acácia do deserto. E o “grande aqueduto do Neguev” que alimenta milhares de aspersores, torneiras e canos de irrigação, é uma inspiradora vista! Esta terra que foi, outrora, um deserto está agora, sendo regado em abundância desde a Galiléia, ao norte.
As familiares palavras de Deuteronômio 32:l3 de que o Altíssimo achou jacó num deserto e levou-o a uma terra onde ele poderia “chupar...o azeite da dura pederneira”, tem um significado real para esta geração. Nos dias de Moisés ou até mesmo nos dias dos apóstolos, o petróleo tinha pouco ou nenhum valor como artigo industrial. Mas, hoje, a indústria movimenta-se em grande parte com o petróleo. Os Estados Unidos necessitam de três galões de petróleo para cada homem, mulher e criança, diariamente, para o seu conforto à indústria e necessidades domésticas.
Quando o petróleo foi descoberto pela primeira vez, em Israel, o anúncio foi feito pelo rádio. Então, depois de uma transmissão, anunciando o novo achado, foram lidas estas palavras de Moisés: “...e óleo da dura pederneira”. Embora muitos dos israelitas, impregnados na tradição do Velho Testamento(Primeira Aliança) considerem o progresso da sua nação como cumprimento destas antigas profecias, não obstante alguns negligenciam em ver qualquer significado escriturístico nos acontecimentos em sua terra; eles perderam a confiança na Bíblia. Não deveríamos nós orar por eles?
Ainda que a aplicação de algumas destas passagens da Escritura Sagrada, quanto aos acontecimentos no moderno Estado de Israel, possa ser
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questionada por alguns leitores, não obstante é significativo o fato de que os movimentos, dentro do Estado de Israel, hoje, são orientados pela Bíblia, pelo menos na mente dos seus líderes e requer nossa cuidadosa consideração. Ninguém pode negar que o que, outrora, foi um deserto, é hoje uma terra, desabrochando como uma rosa e regiões atravessadas, apenas, por beduínos com seus rebanhos e manadas, procurando pastagem bastante para mantê-los vivos, são hoje ondulantes trigais. Será que os contrastes da terra de Israel hoje com a Palestina do passado tem algum significado para nós? Acreditamos que os capítulos seguintes poderão dar-nos a resposta.
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CAPÍTULO VI
ISRAEL DECLARA SUA INDEPENDÊNCIA
Nem todas as campanhas militares, envolvendo Israel, ficaram no passado. O maior conflito de todos os tempos, quando toda a humanidade estará envolvida, está mais perto do que a maioria das pessoas imaginam. Nos capítulos precedentes, nós apresentamos um quadro impressivo e feliz da restauração de Israel conforme está delineado nas profecias bíblicas. Os mesmos profetas que predisseram sua dispersão, também prognosticaram seu retorno, quando haveria de tornar-se, outra vez, uma força nacional na Terra de Israel. Esta poderia, muito bem, ser a ocasião para que ocorra aquele trágico conflito que alguns dos profetas hebreus descreveram, durante o qual uma grande confederação de nações invadiria esta terra, ameaçando destruir, não somente Israel, mas todo o conhecimento acerca do Elorrim de Israel.
Há muitos anos, um arguto observador de fatos in loco daquela região e conceituado escritor, notou o modo como as coisas foram se desenrolando e reconheceu nisso um cumprimento de algumas das profecias que se encontram na Palavra de Elorrim. Ele publicou suas convicções num grande volume ao qual já nos referimos. Tratando sobre o passado, o presente e o futuro de Israel, ele fez as seguintes declarações.
Há vinte e cinco séculos, um cativo e desconhecido judeu da cidade de Babilônia, escreveu um livro no qual ele apresentou um quadro em linguagem inconfundível e de descrição vívida e realista, exatamente sobre os eventos que estão agora acontecendo na Palestina. Ele falou de um tempo então muito distante, que estava ainda no futuro desconhecido, em que a terra da Palestina, sua antiga pátria, haveria de voltar à sua antiga fertilidade depois de um longo período de desolação Ele falou também que eles seriam “recolhidos dentre muitos povos” para serem levados `sua própria terra onde eles habitariam em segurança...sem muros, sem ferrolhos nem portas (sem dúvida uma observação muito singular naquela época em que todas as cidades eram construídas dentro de maciços muros, para proteção contra os inimigos); ele, também, falou de uma grande amálgama de nações orientais... as quais lançariam seus olhos cobiçosos sobre a
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Palestina, ao mesmo tempo em que os judeus estariam vivendo pacificamente na Palestina outra vez, depois de serem “congregados de entre as nações”.
Como foi que este humilde judeu, um cativo que vivia em exílio, na Babilônia, soube tudo isto?
Ninguém pode questionar a fidelidade e a exatidão destas afirmações proféticas. A história que está, agora, sendo feita, testifica todos os dias da maravilhosa exatidão da profecia de Ezequiel. Podemos buscar os registros históricos do passado e consulta-los de ponta a ponta, mas nenhum cumprimento desta profecia está registrado neles. Costuma-se dizer que esta profecia, especificamente, pertence aos “últimos anos”, isto é, ao tempo no qual estamos agora vivendo...E elas foram escritas para “advertência nossa sobre quem os fins dos séculos tem chegado”(I Cor. 10:11).Through Turmoil to Peace, A.W. Anderson, págs. 323,324.
Já, em l854 D.C., Walter Chamberlain, perspicaz especialista e teólogo britânico, em seu livro intitulado The National Resources and Conversion of Israel ( Os Recursos Nacionais e a Conversão de Israel) afirmou mui claramente suas convicções. Comentando sobre as profecias de Ezequiel ele disse:
“De tudo aquilo que eu poderia inferir, a futura restauração de Israel será inicialmente gradual e pacífica; uma restauração permitida, se não assistida e encorajada ou protegida. Eles retornarão para ocupar integralmente a terra, tanto cidades como aldeias; ali ficarão estabelecidos, tornar-se-ão prósperos e sua riqueza aumentará, antes que a grande confederação de povos no Norte seja formada contra eles”.
A profecia à qual ele estava referindo-se era, evidentemente, a de Ezequiel 38, a qual, de maneira tão clara, indica o tempo em que estas coisas haveriam de ocorrer. “Será nos últimos dias”, diz o profeta no verso 16. Antes de tratarmos destas profecias, convêm enfatizarmos, novamente, a solidez e firmeza deste inspirado conselho: “Nenhuma profecia da Escritura provém de particular interpretação”(II Pedro 1:20). A edição revisada traduz “de alguma auto-interpretação”. Qualquer interpretação das
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palavras proféticas deve estar em harmonia com todas as outras “palavras da verdade”. Havendo já enfatizado num capítulo anterior o significado da expressão “últimos dias”, reconhecemos que Ezequiel não poderia estar referindo-se ao tempo em que estava vivendo, pois as Escrituras falam desse tempo como “os dias antigos”. Nem poderiam “os últimos dias” ter qualquer referência aos eventos depois do milênio, porque, então,o tempo não terá absolutamente nenhum significado; nós estaremos na eternidade. A expressão “últimos dias” aplica-se especificamente ao tempo pouco antes do fim dos tempos.
Durante 200 anos estudiosos das profecias andaram antecipando o cumprimento das predições de Ezequiel e alguns foram precisos em suas interpretações, dizendo, com exatidão misteriosamente fantástica, os passos que levariam até o retorno de Israel e também a futura invasão que será por uma grande confederação de povos do Norte. O Dr. John Thomas, um outro especialista Inglês, comentando Ezequiel 38, versos 8-11, disse em seu livro Elpis Israel:
“Eu creio que haverá uma colonização pré-advento e limitada colonização do país dos judeus....e que a prosperidade dessa colônia....será a causa da invasã deste país por “Gog”.
O poder a quem se faz referência como sendo “Gog” e apresentado em Ezequiel 38:2 e 3 desempenha um importante papel na luta de Satanás contra o Elorrim Todo-Poderoso. É por isso que foi dito ao profeta para volver o seu rosto contra “Gog”. A razão pela qual o Senhor fala assim tão explicitamente contra esse poder, está claramente revelada no verso 7, onde Ele diz: “prepara-te tu e todos os teus companheiros que estão associados a ti e sê tu uma guarda para eles”. A tradução de Fenton, diz: “Sê tu o comandante deles”. A New English Bíble fala “de uma grande concorrência de povos contigo” e na nota explicativa diz, “vós sereis o seu principal ponto de reunião e reorganização”, isto é, “seu comandante, seu chefe, seu marechal de campo”.
É bem possível que alguém pergunte, qual é a razão para existir essa grande confederação? Uma porção de coisas poderiam ser sugeridas. A prosperidade desta terra e sua inédita riqueza mineral e agrícola está já fazendo com que olhos invejosos e ciumentos se concentrem na terra de
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Israel. O autor de Elpis Israel, de maneira notável, fez prognóstico de certas etapas que ele acreditava que levariam ao retorno de Israel à sua pátria. Este estudioso da profecia também predisse, com base na profecia de Ezequiel, que os lucros financeiros de Israel seriam a causa de uma grande invasão da terra de Israel. Até mesmo predisse do retorno de Israel com incredulidade. Note estas palavras:
A colonização precursora da Palestina será um evento baseado sobre princípios puramente políticos e os colonizadores judeus retornarão com ceticismo. Eles emigrarão para lá como agricultores e comerciantes na esperança de, finalmente, estabelecerem sua nação....”
A precisão desta afirmação teológica desafia o nosso pensamento. “Os colonos judeus”, disse ele, “retornarão com ceticismo”. Entretanto, a despeito de sua incredulidade, este povo disperso tem, dentro de si, um inato anseio para retornar à terra de seus pais.
Algumas coisas, entretanto, têm que acontecer para fazer com que seu retorno seja possível. Eles nunca poderiam ter emigrado para lá sobre o reinado do sultão. O colapso do Império Otomano com o término da 1ª Guerra viu seu debilitado território ser dividido nos países que hoje se chamam Iraque, Irã, Kuwait, Jordânia, Síria, Israel, etc.
Antes da 1ª Guerra Mundial, a Grã Bretanha, em muitas ocasiões, havia protegido o Império Otomano contra implacáveis inimigos. Mas, em l9l4, quando os turcos uniram-se às potências da Europa contra o Império Britânico, isso mudou, por completo, sua situação. O Império Otomano, com esta decisão, assinou seu atestado de óbito como potência.
Durante os duros combates daquela guerra, o então Presidente da Organização Sionista Mundial, Dr. Chaim Weizmann, iniciou conversações com o governo da Grã Bretanha ao qual fez uma proposição. Ele era um dos mais renomados químicos do mundo e havia descoberto um meio de produzir álcool a partir da madeira e aperfeiçoar valiosos explosivos de cuja disponibilidade tinham tanta urgência para a manufatura de armamentos. Oferecendo aos ingleses os direitos exclusivos deste segredo industrial, ele estabeleceu seu preço – “a criação de um território que servisse de um lar nacional para os judeus na Palestina”. A troca foi “feita
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sem demora” e os ingleses, fechando o acordo, começaram, imediatamente, a estudar os meios que pudessem torna-lo realidade.
Quando a guerra chegou ao seu fim, os representantes das nações sentaram-se à mesa de conversações em Versailles, para discutir o futuro do mundo, especialmente do Oriente Médio; insistiu-se para que a Grã Bretanha aceitasse a responsabilidade de exercer autoridade e governar o pequeno território da Palestina sob as condições de um mandato. Ao cabo de muito debate e considerações, os Ingleses aceitaram relutantes, já que eram grandes conhecedores dos complexos problemas da Palestina.
“Sob a eficiente proteção da influência britânica, as coisas começaram a mudar rapidamente na Terra Santa”, diz um escritor. Quando a 1ª Guerra Mundial começou em l9l4, havia menos de 90.000 judeus vivendo em toda a Palestina. Por volta de l935, esse número aumentou para 300.000. Quando o Estado de Israel foi estabelecido em l948, em virtude do sucesso do programa de imigração durante o mandato britânico, o número de judeus havia sido mais do que duplicado para 650.000. Hoje existem mais de 2.500.000 israelenses* morando ali com mais de 400.000 árabes e outros, vivendo em relativa harmonia. A proteção britânica e o encorajamento trazido pelo forte programa de imigração, aumentou grandemente o prestígio judaico. Mas isso também, trouxe muita aflição às nações vizinhas.
Cem anos antes de o moderno Israel haver declarado sua Independência, o Dr. Thomas, a quem já nos referimos, previu o que aconteceria na Terra Santa, dando disso um claro perfil. Há mais de um século, ele disse:
“Uma outra potência amiga de Israel deverá então ter-se tornado num supremo poder sobre o país, que poderá garantir-lhes proteção e atemorizar as tribos circunvizinhas....
Mas, que parte do mundo deveremos considerar, para acharmos uma potência cujos interesses farão com que se sinta inclinada, como o pode, a implantar nas montanhas de Israel a bandeira da civilização?...
Eu não sei se os homens que, atualmente, dirigem os destinos da política externa da Inglaterra acolhem a idéia de incentivar esta colonização, concordando que seja feito por judeus; suas intenções atuais, entretanto, não têm nenhuma importância, de uma maneira ou de outra,
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porque eles serão compelidos pelos eventos que logo haverão de acontecer, para fazer aquilo que, em circunstâncias reais, céus e terra combinados não poderão persuadi-los a fazer...
O dedo de Elorrim indicou um caminho a ser seguido pelos britânicos do qual não podem fugir e o qual seus conselheiros não somente estarão inclinados mas ansiosos para adotar, quando a crise se abater sobre eles”(Elpis Israel, págs. 441 e 442).
Este homem de larga visão, estudioso das profecias, não viveu para testemunhar o cumprimento da profecia de Ezequiel, pois partiu para o seu descanso em l87l. O que diria ele, se estivesse vivo hoje? E o que é que fez este especialista ser tão confiante? Foi sua crença de que “a Palavra de Elorrim permanece confirmada”. As Escrituras declaram:
“Temos, assim, tanto mais confirmada a palavra profética, e fazeis bem em atendê-la como a uma candeia que brilha em lugar tenebroso”(II Pedro 1:19).
A proposta de que os ingleses usariam sua força e prestígio para estabelecer um lar nacional para os Judeus. Era inimaginável antes da 1ª Guerra Mundial, mas nós vivemos para assistir a esse acontecimento assombroso para o mundo. Outros estudiosos da Palavra de Elorrim enfatizaram sobre a importância das profecias concernente à Israel.
Um ilustre estudioso americano, Increase Mather que, durante l5 anos, foi Presidente do Harvard College (hoje Universidade de Harvard) e incidentalmente o primeiro teólogo em Divindade, formado numa universidade, no tempo dos Estados Unidos Colônia, publicou seu livro oito anos após haver retornado da Inglaterra para Boston. Este livro – The Mistery of Israel‟s Salvation (O Mistério da Salvação de Israel) – explorou as críticas profecias concernentes à restauração de Israel, assinalando que os judeus retornariam à Palestina e voltariam a ser uma nação, fato que bem poderia conduzir a uma regeneração espiritual. Ele era ministro da igreja Congregacional e foi uma influência poderosa na América Colonial. Veremos mais adiante que seu livro precedeu o Elpis Israel de Thomas em cerca de oito anos.
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Depois, um outro estudioso, Dr. John Cumming, contemporâneo do Dr. Thomas, escreveu The Destinity of Nations (O Destino das Nações), publicado em l864. Todos estes homens concordavam a respeito daquilo que acreditaram que iria acontecer a Israel. Concernente aos judeus, ele disse:
“Como aconteceu no passado que, como nação eles tenham sido dispersos por todas as terras e, além disso, insultados, segregados e sozinhos entre as nações, as predições de sua restauração, estão em palavras tão claras, apenas que ainda não se cumpriram (lembrem-se de que escreveu isso em l864). Como uma nação eles foram cortados e dispersados e é como uma nação que eles serão recolhidos e restaurados”.
Um último ato, Entretanto, desta história grandiosa e dramática deste povo extraordinário está ainda faltando para que fique completa. Embora sua restauração pareça claramente predita e reclamada, quem, entretanto, estenderia a mão para mudar o cenário e fazer com que apareçam os atores? O tempo, naturalmente, tem cuidado disto.
Nós nos referimos a apenas alguns dos muitos intérpretes das profecias que, apesar de não terem vivido para ver o desenrolar dos fatos, estavam convictos do futuro da nação judaica.
Muito embora seja interessante notar o que os estudiosos disseram acerca dos judeus, há décadas e, até mesmo em séculos passados, é também de vital importância que nos inteiremos daquilo que está acontecendo agora. Para fazer isso nós, agora, entramos numa das áreas mais delicadas do cenário que se descortina.
Tendo já nos referido ao papel dos ingleses no restabelecimento de Israel e sua influência nos últimos anos da 1ª Guerra Mundial, nós não devemos deixar passar despercebido o fato de que, além de ter patrocinado o programa da criação de um território para a repatriação dos judeus na Palestina, a Grã Bretanha também empenhou-se em proteger os árabes. Conseguir satisfazer a ambos os grupos era tarefa que exigia cautelosa diplomacia.
Durante centenas de anos, os árabes haviam sido os defensores de seus lugares santos na Palestina. Estes lugares são altamente venerados por eles. Os britânicos estavam, naturalmente, bem a par disso e uma das
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primeiras coisas que o General Allenby fez, quando ele e seu exército entraram em Jerusalém, em 7 de dezembro de l9l7, foi colocar um cordão de isolamento formado por tropas de muçulmanos-hindus ao redor dos lugares tão sagrados para os maometanos. Desde então tudo foi feito para resguardar as convicções religiosas de tantas religiões diferentes que são parte integrante da população da Palestina. E deve-se dizer, para crédito dos judeus que, a despeito da tragédia das guerras que se têm abatido neste pequeno território desde l948, aqueles lugares sagrados estão ainda intactos, como o pode atestar qualquer pessoa que visite a Terra Santa. Os judeus têm demonstrado e continuam demonstrando admirável respeito para com os lugares sagrados dos maometanos.
Quando a Grã Bretanha aceitou o mandato que lhe foi designado pela antiga Liga das Nações, ela o fez com muita apreensão e receio, sabendo quão difícil seria a situação. E, durante os primeiros vinte anos, pelo menos, ela conseguiu manter sua promessa inviolada e íntegra. Mas as pretensões começaram a formar-se e é triste e lamentável que um programa que começou de maneira tão prestativa e profícua e tanto fez para apaziguar os temores dos povos do Oriente Médio, deteriorasse tristemente até, finalmente, a situação tornar-se insuportável. Finalmente, os Ingleses retiraram-se, entregando-o à responsabilidade das Nações Unidas, pois a antiga Liga das Nações, não suportando o peso das pressões políticas, desaparecera alguns anos antes. As Nações Unidas já haviam feito a partilha da Palestina na esperança de estabilizar a situação. Mas isto também constitui-se num grande desapontamento, na verdade, um desastre.
Percebendo que os judeus estavam para declarar sua independência, os árabes palestinos mostraram sua determinação de resistir ao intento dos judeus. No Palestine post de 27 de fevereiro de l948, apareceu este pronunciamento direto e franco:
“Os árabes da Palestina consideram que, qualquer tentativa por parte dos judeus ou qualquer potência ou grupo de potências, para estabelecer um Estado Judeu em território árabe, é um ato de agressão que será resistido em defesa própria pela força.
Os árabes da Palestina fizeram uma solene declaração perante as Nações Unidas, perante Elorrim e a História, que nunca se submeterão ou
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se renderão a qualquer potência que for à Palestina para forçar a partilha”.
Alguns dias mais tarde, o mesmo jornal trazia esta opinião contrária por parte dos judeus.
Nós respeitamos inteiramente a autoridade das Nações Unidas, mas, se ela não puder levar a cabo sua própria decisão e, em conseqüência disso, a comunidade judaica da Palestina se defrontar com a ameaça da aniquilação, esta última será compelida pelas considerações de pura sobrevivência a mudar de rumo para sobreviver, sem falar da preservação de seus direitos, de tomar todas as medidas necessárias que a situação exigir...
Nós esperamos que não haja necessidade de conflito prolongado e sério na Palestina. Nós não desejamos a guerra com nossos vizinhos, somente paz e cooperação. Dentro da estrutura do plano que exige dois Estados Independentes, ligados numa união econômica, existe uma possibilidade para esta paz e cooperação”(palestine post, 8 de março de l948).
Enquanto judeus e árabes aguardavam a palavra final do Conselho de Segurança das Nações Unidas, os acontecimentos na Palestina, caminhavam rapidamente, rumo a um sério conflito. A violência estava constantemente em erupção e, como diz William L. Hull:
“Uma luta, tipo Davi e Golias, estava começando a tomar forma e nela os judeus foram excedidos em muitas vezes em seu número e Davi foi encolhido para menos da altura do joelho de Golias”(The Fall ando f Israel, pág. 307).
Mas desigual como foi a luta, os judeus foram rapidamente movendo-se para as fortalezas do país. Muito brevemente a cidade de Tiberíades se tornou palco de lutas. Mas os israelenses capturaram toda a cidade e depois continuaram sua marcha para se estabelecerem na Galiléia oriental. Primeiro foi o vale de Basã e depois o Vale de Jezreel tornaram-se possessão de Israel. Lutas constantes tinham acontecido durante meses, dentro e ao redor de Haifa. Ali, a população foi quase uniformemente
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dividida e ainda está. No fragor da luta, os ingleses planejaram retirar-se de cena:
“O General Stockwell, comandante britânico daquela área, informou aos líderes árabes e judeus na manhã de 21 de abril que ia evacuar a cidade, exceto a área do porto e que ele já não seria o responsável pela própria cidade. Ele, escrupulosamente, manteve a palavra... Mostrou o que um comandante justo e honesto pode fazer, se o desejar”(Ibdem, pág. 312).
Tornou-se, logo, evidente que os israelenses assumiram o controle da cidade. E, Então, veio a público um dos mais infelizes acontecimentos de todo o conflito. Muitos árabes fugiram de barco para o Líbano e outros fugiram para Acre. Eles haviam recebido instruções do Superior Comitê Nacional Árabe, cujos dirigentes estavam eles próprios fugindo, para que escapassem, através da fuga. Quando viram seus líderes partirem, eles, apressadamente, apanharam o que puderam de seus pertences e se foram. Pode não ser do conhecimento de todos, mas a História registra que os judeus instaram com eles para que permanecessem e até mandaram sair seus caminhões com alto-falantes, dizendo aos árabes que eles não sofreriam nenhum dano, mas receberiam todos os cuidados. Mas, lamentavelmente, tudo isso de nada adiantou. William Hull, testemunha ocular, observou como foi espantoso o fato de tantos conseguirem fugir tão depressa:
“mais tarde, quando os judeus atacaram e capturaram Acre, os fugitivos de Haifa que haviam procurado refúgio ali, tornaram-se novamente fugitivos, desta vez juntando-se a eles os cidadãos de Acre. Ninguém ficou mais surpreso do que os próprios judeus com o seu êxito em conseguir capturar Haifa completamente em, aproximadamente, 30 horas de luta”(Ib. pág. 312).
Mais de um repórter fez comentários sobre a fuga. Nas palavras de um deles, foi, “um tanto misterioso e até mesmo miraculoso!” Cerca de 800.000 árabes vindos tanto do norte como do sul da Palestina, achavam-se mais tarde, nos campos de refugiados. Os Israelenses sustentam que, se aqueles árabes tivessem permanecido onde estavam, eles teriam sido
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igualmente beneficiados como os atuais 450.000 dos seus compatriotas que têm estado sob a proteção do Governo de Israel.
Em 12 de abril de l948, o Conselho Provisório que, mais tarde veio a se tornar o Governo do Estado Judaico, anunciou ao mundo a intenção dos judeus de declarar sua independência. A conclusão da resolução do Conselho Principal não deixou espaço para equívocos ou mal-entendidos. Assim rezava:
“Nós resolvemos, neste dia, que o término do mandato para o governo de administração da Palestina marcará, de fato, o fim de toda dominação estrangeira neste país. Com o término deste governo, sob regime de mandato, o Governo do Estado Judeu começará a existir.
Nesta hora, voltamo-nos para os cidadãos árabes do Estado Árabe e nossos vizinhos árabes. Nós lhes oferecemos paz e amizade. Nós desejamos construir nosso Estado em comum com os árabes como cidadãos em igualdade de direitos.
Nossa liberdade e a deles, seu futuro e o nosso fundamentam-se no esforço comum. Confiantes na justiça de nossa causa, estamos dispostos a dar tudo de nós para sua realização e conclamamos aos judeus de todas as terras e especialmente os da Palestina, a cerrar fileiras para levarmos a cabo esta sublime tarefa.
Fortificados pela fé, nós apelamos a todas as nações que nos concedem este direito à nossa própria salvação e depositamos nossa confiança em Elorrim, o Senhor de Israel”(The Palestine Post, 13 de abril de l948).
Como todo mundo sabe, o Mandato findou um minuto depois da meia-noite do dia l4 de maio de l948. Naquele mesmo dia, uma sexta-feira, às 4 horas da tarde, um homem gordo e de pequena estatura, semblante firme e enérgico, uma auréola de cabelos brancos e espessos, permanecia de pé no Museu de Tel Aviv e depois de cantar o Hino Nacional Judaico, iniciou o discurso que culminou com os rápidos acontecimentos dos últimos poucos dias. O discurso de David Bem Gurion e os atos daquele dia foram chamados de “o mais importante acontecimento na vida de todo o povo de Israel desde o ano 33 D.C.” O leitor encontrará o texto completo
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da Declaração da Independência no apêndice, o qual deverá ser lido com muito interesse.
Depois de declarar que a nação judaica estava estendendo a mão da paz a todos os vizinhos, para o bem comum, ele disse:
“Com confiança no Elorrim Todo-Poderoso, nós colocamos nossa mão sobre esta Declaração, nesta sessão do Conselho Provisório do Estado, sobre o solo da terra natal, na cidade de Tel Aviv, nesta véspera do Sábado, no 5º dia de Iyar, 5708, dia l4 de maio de l948”.
Trinta e sete assinaturas aparecem no fim desta Declaração. Foi, sem dúvida, um momento histórico – de certo modo, o mais singular na História judaica. Nunca, desde o dia em que Elorrim chamou a Abrão de Ur dos Caldeus e prometeu que, através dele, todas as nações da terra seriam benditas, houve um evento político de maior significado naquele pequeno país.
O editorial do Palestine Poste, de 8 de março naquele ano, dizia:
“Ninguém lamentará mais do que os judeus o modo como os ingleses partiram deste país. As grandes esperanças que o mundo tinha e não menos importantes, como as de estadistas árabes de visão tão ampla, como o falecido rei Faisal e amigos tão compreensivos dos árabes, como Lawrence, desvaneceram-se em desapontamento, amargura e rancor.
O sangue derramado trinta anos atrás, na gloriosa aventura de libertar a Terra Santa dos Grilhões da nação, tornou-se mudado e se enlameou na sordidez da atual luta, a qual nunca poderia ter acontecido, se os ideais das primeiras gerações não tivessem sido abandonados.
Apesar de tudo, quando a angústia e o ódio de hoje estiverem esquecidos, o primeiro serviço prestado pela Grã Bretanha à Palestina e, através da Palestina, ao mundo, será lembrado. E, na História judaica, que é longa e ciosamente preservada, os nomes de Balfour e Lloyd George serão repetidos e abençoados como o neme de Ciro da antiguidade e neles a Inglaterra que eles representavam, será também abençoada”
Estas palavras de William L. Hull, que viveu a experiência daqueles turbulentos meses, são significativas:
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“Deste modo, o novo Estado teve seu início num dia de Sábado. Parecia ser um símbolo da esperança que vive no coração de cada judeu de que o descanso de um Sábado poderia vir através deste novo estado para este povo cuja vida tinha sido unicamente uma vida de jornadas sem destino, lutas e sofrimentos. A sua semana de labores teria perdurado tanto de penetrado pelo futuro adentro – tivessem eles realmente considerado o seu descanso?”(Fall and Rise Of Israel, pág. 324).
Multidões de judeus em todas as grandes cidades do mundo entraram num período de grande regozijo. O Palace Theater, de Londres, foi lotado até a última poltrona da galeria mais alta pelos líderes da Comunidade Judaica da Inglaterra.
“Havia uma grande multidão de líderes judeus e convidados especiais no palco, mas uma cadeira da primeira fila permaneceu vazia. Ela devia ter sido ocupada pela Sr. Blanche Dugdale, que era cristã e sobrinha da Lord Balfour. Ela pertencia à estirp dos mais destemidos advogados e defensores do povo judeu. Os judeus não possuíam uma amiga mais leal. Seguindo os passos de seu ilustre tio, ela trabalhou, sem cessar e, provavelmente, até foi impopular entre os britânicos em favor do Estado Judeu. Mas sua cadeira permaneceu vazia: ela havia morrido um dia antes”(Ibid.,pág. 325).
Após ter sido devidamente estabelecido o Estado Judeu, começaram a considerar sobre a necessidde de um programa de imigração com entusiasmo renovado. Em Ezequiel 38, o capítulo que estamos considerando, lemos sobre “uma terra de cidades sem muros”, e um povo “que está em descanso, que habita em segurança, todos habitantes sem muros e, não tendo trancas nem portas”. O versículo 12 declara que:
“eles são um povo que foi trazido de todas as nações, o qual tem gado e bens e habita no meio da terra”.
A New English Bible, diz assim:
“Povo que adquiriu gado e bens e fez seu lugar de morada naquele que é o verdadeiro centro do mundo”.
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Falando sobre Jerusalém o Senhor diz:
“Esta é Jerusalém. Eu a tenho estabelecida no meio das nações”(Ezequiel 5:5).
Jehan de Mandevelle (Sir John Mandeville), em seu famoso livro TRAVELS, escrito há 600 anos disse:
“Terra Santa, que os homens chamam Terra da Promessa ou do mandado, excedendo a todas as outras terras, amais digna terra, a mais excelente... a rainha de todas as outras terras,... coração e parte central, como que o meio do mundo”.
Esta estreita faixa de terra é o traço de união de três importantes continentes – Ásia, Europa e África. Ela marca a trilha das grandes rotas comerciais, conforme nos indicam os mais antigos registros da raça humana, e é o ponto de encontro de três grandes religiões. Ezequiel 38:8 fala sobre “a terra que se recuperou da espada, ao povo que se congregou dentre muitos povos sobre os montes de Israel que sempre estavam desolados; este povo foi tirado de entre as nações e todos eles habitarão em segurança”. E isto será “nos últimos anos” ou “nos últimos dias” (versos 8 e 16).
Não pode haver nenhuma dúvida de que é a terra a que o profeta Ezequiel se referiu em sua profecia. Ele foi, não somente específico quanto ao lugar, mas também com relação ao tempo. De acordo com o que já foi mencionado, este capítulo 38 de Ezequiel tem sido e ainda é aplicado aos eventos imediatamente anteriores ao fim dos tempos por muitos especialistas bíblicos em nossos dias, tanto judeus quanto cristãos. O mundo todo sabe que, tão logo Israel declarou sua independência, já seus vizinhos empreenderam a guerra. Apesar de, em l948, não ter existido um único refugiado sequer, ainda assim o país foi invadido por seis vizinhos de Israel. Os refugiados não são a causa real das guerras árabe-israelenses. Está claro que algumas nações estão determinadas a verem-se livres de Israel.
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No capítulo XVIII “Israel e o Armagedom”, nós desenvolvemos certas áreas de estudo, que apresentam algumas revelações aterradoras que dizem respeito, não somente ao futuro imediato de Israel, mas, também, ao do mundo. A reivindicação peremptória de Israel pela sua independência bem poderia ser um evento de toda uma cadeira de acontecimentos que poderiam levar ao clímax da história da Terra.
O fato de Israel estar no centro da crise internacional de nossos dias é tremendamente evidente para todos. Apesar de não se poder afirmar com certeza, mesmo assim todos os observadores bem informados compreendem a tremenda responsabilidade de um ataque, sem precedentes, que partirá de uma gigantesca confederação de nações, inspirada e guiada pelas forças satânicas do ateísmo. E isto será pouco antes do fim dos tempos. Tudo aponta para o fato de que isso está muito próximo.
A guerra é sempre trágica, mas a causa da guerra é, muitas vezes, passada por alto. As Escrituras Sagradas afirmam que a causa básica é o pecado. “Donde vêm as guerras e pelejas entre vós?”, diz Tiago. “Porventura não vêm disto, a saber, dos vossos deleites, que nos vossos membros guerreiam?”(Tiago 4:1 e 2). O homem, por natureza, é egoísta e egocêntrico. A determinação de satisfazer metas e objetivos egoístas, leva os indivíduos, assim como as nações, à guerra. Para termos um mundo sem guerras, nós temos que ter primeiro um mundo sem pecado. E graças a Elorrim, está vindo o dia em que já não mais existirá o pecado. Mas, por enquanto, vivemos em um mundo de violências, luxúria e ganância. Assassinatos políticos e rebeliões parecem ser a ordem do dia. Temendo ataques militares terroristas, Israel esforça-se para estar preparado.
Como prova do seu preparo, Israel o demonstrou naquele brilhante resgate, quando mais de l00 reféns foram arrebatados das garras da morte e trazidos da África para seus lares em Israel. O mundo não esquecerá, tão cedo, aquele grande e humanitário resgate de Entebe.
Uma recente nota divulgada pela Associated Press de Tel Aviv diz que “Israel tornou-se um dos principais exportadores de armas, equiparando-se à Suíça, Itália e Suécia na venda de armas para governos estrangeiros...”
“A indústria de armamentos é uma das maiores fontes de emprego em Israel, com dezenas de milhares de trabalhadores, fabricando de tudo,
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desde munição miúda até aviões de combate a jato. A metralhadora portátil Uzi, de fabricação israelense, por exemplo, é vendida para mais de sessenta países”.
A divulgação da notícia descrevia alguns itens como as ogivas “Gabriel Millile” – “com poder explosivo de l40kg” e “um alcance de 32km”, e o “shafir” o sistema de míssil ar-ar o qual, alegam, “pode ser usado contra aviões em altitude de quase 22.000 metros”.
O maior problema de Israel, no presente, não é de produção nem de comércio, mas de sobrevivência. Há algum tempo, atribuiu-se ao Primeiro Ministro de Israel a frase “nossa luta não é sobre em que terra haveremos de viver, mas, sim, se, pelo menos, viveremos”. Desde outubro de l973, Israel vem reformulando sua força militar e tem gasto 35% de seu orçamento nacional com seu sistema de defesa, comparados com, digamos, 8% nos Estados Unidos. E, além disso, o serviço militar obrigatório foi aumentado de dois anos e meio para três anos para os homens; e, de vinte meses para vinte e quatro meses, para as mulheres. Quase todos os homens, fisicamente aptos, são obrigados a passar cerca de cinco semanas por ano, servindo com reservistas. “A Guerra do Yom Kippur foi e ainda constitui um choque para nós”. “O número de nossas baixas (2.569 mortos e 7.500 feridos) e o tremendo custo da guerra (nove bilhões de dólares, o quê significa, por alto, o produto nacional de um ano)...nós vamos continuar a sentir...durante diversos anos pela frente”(George Michaelson, Parade Magazine, outubro de l976).
Quando Israel declarou sua independência, fé-lo com segurança e grande esperança de estar em paz com seus vizinhos. Mas a história recente tem mostrado quão fúteis são os planos humanos. A grande pergunta é: Onde terminará tudo isso?
O capítulo XVIII transporta-nos até o clímax da história humana – “a batalha do grande dia do Elorrim Todo-Poderoso” ou o Armagedom – quando o mundo todo, liderado pela trindade satânica de “o dragão, a besta e o falso profeta” desafiar o Elorrim de Israel.
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CAPÍTULO VII
É PERMANENTE A INDEPENDÊNCIA
DE ISRAEL
Nenhum povo, ao longo da História, revelou maior capacidade de adaptação e versatilidade do que os judeus. Apesar de oprimidos, desprezado e rejeitado, este povo ajustou-se aos mais variados ambientes para onde foi espalhado. Mesmo golpeados e ultrajados, os judeus sempre acariciaram em seus corações a esperança de que, algum dia, a nação retornaria à sua terra natal. Esta esperança cristalizou-se no programa político conhecido como o Movimento Sionista.
Diz-se que o Dr. Theodor Hertzl, fundador daquele Movimento, visitando certa vez o Kaiser Wilhelm da Alemanha, solicitou que ele negociasse a compra da Palestina para os Sionistas. Eles possuíam dinheiro e pagariam por isso. O Kaiser fez uma visita à Terra Santa em l912, mas retornou à Alemanha, ele recusou-se até mesmo a conceder uma entrevista ao Dr. Hertzl. O fato é que se unira numa aliança com o chefe do decadente Império Otomano. Dois anos mais tarde, em l9l4, o mundo viu-se mergulhado numa guerra global. Esta pôs um fim, não somente ao império Otomano, como também ao Império Germânico. O General Allenby da Grã Bretanha, sendo ele próprio de descendência judaica e também um gênio na arte militar, quebrou a resistência Turca e libertou a Palestina da cominação Otomana. Por este fato, foi-lhe concedido um título da nobreza britânica – “Conde do Meggido”. Não somente se transformou a totalidade do Oriente Médio, como também foram intensificados os anseios do disperso povo de Israel.
Na época em que teve inicio a 1ª Guerra Mundial, o barão Edmond de Rothschild, juntamente com vários outros judeus ricos, estiveram negociando a compra de cerca de 8.750ha do mais rico solo da Palestina. A 1ª Guerra Mundial fez cessar aquelas negociações e, quando a Turquia se uniu aos alemães, isso colocou a Terra Santa no palco da Guerra. Os fatos desenrolaram-se rapidamente naquela região, desde o colapso do Império Turco em l922. Hoje, Israel está firmemente estabelecido na terra de seus pais. Enquanto este fato é visto com grande apreensão pelos seus vizinhos árabes é, por outro lado, considerado por muitos cristãos como um dos
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mais claros sinais da iminente vinda do Messias. No presente capítulo nós comparamos certas promessas que Elorrim fez a Seu antigo povo.
Uma importante pergunta frequentemente levantada é: “Pode o restabelecimento desta nação, hoje enquadrar-se na profecia de Jeremias l9:11? Que diz:
“Deste modo quebrarei Eu a este povo e a esta cidade, como se quebra o vaso do oleiro, que não pode mais refazer-se”.
Jeremias proclamou essas palavras do Senhor na presença dos líderes do povo de judá e dos antigos sacerdotes. Durante anos ele havia levado uma mensagem de advertência, implorando e rogando ao povo que obedecesse a Elorrim e declarava que, se continuasse em sua insolente desobediência, Elorrim iria permitir que Jerusalém fosse destruída. O Senhor mandou que ele descesse à casa do oleiro. Ali observou ele o homem que fazia um vaso de barro. Ele viu que o vaso se “estragou na mão do oleiro”. Em vez de lança-lo fora, ele “tornou a faze-lo”(Jeremias l8:4). Elorriim assemelhou-Se a Si mesmo com o oleiro que foi capaz de fazer com barro o que Lhe aproveitasse. Assim, Elorrim poderia tomar este povo e, pela Sua graça, tornar a faze-lo. Mas o povo não deu atenção ao mensageiro de Elorrim. Sua trágica resposta foi:
“Nós andaremos após as nossas imagens e cada um fará segundo o propósito do seu malvado coração”(Jeremias l8:12).
Suas práticas malignas foram quase que além de qualquer descrição, porque eles haviam-se rebaixado à prática da feitiçaria e degradante imoralidade, que tanto prevalecia entre as nações ao seu redor.
Para tornar sua mensagem ainda mais impressionante, Jeremias, cumprindo a ordem de Elorrim, tomou o vaso de barro que o oleiro havia feito e, reunindo os líderes da nação fez um último apelo, dizendo:
“Ouvi a palavra do Senhor, ó reis de Judá, e moradores de Jerusalém; assim diz o Senhor dos Exércitos, o Elorrim de Israel: Eis que trarei tão grande mal sobre este lugar, que quem quer que dele ouvir, retinir-lhe-ão os ouvidos.
Porquanto Me deixaram e profanaram este lugar, e nele queimaram incenso a outros deuses.
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Porque edificaram os altos a Baal, para queimarem seus filhos no fogo em holocausto a Baal (Jeremias l9:3-5).
Assim, Elorrim disse:
“Porei esta cidade por espanto e objeto de assobio; todo aquele que passar por ela se espantará e assobiará, por causa de todas as suas pragas”(Jeremias l9:8).
Seguindo as instruções do Senhor, o profeta então quebrou o vaso à vista do povo, dizendo:
“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Deste modo quebrarei Eu a este povo e a esta cidade de Jerusalém, como se quebra o vaso do oleiro que não pode mais refazer-se (Jeremias l9:11).
Esta foi uma profecia que dizia respeito à destruição do reino de Judá pelos babilônicos. Jeremias predisse a vinda de Nabucodonosor, rei da Babilônia, e falou que Judá seria totalmente destruída como reino. Mas ele foi ainda mais claro, afirmando exatamente quanto tempo permaneceriam em cativeiro:
“E toda esta terra virá a ser um deserto e um espanto; e estas nações servirão ao rei da babilônia setenta anos”(Jeremias 25:11).
Não resta dúvida a quem esta mensagem foi dirigida. Ela foi dirigida ao reino de Judá e ao reino de Israel que havia sido levado cativo pelos assírios um século e meio antes. E, agora, tendo Judá sido levado à prática dos mesmos pecados diabólicos os quais foram praticados com arrogância, o Senhor disse:
“Deste modo quebrarei Eu este povo e a esta cidade de Jerusalém como se quebra o vaso do oleiro, que não pode mais refazer-se...Eu entregarei a todo Judá na mão do rei de Babilônia; ele os levará presos a Babilônia (Jeremias l9:11 e 20:4).
Mas isso não foi tudo o que o Senhor disse, pois lemos:
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“Por isso, disse o Senhor, depois dos setenta anos consumados em Babilônia, eu vos visitarei (Judá) e cumprida a minha palavra, tomar-vos-ei e vos farei retornar ao vosso lugar” (Jerusalém) – (Jeremias 29:10).
Durante aqueles setenta anos, Judá seria um vaso quebrado, o qual não poderia refazer-se. Mas, depois dos setenta anos, o Senhor declarou que eles seriam trazidos de volta à terra de seus pais. E a História prova que Elorrim fez exatamente isto. Uma vez que o povo não podia refazer o vaso do oleiro, o Elorrim dos céus o fez, pois “para Adonay todas as coisas são possíveis”. (Mat. 19:26) Agora, observe esta promessa:
“Acontecerá, porém que, quando se cumprirem os setenta anos, castigarei a iniqüidade do rei da Babilônia e a esta nação, diz o Senhor, como também a terra dos Caldeus, farei deles ruínas perpétuas”(Jeremias 25:12).
Elorrim tornou isso até mais enfático ainda, como já vimos:
“Logo que se cumprirem para Babilônia os setenta anos, atentarei para vós outros e cumprirei para convosco a minha boa palavra, tornando a trazer-vos para este lugar”(Jeremias 29:10).
Qualquer pessoa, com uma mente aberta, pode ver que o Senhor estava falando para o reino de Judá, que compreendia as duas tribos Judá e Benjamim. Durante os setenta anos de seu cativeiro, Jerusalém e a terra de Judá se tornaram uma desolação. Esta foi a significação da figura do vaso de barro quebrado. E, então, dois anos após a destruição de Babilônia, Ciro, o Grande, o rei persa, baixou um decreto, permitindo aos judeus retornar e reconstruir o templo. E, até mesmo, forneceu o dinheiro para cobrir os gastos com o programa de reconstrução. Lemos esse importante decreto em Esdras 1:1-4.
Em virtude dos atrasos no projeto, um outro decreto real foi expedido por Dario em 519 A.C.(Veja Esdras 6:8 e 14). O templo foi reconstruído e completamente acabado quatro anos mais tarde, em 515 A.C. Mas a cidade não foi reconstruída naquela época. Foi necessário um outro decreto real para que isso acontecesse. Esse terceiro e último decreto foi editado em 456 A.C. pelo rei Artaxerxes. Lemos esse decreto em Esdras 7:12-26.
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Embora tivesse sido concedida aos judeus completa autonomia na época do reinado persa e, mais tarde também, sob o domínio grego, mesmo assim Judá nunca passou de um Estado vassalo ou um protetorado da Pérsia, depois da Grécia e, em seguida, de Roma. Em 161 A.C. os judeus formaram uma aliança com o crescente Império Romano. Pensavam eles que, em assim fazendo, estariam protegendo-se, mas o que realmente aconteceu foi o fato de terem-se tornado parte do Império Romano. Embora tenham reconstruído o Templo e a cidade de Jerusalém, a Arca do Concerto que Jeremias havia escondido numa caverna, nunca mais foi achada. Desde então não mais tiveram os judeus um rei ou um trono. Sempre estiveram sob o domínio de outras nações até o ano de l948 de nossa era, data em que Israel se tornou, novamente, uma nação independente. Desde então, esta nação vem crescendo em poderio militar e em força industrial.
Desde Zedequias, o último rei que governou Judá e que foi levado cativo por Nabucodonosor em 586 A.C., nunca mais Judá tornou-se um reino verdadeiro com um rei ou presidente. Quando a nossa era comum teve início, eles estavam ainda sob a dominação romana. Então em 66 D.C., a guerra judaico-romana teve início. Quatro anos mais tarde, em 70 D.C., Jerusalém foi completamente destruída e a nação dispersa para os quatro ventos.
Durante l900 anos o povo Judeu não teve nenhuma pátria e a cidade de Jerusalém foi pisada por povos gentios. A 1ª Guerra Mundial trouxe grandes mudanças para esta parte do mundo, pois o Império Otomano, que havia ocupado o território da Palestina durante séculos, foi destruído. Não existe mais o Império Otomano hoje.
O Oriente Médio viu algumas mudanças drásticas durante as últimas seis décadas, mas, em nenhuma região, as mudanças foram mais dramáticas do que na terra de Israel. Não somente Israel voltou a ser uma nação e reconhecida como membro do Conselho Mundial das Nações Unidas, como também a cidade de Jerusalém é novamente a capital dessa nação restabelecida. O mesmo Elorrim que profetizou a Dispersão dos judeus, profetizou, também, sua restauração. Não somente foram reunidos os remanescentes do reino de Judá, como também foi restaurado o antigo nome de Israel.
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O que era impossível de se realizar ao longo dos séculos por meio de guerras e intrigas é, nestes “últimos dias”, um fato consumado. O retorno de Israel à sua terra natal é, realmente, um dos maiores sinais de que já estamos chegando quase ao fim dos tempos. Até mesmo Samaria, a cidade onde o rival Reino do Norte tinha seu quartel general, é hoje uma parte do território do Novo Israel.
Enquanto o povo hebreu estava ainda no deserto, Moisés, seu grande líder, fez-lhe uma exposição muito clara sobre o propósito de Elorrim para com eles como nação.Falou-lhes Moisés que, se obedecessem a Elorrim e guardassem a si mesmos da idolatria, eles seriam abençoados e colocados acima de todos os povos da Terra. Mas, se eles desobedecessem, disse-lhes Moisés:
“O SENHOR te fará cair diante de teus inimigos”(Deuteronômio 28:25).
E pintou aos hebreus um negro quadro dos cursos que se seguiram à sua desobediência. E todos nós conhecemos a trágica história desta nação. Ela foi escrita com sangue, angústia e dor, século após século. Moisés disse:
“E sereis por pasmo, por ditado e por fábula entre todos os povos a que o Senhor vos conduzirá...
E ficareis poucos homens, em lugar de haverdes sido como as estrelas do céu em multidão. Porquanto não destes ouvidos à voz do Senhor teu Elorrim...
E o Senhor vos espalhará entre todas as nações, desde uma extremidade da terra até à outra extremidade...
E nem ainda entre as mesmas gentes descansareis, nem a planta do vosso pé terá repouso: porquanto ali o Senhor vos dará coração tremente, e desfalecimento dos olhos e desmaio da alma.
E a vossa vida como suspensa estará diante de vós; e estremecereis de noite e de dia, e não crereis na vossa própria vida.
Pela manhã direis: Ah! Quem me dera ver a noite! E à tarde, direis: Ah! Quem me dera ver a manhã! Pelo pasmo do vosso coração, com que pasmareis, e pelo que vereis com os vossos olhos”(Deut. 38:37,62-67).
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Pode uma linhagem ser mais clara que esta? Não era da vontade de Elorrim ver seu povo espalhado pelos seus inimigos, pois foi o próprio Criador que o fixou na Terra da Promessa. Mas sua permanência ali como nação, estava na dependência de sua lealdade a Ele e eua obediência aos Seus Mandamentos. Infortunadamente, ele se desviou para as práticas dos seus vizinhos pagãos até chegar ao estágio de as Escrituras declararem “mais nenhum remédio houve” (II Crônicas 36:14-16). Elorrim teve que permitir a seus inimigos que viessem e o desterrasse. Os judeus foram levados cativos para a Babilônia. Mas, de acordo com os propósitos de Elorrim, eles retornaram e durante cerca de 500 anos os judeus permaneceram na Terra da Promessa.
Havia aprendido sua lição muito bem; com efeito, eles vieram a se tornar fanáticos seguidores da letra da Lei. Mas, em seu zelo, eles deixaram de compreender o propósito completo que Elorrim tinha para eles. Tivessem eles seguido os conselhos do seu maior Mestre e orado por seus inimigos, tivessem eles iniciado a fazer o bem àqueles que maldosa e odiosamente os usaram e os perseguiram, como teria sido diferente a história! Ao invés de revelarem os princípios da bondade e da graça, eles opuseram resistência aos romanos. Eles estavam mais preocupados com interesses políticos do que com o espírito da verdadeira religião.
No ano 66 D.C., um movimento revolucionário surgiu no seio de um grupo que a se próprio se denominava de Zelotes. Eles fizeram um esforço obstinado para expulsar os romanos. Foram esses Zelotes que iniciaram, de fato, a guerra entre os judeus e os romanos. Com que resultado? Eles mesmos foram expulsos, a nação foi totalmente subjugada, o Templo foi destruído e centenas de milhares foram vendidos como escravos. As palavras de Moisés foram verdadeiramente cumpridas;
“E serás por pasmo, por ditado, e por fábulas entre os povos...”(Deut. 28:37).
Lord Byron, um dos maiores poetas da Inglaterra, retratou a tragédia deste povo oprimido nestas linhas já citadas anteriormente:
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“Tribos que vagam a passo errante e peito cansado, como poderemos ver-nos livres e conseguir descanso?
A pomba selvagem tem seu ninho, a raposa seu covil, Os povos cada um tem seu país – Israel por torrão, apenas a sepultura”.
Moisés dissera: “E ficareis poucos em número” (Deut. 28:62) e a História confirma isso. O povo judeu, um dos mais antigos povos do mundo, deveria hoje ser contado em centenas de milhões, mas, em lugar disso, eles são, comparativamente, poucos em número. Havia aproximadamente 20 milhões de judeus no mundo, antes da investida de Hitler aos judeus na Europa. Atualmente, em virtude do incremento da taxa de natalidade, eles somam cerca de 16 milhões e podem ser encontrados em quase todos os países. Ao longo desses trágicos séculos, os judeus, em sua maioria, viveram sob o signo do terror. Seus lares eram os guetos.
Quando Elorrim chamou a Abraão, Ele prometeu ao patriarca que faria dele uma grande nação e que, através dele, seriam benditas todas as famílias da Terra. Este era o propósito de Elorrim: que a posteridade de Abraão levasse as boas novas de Salvação aos mais longínquos lugares da Terra. Eles deveriam ser “luz para os gentios”.
Quando o rei Davi começou a reinar sobre Israel, o Senhor tornou a promessa muito mais clara. Foi através dele e de sua posteridade que a nação ascendeu à sua efetiva grandeza. Quando Davi morreu, Salomão subiu ao trono e foi, não somente o mais rico dos reis, mas tornou-se também, durante algum tempo, os mais sábio rei que já vivera. O senhor encheu-lhe de maravilhosos dons, mas ele tragicamente esqueceu-se de seu Criador e deliberadamente se introduziu nas práticas pagãs das nações ao seu redor.
Seu maior erro foi sua paixão desvairada por mulheres. Seu harém consistia de cerca de 300 esposas e 700 concubinas, as quais, em sua maioria, eram pagãs. Depois de sua morte, esta poderosa e varonil nação separou-se em duas. Com reis rivais, cada um com ciúmes do outro. Suas apostasias espirituais provocaram severa repreensão de Elorrim. Ao invés de serem a grande nação que O Eterno pretendia que fossem, estes reinos,
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conhecidos como Israel e Judá, foram invadidos e o povo em sua maior parte morto em luta ou levado e vendido como escravo. A idolatria deliberada e todo mal a ela associado, finalmente, trouxe sobre eles os juízos de Elorrim. Jeremias, o profeta do Senhor, declarou:
“E disse o Senhor: Porque deixaram a minha lei, que publicarei perante a sua face, e não deram ouvidos à minha voz nem andaram nela, antes andaram após o propósito do seu coração, e após os baalins, que lhes ensinaram seus pais.
PORTANTO, ASSIM DIZ O SENHOR DOS EXÉRCITOS, o Elorrim de Israel: Eis que darei de comer losna a esse povo e lhes darei a beber água e fel.
E os espalharei entre as nações, que não conheceram nem ele nem seus pais, e mandarei a espada após eles, até que venha a consumi-los”(Jeremias 9:13-16).
“Disse-me mais o Senhor: Uma conjuração se achou entre os homens de Judá, entre os habitantes de Jerusalém.
Tornaram as maldades dos seus pais que não quiseram ouvir as minhas palavras; e eles andaram após deuses estranhos para os servir: a casa de Israel e a casa de Judá quebrantaram o meu concerto, que tinha feito com seus pais.
Portanto, diz o Senhor: Eis que trarei mal sobre eles, de que não poderão escapar e clamarão a Mim e Eu não os ouvirei.
Então irão as cidades de Judá e os habitantes de Jerusalém e clamarão aos deuses a quem eles queimaram incenso; eles porém de nenhuma sorte os livrarão no tempo do seu mal. Porque, segundo o número das tuas cidades, foram os teus deuses, ó Judá! E, segundo o número das ruas de Jerusalém, levantaste altares à imprudência, altares para queimares incenso a Baal”(Jeremias 11:9-13).
