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Robespierre Cardoso da Cunha

Robespierre Cardoso da Cunha

Shalom.

Grande paz, bondade, bênção, graça, gentileza e compaixão sobre nós. Abençoa-nos, nosso Pai, todos nós como um só, com a luz do Teu rosto, pois com a luz do teu rosto nos deste, Adonai, nosso Elohim, a Torá da vida e amor de bondade, justiça, bênção, compaixão, vida e paz. E isto pode ser bom diante de Teus olhos para abençoar Teu povo a cada momento e a cada hora com a Tua paz. Bendito és Tu, Elohim, que abençoa todo o teu povo com paz.

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CODIGO DA BÍBLIA

Seg, 29 de Agosto de 2011 23:42 Publicado em Estudos

A divulgação mundial da descoberta de um código na bíblia judaica (antigo testamento), veio através de um livro intitulado de "O Código da Bíblia", escrito por um jornalista americano chamado Michael Drosnin, que foi o divulgador do assunto. Todavia Drosnin é apenas o canal da informação, pois o verdadeiro descobridor é um cientista judeu, chamado Dr. Eliyahu Rips, que reside há mais de vinte anos no estado de Israel e que atualmente é professor na Universidade Hebraica da capital Jerusalém.

A prova da autenticidade desta descoberta se dá na precisão de mais de mil fatos que aconteceram, com detalhes e datas, tudo codificado nos cinco livros de Moisés (O Torah), tais como: o assassinato de dois membros da família Kennedy, o atentado à bomba de Oklahoma, a eleição de Bill Clinton, tudo desde a II Guerra Mundial até o caso Watergate, do Holocausto Nazista até a bomba de Hiroshima, da chegada do homem à Lua até a queda de um cometa em Júpiter, a descoberta da data da Guerra do Golfo vinte e um dias antes de ela acontecer, a data do assassinato de Ytzhak Rabin mais de um ano antes do crime ter ocorrido em Tel-Aviv.

O interessante é que o código aparece no inverso do texto bíblico, além da surpreendente descoberta de que em cada profecia messiânica do antigo testamento, apesar de os judeus não aceitarem a Jesus como o Messias, aparece no código a seguinte frase: "O meu nome é Jesus, Eu sou o Messias". Contudo, o código apresenta três fatos que na seqüência das informações ainda não aconteceram:

1º. O código apresenta a I e a II Guerras Mundiais com todos os detalhes, as datas e os nomes dos envolvidos. Na seqüência, em torno do sobrenome do ex-ministro de Israel, Benjamim Netanyahu, e da palavra Jerusalém, o código apresenta as seguintes frases:

- Dia da III Guerra Mundial; - Todo o seu povo irá para a guerra; - Holocausto atômico em Jerusalém; - 9 de Av - 5760/5766 (calendário judaico), que traduzido para o nosso calendário gregoriano será em torno de 25 de julho de 2000/2006. Porém, o calendário judaico não tem vogais para se saber a relação entre 2000 e 2006.

2º. O código apresenta vários terremotos, desde os que aconteceram há muito tempo até os mais recentes.

Ex.: o maior terremoto do mundo, que aconteceu na China em 1976, na cidade de Tang Chan, onde mais de 800.000 chineses morreram. E continuando, o código apresenta mais três grandes terremotos que virão: dois deles entre os anos de 2000 e 2006, sendo um na China e outro no Japão, e um outro em Los Angeles (EUA) com informações que, segundo o código, indicam o seu total desaparecimento do mapa em 2010.

3º. O código apresenta o choque de um cometa com o planeta Júpiter, que aconteceu em 1994. Em sua seqüência aparece a queda de três cometas gigantescos no planeta Terra; a primeira em 2006, a segunda em 2010 e a terceira em 2012, sendo que esta última se esfacelará antes do choque. A predição de dois cometas caindo na Terra encontra-se no livro das revelações (Ap. 8:8-10)

Resumo do livro de M. Drosnin:

No final do século XVIII, um sábio judeu, conhecido como Genius de Vilna, referindo-se à Torah, os cinco primeiros livros da Bíblia, afirmou:

"A regra é que tudo o que foi, tudo o que é e tudo o que será, até o fim dos tempos, está incluído na Torah da primeira à última palavra. E não só num sentido geral, mas nos detalhes de cada espécie e de cada um individualmente, com detalhe dos detalhes de tudo o que lhe aconteceu desde o dia de seu nascimento até sua morte" (O Código da Bíblia, p.18, de M. Drosnin).

Transcorria a Segunda Grande Guerra Mundial, quando um rabino da Tchecoslováquia chamado H.M. Weissmandel, movido pelo desejo de encontrar um possível código na Bíblia, começou a contar as letras hebraicas da Torah. Já no primeiro capítulo de Gênesis, notou que, saltando 50 letras e depois outras 50, e assim por diante, soletrava-se a palavra TORAH. Admirado, viu que o mesmo resultado podia ser encontrado nos demais livros que compõem a Torah. Este surpreendente resultado, que não pareceu-lhe casual, levou-o a escrever um pequeno livro, falando de sua descoberta.

Cinqüenta anos depois, o Dr. Eliahu Hips, um matemático de fama mundial, que é catedrático na Universidade de Jerusalém, ouviu através de um rabino, sobre esse curioso livro, cuja única cópia podia ser encontrada na Biblioteca Nacional de Israel. Curioso, Hips foi em busca de tal livro, e pode comprovar o curioso fato em sua própria Bíblia.