Um século antes, Elorrim, através de Isaias, disse:
“Ah! Se tiveses dado ouvidos aos meus mandamentos! Então seria tua paz como o rio e a tua justiça como as ondas do mar”(Isaias 48:18).
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O profeta Isaias preveniu o terrível cumprimento da palavra de Elorrim. Mas, não obstante sua apostasia espiritual, a promessa de Elorrim foi, igualmente, clara. Como já vimos, 70 anos depois que o primeiro cativo chegou a Babilônia, um decreto real baixado por Ciro, o rei da Persa, permitiu aos cativos retornarem, em cumprimento às profecias de Isaias e Jeremias.
Líderes espirituais maravilhosos foram surgindo e cada um deles desempenhou o seu papel no restabelecimento do povo de Judá nos dias de Esdras e Neemias. Mas aqueles que retornaram não eram mais do que um pequeno remanescente da nação. E, além disso, eles não eram das doze tribos, pois nós lemos: “Estes são os filhos da província que subiram do cativeiro”, eram aqueles, “que Nabucodonosor, rei de Babilônia, tinha levado cativo para Babilônia e tornaram a Jerusalém e a Judá, cada um para sua casa”(Esdras 2:1).
Moisés predisse uma maior dispersão e também uma reunião ou reencontro muito maior ainda. Ele disse:
“E o Senhor vos espalhará entre todos os povos, desde uma extremidade da terra até à outra...(Deut. 28:64).
“E, demais disto também, estando eles na terra dos seus inimigos, não os rejeitarei nem me enfadarei deles, para consumi-los...
Antes, por amor deles, me lembrarei do concerto com seus antepassados”(Levíticos 26:44 e 45).
Elorrim estava determinado a manter o concerto que fizera com os antepassados do Seu povo – Abraão, Isaque e Jacó e mais tarde repetido a Davi e Salomão. Um concerto ou aliança é um acordo entre duas partes. Esta é a grande pergunta: Israel cumpriria sua parte neste concerto? Deplorável é dizer, não o fizeram.
Centenas de anos antes dos dias do profeta Jeremias, Moisés, que liderou a nação do cativeiro egípcio, fez-lhes esta solene advertência:
“Guardai-vos de que vos esqueçais do concerto que o Senhor Vosso Elorrim tem feito convosco”(Deut. 4:23).
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A História revela que eles se esqueceram da Aliança com Elorrim. Em conseqüência disso, eles foram espalhados entre todas as nações. Mas depois de ter declarado aquilo, Moisés continuou com esta promessa:
Então dali buscarás ao Senhor teu Elorrim, e o acharás quando o buscares de todo o teu coração e de toda a tua alma”(Deut.4:29).
Este grande líder também declarou;
“Quando estiveres em angústia e todas estas coisas te acontecerem, então, nos últimos dias, voltarás para o Senhor teu Elorrim e ouvirás a sua voz...
Ele não te desamparará, nem te destruirá, nem se esquecerá do concerto que jurou a teus pais”(Deut.4:30 e 31).
Moisés escreveu essas proféticas palavras antes mesmo que a nação tivesse entrado na terra de Canaã. Quão explícito foi ele! Mas observe esta maravilhosa promessa: “Ele não se esquecerá do concerto que fez com teus pais, o qual Ele jurou cumprir”. As promessas de nosso Elorrim são mais certas e confiáveis do que o nascer do sol. E esta promessa, sem dúvida, se aplica aos dias em que vivemos – “os últimos dias”. Aquela expressão, “nos últimos dias”, é profundamente significativa. Não resta dúvida de que ela não poderia referir-se à época de Davi, Daniel, Esdras ou a qualquer tempo anterior à Era comum, pois os distantes séculos que ficaram na antiguidade foram chamados de “os dias antigos”. Mas Moisés, como muitos dos outros grandes profetas, contemplava a época em que estamos vivendo e, falando a respeito destes eventos, disse que eles deveriam ocorrer “nos últimos dias”. E, como enfatizamos anteriormente, um desses acontecimentos seria o retorno dos judeus e o restabelecimento da nação de Israel na terra de seus pais. Recordando o passado, num retrospecto de 40 anos, até aos dias da libertação do cativeiro egípcio, Moisés reconheceu que esta libertação foi o maior evento desde a criação até àquele tempo. Apelando à nação para que fossem cheios de fé, ele disse:
“Pergunta, agora, aos tempos passados, que te precederam, desde o dia em que Elorrim criou o homem sobre a terra, desde uma extremidade
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do céu ate à outra, se sucedeu jamais coisa tão grande como esta ou se ouviu-se coisa como esta?
“Ou, se algum povo ouviu a voz de Elorrim falando no meio do fogo, como tu a ouviste, ficando vivo?
Ou um Elorrim intentou ir tomar para si um povo do meio de outro povo com provas, com sinais, e com milagres, e com peleja, e com mão forte, e com braço estendido e com grandes espantos, conforme tudo quanto o Senhor vosso Elorrim vos fez no Egito aos vossos olhos?
A ti te foi mostrado, para que soubesses que o Senhor é Elorrim: não há nenhum outro senão Ele”(Deut. 4:32-35).
Mas este grande profeta olhou através do futuro. Viu ele que os judeus, uma vez tão miraculosamente libertados, abandonariam os caminhos do Senhor, Seu Elorrim, e, em virtude de sua desobediência, seriam, por fim, dispersos entre as nações. Ele viu que eles haveriam de sofrer uma grande tribulação. Mas, também, previu que muitos se voltariam outra vez para Elorrim, não somente nos dias de Ciro, mas também nos “últimos dias”. Assim enfatizou que o Senhor seria misericordioso para com eles e haveria de lembrar-se da Aliança que fizera com seus pais.
Em Israel, nos dias de hoje, podemos encontrar judeus reunidos de, praticamente, todas as nações da Terra. Embora tenham sido grandemente influenciados pelo meio ambiente e pela cultura das nações para as quais foram dispersos, ainda assim alegraram-se, porque voltaram para aquela que eles chamam de sua “terra natal”, pois não importa conde tenham sido criados; este pequeno país sempre foi considerado “o seu lar”. Embora existam mais judeus em Nova York do que em qualquer outro lugar de igual tamanho no mundo e estes são, logicamente, cidadãos americanos, eles, assim como o restante dos judeus ao redor do mundo, consideram Israel, pelo menos sentimentalmente, como sua terra natal. É doloroso que, em alguns países, quando o povo judeu deseja emigrar para a Terra Santa, é impedido de sair de seu país de origem. Mas, apesar de todos os obstáculos, esta nação dispersa está reunindo-se, novamente, em sua própria terra. De novo surge a pergunta: Pode existir algum significado escrituristico para isto? Em Jeremias 31:10, lemos:
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“Ouvi a palavra do Senhor, ó nações, e anunciai-a nas ilhas de longe e dizei: Aquele que espalhou a Israel o congregará e o guardará, como o pastor ao seu rebanho”.
Ainda que estivessem “muito longe”, nas “longínquas terras do mar”, eles
seriam reunidos. Então, no verso 7, nós lemos:
“cantai sobre Jacó com alegria e exultai por causa do chefe das gentes. Proclamai, cantai louvores e dizei: salva, senhor, o teu povo, o resto de Israel.
Eis que os trairei da terra do norte e os congregarei das extremidades da terra”
Destas passagens da Bíblia parece claro que haverá, por providencia de Elohim, uma reunião deste povo, retirando de todas as partes do mundo. Muito embora está bem conhecida promessa do livro de jeremias tenha uma aplicação espiritual bem definida, nós não podemos passar por alto que ela se refere, primeiramente,ao retorno da nação outrora dispersa:
“Portanto eis que dias, diz o Senhor, em que nunca mais se dirá: Vive o Senhor que fez subir os filhos de Israel do Egito.
Mas: Vive o Senhor, que fez subir os filhos de Israel da terra do norte, e de todas as terras para onde os tinha lançado; porque eu os farei voltar à sua terra, que dei a seus pais” (Jeremias 16:14-16).
O Reino de Judá, como já vimos, foi destruído pelos babilônicos e um pequeno número deles retornou sob o decreto da Pérsia, 70 anos depois, mas esta profecia e muitas outras Escrituras Sagradas, falam de uma reunião formada com o seu retorno, vindos de cada nação debaixo do céu, não somente de Babilônia. No verso 13, o profeta está relatando as palavras do Senhor:
“Portanto, lançar-vos-ei fora desta terra para uma terra que não conhecestes, nem vós nem vossos pais, onde servireis a outros deuses de dia e de noite, porque não usarei de misericórdia para convosco”.
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Quão verdadeiro foi aquilo! Expulsos de sua pátria pelos romanos e dirigidos aos quatro cantos da Terra, este povo veio a ser alvo de zombaria e escárnio por todas as pessoas. Essa condição, entretanto, não iria durar para sempre. O mesmo Senhor que permitiu fossem eles espalhados e dispersos, declarou: “Eu os ajuntarei novamente”.
Embora a libertação dos filhos de Israel do jugo egípcio, até aquela época, tenha sido o maisor acontecimento da história humana, desde a Criação, ainda, assim, a reunião do povo judeu, em nossos dias, dá-nos uma visão igualmente grande e reivindica a atenção do mundo todo.Quando este povo disperso e perseguido encontrar o seu caminho de volta para a terra de seus pais e se estabelecer como nação, isso para a terra de seus pais e se estabelecer como não, isso também é algo miraculoso. Muitos estudiosos da Palavra de Elorrim declaram que os antigos profetas predisseram este acontecimento e, em conseqüência disso, nós somos compelidos a examinar estas passagens, orando constantemente para que sejamos dotados da habilidade de “retamente partilhar a Palavra da Verdade”. Em Jeremias 30, verso 3, lemos:
“Porque eis que vêm dias, diz o Senhor, em que mudarei a sorte do meu povo Israel e Judá, diz o Senhor: fá-los-ei voltar para a terra que dei a seus pais e a possuirão”.
Tanto Israel como Judá são mensionados na passagem acima. Somente Judá e um punhado de levitas é que retornaram de Babilônia (Esdras 2:1). Agora comparemos esta passagem com as seguintes palavras do profeta amós:
“Mudarei a sorte do meu povo Israel: reedificarão as cidades assoladas e nelas habitarão, plantarão vinhas e beberão o seu vinho, farão pomares e lhes comerão os frutos.
Plantá-los-ei na sua terra e, dessa terra que lhes dei, já não serão arrancados, diz o Senhor”(Amós 9:14 e 15).
A passagem aqui diz: “Eles não serão mais arrancados de sua terra”. Poderia o Senhor Elorrim estar estabelecendo inequivocamente que este povo permanecerá ali até o fim dos tempos? Se assim for, então, sem dúvida é algo sobre que se deve meditar, pois, em recentes anos, temos
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ouvido ditadores ambiciosos declarando que “Israel será varrido para o mar”. Expressões semelhantes têm sido ditas com freqüência, através dos séculos. Mesmo quando existia somente um punhado de judeus no pais, algumas nações estiveram determinadas a promover sua extinção. Mas eles estão ali hoje, mais fortemente seguros e protegidos pelo seu sistema de defesa e melhor organizados que em qualquer outra época, desde os dias do rei Salomão. Michael Bers, renomado escritor judeu, em seu livro Appeal to the justice of the kings, exprime a história de seu povo com estas palavras que já citamos parcialmente em nosso capítulo de abertura:
“Resistindo a todos os tipos de tormentas – as angústias de morte e ainda mais terrível, angústia de viver – nós temos resistido às mais impetuosas tempestades do tempo que, em seu curso, vem varrendo, sem distinção, povos, religiões e países. O que foi feito daqueles célebres impérios, cujos próprios nomes ainda avivam a nossa admiração pela idéia da esplêndida grandeza a eles ligada, e cujo poder abarca toda a superfície conhecida do globo terrestre? Eles somente são lembrados como monumentos à vaidade da grandeza humana. Roma e Babilônia não existem mais; seus descendentes misturados com outras nações, perderam até mesmo os traços fisionômicos de suas origens; apesar de constituírem uma população de apenas alguns milhões de homens, tão frequentemente subjugada, resiste ao teste de sucessão periódica dos tempos e à prova de fogo imposta por 18 séculos de perseguição. Nós ainda preservamos leis que nos foram dadas nos primórdios do mundo, na infância da natureza. Os últimos seguidores da religião que havia abarcado o Universo, desapareceram nestes 18 séculos e nossos templos ainda continuam de pé.
Somente nós fomos poupados da mão fria e indiferente do tempo, como uma coluna que ficou de pé em meio a destroços de mundos e as ruínas da natureza. A historia de nosso povo liga a época atual com os primórdios do mundo pelo testemunho que ela traz da existência da humanidade: E, inevitavelmente, deverá ser preservada até o exato dia da destruição universal”.
sim, parece que esta nação continuará a existir enquanto perdurar o tempo. Esta profecia, feita pelo maior mestre de Israel, é profundamente significativa. Ele disse:
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“esta geração não passará, até que todas estas coisas sejam cumpridas”(Mateus 24:340).
A palavra “geração” vem da palavra grega genera e é geralmente, considerada como um período de tempo. Mas a palavra “geração” também pode significar uma descendência ou uma única sucessão de homens de pai para filho, uma raça de homens, como John Parkhust enfatiza em seu Lexicon. A tradução Alemã de martinho Lutero diz:
“Esta raça não passará, etc.”.
O Dr. Adam Clark, o mais notável comentarista bíblico Metodista, em seu comentário sobre Mateus 24:34 chama especial atenção para um ponto mais interessante. Em seu Comentário Bíblico, ele diz:
“os judeus não deixarão de ser um povo distinto até que os todos desígnios de Elohim, relativos a eles e aos gentios, sejam cumpridos. Alguns traduzem “esta geração” , significando as pessoas que estavam vivendo e que não deveriam morrer: mas, embora isto haja sido verdade com relação às calamidades que abateram sobre os judeus, à destruição do seu governo , do seu templo, etc., ainda, assim, nosso Senhor menciona que Jerusalém continuará sob a dominação dos gentios até que haja entrado a plenitude dos “ tempos dos gentios”. ... penso ser mais acertado e correto restringir seu significado aos poucos anos que precederam a destruição de Jerusalém; mas compreendê-lo, sob o prisma dos cuidados que a providência divina tomou para preserva-los como um povo distinto e, ainda, consevá-los fora da sua própria terra, dos cultos e serviços religiosos do seu templo”.
De acordo com as predições dos antigos profetas hebreus, este povo foi destinado a ser preservado e, no fim dos tempos, recolhido outra vez à terra de seus pais. Para os judeus que, realmente amam a palavra de Elohim esta poderia ser uma oportunidade especial, um chamado divino para estudar mais profundamente as maravilhosas promessas concernentes àquele, há muito esperado e aguardado, o Messias. Esta desafiante afirmação a respeito da vinda de nosso rei messias Yeshua, feita pelo autor do livro Desire of Ages, é profundamente significativa. Falando a respeito do Monte das Oliveiras, lemos:
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“Sobre o seu cume, seus pés repousarão, quando vier outra vez. Não como um Homen de dores, mas como um glorioso e triunfante rei. Ele ficará de pé sobre o Olivete enquanto os Aleluias dos hebreus combinados com os hosanas dos gentios e as vozes dos remidos, como um imenso exército, prorromperão bem alto a aclamação: „Coroai-o, o SENHOR DE TODOS!” (Desire of Ages, pág. 830).
Alguns, provavelmente, alegarão que o escritor estava referindo-se aos eventos por ocasião do fim do milênio. Mas, depois de reinar com nosso Salvador por mil anos , será difícil imaginar uma divisão entre hebreus e gentios. Todos serão um único povo- “a nação dos remidos”. O salmo 50: 3-6 é um majestoso hino:
“Vem o nosso Elohim e não guarda silêncio:perante Ele arde um fogo devorador; ao seu redor esbraveja grande tormenta.
Intima os céus lá em cima, e a terra para julgar seu povo.
Congregai os meus santos, os que comigo fizeram aliança por meio de sacrifício. Os Céus anunciam a sua justiça, porque é o próprio Elohim que julga”.
É, então, que o Messias aparece como “um glorioso e triunfante Rei”, coroado com muitas coroas e acompanhado por todos os santos anjos. É neste cenário que, “Aleluias hebraicas, combinadas aos Hosanas dos Gentios” e às vozes dos redimidos prorromperão em aclamações: “coroai-O, O Senhor de todos!”
Este quadro do Rei da Glória, descendo com glória e majestade sobre as nuvens, sendo visto por todos os olhos, liderando os exércitos do céu numa gigantesca missão de resgate, vai além de qualquer descrição. Foi isto que o autor, sem dúvida, tinha em mente, quando as palavras acima foram escritas, em, Atos 1:9, parte do quadro, o qual fala dos discípulos com os olhos fitos para o alto, quando sua meditação foi interrompida por dois anjos que disseram: “Varões galileus, por que estais com os olhos fixos nos céus?” Então eles lhe deram a fascinante promessa: Ele “virá do mesmo modo, como o viram subir”. Quando Ele dói, “uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos”, versos 11 e 9. Ele mesmo disse que voltaria “nas nuvens dos céus com poder e grande glória(Mateus 24:30). O profeta de Patmos, arrebatado, exclamou: “Eis que vem como as nuvens e
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todo o olho O verá!” (Apocalipse 1:7). Nada se pode comparar com aquela revelação da glória, quando os justos que o esperavam, Seus santos de todas as raças, cor e língua, forem libertos de seus inimigos e também o poder da morte tiver sido destruído. Não é de admirar que se unam eles em Aleluias e Hosanas.
Então, ao fim dos mil anos, quando estes remidos com os santos de todas as eras retornarem com o Messias o Rei, eles serão acompanhados pela Cidade Santa – a Nova Jerusalém – que o profeta viu “descendo do céu da parte de Elorrim” (Apocalipse 21:2). Não foi dessa maneira que ele subiu ao céu. Ele não subiu à Cidade Santa, a despeito do fato de ter sido envolvido numa nuvem de glória. Mas quando Ele vier como o Messias, o Rei, será em nuvens de glória e com “os carros de Elorrim e milhares de milhares de anjos” como no Sinai (Salmos 68:17). O profeta Isaias disse:
“Aniquilará a morte para sempre, e assim enxugará o Senhor Elorrim as lágrimas de todos os rostos...E naquele dia se dirá: Eis que este é o nosso Elorrim, em quem esperávamos e ele nos salvará; este é o Senhor a quem aguardávamos: na sua salvação exultaremos e nos alegraremos” (Isaias 25:8 e 9).
Que dia de júbilo será aquele!
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CAPÍTULO VIII
O VALE DE OSSOS SECOS
Uma das mais singulares e estranhas profecias a respeito de Israel é a de Ezequiel 37 – O vale de ossos secos. Ezequiel, um jovem sacerdote, tinha sido capturado pelo exército babilônico. Como prisioneiro de guerra, ao sair de sua terra natal e ser levado cativo para Babilônia, ele, evidentemente, deve ter passado, sem dar muita importância, por um antigo campo de batalha coberto com os repulsivos e macabros restos de uma guerra – ossos humanos espalhados por toda parte.
Chegando ao seu destino, ele ficou conhecendo muitos outros prisioneiros. Eles também estavam desalentados como geralmente ficam os prisioneiros de guerra. Na babilônia, ele ficou comovido e intrigado; procurou descobrir alguma coisa que pudesse ser feita para inspirar e fazer reagir este patético povo por meio da esperança. Tendo ponderado e meditado sobre o problema, ele recorreu ao Senhor que fez aflorar, em sua mente, uma vívida lembrança daquilo que ele testemunhara naquele Vale de Ossos Secos. Elorrim usou isso como cenário para que Sua mensagem atingisse, não somente o coração do próprio profeta, mas também os corações dos outros cativos. Observe estas palavras:
“Veio sobre mim a mão do Senhor e o Senhor me levou em espírito e me pôs no meio de um vale que estava cheio de ossos...Então me disse: Filho do homem, estes ossos são toda a casa de Israel; eis que eles dizem: Os nossos ossos se secaram, e pereceu a nossa esperança; nós estamos cortados”.
A tarefa de interpretar o significado desta visão não precisou de ser deixada para nós. Ela representa “toda a casa de Israel”, verso 11. Nos versos 2-5, continuamos com relato do profeta. Conta-nos como o Senhor.
“Me fez andar ao redor deles; e eis que eram mui numerosos sobre a face do vale, e estavam sequíssimos.
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E me disse: Filho do homem, poderão viver estes ossos? Eu disse: Senhor Elorrim, tu o sabes.
Então me disse: Profetiza sobre estes ossos e dize-lhes: Ossos secos, ouvi a palavra do Senhor.
Assim diz o Senhor Elorrim a estes ossos: Eis que farei entrar em vós o espírito, e vivereis”.
Este vale, todo coberto de ossos secos, era um símbolo de Israel em sua Dispersão. Era um quadro que inspirava a tristeza e quase desesperança. Mas o Senhor continuou a dizer:
“Eu porei tendões sobre vós, e porei carne sobre vós e vos cobrirei com pele e colocarei em vós o meu espírito e vivereis; e então sabereis que eu sou o Senhor”.
Enquanto esta profecia, dada a Ezequiel há, aproximadamente, 2.500 anos, tinha um significado vital para o povo de Elorrim naqueles dias, ela tem um significado maior para nós hoje. O povo de Israel, sem uma pátria, por quase 2.000 anos, esteve morto. Os ossos secos no vale eram um quadro perfeito dessa multidão dispersa e sem pátria. Mas Elorrim disse “e vivereis”, de novo. Mas como? A engenhosidade humana não poderia realizar isto, mas Elorrim pôde. Nos versos 7 a 12, o Senhor deu instruções ao Seu profeta. Ezequiel continua, quando diz:
“Então profetizei, segundo me fora ordenado; enquanto eu profetizava, houve um ruído, um barulho de ossos que batiam contra ossos e ajuntavam, cada osso ao seu osso”.
“Olhei, e eis que havia tendões sobre eles, e cresceram as carnes e se estendeu a pele sobre eles; mas não havia neles o espírito”.
Não somente se juntaram os ossos mas os tendões e as carnes começaram a aparecer sobre eles. Mas ainda eram somente cadáveres. Não havia neles vida alguma. Assim, o profeta continua:
“Então ele me disse: Profetiza ao espírito, profetiza, ó filho do homem, e dize-lhe: Assim diz o Senhor Elorrim: Vem dos quatro ventos, ó espírito, assopra sobre estes mortos, para que vivam.
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Profetizei como ele me ordenara e o espírito entrou neles e viveram e se puseram em pé, um exército sobremodo numeroso”.
A despeito do fato de Israel ter sido cortado e espalhado, essa mesma Dispersão tornou possível a sua futura restauração como sinal do poder de Elorrim. Foi dito mais ao profeta:
“Eis que abrirei as vossas sepulturas...e vos trarei à terra de Israel”(Ezequiel 37:12).
Isto foi parcialmente cumprido por ocasião do seu retorno de Babilônia. Mas pense no que está acontecendo em nossos dias.
“Sabereis eu sou o SENHOR, quando eu abrir as vossas sepulturas, e vos fizer sair delas, ó povo meu.
Porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos estabelecerei na vossa própria terra. Então sabereis que eu o SENHOR, disse isto e o fiz, diz o SENHOR”.(versos 13 e 14).
Alguns estudiosos da Bíblia associam estes versos com a ressurreição dos crentes no dia da vinda do Messias. Mas o verso 11 diz:
“Estes ossos são toda a casa de Israel: Eis que dizem: Os nossos ossos se secaram e pereceu a nossa esperança; estamos de todo exterminados”.
Aqueles que crêem na Bíblia jamais disseram: “Nossos ossos se secaram e nós fomos exterminados”. Mesmo quando morre um crente, ele sabe que não está cortado ou exterminado; ele ainda pertence ao Senhor. Seu corpo repousa no sono da morte, mas somente até a ressurreição, no fim dos tempos. Mas a dramática experiência de Israel é inteiramente diferente. Através destes longos séculos, Israel tem-se sentido “cortado”. Mas não obstante a terrível perseguição, eles sempre consideraram a terra de seus pais justamente da mesma maneira que um inglês considera a Inglaterra, um alemão considera a Alemanha ou um americano considera os Estados Unidos.
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Em muitas passagens esse mesmo pensamento é claro e explicito: “Eu vos estabelecerei em vossa própria terra”(verso 14) a qual, para o judeu, é a terra que o Senhor Elorrim deu a Abraão, a terra que ele prometeu a Isaac e Jacó – a Terra de Israel.
Quando os caminhos foram abertos para que este disperso povo pudesse retornar, milhares compreenderam que Elorrim não havia esquecido Sua promessa. E para aqueles que acreditam firmemente e confiam na Bíblia, a parábola que lemos em Ezequiel, está repleta de significado. Ao profeta veio a ordem:
“Portanto profetiza, e dize-lhes: Assim diz o Senhor Elorrim: Eis que eu abrirei as vossas sepulturas, sim, das vossas sepulturas vos farei sair, ó povo meu, e vos trarei à terra de Israel”.
Antes que estes ossos espalhados ou dispersos, símbolos de uma nação dispersa, pudessem ser trazidos para a sua própria terra, teria que haver “uma agitação” para que os ossos se ajuntassem. Durante quase dezoito séculos nada tinha sido feito por Israel. Eles eram um povo espalhado, disperso e poucos deles parecia interessar-se pelos problemas que afetavam a nação dispersa. Mas, há cerca de um século, as coisas começaram a acontecer e isso despertou e sacudiu o povo para que agisse. Uma agitação começou e nunca mais parou. O resultado deste despertar foi o surgimento do Movimento Sionista*. Ninguém naturalmente, reivindicou que a Organização Sionista era um movimento espiritual. Mr. Henry Morgenthau, Embaixador dos Estados Unidos, na Turquia, quando foi deflagrada a 1ª Guerra Mundial, falou muito francamente acerca deste movimento. Sendo ele mesmo um judeu, sentia-se bastante à vontade para falar a respeito. Em sua autobiografia All in A lifetime, ele expôs a situação como ele a viu. Disse ele:
“O Sionismo é o mais estupendo logro da História Judaica. Eu assevero que ele é errôneo em principio e de impossível realização; que ele é irreal em sua parte econômica, fantástico em seus princípios políticos e estéril em suas idéias espirituais.
Onde ele não é pateticamente visionário, é um cruel, brincando com a esperança do povo que vem procurando, cegamente, sua saída do seu
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longo período de sofrimentos, pobreza e infortúnios”(Extraído de Through Turmoil to Peace, pág. 308).
Alguns, sem dúvida, estariam solidários com esta avaliação. Mas ninguém contestaria que o Sionismo era mais político do que espiritual. Seu objetivo claro e evidente era o de promover o retorno do povo à Terra Santa. Poderíamos, então, fazer a seguinte pergunta: “Estaria a mão de Elorrim conduzindo esses homens? Ele o fez no passado, como nos dias da Pérsia e o tem feito muitas vezes até os dias de hoje. Mas a restauração de Israel, depois de quase 2.000 anos de separação e desolação, necessitava mais do que uma simples organização. Isso Ezequiel viu claramente, quando, numa visão, ele observou os tendões e a carne aparecendo sobre os ossos. Em seguida, a pele os cobriu.
Aqueles que eram, apenas, ossos secos e espalhados, como começaram a tomar forma corpórea; foram-se tornando mais atrativos. Mas não havia fôlego neles, nenhuma centelha de vida. Embora fossem claros os objetivos do Sionismo, ainda assim os líderes do movimento reconheciam que não possuíam nem governo nem voz como nação. Era apenas uma organização e nada mais.
Mas, acompanhemos a parábola. Então foi dito ao profeta:
“Profetiza para o vento, profetiza, filho do homem, e dize ao vento: Assim diz o Senhor Elorrim: Vem dos quatro ventos, ó fôlego de vida, e assopra sobre estes mortos, para que eles vivam”.
Nas profecias bíblicas, “vento” representa guerra, contenda ou comoção. O que devemos nós compreender da expressão “os quatro ventos”? Poderiam eles representar uma guerra mundial? Já fizemos referência à tentativa do Dr. Hertzl, junto ao Kaiser Wilhelm, da Alemanha, oferecendo adquirir a terra da Palestina do Império Otomano. Os judeus da América e da Europa estavam financeiramente aptos para faze-lo. O Kaiser prometeu fazer o possível para que tal negócio pudesse efetivar-se.
Pouco tempo depois daquele encontro fez uma visita pessoal à Terra Santa. Isto se passou em l912. Ele propôs negociar com o Império Otomano representando os interesses dos judeus. Quando retornou à
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Alemanha, recusou-se até mesmo, conceder uma entrevista ao Dr. Hertzl. A razão era óbvia: ele havia celebrado um tipo diferente de contrato com o Império Otomano. Assumira o compromisso de que a Alemanha construiria uma estrada de ferro que se estenderia de Berlim até o país que conhecemos hoje como Iraque. Deveria ser conhecida como “a ferrovia B.B.B. – “The Berlin, Byzantium, Bagdad Railway”(A Estrada de Ferro Berlim, Bizânciol, Bagdad)”.
O projeto, entretanto, nunca chegou a ser concluído, porque, em menos de dois anos, quase todo o mundo estava nas garras da grande guerra – a 1ª Guerra Mundial. Antes que a terrível guerra tivesse terminado, o próprio Kaiser abdicara, tendo fugido, em seguida, para a Holanda, onde se auto-qualificou de prisioneiro e permaneceu ali até o resto de sua vida.
A 1ª Guerra Mundial terminou em l918. Um ano antes, o sultão fugira de Constantinopla ou Istambul, como nós a chamamos hoje, refugiando-se numa cachoeira britânica. Conseguiu chegar até Alexandria, no Egito, deixando oficiais alemães no comando das tropas turcas por toda a Palestina. O exército britânico foi comandado pelo General Allenby, um dos maiores generais da 1ª Guerra Mundial. Ele foi avançando desde o Egito, passando também pela faixa de Gaza, até entrar na Terra Santa. Comentando sobre este acontecimento, W. K. Ising, um ministro que residia naquela área, há muitos anos, disse:
“Uma característica sempre presente nas operações militares contra o exército turco na Palestina, foi a interpretação mística dada ao general no comando das forças britânicas, que foi aclamado pela população de Jerusalém e das regiões mais entranhadas do país, como o libertador enviado por Elorrim, visto não haver erro na providencial sugestão que seu nome trazia, Allenby. Lido em caracteres da língua árabe – com os quis comumente as vogais não aparecem, a menos que estejam no começo ou no fim de uma palavra – o nome, para este povo, revestia-se de um grande significado.
Lido da esquerda para a direita, no estilo ocidental, tem-se Allá Nabi, “o profeta de deus” lido da direita para a esquerda, no estilo árabe, passa a ser Ibn Allah, “o filho de deus”. Isto sem dúvida, é uma coincidência curiosíssima que iria invocar a mente mística dos orientais,
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fato este comentado pelos jornais árabes”(Among the Arabs in Bible Lands, pág. 42).
Outro observador e historiador disse com muita propriedade:
“As superstições naturais do povo muçulmano, com respeito a nomes e seu significado, tiveram sua participação na queda de Jerusalém.
Quando os soldados turcos ficaram sabendo que um exército estava aproximando-se de Jerusalém, sob o comando de um general, cujo nome era Allenby, sua coragem fugiu-lhes, pois esse nome, escrito na língua turca, significa “o Flagelo de deus”(Through Turmoil to Peace, 277, A.W.Anderson).
Acrescentamos a isto, uma lenda relacionada a um enorme terebinto que outrora fora usado pelos turcos como cadafalso. Com o lento passar dos anos, esta árvore começou a definhar e apodrecer. Já não era possível que fosse utilizada para um fim tão horroroso. Mas, em Jerusalém, era voz corrente que, quando esta árvore sucumbisse, ela marcaria a queda do Império Turco. Assim, grandes cuidados foram tomados para manter a árvore de pé, por meio de escoras e esteios. Uma resistente e reforçada escora foi colocada por baixo do pesado galho no lado que ameaçava romper-se e cair. Mas o terebinto, na verdade, já tinha começado a rachar-se, assim puseram uma cinta de ferro ao redor do seu tronco. Contudo, uma forte tempestade fez com que esta árvore se quebrasse, trazendo uma grande consternação às muitas pessoas que acreditavam no destino fatídico.
Como se todas essas coisas não fossem o bastante, existia também uma antiga lenda na Palestina relacionada com as águas do Nilo a qual afirmava que, quando as águas do Nilo corressem até entrar na cidade de Jerusalém, ele seria ocupada pelo inimigo. Naturalmente que eles nunca puderam imaginar as águas do Nilo correndo até entrar em Jerusalém. Isto virtualmente equivalia a dizer que jerusalém jamais cairia, pois a cidade está a 790m acima do nível do mar. Estas lendas populares reforçaram a idéia de que Jerusalém permaneceria sempre nas mãos do Império Otomano.
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Mas o general Allenby, depois de partir do Egito, rumo ao norte, precisando de água para o seu exército que ia avançando, já bombeava água do Nilo através do deserto. Enquanto marchava, subindo em direção a Jerusalém, aquelas bombas faziam a água subir, chegando a mais de 762m de altitude, até a velha cidade. Quando ficaram sabendo disso, os supersticiosos exércitos Otomanos perderam a coragem. Agora reunamos estas idéias e deixemos que a mente imagine o efeito que elas teriam sobre as pessoas fatalistas.
Cinco anos antes da vitoriosa entrada de Allenby em Jerusalém, o Kaiser Wilhelm visitou a cidade. Naquela ocasião fez-se uma abertura especial no muro da cidade através da qual o imperador germânica entrou acompanhado pelo coro da marinha, cantando “Eis que Teu Rei Vem a Ti”.
Quando Allenby entrou em Jerusalém, entretanto, foi diferente. Desmontou de seu cavalo, inclinou sua cabeça em reverência, e caminhou entrando na cidade pelo portão de Jafa, conhecido pelos nativos como “Nab-el khalil” ou “o amigo”. Não houve revista de tropas, nada de pompas, nem estrondosas salvas de canhão e nem qualquer resistência, porque os oficiais do exército alemão tinham fugido para o norte na noite anterior. Ficaram somente alguns soldados extraviados. Allemby entrou sem disparar um único tiro. Foi aclamado pelas massas como “grande libertador” e seu primeiro ato foi proclamar a paz para a cidade em nove línguas diferentes. Era o dia 11 de dezembro de l917.
Seus problemas, entretanto, ainda não tinham acabado, pois estava destinado a encontrar-se com os exércitos Otomanos mais ao norte, onde ele comandou uma brilhante campanha no verdadeiro campo de Megido e aniquilou completamente o que restara do exército Otomano. E foi, depois daquela batalha, que a Inglaterra o honrou com o título de “Conde de Megido”. Aquela última batalha foi travada e ganha no dia 31 de outubro de l9l8, exatamente onze meses após a queda de Jerusalém. Apenas onze dias mais tarde da Grande Guerra chegou ao seu fim com a assinatura do Armistício, o qual foi assinado na 11ª hora do 11º mês, exatamente 11 dias após a vitoriosa batalha do Megido, exatamente 11 meses depois da entrada de Allenby em Jerusalém! Poderia ser que o Elorrim dos céus estivesse dizendo ao mundo que havíamos chegado à undécima hora da História, que o momento da meia-noite está próximo?
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Daquela época em diante, os eventos começaram a suceder-se rapidamente, não somente na terra de Israel, mas por todo o Oriente Médio. Pouco antes, a Declaração Balfour tinha sido submetida à Liga das Nações, a qual permitiu o retorno dos judeus à sua pátria e restabelecer sua nação na terra de seus pais. Aquela declaração foi rapidamente ratificada. Mas naquela época os judeus não tinham força, nem voz e nem governo. Na verdade estavam nas mãos do governo Britânico, o qual detinha um mandato da antiga Liga das Nações para governar a Palestina.
Isto, entretanto, foi somente o começo, mas era um começo e os judeus receberam permissão para que retornassem à sua pátria. E lá se foram, aos milhares, dezenas de milhares. Em outras palavras, a nação começou a voltar à vida. Agora ponderemos sobre a parábola dos ossos que se encontra em Ezequiel 37. Diz o profeta:
“Eles...se puseram em pé, um exército sobremodo numeroso”.
Isto, na verdade, aconteceu? Se é verdade, quando foi? Logo em seguida à 1ª Guerra Mundial, mesmo ao tempo em que a Inglaterra governava a terra sob a forma de mandato, houve muitos conflitos entre os diferentes povos da Palestina. Assim, depois de 27 anos de difícil administração, a Grã Bretanha, em l948, abriu mão de seu mandato e se eximiu da responsabilidade de continuar governando. O mandato foi devolvido às Nações Unidas com muita satisfação. Era o dia 14 de maio de l948, data a que já nos referimos. No dia seguinte, Israel proclamou-se uma nação independente.
O Presidente Truman, rapidamente, reconheceu o novo Estado de Israel, seguido pela União Soviética. Outras nações do mundo rapidamente seguiram o caminho dos Estados Unidos e Israel tornou-se uma nação independente.
Como parte do programa para a colonização da Palestina, as Nações Unidas haviam redigido o plano para sua partilha, ao qual faremos alusão mais adiante. Os árabes, no entanto, estavam profundamente preocupados com a independência de Israel e podemos muito bem compreender o seu raciocínio. Não haviam os muçulmanos ocupado a Palestina nos últimos 13 séculos? Que direitos tinham os judeus ali? Os árabes rapidamente
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mostraram sua desaprovação não respeitando as linhas de separação traçadas pelas Nações Unidas. O espectro da guerra já se avistava no horizonte e até mesmo o próprio peso das nações do mundo combinadas, parecia impotente para discutir e encontrar a solução do problema. A lição da parábola é de crucial importância. “O exército sobremodo numeroso” não era grande em número, pois todos os israelitas do país, contando-se homens, mulheres e crianças, não passavam de 500.000 pessoas. E eles estavam rodeados pelas nações opositoras de Israel, cujo número ia além de 100 milhões. Mas o exército israelense foi grande em bravura, verdadeiramente um exército sobremodo grande.
A guerra eclodiu em l948. Esta foi a primeira de quatro importantes guerras entre árabes e judeus. Aconteceu que um dos autores deste livro desembarcou em Israel exatamente durante a guerra de l948. Por algum tempo não se podia ter plena certeza de escapar das linhas de batalha.
Qual foi o resultado dessa guerra? Israel emergiu como vencedor e um terço a mais de terra foi acrescentado à nação, além daquilo que as Nações Unidas haviam, originalmente, planejado. Para aqueles que vêem nisto uma providencia, podemos dizer com o poeta que escreveu a letra deste hino:
“Elorrim age de maneira misteriosa suas maravilhas a fim de a executar, colocando suas pegadas no mar e passeia sobre a tempestade”.
Ainda, prosseguindo com a parábola, observemos o verso 12:
“Assim diz o Senhor Elorrim: Eis que eu abrirei as vossas sepulturas e vos farei sair das vossas sepulturas, ó povo meu e vos trarei à terra de Israel”.
E foi exatamente isso o que aconteceu. Durante séculos os Judeus levaram uma vida de penúrias e sacrifícios em muitos países, sofrendo perseguições terríveis e, não raro, com o constante temor da morte. Em silêncio liam as Escrituras e vinha-lhes a ardente vontade de saber como Elorrim haveria de cumprir Sua promessa. Mas Elorrim sempre mantém Suas promessas. Muito do que vem acontecendo em Israel não meramente
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por causa da atual geração de judeus, mas por causa de seus ancestrais. Elorrim disse, através de Moisés:
“Então, eu me lembrarei do concerto com Jacó e... com Isaac e...com Abraão.
Antes, por amor deles, me lembrarei do concerto que fiz com vossos pais...Eu sou o SENHOR”(Lev. 26:42 e 45).
As Escrituras dizem:
“Eles são amados por causa de seus pais”(Romanos 11:28). “Por causa dos patriarcas” (New English Bible).
Os ossos se ajuntaram patriótica e politicamente. Não deveríamos nós estar orando pelo grande reavivamento espiritual que a profecia declara acontecerá naquela terra? Esse reavivamento bem poderia ser o começo da “última chuva” antes da grande colheita.
Na terra de Israel, nos tempos antigos, eles podiam depender das chuvas quase que até ao dia da colheita. A chuva que regava a terra, no início, chamada “a primeira chuva”, caía pouco depois que a semente tinha sido lançada na terra, fazendo com que germinasse. Depois vinha “a última chuva” pouco antes da colheita.
Os profetas usaram este fenômeno natural para ilustrar o crescimento e a maturidade espirituais.
Todos aqueles que acreditam que o fim da história humana está próximo, deveriam estar seriamente buscando o Elorrim da nossa salvação em favor daqueles que não o conhecem como seu Redentor, porque estamos vivendo dos dias da “última chuva”, os quais precederão a era Messiânica, anunciando-a.
Aqueles que têm olhos para ver, compreenderão que os atuais eventos que ocorrem no Oriente Médio, especialmente entre o Egito e Israel, são indicações claras de que o Messias está próximo a aparecer. Quando Ele vier, destruirá o mal, raiz e ramo, e iniciará seu reinado de justiça.
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CAPÍTULO IX
AS MONTANHAS DE ISRAEL
Entre todos os escritores da Bíblia, Ezequiel, como já temos observado, destaca-se como um dos mais singulares. Muitos dos antigos profetas eram poetas, frequentemente trazendo suas mensagens em estilo poético. Um autêntico exemplo disto é encontrado em Ezequiel, capítulos 6 e 36, nos quais a mensagem de Elorrim é dirigida, não somente ao povo, mas de modo especial para “as montanhas de Israel”. Observe estas palavras ditas pelo profeta:
“Veio a mim a palavra do SENHOR, dizendo: Filho do homem, vira o teu rosto para os montes de Israel, e profetiza contra eles dizendo: Montes de Israel, ouvi a palavra do Elorrim. Assim diz o Senhor Elorrim aos montes, aos outeiros, aos ribeiros e aos vales: Eis que eu, eu mesmo, trarei a espada sobre vós e destruirei os vossos altos” (Ezequiel 6:1-3).
“Altos” ou “lugares altos” eram geralmente escolhidos como lugares de adoração, não somente pelos adoradores de Baal, mas também pelos adoradores de Jeová. Exemplos destes são o Monte Moriá, Monte Carmelo e o Monte Sião.
Por causa da apostasia de Israel, disse o Senhor:
“E porei os cadáveres dos filhos de Israel diante dos seus ídolos e espalharei os vossos ossos em redor dos vossos altares.
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Em todos os vossos lugares habitáveis as cidades serão destruídas, e os altos assolados; para que os vossos altares sejam destruídos e assolados, e os vossos ídolos se quebrem e sejam destruídos, e os altares de incenso sejam cortados, e desfeitas as vossas obras”
“E os traspassados cairão no meio de vós, e sabereis que eu sou o SENHOR” (Ezequiel 6:5-7).
Aquilo certamente aconteceu no tempo do profeta Ezequiel, quando os babilônicos invadiram o país, destruíram o Templo e a cidade de Jerusalém. Mas 600 anos mais tarde, os judeus sofreram uma destruição muito maior, quando a grande profecia de Mateus 24, cuja primeira parte falava da destruição de Jerusalém, a qual foi cumprida e, depois, da decadência e ruína do mundo para acontecer destro em breve. A profecia de Ezequiel tanto tinha uma aplicação primaria como uma secundária ou mais completa; primeiro uma aplicação para a sua própria época e, depois, outra para uma época ainda muito mais distante, no futuro.
Quando o profeta escreveu, era ele contemporâneo de Daniel e boa parte do que está registrado nesta profecia já estava sendo cumprida. Jerusalém já havia sido invadida e milhares de judeus foram ou mortos ou levados em cativeiro. Mas os cativos levados por Nabucodonosor permaneceriam sob o jugo babilônico apenas 70 anos; os últimos cativos por um período mais curto ainda, pois um decreto expedido por Ciro, rei da Pérsia, e que permitia aos judeus retornarem à sua pátria, como fora predito por Jeremias, deveria logo ser cumprido. Mas Ezequiel estava olhando para muito além da sua época. Ele estivera vendo, em visão, uma destruição de maiores proporções que seria feita pelos romanos.
Não somente foi destruído o suntuoso Templo de Jerusalém, mas também, no mesmo lugar, os romanos erigiram um templo a Júpiter, o principal dos seus deuses. Este, mais tarde, foi destruído. Depois, quando o país inteiro foi conquistado pelos seguidores do Islamismo, eles erigiram, no local daquele templo, duas mesquitas – a Mesquita de Omar, mais corretamente conhecida como Cúpula da Rocha e a Mesquita de El-Aksa, já mencionada num capítulo anterior.
Durante os três primeiros séculos, a sociedade dos crentes cresceu a passos largos e logo o número de seus membros começou a contar-se às
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centenas de milhares. Isso causou grande agitação entre os certos judeus. Quando um dos grandes mensageiros da graça de Elorrim foi para Antioquia da Pisídia, ele naturalmente foi à sinagoga para o culto religioso no dia de Sábado. Quando convidado pelo rabino a falar, ele revelou o propósito de Elorrim para aqueles que estavam ali presentes. Eles ouviram atentamente sua mensagem. Evidentemente havia alguns gentios na congregação e eles insistiram para que pregasse novamente no sábado seguinte. O registro daquele segundo encontro é interessante:
“Quase toda a cidade se ajuntou para ouvir a Palavra de Elorrim”(Atos 13:44).
Ao invés de os judeus se rejubilarem que os gentios estivessem aprendendo as verdades da Palavra de Elorrim, o registro diz:
“Mas os judeus, vendo as multidões, encheram-se de inveja e, blasfemando, contradiziam o que Paulo falava”.
Então disseram os mensageiros:
“Cumpria que a vós outros, em primeiro lugar, fosse pregada a palavra de Elorrim; mas, posto que os rejeitais e a vós mesmos vos julgais indignos da vida eterna, eis aí que vos volvemos para os gentios”.
Este homem que falou naquele dia era, mais do que apenas um rabino, ele fora, no passado, membro do Sinédrio, o mais alto conselho do governo da nação. Ele carregava em seu coração um tremendo peso por seu próprio povo. Elorrim ainda os amava e ainda que os líderes tivessem deixado de aceitar seu Messias, enviado dos céus, Elorrim não os rejeitou. Mas, é triste dizer, muitos deles viraram as costas aos mais claros ensinamentos da Palavra de Elorrim. Esta é a razão pela qual foi permitido aos seus inimigos leva-los para longe de sua terra. Pela palavra de seu profeta Ezequiel, o Senhor disse:
“E saberão que eu sou o Senhor, não debalde que lhes faria este mal”.
“Assim diz o Senhor Elorrim: Bate com a tua mão, e bate com o teu pé, e dize: Ah! Por causa de todas as péssimas abominações da casa de
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Israel; pois eles cairão à espada, e de fome, e de peste”(Ezequiel 6:10 e 11).
Nenhuma descrição do propósito de Elorrim que seja mais impressiva do que estas palavras, poderá ser achada nas Escritas. Em virtude de suas terríveis abominações, Elorrim disse que seriam destruídos:
“...cairão à espada, e de fome e de peste”.
Quão verdadeiro foi isto! Quando os romanos sitiaram Jerusalém no ano 70 da nossa era, a falta de alimentos por vezes foi tão crítica que, de acordo com os historiadores, o povo comia a carne daqueles que morriam, às vezes, até a carne de seus próprios filhos, “no cerco e na angústia”, cumprindo a profecia de Jeremias l9:9. A terrível fome que se seguiu à destruição de Jerusalém pelos romanos, foi seguida de pestilência e morte.
Ezequiel, no capítulo 6, predisse que aquela destruição e desolação aconteceria por causa dos pecados de toda a nação. Mas, no capítulo 36, Elorrim nos transmite um quadro sobre a restauração de Israel. A mensagem, como o leitor perceberá, é dirigida às “montanhas de Israel”. Faremos a leitura desta mensagem na New English Bible de Ezequiel 36:14. Elorrim disse ao profeta.
“Profetiza às montanhas de Israel e dize: Montanhas de Israel, ouvi as palavras do Senhor. Estas são as palavras do Senhor Elorrim: O inimigo disse, Ah! As eternas terras altas serão nossas. Portanto, profetiza e dize: Estas são as palavras do Senhor Elorrim. Vós montanhas de Israel, ao vosso redor todos os homens vos olharam com maligna satisfação e vos insultaram quando fostes capturados e ocupadas pelo resto das nações; vosso nome passou de boca em boca, na fala comum dos homens. Portanto, ouvi as palavras do Senhor Elorrim,quando ele fala às montanhas e outeiros, às correntes de água e aos vales, aos palácios desolados e cidades desertas, todos saqueados e desprezados pelo resto das nações ao redor de vós”.
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Quando os judeus foram forçados a sair de sua pátria, as nações gentias entraram e a tomaram em possessão, alguns dos quais começaram a dizer:
“Bem feito! Também os antigos lugares altos são nossa herança”(Ezequiel 36:2).
Aqueles “antigos lugares altos” incluíam o Monte Moriá, onde se erguia o magnificente Templo Judaico e que foi totalmente queimado pelos romanos e, conforme observamos anteriormente no seu exato local, foi erigido um templo idólatra ao deus Júpiter. Também foram incluídos, entre aqueles “lugares altos”, o Monte Sião e o Monte das Oliveiras.
Ainda dirigindo-se às montanhas de Israel, o Senhor disse:
“Ao vosso redor os homens vos olharam com maligna satisfação e vos insultaram, quando fostes capturados e ocupadas pelo resto das nações; vosso nome passou de boca em boca, na fala comum dos homens”.
A versão king James diz assim:
“Vós sois objeto de chacota nos lábios dos tagarelas e sois a infâmia do povo”.
Os “tagarelas” mexericavam – mexerico de maldade. Por todo o mundo as pessoas fizeram chacotas concernentes ao povo Judeu. Eles foram amaldiçoados, perseguidos e mortos. As palavras de Elorrim, neste capítulo, são muito impressivas:
“No fogo do meu ciúme falei claramente contra o resto das nações, e contra Edom acima de todos. Pois Edom, ensoberbecido de triunfante desprezo, apoderou-se de minha terra para fazer dela objeto de desprezo público. Portanto, profetiza sobre o solo de Israel e dize aos montes e outeiros, às correntes de água e aos vales. Estas são as palavras do Senhor Elorrim: Eis que falei, no meu zelo e furor, porque tivestes que suportar os insultos de todas as nações. Portanto, diz o Senhor Elorrim, eu jurei com mão levantada que as nações ao redor de vós serão punidas por seus escárnios”(Ezequiel 36: 5-7).
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É interessante ver como o Senhor está dizendo às montanhas que certas nações escarnecedoras serão punidas por se apossarem de Sua terra e destruírem o Seu povo.
Agora, o tom muda por completo, começando com verso 8:
“Mas vós, montes de Israel, produzireis os vossos ramos e dareis os vossos frutos para o meu povo Israel, porque sua volta ao lar está próxima. Vede agora, Eu sou a vosso favor, Eu me voltarei para vós e sereis lavrados e semeados. Eu fixarei muitos homens sobre vós – toda a casa de Israel. As cidades serão outra vez habitadas e os palácios reconstruídos. Fixarei muitos homens e animais sobre vós; eles se multiplicarão e serão fecundos. Eu vos farei populosos como nos dias antigos e mais prósperos do que éreis no principio. Assim vós conhecereis que Eu sou o Senhor. Eu farei os homens – meu povo Israel – andarem por vossas veredas outra vez. Eles se estabelecerão em vós e vós estareis em sua possessão; mas vós nunca mais os desfilhareis”(Ezequiel 36:8-12).
Quão belo quadro constitui a passagem acima acerca do que está, de fato, acontecendo na Terra de Israel, hoje. “Eu fixarei muitos homens e animais sobre vós”, e, “eles se multiplicarão e serão fecundos”, diz o Senhor. E Ele promete que as montanhas serão mais populosas e mais prósperas do que foram outrora. Embora alguns se esforcem para encontrar o cumprimento destas profecias no retorno dos judeus da Babilônia em 457 A.C., a profecia nos dá um quadro muito mais amplo do que foi ou poderia ter sido cumprido naquela época. Mesmo tendo o remanescente que retornou de Babilônia recebido sua autonomia, podendo até mesmo aplicar a pena de morte (Esdras 7:11-26). Eles, sem dúvida, não foram “mais prósperos” do que fora a nação nos dias de Davi e Salomão. Muitos acreditam que estas profecias são aplicáveis aos nossos dias e a nenhum outro tempo.
Nenhuma profecia das Escrituras está mais relacionada com a nossa geração do que estes versos de Ezequiel 36. A expressão “montanhas de Israel” não é apenas poesia; ela é geografia e representa o reflorestamento que inclui dezenas e dezenas de milhões de árvores plantadas por Israel
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nestes últimos anos. Ela inclui, também, as multidões de laboriosos israelenses que, com a ajuda de árabes amigos, estão trabalhando a terra e transformando-a de estéril e desolado deserto, numa das mais férteis regiões de todo o mundo.
Mas, por mais lindo que este pequeno país se esteja tornando, ele não é e nunca pode ser o lar Eternal do Povo de Elorrim. A Abraão foi prometido que ele seria “herdeiro do mundo”, não de um mundo de guerras e de amargas hostilidades, não de um mundo onde ciclones, tornados e terremotos devastam a terra, mas de um mundo onde a tristeza e o pranto nunca serão conhecidos, onde a cruel mão da morte nunca nos roubará os nossos queridos; um mundo sem necessidades, onde não existirá a miséria, nem secas nem favelas, nem a fumaça poluidora das fábricas e veículos, nem acidentes de trânsito, nem crimes, nem exército, nem mesmo uma força policial. Esse foi o mundo que apareceu a Abraão em visão, na antiguidade:
“Porque ele olhava para a cidade que tem fundamentos, cujo artífice e construtor é Elorrim”(Hebreus 11:10).
Sua posteridade deveria ser mensageira de Elorrim para levar as boas novas do Seu propósito para com a raça humana a todas as partes da Terra. Eles falharam e esse fracasso se deteriorou de tal forma que nem mesmo reconheceram o Messias.
Quando Israel fracassou, Elorrim ainda realizou seu propósito através dos crentes no Messias e, doloroso como o foram tantos outros capítulos da história daqueles que professaram Seu nome, Elorrim, não obstante, está usando os crentes constituídos por pessoas de todas as nações, inclusive todos os judeus crentes. Estes estão levando Sua mensagem das boas novas eternas a todos os cantos do globo. Nada é mais inspirador do que o feitos destas testemunhas das boas novas:
“E este evangelho (boa nova) do Reino será pregado em todo o mundo, para testemunho a todas as nações; e então vira o fim” (Mateus 24:14).
Brevemente a grande obra estará terminada. Ao mesmo tempo em que vemos com interesse o retorno de Israel, também observamos, com
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alegria, a pregação das boas novas da salvação ao mundo inteiro. E isto constitui mais um dos grandes sinais do iminente final dos tempos. A Bíblia diz:
“Quando estas coisas começarem a acontecer, olhai para cima e levantai as vossas cabeças, porque a vossa redenção está próxima”(Lucas 21:28). Ou, como diz a New English Bíble: “vossa libertação está perto”.
Eis algumas das promessas de Elorrim com respeito ao futuro:
“Mas vós folgareis e exultareis perpetuamente no que eu crio; porque eis que crio para Jerusalém alegria e para o seu povo, gozo.
E folgarei em Jerusalém e exultarei no meu povo; e nunca mais se ouvirá nela voz de choro, nem voz de clamor”(Isaias 65:18 e 19).
Um dos maiores profetas hebreus, disse:
“E eu, João, vi a Cidade Santa, a Nova Jerusalém que Elorrim descia do céu, como uma noiva, preparada e adornada para seu noivo...”
“E lhes enxugará dos olhos toda a lágrima, e não haverá mais morte, não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque já as primeiras coisas são passadas”(Apocalipse 21:2 e 4).
Este é o propósito final de Elorrim para com o Seu povo. Não uma só nação, mas todos aqueles que, pela graça, se tornam filhos do fiel Abraão, são “herdeiros conforme a promessa” (Gálatas 3:28 e 29). Mas, antes da vinda desse Reino de Glória, haverá para Israel e para o mundo “um tempo de angústia, qual nunca houve desde que houve nação”(Daniel 12:1)., durante o qual será travada a última grande guerra - a Batalha do Armagedom (Apocalipse 16:14). Dois capítulos, próximo ao fim deste livro, estampam um quadro dos eventos que levarão àquele conflito final, quando as forças combinadas do ateísmo e do demonismo desafiarão o poder do Eterno Criador.
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CAPÍTULO X
IMPORTANTES PREVISÕES
A
RESPEITO DE ISRAEL
Quando Frederico, o Grande, da Prússia voltou-se para o seu capelão e lhe pediu que desse uma razão porque acreditava que a Bíblia continha a verdade, o capelão pensou por um momento e então disse: “Majestade, os judeus”.
Nada, em toda a História, revela tão claramente a veracidade das Escrituras como as predições a respeito de Israel. Desde a época em que este povo tornou-se livre do cativeiro egípcio sob a liderança de Moisés, ao longo de todos os séculos de constantes mudanças até o presente, eles foram um povo que deve ser levado em alta consideração. Nós já falamos de como foram preservados como um povo distinto e vimos que isto foi garantido na mais simples mas, também na mais clara linguagem. Observe estas palavras:
“Assim diz o Senhor, que dá o sol para luz do dia, e as ordenanças da lua e das estrelas para a luz da noite, que fende o mar e faz bramir as suas ondas; o Senhor dos Exércitos é o seu nome”.
“Se desviarem-se estas ordenanças de diante de mim, diz o Senhor, deixará também a semente de Israel de ser uma nação diante de mim para sempre”.
“Assim diz o Senhor: Se puderem ser medidos os céus para cima, e sondados os fundamentos da terra para baixo, também eu rejeitarei toda a semente de Israel, por tudo quanto fizeram, diz o Senhor”.(Jer. 31:35-37).
Observe esta importante verdade: A eleição de Israel foi confirmada por um “concerto perpétuo”. Elorrim deu a Abraão e a sua posteridade a dádiva da terra por “possessão perpétua”. Ao profeta Ezequiel, o Senhor disse:
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“Dize, portanto, à casa de Israel: Assim diz o Senhor Elorrim: Não é por amor de vós que eu faço isto, ó casa de Israel, mas pelo meu Santo Nome, que profanaste entre as nações para onde fostes.
Não é por amor de vós que eu faço isto, diz o Senhor; seja isto conhecido por vós: envergonhai-vos e confundi-vos por causa de vossos caminhos, ó casa de Israel” (Ezequiel 36:22 e 32).
A terra foi dada por Elorrim para ser a herança do povo e o povo foi tomado por Elorrim para ser Sua herança. Disse Moisés:
Mas o Senhor vos tomou...para que Lhe sejais por herança...”
Então ele fala da terra, chamando-a de :
“Essa boa terra, que o Senhor teu Elorrim te dá por herança”(Deuteronômio 4:20 e 21).
E mais adiante, a Bíblia declara:
“Porque os dons e a vocação de Elorrim são irrevogáveis”(Romanos 11:29).
Agora, acrescentemos mais alguma passagem a esta – as palavras do rei Davi, como ele canta a bondade e a grandeza de Elorrim. Ele diz:
“E quem há como o teu povo, como Israel, gente única na terra? A quem Elorrim foi resgatar para seu povo; e a fazer-se um nome, e a fazer-vos estas grandes e terríveis coisas, para a tua terra, diante do teu povo, que tu resgataste do Egito desterrando as nações e a seus deuses”(II Samuel 7:23 e 24).
À luz destas Escrituras, como podemos falar superficialmente de Israel ou da terra de Israel? Através do seu procedimento com esta nação, Elorrim ilustrou princípios de um governo moral verdadeiro. Disse alguém: “Israel é uma magnífica lição objetiva para todas as nações e para qualquer época”. O pecado da nação judaica interrompeu a comunhão nacional da mesma forma que o pecado interrompe a comunhão espiritual do indivíduo.
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Muitos consagrados escritores, durante os últimos três séculos, externaram a esperança de que Israel, não somente voltaria a existir como nação, mas que se tornaria “um símbolo da paz” e “um santuário do ideal profético”. Autores mais recentes têm manifestado, não somente esta mesma esperança, como também vêem nos acontecimentos destas últimas décadas, uma cristalização de suas idéias.
Arnold Toynbee, historiador inglês, em seu discurso perante o Congresso Mundial Judaico, em l959, lembrou à sua platéia de que, há muitos anos, “os judeus p0ermitiram que estranhos levassem consigo a religião deles e a difundissem por todo o mundo”. Max L. Dimont, comentando o discurso, recorda-nos que “embora o mundo pareça não ter conhecimento desse fato ou relute em admitílo, o judaísmo já é uma das forças espirituais de maior sucesso a influenciar e a amoldar a mente do homem hoje...a história julga,não pela quantidade, mas pela qualidade...Yeshua (O Salvador) foi igualmente pendurado pelos romanos, mas Suas idéias viveram para moldar a mais magnificente civilização do mundo” The Indestructible jew, págs. 434 e 435).
O Dr. Charles F. Pfeiffer, um dos mais respeitados teólogos da autualidade, em seu livro The Arab Israeli Struggle (O conflito Árabe-Israelense), diz: “Não pode haver dúvidas de que o interesse pela Bíblia entre os ingleses muito teve a ver como o sentimento pró-Israel na Inglaterra... Provavelmente os mais sólidos e calorosos amigos de Israel... são aqueles que crêem que o estabelecimento do Estado de Israel é o cumprimento das profecias bíblicas. Eles vêem nos eventos contemporâneos o cumprimento de Lucas 21:24. “E Jerusalém será pisada pelos gentios até que os tempos destes se completem”. A volta à Palestina é considerada uma preparação para os eventos “do fim dos tempos”, págs. 109,110.
Um outro autor moderno, Salomon Grayzel, escrevendo como judeu, declara: “Nunca houve um tempo, nestes últimos 1.500 anos, em que diferenças de opinião com relação ao judaísmo, fossem tão profundas... Com a derrota do nazismo, uma época trágica para os judeus chegou ao fim nos países ocidentais. Mas a tragédia abateu-se sobre os judeus dos países Muçulmanos, quando um reavivamento do nacionalismo e a solidariedade
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para com seus colegas Muçulmanos, derrotados por Israel, levantou as populações contra os judeus que, por séculos, tinham vivido em seu meio”.
Ele chega ao ponto alto do seu excelente livro de 769 páginas, afirmando que o sonho de um mundo pacífico foi “sonhado pela primeira vez nas colinas da judéia por um profeta e sábio hebreu... Se aceitamos o desafio com visão, sabedoria e determinação, o Povo de Israel continuará a ser uma bênção entre os povos do mundo” – Págs. 723 e 726.
Todavia, algumas das afirmações francas e desafiadoras, concernentes ao futuro imediato de Israel, encontraram-se no livro The acts of the Apostles (Atos dos Apóstolos),do qual passamos a citar um trecho.
Observe estas palavras: “Israel havia tropeçado e caído, mas isso não impossibilitou que se levantassem outra vez”. Continuando, o autor diz:
“Entre os judeus existem alguns que, como Saulo de Tarso, são poderosos no conhecimento das Escrituras e estes, com maravilhoso poder, proclamarão a imutabilidade da Lei de Elorrim. O Elorrim de Israel fará com que isso ocorra em nossos dias”(Pág. 381, o grifo é nosso).
“Tem havido, de século em século, muitos judeus nobres, homens e mulheres, tementes a Elorrim, os quais têm sofrido em silêncio. Elorrim tem confortado seus corações em aflição e tem contemplado, com piedade, sua terrível situação. Tem ouvido as agonizantes orações dos que, de todo o coração, O têm buscado para uma justa compreensão da Sua Palavra”(Ibid. págs. 379 e 380).
Através de todos esses trágicos séculos, muitos do seio deste querido povo buscaram a Elorrim com seriedade, visando a “uma correta compreensão da Sua Palavra”, e Elorrim tem ouvido suas angustiantes orações. E podemos dar graças a Elorrim, porque, nesta hora final, nestes tempos decisivos e culminantes, muitos serão guiados pelo Seu Espírito à alegria da plena salvação.
Embora nossa época seja caracterizada por dias de licenciosidade e de promiscuidade, quando os padrões morais têm sido “levados com o vento”, fazendo com que muitos percam sua confiança nas Escrituras, chegando alguns até mesmo a declarar que “Elorrim está morto”, a despeito de tudo o que está acontecendo, o grande poder de Elorrim está trabalhando
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de um modo especial, chamando e convocando um povo para Si mesmo. Não somente entre os gentios, mas também entre os judeus, o Espírito de Elorrim está sendo derramado. E deste povo oprimido, alguns se levantarão para proclamar “ a imutabilidade da Lei Eterna de Elorrim”, chamando a atenção para o que os profetas escreveram. Agora ponderemos sobre estas palavras daquele mesmo autor:
“As profecias de juízo, proferidas por Amós e Oséias, foram acompanhadas por predições de glória futura. Às dez tribos, em longa rebelião e impenitência, não foram feitas promessas de completa restauração de seu antigo poder na Palestina. Até o fim dos tempos eles estariam espalhados entre as nações. Mas, através de Oséias, foi dada uma profecia que põe diante deles o privilégio de terem uma parte na restauração final a ser feita pelo Povo de Elorrim, no vim da história da terra, quando o Messias aparecerá como Rei dos Reis e Senhor dos senhores”.
“Por muitos dias”, diz o profeta, as dez tribos ficariam “sem rei, sem príncipe, sem sacrifícios, sem coluna, sem éfode e sem terafins”. Depois, continua o profeta, “os filhos de Israel retornarão e buscarão ao Senhor seu Elorrim, e a Davi seu rei; e temerão ao Senhor e à Sua bondade nos últimos dias”(Profets end Kings, pág. 298).
As Escrituras Sagradas relatam isso em Oséias 3:4 e 5. Este autor enfatiza que estas passagens foram “acompanhadas por predições de glória futura e a relaciona com “a restauração final... no fim da história da Terra”.
Embora pudéssimos, naturalmente, aplicar a expressão “a restauração final num sentido espiritual, no contexto implica que o escritor tinha em mente o restabelecimento de Israel como nação, o que é considerado por muitos especialistas bíblicos famosos, como um sinal inequívoco de que o Messias está prestes a vir como Rei dos reis e Senhor dos senhores. Assim sendo, então o que deve ser feito tem que ser feito rapidamente, pois o tempo está esgotando-se. Estas palavras “depois os filhos de Israel voltarão e buscarão ao Senhor seu Elorrim (verso 5) tem um significado todo especial. Nada poderia ser mais enfático nem de mais fácil compreensão. Além disso, o autor diz que isso “ocorrerá nos últimos dias”.
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Seria difícil para “os filhos de Israel” voltarem sem uma pátria, para que o retorno se concretizasse.
Esse é um assunto conhecido, pois a História nô-lo diz que as Nações Unidas endossaram o restabelecimento de Israel como um Estado Livre e Independente. Pouco compreendia aquela augusta assembléia, quando o ato estava sendo oficializado que aquilo era, na verdade, um cumprimento das antigas profecias a respeito de Israel. Estas palavras do Senhor ao profeta Jeremias são de fundamental importância:
“A palavra que o Senhor veio a Jeremias, dizendo: “Assim diz o Senhor Elorrim de Israel, dizendo: Escreve num livro todas as palavras que te tenho dito: “Porque eis que vêm dias, diz o Senhor, em que farei retornar do cativeiro o meu povo-Israel e Judá, diz o Senhor; torná-los-ei a trazer à terra que dei a seus pais, e a possuirão.
Estas são as palavras que disse o Senhor acerca de Israel e Judá”(Jeremias 30:1-4).
Observemos em especial o verso 24:
“Não voltará atrás o furor da ira do Senhor, até que tenha executado e até que tenha cumprido os desígnios do seu coração; nos últimos dias entendereis isto”(Jeremias 30:24).
Algumas coisas na programação divina não poderiam ser compreendidas ao tempo em que foram escritas. Não poderiam ser totalmente compreendidas até o seu cumprimento. Quando o profeta Daniel estava recebendo instruções do Senhor, ele disse:
“Eu, pois, ouvi, mas não entendi; por isso eu disse: Senhor meu, qual será o fim destas coisas?”
“E ele disse: Vai, Daniel, porque estas palavras estão fechadas e seladas até ao fim dos tempos”(Daniel 12:8 e 9).
Ou, como traduz Moffatt: “Até a crise do dim”.
Quando o anjo Gabriel veio até Daniel, ele disse:
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“Agora vim para fazer-te entender o que há de acontecer ao teu povo nos últimos dias; porque a visão se refere a dias ainda muito distantes”(Daniel 10:14).
Importantes acontecimentos deveriam ocorrer ao povo de Daniel – os judeus – “nos últimos dias”, um tempo muito distante da época de Daniel. A maioria dos estudiosos evangélicos crê que isso é uma referência aos dias do encerramento da história da Terra, quando, de acordo com esta passagem bíblica, podemos confiantemente esperar que ocorram grandes coisas. As seguintes palavras do livro Evangelismo, pág. 579, dão ênfase à mesma verdade:
“Haverá muitos...entre os judeus (que)...ajudarão a preparar o caminho do Senhor e fazer no deserto um caminho direto para nosso Elorrim. Os judeus deverão ter um importante papel a desempenhar neste ato”.
O profeta Isaías disse muito bem:
“ouvi a palavra do Senhor, vós os que a temeis... Quem jamais ouviu tal coisa? Pode, acaso, nascer uma terra num só dia? Nasceria uma nação de uma só vez? Mas Sião, antes que lhe viessem as dores, deu à luz a seus filhos”(Isaías 66:5 e 8).
Muitos estudiosos da Bíblia viram um cumprimento desta profecia, quando Israel proclamou-se uma nação no dia 14 de maio de l948. Trinta anos antes, ao término da 1ª Guerra Mundial, a antiga Liga das Nações, quando tentava solucionar alguns dos problemas criados pela guerra, insistiu em que a França ocupasse a Síria e a Inglaterra assumisse os problemas da Palestina. Tanto a Síria como a Palestina tornaram-se “territórios governados por mandato” sob a supervisão geral da antiga Liga das Nações.
Embora aquele arranjo fosse bom durante um período limitado de tempo, ele podia, no máximo, ser apenas temporário e chegou o dia em que a Inglaterra, incapaz de promover a paz entre árabes e judeus, finalmente,
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abriu mão do mandato declarando que já não podia cumprir seu compromisso. O dia l4 de maio foi o dia em que a Inglaterra deixou Israel. E, naquele mesmo dia, Israel proclamou-se uma nação independente. Esta foi reconhecida imediatamente pelos Estados Unidos da América. E a segunda nação a dar o seu reconhecimento foi a Rússia Soviética. Todos os outros países logo os seguiram e Israel obteve assento como membro das Nações Unidas. Nesse sentido, pelo menos, poder-se-ia dizer que a nação Israel “nasceu num dia”. Desde então, eles tem feito grandes progressos, quer material, quer culturalmente. Nós desejaríamos que o mesmo pudesse ser dito do desenvolvimento espiritual da nação.
Note estas declarações a respeito dos judeus, do autor de Prophets and Kings:
“Tem que haver um trabalho...verdadeiro e sincero em prol dos judeus. Um pouco está sendo feito, mas é como nada, comparado com o que poderia ser feito. Há evidente falta de lançarmos mãos à obra como deveríamos. Que o povo do Senhor medite e ore sobre esta questão”(Carta 21, l912).
“Porque assim diz o Senhor dos Exércitos: Como pensei fazer-vos mal, quando vossos pais Me provocaram à ira, diz o Senhor dos Exércitos, e não me arrependi, assim pensei de novo fazer bem a Jerusalém e à casa de Judá nestes dias; não temais”(Zac. 8:14 e 15).
“A obra sobre a qual o profeta Zacarias escreve, é um tipo de restauração a ser operada em prol de Israel antes do fim do tempo.
E há de acontecer, ó casa de Judá, e ó casa de Israel que, assim como fostes maldição entre as nações, assim vos salvarei e sereis benção; não temais, sejam fortes as vossas mãos. Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis que salvarei o meu povo, tirando-o da terra do Oriente e da terra do Ocidente; e os trarei e habitarão em Jerusalém; eles serão o Meu Povo e eu serei o seu Elorrim em verdade e em justiça”(Zacarias 8:11, 7 e 8).
Este escritor declarou com seriedade que “o povo do Senhor deveria meditar e orar sobre este assunto”. Quanto tempo de meditação e oração está o povo de Elorrim dando a este assunto? Quantos períodos de oração estão reservados pelos crentes em favor dos judeus hoje?
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O autor declara que a obra da qual o profeta Zacarias escreve “é um tipo de restauração espiritual a ser realizada por Israel antes do fim dos tempos”(Ibdem).
Embora esta profecia tivesse uma aplicação limitada ao retorno da Babilônia nos dias de Esdras e Neemias, sua maior aplicação não parece estar “nos primeiros dias”, mas nos “últimos dias” – o tempo em que estamos vivendo. Eis a promessa de Elorrim:
“Assim diz o Senhor dos Exércitos... Não serei para com o restante deste povo como nos primeiros dias, diz o Senhor dos Exércitos.
Porque haverá sementeira de paz; e a vide dará o seu fruto, a terra a sua novidade e os céus o seu orvalho; e farei com que o resto deste povo herde tudo isto”(Zacarias 8:11 e 12).
Zacarias dá a entender que, após a restauração da nação, haverá um grande incremento de frutos e grãos e que “os céus darão o seu orvalho”. E aqueles que possuírem estas coisas serão “um remanescente” ou “um resto” do povo. Não poderia isto se referir à geração que está vivendo hoje, justamente no tempo da vinda do Messias?
Sob os reinados de Davi e Salomão, a nação toda foi um reino. Mas, após a morte de Salomão, seu filho Roboão, subiu ao trono e fez um discurso muito tolo aos representantes do reino que lhe vieram pedir aliviar os impostos. Ele declarou que, ao invés de diminuir os impostos, ele os aumentaria grandemente. Aquele discurso dividiu o reino. As dez tribos juntaram-se, formando a Casa de Israel ao Norte, e as duas tribos ao Sul, a Casa de Judá.
Cerca de 200 anos mais tarde, os assírios invadiram o Reino Setentrional de Israel. Eles destruíram suas cidades e espalharam o povo entre os Medos. A casa de Israel nunca foi restaurada. 150 anos após o cativeiro assírio, os babilônicos derrotaram a casa de Judá e destruíram Jerusalém. Nabucodonosor levou o povo cativo, cumprindo a profecia de Jeremias, e eles serviram ao rei da Babilônia 70 anos (Jeremias).
Quando se deu colapso do Império Babilônico, Ciro, o Persa, libertou os judeus, proporcionando até recursos financeiros para reestabelecimento de sua pátria. Mas, desde que Nabucodonosor subjugou
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o reino de Judá, jamais tiveram os judeus um rei que os governasse. Um pequeno remanescente do povo voltou para a sua pátria, mas nunca passaram de uma província do império reinante – primeiro da Pérsia, depois da Grécia e, por último, de Roma. Os Herodes foram apenas fantoches do Império Romano.
O profeta Zacarias foi grandemente usado pelo Senhor para sacudir o espírito dos judeus e auxiliar no seu restabelecimento como nação. Mas não houve mais trono, nem rei e as Escrituras são muito claras no que diz respeito à identidade do povo que retornou amparado pelo decreto de Ciro. Aqueles que voltaram eram, em grande parte, a posteridade dos capturados pelos exércitos babilônicos 70 anos antes. A Escritura deixa isso bem claro:
“Estes são os filhos da província que subiram do cativeiro, dos transportados que nabucodonosor, rei da Babilônia, tinha levado para Babilônia e tornaram a Jerusalém e a Judá”(Esdras 2:1, grifos acrescentados).
Estes não eram dez tribos nem doze tribos. Eram duas tribos, Judá e Benjamim, com alguns levitas dispersos que atuavam como sacerdotes para o povo. E eles vieram do Leste, de Babilônia, mas, através do Profeta Zacarias, Elorrim diz:
“E eu salvarei meu povo, tirando-o da terra do Oriente e da terra do Ocidente”(Zacarias 8:7).
No retorno de Babilônia, nenhum deles veio do Ocidente; eles vieram somente do Oriente.
“E os trarei e habitarão em Jerusalém; eles serão o meu povo, e eu serei o seu Elorrim em verdade e em justiça”(Zacarias 8:8).
O profeta divisou um verdadeiro reavivamento espiritual, semelhante àquele despertamento ocorrido nos dias do rei Josias. Isaías é ainda mais claro; diz ele:
“Porque há de acontecer, naquele dia, que o Senhor tornará a estender a sua mão para resgatar o remanescente do seu povo, que for
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deixado da Assíria, e do Egito, e de Patros, e da Etiópia*, e de Elão, e de Sinear, e de Hamate, e das ilhas do mar”.
“E levantará um pendão entre as nações e ajuntará os desterrados de Israel, e os dispersos de Judá congregará desde os quatro confins da Terra”(Isaías 11:11 e 12).
O primeiro resgate deu-se nos dias de Ciro e Artaxerxes, reis da Pérsia. O segundo resgate, parece claramente, acontecerá imediatamente antes da vinda em glória do Messias. O “Estandarte das Nações” de que fala o verso 10, como sendo “uma raiz de Jessé” é, sem qualquer dúvida, Yeshua, o Messias. Ele se torna o “Estandarte das Nações”.
O profeta Ezequiel, um dos cativos da Babilônia nos dias de Nabucodonosor, sabia que o Reino de Israel, que ficava ao Norte, tinha sido derrotado e subjugado pelos assírios e dispersos entre os medos. Ele sabia, também, que o Reino do Sul, Judá, havia sido destruído por Nabucodonosor e o povo levado cativo para a Babilônia. Mas, em visão, também lhe foi permitido testemunhar seu restabelecimento na Terra de Israel, seguindo-se um grande despertamento espiritual entre seu povo. Através deste profeta, o Senhor disse:
“E vos tomarei dentre as nações e vos congregarei de todos os países e vos trarei para a vossa terra”(Ezequiel 36:24).
“Todos os países” seguramente tem uma conotação mais ampla que simplesmente Babilônica, da qual o povo retornou nos dias do império Medo-persa em 536 A.C. e 457 A.C. Depois de haverem sido recolhidos de “todos os países”, o profeta continua a falar a mensagem de Elorrim:
“Então espalharei água pura sobre vós e ficareis purificados: de todas as vossas imundícies e de todos os vossos ídolos vos purificarei.
E vos darei um coração novo e porei dentro em vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne.
E porei dentro em vós o meu espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos e os observeis”.
Aqui é o Redentor falando ao povo redimido. Então Ele diz:
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“E habitareis na terra que dei a vossos pais e vós me sereis por povo e eu vos serei por Senhor.
E vos livrarei de todas as vossas imundícies...”(Ezequiel 36:25-29).
* N. do T.: A recente operação Moisés que transportou cerca de l6.000 judeus-etíopes, os falashas, para Israel em l984, são um cumprimento desta profecia.
Para finalizar Sua promessa, o Senhor disse:
“No dia em que eu vos purificar de todas as vossas maldades, então farei com que sejam habitadas as cidades e sejam edificados os lugares devastados.
E a terra assolada se lavrará em vez de estar assolada aos olhos de todos os que passavam.
E dirão: esta terra assolada ficou como jardim do Éden”.
E qual seria o resultado final? Notemos estas palavras:
“Então saberão as nações que ficarem de resto em redor de vós, que Eu, o SENHOR, tenho reedificado as cidades destruídas, e plantado o que estava devastado. Eu, o SENHOR, o disse e o farei”(Ezequiel 36:33-36).
Estes versos tiveram um cumprimento parcial nos dias de Esdras. Mas eles estão tendo um cumprimento muito maior nos dias de hoje. Entretanto, o seu maior e final cumprimento será no reinado de glória que está para vir.
Nenhum profeta falou de maneira mais clara sobre os eventos relacionados com Israel que Ezequiel. Sua mensagem para sua própria geração, foi inconfundível, mas sua mensagem, relacionada com o futuro do seu povo, é impressionante clara. Frequentemente nós procuramos espiritualizar estes capítulos ou pretendemos que estas profecias sejam todas “condicionais”, dependendo, para seu cumprimento, de certos atos do
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povo. Mas tais informações deixam muito a desejar. Ao longo dos anos, zelosos e sinceros professores da verdade seguiram essa prática. Mas estaremos nós sendo prudentes em fechar nossos olhos a promessas tão positivas apoiadas e sustentadas por um claro “Assim diz o Senhor”?
Neste capítulo nós nos empenhamos por colocar, não somente afirmações claras das Escrituras, como também declarações de outros escritores. Por exemplo, Prophets and Kings, publicado há anos, traça a história de Israel desde o tempo de Davi. O autor aponta, com muita clareza, as apostasias espirituais durante o reinado de alguns reis; depois, através dos trágicos tempos do cativeiro babilônico e daí em diante até o retorno de um remanescente nos dias de Esdras e Neemias sob a proteção de Ciro, o rei persa, quando, como já vimos, cerca de 42.000 foram restabelecidos na terra de seus antepassados.
Este livro, PROPHETS AND KINGS, foi, inicialmente, publicado com o título The Captivity and Restoration of Israel. Ele nos dá uma visão, não somente da primeira restauração que foi dirigida por Zorobabel, o governador, e por Esdras, o sacerdote, mas transporta o leitor até ao tempo em que a nação, espalhada até os quatro cantos da terra, seria trazida de volta “pela segunda vez” e, por um curto espaço de tempo, estabelecida no pequeno país de Israel, como um sinal do poder e propósito de Elorrim por esta nação outrora dispersa. Testemunhando a libertação divina, muitas das nações do mundo, de alguma forma, chegarão ao conhecimento do Elorrim vivo. Embora estas passagens das Escrituras possam aplicar-se espiritualmente ao povo de Elorrim, congregados de todas as nações, ainda assim era à nação Judaica, em especial, que Elorrim estava falando.
Sua promessa a Abraão incluía muito mais do que aquela estreita faixa de terra a leste do Mar Mediterrâneo, pois, em Romanos 4:13, nós lemos que Abraão seria “herdeiro do mundo”. Essa promessa era fantástica, grande demais para ele, ou mesmo para nós, para se ter dela uma compreensão plena. Mas nós podemos, ao menos, tentar compreende-la. Possivelmente alguns leitores terão que deixar de lado algumas idéias preconcebidas, como os autores de Israel – Foco das Atenções Mundiais - tiveram que fazer há muitos anos atrás. Mas o conceito maior do propósito de Elorrim para com Seu antigo povo, muito acrescenta à nossa compreensão sobre a revelação de Elorrim e, de modo algum, debilita a
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beleza da verdade; ao contrário, dá-lhe realce e relevo. Não é fácil alguém mudar o seu ponto de vista profético, mas, para conhecer o plano de Elorrim para o presente e para o futuro, tudo vale. O seguinte conselho dado, há anos, pelo autor de Prophets and Kings, tanto traz desafios como também é revelador:
“Muitos e muitos mestres estão contentes com uma suposição no que respeita à verdade. Eles têm idéias imperfeitas e estão contentes com um trabalho superficial em busca da verdade, presumindo como certo que eles têm tudo o que é essencial. Eles tomam como verdade o que outras pessoas afirmam, sendo demadiadamente indolentes para lançar-se a um trabalho sério e dedicado, representado na Palavra como cavar para achar um tesouro escondido. Mas, as invenções do homem não somente são inseguras, mas também, perigosas, pois colocam o homem onde Elorrim deveria estar...”
“As nítidas e claras percepções da verdade, nunca serão o prêmio da indolência. Uma investigação de cada ponto que tem sido recebido como verdade, gratificará, ricamente, o pesquisador; ele encontrará gemas preciosas. Ao fazer-mos uma apurada pesquisa, cada jota e cada til que pensamos ser uma verdade já estabelecida, ao compararmos passagem com passagem da Escritura, nós podemos descobrir erros em nossa interpretação bíblica. O Senhor fará com que o pesquisador de Sua Palavra mergulhe no poço mais profundamente, rumo às minas da verdade. Se a pesquisa for conduzida de maneira apropriada, serão encontradas jóias de inestimável valor”(Review and Herald, 12-7-l896 – Grifos acrescentados).
Não é lisonjeiro para uma pessoa pensar que podem existir erros em sua interpretação da Escritura e, consequentemente, de sua compreensão da verdade. Se for este o caso, o quanto mais rápido descobrir-mos tal coisa e reajustarmos nossa maneira de pensar, tanto melhor. Um exemplo de alguns erros infelizes nas interpretações das Escrituras, é a alegação feita por alguns estudiosos os quais afirmam que, por ocasião do retorno dos judeus do cativeiro babilônico, nos dias de Esdras, a posteridade daqueles
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que foram levados cativos pelos conquistadores assírios dois séculos antes, também foram incluídos entre os exilados que retornaram. Uma tal reivindicação é contrária, tanto à História, quanto à Bíblia. As Escrituras afirmam com muita clareza quais foram aqueles que retornaram, conforme vimos. Não existe, portanto, nenhuma necessidade de que fiquemos conjecturando ou imaginando quem eram os exilados.
Em Esdras 2:1, lemos:
“Estes são os filhos da província que subiram do cativeiro, dos transportados, que Nabucodonosor, rei da Babilônia, tinha levado para a Babilônia, e tornaram a Jerusalém e Judá”.
Então seguem-se nos nomes daqueles que retornaram.
Falando daqueles que foram levados pelos assírios nós lemos:
“O rei da Assíria tomou Samaria, e transportou Israel cativo para a Assíria; e faze-los habilitar em Hala e junto a Habor... e nas cidades dos medos”(II Reis 17:6).
Esses que foram levados cativos para a Assíria não retornaram a Jerusalém e a judá. Com efeito, 500 anos depois dos dias de Esdras, eles ainda estavam dispersos entre os gentios (Veja João 7:35 e Tiago 1:1).
Alguns sugerem que a oferta de 12 bodes, na dedicação do Templo reconstruído (Esdras 6:17), é prova de que todas as tribos haviam retornado. Aquelas eram oferendas em favor de todo o Israel, cuja maioria ainda estava vivendo entre os gentios. Um certo autor declara que “até o fim dos tempos, eles, (as 10 tribos) deveriam estar “errantes entre as nações”(Prophets and Kings, pág. 298). E a maioria dos judeus ainda permanece entre as nações.
Estas desafiadoras palavras, faladas há 19 séculos aos doutores da Lei em Jerusalém, bem poderiam ser repetidas ainda hoje:
“Errais não conhecendo as Escrituras nem o poder de Elorrim”(Mateus 22:29).
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A reunião de Israel, congregados de todas das nações da Terra, o seu restabelecimento em sua antiga pátria, fornecem, não somente evidências que nos compelem a um estudo mais profundo, cuja finalidade é chegar a uma compreensão mais clara das profecias divinas, como também nos proporcionam oportunidade sem par, para darmos ênfase, de uma nova maneira, às poderosas verdades da Palavra de Elorrim, para o povo cujos profetas escreveram as grandes mensagens de Elorrim para seus dias e para os nossos.
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CAPÍTULO XI
É ESCRITURÍSTICO O RETORNO DO
ISRAEL MODERNO?
Existe algum significado profético no retorno dos judeus à terra de seus pais? Por que deveria esta nação ser restaurada, quando outras nações, como Babilônia, passaram às páginas da História sem que nenhuma menção se faça delas hoje? Mas, por um estranho contraste, os judeus ainda estão entre nós. Existe algum real significado para isso?
Todo estudioso sabe que Elorrim usou certas nações no passado, tais como Babilônia, Medo-pérsia e Grécia para realizar Seus propósitos. Não estaria Elorrim, porventura, usando agora o Israel restaurado? É triste dizer, no entanto, mas muitos estão retornando com demonstrações de pouco interesse e consideração para com a religião de seus pais. Contudo, a despeito de seu desinteresse para com Elorrim e Sua Santa Palavra, promessas muito claras foram feitas aos seus antepassados - os patriarcas. Estaríamos nós vendo hoje o cumprimento daquelas promessas?
O propósito final de Elorrim para com Israel e com o mundo, está claramente predito nas Escrituras Sagradas. Ele não somente fará esta pequena terra desabrochar como uma rosa, mas, finalmente: “Ele criará novos céus e nova Terra”(Apocalipse 21:1-3).
As Escrituras dizem:
“Mas nós, conforme Sua promessa, aguardamos um novo céu e uma nova terra, onde habita a justiça”(II Pedro 3:13).
O propósito de Elorrim para com Seu Povo, no fim dos tempos, é tão maravilhoso que palavras não o podem descrever. Mas existem algumas outras promessas as quais, indubitavelmente, terão o seu cumprimento antes do fim de todas as coisas. Algumas destas promessas dizem respeito a Israel, como a que encontramos no livro do profeta Oséias:
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“Quem é sábio para que entenda estas coisas? Prudente, para que as saiba? Porque os caminhos do Senhor são retos, e os justos andarão neles, mas os transgressores neles cairão”(Oséias 14:9).
Este apelo aos sábios e aos prudentes é acompanhado de uma promessa: “Eles podem entender estas coisas” e “eles podem compreende-lo”. Para compreendermos os planos de Elorrim, existem princípios de fundamental importância na interpretação profética que não podemos deixar passar despercebidos. Um destes princípios tornou-se muito claro quando o Grande Mestre disse aos Seus seguidores:
“Eu vô-lo disse agora, antes que aconteça para que, quando acontecer, vós acrediteis”.(João 14:29).
Não podemos compreender totalmente uma profecia até que ela esteja sendo cumprida ou que já haja sido cumprida. Observe, Ele não disse: “Estas coisas Eu vos tenho falado, para que vos torneis peritos prognosticadores dizendo o que vai acontecer”. Mas, sim, para que pudessem ser hábeis interpretes dos acontecimentos quando de fato eles estivessem acontecendo. E este princípio foi repetido três vezes durante aquela importante conversão. O princípio é claro – somente quando o evento estiver realmente acontecendo é que podemos verdadeiramente compreende-lo”.
Agora, com respeito a Israel, nós nos defrontamos com um importante fato da História: Israel, sem uma pátria durante quase 2.000 anos, possui hoje uma pátria. Israel que foi, durante centenas de anos, alvo de ódio e perseguição, foi estranhamente preservado como um povo por mis de 19 séculos e durante todo esse tempo tem sobrevivido sem um lar e sem o Templo. A despeito da amargura da perseguição pela qual passaram, eles ainda estão conosco. Então, nestes “últimos dias”, justamente antes do fim da História Humana, nós encontramos, pelo menos, um quinto dos judeus do mundo, reunidos em sua própria terra. Podemos perguntar: Por quê?
Nas Escrituras lemos que é Elorrim quem “remove os reis e estabelece os reis” (Daniel 2:21). Ele usou alguns estranhos caracteres no passado para realizar Seus propósitos. Ele até se referiu a Nabucodonosor
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como “meu servo” e a Ciro, o Persa, de “meu ungido”. Agora, comecemos a ponderar sobre este pensamento: a nação de Israel, no seu primeiro estágio, nunca poderia ter sido uma nação nunca poderia ter sido preservada, não fosse pela providência divina. Será demasiadamente difícil para nós acreditar-mos que Ele dirigiu os acontecimentos para que o Moderno Estado de Israel fosse restabelecido como nação?
É desolador ouvir algumas pessoas declararem que a restauração de Israel, como nação, é resultado do trabalho de um plano satânico! Alegar que o diabo os estabeleceu como nação, onde Elorrim não desejava que estivessem, não traz nenhum mérito à consideração de pessoas esclarecidas e sérias. A Bíblia afirma claramente que é Elorrim somente que estabelece reinos (veja Daniel 2:20 e 21). Elorrim é o Criador, Todo-poderoso, dos céus e da Terra, Satanás não pode fazer nada, em tempo algum, exceto quando Elorrim o permite. Se temos confiança na Bíblia como a Palavra de Elorrim, então olhemos francamente para o que Elorrim tem a nos dizer sobre estas coisas. Através do profeta Oséias, Ele diz:
“Porque os filhos de Israel ficarão, por muitos dias, sem rei, sem príncipe, sem sacrifício, sem coluna, sem estola sacerdotal ou ídolos no lar.
Depois tornarão os filhos de Israel e buscarão ao Senhor seu Elorrim, e a Davi, seu rei; e, nos últimos dias, tremendo, se aproximarão do Senhor e da Sua bondade”(Oséias 3: 4 e 5).
Estas são, certamente, declarações poderosas. Estiveram os filhos de Israel “muitos dias sem rei” e “sem sacrifício”? Ao formular a pergunta, é necessário responde-la. Durante 25 séculos eles não tiveram nenhum rei, e durante 19 séculos, nenhum templo nem um centro de culto. Foi isto o que viu Oséias, por inspiração do Espírito Santo. E muitos outros profetas também tinham visto – que Israel seria espalhado entre as nações, mas que eles, no fim dos tempos, haveriam de retornar e “buscar ao Senhor seu Elorrim e a Davi, seu rei”.
O rei Davi, que vivera antes dele, estava morto há mais de 200 anos, quando Oséias escreveu estas palavras; assim, não havia
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possibilidade de se referir ao rei Davi que viveu e reinou entre 1011 A.C. e 971 A.C., isto é, 40 anos. Mas as Escrituras falam a respeito do Messias sentado no trono de Davi, seu pai. Como estas afirmações são claras e precisas! Algum tempo depois de seu retorno ao senhor, eles buscarão o seu Messias, ou, em outras palavras “Davi, seu rei”. Embora muitos judeus estejam agora retornando a Israel em total descrença, não obstante podemos divisar o tempo em que, sob a poderosa influência do Espírito Santo de Elorrim, milhares, talvez centenas de milhares, aceitarão Yeshua (O Salvador) como seu próprio Messias. A New English Bíble, diz assim:
“Eles novamente procurarão o Senhor seu Elorrim e a Davi seu rei, e se voltarão ansiosamente para o Senhor por Sua bondade nos dias que hão de vir”(Oséias 3:5).
Através de um outro profeta, o Senhor diz:
“Tomar-vos-ei de entre as nações e vos congregarei de todos os países e vos trarei para a vossa terra”.
Mas, para maior admiração ainda, Ele diz:
“Então espalharei água pura sobre vós e ficareis purificados: de todas as vossas imundícies e de todos os vossos ídolos vos purificarei.
E vos darei um coração novo, e porei dentro de vós um espírito novo; e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne”(Ezequiel 36:24-26).
Estes textos são, frequentemente, aplicados de modo geral àqueles que se voltam de sua incredulidade e ceticismo e aceitem a salvação de Elorrim. E isso não está errado, pois todos aqueles que se entregam às vindicações de Elorrim, terão uma mudança no seu coração, mas o profeta, aqui, está falando, em especial, de um povo que será recolhido e congregado de todas as nações, e, quando estiverem recolhidos, ele diz:
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“As nações (gentios) saberão que Eu Sou o SENHOR, diz o Senhor Elorrim, quando eu for santificado aos seus olhos”(Ezequiel 36:23).
A The New English Bible, reza:
“Quando eles virem que Eu revelo a minha santidade através de vós, as nações saberão que Eu Sou o Senhor. Porque Eu vos tomarei dentre os gentios(nações) e vos reunirei de todos os países e vos introduzirei na vossa própria terra”(Ezequiel 36:23 e 24 – grifo nosso).
A Bíblia de Jerusalém reza o seguinte:
“Quando Eu exibir minha santidade por vossa causa ante seus olhos”.
Estas promessas foram feitas enquanto os judeus eram cativos em Babilônia. Depois de 70 anos, cerca de 42.000 retornaram de Babilônia. Entretanto, esta passagem fala de um povo recolhido “de todos os países”, não somente de Babilônia e trazido para a “sua própria terra” e, quando isto acontecer, o Senhor disse: “Eu serei santificado em vós”.
A despeito do fato de que muitos têm retornado com pouca ou nenhuma fé, mesmo assim as Escrituras indicam que o Espírito Santo de Elorrim operará uma mudança nos corações de muitos. Porventura não pode o mesmo Elorrim, que abriu os olhos de Saul e o transformou num outro homem, fazer por um povo o que Ele fez por aquele homem e por milhares de outros daquela geração? O mesmo poder que prostrou Saulo de Tarso pode fazer uma nação dobrar os seus joelhos em arrependimento (Zacarias 12:10-12) e milhares se voltarão ao seu Elorrim em espírito de confissão.
Através do profeta Oséias, o Senhor disse:
“Ouvi a palavra do Senhor, ó filhos de Israel: porque o Senhor tem uma contenda com os habitantes da terra, porque não há verdade, nem benignidade, nem conhecimento de Elorrim na Terra”(Oséias 4:1).
Quão trágico é isto! Por natureza, são filhos de Abraão, contudo eles estão sem o conhecimento do Elorrim de Abraão, sem o conhecimento de sua condição de perdidos. Mas, por algum misterioso
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caminho, o Espírito Santo trará um imenso número de pessoas desta nação sob a convicção do amor de Elorrim e eles dirão:
“Vinde e tornemos para o Senhor, porque Ele nos despedaçou e nos sarará; fez a ferida e ligará”(Oséias 6:1).
Muitos naquele tempo sentirão as afetuosas feridas do Seu amor e, reconhecendo sua condição de perdidos, estenderão suas mãos para ele que tem “cura em suas asas”.
Desejosos de uma compreensão mais profunda dos propósitos de Elorrim, eles se voltarão às Escrituras Sagradas que, durante muitas gerações foram negligenciadas. E aqui está a promessa do Senhor através do mesmo profeta:
“Semeai para vós em justiça, ceifai, segundo a misericórdia; lavrai o campo da lavoura; porque é tempo de buscar ao Senhor, até que venha e chova a justiça sobre vós”(Oséias 10:12).
Oséias parece falar mais positivamente do que muitos profetas da antiguidade. Através dele, o Senhor diz:
“Falei aos profetas e multipliquei as visões; e, pelo ministério dos profetas, propus símiles”.
“Mas o Senhor, por meio dum profeta, fez subir a Israel do Egito e, or um profeta, foi ele guardado”(Oséias 12:10 e 13).
O mesmo Elorrim que tirou Israel do Egito por meio do profeta Moisés, que preservou a nação durante quase 2.000 anos de vagueações sem destino e perseguições, guardando-os enquanto permaneciam nos trágicos guetos, ouvindo suas orações e percebendo sua busca sincera de Seus conselhos, quando lêem os profetas, é Aquele que prometeu restaura-los na terra de seus pais. Seria muito natural pensar que eles se regozijariam por poder seguir a Palavra de Elorrim sem medo. Mas com muitos, tal não é o caso.
Há algum tempo, falávamos a um senhor judeu que havia fugido da perseguição de Hitler na Alemanha. Nós éramos hóspedes convidados e estávamos recebendo sua atenção no Kibbutz no qual ele era o líder. Era
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um homem amável e culto e mostrava-nos esta interessante fazenda comunitária. Quando lhe perguntamos onde ficava a sinagoga, ele respondeu de maneira peremptória: “Oh! Nós não temos sinagoga aqui e não pretendemos ter uma. Serviços religiosos não fazem parte de nossa programação”. Surpresos e até desapontados, inquirimos dele a razão. Estas foram suas palavras: “Nós sofremos tanto por causa da religião de nossos pais e não queremos nada disso aqui. Não queremos que nossos filhos sofram como nós sofremos. Assim, nós os estamos criando sem religião. Se, depois que estiverem na idade adulta desejarem seguir a religião, bem, esta será sua própria opção e não nossa”.
Ficamos sabendo que este Kibbutz, em especial, não era um exemplo isolado. Muitos outros kibbutzim ou fazendas comunitárias não possuem nem sinagoga nem rabino. Mas Elorrimm decidiu preservar esta nação e ela continuará existindo, apesar da atitude de muitos para com a fé de seus pais.
A este povo o Senhor diz:
“Ó Israel, tu te destruíste a ti mesmo, mas em mim está o teu socorro.
Eu serei teu Rei. Onde se pode encontrar qualquer outro que possa salvar-te em todas as cidades? (Oséias 13:9 e 10).
Rogando, como um pai a seu filho, o Senhor diz:
“Ó Israel, tu te tens destruído a ti mesmo; torna-te para Mim e Eu serei teu socorro”.
Está chegando o tempo em que Israel necessitará de toda ajuda que puder obter. Mas a sua real força não está nas armas nem na estratégia política, mas no Elorrim vivo. Aquele que preservou esta nação ao longo de todos os trágicos séculos, em que ditadores determinaram-se a extingui-los, empenhou-se em ser o seu Libertador. Mas eles devem voltar-se para Ele. O profeta Isaías é citado em Romanos, dizendo:
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“De Sião vira o Libertador e desviará de Jacó as impiedades”(Romanos 11:26).
Esta promessa aplica-se, naturalmente, a todos aqueles que se desviaram do pecado, mas, de um modo especial, a esta nação. Nenhum outro pode salvar Israel, a não ser o Eterno Elorrim, o Elorrim de seus pais, o Criador e Mantenedor da vida. Somente Ele é seu Salvador, como disse o Senhor através do profeta Isaías:
“Certamente eles são meu povo, filhos que não mentirão; assim ele foi seu Salvador... pelo seu amor e pela sua compaixão Ele os remiu”(Isaías 63:8 e 9).
As palavras que seguem foram ditas a um dos líderes da nação judaica, “um legislador dos judeus”, Nicodemos, membro do Sinédrio. Ele estava ansioso para conhecer a verdade da Salvação. Naquela noite ele aprendeu muito. Sua mente foi dirigida até Israel no deserto:
“Assim como Moisés levantou a serpente no deserto, assim importa que o filho do homem seja levantado”.
“Para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”(João 3:14 e 15).
Em breves dias, de acordo com as Escrituras Sagradas, multidões na terra de Israel se voltarão para Aquele a quem desprezaram e rejeitaram durante estes 19 séculos. Eles o aceitarão como o seu próprio Messias:
Pela boca do profeta Zacarias, Elorrim diz:
“E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para Mim a quem transpassaram; e o prantearão como quem pranteia por um unigênito; e chorarão amargamente, como se chora amargamente pelo primogênito.
Naquele dia será grande o pranto de Jerusalém... Naquele dia haverá uma fonte aberta para a casa de Davi e para os habitantes de Jerusalém, contra o pecado e contra a impureza”(Zacarias 12:10 e 11 e 13:1).
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Muitos sermões maravilhosos foram pregados a partir destes versículos que falam da fonte de purificação, e não existe nada de errado a respeito disso, mas sua aplicação primária literal, é para os habitantes de Jerusalém.
Em antecipação àquele dia, o Senhor roga ao Seu povo, através do profeta Oséias, dizendo:
“Ó Israel, volta para o teu Elorrim; porque tu tens caído por causa de tua iniqüidade.
Tomais convosco palavras e convertei-vos ao Senhor; dizei-lhe: Expulsa toda iniqüidade e recebe o bem e daremos, como bezerros, os sacrifícios dos nossos lábios”(“os frutos dos nossos lábios” R.S.V. – Oséias 14:1 e 2).
E a promessa do Senhor é:
“Eu curarei sua incredulidade e os amarei liberalmente, porque minha ira será lançada para longe deles”(Oséias 14:4).
Embora essas passagens tenham tido, indubitavelmente, uma aplicação para os dias em que foram escritas, não obstante sua maior aplicação poderia muito bem estar no fim dos tempos. Poderá o Senhor estar esperando que Seu antigo povo Israel volte para Ele completamente? Ele deseja cura-lo de toda sua iniqüidade. Muitos dos profetas hebreus falaram deste grande despertamento espiritual.
Um proeminente escritor divisou o cumprimento desta profecia diz:
“O tempo é chegado... em que haverá tantos (judeus convictos) num dia, como foi no dia de Pentencostes... e nós veremos a salvação de Elorrim”(Review and Herald, 29 de junho de l905).
Nós poderíamos, muito bem, querer saber como Elorrim poderá romper a indiferença e a incredulidade do Povo de Israel. Mas Ele pode e fará isso “nos últimos dias”. Juntamente com os povos de muitas nações, um grande número de judeus também voltar-se-ão para Ele com sincero
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arrependimento. A palavra do Senhor não falhará. As profecias se cumprirão. Zacarias em visão, evidentemente, viu o cumprimento de algumas delas quando escreveu:
“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda sucederá que virão povos habitantes de muitas cidades; E os habitantes de uma cidade irão à outra, dizendo: Vamos depressa suplicar o favor do Senhor e buscar o Senhor dos Exércitos; eu também irei.
Assim, virão muitos povos e poderosas nações, buscar, em Jerusalém, o Senhor dos Exércitos e suplicar a bênção do Senhor.
Assim diz o Senhor dos Exércitos: Naquele dia sucederá que pegarão dez homens, de todas as nações, pegarão sim, na orla do vestido de um judeu, dizendo: Iremos convosco, porque temos ouvido que Elorrim está convosco”(Zacarias 8: 20-23).
Não sugere isto um impressionante e real trabalho do Espírito de Elorrim nas mentes de milhões de pessoas, até então indiferentes às coisas eternas? Isto poderia aplicar-se a milhões de outras pessoas que não sejam judeus, mas a linguagem usada pelo profeta indica claramente a quem, inicialmente, o Senhor está dirigindo-se: - ao povo de Israel. Nem todos os judeus se voltarão para o senhor, confessando-o como o seu Messias, mas, individualmente, grandes multidões o farão. E isto Elorrim usará para despertar e mover o mundo descrente.
Esta passagem da Escritura fala de um povo representando todas as línguas das nações, sendo chamado para adorar o Elorrim Vivo. Quando o Espírito de Elorrim for derramado, multidões buscarão ao Senhor em confissão e arrependimento e encontrarão a alegria da salvação. Queira o Eterno apressar aquele dia.
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CAPÍTULO XII
CADA JUDEU, UM MILAGRE
Não existe registro de uma história mais fascinante do que a dos judeus. Você já pensou acerca disso alguma vez? Qualquer povo ou nação que já foi conquistado e forçado a sair de sua pátria, desapareceu no espaço de dois ou três séculos, amalgamados e absorvidos ou pelos seus conquistadores ou, no mínimo, pelos povos circunvizinhos. Observe estes exemplos: os cananeus, os hititas, os amorreus, os moabitas, os heveus, os filisteus, os vândalos, os hérulos, os ostrogodos e até os babilônicos. Mesmo aqueles que, outrora, dominaram, tais como os babilônios e os romanos, desapareceram por completo.
Nem um único indivíduo, oriundo de qualquer dessas nações antigas, pode ser encontrado no mundo hoje. Mas, e os judeus? Eles foram conquistados e expulsos de sua pátria pelos romanos no ano 70 de nossa era. Foram eles absorvidos pelo povo que os conquistou? Não! Todas as outras nações que sofreram um destino semelhante, desapareceram; mas os judeus permaneceram. Eles ainda são judeus, não importa onde possam ser encontrados – na América do Norte, América do Sul, Europa, Ásia, África ou Austrália. Onde quer que eles estejam, eles ainda são judeus, falando as mesmas línguas das nações onde vivem, mas conservando-se um tanto separados e distintos de seus vizinhos.
Este fato é um verdadeiro desafio aos nossos sociólogos. Os Judeus ainda são uma nação – um milagre realmente impressionante. Nações têm-se levantado e nações têm desaparecido, mas Israel ainda continua vivo, ainda que, durante quase 2.000 anos este povo perseguido tenha permanecido sem um rei, sem uma pátria, sem mesmo o seu templo. Seu acariciado sonho, todavia, tinha sido o de que um dia, de acordo com afirmação dos seus profetas, eles haveriam de voltar. Isto conservou a chama da esperança ardendo em seus corações. E isto aconteceu: eles retornaram. Elorrim fez uma promessa ao povo hebreu, através de Abraão, quando disse:
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“E abençoarei os que te abençoarem e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem e em ti serão benditas todas as famílias da Terra (Gênesis 12:3 ).
Ponderemos sobre isto. Aqueles que abençoaram o povo judeu têm sido, eles próprios, abençoados. Mas o que aconteceu com aquelas nações que perseguiram os judeus? Tomemos Babilônia como exemplo. Quando Nabucodonosor derrotou o reino de Judá, destruiu o seu templo, sua cidade e levou os judeus em cativeiro para Babilônia, jamais foi sua intenção permitir que eles retornassem à sua pátria. Mas Elorrim declarou, através de Seus profetas, que eles voltariam e também que a própria Babilônia seria conquistada. A História registra como os medos e persas conquistaram Babilônia.O mesmo Elorrim que disse que os babilônios seriam conquistados, também disse que os Persas permitiram aos judeus retornar para reconstruir o Templo e, mais tarde, sua cidade, Jerusalém.Mais notável, ainda, foi o fato de os persas haverem feito todos os gastos com a construção!