Hips, lembrou-se de outros cientistas que, muito antes dele, haviam investido tempo à procura de um possível código na Bíblia. Isaac Newton fora um deles. Newton, que havia imaginado a mecânica do sistema solar, havia descoberto a força da gravidade, aprendeu o hebraico, e passou metade de sua vida tentando descobrir esse código, o qual acreditava existir.

O Dr. Eliahu Hips, tinha uma grande vantagem sobre Newton: ele possuía uma ferramenta poderosa: o computador. Quando recorri ao computador, afirmou Hips, achei a brecha. Encontrei palavras codificadas, numa quantidade muito maior do que o permitido pelo acaso randômico da estatística, e então soube que estava chegando a algo de real importância"(O Código da Bíblia, p. 21).

Juntou-se ao Dr. Eliahu Rips em sua pesquisa, dois outros eruditos judeus, Doron Witztum, e Yoav Rosemberg. Desenvolveram um sofisticado modelo matemático que, quando implementado por um computador, confirma que o Antigo Testamento, não só a Torah, contem mensagens codificadas. Prepararam inicialmente uma tese denominada "Seqüências Alfabéticas Eqüidistantes no Livro de Gênesis". Introduziram a tese com um resumo de seu significado:

"A análise randômica indica que informações ocultas estão estremeadas no texto do Gênesis, sob a forma de seqüências alfabéticas eqüidistantes. O efeito é significativo em 99,998%. Observou-se, que quando o Livro do Gênesis é escrito como séries bidimensionais, seqüências alfabéticas eqüidistantes formando palavras com sentidos correlatos aparecem freqüentemente em estreita proximidade. Foram desenvolvidas ferramentas quantitativas para mensurar este fenômeno. A análise de randomização mostra que o efeito é significante ao nível de 0.00002"( O Código da Bíblia, p.22 e apêndice 1).

Na experiência inicial - o que seria posteriormente empregado em toda a Torah e outros livros da Bíblia - todas as letras hebraicas que compõe o livro de Gênesis, foram unidas formando um único fluxo, sem nenhum espaço, como originalmente foi escrito. Organizaram todo o texto num quadrado perfeito, havendo tanto nas linhas horizontais como nas verticais, a mesma quantidade de letras, exceto na última linha. Foi nesse quadrado perfeito, que o código começou a ser revelado, primeiramente no livro do Gênesis, depois em toda a Torah, em palavras cruzadas que na tela do computador se apresentam em diferentes cores.

Ao observarem que algumas palavras iniciavam-se em uma extremidade do texto, dando continuidade na outra, resolveram unir essas extremidades formando um cilindro, no qual a primeira linha se une à segunda, a segunda à terceira, e assim continuamente, até alcançar a linha final.Com esse modelo, qualquer palavra que surgisse, poderia ser lida numa única seqüência.

Para confirmarem a não casualidade das revelações que poderiam encontrar codificadas na Bíblia, os pesquisadores submeteram ao teste outras obras, entre elas a versão hebraica de Guerra e Paz, de Tolstoi, que tem a mesma dimensão da Torah. Em todas as experiências realizadas nessas obras, o resultado foi nulo, sem a presença de nenhum código.

A experiência inicial, foi buscar nomes de personagens importantes da história do judaísmo, desde os dias bíblicos até nossos dias. Fizeram uma relação com 32 nomes. Ficaram impressionados com o resultado, pois além do nome de cada um deles, podia-se ver as datas em que nasceram e morreram. Matematicamente falando, as probabilidades de encontrar randomicamente essas informações codificadas, eram de 1 em 10 milhões.

Tomaram então os 32 nomes e as 64 datas, e as misturaram em 10 milhões de combinações diferentes, de modo que 9.999.999 seriam incompatíveis e só um emparelhamento seria correto. Eles então rodaram esse programa no computador, para ver quais dos 10 milhões de exemplos alcançariam melhor resultado, e só os nomes e as datas corretas se uniram na Bíblia.

Harold Gans, um decodificador da Agencia de Segurança Nacional, dos Estados Unidos, ouviu com incredulidade sobre a descoberta dos israelenses, e procurou-os com o intento de desmascarar esse código da Bíblia, que para ele não passava de uma farsa ridícula. Gans preparou seu próprio programa de computador, e ao submeter o livro de Gênesis ao teste, surpreendeu-se ao ver os nomes dos 32 personagens, acompanhados pelas datas de nascimento e morte. Dominado pelo fato curioso, indagou sobre a possibilidade de encontrar junto aos nomes desses personagens, os nomes das cidades em que viveram. O resultado foi fantástico: ali estavam as cidades nomeadas ao lado de cada sábio. Desta maneira, o primeiro a tentar desmascarar o código da Bíblia, acabou comprovando-o.

Rips e seus amigos, submeteram seu ensaio aos mais rigorosos testes que foram aplicados pelos maiores matemáticos do mundo, muitos deles ateus, e todos eles se dobraram diante do fato incomum. Diante de seus olhos, na tela do computador, estava uma prova de a Bíblia foi elaborada por uma inteligência infinitamente superior que a dos homens. Descobriram ser tão complexo o código da Bíblia, que todos os computadores do mundo trabalhando juntos, seriam incapazes de elaborarem algo semelhante.

Rips é religioso, e não teve dúvidas de que ao descobrirem tal código, estavam sendo conduzidos por Deus para alguma revelação especial. O seu próximo passo, depois da experiência com o livro do Gênesis, foi uma busca em toda a Torah. O que poderiam revelar aquelas 304.805 letras, organizadas em seqüência ininterrupta? Teria o código algo a dizer sobre os grandes acontecimentos da história?