Agora, pense: os babilônicos não existem mais em nossos dias. Como nação, eles ficaram no esquecimento. Misturaram-se com outros povos e simplesmente desapareceram; não há mais memória deles. Por outro lado, os persas, que protegeram e favoreceram os judeus, permitindo que voltassem à sua pátria, ainda existem como uma nação. Seu país é hoje conhecido como Irã.
Agora, meditemos sobre Roma: eles atacaram os judeus e espalharam a Nação. Três séculos mais tarde, povos bárbaros, vindos do norte e do leste, atacaram o coração do Império Romano. A “cidade eterna”, Roma, foi finalmente derrotada e o terrível Império, destruído. Tudo o que restou do outrora terrível e sanguinário Império Romano são as vastas ruínas e esculturas quebradas, mostrando a violência e a vingança das hostes bárbaras que se arremeteram sobre o Império com fúria devastadora. O mais poderoso reino da História afundou-se nas profundezas do esquecimento. Os seus outrora famosos governantes foram esquecidos, exceto quando a eles nos referimos ao estudar-mos a História Universal.
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Mais tarde, os lombardos, uma das dez nações bárbaras, marcharam, descendo do Norte e se apossaram dos fragmentos do Império Romano. Estes lombardos são hoje conhecidos como italianos, porque eles ocuparam a parte do Império conhecido como Itália. Mas os italianos de nossos dias, realmente não são os romanos do passado.
Quando Roma conquistou Israel e os expulsou de sua pátria, eles levaram multidões de escravos judeus para a capital do império. Estes escravos construíram, em grande parte, o Coliseu de Roma. Mas, onde estão os romanos hoje? Eles desapareceram, misturando-se entre outras nações. Não existem romanos verdadeiros, conhecidos como tais; eles desapareceram. Mas, e a Nação Judaica, cuja aniquilação e extermínio seus conquistadores sempre estiveram decididos a realizar? Ela ainda está em nosso meio.
Os governantes da Nação Judaica foram mortos; e cidade de Jerusalém foi destruída; o Templo foi queimado até virar cinzas; e mais de 1 milhão e 500 mil adultos foram mortos cruel e brutalmente. Praticamente todos os judeus da nação foram vendidos como escravos. Aproximadamente 1 milhão de homens e mulheres foram levados como escravos para Roma e outras cidades. Mas, novamente perguntamos: Onde está o Império Romano hoje? Por outro lado, a Nação Judaica, que os romanos tentaram destruir, contudo está viva, prospera e se multiplica. É verdade que eles foram espalhados por todas as nações da Terra, mas, neste momento, muitos de seus descendentes estão voltando à sua pátria outra vez. Sim, todas as nações que se tornaram inimigas de Israel, desapareceram. Mas a Nação Judaica que foi perseguida, oprimida, escravizada, banida, espoliada, com milhões de seus filhos tendo sido mortos cruelmente, esta sobreviveu.
Mais de 14 séculos antes da era comum(1.400 A.C.), Moisés deu à Nação a mensagem de Elorrim nestas palavras:
“E vos espalharei entre as nações(gentios) e desembainharei a espada atrás de vós; e a vossa terra será assolada, e as vossas cidades ficarão desertas...”
“E, quanto aos que de vós ficarem, eu meterei tal pavor nos seus corações, nas terras dos seus inimigos...
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E demais disso, também, estando eles na terra de seus inimigos, não os rejeitarei nem me enfadarei deles...”(Levítico 26:33, 36 e 44).
“O Senhor te fará cair diante dos teus inimigos; por um caminho sairás contra eles e por sete caminhos, fugirás diante deles e serás espalhado por todos os reinos da terra”(Deuteronômio 28:25).
Algumas vezes esta passagem é arranjada para aplicação ao cativeiro babilônico, na época de Nabucodonosor, mas é óbvio que ela se refira a uma dispersão muito mais do que aquela do cativeiro babilônico.
E estes são somente algumas das muitas passagens que tratam antecipadamente da previsão da história judaica. Foi dito à nação o que aconteceria à sua posteridade. Aconteceu? Sim, e ocorreu exatamente como Elorrim dissera que ocorreria.
Repetimos que, a despeito do fato de os judeus terem sido dispersos para os quatro cantos da terra e terem se tornado alvos das mais dolorosas perseguições, todavia eles permaneceram um povo separado e distinto entre as nações do mundo. Milhões de pessoas oriundas de diversas partes do mundo estabeleceram-se nos Estados Unidos da América e depois de algumas poucas gerações perderam sua identidade; foram absorvidos. Com o judeu isto é diferente. Mesmo depois que ele se torna cidadão americano, ele permanece algo separado e distinto.
O que tem conservado este povo separado e distinto ? Por que eles não se misturam? Estaria o Senhor Elorrim, em Sua providencia, desejando reserva-los, guardando-os para um propósito bem definido? Como já vimos, em praticamente todos os países para onde estes foram levados, ali foram alvos de perseguições. Se soubessem que, misturando-se e perdendo sua identidade, pudessem assim evitar as perseguições, eles o fariam? Geralmente o judeu não pensa deste modo. Apesar das perseguições e até mesmo diante da morte, este povo permanece separado e distinto.
Moisés repetiu as palavras do Senhor a Israel em Levítico 26:32:
“E assolarei a terra e se espantarão disso os vossos inimigos que nela morarem”.
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Sua pátria devia ficar em ruínas e seus inimigos deviam morar nela. Nenhuma profecia das Escrituras Sagradas foi cumprida de maneira mais exata do que esta. Em que parte da História podemos encontrar um registro tão terrível, tão horrendo, tão atroz, tão desorientador, como o registro da perseguição à Nação Judaica?
Durante o cerco e destruição de Jerusalém no ano 70 D.C., quase 2 milhões de judeus ou foram mortos brutalmente, ou morreram de fome ou foram vendidos como escravos – o que foi mais do que a morte, pois, em realidade, foi uma morte em vida. Sessenta anos mais tarde, outra leva de mais de meio milhão de judeus foram dizimados. A História registra a situação dos judeus durante a Idade Média, mas esses fatos são horrendos demais para serem mencionados. Um número estimado entre 1 e 2 milhões de judeus perderam a vida sob a vigência da Inquisição Espanhola. Mas o pior e o mais diabólico genocídio foi nos dias de Hitler, quando pereceram seis milhões de judeus, sendo os corpos de centenas de milhares dissolvidos e transformados em gordura para fazer sabão. Hitler não foi o primeiro a atacar os judeus em seu país. O historiador Millman, falando sobre a tortura e tragédia dos judeus, diz: “nenhum fanático colocou as massas em estado de comoção; nenhuma calamidade pública ocorreu; não foi divulgado nenhum relatório atroz ou extravagante, mas ele caiu sobre as cabeças desta pobre e infeliz casta. Na Alemanha, a peste negra explodiu com toda a sua fúria; e a superstição frenética acusou os judeus, como em outras partes, de terem causado e agravado a miséria, enquanto eles mesmos desfrutavam de uma relativa segurança em meio à desolação universal... (evidentemente que eles não foram afetados como os demais, em virtude de sua observância das leis sanitárias e alimentares de Moisés)”.
“As mesmas e negras estórias foram industriosamente propagadas, prontamente ganhando crédito e ferozmente atraindo vinganças; como por exemplo, a de envenenamento das fontes de águas, crucifixão de crianças...Quando ainda estavam sendo perseguidos numa cidade, fugiam para outra, o que os levou a se espalharem por todo o país. Oprimidos pela nobreza, anatematizados pelo clero, odiados como rivais no comércio pelos burgueses nas cidades comerciais, desprezados e detestados pelas massas, a sua existência é conhecida pela crônica...dos massacres por eles sofridos”(History of the jews, vol. 3, págs. 222 223).
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“Massacrados aos milhares, contudo surgindo de novo de sua imortal linhagem, os judeus aparecem em todos os tempos e em todos os lugares. Sua perplexidade, sua imortalidade nacional é, de imediato, o mais curioso problema para o analista político e, para o homem religioso, um assunto de profunda e espantosa admiração”(Ibid,vol. 2, págs. 298 e 299). O fato de que existem hoje cerca de 16 milhões de judeus no mundo, apesar do genocídio de Hitler, quando pereceu um terço da nação, demonstra que a afirmação de Elorrim a respeito da existência permanente deste povo, é verdadeira.
Para melhor compreendermos o propósito de Elorrim para com este povo, observemos a Palavra de Senhor assim como veio ela ao profeta Ezequiel. Para maior clareza, leiamos na Revised Standard Version:
“Filho do homem, quando a Casa de Israel morava na sua própria terra, eles a corromperam por causa dos seus próprios caminhos e dos seus próprios feitos...
“Assim, derramei a minha ira sobre eles pelo sangue que haviam derramado na terra para os seus ídolos com os quais a contaminaram.
E os espalhei entre as nações e foram espalhados pelas nações afora: conforme os seus feitos, eu os julguei”(Ezequiel 36:16-19).
Nós nos quedamos maravilhados, procurando a razão pela qual os judeus foram dispersos por todas as partes do mundo. O Senhor disse que, quando eles moravam em sua própria terra, eles “a corromperam”. Em conseqüência disso, Ele derramou a sua ira sobre eles pelo sangue que haviam eles derramado. Assim, o Senhor diz: “Eu os espalhei entre as nações e foram dispersos através de todos os países”.
Continuando, lemos:
“E, chegando às nações para onde foram profanaram o meu santo Nome, pois se dizia deles: São estes o povo do Senhor, porém tiveram que sair da terra.
Mas eu os poupei por amor do meu Santo Nome, que a casa de Israel profanou entre as nações para onde foi”(verso 20 e 21).
Quão patéticas são estas palavras! “E, chegando ás nações para onde foram, profanaram o meu santo Nome”. Existem muitos meios e caminhos
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através dos quais podiam estar profanando aquele santo Nome. Mas, a despeito de sua incredulidade, Elorrim tem realizado o seu propósito; Ele usou e continua usando outros indivíduos para levar Sua mensagem de salvação às nações. Apesar da falha de Seu antigo povo, nós lemos esta promessa:
“E este evangelho(boa nova) do reino será pregado a todo mundo para testemunho a todas as nações; e então, virá o fim”(Mateus 24:14).
Muitos e grandes sinais dizem-nos que estamos vivendo nos dias finais da História da Terra. Entre estes sinais, dois são impressionantemente importantes – a pregação do Evangelho(boa nova) a todo o mundo e o reajuntamento ou reunião dos dispersos de Israel de todas as partes da Terra.
Ora, perguntamos nós: por que está Elorrim trazendo este povo para a terra de seus pais? Ele estabelece isso claramente em sua palavra:
“Dize, portanto, à casa de Israel: Assim diz o Senhor Elorrim: Não é por vossovrespeito que Eu faço isto, ó casa de Israel, mas pelo meu Santo Nome, que profanaste entre as nações para onde fostes.
E eu santificarei o meu grande nome, que foi profanado entre as nações, o qual profanastes no meio delas; e as nações saberão que eu sou o Senhor, diz o Senhor Elorrim, quando eu for santificado aos seus olhos”(Ezequiel 36:22 e 23).
Observe, novamente, estas palavras:
“Não é por vosso respeito que faço isto, ó casa de Israel, mas pelo meu Santo Nome”.
O que o Senhor está fazendo e propondo para perfeiçoar Israel, não é feito por causa deles, mas antes pelo amor do Seu próprio e Santo Nome. No verso 24, lemos:
“E vos tomarei dentre as nações e vos congregarei de todos os países e vos trarei para a vossa própria terra”.
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Embora os judeus tenham sido desobedientes a Elorrim e hajam rejeitado os seus próprios profetas, assim também Ele os fez sair da sua pátria por causa da desobediência e por terem profanado o Seu Santo Nome, contudo o Senhor diz: “E os tomarei dentre as nações e vos congregarei de todos os países e vos trarei para a vossa própria terra”.
Depois de quase 2.000 anos de vagueações sem destino sobre a face da Terra e, sendo ridicularizados como “o judeu errante”, este povo, enfim, está sendo recolocado na terra de Israel. Nem todos os seus problemas estão ainda solucionados e Elorrim tem muito a realizar ainda, espiritualmente, por Israel. Mas Ele só trata conosco, espiritualmente, como indivíduos. Ele indicou claramente o Seu propósito. Promete purifica-los e fazer de cada pessoa que aceitar Sua Salvação um instrumento de Sua graça.
“Então espalharei água pura sobre vós, e ficareis purificados: de todas as vossas imundícies e de todos os vossos ídolos vos purificarei.
E vos darei um coração novo e porei dentro de vós um espírito novo e tirarei o coração de pedra da vossa carne e vos darei um coração de carne.
E porei dentro de vós o meu Espírito e farei com que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis.
E habitareis na terra que dei a vossos pais, e vós me sereis por povo e eu vos sereis por Senhor”(Ezequiel 36:25-28).
As Escrituras Sagradas indicam que depois que a nação houver retornado, haverá um grande despertamento espiritual entre os judeus. Não seria isto, em parte, aquilo que os antigos profetas qualificaram como “a última chuva” ? Um grande refrigério espiritual está claramente predito para o fim dos tempos. Haverá um grande reavivamento espiritual no mundo inteiro.
A partir do estudo das profecias bíblicas, aprendemos que, quando os judeus retornarem à terra de seus pais, a maioria deles retornará sem crença alguma, totalmente incrédulos, com os corações semelhantes a pedras. E continuarão a ter corações de pedra, até que o próprio Elorrim intervenha com Seu Santo Espírito e lhes dê corações de carne. É isto exatamente o
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que aconteceu a Saulo de Tarso, que mais tarde tornou-se um tão grande mestre. O Senhor agiu sobre ele, removento-lhe o cokração de pedra, dando-lhe um coração de carne. O que Elorrim fez por aquele homem individualmente e o que Ele fez por milhares de outros judeus daquela geração, Ele, evidentemente por algum misterioso caminho, está disposto a fazer o mesmo por milhares de judeus antes do fim da História Humana. E isto já está começando. Os antigos profetas pintaram um quadro de um extraordinário retorno a Elorrim por parte do povo de Israel antes da vinda do Messias. Não seria maravilhoso que isto se iniciasse na Terra de Israel e dali se irradiasse para os judeus de todo o mundo? Não que todo judeu venha a aceitar a Yeshua como o seu Messias e seu Salvador pessoal, mas as Escrituras indicam que milhares ouvirão o chamado de Elorrim e voltarão ao Senhor como fizeram no dia do Pentencostes, quando três mil crentes, num só dia, foram imersos!(Atos 2:41).
Por que os judeus não aceitaram o Messias, quando Ele andou entre eles? De conformidade com a Bíblia, isso se deu porque Satanás cegou-os espiritualmente: eles não reconheceram. As Escrituras dizem:
“Israel ficará cego, em parte, até que haja entrado a plenitude dos gentios”(Romanos 11:25).
Ou como diz a tradução da New English Bible:
“Uma parcial cegueira virá sobre Israel somente até que os gentios tenham entrado em sua plenitude”.
Em seguida, lemos no versículo 27:
“E este será o meu conceito com eles (os judeus), quando Eu tirar os seus pecados”.
Aqui é significativa a semelhança de linguagem com a do profeta Ezequiel, quando esboçou o plano de Elorrim para Israel:
“E vos livrarei de todas as vossas imundícies e chamarei o trigo e o multiplicarei e não trarei fome sobre vós.
E multiplicarei o fruto das árvores e a novidade do campo, para que nunca mais recebais o opróbio da fome entre as nações.
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Então vos lembrareis dos vossos maus caminhos e dos vossos feitos que não foram bons e tereis nojo em vós mesmos das vossas maldades e das vossas abominações”(Ezequiel 36:29-31).
Temos a impressão de que isto acontecerá depois que o povo tiver sido restaurado à sua pátria e experimentado um despertamento espiritual. Observe estas palavras:
“Não é por vossa causa que Eu farei isto, diz o Senhor Elorrim, que isto fique conhecido de vós. Sede envergonhados e confundidos por vossos caminhos, ó casa de Israel”(Ezequiel 36:32).
Repetimos que, tudo o que Elorrim fez no passado e fará no futuro por Israel não é por causa deles mas, “por causa de Seu Santo Nome” e “por causa dos patriarcas”.
Então o profeta continua nos versos 33-36:
“Assim diz o Senhor Elorrim: No dia em que eu vos purificar das vossas maldades, então farei com que sejam habitadas as cidades e sejam edificados os lugares devastados.
E a terra assolada se lavrará em vez de estar assolada aos olhos de todos os que passavam.
E dirão: Esta terra assolada ficou como o jardim do Éden; e as cidades solitárias, e assoladas, e destruídas, estão fortalecidas e habitadas.
Então saberão as nações que ficarem de resto, em redor de vós, que eu, o Senhor, tenho reedificado as cidades destruídas e plantado o que estava devastado; Eu, o Senhor, o disse e o farei”.
No deserto do Neguev, que era um deserto estéril e desolado, existem hoje canos d´água, de grande diâmetro, conduzindo água do mar da Galiléia para ali. Esta terra, outrora deserta, está agora irrigada. Esta região que, durante 1.500 anos, foi apenas uma desolação, está agora recoberta por lindos pomares, vinhedos, grandes plantações de árvores frutíferas e viçosas e exuberantes campos de cereais. Assim se pode dizer que a terra está “semelhante ao Jardim do Éden”. E as cidades devastadas que não
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eram mais do que montões de ruínas, estão hoje sendo reconstruídas. Nos versos 37 e 38, lemos:
“Assim diz o Senhor Elorrim: Ainda por isso me pedirá a casa de Israel que lhe faça: multiplicar-lhes-ei os homens, como a um rebanho.
Como o rebanho santificado, como o rebanho de Jerusalém nas suas solenidades, assim as cidades desertas se encherão de famílias; e saberão que eu sou o Senhor”.
Os judeus não somente serão resgatados de muitas terras e chegarão ao conhecimento do Elorrim vivo, mas, através do seu relacionamento com Israel, as nações do mundo virão também a saber que Elorrim é realmente o Senhor da História. Seu trato para com este povo nos “últimos dias”, evidentemente exercerá uma tremenda influencia sobre o mundo descrente. As seguintes palavras do Senhor deveriam entrar em nós e manter-nos vigilantes:
“Quando eles virem que Eu revelarei minha santidade através de vós, as nações saberão que Eu Sou o Senhor, diz o Senhor Elorrim”(Verso 23, NEB).
Agnósticos, ateus, infiéis e muitos outros grupos que nada conhecem de Elorrim e de sua justiça, de alguma maneira serão levados face a face com o tocante poder do Elorrim Vivo. E, quando eles descobrirem que o que está realmente acontecendo a Israel é o cumprimento das profecias escritas há 2.500 anos, chegarão a ter uma nova convicção de que a Palavra de Elorrim é a Verdade.
Não existe uma nação no mundo aonde os judeus não tenham ido. Em todos os lugares eles foram oprimidos, exatamente como as Escrituras predisseram. Pode você citar uma nação, em qualquer parte que se considerou feliz por receber os judeus, que os haja recebido como bem vindos e de braços abertos ? Embora Moisés tenha profetizado que os judeus seriam literalmente “desarraigados” de sua pátria (Deut. 29:25 e 28), não obstante, através deste grande líder, Elorrim também disse:
“E assolarei a terra, e se espantarão disso os vossos inimigos que nela morarem”(Levitico 26:32).
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Muito tempo antes de Israel tornar-se novamente uma nação, Dean Stanley, em seu livro Syria and Palestine, pág.117, escreveu: “A palestina, acima de todos os outros países do mundo, é uma terra de ruínas”. Então relembra-nos ele o que Moisés disse: “O estrangeiro virá de uma terra distante”(Deut. 29:22). Embora em ruínas, desolada, despojada de seu próprio povo, a Palestina devia contudo, ser preeminentemente, uma terra de peregrinação. Existe, porventura, algum outro lugar na terra para onde se dirijam tantos peregrinos? Dezenas e dezenas de línguas diferentes são ouvidas e utilizadas diariamente em Jerusalém.
Há alguns anos, conforme declaramos, estávamos em Jerusalém por ocasião do Ano Novo Judaico (Rosh Hashaná). Ao correr daquela noite, assistimos a serviços religiosos em mais de 20 sinagogas e cada uma delas usava uma língua diferente. Tendo retornado de muitas diferentes nações, naturalmente trouxeram consigo as línguas e os costumes daqueles países.
Nos dias atuais, naturalmente, os israelenses estão todos estudando o Hebraico o que virá, por certo, trazer sua unificação como povo. Mas, se o poder de Elorrim, como nos tempos antigos, descer sobre aquela antiga cidade, seria um milagre tão espetacular que sua notícia correria ao redor do mundo com a velocidade de um relâmpago. Embora cada judeu seja, por si só, um milagre, tendo sido preservado a despeito das perseguições e das guerras, mesmo assim isto seria o maior de todos os milagres. O profeta Zacarias, evidentemente, teve visões de algo muito importante pela maneira como escreveu estas emocionantes promessas:
“E sobre a casa de Davi e sobre os habitantes de Jerusalém, derramarei o Espírito de graça e de súplicas; e olharão para mim a quem transpassaram; e o prantearão como quem pranteia por um unigênito; e chorarão amargamente, como se chora amargamente pelo primogênito...
Naquele dia, haverá uma fonte aberta para a casa de Davi, e para os habitantes de Jerusalém, contra o pecado e contra a impureza”(Zacarias 12:10 e l3:1).
É tremendamente impressionante o fato de que, recentemente e em poucos anos, Israel tenha-se realizado como nação, quer material, cultural ou politicamente. Sua maior necessidade, entretanto, é a de um
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despertamento espiritual a nível nacional. E alguns dos maiores pensadores de nosso tempo estão profundamente preocupados com as possibilidades espirituais do programa de Israel. O Dr. Albert Einstein, a quem tanto deve nossa geração, em l935 expressou esta necessidade. Disse ele:
“A reconstrução da Palestina não é para nós judeus, uma mera questão de suprema importância para o povo de Israel. A Palestina é, antes de mais nada, não um refúgio para os judeus do Leste Europeu, mas a encarnação do sentimento de um redespertar da solidariedade nacional...A Palestina virá a ser um lar cultural para todos os judeus..um ideal de unificação e uma fonte de saúde espiritual para os judeus de todos os países” (About Zionism: Speeches and Letters, págs. 208, 212 e 213).
Na véspera de cada Dia da Independência, após o toque do clarim, esta oração é recitada: “Que seja a Tua vontade, o Senhor, nosso Criador e o Criador de nossos pais que, assim como temos sido confirmados para a manhã da redenção, também possamos ser confirmados para ouvir a trombeta do Messias”(citado no Rebirth of the State of Israel, pág. 88).
Judeus e gentios, igualmente, poderiam muito bem estar fazendo esta oração, não apenas uma vez por ano, mas todos os dias. Que o Elorrim de Israel nos ajude a estarmos todos preparados para aquele poderoso soar da trombeta que breve se fará ouvir. E parte da oração nos serviços religiosos da manhã de cada Dia da Independência, diz assim:
“Aquele que realizou milagres para nossos pais e para nós e que redimiu a Israel... prontamente nos redima com uma redenção completa e nós cantaremos diante dEle um cântico novo. Aleluia!(Yikum Yom há Atzmaut, págs. 28 e 47).
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CAPÍTULO XIII
CONFLITO ONDE DEVERIA
HAVER PAZ
Iniciamos este capítulo com um profundo senso de responsabilidade para com as nações do Oriente Médio. Em nossas viagens através destas terras, temos encontrado algumas das mais afáveis pessoas do mundo, pessoas que, verdadeiramente amam a Elorrim e também ao seu próximo. As amargas hostilidades, às vezes evidentes, entre árabes e judeus, devem ser profundamente lamentadas. Isto, naturalmente, não é novo; tem existido efetivamente ao longo dos séculos desde os dias de Abraão que, como devemos recordar, é o pai de ambas as nações. Ambos os filhos nasceram a Abraão, através de duas mães diferentes. O primogênito, Israel, era filho de Hagar, a serva do lar de Abraão; o filho mais jovem, Isaque, nasceu de Sara. As grandes nações árabes são, em sua maior parte, a posteridade de Ismael, ao passo que o povo hebreu é a posteridade de Isaque.
Tudo ia bem no lar de Abraão durante os primeiros poucos anos. Mas eis que surgiu, finalmente, algum desentendimento entre as duas mães, tornando-se necessária a separação de Hagar da família. O senhor já havia prometido que a posteridade de Isaque se tornaria uma grande nação. Mas o que seria da posteridade de Ismael, o filho de Hagar? Isto perturbou a Abraão e ele levou o assunto ao Senhor em oração. Elorrim respondeu sua súplica por Ismael dizendo:
“Eis que o tenho abençoado... e dele farei uma grande nação”(Gênesis 17:20).
A posteridade de Ismael, sem dúvida, tornou-se uma “grande nação”. Hoje os árabes são, na verdade, diversas nações e, conforme observamos num capítulo anterior, enriqueceram o mundo culturalmente de muitas maneiras.
Agora sigamos a história destas nações que se originaram destes dois homens – Ismael e Isaque. A História registra a inimizade que surgiu entre as duas nações e isso continuou ao longo dos séculos, desde então. Nós não tivemos a impressão de que existe sempre hostilidade entre estes dois
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grupos, pois, ao viajar, tanto através de Israel, como de outras partes do Oriente Médio, observamos, com grande interesse e alegria, muito sentimento de amizade entre árabes e judeus, especialmente dentro das fronteiras da terra de Israel. Os árabes, sujeitos ao controle do Governo de Israel, gozam de todos os privilégios da cidadania israelense; de fato, vários árabes são membros da Knesset, o Parlamento de Israel. Alguns são até membros do Gabinete.
Nos primeiros tempos, os evangelistas pioneiros pregaram tanto a árabes como a judeus, e, através do poder do evangelho, eles se tornaram uma só religião, cumprindo o propósito de Elorrim como está expresso em Gálatas 3:28:
“Não há judeu, nem grego; não há servo, nem livre; não há macho nem fêmea; vós todos sois um”.
Se o apóstolo estivesse escrevendo hoje, ele diria: “Não há nem árabe nem judeu”. O crente, embora conhecendo as características nacionais, não reconhece nem poderia reconhecer distinções de nacionalidade. Membros de todas as raças são membros do corpo verdadeiro e, portanto, parte da verdadeira “comunidade de Israel”, a comunidade dos governados por Elorrim, o verdadeiro Israel de Elorrim.
A palavra de Israel, como temos observado, significa “governado por Elorrim” ou “um príncipe com Elorrim”. Quando Jacó capitulou, ante Elorrim, naquela decisiva e significativa noite, quando ele lutou com o anjo perto do riacho Jaboque, seu nome foi mudado. Aquele anjo, declarou Jocó, era Elorrim. E viera para mudar Jacó – o enganador – para Israel, o príncipe, o homem governado por Elorrim. A história está em Gênesis 32:24-30. E o milagre é ainda hoje igualmente real, pois, quando o Espírito de Elorrim adentra os nossos corações, Ele assume o controle, e nossas emoções, com seu ódio e suspeitas, são lançadas fora.
Isto foi ilustrado enquanto participávamos, em Jerusalém, de um importante Congresso sobre Profecias Bíblica, em l971. Ouvimos, com real interesse, um maravilhoso testemunho dado pela Sr. John Van der Hoeven. Ela e seu marido eram zeladores do Túmulo do Jardim, em Jerusalém. Ela foi a única senhora que falou perante aquela multidão reunida no Nacional Convention Hall”. Entre outras coisas, ela disse:
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“Eu sou uma árabe. Nasci num lar onde o ódio para com os judeus fazia parte da vida. Eu nada mais sabia. Cresci com aquele ódio em meu coração. Mas, quando me tornei uma cristã e encontrei a graça salvadora de Yeshua, meu Salvador, também descobri que já não conseguia odiar os judeus. Eu era, apenas, uma adolescente naquela época, mas este sentimento continuou comigo desde então. Hoje amo a todos”.
Se todos os povos do Oriente Médio, não somente os árabes, mas todos os outros, inclusive os judeus, pudessem descobrir essa mesma alegria da salvação, quão diferente seria aquela conturbada região! E, ainda, se todos os povos do mundo se submetessem à direção do Espírito de Elorrim, estaríamos vivendo num mundo onde a guerra e a contenda ficariam no esquecimento. Mas a trágica realidade é que, não somente no Oriente Médio, mas em tantas outras partes do mundo, as nuvens da guerra acumularam-se, ameaçando mergulhar nossa geração numa outra Guerra Mundial.
Em nossos esforços para compreender a ameaça que paira sobre nossa civilização, voltemos-nos para os fatos que levaram à situação como encontramos hoje em Israel. Para aqueles que se interessassem por leituras sobre este enfoque, nós os indicaríamos a “U.S. News & World Report” de 11 de junho de l948, pág. 22. Este número da revista expõe, com muita clareza, os acontecimentos desde l9l7 até l948, que foi o ano da primeira guerra Árabe-Israelense (veja apêndice). Quando a Inglaterra desistiu da responsabilidade de governar a Palestina em l948, imediatamente os judeus proclamaram Israel um Estado Independente. E isto foi reconhecido pelos principais países do mundo Naquela época não existiam mais que 650.000 judeus, incluindo-se homens, mulheres e crianças, em Israel. Mas eles estavam cercados por mais de l00 milhões das nações árabes. Quando foi feita a partilha da Palestina entre árabes e judeus pelas Nações Unidas, os árabes não a aceitaram e externaram o seu descontentamento de uma maneira muito autêntica. As hostilidades iniciaram-se sob o título de “A Guerra da Libertação”, cujo propósito era exterminar os judeus. Mas, com o término daquela guerra, Israel, na verdade, ganhou cerca de 50% de terras mais do que as Nações Unidas, em seu plano original, lhe haviam
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destinado. Moshe Brilliant, jornalista do New York Times, em seu livro diz:
“É interessante notar que os judeus, naqueles dias, pleitearam, junto aos derrotados árabes, a que permanecessem em seus lugares. As pessoas se recusam a acreditar nisso hoje, mas é a verdade. Fazia cerca de dois milênios que os judeus, como um povo, estavam sem autogovernar-se. Eles foram condicionados a sentir que seu “status” político estava sempre em mãos alheias. Ficaram extremamente sensíveis com o que o mundo cristão pensava deles... Em abril de l948, os judeus sentiram que era importante mostrar ao mundo que o estabelecimento do Estado judeu não implicava em expulsar ou deslocar os árabes de seus lares.
Quando, em 22 de abril, os líderes árabes locais se encontraram com os judeus para discutir os termos da capitulação, eles receberam a promessa de completa igualdade com os judeus se entregassem suas armas e equipamentos militares...O major Shabbetai Levy e os judeus Orientais que tinham excelentes relações pessoais com os Árabes das classes médias e alta, pleitearam junto a eles para que permanecessem, e lhes prometeram total proteção.
Os árabes pediram algum tempo para considerar sua resposta. Eles se comunicaram com seus líderes em Jerusalém e receberam instruções para que fossem embora, por enquanto. Foram avisados de que poderiam voltar (dos campos de refugiados) depois que os exércitos árabes regulares, vindos dos países vizinhos, atacassem com força total, logo após a retirada dos ingleses”(Portait of Israel, págs. 191 e 192).
Aqueles campos de refugiados, os focos de sofrimentos e berço das guerrilhas palestinas, ainda estão lá depois de tantos anos! Muitas mudanças ocorreram na Palestina durante o último quarto de século, mas estes campos permaneceram um encargo para as Nações Unidas e, especialmente, para o mundo ocidental. Tivessem as nações árabes vizinhas não ido à guerra, os judeus teriam ficado com um território muitíssimo menor. Isto pode ser visto de relance, observando-se os três mapas nas páginas seguintes. O primeiro mostra como o país foi planejado pelas Nações Unidas, o Segundo, como o país ficou depois da “Guerra da
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Libertação”. O terceiro mostra como ficou o país depois da “Guerra dos Seis dias”. E o mundo conheceu muito bem quão efêmera foi a paz entre Israel e seus vizinhos, de l948 e l956. Isso levou à crise do canal de Suez. Observadores bem informados reconheceram que, em l956, era iminente uma campanha militar. A defesa de Israel estava sob o comando do General Moshe Dayan. Ele assombrou o mundo pelo fato de liderar uma marcha ininterrupta de cerca de l80 km, rumo ao Canal de Suez (que lido ao contrário é= Zeus). As agências noticiosas em New York contaram os fatos. George F. Sokolsky, em seu artigo no New York Journal American, de 2 de novembro de l956, dizia:
“É obvio que ela não podia ser adiada, por que Nasser estava organizando uma campanha militar contra Israel, a qual só poderia ser derrotada por Israel, tomando a ofensiva. O impasse da agressão, então, resolve-se quase que patologicamente dentro da questão, se o paciente é morto por uma arma letal ou se sangra até morrer lentamente. Isso é o que aconteceu a Israel que enfrentou a aniquilação total...”
Então o escritor conta como o General Dayan continuou sua marcha, preparando-se para aquilo que ele declarou que era “inevitável”. O autor continua dizendo:
“Se Nasser tivesse qualquer tipo de exército, ele poderia ter atrasdo ou impedido aquela marcha”(A Marha dos l80 km).
Em seguida Sokolsky pergunta:
“Onde estavam os aviões, os tanques e as armas que os russos lhe deram ?”
A história, agora, fornece os fatos de que, ao passo que as nações inimigas possuíam todos os armamentos necessários para esmagar seu pequeno vizinho, contudo eles falharam e os israelenses obtiveram uma outra vitória e capturaram uma imensa quantidade de armamentos. No acordo de paz, após a segunda guerra Árabe-israel, ficou estabelecido que as embarcações de Israel não seriam impedidas de passar pelo Golfo de
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Ákaba e pelo Estreito de Tiran. Mas, infelizmente, as violações do acordo foram quase contínuas até junho de l967.
Sentindo que uma outra guerra estava em andamento, os países vizinhos de Israel uniram-se para derrota-lo. Mesmo que relutemos em afirmar os fatos, é um acontecimento histórico, documentos revelam que um plano havia sido preparado, não meramente para subjugar os israelenses, fazendo-os prisioneiros de guerra, mas para sacrificar cada homem, mulher ou criança, aprisionados. É difícil imaginar tamanho genocídio em nossos dias.
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A crise chegou, como foi do conhecimento de todos, quando o Estreito de Tiran foi chegado e aos navios israelenses não foi permitido entrar ou sair, a despeito do fato de Israel ter afirmado que uma tal ação seria considerada por Israel como um ato de guerra. Observando as concentrações de tropas que pareciam afrontar Israel, tinha-se, realmente, a impressão de que Israel finalmente, seria, “varrido para dentro do mar”. Com apenas 2.500.000 judeus e 110.000.000 de árabes, a situação totalmente desigual, Israel encontrou-se diante do dilema: vitória ou aniquilação. Naquele momento crucial, o General Moshe Dayan, Ministro da Defesa, declarou estarem “preparados para qualquer eventualidade e recusava qualquer ajuda externa”. E assim se evidenciou ser o caso. Em exatamente seis dias a guerra havia terminado e Israel acrescentou o equivalente a quatro vezes mais o território que possuía no início(veja no mapa).
A cidade de Jerusalém, que havia sido claramente dividida por uma estreita faixa de terra de ninguém que passava diretamente pelo coração da cidade, veio a ficar sob o controle total de Israel. Hoje, Jerusalém é uma cidade unificada com liberdade para ir e vir, garantida pelo Governo Israelense. Que aconteceu com os aviões de guerra, tanques, armamentos e os modernos equipamentos das forças oponentes? Eles foram capturados ou destruídos. Veículos de guerra queimados ou armas apreendidas contam a história melhor do que palavras. As estatísticas do que, na verdade, aconteceu durante aqueles seis terríveis dias, serão encontradas no final deste livro.
Relembrando os acontecimentos desta guerra, alguns, naturalmente, se recordam de certas passagens do antigo testamento(1ª Aliança), quando ficou claro que Elorrim estava à frente de Israel em suas batalhas. Poderia ser que o Elorrim do antigo Israel ainda esteja interessado no Israel de hoje? Muitos crêem ser este o caso. Apesar de terem por opositores nações altamente equipadas com os últimos implementos de guerra e bilhões de dólares de valor dos armamentos, mesmo assim Israel emergiu vitorioso novamente. Aquela guerra relâmpago foi aclamada como uma das maiores campanhas militares de toda a História.
A guerra é sempre uma tragédia, mas, sob certas circunstâncias, isso parece inevitável neste mundo confuso em que vivemos. Dizer que Elorrim nada teve a ver com estes eventos de rápida sucessão na Terra de Israel, é
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estar cego para os fatos. Pondere sobre esta maravilhosa oração do profeta Daniel:
“Bendito seja o nome do Senhor para sempre e sempre: a sabedoria e poder são Seus; E ele muda os tempos e as estações; Ele remove reis e estabelece reis”(Daniel 4:17).
E ao rei Nabucodonosor, o grande ditador de sua época, Daniel disse:
“O Altíssimo tem, domínio sobre os reinos dos homens e os dá a quem quer”(Ibidem).
Elorrim não abdicou. De seu trono de Glória, Ele ainda está governando o mundo e o Universo todo. Apesar dos terríveis erros feitos pelos homens, Elorrim sempre pode acrescentar o último capítulo. A pequena nação de Israel poderia ter sido e teria sido riscada do mapa há muito tempo, não fossem forças sobrenaturais trabalhando por sua preservação. As promessas relacionadas com o reestabelecimento de Israel nos “últimos dias” parecem estar sendo rapidamente cumpridas. Será que, por povidência divina, o tempo chegou, quando devem ter inicio alguns importantes movimentos neste pequeno país? Em l9l4 havia somente 90.000 judeus vivendo na Palestina. Em l935 eram 300.000 e depois de l948, mais de 600.000. Hoje, cerca de três milhões de israelenses vivem na Terra de Israel! As palavras do profeta Jeremias são dignas de ponderação:
“Aquele que espalhou a Israel, Ele o trará de novo”(Jeremias 31:10).
A dispersão da nação foi um fato, tanto profético como histórico. Será que poderemos dizer que o retorno e a restauração desta nação não é também um fato profético e histórico? O profeta Isaías diz:
“Naquele dia o Senhor tornará a estender a mão para resgatar o restante do Seu povo”(Isaías 11:11).
Ou, como declara a Revised Standard Version:
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“Ainda uma segunda vez para resgatar o remanescente que ficou do Seu Povo”.
Esse resgate pela segunda vez não se poderia referir ao retorno do cativeiro babilônico, pois que este foi o seu primeiro resgate, mas hoje, um mundo atônito está testemunhando um segundo “resgate”. Esta passagem foi, muitas vezes, aplicada ao ajuntamento do Israel Espiritual ou corpo de crentes, e não nos opomos a isto, mas a linguagem completa dos versos 10 a 16, indica que Elorrim está falando do Israel natural e de Judá.
Theodoro H. White escreveu na revista Life, pouco depois da Guerra dos Seis Dias, quando os israelenses entraram para ocupar a cidade velha de Jerusalém, tendo agora acesso ao lugar sagrado, conhecido como o Muro de Lamentação:
“Este país ainda se encontra suspenso entre um pesadelo e um sonho. Surgiram as lendas. As profecias tornaram-se realidade. Uma bandeira de Sião flutua sobre Jerusalém pela primeira vez desde que os romanos arrasaram a Cidade Santa há l900 anos”.
Certamente este é um tempo para homens e mulheres zelosos sentarem-se e meditarem. Quando jornalistas obstinados começam a conversar sobre o cumprimento de profecias bíblicas, sem dúvida este é o tempo de o povo de Elorrim Vivo acordar.
Os resultados daquela campanha de l967 foram fantásticos. No espaço de uma única semana, o domínio de Israel foi aumentado de 27.435 km² para 116.443 km²! Em vez de esta nação ter sido varrida para dentro do mar as forças opositoras é que foram pulverizadas no deserto. Nós precisamos de estar com os nossos olhos abertos para ver o que está ocorrendo e nossas mentes abertas para compreender o significado dos eventos de nossos dias. Adolph Saphir recorda-nos que:
“Faraó tentou afogar Israel e eles não se afogaram; Nabucodonosor tentou queima-los, mas eles não se queimaram; Hamã tentou enforcá-los, mas eles não morreram na força.
A História de Israel é a história do milagre e, exatamente, o milagre da História”.
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Sobre uma placa de granito, na cidade do Cairo, estão estas palavras escritas por Ramsés II há 3.000 anos:
“Israel está animado. Israel não terá nenhuma posteridade”(Jews in the News, fevereiro de l949)
Uma enciclopédia alemã da época de Hitler, diz:
“Em menos de 100 anos, o problema judaico estará solucionado”.
“Hoje, Ramsés e Hitler estão no esquecimento imposto pela morte. Israel está nas manchetes da imprensa mundial”. (Ib. citado em The World Collision).
Diante de evidencias tão monumentais e fantásticas, quem ousaria dizer que estes acontecimentos não são importantes para o filho de Elorrim? E quem ousaria negar que a gloriosa vinda do Messias está “perto, mesmo às portas”? Quão triste é o fato de que, na terra que deveria ser a terra da paz, exista a amargura das hostilidades! Qual é o futuro do Oriente Médio? Estão estas terras preparando-se para o conflito final da Terra – a batalha do Armagedom? Pensemos sobre isso e meditemos sobre estes pensamentos. Nos capítulos finais deste livro, descortinam-se grandes visões proféticas que trarão respostas a inúmeras perguntas.
CAPÍTULO XIV
O TEMPO DOS GENTIOS
Nos livros da História Contemporânea existe, agora, uma nova data – 5 de junho de l967. Essa data é o marco do dia em que forças estrangeiras arremeteram-se contra Israel de todos os lados. Parecia como se todo o Oriente Médio estivesse determinado a desarraigar o que eles chamavam “o crescimento canceroso de Israel”. A guerra foi o resultado. A história da Guerra dos Seis Dias já a contamos em detalhes. Mas o acontecimento
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relacionado com estes fatos, todo ele repleto de grande significação, parece ser, à luz da profecia bíblica, o chamado “tempo dos gentios”.
Mateus, Marcos e Lucas, todos eles registram esta profecia. Isso foi dado em resposta a certas perguntas a respeito da Dispersão de Israel, a destruição do Templo e o fim do mundo. Devemos ter um cuidado todo especial ao estudar este capítulo, para que não sejamos encontrados repartindo, incorretamente, a Palavra da Verdade.
Próximo ao encerramento daquela maravilhosa provisão apocalíptica, certos sinais foram enumerados para que, por meio deles, pudéssimos saber quando estaria perto o fim dos tempos. Aqui está um deles:
“Aprendei, pois, esta parábola da figueira: Quando já os seus ramos se tornam tenros e brotam folhas, sabeis que está próximo o verão.
Igualmente, quando virdes estas coisas, sabei que ele está próximo, às portas”(Mateus 24:32 e 33).
Na terra de Israel, uma das poucas árvores que perdem suas folhas é a figueira. Mas, quando se aproxima o verão, os brotos das folhas aparecem em abundância. Isso pode ser chamado um barômetro sazonal. Quando a figueira está totalmente verde, então o verão está próximo.
Por milhares de anos, na Palestina, ela tem sido considerada tradicionalmente como “mensageira do verão”. Este fenômeno natural foi usado como parábola. Muitas outras coisas foram mencionadas como sinais do fim dos tempos. Uma, em especial, refere-se aos judeus “nos últimos dias”. Quando nós vemos a nação judaica começando a reviver, podemos estar certos de que o fim de todas as coisas está próximo. Em Joel 1:7 Elorrim chama Israel de “minha figueira”. E, em Mateus 21:18 e 19, nós temos a estória da maldição de uma determinada figueira, por não ter produzido frutos. Isso torna-se, portanto, um símbolo da desaprovação de Elorrim sobre Israel como nação frutífera. Aquele foi um triste dia, quando Sua Nação escolhida foi posta de lado.
Tem sido muito bem dito que a maldição da figueira foi “uma parábola simulada” pois aquela árvore, a despeito de sua linda folhagem, nada mais era do que uma figueira fictícia. Pouco depois a nação foi
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dispersa. Mas, hoje , a figueira está desabrochando-se em uma nova vida; em outras palavras, a Nação está mostrando um novo crescimento, assim nós sabemos que o “tempo dos gentios” está chegando ao fim.
O Dr. A. Skevinton Wood do Clift College, Inglaterra, um dos conferencistas famosos no importante congresso de Jerusalém sobre profecias bíblicas, observa, em seu livro Signs of the Times (Sinais dos Tempos), que a “raiz árabe da qual deriva a palavra hebraica para „figo‟ na verdade, significa “o tempo é chegado” ou “é tempo”. Muitas coisas estão acontecendo no mundo as quais são sinais muito claros do fim dos tempos. Mas, num sentido específico, os acontecimentos em Israel estão entre os mais importantes. Não existe erro de interpretação na clara profecia que se refere à Nação Judaica:
“E cairão ao fio da espada e serão levados cativos para todas as nações; e Jerusalém será pisada pelos gentios até que os tempos destes se completem”(Lucas 21:24).
Que significa a expressão “o tempo dos gentios”? A palavra gentio é a tradução da palavra hebraica “Goy” e simplesmente significa “nação”, qualquer nação. “Goyim”(plural) significa “nações” em geral. Quando Elorrim disse: “Em Abraão todas as nações da terra serão benditas”, Ele estava falando de nações, independente de raça ou cor. Assim, a expressão “o tempo dos gentios” poderia ser traduzido como “o tempo das nações”. Durante aquele “tempo”, Jerusalém estaria ocupada por outras nações que não Israel. Na verdade o “tempo dos gentios” cobre o conceito bíblico da história dos gentios, quando o princípio humano de governo seria a característica de distinção como contrastada com o princípio divino. Fazemos bem em examinar esta expressão – o tempo dos gentios – pois há hoje muita controvérsia em torno da mesma.
Antes da invasão da Primeira Comunidade Judaica por Babilônia, o Reino de Judá pode manter-se como um estado soberano. Mas, sua destruição por Nabucodonosor, marcou o início de uma mudança na situação política dos judeus no mundo. Para aquele povo da Palestina a destruição de seu templo e de sua pátria é, de maneira muito mais importante, seu desterro para Babilônia, marcou, de fato,o começo de uma
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nova história para os judeus, porque, a partir daquele tempo, eles deveriam ficar inferiorizados politicamente. Mesmo que um remanescente tenha retornado favorecido pelo decreto de Ciro, rei da Pérsia, a terra da Judéia, conforme dissemos, não era nada mais que um Protetorado dos Impérios reinantes – Pérsia, Grécia ou Roma, mais tarde, do Império Otomano.
As mensagens proféticas de Daniel, inter-reladionadas umas com as outras como são, traçam o esboço da história dos gentios dos dias de Daniel até a conclusão do “tempo dos gentios”, no fim dos tempos. O último sistema do mundo dos gentios encontrará o seu julgamento, quando Elorrim dos céus estabelecer o Seu Reino, o qual nunca será destruído.
Através dos séculos e, especialmente durante os últimos, muitos se escreveu sobre estas verdades. Alguns dos mais bem informados e mais impressivos escritores que trataram do assunto, publicaram seus livros durante os séculos XVIII E XIX e cuja leitura, ainda hoje, é fascinante. Antes de haver, ainda que fosse a mais leve indicação de eu as coisas aconteceriam como aconteceram, mesmo enquanto ainda os judeus estavam espalhados entre as nações, especialistas famosos e estudiosos da Palavra de Elorrim, em sua opinião oficial, declararam, de público, que os judeus haveriam de, algum dia, retornar à terra de seus pais e ocupariam, de fato, a Cidade de Davi.
O bem conhecido Dr. Joseph Wolff, afetuosamente chamado de “Missionário do Mundo”, foi um dos principais destes escritores e pregadores. Com grande autoridade proclamava ele a aproximação do fim dos tempos. Constantemente insistia ele num estudo mais aprofundado das profecias que se relacionam com o fim do mundo. Judeu de nascimento e filho de um Rabino Judeu, tinha uma inclinação toda especial pelo estudo. Era muito jovem, quando se convenceu da verdade acerca do Messias. Ele aprendeu muito, escutando atentamente as conversações que se realizavam na casa de seu pai. Muitas vezes, hebreus piedosos reuniam-se na sala de estar de seu pai para falar das esperanças e aspirações de sua nação dispersa. Estavam sempre procurando e orando pela vinda do Messias e, naturalmente, pela restauração de Israel.
Certo dia, ele ouviu o nome de Yeshua de Nazaré e perguntou quem era este homem. A resposta de seu pai foi muito significativa: “Ele foi um judeu do maior talento, mas, como Ele alegava ser o Messias, o tribunal
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judaico sentenciou-o à morte”. “Mas, por que Jerusalém está destruída e por que nós estamos sem pátria? Perguntou o jovem Joseph. Novamente a resposta foi significativa: “Ai de nós! Porque os judeus, nossos antepassados, assassinaram os profetas”. Então o jovem Joseph começou a ponderar: “Talvez o próprio Yeshua fosse também um profeta. Talvez nossos líderes tenham entendido mal Sua missão”. Este sentimento calou profundo em seu espírito e, embora proibido de entrar, ele várias vezes se postava fora de uma das igrejas e ouvia a pregação das Sagradas Escrituras.
Joseph Wolff, naquela ocasião, tinha apenas sete anos de idade, mas procurou informar-se com um idoso vizinho acerca do Messias que haveria de vir. O velho cavalheiro replicou-lhe calmamente: “Meu prezado jovem, dir-lhes-ei quem foi o Messias verdadeiro: Ele foi Yeshua de Nazaré. Vá para casa e leia o capítulo 53 de Isaías e você se convencerá...”(Travels and Adventures of the Reverend Joseph Wollf, Vol. I págs. 6 e 7).
O jovem foi para casa, leu as Escrituras e o Espírito de Elorrim abriu-lhe a mente para esta insondável riqueza. Com a tenra idade de 11 anos deixou a casa de seu pai, o Rabino Wollf, saindo para o mundo, a fim de ganhar sua educação e preparar-se para sua vida profissional. Não somente foi ele sacudido pela grande verdade acerca dAquele que Isaías escrevera como “um homem de dores e acostumado com a tristeza e o sofrimento”, mas ele viu, também as grandes profecias que diziam respeito à volta do Messias em poder e majestade. Ele procurou, constantemente, conduzir seu próprio povo para que soubesse da vinda deste prometido. Falava das profecias relacionadas com a vida do Messias em nuvens de Glória.
Acreditando firmemente que a vinda do messias estava próximo, pregava frequentemente sobre o capítulo 24 de Mateus. Entre os anos de l821 e l845 ele viajou muito, pregando em 14 diferentes países. Estas grandes profecias vieram a ser o seu tema predileto em suas pregações. Mais tarde, visitou Filadélfia e Baltimore, pregando vigorosamente a grande mensagem do Advento do Messias. John Quincy Adams, Ex-presidente dos Estados Unidos, apresentou-o à assembléia conjunta do Congresso Americano. A estes líderes nacionais ele abriu-lhes a Palavra de Elorrim, apresentando-lhes, com convicção, as grandes verdades do retorno
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iminente do Messias. Ele deu ênfase, também, à importante parte que Israel desempenharia nos eventos finais da história da Terra.
O tremendo trabalho realizado por este dedicado especialista e pregador hebreu, levou outros autores a enfatizarem aquilo que Wollf relatou como um “Sintoma Popular de Interpretação Correta ou Errônea das Escrituras Sagradas”. Parece que esta era uma prática muito em voga naqueles dias, assim como o é, efetivamente, nos dias atuais. Observe estas desafiadoras palavras:
“A maior parte da igreja cristã desviou-se do sentido simples das Escrituras Sagradas e voltou-se para o sistema dos budistas que acreditam que a felicidade futura da humanidade consistirá em estar movendo-se no ar, e supõem eles que, quando estão lendo judeus, devem entender como sendo gentios; quando lêem Jerusalém, devam entender como igreja; se diz-se terra, significa céu; quando se refere à vinda do Senhor, eles devem compreender isso como o progresso das Sociedades Missionárias; e „subir o monte para ir à casa do Senhor‟, significa uma grande convenção de Metodistas!”(Journal of the Rev. Joseph Wollf, pág. 96). (veja Great Controversy, pág. 360).
Wollf levou a mensagem da próxima vinda do Messias a muitas nacionalidades. A Bíblia era seu guia constante.
Não é suficiente, apenas, estudar a Palavra de Elorrim; devemos guarda-nos contra qualquer tendência que poderia levar-nos a interpreta-la erroneamente. Muitos estudiosos da Bíblia, pessoas sinceras e bem intencionadas, quando tratam das grandes profecias concernentes a Israel, muitas vezes inconscientemente, erram, ao interpretar tais profecias. Há muitos anos, o popular autor do livro Captivity and Restoration of Israel (Cativeiro e Restauração de Israel), Atualmente com o título Prophets and Kings. (Profetas e Reis), declarou estas verdades concernentes a Israel:
“A História do chamado de Israel, de seus sucessos e fracassos, de sua restauração ao favor divino, de sua rejeição ao Mestre da vinha e a realização do plano dos tempos por um remanescente piedoso a quem caberá o cumprimento de todas as promessas do concerto – este foi o tema dos mensageiros de Elorrim, de Sua congregação (seu povo) através
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dos séculos que passaram; e é a mensagem de Elorrim para sua congregação (seu povo) hoje”.
Observe que esta afirmativa se refere ao futuro. Sempre existiu um “remanescente piedoso” por meio de quem o Todo-poderoso tem executado Seus desígnios.
No apocalíptico relato do sermão profético em Mateus 24, ao qual já nos referimos, a figueira era um símbolo da Nação Judaica. No registro de Lucas, do mesmo sermão, ele menciona “todas as árvores” (Lucas 21:29). Isto significa que não somente entre os judeus, mas entre todas as nações do mundo, existem indicações claras de que o fim está próximo, “mesmo às portas”.
O “tempo dos gentios”, ao qual nos referimos anteriormente, é um período concedido às nações gentílicas, exatamente como aquele que antecedeu a destruição de Jerusalém pelos romanos, poderia ser chamado de “o tempo dos judeus”. Para entender o significado pleno daquela declaração, ela deve ser estudada à luz do capítulo 9 do profeta Daniel. Esta é uma das mais maravilhosas profecias de toda a Palavra de Elorrim. Fazemos bem em observar cuidadosamente os detalhes desta profecia, pois ela nos transporta desde os dias do jugo babilônico até o tempo em que o Messias, não somente apareceria, mas seria “tirado” de Seu povo. Depois de sua morte e ressurreição, Ele subiu para o Seu Pai para começar Seu ministério como nosso intercessor, no trono da graça. Então “anjo disse a Daniel:
“Setenta semanas estão determinadas sobre o teu povo e sobre a tua santa cidade para extinguir a transgressão, dar fim aos pecados, e para expiar a iniqüidade, e trazer a justiça eterna, e selar a visão e a profecia, e para ungir o Santo dos Santos”(Daniel 9:24).
(Os estudiosos da Bíblia reconhecem que um dia, em profecia, é equivalente a um ano: 70 semanas seriam, portanto, 490 anos). Ora, aqui estão seis especificações muito importantes. O versículo 25 fala da vinda do “Messias, o Príncipe”. Observe estas palavras:
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“Sabe e entende: desde a saída da ordem para restaurar e edificar Jerusalém, até ao Messias, o Príncipe, sete semanas e sessenta e duas semanas...”Daniel 9:25.
Se os líderes religiosos no tempo do Messias tivessem estado estudando, realmente, estas profecias, teriam sabido quando o Messias deveria aparecer. Mais ainda, eles teriam compreendido que, em vez de um líder dominador que apareceria para expulsar os romanos da Palestina, Ele mesmo seria “tirado, mas não por si mesmo”. Ao invés de estar reinando sobre Seus inimigos, Ele deveria tornar-se um sacrifício, não somente pelos pecados de Israel, mas pelos pecados do mundo todo.
Cada detalhe importante de Sua vida, desde Seu nascimento em Belém, até Sua crucifixão em Jerusalém, tinha sido predito pelos profetas hebreus. Quando os sábios do Oriente, guiados pela estrela, vieram a Jerusalém para formar-se onde nascera o Rei dos Judeus, Herodes reuniu os líderes religiosos e inquiriu-los acerca do lugar do nascimento do Rei. E aqueles líderes disseram-se mui claramente, que seria “em Belém da Judéia”. Eles citaram as escrituras (Miquéias 5:2). E, sem dúvida, ali nasceu a Criança a quem procuravam. Então, diz o relato sagrado, “eles o adoraram”.
Ora, por que os líderes religiosos daqueles dias não seguiram os sábios orientais e prestaram suas honras ao Rei de Israel? Nós poderíamos fazer muitas outras perguntas igualmente embaraçosas, pois, ao longo de Sua vida, o Messias esteve, constantemente, cumprindo profecias que haviam sido escritas centenas de anos antes.
Uma das mais importantes de cerca de 300 profecias é a que se encontra em Daniel 9, pois ela assinalou o tempo efetivo em que o Messias haveria de aparecer. Ela foi exposta em termos bem conhecidos e perfeitamente compreendida pelos estudiosos da profecia daquele tempo, um dos quais foi João, o Batista.
Como já dissemos, o tempo profético deve ser calculado de acordo com as medições proféticas que estão claramente enunciadas nas Escrituras. Em Ezequiel 4:6 e Números 14:34 um princípio muito importante está estabelecido numa afirmação clara de “um dia por um ano”. Um dia profético, então, não é um dia comum do sistema de medição
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de tempo, mas verdadeiramente, um ano. Este principio foi bem compreendido naqueles dias e tem sido e tem sido compreendido por estudiosos da Bíblia, através de todos os séculos, até hoje. Uma semana profética, por conseguinte, não seria 7 dias, mas 7 anos. E 70 semanas proféticas seriam, portanto, 70 vezes 7, ou 490 anos. Ora, este foi o período explicitamente destinado à Nação Judaica, não somente para marcar os eventos importantes referentes aos próprios judeus, mas para, especialmente, delimitar o tempo e a obra do Messias.
A grande pergunta é: quando teve início o período das setenta semanas proféticas ou quatrocentos e noventa anos? O verso 25 no-lo afirma claramente. O anjo disse a Daniel que ele se iniciaria com um decreto real:
“Desde a saída da ordem para restaurar e para edificar Jerusalém...”(Daniel 9:25).
Na época em que esta profecia foi dada, Jerusalém estava em ruínas por ter sido destruída pelos exércitos babilônicos. Mas foi dito a Daniel que o templo e a cidade seriam reconstruídos. E a História confirma isso, fato que já observamos em linhas anteriores. O primeiro decreto para a reconstrução do templo foi editado por Ciro, rei da Pérsia, em 536 A.C. Um decreto posterior foi ordenado pelo rei Dario em 519 A.C. para que se completasse a obra de reconstrução do templo, pois a obra havia sido retardada por interferência dos inimigos. Quatro anos mais tarde o templo estava concluído. (Observe que as datas Antes da Era Comum ou Antes de Messias, devem ser subtraídas. As Escrituras testificam, então que o templo foi concluído em 515 A.C.).
Embora o templo estivesse reconstruído, a cidade de Jerusalém continuava em ruínas. Cinqüenta e oito anos mais tarde, o rei Artaxerxes expediu um outro decreto, determinando a reconstrução da cidade. O decreto de Ciro encontra-se em Esdras, capítulo 1º e o segundo decreto, do rei Dario, no capítulo 6. O terceiro e último decreto de Artaxerxes, no capítulo 7 dos versos 11 a 26, foi preservado na Bíblia Hebraica (O Tanach) em sua língua original, o Aramaico. Ele começa assim:
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“Artaxerxes, rei dos reis, a Esdras, o sacerdote, escriba da Lei do Elorrim dos Céus, paz perfeita e em todo o tempo...”
E, então, segue-se o decreto por meio do qual o rei encarregava o sacerdote Esdras de subir a Jerusalém e levar o seu povo com ele para iniciar a reconstrução da cidade. No verso 26, podemos ver quão completo foi este decreto, pois conferia a Esdras autoridade, não somente para reconstruir, mas para realizar julgamento, incluindo-se até a aplicação da pena capital. Esse decreto concedia aos judeus que voltaram do cativeiro babilônico, não somente liberdade, mas, também, autonomia nacional.
Doze anos mais tarde, em 445 A.C., Neemias recebeu uma permissão do mesmo rei para subir a Jerusalém e assistir na construção da cidade. É importante notar que não se tratava de um decreto. Foi uma concessão real, beneficiando um único homem. O decreto já havia sido editado doze anos antes, em 457 A.C. E gostaríamos de enfatizar novamente como é importante que façamos distinção entre o decreto de Artaxerxes de 457 A.C. e sua permissão pessoal concedida a Neemias mais tarde, em 445 A.C. Foi dito a Daniel que esse período seria dividido em três partes “sete semanas”, “sessenta e duas semanas” e “uma semana”.
O período de “sete semanas” proféticas seria, na verdade, um período de 49 anos e durante este tempo o anjo Gabriel disse a profeta:
“As ruas e as tranqueiras se reedificarão, mas em tempos angustiosos”(Daniel 9:25).
Isto teve cumprimento literal. Em 408 A.C., 49 anos mais tarde, de acordo com Prideux, o programa da construção da cidade chegou ao seu final. O período seguinte, as sessenta e duas semanas ou 434 anos, conduzir-nos-ia até “o Messias, o Príncipe”. Quatrocentos e trinta e quatro anos a partir de 408 A.C. nos trariam até o ano 26 D.C. ou, em realidade, já entrando no ano 27 D.C. Em Mateus 3:13-17 temos o registro de Sua Imersão (batismo), lemos:
“Então foi Yeshua da Galiléia para o Jordão até João, para ser por ele batizado”.
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As referências de margem em muitas Bíblicas dão claramente a data como tendo ocorrido em 27 D.C. Em Atos 10:38, temos o registro de Sua unção e subseqüente ministério:
“Como Elorrim ungiu a Yeshua de Nazaré com o Espírito Santo e com virtude; o qual andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo”.
Ele foi ungido com o Espírito Santo de Elorrim, assim que saiu da água (Mateus 3:16), logo após o batismo. A palavra Messias(palavra Hebraica) significa “ungido”. Em João 1:41, lemos que André acha primeiro seu próprio irmão, Simão, e diz-lhe: “Achamos o Messias”. E a referência à margem diz, “o ungido”.
Somente após ser ungido com o Espírito Santo é que Ele iniciou Seu ministério, o qual devia durar exatamente três anos e meio. E os estudiosos da Bíblia concordam que Seu grande ministério foi de, apenas, três anos e meio, ou seja, a metade da última semana restante, das 70 semanas proféticas de Daniel 9. Lembre-se de que essas 70 semanas proféticas foram divididas em três períodos – “sete semanas” ou 49 anos, “sessenta e duas semanas” ou 434 anos(num total de 483 anos ou 69 semanas proféticas) e “uma semana” ou 7 anos. E foi “no meio” daquela semana profética, ou seja, três anos e meio depois de ter começado Seu ministério que Ele foi conduzido por soldados romanos para ser pendurado. Isto se deu em 31 D.C. Todas estas são confirmadas pela fidelidade da História.
Quão maravilhosamente exata é esta profecia! Todos os seus aspectos foram cumpridos exatamente como o anjo Gabriel afirmara.
Quando Ele começou Seu ministério, logo após Seu batismo, ou imersão, as Escrituras dizem:
“Ele veio para a Galiléia, pregando o evangelho do reino de Elorrim e dizendo: O tempo está cumprido e oi reino de Elorrim está próximo”(Marcos 1:14).
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Ora, a que “tempo” Ele estava se referindo? E como foi cumprido? As 69 proféticas semanas ou 483 anos, a partir da saída da ordem para reconstruir Jerusalém, até “o Messias, o Príncipe”, foram cumpridas ao pé da letra. E a última semana profética ou o período de 7 anos, começou no tempo exato em que o Messias Se manifestou. Já vimos como Ele foi ungido pelo Espírito Santo de Elorrim e recebeu poder como Pregador, Mestre e Médico. Nenhuma re-interpretação da profecia pode mudar aqueles tremendos fatos. E confirmando a autenticidade daquela profecia, Ele morreu no meio daquela profética semana. E eis aqui um fato muito mais impressionante ainda – Ele morreu n oi dia da Pessach (conhecida no português como Páscoa), cumprindo o tipo, exatamente. As Escrituras dizem:
“Porque o Messias nossa Páscoa, foi sacrificado por nós”(I Corintios 5:7).
“Porque, estando nós ainda fracos, o Messias, a seu tempo, morreu por nossa incredulidade”(Romanos 5:6). Uma outra tradução, reza o seguinte: “No exato momento”, Aquele “momento” era a hora do sacrifício vespertino quando o cordeiro estava sendo oferecido na véspera da Páscoa. Naquele dia o Cordeiro de Elorrim deu Sua vida por judeus, gentios e pagãos igualmente. Muito embora os homens estivessem cegos ao que estava acontecendo, Elorrim estava reconciliando consigo o mundo. E, além disso, naquela véspera da Páscoa, até os próprios elementos da natureza reagiram, conforme lemos:
“E houve trevas em toda a terra até a hora nona. E o sol escureceu-se; e o véu do templo rasgou-se ao meio”(Lucas 23:44,45).
Em Daniel 9:27, a profecia declara:
“Ele firmará o concerto com muitos por uma semana; e na metade da semana fará cessar o sacrifício e a oferta de manjares”(Daniel 9:27).
Alguns intérpretes aplicam este versículo a um anti-messias futuro! Isto nos parece o mais infeliz raciocínio, porque o pronome pessoal “ELE”,
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do verso 27, não se refere ao príncipe do mal que deveria destruir a cidade e o santuário com a guerra e a desolação ocorrida no ano 70 D.C. mas, “ao Messias, o Príncipe” que, por três anos e meio confirmou o Concerto Perpétuo de Elorrim. Ele confirmou este Concerto com Seu povo, primeiro por ensinar e pregar o bem a todos os semelhantes e, finalmente, ratificou este mesmo Concerto com Sua morte, com a qual pôs um fim, ou tornou sem efeito, todo o sistema sacrifical do Velho Testamento. Por sua morte vicária ou seja, em nosso lugar, Ele apagou.
“A cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual, de alguma maneira, nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a no madeiro”(colossenses 2:14).
Como as Escrituras revelam claramente, o sistema sacrifical elaborado para Israel, com a morte de animais para pagamento da culpa do homem que cometesse pecados, foi meramente “sombras das coisas que haveriam de vir”(colossenses 2:17). E a sombra tinha agora encontrado sua substância. O tipo encontrou o anti-tipo; tudo foi cumprido. A morte do Messias, na metade daquela profética semana, mudou, mudou drásticamente todo o conceito de serviço religioso, todo o sistema de culto. Além do mais, confirmou, na íntegra, a profecia de Daniel. Esse foi o principal impulso da mensagem daqueles primeiros pregadores que os líderes judaicos ddaqueles dias disseram terem “transtornado o mundo”(Atos 17:6).
Tão poderosos eram proclamar a mensagem que cidades inteiras voltavam-se para Elorrrim. Milhares eram imersos pelo batismo, num só dia. Concernentes ao Ungido que Se fez sacrifício por todos, judeus ou gentios, as Escrituras dizem:
“Aquele que é o Ungido será tirado sem ninguém para tomar Sua parte”(Daniel 9:26, N.E.B).
Quão tragicamente verdadeiro foi isso! Ninguém tomou Sua parte. Nem mesmo Seus discípulos estiveram com Ele na sala do Seu julgamento. Ele foi condenado como um proscrito e levantado no madeiro entre
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malfeitores. Ele morreu, entretanto, não somente pelos pecados de Israel, mas pelos pecados do mundo todo.
Enquanto que Yeshua era judeu por nascimento, era também o Filho de Elorrim. Quando Pilatos, o governador romano, perguntou aos líderes judaicos; “quereis vós que eu crucifique o vosso Rei?”, eles lhes responderam: “não temos nenhum rei, exceto César”. Pouco ou quase nada compreenderam eles do significado pleno daquelas palavras. Poucos anos mais tarde eles próprios foram destruídos pelo César que haviam escolhido.
Veja, agora, com que exatidão se cumpria esta profecia que predisse a vinda do príncipe romano Tito:
Predita a destruição de jerusalém
A clareza desta profecia é espantosa:
O príncipe (Tito) do povo (Roma) que viria e destruiria a cidade (Jerusalém) e o santuário (o templo); o seu fim será com uma inundação e até o fim da guerra (como resultado)...estão determinadas desolações...e com a difusão de abominações, ele (Tito) a tornará desolada (70 D.C) e isso até a consumação, e o que está determinado (a profecia) será derramado sobre a desolada (Jerusalém).
“No tempo crítico... o príncipe invasor fará grande destruição e devastação sobre a cidade e o santuário. Seu fim será um dilúvio, a guerra inevitável com todos os seus horrores”(Daniel 9:26, N.E.B).
RESUMO DA PROFECIA
Setenta semanas ou 490 anos destinados à Nação Judaica. Daniel 9:24.
490 anos (de outubro de 457 A.C. a outubro de 34 D.C.)
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Desde a saída do decreto (457 A.C. conforme Esdras 7:12, 13 e 27) para restaurar e reconstruir Jerusalém até o Messias haveria 69 semanas ou 483 anos (de outubro de 457 A.C. até outubro de 27 D.C).
Ele (o Messias) confirma o concerto por uma semana: 7 anos (outubro de 27 D.C. a outubro de 34 D.C.).
O Messias seria tirado (morto) no meio da septuagésima semana e assim cessariam os sacrifícios de animais porque o cordeiro de Elorrim fora sacrificado (Daniel 9:26 e 27)= 3 ½ anos (outubro de 27 D.C. a abril de 31 D.C.)
OUTUBRO
457 A.C. OUT. ABRIL OUT.
23 31 34
D.C D.C.
483 ANOS ATÉ AO MESSIAS 7 - ANOS
(69 SEMANAS) (UMA SEMANA)
A PROFECIA DO TEMPO DA VINDA DO MESSIAS
490 ANOS DESTINADOS À NAÇÃO JUDAICA
(70 SEMANAS).
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Quando aqueles desviaram-se do “Príncipe da Vida” e prometem lealdade ao “príncipe deste mundo”, eles jamais poderiam ter imaginado a imensa tragédia que se abateria sobre a nação como resultado de sua escolha. A história de ambos os povos, tanto de romanos quanto de judeus, tem-se cumprido nos mínimos e mais terríveis detalhes. Trinta e nove anos depois que o Messias, o Príncipe, foi crucificado, o príncipe invasor de Roma, promoveu a destruição e a devastação de Jerusalém e do templo.
Como já dissemos, o Messias foi “cortado” no meio da semana”, a septuagésima semana profética. Mas ainda ficaram sobrando os três anos e meio daquela última semana profética. Era o ano 31 D.C quando Ele morreu, mas a profecia deveria chegar até o ano 34 D.C durante aqueles anos de 31 D.C até 34 D.C. os discípulos do Mestre, todos os judeus incluindo-se muitos sacerdotes (Atos 6:7), pregaram as boas novas da graça em Jerusalém. E tão poderosa era sua mensagem que muitos milhares se convertiam ao Senhor e eram batizados. Isto alarmou os líderes da primitiva comunidade, foi convocado para responder pela sua fé.
Levado perante aquela augusta assembléia, sua defesa foi tão maravilhosa, com argumentos tão convincentes, mostrando que ali se cumpriam as profecias, historiando-se desde Abraão até o Messias, que esta defesa se tornou num dos pontos mais altos da história do Novo Testamento. Mas, ao concluir sua comovente apresentação, aqueles líderes mostravam-se ainda mais desafiadoramente inflexíveis. Isto levou Estevão a acusa-los de estarem resistindo ao Espírito Santo de Elorrim e de rejeitarem o único Redentor que poderia trazer salvação, não somente a eles, mas a toda a sua nação.
Então aqueles dirigentes, dominados pela fúria do ódio, “rangendo os dentes, expulsaram-no para fora da cidade” (Atos 7:54-60). Estevão foi apedrejado e se tornou o primeiro de uma multidão de mártires. Esse fato
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ocorreu no ano 34 D.C., exatamente três anos e meio após a morte do Messias. Com esse acontecimento, chegando ao final dos 490 anos, tempo destinado à Nação Judaica e, portanto, o “tempo dos judeus”. Phillip Mauro declara que, “com esse ato, não restava mais nem um só, daqueles seis itens da profecia de Daniel, que não tivesse sido cumprido” Naquele mesmo ano, Saulo de Tarso, membro do Sinédrio e encarregado da execução de Estevão, foi desafiado pela presença viva dAquele que ele honestamente acreditava estar morto, quando se dirigia a Damasco. Aterrorizado e tremendamente espantado, perguntou: “Quem és tu, Senhor? A resposta foi mais aterrorizante ainda – “Eu sou Yeshua a quem tu persegues!” Naquele instante, ele foi transformado, vindo a tornar-se de perseguidor em campeão do ministério das Boas Novas da Salvação pela Graça. Semelhantemente aos seus companheiros de ministério da pregação do evangelho da graça, ele compreendeu que a profecia das 70 semanas (ou 490 anos) destinados ao Povo de Israel, tinham se cumprido com precisão.
A exatidão desta profecia teve, indubitavelmente, uma influencia tremenda sobre o povo judeu daquela geração. Entretanto, nos últimos séculos, os judeus se viram desencorajados de estudar esta porção das profecias de Daniel, como indicam as seguintes palavras:
“Em 1656 ocorreu uma disputa na Polônia entre alguns rabinos famosos e os católicos romanos a respeito das 70 semanas de Daniel. Os rabinos foram tão fortemente pressionados pelos argumentos que provaram ser Yeshua o Messias e o tempo do Seu sofrimento estando situado no fim das 70 semanas que estes resolveram colocar um fim à discussão. Os rabinos então realizaram uma reunião e proferiram uma maldição sobre qualquer judeu que tentasse indagar ou esclarecer-se sobre a cronologia daquele período profético. Seu anátema foi este: „Que se apodreçam os ossos e a memória de todo aquele que atentar para as 70 semanas‟”(Unfolding the Revelation, págs. 101 e 102 – Desvendado o Apocalipse).
Mais de 1.000 anos antes, os escritores do Talmud – o mais abalizado código de Leis e Tradições Judaicas, o qual só ficou completo no fim do século V – D.C., usaram linguagem semelhante. No Talmud Sanhedrin 97b, lemos, “Malditos sejam os lares daqueles que calculam o
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fim”. A anotação número 6 mostra que “o fim” significa “o advento do Messias”.
Outra referência significativa é encontrada no Talmud Megillah 3ª. “O Targum dos profetas foi composto por Jon Bem Uzziel...Ele procurou revelar o significado do Hagiógrafo (escritos sagrados), mas um certo Bath Kol prosseguiu e disse: Basta! Por que razão? – Porque a data da vinda do Messias está nela predita” (Extraído de Israel‟s Heritage).
É evidente que os rabinos que escreveram o Talmud conheciam a profecia de Daniel concernente ao Messias.
No ano 70 D.C., trinta e seis anos após o martírio de Estevão, as profecias acerca da terra de Judá foram tragicamente cumpridas. A guerra Judaico-Romana resultou na destruição da Nação Judaica, o povo expulso de sua pátria e disperso para todas as partes da Terra. Quão verdadeiras foram as palavras de tão grandes profetas como Moisés, Isaías, Jeremias e Yeshua (Yeshua não foi só um profeta mas, também profetizou acerca de muitas coisas)! A terra de Israel foi totalmente ocupada pelos seus inimigos. Desde aqueles dias até 1967 – a Guerra dos Seis Dias – Jerusalém esteve realmente “pisada pelos gentios”.
Alguns anos antes da destruição de Jerusalém, dois judeus, Paulo e Barnabé, iniciaram um maravilhoso programa de testemunho entre os pagãos. Estes dois homens sendo judeus, naturalmente assistiam aos ofícios religiosos na Sinagoga Judaica no dia do Sábado. Quando chegaram a Antioquia, da Pisídia, foram convidados a pregar. Conforme observamos anteriormente, Paulo era um Rabino experiente. O povo ficou tão extasiado com suas mensagens que instou com Paulo e Barnabé que lhes pregassem, novamente, no Sábado seguinte. O convite veio, provavelmente, mais enfático da parte dos crentes que dos gentios. Elorrim estava impressionando o povo com as verdades da mensagem trazida por eles. As escrituras dizem:
“E, no sábado seguinte, ajuntou-se quase a cidade inteira para ouvir a Palavra de Elorrim”(Atos 13:44).
Alguns poderiam pensar, naturalmente, que os judeus deveriam estar emocionados por ver gentios virem para ouvir a palavra de Elorrim. Mas em vez disso:
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“Então os judeus, vendo a multidão, tomaram-se de inveja; e, blasfemando, contradiziam o que Paulo falava.
Então Paulo e Barnabé, usando de ousadia, disseram: era mister que a vós outros se vos pregasse primeiro a Palavra de Elorrim; mas, visto que a rejeitais e vos não julgais dignos da vida eterna, eis que nos voltamos para os gentios”(Atos 13:45 e 46).
Acabrunhados, Paulo e Barnabé repreenderam aqueles judeus invejosos. Eles tinham autoridade para faze-lo com linguagem tão pesada, porque, também, eram judeus. A contínua resistência de sua Nação à mensagem das Boas Novas, forçou aqueles pregadores pioneiros a se voltarem para os gentios. Ao faze-lo, eles citaram uma passagem do profeta Isaías, o qual declarou as promessas de Elorrim de que suscitaria a Nação de Israel para que fosse mensageira da salvação para o mundo. O Senhor disse:
“Também te dei para luz dos gentios, para seres a minha salvação até à extremidade da terra”(Isaías 49:6).
Em certa ocasião, quando Paulo estava pregando e testificando aos judeus a respeito de ser Yeshua, o Messias, ele se defrontou com o mesmo desprezo. As Escrituras declaram que:
“Mas, resistindo e blasfemando eles, sacudiu os vestidos e disse-lhes: O vosso sangue seja sobre a vossa cabeça; eu estou limpo e desde agora parto para os gentios”(Atos 18:6).
Os olhos de tantos judeus foram cegados pelo inimigo de toda a retidão que, como uma nação, eles deixaram de reconhecer a aplicação da própria Escritura na qual eles professavam crer. Mas aqueles que, de fato, aceitaram a mensagem de salvação, tornaram-se testemunhas maravilhosas da Verdade e do poder salvador de Elorrim. Novamente com o coração pesado, ele disse aos judeus:
“Seja-vos notório que esta salvação de Elorrim é enviada aos gentios, e eles a ouvirão” (Atos 28:28).
Não era desejo de Paulo que, somente os gentios ouvissem a mensagem, pois, quando escreveu a epístola aos Romanos, ele disse que
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desejaria ser anátema por amor dos seus irmãos (Romanos 9:3). Ele almejava que os judeus aceitassem o evangelho da salvação. Mas, quando os judeus, o povo escolhido de Elorrim, recusaram a mensagem da Redenção por meio da graça de Elorrim, Ele, Então, usou crentes gentios como mensageiros para o mundo.
Apesar de sublevações políticas e da tragédia da guerra, entretanto, judeus nazarenos(que aceitam Yeshua como Messias) e gentios nazarenos igualmente, tem ido a toda parte, pregando a mensagem de Elorrim (veja Atos 8:4).
Três vezes lemos que, por causa da atitude dos judeus com respeito ao Messias, o Evangelho dói levado aos gentios. Isso foi há mais de dezenove séculos. Desde então Jerusalém, o orgulho da Nação, foi ocupada por nações e governantes gentios. A profecia, indubitavelmente, cumpriu-se: “Jerusalém será pisada pelos gentios” (Lucas 21:24). E a História confirma isso ao longo de 19 séculos. Mas hoje, Jerusalém está novamente sob o controle do Governo do Estado de Israel*. Podemos nós dizer então que é chegada a plenitude do “tempo dos gentios?” Esta pergunta, sem dúvida, merece um estudo mais aprofundado. As Escrituras dizem que “um endurecimento parcial aconteceu a Israel”. Mas, em seguida, lemos: “até que haja entrado a plenitude dos gentios” (Romanos 11:25) ou “somente até que os gentios sejam considerados em efetiva plenitude”(N.E.B). Será que atingimos o tempo em que Elorrim vai começar a remover esta cegueira dos olhos do Seu Povo Escolhido? Será que chegou o tempo, como profetizou Ezequiel, para que os corações de pedra sejam transformados em corações de carne? Será que estamos por assistir ao cumprimento da afirmação de que “antes da volta do Messias em glória, haverá um grande reavivamento espiritual entre os judeus? O pentencostes será repetido e até com resultados maiores do que aquele de há dezenove séculos atrás.
*N. do T.: Em 30 de julho de l980, o então Primeiro Ministro Menachen Begin, perante a Knesset (parlamento de Israel), declarou Jerusalém a Capital Unificada de Israel. Esta, pensamos,deva ser a data que marca o cumprimento da profecia de Lucas 21:24.
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O Bispo Arthur Coxe, no seu grande “Hino para os Tempos”, há mais de cem anos, escreveu inspirado:
“Estamos vivendo num tempo grandioso e terrível, sublime é viver numa época que consome o tempo.
Ouça: Gog e Magog, em luta, é o despertar das nações.
Ouça: O que é que soa? É a criação, suspirando por seus últimos dias?”
Se o Bispo pudesse contemplar os sinais maravilhosos nos céus e na Terra, hoje, o que escreveria ele? Nenhum povo, desde os dias de Noé, teve maior oportunidade de testemunhar o cumprimento das profecias do que nós que vivemos “nestes últimos dias”. Um dos hinos hebreus diz assim:
“Oh! Se de Sião tivera já vindo a redenção de Israel! Quando o Senhor fizer voltar os cativos do Seu povo, Se regozijará Jacó e se alegrará Israel”(Salmo 14:7).
Isto naturalmente, foi aplicado ao estado do Povo de Elorrim no passado, mas quem ousaria dizer que não tem, também, uma aplicação em nossos dias? Poucas coisas, em toda a História, mexeram assim com os corações, tanto de judeus quanto de gentios, como o que aconteceu precisamente sete dias após a ocupação da Velha Jerusalém, depois da Guerra dos Seis Dias, pelos judeus. Era a ocasião da Festa do Shavuot ou Festa das Semanas. Uma peregrinação monstruosa teve lugar com uma procissão de israelitas que passava pelas ruas da cidade do rei Davi, carregando a bandeira nacional. Estavam marchando para o Muro Sagrado. O Dr. Dwight L. Baker, Presidente da Convenção Batista em Israel, como testemunha ocular, relata:
“A procissão, com cerca de 200 mil pessoas, teve início às 4 horas da madrugada. A caminhada de 15 kilômetros foi feita a pé, ao longo de uma estrada que havia sido, recentemente, asfaltada desde a ocupação. A peregrinação, propriamente dita, começou no Monte Sião,
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entrou pela Porta do Lixo indo parar no Muro das Lamentações. Aqui oraram e recitaram Salmos de Ascenção”(Salmos 120 e 134).
O primeiro versículo do Salmo 126 diz assim:
“Quando o Senhor restaurou a sorte de Sião, ficamos como quem sonha”.
Há quinze “Cânticos Graduais” ou “Salmos de Ascenção”. Estes eram sempre cantados, quando os antigos peregrinos, dirigindo-se para Jerusalém três vezes ao ano, avistavam a Cidade Santa. Mas, durante quase dois mil anos estes salmos não puderam ser cantados, porque a nação estava dispersa e os peregrinos não podiam retornar à cidade, ano após ano. Mas, após a Guerra dos Seis Dias, judeus, em grande número, vieram de todas as partes, ansiosos por estarem presentes no Muro das Lamentações. Este foi deveras um dia inesquecível. O cronista diz:
“Todos os seguidores da população estavam representados. Membros dos Kibbutzim (fazendas coletivas) e soldados, usando xales cerimoniais de oração (Taliths), misturavam-se junto com religiosos ortodoxos. Muitas pessoas importantes estavam presentes, inclusive Leonard Bernstein (dirigente da orquestra sinfônica de Nova York) e Danny Kaye, o comediante. Jovens mães empurravam carrinhos com seus bebês ao lado de anciãos que tinham de ser ajuntados enquanto realizavam um sonho alimentado durante toda a sua vida, de orar no Muro, antes do fim de seus dias. Somente em questão de horas antes que começasse o cântico(dos salmos de ascenção) tratores de esteira tinham demolido uma pequena favela que quase encostava no Muro e abriam uma enorme praça para acomodar os milhares de peregrinos. A multidão continuava no seu caminho numa direção definida de maneira ordenada e saia pelo Portão de Jafé rumo à Cidade Nova” (Signs of the Times, A. Skevington Wood, pág. 22).
Nunca, desde a queda de Jerusalém em 70 D.C., o Ano Novo Judaico (Rosh Hashaná) havia sido iniciado véspera de Tishri, com cerimônias religiosas na Sinagoga da Cidade Velha. Muitas passagens importantes da
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Escritura foram lidas através dos séculos, em conexão com estes grandes acontecimentos, uma das quais é Isaías 52:10:
“O Senhor desnudou o Seu Santo braço à vista de todas as nações; e todos os confins da terra verão a salvação de nosso Elorrim”.
Estas passagens da Escritura tiveram novo significado agora.
Em face de tais promessas, é natural que um novo interesse esteja sendo despertado nos corações deste povo para quem foram especialmente escritas. A cegueira de Israel não foi removida inteiramente desta Nação, mas podemos agradecer a Elorrim pelo que está sendo realizado. Os judeus, em muitas partes do mundo, parecem estar sendo despertados pelo Espírito de Elorrim para um novo sentido do seu destino. E, enquanto na Terra de Israel receamos, há, atualmente, muito mais interesse por posses materiais do que necessidades espirituais, contudo, podemos discernir a orientação de Elorrim em muitas vidas, inculcando, em nós, que o tempo se aproxima rapidamente, quando veremos uma grande agitação no seio deste povo querido, e judeus famosos serão testemunhas no meio do seu próprio povo. Os judeus serão uma força poderosa em favor de seus compatriotas e maravilhoso será o resultado do seu trabalho. Na virada do século, a Palestina não passava de uma terra desolada e salpicada de pedras, uma pequenina parte do alastrante Império Otomano. Mas, no fim da 1ª Guerra Mundial, o Império Otomano já não existia e quase todo o Oriente Médio dividiu-se em estados independentes.
A 1ª Guerra Mundial foi o começo de mudanças tremendas, não somente naquela área, mas em todo o mundo. E mudanças maiores ainda aconteceram depois da 2ª Guerra Mundial, muitas das quais decisivamente afetam a Israel. A derrota do Império Otomano, em l9l8, criou uma oportunidade favorável para a realização das esperanças de Israel. Quando a Grã-Bretanha se empenhou em providenciar uma pátria para os judeus na Palestina, isso deu grande esperança a este povo espalhado por toda a face da terra.
Quando a Guerra Total começou, não parecia haver chance possível de que, qualquer potência, a não ser o Império Otomano, pudesse,
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possivelmente, assumir o governo da Palestina ou mesmo estivesse interessado nela. Mas mudanças nem mesmo sonhadas ou imaginadas tiveram lugar, afetando não somente Israel, mas também todas as suas nações vizinhas.
Morando nesse pequeno país com os judeus, estão muitos árabes, e estes são, ainda, uma parte muito importante da população. Tanto israelitas como árabes sabem que devem encontrar um acordo, se quiserem que a paz reine ali.
Jerusalém, que, por quase dois milênios, “foi pisada pelos gentios”, tornou-se um importante centro Islâmico. Mas, hoje, ela é capital da Nova Nação de Israel. A descrição da Palestina, na década de l880, por Mark Twain nos ajuda a compreender as mudanças nessa terra desde aqueles dias (em que viveu). Disse ele:
“A palestina está vestida em pano de saco e cinzas. Sobre ela espalha-se o encanto da maldição que secou seus campos e agrilhoou sua energia...O mar da Galiléia, há muito, foi abandonado pelos entusiastas da guerra e do comércio, e suas fronteiras são uma vastidão silenciosa, sem viva alma; Cafarnaum é uma ruína amorfa; Magdala é o refúgio de árabes de pobreza extrema; Bethsaida e Corazim desapareceram da Terra e os locais desertos ao seu redor...dormem no silêncio de um ermo, que é habitado somente por aves de rapina e raposas ariscas. A Palestina é desolada e pouco atraente. E por que deveria ser diferente?”(Innocents Abroad, Inocentes em Terra Estranha,pág. 100).
Se Mark Twain e os homens de sua geração pudessem viajar através dessa terra hoje, eles, simplesmente, não a reconheceriam. Com “o tempo dos gentios” chegando ao seu fim, vemos um programa verdadeiro de restauração e expansão da velha cidade de Jerusalém. Aquele que negligencia ver que estamos no fim dos tempos, é cego.
Quando alguns líderes religiosos se aproximaram do Messias, pedindo que Ele lhes mostrasse um sinal vindo dos céus para provar sua messianidade, Ele disse:
“Quando é chegada a tardinha, vós dizeis: „Vai fazer tempo bom, porque o céu está avermelhado. E, pela manhã, hoje haverá tempestade,
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porque o céu está escuro e ameaçador‟. Vós sabeis interpretar o aspecto do céu, mas não podeis interpretar os sinais dos tempos”(Mateus 16:2 e 3).
Os “sinais dos tempos” eram abundantes naquele tempo, identificando-O como o Messias. Ele cumpriu muitas e muitas profecias, mas as pessoas de Sua época não deram importância alguma à interpretação daquelas profecias. Sua primeira vinda foi claramente descrita em cada detalhe mas, infelizmente, a maioria das pessoas não aceitou reconhece-lo. A mesma situação existe nos dias de hoje. Grandes sinais estão acontecendo por toda a parte; um dos maiores é Israel, o próprio Estado de Israel. Todavia, são tão poucos os que parecem reconhecer estes sinais dos tempos! Embora “não saibamos nem o dia nem a hora”, nem mesmo o ano, reconhecemos, pelos sinais, que será em breve muito em breve.
Há dez vezes mais sinais, apontados para a Sua segunda vinda, do que aqueles que foram vistos em sua primeira vinda. A pergunta é: O que acontecerá quando Ele voltar? Alguns o procuram para começar o Seu reinado de mil anos na Velha Jerusalém. Eles aguardam um tempo de paz universal e prosperidades. Em antecipação a isso, estão esperando que o Templo Judaico seja reconstruído no antigo local, agora, ocupado por um dos santuários mais sagrados para os Muçulmanos – a Cúpula da Rocha. E muitos ensinam que as antigas cerimônias com sacrifícios serão restabelecidas.
Perguntamos nós: qual seria o propósito desse templo, chamado por alguns de “Templo da Tribulação”, mesmo que fosse reconstruído e os sacrifícios restabelecidos? Todo o sistema mosaico de tipos, maravilhosos como eram, foi somente uma “sombra dos bens vindouros” (Hebreus 10:1). AQUELES SACRIFÍCIOS APONTAVAM PARA A VINDA DO MESSIAS. Quando o tipo encontrou o anti-tipo, naturalmente aquele deixou de existir, não tendo mais qualquer finalidade.
Em nenhuma parte do Novo Testamento somos dirigidos para o templo terreno, nem para um sacerdócio terreno. Nosso grande Sumo Sacerdote, tendo sofrido por nós, agora realiza Seu ministério de intercessão no Santuário celestial, do qual o santuário terreno foi o tipo. A
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Moisés, o Senhor disse: “Vê, pois, que tudo faças conforme o modelo que te foi mostrado no monte”(Êxodo 25:40; Hebreus 8:5).
“O verdadeiro tabernáculo que o Senhor erigiu e não o homem”, é onde dirigimos agora nossa adoração. Assim, perguntamos de novo: mesmo que alguns entusiastas tivessem sucesso em reconstruir o Templo e as cerimônias fossem restabelecidas, qual seria sua finalidade, visto que tudo já foi cumprido? Não expressaria isso, com mais razão, descrença do que fé?
A idéia de reconstruir o Templo não é nova. Sessenta e cinco anos após sua destruição pelos Romanos em 70 D.C. e a Dispersão da Nação Judaica para diversas partes do império, Bar Kochba, no ano 135 D.C. organizou um movimento para restabelecer o cerimonialismo judaico. Ele começou a reconstruir o templo. Mas o Exercito Romano malogrou o plano e sufocou a insurreição. Mais tarde, em 380 D.C. o Imperador Juliano, que se voltou contra o os Seguidores de “Yeshua o Nazareno”, decidiu reconstruir o Templo para provar que não era verdadeira a afirmação a respeito dele de que “não ficaria pedra sobre pedra”(Mateus 24:3). Até mesmo prometeu aos judeus proteção e riquezas se ajudassem na execução do projeto. Mas, uma série de fatos, que eles consideravam como eventos sobrenaturais, levaram ao abandono da obra. “Juliano, o apóstata”, como passou a ser conhecido, foi mais tarde mortalmente ferido no campo de batalha.” Sentindo que a morte se aproximava, ele clamou: “Ó Galileu, Tu venceste!” Mais tarde, o Império Otomano se apossou da área toda, na qual erigiram duas mesquitas. Estas ainda estão de pé.
Homens ambiciosos hoje parecem muito interessados em mandar reconstruir o Templo. É talvez muito natural que os judeus acolham bem a idéia, mas para os NAZARENOS (seguidores de Yeshua) bem informados que acreditam no sacrifício definitivo sobre o madeiro, a idéia é, no mínimo, esquisita. Na verdade é uma Contra-Reforma do século XVI. Mudemos um pouco o nosso assunto e reflitamos sobre a grande reforma protestante que tanto abalou a Europa.
Líderes notáveis como Lutero, Knox, Cranmer, Zwinglio e outros, estavam trazendo a luz da Palavra de Elorrim para o povo. Dos Seus Estudos, tanto das profecias do Antigo como do Novo Testamento, acreditavam que haveria uma apostasia trágica, resultando no
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estabelecimento do Anti-semita (o que se opõe ao Nome do Salvador) profetizado. Isso, naturalmente, balançou o mundo dos que crêem em Yeshua. Assim para enfrentar o desafio, foi lançada a Contra-Reforma. A partir daí, desenvolveu-se um novo sistema de interpretação profética, devido grandemente à obra do escolástico Jesuíta espanhol, Francisco Ribeira de Salamanca. Ele publicou seu livro por volta de l585 D.C.
Através de interpretações errôneas, inteligentes, mas sutis, das profecias que se referem ao Anti-semita (chamado erradamente no português de Anti-cristo), forçavam as mentes a concentrar sua atenção num certo personagem futuro, o qual, diziam, apareceria no fim dos tempos. Alguns seguidores, mais tarde, declararam que ele seria um judeu da tribo de Dan, talvez até mesmo uma reencarnação de Judas Iscariotes! Também diziam que esse futuro Anti-semita (o que se opõe ao nome do Salvador) ,fará uma aliança com os judeus, mas, mais tarde voltará atrás com a sua palavra e se tornará o seu grande perseguidor. Então, depois de três anos e meio literais, alegam que ele será destruído pela gloriosa aparição do “Juiz de toda a Terra”.
Estas interpretações fantásticas parecem manipular as Escrituras, mais como um malabarista do que um estudioso sério da Palavra de Elorrim. Todo o Sistema foi negado categoricamente por cada um dos reformadores e, durante quase 300 anos foi enterrado. Mas, por volta de l830, começou a ser desenterrado. Edward Irving da Inglaterra e outros, acrescentaram a esse falso ensinamento a idéia de que a segunda vinda será um acontecimento secreto e ninguém saberá nada a respeito, até que os santos todos tenham partido! Referem-se a isto como o “arrebatamento secreto”. As Escrituras, naturalmente, revelam, com clareza, que a segunda vinda, em vez de secreta, será um acontecimento glorioso e espetacular, como nunca antes visto. Observe as palavras das Escrituras: “Ele virá em sua própria glória e na glória do Pai, e todos os santos anjos”(Lucas 9:26). Também lemos que “todas as tribos da terra o verão, vindo nas nuvens do céu”(Mateus 24:30). As Escrituras dizem em linguagem clara e evidente: “Todo olho verá”(Apocalipse 1:7). E de novo: “O Senhor, mesmo dada a sua palavra de ordem, ouvida a voz do Arcanjo e ressoada a trombeta de Elorrim, descerá dos céus, e os mortos em Yeshua, ressuscitarão primeiro” (I Tess. 4:16). Nada de secreto sobre isso! “Depois nós, os vivos, os que
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ficarmos, seremos arrebatados juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e, assim, estaremos para sempre com o Senhor”(verso 17).
É importante notar que este é o único lugar nas Escrituras que fala dos santos sendo “apanhados” ou “arrebatados”. Mas a trombeta de Elorrim e a voz do Arcanjo são tudo parte do quadro. Em vez de ensinarem sobre um arrebatamento secreto, as Escrituras falam de um arrebatamento Glorioso.
É o próprio Messias que vem, mas somente quando terminar Seu maravilhoso ministério de mediador no Santuário Celestial.
Há dois livros inteiros na Bíblia que tratam do culto com oferta de sacrifícios. Um é o livro de Levítico, no Velho Testamento; o outro é a Epístola aos Hebreus, no Novo Testamento. O Levítico apresenta os ofícios típicos do culto de adoração no santuário terrestre com os sacrifícios de animais, mas a Epístola aos Hebreus dá ênfase ao antítipo, mostrando que hoje o nosso culto é dirigido para o Santuário Celestial, onde nosso Sumo Sacerdote oficia junto ao trono da graça. Sua obra concluída na Terra, Sua morte no madeiro, puseram um fim a todos os cultos com oferendas sacrificais. Assim, perguntamos: Que virtude poderia, possivelmente, haver no restabelecimento dos cultos antigos no templo terrestre?
Não foi sem propósito que o Messias disse aos líderes religiosos de sua época: “Errais, não conhecendo as Escrituras nem o poder de Elorrim”(Mateus 22:29). “Não sabeis discernir os sinais dos tempos? (Mateus 16:3). E Ele poderia dizer o mesmo a muitas pessoas profundamente religiosas de nossos dias, muitas das quais são líderes.
O que está acontecendo em Israel é um dos maiores sinais da vinda iminente do Messias, em glória e majestade. De maneira alguma prevê o restabelecimento do sistema de oferendas sacrificais em Jerusalém, algo que foi completamente cumprido e, desde então, desapareceu. Os cultos do Antigo Testamento, impressionantes como eram, agora apareceram no ministério do Sumo Sacerdote da Nova Aliança no céu. Lá, o cordeiro de Elorrim que tira o pecado do mundo, é nosso Intercessor. Ele tira, não somente os pecados de Israel, mas os pecados de todos aqueles que vêm a ele com fé. E Ele está para concluir o Seu ministério intercessório como nosso Sumo Sacerdote e virá buscar seu Povo como Rei da Glória. Ele é o
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Salvador, não apenas de uma nação, mas “o Salvador do mundo”, de todos os homens e em todas as partes. Quando Ele concluir Seu ministério, Ele virá com todos os santos anjos, descendo em glória para receber todos os israelitas verdadeiros e leva-los para a casa do Seu Pai. Quando os anjos tiverem ceifado a “Colheita da Terra”. “então os justos resplandecerão como o sol, no reino de Seu Pai”(Mateus 13:43).
Pense em estar com o povo remido de Elorrim na Casa do Pai! E as boas novas são que, sinais inconfundíveis daquele acontecimento glorioso, estão espalhados por toda a parte hoje.
No capítulo II desta obra, nós tratamos da angustiante crise do petróleo, a respeito da qual alguns comentam como sendo um “conto do vigário”, alegando que isto foi deliberadamente planejado e posto em prática. “A América não está ficando sem petróleo, longe disso”, declaram certas fontes bem informadas. Don Oakley, do Copely News Service, por exemplo, diz que para cada um dos bilhões de barris de petróleo extraído do solo dos Estados Unidos desde l859, quando começou a ser usado pela primeira vez, um outro barril permanece no solo. E John Knight, do knight Newspapers, declara que uma estimativa moderada dos recursos petrolíferos dos Estados Unidos seria de 100 bilhões de barris. Alguns declaram que a estimativa é muito maior e tudo isso sem levar em conta o petróleo derivado do xisto betuminoso.
A revista U.S. News and World Report, em sua edição de 22 de novembro de l971, continha uma afirmação concernente ao total das nossas reservas petrolíferas da plataforma submarina, alegando que chegaria a 780 bilhões de barris. É isso sem se considerar a estimativa de 20 bilhões de barris do petróleo do Alasca. Uma coisa parece certa – ainda não gastamos nosso último galão de petróleo da Exxon! A perfuração na plataforma submarina sempre leva consigo, naturalmente, o risco de um vazamento de óleo, tal como aconteceu em Santa Bárbara em l969. Isso foi muito explorado pelos meios de comunicação; alguns dizem que foi grandemente exagerado. O que não foi dito ao público é que, dos quase 14 mil poços da plataforma submarina que foram perfurados, somente três tiveram vazamentos sérios; sim, isso mesmo, somente três! De fato, três até que era muito. Mas uma ordem executiva infeliz foi dada e qualquer outra solicitação de perfuração foi recusada. Isto resultou numa lamentável
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diminuição da produção do petróleo Americano, tornando necessárias maiores importações de petróleo árabe. Então, a inevitável demora de cinco anos na construção do oleoduto do Alasca, impediu o fluxo de um milhão de barris de óleo por dia, que é a quantia que os Estados Unidos têm importado do Oriente Médio.
A crise de energia, todavia, inclui mais do que petróleo, pois, de repente, começamos a ouvir falar de crescentes faltas de gás natural. É estranho que restrições sobre petróleo sejam acompanhadas tão rapidamente por um alarme sobre falta de gás. Isso tudo pode parecer estranho, muito estranho, até que se compreenda que estes alarmes podem muito bem ser partes de um programa completo que vise a gerar um clima propício à criação de um Governo Mundial cuja tentativa de criação, segundo a profecia bíblica indica, se dará antes do fim da história da humanidade.
No Los Angeles Times de 27 de agosto de l975, lemos: “Americanos terão que comer menos, deixar os carros e permuta-los por bicicletas e adotar outras medidas, na próxima década e apertar o cinto, porque a falta de energia veio para ficar, de acordo com o Aspen Institute for Humanistic Studies”. Nas agências noticiosas, divulgou-se que o ex-presidente Ford, em seu discurso no Congresso Mundial sobre Energia, em Detroit, em setembro de l975, teria exortado todos os cidadãos a ajudar a construir uma “estratégia global sobre Energia” que terminaria em “Interdependência”. Ele insistiu nisso como coisa essencial. Mas note a palavra “Interdependência” em vez de “Independência” – nossa palavra costumeira.
Um recente editorial da revista Fortune Magazine afirmou que, em novembro de l975 “o Japão escolheu abster-se de voto na Assembléia da O.N.U., declarando ser o Sionismo uma forma de racismo em vez de risco, ofendendo os árabes... Se os árabes permanecessem inflexíveis com sua arma do petróleo contra os países que apóiam Israel, a nós seria deixada a opção de, ou entregar os pontos ou tomar medidas de ação militar”. Quanto ao desenvolvimento de fontes alternativas de energia, tais como o carvão e a energia nuclear, a perspectiva, se é que há alguma, é pior do que era em l974. Todos estes acontecimentos vindos juntos à tona, são significativos.
Mencionamos esses fatos com o objetivo de possibilitar ao leitor compreender que influencias poderosas estão trabalhando em nosso mundo
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hoje, conspirando para fazer oposição ao propósito de Elorrim para a nossa geração. A crise do petróleo poderia ser uma das evidências deste movimento anti-Elorrim (anti-criador). Mas, a despeito de tudo o que as forças do mal podem fazer, o Elorrim do céu ainda tem o controle do nosso mundo e nada pode acontecer, a não ser com Sua divina permissão.
Os capítulos seguintes deste livro desdobram, não somente o propósito de Elorrim para Israel, mas para todo o mundo. Como autores, nós nos sentimos com uma responsabilidade determinada por Elorrim de tornar claro o que está revelado em Sua Palavra.
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CAPÍTULO XV
A ELEIÇÃO DE ISRAEL
A eleição de Israel é outro tema de inspiração que, infelizmente, é mal-compreendido por muitos. Alguns apressadamente concluíram que, no passado, era propósito de Elorrim abençoar o mundo através da semente literal de Abraão, mas que este não é o caso hoje, pois, dizem, Elorrim não tem mas interesse neste povo. Mas é esta uma posição sadia?
Muito embora haja sido terrível aquele ato do Sinédrio, o Eterno nunca impediu a aceitação de salvação por cada pessoa, individualmente, quer seja judeu ou gentio. De fato, crentes aos milhares e muitos milhares e muitos milhares chegaram a entender que Aquele a quem os líderes rejeitaram era, de fato, o Messias. Maravilhoso deveras foram os exemplos do poder de Elorrim para abrir os olhos das pessoas e conduzi-las a uma compreensão clara de mensagens bíblicas, tais como a do servo sofredor de Isaías, capítulo 53.
Aquele que, sinceramente, aceitaram a Yeshua como o Messias, o Ungido de Elorrim para salvação, primeiro de Israel e depois do mundo gentílico, reuniram-se exatamente em Jerusalém. Aqueles primitivos crentes no Messias Yeshua, davam o seu testemunho com tal poder em Jerusalém que, num só dia cerca de três mil judeus foram conduzidos ao arrependimento, tendo sido batizado. Os primeiros 7 capítulos do livro de Atos tornam fascinante a leitura à medida em que vamos vendo a obra de Elorrim sendo realizada com grande poder sobre o povo judeu. O último versículo do capítulo 2 da New English Bible, diz assim:
“E, dia após dia, o Senhor acrescenta ao número deles, aqueles que Ele conduzia à Salvação”.
No capítulo seguinte somos informados de que “muitos daqueles que ouviram a Palavra, creram; e o número dos homens era cerca de cinco mil”. As três mil “almas” mencionadas no capítulo 2 incluíram tanto homens como mulheres. Mas os “cinco mil” eram, evidentemente, só homens. O número total dos crentes deve ter sido o mínimo dez mil. Então nós aprendemos que:
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“E crescia, mais e mais, a multidão de crentes, tanto homens como mulheres agregados ao Senhor”(Atos 5:14).
Este é o último relato estatístico que nós temos concernente ao verdadeiro número de crentes. Eles eram tão numerosos que os líderes, evidentemente, não podiam ter um registro real dos seus números. Povoados e cidades inteiras voltavam-se para Elorrim sob a pregação daqueles primeiros evangelistas. O livro de Atos é, em realidade, um inspirador documentário histórico. A rapidez com que o número de crentes crescia, em Jerusalém e pela Judéia afora, era tão maravilhosa que gozavam de alegria contagiante e contentes por poderem permanecer sempre juntos naqueles locais. Mas eles foram comissionados para pregar a Boa Nova de Salvação, não somente em Jerusalém e na Judéia, mas também em Samária e depois “até os confins da Terra”(Atos 1:8).
Aqueles que pregavam o Evangelho (Boa Nova) e aqueles que o aceitavam, durante os primeiros poucos anos, eram, praticamente, todos judeus de nascimento. A mensagem da graça salvadora de Elorrim, até então, ainda não tinha penetrado no mundo gentio. Era necessário que houvesse uma mudança, pois era propósito de Elorrim que as pessoas, em todas as partes, ouvissem e tivessem a oportunidade de aceitar a salvação. Foi Pedro, o apóstolo dos judeus, quem primeiros proclamou o Evangelho aos gentios. Quando ele chegou à casa de Cornélio, o centurião romano de Cesaréia, ele pouco antecipou o resultado daquela visita. Lemos:
“Ainda Pedro falava estas coisas, quando desceu o Espírito Santo sobre todos os que ouviam a palavra. E os fiéis, que eram da circuncisão (crentes judeus) que vieram com Pedro, admiraram-se, porque também sobre os gentios foi derramado o dom do Espírito Santo; pois os ouviam falando em línguas e engrandecendo a Elorrim”.(Atos 10:44-46).
Esta foi a primeira penetração no mundo gentio. O capítulo anterior do livro de Atos registra a tremenda experiência de Saulo de Tarso, que se tornou o grande pregador dos gentios. Mas, antes que ele começasse sua grande obra, o Espírito Santo já havia preparado o caminho através da pregação de Pedro. Sua primeira espístola foi dirigida:
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“Ao eleitos que são forasteiros da Dispersão, no Ponto, Galácia, Capadócia, Ásia e Bitínia”(I Pedro 1:1).