Movido por um sentimento de curiosidade e temor, Rips e seus amigos começaram suas buscas , e ficaram surpresos com os resultados precisos e detalhados. Procuraram primeiramente por Holocausto , e o computador, rastreando velozmente todo o texto, letra por letra, começando da primeira até à última, buscando a palavra chave e as demais correlatas, em saltos aritméticos que iam crescendo de números simples até alcançar milhares de letras; Com espanto, viram surgir finalmente, concentradas na tela do computador, uma revelação surpreendente pelos seus detalhes. Ali estavam, diferenciadas pelas cores, as palavras: Hitler, Homem Mau, Nazista Inimigo, Massacre.

Outro rastreamento do texto, revelou formações mais detalhadas sobre o Holocausto. A expressão Nazista, surgiu codificada com as palavras Na Alemanha; As palavras Fornos e Extermínio, apareceram vinculadas ao nome Eichmann - aquele que comandou o grande massacre.

Avançando em suas buscas, descobriram que todos os lideres da Segunda Guerra Mundial, apareciam juntos naquele código: Roosevelt, Churchil, Stalin e Hitler.

Rips e seus amigos, ficaram fascinados ao verem que o código da Bíblia não se calava sobre nenhum dos grandes acontecimentos da história. Napoleão, por exemplo, está codificado junto com França, Waterloo e Elba. A grande Revolução comunista que mudou a face do século XX, está codificada junto à palavra Rússia, e o ano em que triunfou 5678 ( 1917).

Procuraram por Einstein, e viram surgir na tela do computador o seu nome, cruzado por outras palavras e frases: Ciência, Um Novo e Excelente Entendimento, Ele Revolucionou a Realidade Presente, Uma Pessoa Inteligente.

Edison encontra-se codificado com Eletricidade e Lâmpada Elétrica. Grandes artistas e escritores, inventores e cientistas de todos os tempos encontram-se codificados. Beethovem e Bach estão ambos codificados com Compositores Alemães.

Todos os assassinatos que mudaram o curso da história humana, encontram-se codificados: Abraham Lincoln, Mahatma Gandhi, Anuar Sadat, a maioria deles com detalhes que revelam a data e o nome do assassino. Na única vez em que aparece Presidente Kennedy, a palavra seguinte na mesma seqüência do código é morrer. O nome da cidade Dallas, em que seria alvejado encontra-se codificado, junto ao nome do assassino Oswald. O nome do presidente egípcio Anuar Sadat aparece junto com o nome do assassino Chaled baleará Sadat, acompanhado pela data do crime 8 Tishri, e a ocasião do atentado, um desfile militar.

Depois de descobrir uma infinidade de nomes de pessoas, acontecimentos e datas que marcaram a história da humanidade, o Dr. Eliahu Rips e seus amigos começaram a indagar se aquele código da Bíblia, poderia indicar-lhes acontecimentos futuros. Por essa ocasião, final de dezembro de 1990, nações do Ocidente, lideradas pelos Estados Unidos da América, formavam um grande cerco contra o Iraque, devido sua invasão recente ao Kuwait. Rips procurou pelo nome de Sadan, e ficou espantado com o que surgiu na tela de seu computador. Ali estavam, destacadas em cinco cores diferentes, num padrão de palavras cruzadas, o nome de Sadan Hussein, acompanhado por surpreendentes revelações: Inimigo, Ele escolheu um dia, Guerra, Missil, Fogo no Terceiro Dia de Shevat ( 18 de janeiro de 1991).

Diante desta revelação, Rips ficou preocupado, mas ao mesmo tempo eufórico. Pela primeira vez o código revelava um acontecimento vinculado à uma data ainda futura. Foram três semanas de muita expectativa. Ao chegar o dia marcado no código, Rips, como toda a população de Israel achavam-se de sobreaviso para um possível ataque do Iraque. Confirmou-se naquele dia aquela previsão que fora codificada na Bíblia há mais de 3.000 anos, quando caiu sobre Tell Aviv o primeiro de uma série de mísseis scuds lançados sobre Israel. Rips, tomado por um sentimento de reverência, concluiu que Deus, descerrara-lhes o código da Bíblia, com o propósito de provar aos incrédulos a importância das Sagradas Escrituras, e ao mesmo tempo, alertar para grandes acontecimentos que se aproximavam.

O código da Bíblia, cujas revelações já haviam sido confirmadas por vários pesquisadores eruditos de Israel e do mundo, despertou finalmente o interesse de pessoas dentro do governo de Israel. Assim como os reis de Israel no passado, procuravam nas pedras da estola sacerdotal, Urim e Tumim, respostas para os seus temores, os agentes secretos do Mossad, haveriam de recorrer ao código da Bíblia( Ver I Samuel 28: 6).

Rips, dada a importância de sua descoberta, conscientizou-se de que a mesma teria de ser amplamente publicada, para que todo o mundo pudesse conhecer suas revelações, mas não sabia como isso haveria de acontecer. Visitou-o naqueles dias, Michael Drosnin, jornalista e repórter da Washington Post; Depois de ouvir de um amigo sobre a surpreendente descoberta de Rips em relação à guerra do Golf,. Drosnim, que era ateu, fora até ele, mais movido pelo desejo de ridiculá-lo do que verificar o fato. A primeira coisa que o jornalista fez, foi tomar uma Bíblia que estava sobre a mesa, desafiando Rips a mostra-lhe tal profecia sobre o Iraque. Sorrindo, Rips disse-lhe que o código da Bíblia, somente podia ser lido através do computador.