Estes forasteiros devem ter sido crentes gentios. Mas noite como ele se dirige a eles. Ele lhes fala do fato de serem “eleitos desde os tempos antigos, segundo a pasciência de Elorrim Pai” (I Pedro 1:1 e 2). Evidentemente estava no propósito de Elorrim, desde outrora, ter pessoas de todas as nações para serem suas testemunhas. Através do profeta Isaías, Elorrim disse: “Minha casa será chamada casa de oração para todos os povos”(Isaías 56:7).
Apesar de Pedro se referir a eles como “forasteiros”, ainda assim os chamava de “raça eleita, sacerdócio real, nação Santa, povo de propriedade exclusiva de Elorrim”. Seguramente, sua eleição deve ter sido sobrenatural. Sua escolha foi feita pelo poder do Espírito Santo. Citando passagens dos escritos de Moisés ao antigo Israel, Pedro disse:
“Porque sois povo santo ao Senhor vosso Elorrim, e o Senhor vos escolheu de todos os povos que há sobre a face da Terra, para lhes serdes seu povo próprio”(Deut. 14:2).
Quando Elorrim chamou o antigo Israel e o organizou como nação, era Seu propósito que ele levasse a luz da Salvação a todo o mundo. Em Isaías 42:1, o Senhor diz:
“Eis aqui o meu servo, a quem sustenho; o meu escolhido em quem a minha alma se compraz; pus sobre ele o meu Espírito, e ele promulgará o direito para os gentios”.
Moffat traduz este último período com as seguintes palavras “levar a verdadeira religião às nações”. Este era o propósito original de Elorrim para Israel. Tivessem eles recebido o seu Messias e prosseguido sua jornada sob a Divina comissão, o mundo inteiro hoje seria diferente. Em vez de aceita-lO, eles O rejeitaram. Desta forma, o Senhor voltou-Se para os gentios. No dia de Pentencostes, Pedro acusou aqueles líderes judaicos de ato de rejeição, dizendo:
“Vós, porém, negaste o Santo e matastes o Príncipe da Vida”.
Mas, enquanto faz aquela acusação, apressa-se em dizer:
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“E, agora, irmãos, eu sei que o fizestes por ignorância”(Atos 3:14, 15 e 17).
E Paulo enfatiza a mesma coisa, dizendo:
“Sabedoria essa que nenhum dos poderosos deste século conheceu; porque, se o tivessem conhecido, jamais teriam pendurado o Senhor da Glória”(I Cor. 2:8).
É, verdade; eles não sabiam, mas os líderes, sim, estes conheciam, de sobejo, as profecias. Estes estavam cegos, porém, não havia desculpa alguma para sua cegueira. Nas palavras do profeta Isaías, eles haviam fechado os seus olhos e ouvidos de modo a que não podiam ver nem ouvir. Originalmente Israel é a Nação Eleita, reservada para fazer uma obra especial em favor de toda a humanidade, mas seus líderes não permitiram a realização de sua missão. Foram eleitos para uma tarefa sagrada, mas a História registra o fracasso da nação. Quando nós, hoje, escolhemos ou elegemos alguém para um cargo, tal como prefeito de uma cidade ou membro do Congresso, esperamos que seja fiel à confiança nele depositada. E Israel tinha sido escolhido e eleito, não por voto popular, mas pelo próprio Elorrim. A respeito de Israel, o Senhor disse:
“Ao povo que formei para mim, para celebrar o Meu louvor”(Isaías 43:21).
Nada revela tão claramente o maravilhoso amor do nosso Elorrim como o Seu paciente tratamento para com Israel. Nisto temos a evidência tanto da “bondade como da severidade de Elorrim”, como lemos em Romanos 11:22. Nos dias do rei Salomão, a nação era um exemplo maravilhoso de prosperidade sob a benção de Elorrim. Mas eles falharam e, em vez de serem uma demonstração do que uma nação pode ser sob a bênção de Elorrim, eles se tornaram um quadro patético na paisagem da História.
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Elorrim formou povo de Israel, como nação, para ser uma Kahal (congregação), isto é, um povo governado por Elorrim. E a nação teria permanecido nesta condição até os dias de hoje, tivessem os líderes judaicos seguido o modelo estabelecido para eles pelo Elorrim do céu. Mil anos antes daquele tempo, os líderes da nação haviam pedido um rei, para que pudessem ser semelhantes às nações vizinhas a Israel. Seu pedido desagradou ao profeta Samuel. Ele percebeu que isso significava crise e mudanças na sua história. Então ele orou ao Senhor, pedindo orientação. Eis a resposta de Elorrim:
“Atende à voz do povo em tudo quanto te dizem, pois não rejeitaram a ti, mas a mim, para que eu não reine sobre eles”(I Samuel 8:7).
Eles queriam um rei que os governasse e saísse adiante deles lutasse as suas batalhas (verso 20). Foi um erro trágico. Quando Israel mudou da Teocracia para a Monarquia, de ser governado por Elorrim para ser dirigido por homens, a nação deu um passo tragicamente errado. Mas o Senhor não abandonou a nação mesmo quando eles o rejeitaram como seu Rei. Ele ainda agiu com e por meio deles. Nem tampouco os rejeitou, mesmo depois que seus líderes haviam recusado a admoestação e rejeitado o Único que poderia ter salvo a nação. O extraordinário milagre da graça de Elorrim é que, a despeito de toda a sua trágica história, Israel ainda esteja cumprindo a profecia bíblica. Mas, como já notamos, Elorrim teve que usar outros como os mensageiros do Evangelho para o mundo. Mas agora “é chegado o tempo em que os judeus devem receber a luz”.
Durante suas peregrinações, sem destino, de um para outro lugar pela Terra afora, grande parte da Luz que o Eterno lhes dera, enfraqueceu-se. E um dos mais tristes fatos é que, aqueles que deveriam estar orando por este povo, por muitas vezes vieram a se tornar em seus mais terríveis perseguidores. Esse é um dos mais negros capítulos de toda a História. A perseguição aos judeus, acompanhada de tormentos e suplícios, não foi, apenas, a paixão de uma filosofia ímpia, como nos dias de Hitler, mas, até certo ponto, foi o passatempo dos séculos para muitas pessoas. Quão clara e explicitamente se cumpriram as palavras de Moisés:
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“O Senhor vos espalhará entre todos os povos, de uma até a outra extremidade da Terra. Servirás ali a outros deuses que não conheceste, nem tu nem teus pais; servirás ao pau e à pedra.
Nem ainda entre as nações descansarás, nem a planta de teu pé terá repouso; porquanto o Senhor ali te dará coração tremente, olhos mortiços e desmaio de alma.
A tua vida estará suspensa como por um fio diante de ti; terás pavor de noite e de dia, e não crerás na tua vida.
Pela manhã dirás: Ah! Quem me dera ver a noite! E à noite dirás: Ah! Quem me dera ver a manhã! Pelo pavor que sentirás no coração e pelo espetáculo que terás diante dos olhos” (Deut. 28:64-67).
Tudo isso poderia ter sido evitado. Nada disso, necessariamente, precisava de ter acontecido, pois o Senhor estabelecera princípios definidos para governá-los:
“Se, atentamente, ouvires a voz do Senhor teu Elorrim, tendo cuidado de guardar todos os seus mandamentos... O Senhor teu Elorrim te exaltará sobre todas as nações da Terra: virão sobre ti e te alcançarão todas estas bemçãos”(Deut. 28:1 e 2).
Então Moisés enumera as bênçãos. Acrescentando, ele diz:
“O Senhor de porá por cabeça e não por cauda e só estarás por cima, e não por baixo”(Deut. 28:13).
O Senhor planejou um grande programa para Israel, quando este foi eleito. E é interessante lembrar que foi absolutamente o único povo que foi eleito por Elorrim para qualquer coisa. Foi a escolha do Todo-poderoso. Quando Ele chamou a Abraão de Ur, da Caldéia, Ele disse:
Far-te-ei uma grande nação, e te abençoarei e te engrandecerei o nome. Sê tu uma bênção.
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Abençoarei os que te abençoarem, e amaldiçoarei os que te amaldiçoarem; em ti serão benditas todas as famílias da Terra”(Gênesis 12:2 e 3).
A mesma promessa foi reiterada a Isaque, filho de Abraão, o segundo na linha da Nação do Concerto. Elorrim disse:
“Habita nela, e serei contigo e te abençoarei; porque a ti e a tua descendência darei todas estas terras, e confirmarei o juramento que fiz a Abraão, teu pai”(Gênesis 26:3,4).
E a promessa foi transmitida ao filho de Isaque, Jacó:
“Eu sou o Senhor, Elorrim de Abraão teu pai e Elorrim de Isaque. A terra em que agora estás deitado, eu ta darei, a ti, e à tua descendência.
Em ti e na tua descendência serão abençoadas todas as famílias da terra”(Gênesis 28:13,14).
Nós lemos sobre o nome de Jacó, sendo mudado para Israel (veja II Reis 17:14). Quando foi que isto aconteceu? Foi naquela noite em que, temendo que seu irmão Esaú viesse para matá-lo, saiu no escuro da noite, para ficar só. E “lutava com ele um homem, até ao romper do dia”(Gênesis 32:24). É importante que entendamos este quadro como ele realmente é. Ele não diz que Jacó lutava com o homem, mas sim que “o homem lutava com Jacó”. E o versículo seguinte diz:
“Vendo este (o homem) que não podia com ele (Jacó) tocou-lhe na articulação da coxa; deslocou-se a junta da coxa de Jacó, na luta com o homem”(verso 25).
“Disse este (o homem): Deixe-me ir, pois já rompeu o dia. Respondeu Jacó: Não te deixarei, se me não abençoares”(verso 26).
Quem era aquele Homem que lutava com ele? Jacó não sabia, até que uma força sobrenatural deslocou o seu quadril. Então o patriarca compreendeu que o homem com quem ele lutava não era um homem comum e estava determinado a não soltá-lo até que tivesse sido abençoado. Elorrim atendeu ao seu pedido. Ele o abençoou, mudando tanto o seu nome, como a sua natureza. “Teu nome não mais será Jacó, mas Israel:
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pois, como um príncipe, tens tu lutado com Elorrim e com os homens e tens prevalecido”(Gênesis 32:28). Antes de Jacó sair daquele lugar, chamou-o de Peniel, o que significa “a face de Elorrim”, E disse:
“Porque tenho visto Elorrim face a face, e a minha vida foi preservada (verso 30).
O importante é observar a luta vista pelo lado de Elorrim, não do lado de Jacó. Elorrim veio a este homem para um propósito. Ele queria mudá-lo de enganador, esperto, cheio de auto-satisfação em um digno filho de Elorrim. Quando o Hommem que lutava perguntou ao patriarca qual era o seu nome, ele disse: “Jacó”, o que significa “aquele que pega o calcanhar (Gênesis 25:26). Não mais devia ele ser chamado de Jacó, mas de Israel que significa “homem governado por Elorrim” e sua posteridade não devia mais ser chamada filhos de Jacó, mas filhos de Israel – povo governado por Elorrim.
Muitos anos antes de serem libertos da escravidão egípcia, a mensagem do Senhor a Moisés, foi:
“Portanto, dize aos filhos de Israel: Eu sou o Senhor e vos tirarei de debaixo das cargas do Egito, vos livrarei da sua servidão e vos livrarei como braço estendido e com grandes manifestações de julgamento.
Tomar-vos-ei por meu povo e serei vosso Elorrim, e sabereis que Eu sou o Senhor vosso Elorrim, que vos tiro de debaixo das cargas do Egito.
E vos levarei à terra, acerca da qual jurei dar a Abraão, a Isaque e a Jacó; e vo-la darei como possessão; Eu sou o Senhor”(Êxodo 6:6-8).
A posteridade de Jacó, agora se chamava não os filhos de Jacó, mas os “filhos de Israel”. E o Senhor disse: Eu te darei a terra por herança”.
Existe um preceito legal, no Direito, que diz que, qualquer coisa que é herdada, não pode ser tomada e dada a qualquer outra pessoa. A terra de Israel foi a herança de Elorrim ao povo de Israel. Foi-lhe dada por Elorrim antes mesmo que Abraão tivesse qualquer posteridade. Não há nenhum registro que um tal presente tenha sido dado a qualquer outro povo.
Grandes presentes, todavia, também trazem grandes responsabilidades. Elorrim colocou este povo numa posição muito estratégica geograficamente. Todas as caravanas provenientes do norte
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descendo rumo à África, indo para o norte e para o leste entrando na Índia, todas passavam através daquele mesmo pequeno país. Este se tornou, até certo ponto, o lugar de encontro das estradas do mundo. Era propósito de elorrim que esta terra e este povo deveriam continuar a ser um testemunho maravilhoso das bênçãos divinas sobre aqueles que Lhe obedecem. A estes transeuntes, os turistas, os trabalhadores e os homens de negócios, foi dada a Israel a oportunidade de falar de Elorrim da Sua graça. Estes então, por sua vez, levariam a mensagem até os confins da Terra. Eis a ordem de Elorrim a Israel:
“Assim diz o Senhor que te criou, ó Jacó, e que te formou, ó Israel: Não temas, porque eu te remi; chamei-te pelo teu nome, tu és meu.
Quando passares pelas águas, eu serei contigo; quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti”(Isaías 43:1,2).
Quantas coisas estão reunidas nestas expressões! Elorrim fala deles como “escolhidos”, “criados”, “formados” e “redimidos”. “Tu és meu”, disse o Senhor. Ele os chamou e ordenou: “Manifestai o meu louvor”.
A nação falhou, mas Elorrim não os abandonou. A despeito de seu fracasso e, embora tenham estado vagueando pelo mundo afora, por quase dois mil anos, o Senhor os tem dirigido e cuidado passo a passo. Ele os preservou como nação, não obstante o fato de terem estado sem pátria. Mas nestes “últimos dias” está-se abrindo o caminho para retornarem à terra de seus país. Seu retorno à terra de Israel poderá trazer-lhes ricas bênçãos espirituais, pois lhes possibilita serem alcançados por uma nova revelação da bondade e da graça salvadora de Elorrim e isto seria melhor concretizado se grande parte do povo estivesse reunido numa só terra, como ocorre hoje, do que estando toda a nação espalhada entre as gentes.
Quando participamos do Congresso Internacional sobre profecias Bíblicas realizado em Jerusalém, assistimos, com especial interesse, à apresentação do Dr. R. J. Ziv Werblowski, membro do corpo docente da Universidade Hebraica de Jerusalém. Na qualidade de vice-presidente do departamento de Religiões Comparadas, ele se dirigia aos participantes como israelita. Entre outras coisas, disse ele, “Nós como um povo,
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sentimos que pertencemos a esta terra”. Então deu ênfase nisso: “Existe uma espécie de vinculo sagrado entre este povo e esta terra”. Ele nos lembra de que, quando Elorrim chamou a Abraão, Ele lhe prometeu a terra, quando, até então, ele ainda não tinha filhos. Depois, citando Levíticos 26:42-45, o doutor leu as palavras de Elorrim a Abraão:
“Também eu me lembrarei do meu concerto com Jacó e, também, do meu concerto com Isaque e, também, do meu concerto com Abraão me lembrarei.
E, demais disto, também, estando eles na terra dos seus inimigos; não rejeitarei, nem me enfadarei deles, para consumi-los e invadir o meu concerto com eles, porque Eu sou o Senhor seu Elorrim.
Antes por amor deles me lembrarei do concerto com os seus antepassados, que tirei da terra do Egito, perante os olhos das nações, para lhes ser por Elorrim: Eu Sou o Senhor”.
“Assim, esta terra está relacionada com Israel, diferente do que seria com qualquer outro povo”, disse ele. Então, para dar ênfase a este ponto, ele disse: “Quando morre qualquer um dentre o nosso povo, em qualquer patê do mundo, nós nos esforçamos por ter um punhado de pó desta terra para jogar na sepultura como símbolo da identidade daquela pessoa com a terra de Israel. Sim, nós sempre soubemos que voltaríamos e aqui estamos nós. E estamos tentando reconhecer a nossa responsabilidade para com nossos vizinhos, os árabes. Eles, também, têm direitos legítimos. Além do mais, reconhecemos que mergulhamos o mundo numa das mais críticas situações de todos os tempos. Os profetas disseram-nos, não somente onde estão nossas raízes, mas insistiram em que “um homem pode ser moral numa sociedade imoral”. Depois de reenfatizar que a bênção de Elorrim sobre Israel está em evidência hoje, ele concluiu sua apresentação, citando esta passagem bem conhecida da Escritura:
“Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos”(Zacarias 4:6).
O que este professor israelita disse, harmonizou-se, exatamente, com a afirmação a que nos referimos antes:
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“Pois os dons e o chamado de Elorrim são irrevogáveis”(Romanos 11:29 N.E.B).
Muito embora o Israel literal tenha sido “posto de lado”, entretanto, não seria abandonado para sempre. Aquele que crê na Palavra do Elorrim Vivo, não se surpreende, de modo algum, que uma nação, que se originou e se desenvolveu sob circunstâncias tão incomuns e miraculosas e que foi preservada durante quase dois mil anos, a despeito dos mais determinados decretos de ditadores, tenha sua preservação garantida. No Salmo 106:4-6, lemos:
“Lembra-te de mim, ó Senhor, segundo a tua boa vontade para com o teu povo; visita-me com a tua salvação; para que eu veja os bens de teus escolhidos; para que eu me alegre com alegria do teu povo, para que me regozije com a tua herança”.
Note estas frases: “teu povo”... “teus escolhidos”... “tua nação”... “tua herança”. Esta nação foi eleita e recebeu uma herança bem definida. Lembrando-nos daquela afirmação de que “os dons e o chamado de Elorrim são sem arrependimento” ou são “irrevogáveis”, não é de se surpreender que os israelitas sintam que a terra ainda lhes pertence, mesmo que outros a tenham ocupado durante estes muitos anos ou séculos.
Apesar do fato de que muitos retornassem em total descrença, exatamente como o Senhor disse que voltariam, a Palavra de Elorrim, no entanto é muito clara ao afirmar que uma mudança radical ocorrerá em suas mente. Em vez de “corações de pedra”, Elorrim promete dar àqueles que se voltam para Ele, “corações de carne”. E a Palavra de Elorrim declara que isto acontecerá “nos últimos dias” Bem que poderíamos estar testemunhando o começo do grande propósito de Elorrim para com este povo. O Espírito Santo, que está empenhado em guiar-nos a toda a Verdade, preparará a todos que forem sinceros de coração para aquele dia maravilhoso em que o grande Hino Hebraico será convertido em realidade:
“O nosso Elorrim vem e não guarda silêncio; diante dele há um fogo devorador e grande tormenta ao seu redor. Ele intima os altos céus e a terra, para o julgamento do seu povo; Congregarei os meus santos, aqueles que fizeram comigo uma aliança por meio de sacrifícios.
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Os céus anunciam a sua justiça, porque é o próprio Elorrim que julga”(Salmo 50:3-6).
A descida de Elorrim sobre o Monte Sinai, na ocasião em que Ele anunciou os grandes preceitos da Sua Lei, foi acompanhada por “trovões e relâmpagos... e a voz de trombeta com forte clangor; de modo que todo o povo... se estremeceu” (Êxodo 19:16). Até mesmo Moisés disse: “Sinto-me aterrado e trêmulo”(Hebreus 12:21).
Mas uma manifestação muito maior do poder divino deverá ser testemunhada em breve. Uma tradução moderna pinta o quadro com frases vivas e enérgicas:
Nosso Elorrim virá e não guardará silêncio, Um fogo consumidor corre na sua frente e envolver densamente ao Seu redor como redemoinho.
Ele convoca os céus e a terra para o julgamento do seu povo; reuni perante mim os meus servos leais, todos os que, por meio de sacrifícios, fizeram um concerto comigo.
Os céus proclamarão sua justiça, pois o próprio Elorrim é o juiz”(Salmo 50:3-6).
Este é o quadro profético da vinda do Messias em glória. Cada um de nós deve estar preparado para aquele que é o maior de todos os acontecimentos que a humanidade inteira presenciará num futuro bem próximo.
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CAPÍTULO XVI
O ISRAEL ESPIRITUAL
DEFINIDO POR UM RABINO ILUSTRE
Nos primeiros dias de nossa Era comum, líderes, tanto dos judeus como dos cristãos, enfrentaram um problema muito real. Os primeiros cristãos eram judeus de nascimento, mas, tendo passado por uma profunda experiência sob o poder do Espírito Santo, eram, agora, judeus completos, judeus inteiramente realizados. Foi esta experiência que se descortinou para Nicodemos, membro do Sinédrio. Este experiente líder judaico ficou embaraçado, quando lhe foi dito que “devia nascer de novo”. E “quem não nascer da água e do Espírito, não poderá entrar no reino de Elorrim”. Que revelação espantosa para alguém que era membro da mais alta corte judaica e “mestre em Israel”. Este acontecimento, porém, independe de posição social ou de conhecimentos acadêmicos, mas está ligado diretamente ao poder e à influência poderosa do Espírito de Elorrim.
Percebendo o desafio destas palavras, Nicodemos, em estado de perplexidade e espanto, simplesmente perguntou: “Como pode ser isso?” A resposta a esta interrogação foi igualmente impressionante. “És mestre em Israel e não sabes estas coisas?”
Um outro membro do Sinédrio, enquanto ia para Damasco cumprir ordens desta alta corte, viu-se face a face com uma experiência que transformou toda a sua vida. Cumprindo ordens superiores, tinha ele vindo do quartel general de Jerusalém com um objetivo manifesto – exterminar os judeus Nazarenos (seguidores de Yeshua) daquela antiga cidade, do mesmo modo como havia feito em outros lugares. Mas, quando estava para entrar na cidade, foi interceptado por Elorrim, a Quem professava servir. Ele viu uma luz ofuscante e ouviu uma voz de comando sobrenatural, dizendo: “Shaul, Shaul, por que Me persegues? Caindo por terra, ante aquela revelação, Shaul(paulo) perguntou com voz trêmula: “Quem és Tu Senhor?” (isto está registrado em Atos 9 e 26:14).
A experiencia de Shaul de Tarso é um dos fatos extraordinários registrados na Bíblia. Nenhum escritor bíblico trata mais explicitamente da
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questão de Israel do que este homem que outrora, esteve empenhado na perseguição aos judeus nazarenos(seguidores de Yeshua conf. Atos 26:14 que diz ter ouvido uma voz em limgua hebraica, portanto, não se ouviu jesus e sim Yeshua o nazareno). Tendo sido colocado face a face perante Aquele que acreditava estar morto, mais tarde tornou-se um dos maiores expoentes da Mensagem da Salvação. Seus escritos sobre este assunto influenciaram o pensamento religioso mais do que de muitos outros escritores bíblicos. Aquilo que ele fez e o que ele escreveu teve especial significado, pois viveu e pregou numa época que distava, apenas, alguns anos do dia em que Pilatos, o governador romano, havia ordenado a morte de Yeshua no madeiro.
Na sua carta aos Gálatas ele fez algumas exposições muito diretas e francas. Estes novos crentes estavam sendo perturbados por certos mestres israelitas que não compreendiam, plenamente, sua mensagem. Declaravam eles que todos os crentes deviam guardar as antigas leis de Moisés. Havia chegado o momento de se resolver esta questão e Shaul, rabino treinado e ilustre, foi usado por Elorrim para esclarecer o ponto de dissidência entre eles:
“Porque em Yeshua de Nazaré, nem a circuncisão, nem a incircuncisão tem virtude alguma, mas, sim, o ser uma nova criatura”(Gálatas 6:15).Aqui o apóstolo não está falando contra a circuncisão, até porque ele se submeteu à mesma...mas se estou circuncidado na minha carne e, adultero, que valor teve ou tem a minha circuncisão? Esta só tem valor se vier acompanhada do cumprimento dos demais preceitos da Torah...
“E a todos quantos andarem conforme esta regra, paz e misericórdia sobre eles e sobre o Israel de Elorrim (Gálatas 6:16).
Aqui não há equívoco. Eles, simplesmente, declaram que os gentios convertidos tornam-se parte do “Israel de Elorrim”, após terem partilhado da experiência do renascimento pelo poder de Elorrim.
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Sempre houve e há, ainda hoje, dois tipos de israelitas. Um grupo é composto pelos israelitas, segundo a carne e outro pelos israelitas, segundo o espírito; um, judeu de nascimento natural, ou outro, israelita espiritualmente renascido. Somente homens e mulheres governados por Elorrim são “israelitas” verdadeiros.
Como tivemos oportunidade de ver no capítulo inicial deste trabalho, Israel foi o nome dado a Jacó, após sua luta com o anjo. Jacó significa “o que agarra o calcanhar” ou “enganador” e, assim, era ele até aquela noite no riacho de Jaboque, quando o Anjo, até certo ponto, o tocou a fim de que pudesse aleijá-lo. Naquela noite ele aprendeu uma lição eterna – a da completa submissão a Elorrim, lição que todo israelita verdadeiro tem que aprender.
E Shaul (chamado de Paulo), se aprofunda mais ainda nesta questão, na sua carta aos crentes de Roma. Ilustra ele seu ponto de vista, comparando Israel a uma árvore que, de certo modo, se torna degenerada e, porque o fruto, em alguns galhos, já não é santo, aqueles galhos são quebrados e jogados fora. Ele compara os gentios a galhos tirados de uma outra árvore, “uma oliveira brava”. Então ele descreve o Senhor Elorrim como um fruticultor que aperfeiçoa árvores frutíferas pelo processo do enxerto. Ele mostra como Elorrim pode pegar galhos bravos e enxertá-los na árvore verdadeira, ocasião em que se tomam parte da árvore original.
Este milagre espiritual não foi uma ilustração original. Em João 15:5 o Grande Mestre disse aos Seus discípulos: “Eu Sou a Videira e vós os ramos”. Somente, enquanto fizemos parte da videira verdadeira, é que podemos dar os frutos do Espírito. Observemos, agora, a ilustração de Shaul mais cuidadosamente. Ele fala de enxertos e depois usa a expressão “contra a natureza”. Qualquer fruticultor sabe que é de se esperar a produção de frutos de galhos enxertados conforme o tipo de cada enxerto feito.
Em nosso pomar, na Califórnia, há muitos anos, nós tínhamos uma árvore cítrica que produzia laranjas, limões e toranjas, tudo na mesma árvore! Isto estava em harmonia com a natureza, porque os enxertos foram bem feitos. Mas o Shaul de Tarso fala do enxerto dos gentios na árvore israelita como algo contrário à natureza. Eventualmente galhos enxertados, em vez de produzirem os frutos do enxerto, produzem os frutos da raiz e
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tronco original. Isto é chamado de “crescimento bastardo”, pois é “contrário à natureza”. Nas coisas espirituais este novo crescimento deve ocorrer se nos quisermos tomar israelitas verdadeiros ou membros do “Israel Espiritual” de Elorrim. Era fácil para as pessoas do tempo de Shaul compreender esta ilustração, pois elas viviam muito mais perto do solo do que nós, nessa era industrial.
Agora, estudemos o que este grande escritor continua a dizer. Ele se dirige agora, não tanto à Nação Judaica, aos judeus que o eram de nascimento, mas aos gentios que eram não-judeus de nascimento. Diz ele: “por causa da incredulidade eles foram quebrados (isto é, os judeus naturais)”. Em virtude de, como nação, eles já não estarem produzindo os frutos do Espírito, Elorrim não os poupou e, como o grande fruticultor, ele os cortou da árvore. No seu lugar Ele inseriu novos galhos da “oliveira brava”. E seria uma tragédia se estes galhos enxertados viessem a dar “frutos bravos” – os frutos de uma vida que não passou por uma transformação. Eles devem ser partícipes da raiz e da seiva da boa árvore para serem aceitáveis a Elorrim. Mas, fazer isso, era “contrário à natureza”, pois crentes gentios, como crentes judeus, devem produzir os frutos de Espírito. Repetimos, seria trágico se estes galhos enxertados tivessem produzido frutos da velha vida. E, além disso, eles (os galhos novos) não devem gloriar-se, em seu orgulho, contra os antigos galhos, pois se os galhos naturais, isto é, os judeus naturais por nascimento “não permanecerem na incredulidade, serão outra vez enxertados, pois poderoso é Elorrim para os enxertar de novo”. E isso Ele tem feito, aos milhares.
Convém observar, com muito cuidado, que nem todos os ramos foram quebrados e separados, somente “alguns” deles o foram. A árvore, por conseguinte, compõe-se tanto de judeus como de gentios, porém todos os crentes de nascimento espiritual. Somente pela graça de Elorrim é que podemos nós, na condição de judeus e gentios, tornar-nos partícipes da raiz e da seiva da oliveira. Assim, escreve ele aos crentes romanos:
“Não te ensoberbeças, mas teme; pois, se Elorrim não poupou os ramos naturais, cuida para que ele não te corte a ti também”(Romanos 11:20,21).
Em seguida, resumindo o argumento, ele diz:
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“Considerai, portanto, a bondade e a severidade de Elorrim: para com os que caíram, severidade; mas, para contigo, a bondade de Elorrim, se nela permaneceres: doutra sorte tu também serás cortado”(verso 22)
No verso 25, este grande Rabino diz:
“Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério, para que não sejais presumidos em vós mesmos, que o endurecimento veio em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios”(Romanos 11:25)Grifos acrescentados.
Esta última expressão fala-nos de um mistério. Faremos referência a isso com maior clareza mais adiante. Quando os gentios são enxertados na árvore de Israel, eles, com seus irmãos judeus, tornam-se Israelitas Espirituais. E, enquanto permanecerem na fé, continuam sendo israelitas Espirituais. E, em acréscimo ao que foi dito, o judeu pleno situa-se exatamente na mesma relação. Ele também deve permanecer na fé.
Está mais do que claro que as Escrituras falam de dois tipos de israelitas. Os gentios na podem tornar-se israelitas Espirituais, a menos que partilhem da raiz e da seiva da boa oliveira. E os judeus, para que sejam bons filhos de Abraão, devem também, partilhar da mesma raiz e da seiva da árvore. Com relação a isso, ele cita o profeta Oséias:
“E acontecerá que, onde se lhes dizia: Vós não sois meu povo, se lhes dirá: Vós sois filhos do Elorrim Vivo”(Oséias 1:10).
Ou, como lemos numa outra passagem:
“Chamarei povo meu ao que não era meu povo”(Romanos 9:25).
Escrevendo a outro grupo de crentes na Galiléia, explicando este novo relacionamento, ele diz:
“Já não estamos mais sob aquele aio(a lei serimonial) e vós sois, todos vós, Filhos de Elorrim!
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...Não há mais distinção entre judeu e grego, escravo e livre, homem ou mulher, mas todos vós sois um...vós sois a posteridade de Abraão, os herdeiros a ele prometido”(Gálatas 3:27-29, Bíblia de Jerusalém).
Desta maneira, o gentio que se entrega inteiramente a Elorrim e O aceita como seu Salvador pessoal, tanto é crente como “verdadeiramente israelita”. Os verdadeiros crentes, de qualquer raça, são verdadeiros israelitas; eles são um e o mesmo.
Ora, observem o que o experimentado Rabino escreveu aos crentes de Éfeso:
“Portanto, lembrai-vos de que outrora éreis gentios. De que, naquele tempo, estáveis sem o Messias e separados da comunidade de Israel e alheios às alianças da promessa, sem ter esperança e sem Elorrim no mundo”(Efésios 2:11,12 – King James Version).
O gentio, que não aceitou a salvação, é como um estrangeiro separado e alheio à aliança da promessa, sem ter esperança e sem Elorrim no mundo. Mas o gentio que se entregou inteiramente ao seu Senhor e O aceitou como seu Salvador pessoal, torna-se membro da “Comunidade de Israel” e permanecerá assim, enquanto durar esse relacionamento. De acordo com as Escrituras, os gentios convertidos pelo mistério da graça formam parte do Israel Espiritual. (O leitor, sem dúvida, notou que, na introdução do Dr. H. M. Richards, chama-nos especial atenção para este capítulo).
Agora vem a pergunta: E o que dizer dos israelitas literais? Têm eles algum lugar no programa de Elorrim? Novamente recorremos a este Rabino de grande erudição. Qual foi sua atitude para com eles?
“Tenho grande tristeza e incessante dor no coração, porque eu mesmo desejaria ser anátema, por amor de meus irmãos, meus parentes, segundo a carne.
São israelitas. Pertencem-lhes a adoração, a glória, as alianças, a legislação, o culto e as promessas”(Romanos 9:2-4).
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Ele aqui está falando do seu próprio Povo Judeu – os israelitas. Ele os chama de “meus parentes, segundo a carne” e declara que eles também são “israelitas”. Lembre-se de que isso foi escrito por volta do ano 60 D.C. O que quer dizer, quase 30 anos depois que começou o Messianismo. Mas, que tipo de israelitas eram eles? Eles eram israelitas literais ou “Israel, segundo a carne”. E por eles tenha ele grande tristeza no coração. Aos seus irmãos crentes de Corinto, diz ele:
“Considerai o Israel, segundo a carne”(I Corintios 10:18).
É de se lamentar que alguns parecem dar a impressão de que os judeus já não deviam ser chamados Israel. Mas Shaul, com toda clareza, fala deles como “Israel” ou “Israel ético”. Aqueles que são judeus de nascimento natural, são o “Israel segundo a carne”. Por outro lado, o “Israel Espiritual” consiste de homens e mulheres de toda e qualquer raça, incluindo-se os judeus, que são renascidos pelo Espírito de Elorrim e que ingressam, portanto, na família de Elorrim. Somente quando reconhecermos esta grande verdade é que podemos interpretar retamente as Escrituras e compreender muitas das antigas profecias que dizem respeito ao futuro, quer do Israel Nacional, quer do Israel Espiritual.
Repetimos: aquele que é nascido judeu, pode ser chamado, propriamente dito, de “Israel, segundo a carne”, mas isto não o torna membro do Israel Espiritual. Ele deve aceitar os caminhos do Elorrim da salvação antes que possa ser salvo. Esta foi a mensagem dada a Nicodemos:
“Quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Elorrim”(João 3:5).
Mais tarde disse o Messias aos seus seguidores:
“Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém vem ao pai senão por mim”(João 14:6).
Observe, novamente, esta afirmação aos crentes gentios de Roma:
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“pois, se Elorrim não poupou os ramos naturais (Israel literal), cuida para que Ele não te corte a ti também”(Israel espiritual) (Romanos 11:21).
Aqui ele se refere aos judeus e os chama de “ramos naturais” ou Israel natural. No mesmo capítulo ele faz esta pergunta e, em seguida, ele a responde prontamente:
“Pergunto, pois: Terá Elorrim, porventura, rejeitado o seu povo? De modo nenhum; porque eu também sou israelita, da descendência de Abraão da tribo de Benjamin.
Elorrim não rejeitou o seu povo a quem de antemão conheceu”(Romanos 11:1 e 2).
Poderia a linguagem ser mais clara? De acordo com as Escrituras o povo judeu não foi completamente rejeitado. Aqui é chamado de “Povo de Elorrim” e está bastante claro que ele está falando do Israel literal, não do Israel Espiritual. Porque é que ele diz que Elorrim não rejeitou Seu povo? Poderia ser que o povo hebreu, chamado por Elorrim e organizado como nação por intervenção divina, tivesse um programa bem definido par cumprir? Por que, ainda, estão aqui, depois de quase 2.000 anos sem pátria?
Os hebreus eram uma nação que o próprio Elorrim organizou. Outras nações atingiram posição de vanguarda através do poderio político e militar. Mas os hebreus foram organizados como nação sob a direção explícita de Elorrim.
Outrora um grupo de escravos, este povo foi libertado pelo poder divino e designado para uma obra bem definida. Abraão, o pai desta nação, foi um homem chamado por Elorrim. O Senhor lhe disse que ele se tornaria uma nação e um “conjunto de nações”. Não é de admirar que Shaul diz “Elorrim não rejeitou seu povo que, de antemão, conheceu”. Perguntemos de novo: Será que o Eterno está realizando uma obra através da nova Nação Judaica, usando-a como sinal? Isto é algo que todos devemos ponderar muito bem.
A principal preocupação do escritor era pela salvação deles. Diz Ele:
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“Irmãos, a boa vontade do meu coração e a minha súplica a Elorrim a favor deles é para que sejam salvos”(Romanos 10:1).
Enquanto ele os chama de “Israel”, ele também indica que não estão “salvos”. Ele está, não apenas preocupado pela salvação deles, mas procura incutir esta preocupação nos corações dos crentes gentios para orar por eles. Falando aos crentes gentios, como alguém, especialmente chamado para trabalhar pelos gentios, descortina toda a questão do relacionamento entre judeus e gentios, quando diz:
“Porque, se o fato de terem sido eles rejeitados trouxe reconciliação ao mundo, que será seu restabelecimento, senão vida dentre os mortos?
E, se foram santas as primícias de massa, igualmente o será a sua totalidade; se for santa a raiz, também os ramos o serão.
Se porém, alguns ramos foram quebrados, e tu, sendo oliveira brava, foste enxertado no meio deles e te tornaste participante da raiz e da seiva da oliveira, não te glories contra os ramos(Romanos 11:15-18).
Está mais do que claro que tanto judeus como gentios, devem ser enxertados na mesma árvore e o tronco da árvore é o Israel Espiritual. Alguns ramos foram quebrados e retirados por causa de sua incredulidade; foram aqueles judeus que se haviam tornado cegos aos valores espirituais e haviam rejeitado o Messias. Então os gentios, que foram retirados de uma oliveira brava, foram enxertados no lugar deles. Tomaram os lugares daqueles que haviam sido quebrados e retirados. Foram tomados, não porque eram gentios, mas porque aceitaram a misericórdia de Elorrim e o Seu plano de salvação. Isto está em harmonia com esta declaração em Romanos 1: 16, onde ele diz:
“Porque não me envergonho do Evangelho, pois é o poder de Elorrim para a salvação de todo aquele que crê, primeiro do judeu e também do grego (ou gentio)”.
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A salvação foi tornada conhecida primeiro aos judeus, depois aos gentios. Todos podem ser salvos pela graça de Elorrim por meio da fé. E temos a certeza de que o mesmo a própria fé vem com dom de Elorrim. Ela não é algo trabalhada, lavrada ou produzida, mas alguma coisa que vem de Elorrim. É um dom. A grande questão não é bem onde se nasceu, mas sim se a pessoa é renascida ou não. Pela graça de Elorrim, todos nós podemos tornar-mos membros do Reino da Graça. A todo aquele que pudesse começar a dizer que os judeus haviam sido rejeitados para que os gentios pudessem ser admitidos, este Rabino diz:
“Bem! Pela sua incredulidade foram quebrados; tu, porém, mediante a fé estás firme. Não te ensoberbeças, mas teme. Porque, se Elorrim não poupou os ramos naturais (judeus), cuida para que Ele não te corte a ti também”(Romanos 11:20,21).
Quando Elorrim permitiu que os judeus fossem expulsos de sua pátria e espalhados para todas as partes do mundo, eles tornaram-se conhecidos pela frase “o judeu errante”. Eles erravam, tristemente, de país em país, desprezados ou maltratados, sem uma pátria. Eram considerados como a escória da Terra. Entretanto, quando cada judeu, individualmente, se voltou para Elorrim e aceitou seu modo de salvação, foram enxertados de volta na sua própria oliveira e tornaram-se parte do “Israel Espiritual”, que é eteno, Resumindo o argumento, diz Shaul aos gentios:
“Considerai, pois a bondade e a severidade de Elorrim; para os que caíram (judeus),severidade; mas para contigo (gentios), a bondade de Elorrim, se nela permaneceres; doutra sorte tu também serás cortado”.
Exatamente como os judeus foram “cortados” por causa de sua incredulidade, assim os gentios, que não continuarem na graça de Elorrim, serão, também, “cortados”. Continuando sua apresentação, este brilhante Rabino diz:
“Eles, também (judeus), se não permanecerem na incredulidade, serão enxertados, pois, poderoso é Elorrim para os enxertar de novo.
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Pois se foste cortado (gentios) da que, por natureza era oliveira brava, e contra a natureza enxertado na boa oliveira, quanto mais não serão enxertados (judeus) na sua própria oliveira aqueles que são ramos naturais!
Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério, para que não sejais presumidos em vós mesmos...”(Romanos 11:23-25).
Era fácil para os crentes gentios daquela época como o é também para certas pessoas que se dão ares de importância nos dias atuais, ficarem tomados pela soberba e pela presunção, deixando de compreender como nos diz este grande mestre:
“Este endurecimento veio em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios”(Romanos 11:25).
Israel tornou-se, parcialmente, cego por causa de sua desobediência. Tendo rejeitado Aquele que os seus profetas predisseram, o Senhor já não os podia usar para servir de luz para o mundo. Assim, pondo-os de lado como nação, Ele chamou homens e mulheres de muitas raças diferentes para se tornarem Seu Povo Especial, Seus mensageiros da Verdade para o mundo.
A estes convocados de todas as nações, Pedro a eles se referiu como “geração eleita”, “sacerdócio real”. A estes crentes gentios, ele disse:
“Vinde e deixai-vos edificar, como pedras vivas, num templo espiritual; tornai-vos sacerdócio santo, para ofertardes sacrifícios espirituais aceitáveis a Elorrim... Vós sois raça escolhida, sacerdócio real, nação consagrada e povo reivindicado por Elorrim como seu, para proclamar os triunfos daquele que vos chamou das trevas para a sua maravilhosa luz. Vós agora sois o povo de Elorrim, que, outrora, não éreis o seu povo; fora de sua misericórdia outrora, vós agora recebestes sua misericórdia”(I Pedro 2:2,9).
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A nação de Israel havia-se tornado cega. Era como se um véu estivesse encobrindo seus rostos. Mas, quando esse véu for removido, este povo querido conseguirá ver o Salvador como Ele é – o seu Messias e Rei!
Vimos isto acontecer em muitas terras. “O que será seu restabelecimento, senão vida dentre os mortos?” (Romanos 11:15). Imaginemos uma antevisão do dia em que a “cegueira parcial” não mais será a experiência deste povo. Porventura não é chegado o tempo em que o Povo Judeu deva receber a luz? Seria bem possível observar-mos tantos judeus aceitando o Messias como o foi no Dia de Pentencostes. Os 3.000 que se converteram naquele dia foram, claramente, guiados pelo Espírito Santo. Quando isto acontecer novamente, os judeus se tornarão uma força poderosa a trabalhar pelos seus outros irmãos judeus. E, pela graça de Elorrim, podemos antever algo, como aquele acontecimento do passado, reproduzir-se em nosso tempo.
Chegamos, então, ao clímax do argumento do culto Rabino em Romanos 11:26-29:
“E assim, todo Israel será salvo, como está escrito: Virá de Sião o Libertador: ele apartará a Jacó as impiedades. Esta é a minha aliança com eles (judeus), quando eu tirar os seus pecados.
Quanto ao Evangelho, são eles (judeus) inimigos por vossa (gentios) causa; quanto à eleição, porém, são amados (judeus) por causa dos patriarcas; porque os dons e a vocação de Elorrim são irrevogáveis”.
Ou, coforme a New English Bible:
“E, assim, todo o Israel será salvo; como está escrito: Virá de Sião o Libertador e afastará de Jacó a impiedade, pois este é o meu concerto para com eles (judeus), quando eu tirar os seus pecados.
E, a respeito do Evangelho, eles (judeus) são inimigos por causa de vós (gentios); mas, no que diz respeito à eleição, são amados por causa dos seus pais, porque os dons e o chamado de Elorrim são sem arrependimento”.
Nada poderia ser mais simples do que estas afirmações inspiradas. Elorrim tem uma obra ainda a ser realizada por e para os judeus. Poderia
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ser essa uma das razões pelas quais os judeus, realmente, nunca foram totalmente absorvidos pelas nações para as quais foram dispersos? A História registra como outras nações, tendo sido conquistadas e expulsos de sua pátria amalgamaram-se com os povos circunvizinhos e perderam sua identidade. A América tem sido chamado de “Melting Pot” das Nações, mas, como foi observada por alguém, “ o judeu não se mistura”. Um dos mais antigos profetas disse verdadeiramente:
“Eis que é povo que habita só, e não será reputado entre as nações”(Números 23:9).
Ou, como traduz a New English Bible:
“O povo habitará só e não será considerado entre as nações”.
Já o fato da existência de um único judeu é, por si só, um milagre de Elorrim. E esse milagre não foi realizado por ninguém, senão pelo próprio Elorrim que os chamou, os elegeu e os preservou, pois, como já observamos, a Escritura diz:
“Tratando-se de escolha de Elorrim, eles são seus amigos por causa dos patriarcas, pois os dons e o chamado de Elorrim são irrevogáveis”(Romanos 11:29).
Ou como traduz Moffat:
“Elorrim nunca volta atrás com Seus dons e chamados”.
Uma das maiores obras da Providência ainda está para ser vista, quando milhares de judeus aceitarão o seu Messias e Salvador pessoal. Isto está enfatizando em outros capítulos.
Agora, eis a conclusão de Shaul, o brilhante Rabino:
“porque assim como vós, também, outrora fostes desobedientes a Elorrim, mas, agora, alcançastes misericórdia à vista da desobediência deles, assim também estes, agora, foram desobedientes, para que igualmente eles alcancem misericórdia à vista da que vos foi concedida,
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porque Elorrim a todos encerrou na desobediência, a fim de usar de misericórdia para com todos”.
Então ele, maravilhado, exclama:
“Ó profundidade da riqueza, tanto da sabedoria, como do conhecimento de Elorrim! Quão insondáveis são os seus juízos e quão inescrutáveis os seus caminhos!”(Romanos 11:30-35).
Quando começamos a perscrutar as profundezas da sua revelação, nós também exclamamos: “Quão inescrutáveis são Seus Juízos!” O procedimento de Elorrim, tanto com o Israel Literal quanto com o Israel Espiritual, está além da compreensão humana. Ao estudarmos o que Elorrim disse sobre estes pontos, devemos compreender que, em algumas passagens da Bíblia, Elorrim está falando do “Israel Espiritual”, mas, em outras, Ele fala a respeito do “Israel Literal”.
Se tentarmos aplicar todas estas passagens das Escrituras, quer ao “Israel Espiritual” quer ao Literal, exclusivamente, acabamos em confusão. É por esta razão que o grande mestre, Shaul, insistiu que o crente estudasse para “repartir corretamente a Palavra da Verdade”. Somente a presença do Espírito Santo, que habita em nós e nos guia, pode habilitar-nos a fazer isto. Tanto o Velho como o Novo Testamentos são vitais em nosso estudo com respeito ao passado, presente e futuro de Israel. É imperativo, portanto, que aprendamos a “repartir corretamente a Palavra da Verdade”.
Quando Shaul fez esta afirmação “todo Israel será salvo”, ele estava falando, explicitamente, a respeito do verdadeiro Israel de Elorrim ou Israel Espiritual; os judeus incrédulos têm tanta necessidade de Salvação quanto os gentios - aqueles que nunca ouviram a mensagem de Elorrim sobre a salvação. Nenhuma pessoa jamais será salva porque nasceu israelita. Ela deve renascer para ingressar na família de Elorrim. Muitas passagens da Escritura parecem indicar que, antes da vinda do Messias, haverá uma grande agitação entre os judeus, não somente na terra de Israel, mas também entre este povo querido, espalhado em todas as partes. Poderá muito bem acontecer que as condições do mundo façam-nos sentir pressionados em busca de valores espirituais mais do que de força política
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e eles estudarão de novo o que seus antigos profetas escreveram. Em Atos dos Apóstolos, lemos:
“Israel tropeçou e caiu, mas isto não impossibilitou que eles se levantassem de novo. Elorrim não os rejeitou... Elorrim não lançou fora o Seu Povo a quem de antemão conheceu”(pág. 375).
“O véu que, agora, encobre as faces de tantos, o Espírito de Elorrim o removerá, e lerão as Escrituras sob uma nova luz. Então milhares serão levados ao reconhecimento do Salvador e serão preparados para o encontro com Ele”.
Este autor, em muito, está empenhado em tudo aquilo que diz respeito ao povo judeu, como se pode notar a ênfase nesta afirmação:
“A obra a favor dos judeus, como se delineia no capítulo 11 de Romanos, é uma obra que deve ser tratada com especial sabedoria. É uma obra que não deve ser ignorada. A sabedoria de Elorrim deve chegar ao nosso povo. Em toda sabedoria e justiça, devemos preparar o caminho do Rei”(carta 96, l9l0).
De acordo com a Palavra de Elorrim, ainda que como nação nunca serão restaurados sob as condições do concerto original, nem se tornarão os mensageiros da salvação para o mundo incrédulo, todavia a nação tornou-se um dos grandes sinais da realização do propósito de Elorrim na Terra e um prognóstico do fim iminente dos tempos e a chegada do reino da glória.
A restauração de Israel não implica em que as pessoas que estão habitando hoje a terra de Israel sejam, agora, os mensageiros escolhidos para levar a salvação às nações do mundo. Mas a reunião de Israel como nação é um dos maiores sinais da vinda próxima do Messias. A existência de Israel na terra de seus pais, ao mesmo tempo em que é um movimento nacional, tornou-se para aqueles que atendem ao chamado de Elorrim, um grande renascimento espiritual.
Eis a promessa:
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“E, no lugar em que se lhes disse: Vós não sois meu povo; ali mesmo serão chamados filhos do Elorrim vivo, pois não há distinção entre judeus e gentios... Pois todo aquele que invocar o nome do Senhor, será salvo”(Romanos 9:26, 10:12 e 13).
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CAPÍTULO XVII
A MENSAGEM DE MASADA
Já esteve alguma vez em Masada? Poucos lugares, em Israel, são tão impressionante como como esta fortaleza no alto de uma montanha, nas proximidades do Mar Morto.
Quando os partidários militantes da antiga seita político-religiosa judaica, os zelotes, que tentavam resistir ao jugo romano, lançaram o que ficou conhecido como a “Grante Rebelião” contra os dominadores romanos em 66 D.C., eles estavam confiantes na vitória. Embora grandemente superados pelo contingente de tropas e armas, não eram sobrepujados na sua habilidade e coragem. Mas por fim, veio a derrota. Seu suntuoso templo foi queimado e Jerusalém, a capital, jazia em ruínas. Os judeus não somente estavam lutando contra os romanos; estavam lutando uns contra os outros; havia guerra civil na cidade.
Com mais de 1.337.000 mortos e centenas de milhares vendidos como escravos, pareciam como se a raça judaica estivesse defrontando-se com a aniquilação total. No 84º dia do cerco, os sacrifícios no templo cessaram. Mas o edifício ainda era uma gloriosa estrutura. Tito, encarregado da campanha romana, observando da torre Antonia esta magnífica obra de arte, dera ordens para “poupar o Templo”. Mas, um dos soldados, na excitação do cerco, atirou uma tocha para dentro do Templo que logo virou uma massa de chamas. Diz-se que até os romanos choraram, quando viram a destruição dessa imponente edificação repleta de adornos.
Os judeus tinham orgulho do seu Templo e com toda a razão, porque ele era uma das mais belas estruturas já edificadas. Alguns anos antes, esta profecia havia sido feita: “Não ficará pedra sobre pedra que não seja
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derribada”. Isto se cumpriu à risca, pois, após a destruição do templo, a área foi toda revolvida com arado para recuperar o outro derretido. Alguns entusiastas da rebelião escaparam daquele holocausto e se dirigiram para o sul, rumo a Masada, ao lado oeste do Mar Morto, onde alguns já estavam entrincheirados.
Herodes, o Grande, erigiu esta fortaleza, quase inacessível, por volta do ano 30 A.C. Depois de sua morte, uma guarnição romana ocupou-a por muitos anos. Quando aqueles militantes, dominados pelo fanatismo e inflamados pela guerra se dirigiram para esta fortaleza, subiram nessa montanha no deserto, romperam as fortificações, liquidaram as sentinelas e ocuparam a fortaleza a partir de 60 D.C. Ela caiu em poder dos romanos em 73 D.C.
Liderados por Menahen, este audacioso grupo montou ali seu quartel-general com determinação de resistir a seus inimigos. Masada veio a ser o último reduto dos judeus no país. Na verdade a Grande Rebelião Judaica terminou em Masada, Josephus, o historiador judeu, descreveu o que aconteceu durante as últimas poucas semanas daquele cerco terrível. Foi tão chocante que a maioria dos historiadores, até mesmo judeus, duvidaram daquilo que foi relatado.
Recentemente subimos essa montanha. O calor era intenso 51, 6◦C à sombra, e sem nenhuma sombra! Nós já nos havíamos familiarizado com o relatório arqueológico desse estranho e inóspito lugar. Também conhecíamos o relatório exatamente como descrito por Josephus na sua obra Jewish Wars (Guerras Judaicas), o qual, ao longo dos séculos, tem parecido quase fantástico demais para se acreditar. Mas, agora, foi confirmado e acrescenta muito à história de Israel.
Quem foi Josephus? No passado foi general do exercito judaico, mas tornou-se traidor e juntou-se aos romanos. Pouco admira que seus escritos, muitas vezes, fossem considerados pelo seu próprio povo como exagerados ou duvidosos.
Para compreender esse relado, devemos primeiro conhecer alguma coisa do lugar. Masada “é uma palavra hebraica que significa “forte” ou fortaleza”. Esse lugar raro e singular foi transformado como forte, pela primeira vez, por Alexandre Janneaus, sumo sacerdote judeu de 103 A.C. até 76 A.C. Mas foi Herodes, o Grande, a quem os romanos chamavam de
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“rei fantoche”, que transformou essa montanha do deserto, no que ele acreditava ser uma fortaleza inexpugnável. Na realidade é um planalto e ali construiu imensos depósitos de mantimentos, assim como tanques em condições de armazenar 40.000 litros de água.
Herodes construiu isso, porque temia os judeus entre os quais era muito impopular. Todavia ele temia, ainda mais, a rainha /Cleópatra, do Egito. Ela havia ameaçado deserdá-lo e anexar toda a Judéia ao seu reino. Desse modo, a fortaleza-palácio era um abrigo para ele e sua família. Ela consistia de três palácios com banho quente e frio e de numerosas casas de hóspedes para os seus amigos. Havia, pelo menos, duas piscinas e as dependências do palácio real eram de extremo requinte. Abundante alimento e mantimentos, em geral, podiam ser aarmazenados ali para durar anos. E o solo desse “plateau”, sendo mais fértil que o do vale, lá em baixo, possibilitava-lhes cultivar legumes e até plantar árvores. Dos três palácios, o que atraia maior interesse era o que ficava no ponto situado no extremo norte desse elevado planalto. Era construído em trêsseções e parecia quase que suspenso, como que pairando sobre o enorme abismo, proporcionando não apenas uma vista fabulosa do vale e as águas azuis do Mar Morto, mas também boa circulação de ar, tão essencial nessa região árida e quente. Quando Herodes morreu, os romanos tomaram posse da fortleza.
Pouco depois da destruição de Jerusalém, um grupo daqueles gerrilheiros libertacionistas, que já mencionamos, entrincheiraram-se ali, tornando-o em seu quartel-general. Mais tarde, outros do seu grupo, a eles se juntaram e mantiveram essa melancólica fortaleza da montanha durante anos. Quando o general Silva foi nomeado Governador da Judéia, tomou ele a iniciativa de sufocar todo e qualquer reduto de resistência. Ele sabia alguma coisa da fortaleza, Masada, e encarregou-se, pessoalmente, da campanha lá. Remiu todas as tropas sob seu comando e também convocou milhares de escravos e prisioneiros de guerra. Com a ajuda deles, construiu um muro externo, perto do spé dessa fortaleza, ao longo do qual, foram postadas sentinelaas para manter vigilância cerrada. O que resta desse muro, depois de l9 séculos , ainda pode ser visto hoje. Ele tinha cerca de 2 metros de espessura e mais de 3 km de cumprimento. Cruzava vales e ravinas, unindo-se, por vezes, à íngreme encosta da montanha.
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Os romanos montaram oito acampamentos do seu exercito em vários pontos e estes locais também são claramente visíveis ainda hoje. Uma imensa saliência projeta-se do despenhadeiro do lado oeste de Masada cerca de l40m abaixo do cimo. Sobre ela o General Silva montou seu quartel-general. Cercados em circulo por esse novo muro alto e com os acampamentos do exército montados a intervalos diferentes, os romanos sentiram que os libertacionistas estavam completamente encurralados.
O passo seguinte, porém, era mais difícil. Como poderiam as tropas ganhar a parte interna da fortaleza? Seguindo o mesmo método que Vespasiano usou em Jotapata na Galiléia, Silva deu ordens para a construção de uma rampa que daria acesso aos muros altos. Logo em seguida, soldados, prisioneiros e escravos puxaram terra, pedras e madeira para o topo da saliência e dali foi construído um sulco para permitir que uma torre móvel de assédio, de cerca de 30m de altura e também um poderoso aríete, puderam avançar. Depois, com todos os equipamentos – catapultas, balistas e onagros para o arremesso de flechas, pedras e caldeirões de chamas – estavam prontos para o ataque.
Tomar de assalto aquela fortaleza, todavia, era tarefa muito maior do que os romanos haviam imaginado. O cerco de Jotapata, no norte, durou sete semanas; mas o cerco de Masada, no sul levou sete meses. A habilidade daqueles guerrilheiros libertacionistas judeus, era espantosa. Mas, finalmente, superados em número, na proporção de mais quinze romanos para um judeu, reconheceram eles que a derrota era inevitável. Ao cabo de meses de ataques constantes e a muralha dupla da fortaleza já com muitas brechas dos ataques sofridos, aqueles intrépidos guerrilheiros concluíram que o fim estava próximo.
Foi de manhãzinha que os invasores romanos forçaram sua entrada na fortaleza. Os soldados deram então um brado com um grito de batalha, mas não houve resposta. Temendo que o silêncio fosse um truque, os soldados ficaram em formação de leque aberto com as espadas desembainhadas, prontos para a ação. Mas não apareceu ninguém para atacá-los. Novamente gritaram, mas tudo o que ouviam era o incômido baque surdo dos seus próprios pés. Então, ouvindo uma voz patética, encontraram uma mulher idosa de pé junto a um enorme tanque suberrâneo. Agachada, atrás dela, estava uma outra mulher, mais velha
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ainda e com elas cinco criancinhas. Dessas duas mulheres eles ficaram conhecendo a estória do que aconteceu. Essas mulheres aterrorizadas tinham ouvido, casualmente, os homens conversando na noite anterior. Elas tinham ouvido também os gemidos dos agonizantes.
O pacto de morte da comunidade
Conpreendendo o desespero da situação, Eleazar Bem Israel, líder dos militantes libertacionistas judeus, reuniu seus homens e lembrou-lhes o voto que haviam feito de nunca servir aos romanos. “fomos os primeiros a rebelar-nos”, disse ele, “e agora somos os últimos a continuar lutando. Só Elorrim é verdadeiro e justo. Ele é o Senhor da humanidade. Se esperamos ser tomados de assalto amanhã, ou nós estaremos todos mortos ou seremos todos escravos”. Declarando que Elorrim tinha dado a eles a chance de morrer como homens livres, insistiu que morressem uma “morte honrosa”! O plano era terrível, e ele insistiu em que agissem com rapidez com receio de que a hesitação os fizesse perder a coragem. Tendo concordado com o plano, escolheram dez deles, tirando a sorte, para realizar o trabalho mortal.
Com angústia no coração, cada homem abraçou fortemente sua esposa e os filhos e, em prantos, despediram-se uns dos outros com beijos. Então, deitaram-se para aguardar o toque da morte. Os restantes, apressadamente, empilharam todos os pertences que haviam levado para a fortaleza e atearam-lhes fogo. Fizeram questão de deixar uma certa quantidade de alimentos, entretanto, para mostrar aos conquistadores que não estavam morrendo de fome, eles simplesmente escolheram antes morrer a serem levados escravos.
Novamente tiraram a sorte para ver quem deveria realizar a execução final. Depois, tomando seu lugar ao lado dos seus entes queridos imolados, cada um dos dez guardava a espada daquele homem restante que, então, se mataria. Houve, na verdade, somente um suicida.
Essa foi a estória das mulheres como Josephus no-lo relada. Mas, poderia esta estória ser verdadeira? Durante dezenove séculos mujitos duvidaram da exatidão do relado. Foi para pôr à prova a validade da estória de Josephus que o Ministério das Antiguidades de Israel formou a Expedição Arqueológica de Masada. Chefiada pelo arqueólogo Dr. Yigael
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Yadin, eles começaram a planejar uma importante escavação. Yadin é filho de um famoso arqueólogo. Ele conhecia bem o país, pois havia sido Chefe do Estado Maior do Exército Israelense. Tendo já dirigido uma porção de campanhas militares de sucesso e também algumas escavações arqueológicas extraordinárias, ele sabia que a expedição de Masada seria muito diferente. Remover a terra que encobre esse lugar fantástico. Há muito que era a esperança dos arqueólogos israelenses. Em virtude de saber que pessoas, por todo o mundo, estariam iteressadas em juntar-se a este projeto, mandou publicar anúncios, convidando voluntários que gostariam de unir-se a esse raro projeto. Uma nota apareceu nos jornais de Israel e também no “Observer” de Londres. O anuncio dizia o seguinte: “Completada em Israel a preparação da primeira fase para a espedição arqueológica mais espetacular já realizada no Oritente Médio. A escavação começará no mês de outubro em Masada. A fortaleza que fica perto do Mar Morto, onde os judeus opuseram sua última resistência aos romanos a partir do ano 70 D.C... Qualquer pessoa que desejar fazer parte, entre outubro e o próximo mês de março, durante um período mínimo de duas semanas, por sua própria conta (à exceção de alimentação e alojamentos que a expedição providenciará), poderá inscrever-se, escrevendo para “Post Ofice” 7.041, Jurusalém, Israel”.
A resposta dos voluntários foi rápida. Vieram solicitações de muitos países e de pessoas, falando muitas línguas diferentes; mais de quatro mil pessoas, ao todo, responderam. Elas representavam uma variedade de conhecimentos; muitos eram estudantes de escolas e faculdades; outros eram professores, homens de negócios, fazendeiros, marinheiros, médicos, dentistas, soldados, escritores, editores, arquitetos, gráficos, farmacêuticos, bem como mordomos, jardineiros, camareiras, motoristas de taxi, pastores (de ovelhas), teólogos, psicólogos, mineiros, etc. Um era fabricante de violinos, outro era domador de elefantes! Uma moça escreveu dizendo: “não tenho nenhum conhecimento de arqueologia, mas tenho um bom senso de humor” Ela foi aceita e provou ser muito útil. Uma ou duas exigências foram feitas bem claramente: “Não trabalharemos aos sábados e aqueles de vocês que tiverem energia de sobra, depois de uma semana de esforços, para dar passeios nos arredores do deserto, poderão fazê-lo em grupos organizados”. O desafio apelava tanto para homens quanto para
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mulheres que, depois de serem aceitos, dirigiram-se para o deserto da Judéia e juntaram-se ao grupo.
O que acharam lá durante três escavações provou não somente a exatidão do relado de Josephus, mas acrescentou muito à descoberta científica. Encontraram grãos nos depósitos de mantimentos, que foram preservados após dezenove séculos, em virtude do clima extremamente seco. Porções das Escrituras usadas pelos defensores judeus foram também descobertas e até os restos de uma sinagoga na qual esses corajosos homens e mulheres, evidentemente, prestavam culto.
Embora tenhamos que respeitar sua lealdade para com aquilo em que acreditavam, não podemos senão lamentar que esses homens, seguindo seus líderes, estavam cegos ao real propósito de Elorrim para a sua nação. Tendo fechado seus ouvidos aos claros conselhos do maior Mestre de todos os tempos, não conheceram o tempo da sua visitação.
Quarenta e dois anos antes, Aquele a quem os líderes da nação rejeitaram, fizera graves advertências ao povo que Ele amava com tanto carinho. Observe Suas afirmações:
“Mas, quando virdes Jerusalém cercada de exércitos, sabei que é chegada a sua desolação” (Lucas 21:20).
“Porque dias virão sobre ti, em que os teus inimigos te cercarão de trincheiras, e te sitiarão, e te estreitarão de todas as bandas. E te derribarão a ti e a teus filhos que dentro de ti estiverem; e não deixarão em ti pedra sobre pedra, pois que não conheceste o tempo de tua visitação”(Lucas l9:43,44).
Ele também predisse:
“E cairão ao fio da espada e, para todas as nações. Serão levados cativos; e Jerusalém será pisada pelos gentios até que os tempos destes se completem”(Lucas 21:24).
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Se os judeus daquele tempo tivessem conhecido “o dia da sua visitação”, se tivessem recebido o seu Messias enviado pelos céus, quão diferente teria sido a sorte da Nação!
A Expedição Arqueológica de Masada concluiu seu trabalho em l966, pouco antes da Guerra dos Seis Dias. O Governo de Israel mandou cunhar uma medalha com inscrições dedicadas ao heroísmo daquele dia, com as seguintes palavras escritas, tanto em hebraico como em inglês. Num lado, lia-se: “Permaneceremos homens livres”, (palavras que os guerrilheiros libertacionistas judeus haviam proferido e inscrito na sua última noite). No outro lado, estava inserido o seguinte: “Masada não será tomada de assalto outra vez”. Hoje, os jovens recrutas do Exercito de Israel são levados a subir até Masada. Caminhando pelas outrora luxuosíssimas salas daquela antiga fortaleza, eles parecem compreender o espírito dos seus antepassados. Os oficiais das divisões de infantaria pesada e seus regimentos de elite prestam seu juramento nesse local, sob a inspiração da História.
A mensagem de Masada é muito real para esta geração, se, pelo menos, paramos e escutamos.Enquanto o espírito daqueles intrépidos defensores arde como uma chama constante em Israel, hoje, no entanto, novamente dizemos: Toda aquela sombria tragédia poderia ter sido evitada! Se os judeus daquele tempo tivessem ouvido a mensagem de Elorrim, falada tão claramente através dos seus profetas, eles teriam sabido que Elorrim estava no seu meio. Mas estavam tristemente cegos e surdos para as coisas espirituais.
Qual é a mensagem daquela fortaleza da montanha para nós hoje? Novecentos anos antes da destruição de Masada, Jehosaphat, um dos piedosos reis de Israel, falou a seu povo numa das grandes crises da nação. Na presença dos generais do exército e diante de suas valorosas tropas, ele proclamou: “crede no Senhor vosso Elorrim e estareis seguros; crede nos Seus profetas e prosperareis”. Declarar audaciosamente que “Masada não será tomada de assalto outra vez”, não é suficiente. A força e o poderio militar de uma nação, por maior que seja não é suficiente. Se, tão-somente, crermos no Senhor nosso Elorrim é que poderemos estar certos de segurança e somente se seguirmos Seu conselho dado através dos profetas, é que haveremos de prosperar.
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Masada tem, também, outra grande mensagem. Enquanto os libertacionistas daquele tempo podiam dizer “permaneceremos homes livres”, querendo dizer, naturalmente, “politicamente livres”, a única liberdade, entretanto, que realmente tem valor, é a liberdade espiritual. Pense bem nestas palavras:
“Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará”(João 8:32).
E de novo:
“Se o filho do homem, portanto, vos libertar, sereis verdadeiramente livres”(João 8:36).
A verdadeira liberdade vem do Autor da Liberdade e não dos juramentos e das promessas dos homens.
“Onde o Espírito do Senhor estiver, aí estará a liberdade”(II Coríntios 3:17).
Essa é a mensagem de masada.
Masada será destruída outra vez? Em Apocalipse 6:14, nós lemos:
“E o céu retirou-se como um livro que se enrola; e todos os montes e ilhas foram removidos dos seus lugares”.
Olhando, num retrospecto, para aqueles dias de destruição universal, o profeta Jeremias diz:
“Observei a terra e eis que estava assolada e vazia: e os céus não tinham a sua luz. Vi também que a terra fértil era um deserto e que todas as suas cidades estavam derribadas diante do Senhor, diante do furor da sua ira” (Jeremias 4:23,26).
Quando o Messias, vier em glória, Masada, assim como toda e qualquer fortaleza, desaparecerá, não pelos exércitos dos homens, mas pela onipotência de Elorrim “quando Ele se levantar para sacudir a Terra de
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maneira Terrível” (Isaías 2:l9). Podemos dizer com o antigo líder de Israel que escreveu o Salmo 46:
“Portanto, não haveremos de temer ainda que a Terra seja removida e as montanhas sejam transportadas para o meio do mar. O Senhor dos Exércitos está conosco; o Elorrim de Jacó é o nosso refúgio”.
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CAPÍTULO XVIII
ISRAEL E O ARMAGEDOM
Armagedom é uma palavra de grande significado, uma palavra aterradora. Mesmo sendo uma palavra bíblica, ainda assim é aterradora. O que acontecerá com Israel e com todas as nações durante o Armagedom? O que dizem as Escrituras sobre esse conflito final e fatal?
Os estudiosos da profecia bíblica variam de opinião na sua interpretação sobre o Armagedom. Ao entrarmos neste campo de profecias ainda não cumpridas, naturalmente avançamos com cautela, procurando evitar qualquer tendência ao dogmatismo.
A palavra, em si, é encontrada somente uma vê nas Escrituras (Apocalipse l6:l6). Mas os profetas hebreus, desde o rei Davi até Zacarias, deram algumas vívidas descrições sobre esse capítulo derradeiro da história humana.
A palavra grega polemos traduzida por “batalha” em Apocalipse l6:l4, aparece como “guerra” na maioria das traduções, tais como a Revised Standard Version, a New English Bible, Versão de Berkeley, Novo Testamento Ampliado, Tradução de Fenton, etc. “A batalha do grande dia do Elorrim Todo-poderoso” será uma guerra até à morte entre as forças do bem e do mal.
As Escrituras indicam que “todas as nações do mundo” estarão envolvidas (Jeremias 25:26), e “todo o povo de Elorrim”, tanto judeus como gentios, serão vitalmente tingidos. A Verdade de Elorrim será o alvo primordial da controvérsia, como foi desde que Lúcifer e seus anjos insurretos desafiaram o trono de Elorrim. Finalmente o Rei do Céu e Seus anjos leais abertamente confrontarão Satanás e suas forças diabólicas.
Para compreender tudo o que está envolvido no Armagedom, deve-se considerá-lo dentro de um contexto muito maior do que ele o é freqüentemente representado. Em Apocalipse 16:13-16, nós lemos a respeito de espírito de demônios, reunindo “os reis da terra e do mundo todo” em um lugar, chamado na língua hebraica, de Armagedom? Alguns
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alegam que, geograficamente, não existe tal lugar e que a palavra é apenas simbólica.
Outros entre eles alguns especialistas famosos, todavia, vêem no nome muito mais do que um simples símbolo. Eles associam o termo Armagedom com o Megido geográfico no norte da Palestina. Mesmo sendo a palavra Armagedom encontrada, apenas uma vez, na Escritura (Apocalipse l6:l6), a região, entretanto parece ter sido bem compreendida pelos escritores bíblicos. Existem numerosas referências a este lugar no Velho Testamento, tal como o “vale do Megido” (II Crônicas 35:11); a “planície do Megido” (I Reis 9:15); e “as águas do Megido”(Juízes 5:l9).
Alguns especialistas, muitas vezes, dão ênfase ao significado desta palavra. Uns dizem que ela significa “um lugar de tropas”, outros “um lugar de matança”, ainda outros como sendo “um lugar de tropas e esquadrões”. Dean Stanley diz que o nome é análogo a Ar Gerizim, o lugar de reunião entre Abraão e melquisedeque. Havia um importante desfiladeiro que começava na antiga cidade de Megido, cujas ruínas foram completamente escavadas, seguia através das montanhas, rumo ao sudoeste e subindo para o fale de Jezreel no nordeste, em seguida para o kishon, que corre através do vale. É bom lembrar que foi no Kishon que Elias destruiu os profetas de Baal.
Alegar que o Armagedom nã tem localização geográfica, tanto é infeliz quanto leva a conclusões errôneas. Quando João escreveu o livro de Apocalipse, ele especialmente o chamou de “um lugar”. Mas também torna-se um símbolo do confronto final, quando o destino do Israel verdadeiro bem como de toda alma vivente sobre a terra, será estabelecido e estabelecido para sempre. Marcará a tentativa desesperada de Satanás em desafiar o Elorrim Vivo e destruir Seu povo.
O quadro dos resultados trágicos desse combate que deverá envolver o mundo todo foi dramaticamente descrito pelos profetas. João fala do tempo em que:
“A besta e os reis da terra, e seus exércitos estarão reunidos para fazer guerra”.
E essa guerra será contra Elorrim e os exércitos do céu(Apocalipse l9:l9 e 24).Jeremias diz:
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“Assim diz o Senhor dos Exércitos: Eis que o mal sai de nação para nação, e grande tormenta se levantará dos confins da terra.
“E serão os mortos do Senhor naquele dia, desde uma extremidade da terra até à outra extremidade da terra: não serão pranteados, nem recolhidos, nem sepultados; mas serão como estrume sobre a face da terra” (Jeremias 25:32,33).
Isaías diz:
“Porque toda a armadura daqueles que pelejavam com ruído, e os vestidos que rolavam no sangue serão queimados, servirão de pasto ao fogo” (Isaías 9:5).
E João relata:
“E sobre os homens caiu do céu uma grande saraiva, pedras do peso de um talento; e os homens blasfemaram de Elorrim por causa da praga da saraiva; porque a sua praga era mui grande”(Apocalipse l6:21).
O Senhor, certa vez, perguntou ao patriarca Jó:
“ou entraste tu até aos tesouros da neve, e viste os tesouros da saraiva,
Que eu retenho até ao tempo da angústia, até ao dia d peleja e da guerra?”(Jó38:22,23).
Quando o Senhor Elorrim abrir o Seu arsenal, nem todas as potências da Terra combinadas, poderão resistir à investida. O Armagedom, parece, levará a humanidade à beira do auto-extermínio. Mas tudo isso terá um fim repentino, quando o Messias, o Rei, liderar os exércitos de céu e aparecer em glória para libertar Seu povo e colocar um fim rápido ao desgoverno confuso e embotado do homem. Observe o quadro pintado pelo profeta Isaías:
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“Porque, eis que o Senhor virá em fogo; e os seus carros como um torvelinho; para tornar a sua ira em furor, e a sua repreensão em chamas de fogo.
Porque co fogo e com a sua espada entrará o Senhor em juízo com toda a carne; e os mortos do Senhor serão multiplicados”(Isaías 66:15,15).
No tempo de Noé não houve exceções nem haverá na batalha do Armagedom. De um lado, não haverá perdas nem baixas, e do outro, não haverá sobreviventes. Algumas pessoas se perguntam se é possível saber claramente a respeito do futuro. O já falecido Dr. William F. Albright, eminente arqueólogo e professor de línguas semíticas, diz convictamente, referindo-se aos porta-vozes inspirados de Elorrim:
“Os profetas eram não somente homens dedicados, mas também previsores do futuro. Isto é plenamente reconhecido na tradição bíblica, mas os especialistas bíblicos modernos deram a isso menos ênfase do que seria possível e desejável”.
Quão tragicamente verdadeiro! Hoje em dia muitas vezes se considera como marca de distinção dos especialistas rejeitar a crença das profecias. Oito séculos antes da Era Comum, essa promessa foi dada através do profeta Amós:
“Certamente o Senhor Elorrim não fará coisa alguma, sem ter revelado o seu segredo aos seus servos, os profetas”(Amós 3:7).
Em vez de pensarmos na profecia como mera especulação, devemos considerá-la como de inspiração divina. E Elorrim, por certo, revelou muito no que diz respeito ao futuro de Israel e das nações do mundo, incluindo os Estados Unidos da América. Embora alguns estudiosos da profecia gastem muito tempo estudando sobre o Anti-Mashiach (anti-salvador), tanto do passado como do futuro, eles muitas vezes, dão pouca atenção às profecias concernentes a Israel, razão pela qual muitos sustentam a crença de que, quando os líderes judaicos rejeitaram o seu Messias, há dezenove séculos atrás, então as promessas de Elorrim a Israel foram automaticamente
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transferidas para o ISRAEL Espiritual. Mas será que esta é uma conclusão sadia? Será que isto é “repartir retamente a Palavra da Verdade? (II Timóteo 2:15).
Com o surgimento do “judaísmo nazareno”, um novo grupo passou a existir, conhecido como “Kerrilah” (que quer dizer: assembléia) a Bri‟t Hadashá (Aliança Renovada) menciona judeus, gentios e a Kerrilah (assembléia). Observe esta clara afirmação aos crentes de corinto:
“Portaivos de modo que não deis escândalo nem aos judeus, nem aos gentios, nem à Kerrilah de Elorrim” (I Cor. 10:32).
De fato, em nenhum lugar da Bri‟t Hadashá encontramos os judeus completamente postos de lado. A Escritura diz:
“Ora, se a transgressão deles redundou em riqueza para o mundo, e o seu abatimento em riqueza para os gentios, quanto mais a sua plenitude!(Romanos 11:12).
E, de novo:
“Porque, se a sua rejeição é a reconciliação do mundo, qual será sua admissão, senão a vida dentre os mortos?” (verso 15).
E verdade. Ele estava falando da sua aceitação individualmente. Mas esse é também o caso com os gentios; todos nós nos tornamos parte do corpo de crentes individualmente. E só no momento em que aceitamos a graça e o perdão de Elorrim, é que nos tornamos o Seu Povo. Em seguida ele conclui, dizendo:
“Porque não quero, irmãos, que ignoreis este mistério, para que não sejais presumidos em vós mesmos, que o endurecimento veio em parte a Israel, até que haja entrado a plenitude dos gentios” (verso 25) ou “até que chegue a plenitude dos gentios” (King James Version).
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O que é que a Escritura quer dizer com isto? Tanto Daniel como Ezequiel tratam da posição de Israel nos últimos tempos. Enquanto Daniel afirma a verdade em profecias amplas e panorâmicas, Ezequiel, seu contemporâneo, entra em grandes detalhes, mostrando como os eventos se corporificarão para tornar possível o cumprimento dessas profecias. Quando estes homens escreveram suas mensagens, ambos eram cativos na Babilônia e, pelo que sabemos, nenhum dos dois jamais retornou à sua pátria. Mas receberam visões proféticas dos acontecimentos finais da história humana. A não ser que e até que compreendamos isto, não poderemos compreender a fundo toda a extensão da predição divina.
Já estudamos, com alguns detalhes, os capítulos 36 e 37 de Ezequiel. O capítulo 38 apresenta-nos os terríveis inimigos do povo de Elorrim sob os nomes de “Gog e Magog”. Magog é mencionado primeiro e ao qual alguns especialistas fazem referência como sendo a “Mesa das Nações” que é encontrado em Gênesis 10:1,2. Magog foi um dos retos de Noé, sendo o segundo filho de Jafé, um dos três filhos do velho patriarca. Antes da aurora da história dos séculos, os descendentes de Magog devem ter-se estabelecido na região do Cáucaso e norte da Armênia. Embora alguns especialistas modernos declarem que pouco se pode saber dos magogitas, no entanto – Josephus, o historiador judeu, diz:
“Magog deu inicio àqueles que, originários dele, foram chamados Magogitas, mas pelos gregos denominados Citas”(veja mapa, pag. 251)
Líderes notórios da organização religiosa romana tais como Teodoreto e Jerônimo, o tradutor da Bíblia , concordam com ele. A nova Enciclopédia Schaff-Herzog sobre Conhecimento Religioso é muito explicita no que diz respeito à sua identidade. Lê-se nela o seguinte:
“Uma estreita área geográfica situaria o local onde se estabeleceu Magog entre a Armênia e a Média, talvez nas praias de Araxes. Mas o povo parece ter-se estendido mais para o norte, até o outro lado do Cáucaso, ocupando ali o extremo horizonte setentrional dos hebreus (Ezequiel 38:15 e 39:2) É assim que Meseque e Tubal são frequentemente mencionados nas inscrições assírias”(Vol. 5, pag. 14).
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Eles eram, principalmente, nômades e vagavam pelo território ao norte do Mar Cáspio e mar Negro. Horódoto, o historiador grego, escrevendo no século V A.C., descreve os Citas como selvagens sanguinolentos, vivendo da pilhagem e da guerra. Ezequiel menciona um grande líder, surgindo dessa região, cujo nome é “Gog” ou “o primeiro príncipe” que aparecerá nos últimos tempos. A Escritura o chama de “o príncipe de Rosh da terra de Magog”. (ver New English Bible e muitas outras traduções). Esse líder denominado Gog parece destinado como o Comandante – em chefe de uma grande confederação de povos. E, de acordo com a profecia, surge determinado a fazer um ataque violento e maligno sobre a Terra de Israel, pouco antes dos eventos finais da história humana. Isto bem poderia ser a espoleta que detonaria a grande e culminante guerra – o Armagedom. Nós, todavia, não estamos entregues à conjuntura humana sobre estes assuntos, pois o próprio Elorrim falou. Observe as Escrituras:
Portanto, ó filho do homem, profetiza e dize à Gog. Assim diz o Senhor Elorrim: Naquele tempo, quando o meu povo de Israel habitar em segurança, não o saberás tu?
E tu virás do teu lugar, das bandas do norte, tu, e muitos povos contigo, todos eles montados a cavalo, uma grande multidão e um poderoso exercito.
E tu te levantarás contra o meu povo de Israel, como uma nuvem a cobrir a Terra; será nos últimos dias, e te trarei a ti contra a minha terra, para que os gentios (nações) possam conhecer-me, quando serei santificado em ti, Ó Gog, diante dos seus olhos (Ezequiel 38:14-16 K.J.V).
Agora surge a pergunta: Quem é esse poder chamado Gog? A Escritura associa Gog com “a terra de Magog”. E os especialistas, geralmente, situam esta na região do Cáucaso. O Dr. L. Sale-Harrison, em seu tratado sobre “A Futura Grande Confederação do Norte” (The Coming Great Northem Confederacy), diz o seguinte:
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“É interessante observar que a própria palavra Cáucaso significa “Forte de Gog”. Gog e Chasan (forte) são duas palavras das quais ela deriva”.
Interessante, deveras! Tão cedo o mundo não se esquecerá da grande máquina de Hitler, quando ela envolveu e subjugou a Europa há muitos anos. Mas ela estava com os dias contados, quando entrou na região do “Fonte de Gog”. Em janeiro de l942, os exércitos nazistas descobriram a força e o terror do “Forte”. Dali foram forçados a retirar-se.
Mas a Escritura fala de Gog como o comandante-em-chefe de uma grande confederação e declara que ele virá “das bandas do norte” ou “das extremas partes do norte” (Revised Standard }Version).
Dentre as traduções recente, quase todas interpretariam “Gog” como o “príncipe de Rosh”. Estamos bem a par dos esforços de algumas pessoas para colocar em descrédito qualquer utilização de Gog ou Rosh. Mas não ousaríamos tratar desta passagem superficialmente. O que está registrado na Palavra de Elorrim requer o nosso estudo cuidadoso. E convém lembrar que nem todos os grandes teólogos vivem nesta geração, nem estão eles vivendo num mesmo país.
Ao longo dos séculos, especialistas piedosos e eminentes escreveram muito a este respeito. Já nos referimos a Robert Lowth, Bispo Anglicano de Londres, cujo posicionamento escolástico nunca foi questionado. Diz ele:
“Rosh, tomado como nome próprio em Ezequiel, significa habitantes da Cítia”
E Gesénius, o famoso e insuperável hebraísta, no seu Hebrew-English Lixicon (dicionário hebraico-inglês) concorda com lowth, declarando que:
“Rosh era uma designação dada às tribos que se encontravam então ao norte das Montanhas Taurus, e que moravam na vizinhança do Volga”.
O Dr. Keil, esmerado especialista alemão, enfatiza que Rosh deveria ser traduzido como nome próprio. Diz ele:
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“Os escritores bizantinos e árabes frequentemente mencionavam um povo chamado Ros ou Rus, que habitavam no país de Taurus e Eram contados entre as tribos Citas”(comentários Bíblico sobre a Torah).
Robert Watson, em sua excelente obra Dicionário Bíblico e Teológico (The Biblical and Theological Dictionary), publicado em l831, afirma a mesma verdade:
“Magog significa o país ou o povo, e Gog o rei desse país; o nome geral das regiões setentrionais da Europa e Ásia, ou os distritos do Cáucaso ou Monte Taurus”(pag. 417).
O espaço só permite a mais breve menção de outros escritores, tais como Heródoto e Plinio e estes dois identificam Magog como a antiga Cítia. O ponto importante desta profecia, todavia, não é tanto a quem ela se aplica mas o que será tentado “nos últimos tempos”.
Falando de Gog e seus confederados, o Senhor diz:
“depois de muitos dias, tu serás visitado” (Ez. 38:8).
A palavra hebraica traduzida por “visitados” é paqad e quer dizer “supervisionar ou inspecionar”. Em poucas palavras, é como se o Eterno estivesse dizendo:
“Nos últimos tempos atrairei a atenção de todos sobre você, Gog”.
Quando o foco de luz da profecia dirige a atenção de todos sobre essa potencia, nós descobrimos mais do que apenas um líder militar. Em vez disso vemos um movimento mundial blasfemo determinado a destruir Israel e a atacar o Elorrim de Israel e a erradicar das mentes dos homens, em todas as partes da Terra, a idéia de Elorrim como uma Divindade Onisciente e Transcendente. Esta potência, Gog, aparece como o inimigo implacável dos judeus e de todos aqueles que depositaram sua confiança no Senhor, nosso criador e Redentor.
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Em 12 de junho de l929, no segundo “Congresso Exclusivo par as Associações de Ateus” realizado em Moscou, Yaroslavsky, Presidente da “Liga dos Ateus Militantes” e como orador principal na ordem do dia, tonitruou em seu discurso: “Nós somos contra Elorrim”. E isso era tanto uma verdade que a filosofia básica desse numeroso grupo não mudou ao longo dos anos. Numa outra ocasião, o mesmo Yaroslavsky expôs o objetivo do movimento com estas palavras:
“Portanto, nós cultivamos nas crianças um ódio pelos laços que a religião impõe. Pedimos, insistentemente, que as crianças lutem contra a religião em qualquer lugar e na família”.
Aí, deveras, está o ateísmo. Mas nenhuma força que se coloca contra o Elorrim de Israel pode subsistir.
A palavra Gog aparece três vezes nas Escrituras e geralmente como nome próprio. Em Ezequiel 38:17, o Senhor Elorrim diz:
“Eu falei nos tempos antigos através dos meus servos, os profetas, os quais profetizaram sem cessar, foi a ti que eu ameacei trazer contra Israel”. (N.E.B.).
Evidentemente alguns profetas anteriores a Ezequiel haviam profetizado, referindo-se o Gog. Num retrospecto até o livro de Números 24:7, Balaão, o profeta, fez predições sobre o futuro de Israel, dizendo:
“O seu rei será maior do que Agague”.
A septuaginta e também o Códex Samaritano traduz “Gog” em vez de Agague. O professor Ralph Earle, em seu recente livro, What Abouth the Second Coming?, na pag. 75, sustenta que “a Batalha de Gog e Magog ocorre depois do milênio. Outros escritores parecem concordar. Mas examinemos o caso.
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Para evitar confusão e ajudar a conseguirmos uma compreensão correta de “Gog” como é usado nas Esceituras, é prudente comparar o “Gog” de Ezequiel com o “Gog” de Apocalipse, pois é mencionado em ambos os livros. Para esclarecer o quadro, façamos sua exposição por contraste. Enquanto os dois são descritos como inimigos de Elorrim e Seu povo, eles se relacionam com acontecimentos distanciados entre si, mil anos no tempo. Aguns mestres sinceros da literatura bíblica, tal com Earle, alegam que, tanto o profeta Ezequiel quanto o profeta João estavam escrevendo sobre o mesmo acontecimento. Mas Ezequiel, especialmente, declara que o “Gog”, de quem ele escreve, fará o seu ataque “nos últimos tempos” (expressão a qual não pode estar em harmonia com depis do milênio), ao passo que João escreve de Gog e Magog no fim do milênio. Observe estes contrastes:
O Gog de Ezequiel, cap. 38, será destruído pouco antes da vingança do Senhor, tempo em que Ele diz: “A Terra estremecerá com a minha presença e as montanhas serão postas abaixo”(verso 20).
O Gog de Apocalipse 20:8-10 será destruído pela intervenção direta de Elorrim no fim do milênio, quando o diabo será “lançado no lago de fogo”(verso 9).
O Gog de Ezequiel vem “das extremas regiões do norte” como líder desafiador de certas nações já citadas e existentes no mundo de hoje (Ezequiel 38:15).
O Gog de Apocalipse 20:8, junto com Magog. “enganará as nações que estão nos quatro ventos da terra” tendo sido ressucitado para o juízo final.
O Gog de Ezequiel 38:7 é o líder de uma grande coalizão de determinadas nações e seus exércitos – “Sê tu comandante para eles” “Tu mesmo serás o comandante deles”(tradução de Fenton).
O Gog de apocalipse 20:7 e 8, claramente, é satanás que lidera a última grande federação de todas as forças que se opõem a Elorrim, forças estas
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de todas as eras e de todos os tempos, enfileirados contra Elorrim no final do milênio. “satanás será solto... e os reunirá para a batalha: o numero dos quais é como a areia do mar”.
O Gog de Ezequiel 38:21,22 será destruído pelas sete ultimas pragas antes da segunda vinda o Messias Yeshua. “Convocarei todo tipo de terror contra Gog...Com pestes e derramamento de sangue iniciarei o julgamento de sangue iniciarei o julgamento dele: e farei chover sore ele e suas hostes... chuvas torrenciais e pedras de granizo, fogo e enxofre.
O Gog e Magog de Apocalipse 20:10 e 14, guiados por Satanás, sitiam a “Cidade Santa”, a Nova Jerusalém. Mas eles e o diabo que os engana, serão lançados no lago de fogo. A morte e o Hades não mais existirão. Esta é a segunda morte.
A interpretação correta das profecias parece requerer que separemos estes dois acontecimentos. Ezequiel estava predizendo acontecimentos que surgiriam antes do milênio, ao passo que os de João deveriam acontecer no fim dos mil anos.
Após a destruição do pecado e dos impenitentes pecadores, o profeta João viu o que muitos outros profetas viram- “um novo céu e uma nova terra”... “e o mar não existe mais”. Pedro fala dos céus desaparecendo “com um grande e estrepitoso estrondo” e declara:
“Os elementos se desintegrarão em chamas, e a terra e tudo o que nela há serão atingidos” (II Pedro 3:10).
Assim como todos os profetas, Pedro aguardava “novos céus e uma nova terra onde habita a justiça”(verso 13). No fim dos mil anos, o Eterno de Israel destrói o autor do mal e todas as suas hostes rebeldes. A controvérsia entre o pecado e a justiça acabará, então, para sempre. Mas, repetimos, isso não acontecerá senão quando se expirarem os mil anos, ao final do milênio, portanto. No próximo capítulo, faremos um breve comentário sobre os aliados de Gog mencionados na Escritura e suas localizações geográficas.
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A grande batalha de Elorrim contra as forças do mal será em duas partes, mil anos distanciadas uma da outra. Em outras palavras, o Armagedom ou “a batalha do grande dia do Elorrim Todo-poderoso” será interrompida pela vinda do Messias, o Rei. Todos os que não estiverem preparados para aquele evento catraclísmico serão “mortos pelo resplendor da sua vinda”(II Tessalonicenses 2:7-9). Então, no fim do milênio, eles, com todos os mortos ímpios, serão ressuscitados para serem julgados (Apoc.20:8-15). Liderados pelo diabo, eles se organizam pra o ataque à Cidade Santa, Gog e Magog ressuscitados, juntamente com todos os ímpios para julgamento final, juntar-se-ão no ataque contra Elorrim e Seu Povo redimido. Mas nós lemos que desce fogo do céu e os destrói. (ver Apoc. 20:9). Este será o fim de todo o mal e rebelião.
Ezequiel e João estavam ambos descrevendo o mesmo acontecimento, mas e duas etapas distintas, Ezequiel 38: l9-22 descreve as condições resultantes das sete últimas pragas antes da vinda de Yeshua O Messias verdadeiro, ao passo que o profeta João descreve o que acontece depois do milênio.
Para podermos “repartir convenientemente a Palavra da Verdade”, devemos estudar revelação divina no seu todo.
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CAPÍTULO XIX
GOG E MAGOG EM CONFRONTO COM O
ISRAEL DE ELORRIM
Shaul (conhecido no Brasil como Paulo), antes da Guerra dos Seis Dias, o Chefe dos Capelães das forças israelenses recomendou às tropas, como oração diária, o Salmo 83:1-5. E durante esta guerra Árabe Israelense nós vimos soldados israelitas fazendo esta oração. Poderia qualquer outra coisa ser mais significativa? Observe estes versículos:
“Não guardes silêncio, ó Elorrim... Pois eis que os teus inimigos se alvoroçam e os que Te odeiam levantam suas cabeças. Tramam astutamente contra o Teu povo... E dizem: Vinde, façamo-los desaparecer como nação; e que o nome de Israel não seja mais lembrado. Pois concordemente deliberaram e fazem aliança contra Ti” (Salmo 83:15) Amplified Bible.
“Enche-lhes o rosto de ignomínia, para que busquem o Teu Nome, Senhor. Sejam envergonhados e confundidos perpetuamente; perturbem-se e pereçam; e reconhecerão que só Tu, cujo nome é Senhor, és o Altíssimo sobre toda a Terra” (versos 16-18).
Nos versículos de 6 a 8, vemos surgir uma grande confederação de dez nações. Isto é profundamente significativo. Muitos especialistas bíblicos famosos estão seguros de que há um elemento profético neste salmo. Há mais de 200 anos, o Bispo Lowth, conhecido como o grande teólogo de Londres, era de opinião que a destruição do antigo Edom “não parece de modo algum igualar-se aos termos desta profecia ou justificar descrição tão rebuscada e tão terrível”. E continua afirmando que “esta profecia tem uma visão que se estende sobre acontecimentos ainda futuros; sobre certas grandes revoluções que ainda deverão acontecer no futuro”. Será que as “grandes revoluções” estariam acontecendo hoje?
Agora voltemos, novamente, nossa atenção para Ezequiel 38 e, com uma visão histórica, examinaremos, de maneira sucinta,os aliados de Gog,
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como foi predito pelo profeta. Observa-lo-emos, na sua ordem, começando com o versículo 2.
“A terra de Magog” foi bem compreendida pelos antigos historiadores. Eles afirmam que os Magogitas dividiam-se em dois povos distintos – o Europeu, conhecido como o Jafético e o Aiático, conhecido como Turaniano ou Turânio. Os gregos e os romanos referiam-se à raça Jafética pelo nome de Sármatas, dos quais os eslavos descendem diretamente. Alguns alegam que são uma mistura de medos e Citas. A área por eles ocupada era, originalmente, aquela imensa reigião ao norte do Mar Negro, que se estendia desde o Mar Báltico até os Urais. O outro grupo, os Turânios, conhecidos como os Magogitas Asiáticos ou Citas, encontravam-se naquele grande planalto da Ásia Central, onde estão estabelecidos, hoje, os Tártaros, os cossacos, os Kalmaks e os mongóis. Toda essa região, durante séculos, foi conhecida como Moscóvia.
A Pérsia é o primeiro país da lista mencionado em Ezequiel 38. Trata-se do atual irã. Poderíamos perguntar-nos por que este país é citado. Uma rápida olhada no mapa revelará como seria mais fácil movimentar um grande exército de infantaria, através da montanha Elburz, na divisa do Irã, do que tentar cruzar o Cáucaso, que separa a Turquia. Não sabemos tudo aquilo que o futuro nos reserva, mas poderia bem ser possível que, antes da grande guerra de que fala a profecia, esse país, embora sendo ariano e não árabe, poderia até mesmo juntar-se ao bloco anti-Israel*. Desde a sua aceitação para ingresso na velha Liga das Nações, em l920, a Pérsia, atualmente Irã, vem crescendo em prestígio tão claramente manifestado, como sua recente celebração nacional, para a qual foram convidados representantes de todas as grandes potências.
A Etiópia é, em seguida, incluída no grupo. Os especialistas insistem que não se trata da Etiópia à qual geralmente nos referimos hoje, mas, antes trata-se da terra de Cuxe (Cush), como registrou Moisés em Gênesis 2:13. Daniel 11:43 menciona Etíopes, mas estes são chamados cuxitas na New English Bible, bem como em outras traduções. Gesênios, no seu Hebrew-English Lexicon, entre outros especialistas, alega que a terra de Cuxe fica na África, ao sul do Egito. Cuxe é uma palavra hebraica traduzida mais de vinte vezes por Etiópia, na King James Version. Para algumas pessoas isto é causa de confusão, mas tudo fica nos devidos lugares, quando
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compreendemos que o profeta falava de Cuxe situada ao sul do Egito, e não do país que, durante séculos, foi a Abissínia e que, hoje, se chama Etiópia.
Líbia ou Pute, como a New English Bible, tem uma longa e interessante história; essa terra é mencionada em Gênesis 10:6 e refere-se a um povo que migrou para uma região a oeste do Egito e compreende hoje as nações do norte da África, tais como a Argélia e o Marrocos. A Versão Septuaginta, tradução realizada por volta do ano 250 A.C., inclui a Líbia com o nome Pute. Josephus e Plínio, ambos situam esse país no norte da África. Toda essa região, hoje parece muito interessada em aliar-se à grande potência do Extremo norte.
Gômer e todas as suas hordas (tropas imensas de nômades mongóis), são mencionados a seguir. Estes, de acordo com os historiadores bíblicos, “estabeleceram-se ao norte do Mar Negro e, depois, espalharam-se para o sul e para o oeste até os extremos da Europa” (Young‟s Analytical Concordance). O Dr. Richard Watson , diz:
“Estes, para os gregos, eram conhecidos como Cimérios**, os quais, nos séculos posteriores, tornaram-se conhecidos como Tribos Germânicas ou Câmbrios ou Gomérios; estenderam-se desde o Pontus Eusinus (antigo nome do Mar Negro) até o Atlântico e, desde a Itália, até o Báltico” (Biblical and Theological Dictionary, pág. 412, Edição de l812).
Mas o Dr. Harry Rimmer declara que, originalmente, eram um povo balcânico que migrou para o sul, lutou com os assírios, depois, dirigiu-se para o norte, seguindo uma outra rota, ocuparam a Capadócia que ficou sendo sua cidadela. Alega-se que o nome armênio para capadócia é Gamir e driva-se do nome Gomer. Pode bem ser o caso.
“Gomer” ou “Guimirrai” eram um povo da região montanhosa da Armênia, de acordo com uma inscrição cuneiforme. No século VII A.C., quase ao tempo de Ezequiel, estas impiedosas tribos de arianos vieram do norte, devastando os lugares por onde passavam, causando grande destruição. Embora o profeta estivesse familiarizado com esse povo, sua profecia, registrada no capítulo 38, tem suas principais aplicações “nos últimos tempos” – uma época muito distante da sua.
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*N. do T.: Ao tempo em que estamos traduzindo esta obra (l987), o Irã sob o regime fundamentalista do Aiatoláh Khomeini, é talvez, o mais ferrenho adversário de Israel do mundo contemporâneo.
**N. do T.: Não confundir com os Sumérios.
Togarma, das bandas do norte, acrescenta ainda mais interesse ao grupo. O já falecido Prof. N. Raymond Edman, Ph. D., especialista e ex-presidente do Wheaton College, no Estado de Illinois, declara que “os ancestrais da moderna Armênia reivindicam que o pai de sua raça, Haik, era o filho de Togarma, e, provavelmente as tribos turcomanas da Ásia Central, junto com a Sibéria, os turcos e os armênios (The Sunday School Times, 10 de Setembro de l921). O Dr. Harry Rimmer diz, em seu livro The Coming War que, “toda literatura armênia faz referência ao país e ao povo como a Casa de Togarma... ligando-os ao neto de Noé”. Conforme eles próprios reivindicam, a fundação da Armênia tem suas raízes nos filhos de Togarma. Gesênios também enfatiza este ponto. A New English Bible fala do esquadrão de Bethtogarma (Casa de Togarma) vindo dos “extremos recônditos do norte” (Ezequiel 38:6). A expressão, portanto, evidentemente inclui um grupo maior do que, apenas, as tribos da Ásia Central.
Até poucos anos atrás, teria sido impossível imaginar uma confederação de povos de tamanha divergência e diferenças como os que estão arrolados no registro de Ezequiel 38. Mas, sob o grito de exortação “Liberdade para os menos favorecidos”, uma revolução mundial parece hoje inevitável. Isso, entretanto, não é novidade, pois, se retrocedermos a l776, Adam Weishaupt organizava a “Ordem dos Illuminati” ou os “Iluminados”, cujo principal objetivo era criar uma “NOVA ORDEM MUNDIAL”, Imensamente diferentes dos padrões sociais conhecidos. As metas dos “Illuminati” poderiam resumir-se sob seis títulos, conforme a historiadora britânica Nesta Webster. Ela coloca a seguinte ordem:
1ª) Abolição da monarquia e de todo governo imposto.
2ª) Abolição de toda propriedade privada.
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3ª) Abolição de toda herança privada.
4ª) Abolição do patriotismo.
5ª) Abolição da família (isto é, do casamento e de toda moralidade e da instituição da educação pública dos filhos.
6ª) Abolição de toda religião.
Tais teorias não eram inteiramente originais no movimento de Weishaupt, mas ele as cristalizou enquanto era professor de Direito Canônico da Universidade de Ingolstad, na Bavária. Mais tarde foi expulso de sua pátria e fugiu para a França, onde se juntou aos livres pensadores e filósofos radicais de Paris. Estas idéias vieram a ser a trama-semente da Revolução Francesa que, não somente destruiu a Monarquia, mas abalou a França até aos próprios alicerces.
Durante essa sangrenta revolução, a Bíblia foi abolida por legislação governamental e as casas de culto foram fechadas. Aqueles anos constituíram-se num período negro da História da França. Após a revolução, porém, o movimento seguiu caminho rumo ao norte e, mais de um século mais tarde, em l9l7, eclodiu-se numa revolução similar que visava à destruição de toda religião. Hibernadas as idéias do professor bávaro, irromperam outra vez sob o nome de “um novo evangelho”.
Em l869, falando pelo seu país, disse o conspirador Bakun:
“Irmãos, vim anunciar-vos um novo evangelho, que deve penetrar até os confins do mundo (revolução mundial). O velho mundo deve ser destruído e substituído por um mundo novo... A mentira deve ser esmagada até extinguir-se e dar lugar à verdade... A primeira mentira é Elorrim (Criador em Hebraico); a segunda mentira é o Direito... e quando tiverdes libertado as vossas mentes do temor de Elorrim e o respeito ingênuo pela ficção do Direito, então as cadeias restantes que vos prendem e que se chamam de ciência, civilização, propriedade, casamento, moralidade e justiça, romper-se-ão como fios de linha... Nosso primeiro
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trabalho deve ser a destruição e a aniquilação de tudo o que agora existe; vós deveis acostumar-vos a destruir tudo, o bom e o ruim, pois, se restar, ainda que seja um só átomo deste velho mundo, o novo nunca será criado (citado em Russain Events in the Light of Bible Prophecy, pág. 39,40 – Fatos Russos à Luz da Profecia Bíblia, por Luis Rauman, a ênfase e nossa).
Rabaund, na época em que a França avançava para a sua revolução, expôs as mesmas idéias, quase palavra por palavra.
Esses princípios, em maior ou menor grau, estão penetrando em todos os países da Terra, hoje. Os métodos mudaram com o passar das décadas, mas os objetivos são os mesmos, com nol-lo diz Nesta Webster:
“Portanto, não é nenhuma teoria fantástica, mas a pura verdade dizer que a atual crise mundial é um conflito entre as forças do bem e do mal. O mundo religioso (e poderíamos acrescentar o judaísmo), é uma fortaleza sitiada, cercada pelas forças das trevas que, já reunidas, preparam-se para supremo ataque” (The World Revolution, págs. 325,326).
Karl Marx foi chamado, com muita propriedade, de “o pai doutrinário” do Socialismo ateu. Mas tudo o que ele fez foi interpretar a “filosofia de Weishaupt” e torná-la mais aceitável. Sobre estas idéias alega-se:
Ajudaram a acender o fogo de todas as revoluções nos duzentos anos desde que foram publicadas pela primeira vez”(Edward Hodrett em The Cultivated Mind, pág. 27).
E, falando de Marx, a mesma escritora declara que os ensinamentos dele tiveram:
“Mais impacto sobre a humanidade do que os de qualquer outra pessoa, com a exceção de Yeshua”(Ibid.).
Há muitos anos, um autor de grande visão, de cujos escritos já fizemos citações, escreveu estas palavras reveladoras:
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“A disseminação mundial das mesmas idéias que conduziram à Revolução Fancesa – todas estão concorrendo para envolver o mundo inteiro numa luta similar à que convulsionou a França”.
Um oficial de alta patente, Comrade Solz, há alguns anos, expôs as metas do seu Partido por meio desta declaração:
“A fé em Elorrim, que seja judaica, quer seja cristã, somente enfraquece a vontade dos homens para a luta. Todos os deuses são o mesmo veneno. Guerra sem clemência deve ser declarada a todos”.
Tal é a blasfêmia ímpia que marcou a história desta crescente oposição ao Elorrim de Israel e a comunidade religiosa, cujo nome foi continuamente profanado por aquele a quem o profeta Ezequiel chama de “Gog”.
O profeta faz mais do que citar os nomes das potências que se unem para atacar Israel nos “últimos tempos”, ele até mesmo revela a estratégia desta confederação que planeja a invasão da Terra Santa. Parece como se exército, marinha e força aérea se unissem. A destruição de Ezequiel é, com certeza, impressionante:
“Subirás e virás como tempestade, serás como uma nuvem que cobre a terra” (Ezequiel 38:9).
A New English Bíble diz assim:
“Subirás, conduzindo-te como uma tempestade; cobrirás a terra como uma nuvem, tu e todos os teus esquadrões, uma grande reunião de nações”.
Ezequiel, naturalmente, nunca havia visto um exército “subir” e “vir como uma nuvem”. Mas a mensagem de Elorrim é muito clara e repleta de detalhes assustadores. Muitos vêem isto como uma previsão de uma guerra aérea. Esquadrões de jatos deixam rastros de fumaça que, não somente se parecem com nuvens, mas, para o profeta, poderiam soar como tempestade. Muitas vezes já ouvimos gigantes aviões, quando ultrapassam a barreira do
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som e, com toda a certeza, soa como o ribombar de um trovão. Ezequiel estava tentando descrever alguma coisa que ele nunca tinha visto nem ouvido. Para a nossa geração, todavia, nada na sua descrição é estranho. E, se esta é uma profecia sobre guerra aérea, então é evidente que Israel não se tornaria uma nação independente até que seus exércitos pudessem subir até os céus.
Agora, observe o versículo 10:
“Assim diz o Senhor Elorrim: Naquele dia terás (o invasor) imaginações no teu coração e conceberás mau desígnio”.
Os maus pensamentos, nós o sabemos, vêm do diabo. Em Apocalipse l6:12-16, lemos a respeito “dos espíritos de demônios”, saindo do dragão, ou diabo, para os reis da terra e de todo o mundo para ajuntá-los para a batalha daquele grande dia do Elorrim Todo-poderoso...E Ele os ajuntou no lugar que, em hebraico, se chama Armagedom”. Essa grande batalha é, realmente, a sexta praga, quando as nações estarão, efetivamente, lutando, ao tempo em que o Messias virá em glória.
Ezequiel 38:11,12 descreve o “mau desígnio” que inspira a invasão. Assim lemos:
“E dirás: Subirei contra a terra das aldeias sem muros, virei contra os que estão em repouso, que vivem seguros, que habitam, todos, sem muros e não têm ferrolhos nem portas, a fim de tomar o despojo e arrebatar a presa”.
No tempo de Ezequiel, povoados e cidades eram cercados com altos muros e pesados portões. Mas, quando esta profecia estiver principiando a acontecer, Israel será um país aberto, cuja propriedade e riqueza serão a inveja e a cobiça de muitas nações.