Cheio de incredulidade, Drosnin viu Rips digitar o nome de Sadan no espaço para busca. Surgiu em instantes o impressionante resultado. Rips fez o mesmo teste em Guerra e Paz, e nada apareceu. Drosnin estava pasmado. Aquilo era uma prova de que uma inteligência muito superior à nossa, foi capaz de codificar dentro de um texto tão amplo como a Torah, acontecimentos futuros.

Drosnin, que jamais se interessara pela Bíblia, decidiu investigar em seu computador o código. Rips forneceu-lhe para tanto todos os disquetes com o programa de procura e os textos da Torah e Guerra e Paz. Retornando aos Estados Unidos, Drosnin não pensava em outra coisa, passando longas horas em sua pesquisa. Depois de rever tudo o que já havia sido encontrado, ele começou a fazer suas próprias buscas.

Em maio, de 1994, Drosnin ficou surpreso com o que encontrou. Ele havia lido sobre o cometa Shoemaker - Levi, que segundo a previsão dos astrônomos haveria de chocar-se com Júpiter no dia 16 de julho daquele ano, dois meses depois. Ao procurar por Júpiter , encontrou-o numa seqüência horizontal, e cruzando-o em linha perpendicular, numa representação gráfica da queda do cometa, estava o seu nome completo, acompanhado pela mesma data que fora anunciada pelos astrônomos, o que veio a se cumprir com precisão.

Falando sobre o efeito desta descoberta em sua vida, Drosnin afirmou:

"Esta descoberta foi tão dramática que me fez voltar a acreditar em tudo. Durante aqueles dois anos de investigação, eu estava sempre me perguntando: -Será que isso é mesmo verdade? Teria alguma inteligência não-humana realmente codificado a Bíblia?" Cada manhã eu acordava duvidando de tudo, apesar das provas esmagadoras " ( O Código da Bíblia, p. 35).

Drosni, compreendeu que a ausência de uma única letra na Torah, anularia todo o esquema. O próprio Yoshua, referindo-se à integridade da Lei, que é a Torah, jurou: "Em verdade vos digo que até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da Lei, sem que tudo seja cumprido" (S.Mateus 5: 18). Para que este propósito divino fosse cumprido, os massoretas, os judeus que ao longo dos séculos trabalharam incansavelmente copiando a Bíblia, exerceram um cuidado extremo. Ao fim de cada cópia, contavam todas as letras do texto; Se a soma delas não correspondesse ao original, o livro era lançado ao fogo.

Pouco tempo depois de encontrar no código da Bíblia a surpreendente revelação sobre o cometa Shoemaker - Levi, Drosnin ficou profundamente abalado, quando ao digitar o nome de Ytzhak Rabin, viu surgir na tela, atravessando o seu nome, na única vez em que aparece, em saltos de 4.772 letras, a sentença Assassino que assassinará. Junto à sentença, encontrava-se o ano judaico 5.756, que começaria em finais de 1995. Naquela mesma noite, 1 de Setembro de 1994, Drosnin voou para Israel com o propósito de alertar o primeiro ministro, tentando preveni-lo para que evitasse esse trágico fim.

Chegando a Israel, não conseguindo contato direto com Ytzhak Rabim, fez chegar até ele uma carta, através do poeta Chaim Guri que era amigo íntimo do primeiro ministro. A parte principal de sua carta dizia o seguinte:

"A razão pela qual estou lhe dizendo isso, é que, na única vez em que seu nome completo - Yitzhak Rabim - está codificado na Bíblia, as palavras " Assassino que assassinará" o cruzam. Este fato não deve ser ignorado, pois os assassinatos de Anuar Sadat e de John e Robert Kennedy também estão codificados na Bíblia - no caso de Sadat, com o nome e sobrenome de seu matador, bem como a data e local do crime e como ele se deu. Penso que você corre perigo real; mas esse perigo pode ser evitado" ( Iden. 13).

Rabim não levou a sério a advertência. Um ano depois, em 4 de novembro de 1995, confirmou-se a trágica previsão, no início do ano indicado. Somente então, Drosnin e Rips, descobriram que próximo ao nome de Rabim, encontravam-se codificadas outras informações relacionadas ao crime, incluindo o nome da cidade Tel Aviv e o nome do assassino Amir.

Outra frase codificada no conjunto de palavras e frases ligadas ao assassinato de Rabim, era a seguinte: A partir do dia quinto de Adar todo o seu povo para a guerra. O dia 5 de Adar no calendário judaico, cairia no ano seguinte em 25 de fevereiro. O que poderia acontecer naquela data, capaz de desviar Israel de seus esforços para a paz, levando-o para uma posição de guerra?

Quando chegou o dia 25 de fevereiro de 1996, Israel foi atingido pelo pior ataque terrorista dos últimos três anos. Um jovem palestino, com uma bomba presa ao corpo, explodiu um ônibus em Jerusalém, matando 23 pessoas. Nos nove dias seguintes, duas outras bombas terroristas, elevaram o número de mortos para 61.

Antes destas bombas começarem a explodir no dia previsto, a nação de Israel, sensibilizada com o assassinato de Yitzhak Rabim por um próprio judeu, estava quase que em massa disposta a elegerem como novo primeiro ministro, Shimon Peres, um dos arquitetos da paz com os palestinos. Concorria com ele um oponente da paz chamado Netanyahu, cujas possibilidades de sair vitorioso nas eleições, eram mínimas, até que começaram a ocorrer os atentados. Sua pregação contra aquela paz com os palestinos começou então a ganhar força entre os israelenses, mas uma grande maioria ainda parecia apoiar a paz.