O versículo 13 é particularmente interessante, porque menciona “Sabá Dedã” e os mercadores do Tarsis. No tempo de Ezequiel não existia a expressão “Mar Mediterrâneo”, ele era conhecido como o mar de Társis (ver mapa antigo). “Os mercadores de Társis” seriam aqueles que
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praticavam o comércio nesse grande mar, especialmente aquelas nações com frotas de “grandes vasos que viajam sobre o mar” (The International Bible Dictionary, Vol. IV, pág. 2775).
A profecia indica que uma determinada grande potência, amiga de Israel, com embarcações de guerra, estará a postos e de prontidão no Mar Mediterrâneo, em caso de algum ataque. E, além disso, uma das potências mencionadas é, claramente, simbolizada por um leão, pois o profeta fala também do “filhote dele” ou, como se lê na tradução de Fenton: “os mercadores de Társis e todos os seus leõezinhos”.
Não é difícil localizar esta potência. Não foi o reino do leão que conquistou o Império Otomano em l9l8? E essa mesma potência empenhou-se na construção de uma “pátria para os judeus” na Palestina. Desde então os judeus de todos os países da terra têm procurado retornar à terra dos seus antepassados. E ninguém negará que a Grã-Bretanha e seus leõezinhos desempenharam um papel fundamental na estabilização do Oriente Médio nestas últimas décadas. Muito embora o equilíbrio de poder haja mudado, em muito, da Grã-Bretanha para os Estados Unidos da América, os mesmos princípios orientadores, no entanto, ainda estão sendo postos em prática. Alguns, até mesmo consideram os Estados Unidos como um reino “leão” pelo fato de ter sido colônia inglesa. Há duzentos anos, a América (E.U.A) rompeu seus laços com a Grã-Bretanha e, desde então, adotou a águia como símbolo. Estas duas superpotências estão relacionadas com o futuro de Israel.
A profecia não somente descobre a estratégia do invasor, mas também dá a localização do Quartel General da confederação de nações. Nos versículos 15 e 16, diz o Senhor:
“Virás, pois, do teu lugar, das bandas do norte” ou “das partes extremas do norte”(R.S.V.). E “Será nos últimos tempos”.
Estamos vivendo hoje nos “últimos tempos” e, “últimos tempos” tinha que existir uma nação chamada Israel ou a profecia teria falhado. A restauração de Israel como nação é, sem dúvida, uma circunstância que acompanha o cenário. E, além disso, os invasores visam a um propósito definido:
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“Tomar despojo, arrebatar a presa e levantar a tua mão contra as terras desertas que acham habitadas”.
Mas o Senhor diz que: “naquele dia, quando vier Gog contra a terra de Israel,...a minha indignação será mui grande” ou “minha ira se acenderá grandemente”(N.E.B.) “E será fortemente sacudida a terra de Israel”, versos 18 e 19.
O que é a “indignação” ou a “ira” de Elorrim? Certas profecias, no livro de Apocalipse fornecem a chave para nossa compreensão. Nos capítulos 15 e 16 lemos sobre as “sete últimas pragas” com as quais “se consumou a ira de Elorrim” (Apocalipse 15:1). O capítulo 16 descreve estes terríveis flagelos. Quando vier a sétima praga, haverá um grande terremoto e grandes pedras de saraiva cairão do céu, cada uma delas pesando até 34kg! “Destruição sobre destruição” é a maneira com que um outro profeta a descreve (Jeremias 4:20-23).
Observe que a descrição de Ezequiel acrescenta outro detalhe:
“Os peixes do mar, as aves do céu, os animais do campo, e todos os répteis que se arrastam sobre a terra e todos os homens que estão sobre a face da terra, temerão diante da minha presença; os montes serão deitados abaixo, os precipícios se desfarão e todos os muros desabarão por terra. Chamarei o terror universal contra Gog, diz o Senhor Elorrim; e a espada de cada um se voltará contra o seu próximo.
Contenderei com ele por meio da peste e do sangue; chuva inundante, grandes pedras de saraiva, fogo e enxofre farei cair sobre ele.
Assim eu me engrandecerei, vindicarei a minha santidade e me darei a conhecer aos olhos de muitas nações, e saberão que eu sou o Senhor” (Ezequiel 38:20-23).
A Escritura torna claro que esta pavorosa destruição virá quando o mundo menos esperar e numa época em que o mundo se encontrar em meio a um movimento universal em busca da paz. A Escritura diz:
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“Quando andarem dizendo: paz e segurança, eis que lhes sobrevirá repentina destruição... e de nenhum modo escaparão”(I Tessalonicenses 5:3).
Não será, porventura, a reunião das nações no “lugar que em hebreu se chama Armagedom” (Apoc. 16:16) o clímax de uma série de frustrações quando Satanás, aparecendo como “anjo de luz” e fazendo-se passar pelo próprio Yeshua, declara que veio em cumprimento da promessa da Escritura para trazer a paz universal? Estamos nós preparados para aquele terrível engano, quando Satanás há de aparecer como grande líder, mestre e benfeitor? As Escrituras no-lo dizem que a contrafação será de tal monta que, se fosse possível, “até os próprios eleitos seriam enganados” (Mateus 24:21).
É possível que nem todos estejam sabendo que as forças do ateísmo já assentaram as bases da organização de uma corporação religiosa nova e universal, chamada “A Igreja da Fraternidade Universal”. Tem-se, também, conhecimento de que uma nova Bíblia está sendo preparada e intitula-se Bíblia Universal Evoluída. Nela o relato da criação e da redenção, juntamente com todos os relatos dos milagres, serão eliminados, sendo sua razão principal que, nada que caracterize ou transpareça o transcedental, é aceitável, é aceitável nesta “era científica”. Poderão, então, forjar a aparição de Yeshua, não como o Messias, mas como líder da massa contra “as coisas estabelecidas”. Até mesmo sugerem que a Terra Santa tornar-se-á o Quartel General de tal tipo de Organização Mundial. Tudo isso está sendo feito sob a direção de um plano abrangente para desenvolver, dizem, a “Ordem Social do Reino de “Deus”.
Acontecimentos tremendos estão para ocorrer em nosso mundo e somente aqueles que conhecem a Palavra de Elorrim, aqueles a quem o Senhor chama de “os filhos da luz” (I Tess. 5:5), serão protegidos dos grandes ardis e enganos que escravizarão o mundo. Naturalmente, nada será tão bem vindo como um plano que pudesse assegurar a paz mundial. Porém, se tal plano é perpetrado por forças diabólicas e em provocação ao Elorrim Vivo, o resultado somente poderá ser trágico. Observe estas solenes palavras de advertência:
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“Acautelai-vos... para que aquele dia não vos pegue de surpresa como o disparar de uma armadilha, pois há de sobrevir a todos os que vivem na face da Terra” (Lucas 21:34,35 – tradução de Phillips).
Arnold Toynbee, em seu livro An Historian‟s Approach to Religion, descreve esta tendência rumo a um governo mundial nesta afirmação franca e com palavras diretas:
“Podemos prever que, quando, de fato, surgir um governo mundial, sua necessidade terse-á tornado tão desesperadora que a humanidade, não somente estará pronta para aceitá-lo... mas também o divinificará...
O virtual culto que foi prestado a Napoleão, Mussolini, Stailin, Hitler e Mão Tse Tung, indicaram o grau de idolatria que seria o prêmio de um “Cezar” americano ou russo que, de fato, tivesse o êxito de dar ao mundo uma paz permanente a qualquer preço”.
Um outro autor, investigando o futuro, escreveu a seguinte descrição:
“Os anjos caídos formam confederações com os homens maus. Neste século o Anti-Mashiach (anti-Salvador, que se opõe a tudo que é Santo) aparecerá como o verdadeiro Salvador e então a Lei de Elorrim será inteiramente anulada nas nações de nosso mundo.
A rebelião contra a Santa Lei de Elorrim amadurecerá plenamente. Mas o verdadeiro líder de toda essa rebelião é Satanás, vestido como anjo de luz. Os homens serão enganados e exaltá-lo-ão ao lugar de Elorrim e deificá-lo-ão” (evangelism, págs. 365,366).
É significativo que um historiador mundialmente famoso e autor bíblico de renome previu a mesma coisa e usou a mesma expressão sobre a deificação da Potência Mundial que ainda está para surgir. Num programa radiofônico, Toynbee disse:
“Pressionando a construção, cada vez maior, de armas letais sobre a humanidade e, ao mesmo tempo, fazendo com que o mundo fique, cada vez mais, interdependente economicamente, a tecnologia levou a humanidade a um grau tal de angústia que o mundo já está preparado
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para a deificação de qualquer “César” que possa ter êxito em dar ao mundo unidade e paz”.
Historiadores, filósofos e jornalistas estão prevendo as mesmas coisas que os profetas da antiguidade predisseram! Em virtude de sua localização geograficamente estratégica, a Terra Santa, antigamente, se tornou uma ponte natural, terrestre, entre os três continentes – Europa, Ásia e África. Consequentemente, a Palestina tornou-se o campo de batalha de exércitos em contenda durante milênios. Nas últimas décadas, todavia, Israel transformou-se em um centro econômico próspero, cultural e religioso. Um lugar para o qual convergem os olhos do mundo.
Que haverá uma reunião de muitas nações, chefiada por um grande e poderoso líder nos “últimos tempos”, está claramente predito pelos profetas. Através de Joel, o Senhor diz:
“Apressai-vos e vinde todos os povos em redor e congregai-vos no vale de Josafá; porque ali me assentarei para julgar todas as nações”.
E, novamente, através do profeta Ezequiel, o Senhor diz:
“Minha ira se acenderá”.
Depois, Ele continua dizendo:
“Naqueles dias haverá um grande tremor de terra na terra de Israel”(verso l6).
O grande terremoto citado na profecia de Apocalipse l6, o maior terremoto de todos os tempos, está associado com a vinda do Rei Messias à Terra. Observe como Ezequiel descreve esta cena terrível:
Os peixes do mar, as aves do céu, os animais do campo e todos os répteis que se arrastam sobre a terra e todos os homens que estão sobre a face da terra, tremerão diante da minha presença; os montes serão deitados abaixo, os precipícios se desfarão e todos os muros desabarão
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por terra. Chamarei o terror universal contra Gog, diz o Senhor Elorrim; e seus homens voltarão suas espadas uns contra os outros.
Contenderei com ele por meio da peste e do sangue; chuva inundante, pedras de granizo pesadas como rocha; fogo e enxofre farei cair sobre ele, sobre suas tropas e sobre os muitos povos que estivessem com ele.
Assim eu me engrandecerei, vindicarei a minha santidade e me darei a conhecer aos olhos de muitas nações, e saberão que eu sou o Senhor” (Ezequiel 38:20-23).
A Versão King James (KJV), diz:
“Todos os homens, na face da terra, tremerão com a minha presença”.
Esta, é, seguramente, a “Batalha do Grande Dia do Elorrim Todo-poderoso”, descrita em Apoc. 16:14, no fim dos tempos, quando vier o Messias. E será maior do que uma questão militar num pequeno canto do sudoeste da Ásia; será uma contenda mundial, liderada por demônios que reunirão todas as nações da terra e, liderando-as, farão entrar numa guerra contra o Eterno Elorrim. Não é difícil de se considerar isto como o clímax na grande controvérsia iniciada por Lúcifer há muito tempo no próprio quartel general do Universo. Esse conflito não se restringirá a um determinado país isoladamente. As conseqüências são muito maiores do que geralmente se imaginam. As escrituras indicam que todas as nações, na face da terra, estarão envolvidas. Como já vimos, a palavra polemos, que é traduzida por “batalha” em Apoc. 16:14 é, mais frequentemente traduzida por “guerra”. O Armagedom será uma rebelião de inspiração diabólica contra Elorrim. Será uma guerra até à morte e tão terrível será o morticínio que o profeta Jeremias se refere a ele com as seguintes palavras:
“Não serão pranteados, nem recolhidos, nem sepultados”(Jeremias 25:33).
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Repetimos, será uma guerra mundial liderada pelo diabo. Mas eis a promessa de Elorrim:
“O Senhor será o refúgio do seu povo e a fortaleza dos filhos de Israel”(Joel 3:16).
“Anjos, que excedem em poder, protegerão aqueles cujos nomes estão no Livro da Vida”. Salmo 9l é um quadro maravilhoso do cuidado de Elorrim durante aquele pavoroso holocausto.
“caiam mil ao teu lado e dez mil à tua direita, mas tu não serás atingido” (Salmo 91:7).
Assim como Israel foi, outrora, protegido durante as pragas, no antigo Egito, também Elorrim cobrirá de proteção todos aqueles que nEle depositam a sua confiança. Diz Ele:
“Com os teus olhos contemplarás e verás o castigo dos ímpios...
Nenhum mal te sucederá, praga alguma chegará à tua tenda (habitação)”(Salmo 9l:7,11).
Nada, em toda a história humana, poderá comparar-se com o que o mundo verá, quando o nosso Messias vier em “poder e grande glória”. Mas, para aqueles que rejeitaram a sua graça, nada, desde os dias de Noé, será tão aterrador, pois o próprio Senhor comandará a batalha. Raios violentos saltam do céu enquanto que estrépitos e ribombantes trovões, misteriosos e aterrorizantes, vão rompendo os céus com grande ferocidade. Tomados de abjeto temor, os ímpios fogem aterrorizados, procurando esconder-se da resplandecente presença dEle, pois “só o Senhor será exaltado naquele dia”(Isaías 2:l7). Mesmo com a natureza em completo distúrbio, aqueles que aceitaram a Salvação, elevarão este cântico de triunfo:
“Elorrim é nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações. Portanto, não temeremos ainda que a terra se transtorne, e os montes se abalem para o meio dos mares”(Salmo 46:1 e 2).
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Somente aqueles que O conhecem o “seu Refúgio”, terão amparo e proteção, quando a Terra se transtornar, abalando-se em ruínas. Naqueles indescritíveis “dias de tribulação”, o Eterno diz:
“Teu povo será salvo, todo aquele que for achado inscrito no Livro”(Daniel 12:1).
Caro amigo, o seu nome está escrito nesse Livro? Será tarde demais, quando a batalha final começar, mas você ainda pode ter o seu nome inscrito nesse Livro, antes que ele se feche para sempre. Aqueles, cujos nomes estivessem inscritos nele, serão salvos naquele grande dia. Serão livrados naquele dia, não porque são judeus ou gentios, não porque são brancos ou pretos, nem mesmo porque são bons cidadãos, pagam seus impostos e vivem honradamente, mas, porque aceitaram a graça de Elorrim. O Armagedom não reserva nenhum terror para aqueles que “habitam à sombra do Todo-Poderoso”. A promessa é: “A Sua Verdade será teu pavês e escudo”(Salmo 9l:4).
Por meio de Isaías, o Senhor nos diz:
“Abri vós as portas, para que entre a nação justa, que guarda a fidelidade”(Isaías 26:2).
Caro amigo, você está guardando a fidelidade? Você deseja, ardentemente, ser resguardado e protegido naquele dia terrível? Então, você deve preparar-se agora. A Escritura diz:
“Eis, agora, o tempo sobremodo oportuno; eis agora o dia da salvação”(II Coríntios 6:2).
O diabo, em breve, mergulhará o mundo em um holocausto de destruição muito mais terrível do que o que devastou Jerusalém no ano 70 da nossa era. E isso não se restringirá a uma determinada cidade ou mesmo a uma determinada nação, pois todos os povos e todas as nações do mundo
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estarão envolvidos. Mas, quando a conflagração estiver no auge, o Rei dos Céus aparecerá comandando os exércitos celestes. Diz o profeta Joel:
“Para ali, ó Senhor, faze descer os teus valentes”(Joel 3:11).
Os anjos de Elorrim, os Seus valentes (poderosos soldados), estarão ali, não somente para reprimir as forças das trevas, mas também para proteger os filhos da luz.
Alguém disse muito propriamente que “o próprio Elorrim tem uma parte a desempenhar na Batalha do Armagedom”. Certamente, que tem. E, naquele encontro final com a as forças do mal, não haverá posição de neutralidade; todas estarão de um ou de outro lado. De que lado estará você? A sua vida eterna dependerá da sua resposta.
Passemos agora das cenas trágicas do Dia do Juízo para uma visão da glória futura do Dia de Elorrim – o dia pelo qual tanto ansiaram os profetas de todos os tempos.
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CAPÍTULO XX
O FANTÁSTICO FUTURO DO
ISRAEL VERDADEIRO
“Por amor de Sião não me calarei,
Por amor de Jerusalém não me aquietarei
até que a sua justiça refulja como o nascer do sol,
e sua salvação como uma tocha acesa até que
as nações vejam o triunfo da justiça e todos
os reis vejam a sua glória.
Então serás chamada por um novo nome
que o Senhor pronunciará com sua própria boca;
serás uma coroa de glória na mão do Senhor,
um diadema real na mão de Elorrim.
Nunca mais te chamarão: Desamparada.
Nem jamais chamado será o teu nome: Desolada,
mas chamar-te-ão Hephzibah (o meu deleite está nela)
e a tua terra Beulah (desposada), pois o
Senhor se deleita em ti e a Ele a tua
terra se desposou...e o teu Elorrim se alegrará
de ti como o noivo se alegra da noiva
”. (Isaías 62:1-5).
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Como se entusiasmavam os profetas, quando recebiam a visão do futuro! Sim, o Israel verdadeiro de Elorrim tem um futuro – um fantástico futuro. O Plano eterno de Elorrim para o Seu povo e para o próprio mundo, está retratado, claramente, nas Escrituras e incomensurável é a extensão e amplidão do seu significado.
A orientação da fé de Israel sempre abrangeu o futuro. Para os profetas, o passado foi apenas o prólogo do que ainda estava por vir. Um governo de justiça da parte de Elorrim na terra é o que proclamavam, quando, solenemente, assumiam sua posição, quais sentinelas a postos no alto das muralhas, fazendo soar suas trombetas.
A expressão “até que” parece estar registrada, como inscrições gravadas, ao longo de todo o Velho Testamento. Daniel descreveu um poder destruidor e impiedoso que se oporia ao Povo de Elorrim “até que”. O profeta, a respeito desse poder, declarou:
“Fez guerra contra os santos e contra eles prevaleceu, até que veio o Ancião de dias e fez justiça aos santos do Altíssimo”.
Culminou sua descrição dizendo:
“Veio o tempo em que os santos deviam possuir o reino” (Daniel 7:22).
Ora, quem são estes “Santos” ? Eles são o Israel verdadeiro de Elorrim, aqueles que aceitaram a Sua graça e encontraram a alegria da salvação. O profeta fala, ainda, da grandeza que eles têm por herança:
“O reino e o domínio e a majestade dos reinos, debaixo de todo céu, serão dadas ao povo dos santos do Altíssimo, e seu reino será um reino Eterno, e todos os domínios o servirão e lhe obedecerão...”(Daniel 7:27).
A New English Bible, traduz assim:
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“O poder, a soberania e a grandeza de todos os reinos debaixo de todo o céu serão dados ao povo dos santos do Altíssimo”.
QUADROS PROFÉTICOS DO FUTURO
As Escrituras não nos dão idéias estreitas do futuro de Israel, longe disso. Falando pelo profeta Miquéias, o Senhor disse:
“A ti, ó terre do rebanho, monte da filha de Sião, a ti virá; sim, virá o primeiro domício, o reino da filha de Jerusalém”.
Qual foi esse “primeiro domínio” ? Será que ele se restringiria a uma estreita faixa de terra, de dimensões tão pequenas, no litoral leste do Mar mediterrâneo? De modo algum. Foi o mundo. O domínio e a soberania dados à família humana pelo Criador estão compreendidas dentro desta promessa de um domínio restaurado. No princípio da criação o Senhor falou:
“Façamos o homem à nossa imagem, conforme a nossa semelhança; tenha ele domínio sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus, sobre os animais domésticos, sobre toda a Terra, e sobre todos os répteis que rastejam pela terra” (Gênesis l:26).
Repetimos, o domínio original do homem era um domínio que envolvia o mundo inteiro. Assim, quando o Eterno Elorrim restaurar o reino em sua plenitude, será este um domínio universal, como disse o anjo Gabriel ao profeta Daniel:
“O reino e o domínio, e a grandeza do reino debaixo de todo o céu, serão dados ao podo dos santos do Altíssimo”.
Esta foi a promessa feita a Abraão. Diz a Escritura;
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“Abraão... coube a promessa de ser herdeiro do mundo”(Romanos 4:13).
(“A Abraão... foi feita a promessa de que oi mundo seria sua herança”(Idem, N.E.B.).
E esse mundo do futuro será um mundo estabelecido sobre os fundamentos da retidão e da justiça. Será um mundo de paz e prosperidade. Leia o Salmo 89 e procure compreender a inspiração desse antigo hino Hebreu. Tudo isto estava contido nas bênçãos da Aliança, como exclama um dos sábios daquele tempo:
“Deveras há um futuro, e a tua esperança não será frustrada”(Provérbios 23:l8, R.S.V).
“Pois eu é que sei os planos que tenho para vós, diz o Senhor, planos para a paz e não para o mal, para dar-vos um futuro e uma esperança”(Jeremias 29:11, R.S.V.).
Quanto consolo trouxeram tais promessas aos exilados de Babilônia! Nenhuma religião fora de Israel possuía base tão firme para uma esperança no futuro.
Mesmo durante as mais horrendas perseguições, Israel manteve sempre acesa a chama da esperança. Quando todo o futuro parecia tétrico e cheio de maus presságios, ainda ouvimos o profeta, dizendo ao seu povo:
“Esperei no Senhor que esconde o Seu rosto da casa de Jacó e a Ele aguardarei”(Isaías 8:17). (“Esperarei pelo Senhor, que esconde o Seu rosto da casa de Israel; nele esperarei”R.S.V).
Ás vezes, temos a impressão de que a própria História zombou da fé de Israel e muitos deles gritaram em angústia e aflição:
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“O meu caminho está encoberto ao Senhor, e o meu direito passa despercebido ao meu Elorrim”(Isaías 40:27).
Mas o profeta da esperança trouxe a certeza da vitória numa linguagem tão majestosa como esta:
Mas os que esperam no Senhor renovam suas forças, sobem com asas como águias, correm e não se cansam, caminham e não se fatigam”(Isaías 40:31).
Quão maravilhoso foi a contribuição dos hebreus para a literatura mundial! Sua poesia pulsa incessantemente com a esperança e a promessa. Mas os eventos do futuro lograrão alcançar todas as predições do passado. Aquilo que os profetas viram em suas visões e as registraram nas Escrituras, está para acontecer. E será algo muito diferente das distorções, corrupções e fracassos que envolveram tantas páginas da história de Israel e do mundo.
O imenso cenário, que será palco da nova atividade escatológica de Elorrim, como nos dizem as Escrituras, é cheio de inspiração. Procure acompanhar a cadência destes versos líricos, quando o Universo inteiro estiver enlevado com a visão da alegria eterna:
“Eles levantaram a voz e cantam com alegria por causa da glória do Senhor” (Isaías 24:24).
“Regozijo e alegria se acharão nela, ações de graça e som de música”(Isaías 51:3).
“Os resgatados do Senhor voltarão e virão a Sião com cânticos de júbilo; alegria eterna coroará suas cabeças; gozo e alegria alcançarão, e deles fugirá a tristeza e o gemido”(Isaías 35:10).
Os primeiros três capítulos da Bíblia contam a história da Criação e como entrou o pecado no mundo. Depois, em contraste, os últimos três
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capítulos desdobram o plano de Elorrim para erradicar o pecado e os pecadores e predizem a recriação da nossa Terra. Entre as mais sublimes afirmações já proferidas e escritas, encontram-se estas palavras dos livros de Isaías e Apocalipse:
“Eis que crio novos céus e nova Terra: e não haverá lembrança das coisas passadas, jamais haverá memória delas”(Isaías 65:l7).
“Vi um novo céu e uma nova terra, pois o primeiro céu e a primeira terra passaram, e o mar já não existe... E aquele que está assentado no trono disse: Eis que faço novas todas as coisas”(Apocalipse 21:5).
A Bíblia não diz “faço todas as coisas novas”, mas sim, “faço novas todas as coisas”.
Isto será uma recriação. Já sem campos de batalhas e sem guerras, a Terra será recriada. Cintilará outra vez com a glória que tinha, quando iniciou sua jornada orbital no espaço. E esta terra renovada, com a plenitude da beleza edênia, será a morada do verdadeiro Israel de Elorrim. Será muito diferente do mundo que conhecemos hoje, pois naquela Nova Terra, “nenhum morador dirá: enfermo estou” (Isaías 33:24) e “nunca mais se ouvirá de violência em tua terra”(Isaías 60:18).
Podemos nós imaginar um mundo sem violência, sem polícia, sem prisões, sem médicos, sem hospitais, um mundo em que a dor e a tristeza, a morte e a destruição já não existem mais? Este é o quadro que Elorrim nos apresenta sobre o futuro de Israel, dizendo:
“O meu povo habitará em moradas de paz, em moradas bem seguras, e em lugares quietos e tranqüilos”(Isaías 32:l8).
“Porque o Senhor será a tua luz perpétua, e os dias do teu luto findarão. Todos os do teu povo serão justos”(Isaías 60:20,21).
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Mais maravilhosa ainda é a promessa de que o próprio trono de Elorrim será estabelecido na Terra Renovada. Observe estas maravilhosas palavras:
“Porque, como os novos céus e a nova terra que hei de fazer estarão diante de mim, diz o Senhor, assim há de estar a vossa posteridade e o vosso nome. E será que de uma lua nova a outra, e de um sábado a outro, virá toda a carne a adorar perante mim, diz o Senhor”(Isaías 66:22,23).
O trono de Elorrim e do Cordeiro estará ali, e os seus servos O servirão. Vê-lo-ão face a face...E ali não haverá mais noite, e não necessitarão de lâmpada nem de luz do sol, porque o Senhor Elorrim os alumia; e reinarão para todo o sempre”(Apoc. 22:3-5).
Aqueles que amam e servem ao Senhor, aqueles cujos pecados foram perdoados, poderão vislumbrar beleza que vão além da fé – flores que nunca fenecem, grutas que não se deterioram, campos de verde puríssimo e música que jamais desafina. Naquela terra onde os braços se abrem com amor e fraternidade, abandonaremos, definitivamente, os nossos cuidados e tomaremos posse da coroa da vida imortal, nossa peregrinação terá chegado ao fim, nossa fadiga terminada para sempre.
Bem seguros, na companhia de Elorrim e dos Seus anjos, descansaremos às margens verdejantes do Rio da Vida que corre através da Cidade pela qual Abraão aguardava ansiosamente, quando deixou as veredas do comércio e do pecado, para obedecer ao chamado de Elorrim. A Escritura nos diz:
“Abraão partiu de sua terra sem saber para onde ia... pois aguardava a cidade de firmes fundamentos, cujo arquiteto e construtor é Elorrim”(Hebreus ll:8,l0).
Seu objetivo não era, simplesmente, uma das cidades do Oriente Médio, mas a Cidade Eterna, a Cidade Santa, a Nova Jerusalém, a cidade que João viu “descendo do céu, da parte de Elorrim, a qual tem a glória de Elorrim e... como pedra de Jaspe cristalina” (Apoc. 21:10 e 11). O Jaspe,
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conforme autoridades no assunto, era o antigo nome para o diamante. Procure imaginar uma cidade com o reluzir de vivíssimo fulgor como um diamante na sua pureza! A descrição do profeta de Patmos sobre esta futura metrópole é emocionante na sua beleza:
“A estrutura no muro é de Jaspe; também a cidade é de ouro puro, semelhante a vidro límpido. Os fundamentos do muro estão adornados com toda espécie de pedras preciosas. O primeiro fundamento é de Jaspe; o segundo, safira; o terceiro, calcedônia; o quarto, esmeralda; o quinto, sardônica; o sexto, sárdio; o sétimo, crisólito; o oitavo, berilo; o nono, topázio; o décimo, crisópraso; o undécimo, Jacinto; o duodécimo, ametista”(Apoc. 21:18-20).
Tal é a visão impressionante cidade, onde o verdadeiro Israel de Elorrim se reunirá, semana após semana, para adorar Aquele cujo amor e cuja graça tornaram isto possível. Se quisermos cantar a canção do jubileu, juntamente com os milhões de remidos de Elorrim e partilhar da sua alegria perpétua, devemos atender ao chamado de Elorrim, como o fez Abraão. No seu tempo, a mensagem era uma ordem: “Vai”. A última mensagem de Elorrim, em nossos dias, é “Vem”. “Retirai-vos dela, povo meu” (Apocalipse l8:4), e, “vinde, porque tudo já está preparado”(Lucas l4:l7). Esta mensagem está sendo levado a todas as noções da Terra. A certeza da mensagem de esperança da parte de Elorrim, resume-se nestas palavra:
“Aquele que dá testemunho destas coisas diz: Certamente venho sem demora. Amém. Vem, Senhor Yeshua”.
Deste maneira encontra-se o livro da Inspiração. Finaliza com esta que é a mais maravilhosa de todas as promessas. Breve cantaremos um cântico de triunfo, um hino nunca antes conhecido e inédito. Será uma soleníssima antífona de louvor que, brotando nos corações transbordantes de gratidão, subirá aos céus. Enquanto isso a glória de Elorrim, com imenso fulgor, desce sobre a multidão imortal.
E, nessa terra de alegria e glória, partilharemos a companhia, com a perfeição da sociedade celestial – de Abraão, Isaque e Jacó; José, Moisés e
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Jeremias; Noé, Davi e Jô; Miriam, Ester e Isaías; profetas, apóstolos, mártires – todos estes estarão lá. E, com eles, os inúmeros milhões daqueles de que nunca tivemos conhecimento, daqueles fieis anônimos, mas que foram remidos pela graça do Elorrim de Israel. Sim, eles estarão lá. Nós, também, deveremos estar lá. Haveremos de ver o ermo e o deserto florindo em júbilo e desabrochando como a rosa. Aqueles que anseiam por aquele perpétuo dia de alegria e júbilo, o nosso Redentor diz:
“Fortalecei as mãos trementes e firmai os joelhos vacilantes.
Dizei aos desalentos de coração: Sede fortes, não temais. Eis o vosso Elorrim. A vingança vem, a retribuição de Elorrim; Ele vem e vos salvará.
Então se abriram os olhos dos cegos, e se desimpedirão os ouvidos dos surdos; os coxos soltarão como cervos,e a língua dos mudos cantará; pois águas arreben- tarão do deserto e ribeiros no ermo.
Ali, não haverá leão, animal feroz não passará por ele, nem se achará nele; mas os remidos andarão por ele.
Os resgatados do SENHOR voltarão e virão a Sião com cânticos de júbilos; alegria eterna coroará as suas cabeças; gozo e alegria alcançarão,e deles fugirá a tristeza e o gemido” (Isaías 35: 3-10).
Que quadros maravilhosos os profetas descrevem de Israel na eternidade,quando o Israel celestial se tornar a metrópole na Nova Terra e os salvos de todas as nações formarem o Israel de Elorrim. O que está ocorrendo na Terra Santa atualmente não é nada em comparação com o que em breve haverá de acontecer,quando o Senhor surgir para lutar contra aqueles que profanam o Seu Nome e matam o Seu Povo. Observe estas palavras,citadas por um dos cientistas, tirados dos
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escritos de E. G. White, uma das mais impressionantes escritoras do mundo:
“Breve será travada a batalha do Amargedom. Aquele em cujas vestes está escrito o nome Rei dos reis e Senhor dos senhores, breve virá o comandando os exércitos do Céu”(The Time of the End, pág.165).
Quando chegar o aquele terrível dia, a situação de cada indivíduo sobre a face da terra já estará definitivamente fixada. Mas,lembre-se
“Este é o tempo sobremodo oportuno; hoje é o dia da salvação”( II Coríntios 6: 2).
Para que tenhamos a certeza da salvação, não necessitamos de fórmulas complicadas – tudo o que temos a fazer é receber o que o Eterno Elorrim nos oferece. Diz Ele:
“Eu, Eu mesmo,Sou o que apago as tuas transgressões por amor de mim, e dos teus pecados não Me lembro”(Isaías 43: 25).
Este é o chamado de Elorrim. Este chamado tem ecoado, com o fluir do tempo, ao longo dos séculos, mas hoje nós o ouvimos como um imperativo:
“Olhai para mim e sede salvos, vós, todos os termos da Terra”.(Isaías 45 :22).
Os acontecimentos de nossa geração fazem ecoar a mensagem solene de que o Dia do Senhor está próximo, iminente. Breve será tarde demais. A mensagem de Elorrim através do profeta Sofonias vem com especial significado para os nossos dias:
“Concentra-te e examina-te, ó nação que não tens poder, antes que saia o decreto...,antes que venha sobre ti o furor da ira do SENHOR. Sim,antes que venha sobre ti o dia da ira do SENHOR.
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Buscai ao SENHOR, vós, todos os mansos da Terra... porventura lograreis esconder-vos esconder no dia da ira do SENHOR”(Sofonias 2: 1-3).
Embora aquele dia seja um dia de destruição para aqueles que não estão preparados, será o dia da libertação para o verdadeiro Israel de Elorrim. Quando aqueles que esperam no Senhor contemplarem Sua glória, no dia em que Ele vier com os Seus santos anjos,eles proclamarão o seu júbilo e cantarão com espírito de vitória.
“Eis que este é o nosso Elorrim, a quem esperávamos, e ele nos salvará, este é o Senhor a quem aguardávamos, na sua salvação exultaremos e nos alegraremos”(Isaías 25:9).
Horácio Bonar, o velho santo escocês do século passado, quando teve a visão daquele dia de vitória que está por vir, expressou esta tremenda verdade:
“Ergue-te, filho de Judá;
Acorda-te agora e canta;
Chegou o reino de júbilo,
Chegou o grande Rei.
Tua longa noite de dores
E de injustiça está terminando.
Para a vergonha, há glória;
Para o pranto, uma canção.
Está raiando o novo dia,
Vai refulgindo o novo sol;
Sorrindo está o novo verde da natureza.
O novo tempo principia.”
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E esse “novo tempo” continuará por toda eternidade. Isaías, o maior dos profetas do evangelho, chega a culminar sua mensagem com estas palavras:
“Porque, como os novos céus e a nova terra que hei de fazer estarão diante de mim,diz o Senhor, assim estará a vossa posteridade e o vosso nome.
“E será que, toda a humanidade virá a adorar perante mim, diz o SENHOR”(Isaías 66:22,23 N.E.B.).
Que futuro fantástico haverá de ser! E isso não virá por meio de conquistas, nem pela inteligência ou pelos engenhos do homem, mas pela copiosa graça do Elorrim de Israel- o Elorrim de todas as nações do mundo. Louvor seja dado a Ele pelo seu incomparável amor e poder de salvação.
Que grande e maravilhoso culto será, quando o Grande Pastor de Israel conduzir Seu rebanho às fontes da água viva e alimenta-lo com os frutos da árvore da vida!
Robert Burns, poeta e filósofo escocês, não conseguia ler as maravilhosas palavras encontradas em apocalipse 7:16,17 e 21:4 sem lágrimas de emoção. Ele tinha uma mente privilegiada, mas fora abalado pelas tempestades da paixão e sua alma corrompeu-se com o pecado. Mas,no fundo de sua alma,como acontece com muitas pessoas, havia uma fome ou ânsia de Elorrim. Sentado,e com a cabeça apoiada entre as mãos, podia ler através de suas lágrimas: “Jamais terão fome, nunca mais terão sede... E Elorrim lhes enxugará dos olhos toda lágrima. E a morte já não mais existirá, já não haverá luto, nem pranto, nem dor, porque as primeiras coisas passaram”.
Dentro em breve o Messias aparecerá com todos os seus poderosos anjos. Rodeado de todas as glórias do Céu, Ele virá como “Rei dos reis e Senhor dos senhores”.O profeta também diz: “Na sua cabeça a muitos diademas” e “Ele está vestido com um manto tinto de sangue”.(Apocalipse 19:12,13).Por que sangue? Porque sangue foi o preço de nossa redenção.Quando Aarão,como um tipo nosso grande Sumo Sacerdote – Messias foi consagrado, suas vestes foram “aspergidas com sangue” (Levíticos 8:30). Assim,o nosso Messias,obtida a nossa eterna redenção
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pelo sacrifício de Si próprio (Hebreus 9:11,12) terminar o Seu ministério intercessório e vier buscar a todos aqueles que fizeram Aliança com Ele por meio de sacrifício (Salmos 50: 5).Ele trará consigo o penhor de nossa compra- Suas vestes manchadas de sangue.
Como o sangue é precioso, quando a vida está em jogo!Um robusto e forte garotinho de quatro anos brincava com sua bola e esta, de repente, aos saltos foi parar na rua. Sem se importar com o tráfego, saiu correndo para recuperá-la, quando foi atropelado por um carro que passava. Ouvindo o seu grito a mãe saiu para socorre-lo.O menino sangrava profusamente.Enquanto era levado as pressas para o hospital,seu pai foi informado.A chance de sobrevivência que os médicos lhe deram mal chegava aos cinqüenta por cento.A única maneira de salva-lo seria com transfusão de sangue.(isto aconteceu nos primeiros tempos deste método de tratamento).Fizeram o teste do sangue do seu pai,mais não era do tipo certo.O tipo sanguíneo do menino era muito raro,mas, felizmente sua mãe possuía o mesmo sangue.Eles retiraram meio litro do seu sangue e,após a transfusão,a criança reanimou-se.Alguns dias depois,porém, o médico disse: “Seu filho está começando a decair.Espero que possamos achar alguém com o tipo de sangue de que necessitamos”.Fizemos anúncios, mas nenhuma das pessoas que compareceram possuía o tipo sanguíneo correto. Assim, a mãe suplicou ao medico para que ela mesma fosse à doadora. “Você não é forte o bastante para que lhe tiremos mais sangue”, disse ele. Mas ela insistiu que ele tirasse o seu sangue para que seu filho pudesse viver. Então ele disse: “Bem, eu tirarei, mas a senhora deve prometer-me que vai permanecer em repouso durante uma semana”.
Contristado, o médico comunicou-lhe mais tarde que a saúde do menino declinava e que o hospital não conseguia encontrar ninguém com o tipo certo do sangue necessitado. A mãe ajoelhou-se aos seus pés, suplicando- lhe que tirasse mais do seu sangue. “Tirarei um quarto de litro, mas sei que, realmente, não deveria fazê-lo”. Novamente a criança reanimou-se. Logo o médico voltou com o mesmo triste diagnóstico – o menino estava definhando. Entretanto assegurou aos pais que havia dado ordens para que, tão logo alguém aparecesse com o seu tipo de sangue, eles deveriam ministrar a transfusão imediatamente.
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Na manhã seguinte, depois que o marido saiu para o trabalho, a mulher levantou,vestiu-se e telefonou chamando um táxi. “Leve-me ao barbeiro mais próximo”, disse ela ao motorista. Lá chegando, disse: “Espere aqui por mim”. Ela entrou e disse ao barbeiro: “ Faça-me um corte de homem”. Feito isto, entrou no táxi e retornou a casa. Ali ela vestiu um terno do marido, calçou os sapatos dele e colocou o seu chapéu. Em seguida chamou um outro táxi e determinou ao motorista que a levasse ao hospital. Entrou na fila dos que esperavam para fazer o teste sanguíneo. Quando um dos internos examinou o sangue dela, dirigiu-se ao chefe da equipe médica e disse: “Há um homem aqui que tem exatamente o tipo de sangue que estamos procurando”. “Tire meio litro de sangue dele e passe-o para o menino imediatamente”, disse o médico.
Feito isto, os médicos prosseguiram com o seu trabalho. Porém, logo uma das enfermeiras disse: “Os senhores ficaram sabendo daquele homem de quem tiramos sangue e desmaiou? Agora está em coma”.
O médico entrou e disse: “Tirem-lhe a roupa e coloquem-no na cama”. Quando começaram a despi-lo, descobriram que era uma mulher. Suspeitando que se tratasse da mãe do menino, chamaram o médico. Quando ele veio, viu imediatamente que era de fato a mãe. Vagarosamente, quase reverentemente, disse ele: “Ela morrerá”. Indo ao quarto do menininho, não o viu deitado mas , fraco demais para mover-se, estava em pé agarrado ao berço,dizia: “Eu quero a minha mãe, eu quero a minha mãe”. Caminhando até ele o médico disse: “Filhinho, você viverá, mas sua mãe vai morrer”.
Mandou chamar o pai e lhe disse o que acontecera. Depois, disse ao interno: “Dê depressa aquela mãe um estimulante a fim de que ela possa, antes de morrer, ver o seu filho com vida”. O estimulante foi aplicado e logo ela reanimou bastante e abriu os olhos. O que viu primeiro foi o seu filhinho no colo do pai. Então disse ela debilmente: “Filhinho, filhinho!” Em seguida o médico falou: “Sim, seu filhinho viverá, ele superou a crise”. Levantando a cabeça, ela olhou para o seu filho e sussurrou: “Graças a Elorrim”;em seguida reclinou a cabeça e tragicamente passou desta vida para o seu descanso.
Aquela mãe deu sua vida para que seu filho pudesse viver. Assim, o nosso Messias sacrificou-Se para que pudéssemos viver e por causa desse
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sacrifício Ele, em breve, apagará todas as feridas da guerra e do ódio. Temos que estar lá para nos aquecermos ao calor dos sorrisos de perdão do Elorrim que nos amou e se entregou por nós. Deixaremos, então, de lado nossas dores e pegaremos à coroa da imortalidade, sabendo que a maldição do pecado nunca mais poderá emaranhar-nos em seus laços odiosos. E a mais indizível felicidade é que veremos nosso Salvador face a face. “Rejubila ó Israel; regozija-te e de todo o teu coração, exulta” (Sofonias 3: 14).
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Apêndice I
A Proclamação da Independência
De Israel.
Proferida por David Bem Gurion, o primeiro Premier.
(Primeiro Ministro) de Israel, em 14 de maio de 1948.
A Terra de Israel foi a terra natal do povo judeu. Aqui tomou forma a sua identidade espiritual, religiosa e política.Foi aqui que, pela primeira vez, os judeus se constituiram em um Estado, Criaram valores culturais de significação nacional e universal e deram ao mundo o Livro dos Livros.
Depois de forçados a exilar-se de sua terra, o povo judeu permaneceu-lhe fiel em todos os países de sua Dispersão, nunca deixando de orar por ela, na esperança de ali regressar e restabelecer sua liberdade política.
Impelidos por esse apego histórico e tradicional, os judeus se empenharam, de geração em geração, no ideal de se reinstalarem em sua antiga Pátria. Em décadas recentes voltaram em massa.Pioneiros veteranos e defensores, fizeram florir os desertos,reviveram a língua hebraica, construíram cidades e povoados e criaram uma comunidade próspera, controlando sua própria economia e cultura, amando a paz mais sabendo como se defender, trazendo as bênçãos do progresso a todos os habitantes do país e aspirando por uma nação soberana.
Em 1897, por convocação do pai espiritual do Estado Judeu, Theodor Herzl, reuniu-se o I Congresso Sionista e proclamou o direito do povo judeu ao renascimento nacional em seu próprio país.
Esse direito foi reconhecido na Declaração de Balfour, de 2 de novembro de 1917 e reafirmado no Mandato da Liga das Nações que, de
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modo particular, deu sanção à ligação histórica entre o povo judeu e a Terra de Israel e ao seu direito de reconstruir seu Lar Nacional.
A catástrofe que se abateu recentemente sobre o povo judeu-o massacre de milhões de judeus na Europa - foi outra demonstração clara da urgência de resolver o problema de seu desamparo por meio do restabelecimento, na Terra de Israel, do Estado Judeu, que abriria de par em par as portas da pátria a todos os judeus e conferiria ao povo judeu o status de membro pleno da família das nações.
Sobreviventes do holocausto nazista na Europa, bem como judeus de outras partes do mundo, continuaram a migrar para a Terra de Israel, sem temer as dificuldades restrições e perigos, não cessando nunca de afirmar seu direito a uma vida digna, livre e de trabalho honesto em seu lar nacional. Na Segunda Guerra Mundial a comunidade judaica desse país deu sua contribuição integral à luta dos países amantes da liberdade e da paz contra a perversidade nazista e, com o sangue de seus soldados e seu esforço da guerra conquistou o direito de formar entre os povos que fundaram as Nações Unidas.
A 29 de novembro de 1947 a Assembléia-Geral das Nações Unidas aprovou uma resolução que determinava o estabelecimento de um Estado Judeu na Terra de Israel; a Assembléia-Geral exortou os habitantes da Terra de Israel a tomar as medidas necessárias de sua parte para por o plano em execução. Esse reconhecimento pelas Nações Unidas do direito de o povo judeu estabelecer seu Estado é irrevogável.
Esse direito é o direito natural do povo judeu de ser dono do seu próprio destino, como todas as outras nações, em seu próprio Estado soberano.
Consequentemente, nós, membros do conselho do povo, representantes da comunidade judaica da Terra de Israel e do movimento sionista, estamos aqui reunidos no dia do término do mandado britânico sobre a Terra de Israel e, em virtude do nosso direito nacional e histórico e por força da resolução da Assembléia-Geral das Nações Unidas, pelas presentes declaramos o estabelecimento de um Estado Judeu na Terra de Israel, a ser conhecido como Estado de Israel.
DECLARAMOS que, a vigorar desde o momento do término do Mandato, que se dará hoje a noite, véspera de Sábado, 6° dia de Iar de 5708
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(15 de maio de 1948), até a instalação das autoridades eleitas regulares do Estado de acordo com a Constituição que será adotada pela Assembléia Constituinte Eleita, o mais tardar a 1° de outubro de 1948, o Conselho do Povo atuará como Conselho de Estado Provisório, e seu órgão executivo, a Administração do Povo, será o Governo Provisório do Estado Judeu, a ser denominado “Israel”.
O ESTADO DE ISRAEL estará aberto à imigração judaica e para o Retorno dos Exilados; fomentará o desenvolvimento do país em benefício de todos os seus habitantes; basear-se-á nos princípios de liberdade, justiça e paz, conforme concebidos pelos profetas de Israel; assegurará completa igualdade de direitos sociais e políticos a todos os seus habitantes sem distinção de religião, raça ou sexo; garantirá a liberdade de culto, consciência, língua, educação e cultura; protegerá os Lugares Santos de todas as religiões; e se manterá fiel aos princípios da Carta das Nações Unidas.
O ESTADO DE ISRAEL está pronto a cooperar com as agências e representantes das Nações Unidas na execução da resolução da Assembléia- Geral de 29 de novembro de 1947, e tomará medidas para promover a união econômica da totalidade da Terra de Israel.
APELAMOS às Nações Unidas para que ajudem o povo judeu na construção de seu estado e recebam o Estado de Israel na comunidade das nações.
APELAMOS – em meio a investida lançada contra nós já há meses – aos habitantes árabes do Estado de Israel para que preservem a paz e participem da construção do Estado, na base de igual e plena cidadania e com a devida representação em todas as suas instituições provisórias e permanentes.
ESTENDEMOS nossa mão a todos os Estados vizinhos e seus povos, numa oferta de paz e boa vizinhança, e apelando para eles no sentido de estabelecerem liames de cooperação e ajuda mútua com o povo judeu soberano estabelecido em sua própria terra. O Estado de Israel está pronto a dar sua parte no esforço comum pelo progresso de todo o Oriente Médio.
APELAMOS ao povo judeu em toda a Diáspora para que cerre fileiras em torno dos judeus da Terra de Israel nas tarefas de imigração e
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reconstrução e para que esteja ao seu lado na grande luta pela realização do sonho secular – a redenção de Israel.
CONFIANDO NO TODO-PODEROSO, apomos nossas assinaturas a esta proclamação, nesta sessão do Conselho de Estado Provisório, no solo pátrio, na cidade de Tel-Aviv, nesta véspera de sábado, 5° dia de Iar, de 5708 (14 de maio de 1948).
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HATIKVA
(A Esperança)
O Hino Nacional de Israel
Enquanto ainda dentro de nossos corações
Pulsa de verdade o coração Judaico,
Enquanto ainda na direção do Oriente
Olha cada judeu para Sião,
Enquanto nossas esperanças não estão ainda perdidas –
Dois mil anos as temos acariciado –
Viver em Liberdade na
Terra de Sião e Jerusalém.
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SINOPSE DA DISPUTA PELA PALESTINA,
CONFORME FOI PUBLICADO PELA U. S. NEWS
AND WORLD REPORT DE 11 DE JUNHO
DE 1948
02 de novembro de 1917: Lord Balfour, Secretario das Relações Exteriores da Grã Bretanha aprova plano para um “lar nacional” para o povo judeu na Palestina.Os Estados Unidos apoiam a idéia.
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29 de novembro de 1923: A Grã Bretanha ocupa a Palestina em nome da Liga das Nações, prometendo permitir aos judeus a criação de “lar nacional”. Os árabes protestam.
23 de agosto de 1928: Tropas britânicas detêm ataques árabes contra acampamentos de colonizadores judeus.
25 de agosto de 1936: Árabes da Palestina unem-se para fazer oposição à imigração judaica. Estados árabes juntam-se à Grã Bretanha para insistir que se alcance a paz , mas lutas esporádicas entre judeus e árabes continuam.
22 de junho de 1937: Judeus e árabes rejeitam proposta Britânica para dividir a Palestina formando os Estados Árabes e Judeu. Imigração judaica é limitada pela Grã Bretanha.
03 de setembro de 1939: O Mufti de Jerusalém, líder árabe da Palestina, fica ao lado da Alemanha, mas a Palestina permanece calma como centro de defesa britânica no Oriente Médio durante a II Guerra Mundial.
29 de setembro de 1945:O presidente Truman, dos Estados Unidos, pede ao Governo Britânico que autorize a entrada de 100.000 refugiados judeus na Palestina. O Comitê Anglo-Americano dá apoio ao plano, mas os Estados Árabes protestam.
29 de novembro de 1947: A Assembléia Geral da ONU adota o plano da partilha sob pressão dos Estados Unidos. Judeus aceitam.
15 de maio de 1948: Os judeus criam o Estados de Israel, que é reconhecido pelos Estados Unidos e pela Rússia. A Grã Bretanha abandona o Governo da Palestina. Israel luta contra os exércitos de cinco Estados Árabes.
01 de junho de 1948: Judeus e Árabes aceitam pedido da ONU para uma trégua de 4 semanas na Palestina.
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A Grã Bretanha desistiu da responsabilidade de governar a Palestina em 15 de maio. Naquele mesmo dia os judeus criaram o Estados de Israel que foi reconhecido pelos principais países do mundo. Naquela época havia aproximadamente 500.000 judeus entre homens, mulheres e crianças em Israel e 110 milhões de árabes ao redor de Israel.
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ERAM DEUSES OS PAIS DA GLOBALIZAÇÃO?

Ter, 30 de Agosto de 2011 01:06
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ERAM DEUSES OS PAIS DA GLOBALIZAÇÃO?
Armindo Abreu
economista
“O mundo é governado por personagens muito diferentes daquelas
imaginadas pelas pessoas que não contemplam os bastidores”, dizia o
primeiro-ministro da Grã-Bretanha, Benjamin Disraeli, sob a Rainha Vitória.
Sim, o poder tem síndicos ocultos. Existem sólidas evidências de que sempre
foi assim: manipuladores e marionetes. Mas, quem está, invisível, no
comando dos títeres? Por trás das cortinas desse processo tido como
irreversível, a globalização, quem são os diretores de cena? E se detém o
controle dos nossos cordéis, como manipulam os mercados a partir de
símbolos, tecem a teia das religiões e se encobrem em sociedades secretas?
Não, esse ensaio não é uma peça de ficção. É preciso recuar muito,
muitíssimo, no tempo, na História e em certos conceitos para encontrarmos
o fio da meada da nossa tese. O maior truque das fraternidades que ditam a
evolução ou involução dos movimentos e modelos globais é convencer a
todos de que não existem.
Com o amplo apoio de historiadores, antropólogos, etnólogos e geneticistas,
podemos, de modo geral, aceitar que o núcleo primário da chamada raça
branca seja originário das montanhas do Cáucaso, do Irã e do Curdistão. Tal
princípio já estaria tão consagrado que os homens e mulheres de pele
branca são, aberta e oficialmente, reconhecidos e identificados, em
documentos de países do Hemisfério Norte (em especial pelos formulários do
Departamento de Imigração dos Estados Unidos...), como caucasianos.
Segundo princípios de antropologia defendidos por estudiosos dessa matéria
específica, desenvolveram-se duas novas linhagens terrenas, a partir do
grupo caucasiano inicial: uma procurou manter-se íntegra, relacionando-se
apenas entre seus membros e descendentes exclusivos, conservando a
pureza genética e a aparência original, definida aos nossos olhos pela pele
muito clara, cabelos louros e os olhos azuis. Seriam, nessa ótica
arrogantemente racista da Elite Global, os membros excelsos ou sublimes da
nossa civilização, os que exerceriam de fato o controle de todos os demais,
conhecidos e identificados apenas pelos seus pares do mais alto grau de
iniciação da Fraternidade Babilônica. A outra vertente teria se formado pela
interação do grupo inicial com os habitantes autóctones das terras baixas,
originalmente negros, amarelos ou vermelhos, dando início às novas
correntes biológicas terrenas, como as conhecemos hoje. Ressalte-se,
entretanto, que os integrantes dessa segunda vertente, a reprodutora, têm
procurado manter-se tão puros quanto possível, relacionando-se quase
sempre entre famílias de iguais, os descendentes do pequeno círculo
formado por pessoas de antecedentes genéticos assemelhados. Estes
seriam, na voz dos ‘especialistas’, “...os membros predominantes das
2
famílias dos ‘Illuminati’ que têm manipulado o curso da História desde os
tempos da Antiga Suméria.” 1 2
O círculo mais restrito e particular desses alvos habitantes das terras altas
teria adquirido ou desenvolvido conhecimentos esotéricos, filosóficos e
científicos tão exclusivos e sofisticados para a época que passaram a se
distinguir dos demais, não somente pela aparência mas, em especial, pela
avançada cultura, atraindo para si invejas, incompreensões e hostilidades.
Isso fez com que se retraíssem e passassem a compartilhar esses
conhecimentos de forma velada, em associações formadas apenas entre
seus iniciados, ou irmãos, daí o nome de Fraternidade dado ao seu
exclusivíssimo conjunto, hoje espraiado por todo o globo terrestre.
E esses núcleos de iniciados constituíam o que hoje os pesquisadores
denominam “Escolas de Mistérios” (Mistery Schools).