Uma semana antes da histórica eleição de 29 de maio de 1996 em Israel, Drosnin que era favorável à pacificação de Simon Peres, procurou no código da Bíblia pelo seu nome e nada foi revelado com relação à uma possível vitória. Experimentou então Netanyahu, e viu surgir para sua surpresa: Primeiro-ministro Netanyahu, eleito, Bibi. Bibi é o seu apelido em Israel.

Quando se confirmou a vitória de Netanyahu, Drosnin, juntamente com o Dr. Eliahu Rips, fizeram uma minuciosa procura no código da Bíblia, e ficaram surpresos ao verem que o nome do novo primeiro ministro, encaixava-se justamente entre Yitzhak Rabim, seu assassino Amir, logo acima da frase Todo o seu povo para a guerra.

Associadas ao nome de Netanyahu, começaram a descobrir outras formações de frases e palavras: Sua vida será ceifada; Assassinado; Para grande horror; Holocausto atômico.

Rips e Drosnin ficaram apavorados ao verem o nome do novo primeiro ministro associado a todas essas declarações de catástrofe. Aquele código da Bíblia, que os atraíra pouco a pouco, conquistando confiança através de suas curiosas revelações, os encaminhava agora num crescendo, aturdindo-os com sua misteriosa voz. Qual seria a próxima revelação desse código?

Com profundo temor, depois de lerem na tela do computador, associadas ao nome de Netanyahu, as duas espantosas palavras: Holocausto Atômico, eles procuraram descobrir o que revelariam estas mesmas palavras em formações de saltos aritméticos diferentes. Na primeira experiência encontraram: Holocausto Atômico, No fim dos dias. Depois encontraram: Fim dos dias, Pragas, Salvem!. O código da Bíblia revelou-lhes finalmente a mais espantosa de todas as revelações. Drosnin descreve esta descoberta com as seguintes palavras: "Quando abrimos o código em busca da Terceira Guerra Mundial, descobrimos que o ano em que ela poderia começar estava predito num pergaminho de 22 linhas que é a essência da Bíblia.

Tal pergaminho é chamado "Mezuzah".

Contém 170 palavras que, dentre todas as 304.805 letras dos cinco livros originais da Bíblia, Deus ordenou fossem mantidas num rolo de pergaminho em separado e colocado na entrada de cada residência. "Em 5760 " e "Em 5766", os anos 2000 e 2006, estão codificados naquelas 170 palavras. "Guerra Mundial" na única vez em que está codificada em toda a Bíblia, aparece no mesmo trecho, e cruza um dos versículos sagrados. "Holocausto Atômico" na única vez em que está codificado na Bíblia, também aparece junto com os dois mesmos anos nos mesmos versículos do pergaminho...E no local em que os anos 2000 e 2006 estão codificados, o texto oculto do pergaminho sagrado alerta-nos sobre a guerra: Bombardearão seu pais, terror, devastação, está sendo lançada"(O Código da Bíblia, 123,124).

O pergaminho sagrado conhecido como "Mezuzah", que em suas 170 palavras hebraicas contém codificadas tão sérias predições, consiste no texto de Deuteronômio 6: 4 - 9 que diz:

"Ouve, Israel: o Senhor teu Deus é o Único Senhor. Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma, e de toda a tua força. Estas palavras que hoje te ordeno estarão no teu coração. Tu as inculcarás a teus filhos, e delas falarás assentado em tua casa, andando pelo caminho, deitando-te e levantando-te. Também as atarás na tua mão por sinal, e te serão por faixa entre os teus olhos. E as escreverás nos umbrais da casa, e nas portas".

Drosnin continua: "Não poderia ser por mero acaso que os anos mais claramente codificados junto com "Guerra Mundial" estivessem ambos, ocultos nas 170 palavras que foram preservadas num rolo de pergaminho em separado durante três mil anos, e ainda hoje são presos ao umbral da porta de quase todos os lares em Israel. Se uma simples letra estiver faltando, um Mezuzah não pode ser utilizado. "Alguém" queria ter absoluta certeza de que, não importa o que pudesse acontecer ao restante da Bíblia, essas 170 palavras, esse rolo de pergaminho seria preservado, tal como originalmente escrito, com seu código intácto" (O Código da Bíblia, 124).

Para enfatizar a seriedade das advertências reveladas no texto da Mezuzah, Drosnin conclui:

"E aquele antigo código, que agora predizia que a Terceira Guerra Mundial poderia começar dentro de uma década, também predissera que a Segunda Guerra Mundial começaria " em 5700 " - no nosso calendário moderno, 1939 /1940...Armagedon nos anos 2000 - 2006 era o alerta codificado nos mesmos versículos sagrados da Bíblia, o código cuidadosamente preservado no Mezuzah" ( O Código da Bíblia,124).

Drosnin, sempre indagou o porque ele, um ateu, fora envolvido nessa questão tão séria. Poucos dias após a morte de Rabim, ele fizera esta pergunta para o Dr. Eliahu Rips, que respondeu-lhe: - É justamente por isso que você está envolvido nisso. Você pode contar ao mundo moderno sobre o código da Bíblia.

Sentindo ser esta a sua missão, Michael Drosnin, que já trabalhou no Washington Post e no Wall Street Journal; autor de Citizen Hughs, livro que esteve na lista de best-sellers do New York Times, escreveu o seu novo livro, O Código da Bíblia, onde revela a impressionante história de sua descoberta, as pesquisas que foram feitas, bem como suas comprovações.

Desde o seu lançamento nos Estados Unidos em 1997, O Código da Bíblia tem sido um best-seller absoluto, e tem se mantido no alto da lista dos livros mais vendidos em todos os países onde já foi publicado, entre os quais, Inglaterra, Alemanha, França, Itália, África do Sul, Austrália, Japão, Portugal, Espanha, Holanda, Brasil, etc.


Sing and rejoice, O daughter of Zion: for, lo, I come,
and I will dwell in the midst of thee, saith YHWH
(Zech 2:10)



Therefore the Lord himself shall give you a sign; Behold, a virgin shall
conceive, and bear a son, and shall call his name Immanuel
(Is 7:14),
which being interpreted is, God with us
(Matt 1:23)


For unto us a child is born, unto us a son is given: and the government shall
be upon his shoulder: and his name shall be called Wonderful, Counsellor,
The mighty God, The everlasting Father, The Prince of Peace
(Is 9:6)

His name shall be called Wonderful, Counsellor, The mighty God,
The everlasting Father, The Prince of Peace
("ragil") and
twentysix ("millui") is 1838 in gematria

YHWH ("ragil") and Yah, God ("millui") is 26 in gematria



The sceptre shall not depart from Judah, nor a lawgiver
from between his feet, until
Shiloh come; and unto
him shall the gathering of the people be
(1 Mos 49:10)


Shiloh come and Messiah is 358 in gematria.


But thou, Bethlehem Ephratah, though thou be little among the thousands
of Judah, yet out of thee shall he come forth unto me that is to be ruler in
Israel; whose goings forth have been from of old, from everlasting
(Mic 5:2)


Yeshua the Messiah of the tribe of Judah and
born in Betlehem ("mispar gadol") is 1142 in gematria

Pesquisado por Robespierre Cunha


Midrash Bamidbar

 

 

O livro de Bamidbar inicia com: "E Elohim falou com Moshê no deserto do Sinai, no Tabernáculo, no primeiro dia do segundo mês [Iyar], no segundo ano após terem saído da terra do Egito."

Elohim falou com Moshê centenas de vezes, e geralmente a Torá não especifica a data. Por quê, então, o faz aqui?

Sr. XY, famoso milionário, conhecido por possuir diversos arranha-céus, grandes parcelas de ações em firmas de grande porte, além de fazendas e ranchos, não conseguia encontrar satisfação em sua vida pessoal. Ele acabara de divorciar-se da segunda esposa, filha de um rico magnata do petróleo, que amargurara sua vida com incessantes reclamações. Divorciara-se da primeira esposa anos antes, pois ela lhe fora infiel. Raramente falava destes casamentos, e quando indagado por repórteres curiosos, recusava-se a divulgar detalhes. Guardava em segredo as datas de seu casamento e divórcio, e ao pedirem-lhe para mostrar os contratos de casamento, negava possuir tais documentos.

Anos depois, os amigos sugeriram-lhe um partido que, apesar de não usual para um homem em sua posição, sem sombra de dúvidas provaria ser bem sucedido. A moça em questão era pobre, mas de nobre estirpe e caráter refinado.

Após investigar e comprovar que tudo o que fora dito a respeito da jovem era verdade, exclamou: "Desta vez encontrei minha verdadeira esposa e alma gêmea! Anunciarei publicamente a data do casamento, e certamente lhe darei um contrato nupcial!"

Depois de criar a humanidade, Elohim, por assim dizer, desapontou-Se com uma geração após a outra. A geração do Dilúvio rebelou-se contra Ele, assim como a geração da Torre de Bavel. Por isso, a Torá atenua a ascensão e queda destas e de gerações que lhes sucederam, sem revelar as datas exatas de seu surgimento ou desaparecimento no decurso da história. Da mesma forma, a Torá não registra quando tiveram lugar as destruições da geração da Torre de Bavel ou de Sodoma, tampouco quando ocorreram as Dez Pragas e o afogamento dos egípcios.

Em relação aos judeus, contudo, Elohim exclamou: "São diferentes das gerações anteriores; são filhos de Avraham, Yitschac e Yaacov! Sei que serão fiéis a Mim!"

Portanto, disse a Moshê: "Registre na Torá o dia, mês, ano e localidade exatas de quando os elevei à grandeza."

A Torá (Bamidbar 1:1) especifica a data e locais precisos de quando Elohim dirigiu-se a Moshê, da mesma forma que esses detalhes estão registrados num contrato matrimonial.

Por que Elohim revelou a Torá no deserto

O livro de Bamidbar e por conseguinte esta parashá iniciam-se com as palavras: "Bemidbar Sinai - no deserto de Sinai". Isto vem nos indicar que Elohim escolheu propositadamente um deserto para outorgar-nos a Torá.

Há diversas razões pelas quais Elohim preferiu o deserto à terra habitada. Dentre essas:

• Se a Torá tivesse sido outorgada na Terra de Israel, seus habitantes teriam reivindicado uma relação especial com a Torá. Elohim falou num local onde todos podem Ter livre acesso. Isto nos ensina que cada um possui uma porção na Torá igual a de todos os seus semelhantes.

• Revelando a Torá no deserto, Elohim nos ensina que a fim de tornar-se grande no estudo da Torá, a pessoa deve fazer-se semelhante ao deserto - ou seja, sem dono ou proprietário.

Estas palavras implicam:

1. Como o deserto é de livre acesso e trânsito para todos, da mesma forma um judeu deve ser humilde.

Humildade é a percepção da pequenez da pessoa. É uma virtude necessária para obter sucesso no estudo da Torá, e para uma vida feliz neste mundo.

Vantagens da humildade em relação à Torá:

• Para progredir em Torá, deve-se procurar a companhia dos estudiosos, que são mais sábios, e aprender deles. Uma pessoa arrogante não aceita conselho e orientação de outros.

• Alguém que está convencido de sua própria superioridade não se empenhará em cumprir as mitsvot que não considera importantes, nem investir muitos esforços em preencher os detalhes requeridos por outras.

• Elohim gosta das pessoas humildes, pois constantemente revisam seus atos, a fim de corrigir seus erros. Uma pessoa arguta, no entanto, não é aberta à críticas, nem tem senso de autocrítica. Por isso, está longe de fazer teshuvá.

Benefícios gerais da humildade:

• Uma pessoa humilde aproveita a vida, a despeito das circunstâncias materiais; enquanto uma pessoa arrogante não está satisfeita com seu quinhão. O presunçoso está convencido de que Elohim e seus semelhantes lhe devem por seus talentos, contribuições ou méritos. Ele não é suficientemente recompensado com reconhecimento ou dinheiro; sofre de descontentamento e frustração.

• Se o infortúnio atinge uma pessoa arrogante, ela se ressente demais. Uma pessoa humilde, por outro lado, consegue superar os problemas, inconveniências e situações desagradáveis da vida.

• Uma pessoa humilde faz amigos; uma pessoa que se sente o centro do universo, não. Ela não pode perdoar aqueles que a insultam, ou não a tratam com deferência e como resultado, dificulta sua aproximação e relacionamento com outras.

2. "Parecendo-se com o deserto" também implica que um judeu deve estar pronto a sacrificar conforto material em prol da Torá. O conceito de "deserto" sugere o oposto à civilização, com seus luxos e confortos materiais. Um judeu pode esperar progredir no estudo da Torá e cumprimento das mitsvot somente se estiver preparado para fazer algum sacrifícios em assuntos terrenos.

Na maioria das vezes, é impossível atingir a perfeição em todas as áreas. Por exemplo, é difícil um homem ser tremendamente bem sucedido nos negócios, e, ao mesmo tempo, altamente criativo nos estudos diários da Torá; uma família pode se ver obrigada a escolher entre o tipo de férias que quer, ou uma cara educação em yeshivot para seus filhos, e assim por diante.

3. Outra característica do deserto é sua vastidão vazia. Da mesma forma, o intelecto do homem deve parecer como a imensidão vazia do deserto, livre de elementos estranhos, antes que os pensamentos da Torá possam lá deitar raízes.

Um rei conquistou um novo país e anexou-o a seu reino. Desejava que seus habitantes submetessem-se a seu código de leis, e por isso anunciou que visitaria uma das cidades, a fim de ser reconhecido como novo regente.

Contudo, quando a carruagem real chegou, não foi recebida pela tão esperada multidão. O rei viajou através de ruas totalmente desertas, onde não se via viva alma.

Esta cidade era habitada por prósperos mercadores. Alguns temiam que o novo legislador aumentasse os impostos, outros estavam envolvidos em negócios escusos e temiam que o rei acabasse com as fraudes, ou, pior, punisse-os. O rei percebeu que a população desta cidade não queria reconhecer sua autoridade. Assim sendo, proclamou que visitaria outra cidade no dia seguinte.

O bizarro espetáculo do primeiro dia repetiu-se, não havia ninguém à vista para saudá-lo.

O rei então notou que os prósperos cidadãos do recém-conquistado território não se submeteriam à sua autoridade de boa vontade. Ele deveria aliciar seguidores entre os menos afortunados. Percorreu então as cercanias de cidades que haviam sido devastadas, cujos habitantes perderam as posses e fortunas.

Quando os destituídos ouviram acerca da iminente chegada do rei, rejubilaram-se. Um regente significava esperança para o futuro. Investiria recursos para reconstruir seus lares e fazendas devastados; e os empregaria a seus serviços. Não tinham dinheiro que o rei pudesse confiscar, nem negócios que desaprovaria. Assim, no dia seguinte, uma multidão ruidosa saudou o rei.

Elohim considerou as montanhas como possível local para dar a Torá, mas estas "saltaram como cordeiros" (Tehilim 114:4). Fugiram, pois sabiam que não eram merecedoras de participar de tal Revelação, uma vez que estátuas de ídolos foram colocadas em seu topo.

Finalmente, a Shechiná aproximou-se do deserto, e este não se retirou. Poderia receber o Todo-Poderoso sem medo ou vergonha, pois estava totalmente desnudo, imaculado de qualquer mancha de idolatria.

Desta forma, Elohim escolheu o deserto para a outorga da Torá.

Assim também, a pessoa pode adquirir a sabedoria da Torá somente se preparar seu intelecto para recebê-la. Deve eliminar qualquer pensamentos, idéias ou desejos que são antítese da Torá; deve transformar sua mente em deserto. Então a Shechiná poderá entrar.

Elohim ordena a Moshê que faça a contagem do povo judeu

O Tabernáculo foi consagrado por oito dias. O última dia da consagração foi o primeiro dia de Nissan do ano 2449.

Exatamente um mês mais tarde, Elohim ordenou a Moshê: "Conte os homens dos filhos de Israel entre vinte e sessenta anos de idade e anote o total de cada tribo."

"Cada judeu que for contado deve provar a qual tribo pertence. Uma vez que a tarefa de registrar centenas de milhares de pessoas é gigantesca, seu irmão Aharon o ajudará."

Aharon não havia sido ordenado a participar do último censo, logo após o pecado do bezerro de ouro, para evitar que as pessoas comentassem: "Primeiro, ele faz um bezerro de ouro, e agora conta quantos sobreviveram à praga que se seguiu."

Elohim continuou: "Os líderes das tribos também ajudarão na contagem."

Como foi cumprida a ordem de Elohim

Moshê reuniu imediatamente os doze líderes das tribos. Disse a eles: "Elohim ordenou-lhes que me ajudassem na contagem do povo. Vamos convocar uma assembléia e comunicar a todos a ordem de Elohim!"

Todos os judeus se reuniram. Moshê lhes disse: "Todos os homens acima de vinte anos devem se perfilar em frente a mim, Aharon, e os líderes das tribos. Cada homem deverá trazer consigo uma moeda de meio-shekel e os documentos para provar a qual tribo seu pai pertence."

"A contagem começará com a tribo de Reuven."

Por que Moshê ordenou que cada judeu doasse uma moeda? É proibido contar diretamente pessoas; ao invés disso, contariam moedas, pois a bênção Divina não paira sobre algo que foi contado ou medido.

Naquele mesmo dia o censo começou.

Isto demonstra a grande ansiedade e felicidade com as quais os líderes cumprem uma mitsvá. Geralmente, quando um censo está para se realizar, os oficiais envolvidos encontram-se primeiro, para discutir e organizar a empreitada. Certamente seria justificável que levassem um bom tempo para planejar uma tarefa tão elaborada. Moshê, Aharon e os líderes, em seu zelo por obedecer a Elohim, dispensaram os preparativos e, com coordenada eficiência, começaram o censo naquele mesmo dia.

O primeiro a ser contado entregou sua moeda e disse, por exemplo: "Meu nome é Shemayá filho de Yoel."

"Prove que seu pai é da tribo Reuven," disseram-lhe. Shemayá mostrou-lhes uma cópia de sua árvore genealógica. Trouxe também duas testemunhas para provar que era filho de Yoel da tribo Reuven.

Todavia, levou vários dias para completar o censo de uma população tão numerosa.

O nome e ascendência de cada judeu com idade entre vinte e sessenta anos foram registradas. A população de cada Tribo foi computada, e o número total do povo determinado: 603.550 homens com idade entre vinte e sessenta anos.

A santidade da nação judaica

Quando Elohim deu a Torá ao povo judeu, as outras nações do mundo ficaram com inveja. "Por que eles merecem receber a Torá mais do que nós?" - reclamaram.

Elohim respondeu: "Os judeus têm um grande mérito. Suas mulheres desposam apenas homens judeus, mesmo durante o tempo em que viveram entre os egípcios. Cada marido judeu permanecia fiel à sua mulher, e cada mulher ao seu marido."

Para mostrar a todas as nações a grandeza do povo judeu, Elohim, em voz alta e ressonante, ordenou a Moshê: "Conte os judeus e estabeleça a tribo de cada um!" Todas as nações do mundo ouviram a ordem. Entenderam, então, a grandeza do povo judeu.

Os israelitas são contados pela quarta vez

Esta era a quarta vez que os judeus eram contados.

1. Inicialmente, a Torá registra que os membros da família de Yaacov que desceram ao Egito era de setenta.

2. A Torá declara que seiscentos mil homens deixaram o Egito.

Essas cifras indicam que o povo judeu multiplicou-se de maneira milagrosa no Egito. Devido à Providência Especial de Elohim, o pequeno clã de Yaacov, a despeito de planos inimigos para exterminá-lo, tornou-se miraculosamente uma nação que compreendia milhões de almas.

3. Após o pecado do bezerro de ouro, a onze de Tishrei de 2448, os israelitas foram contados pela terceira vez.

O censo foi tomado como um sinal do amor nutrido por Elohim e Sua preocupação com os judeus - mesmo após o pecado.

4. Agora, o primeiro de Iyar de 2449, quase sete meses após o último censo, o povo foi contado novamente.

Não houve mudanças desde a última contagem. Por que Elohim ordenou o censo?

Os objetivos desta contagem

Elohim ordenou este censo por diversas razões.

Eis aqui algumas:

1 - O objetivo principal desta contagem era apurar os ancestrais de cada indivíduo, determinando assim sua tribo. Mais adiante, nesta parashá, o povo judeu será ordenado a formar grupos (de acordo com suas tribos). Estes grupos acampariam e viajariam numa determinada ordem sob estandartes. Portanto, era necessário determinar a qual tribo cada judeu pertencia.

2 - O povo logo adentraria a Terra Santa. Elohim ordenou esta contagem para descobrir quantos homens serviriam no exército e poderiam ajudar na conquista do país.

3 - Quando o Tabernáculo foi consagrado, a Presença de Elohim desceu do céu para repousar na terra. Um rei conta seu exército no dia em que é coroado para saber quantos soldados tem. Da mesma forma, Elohim pediu a Moshê para descobrir o número de judeus no qual Sua Shechiná (Presença Divina) poderia repousar.

Elohim diz: "Sempre que o total do povo judeu é mencionado, fico contente, pois representa o número de soldados em Meu exército, que cumprem Minha Vontade no mundo."

À noite, o homem de negócios voltou exausto para casa. Havia sido um dia caótico e exaustivo - telefonemas, memorandos, pedidos, enviar mercadorias. Ele queria apenas ter um bom jantar e cair na cama. Não obstante, primeiro dedicou tempo para fazer algo em especial. Apesar de tomar tempo e exigir concentração, proporcionava-lhe muito prazer. Tirou de sua maleta os cheques e boletos bancários que juntou durante o dia, contando-os diversas vezes. Esquecendo-se de seu cansaço, encheu-se de satisfação e prazer.

A pessoa investe tempo e esforço para inspecionar e contar objetos que lhe são preciosos. Quanto mais valioso o item, mais cuidadosamente ele o verificará.

O Todo-Poderoso conta o povo judeu freqüentemente, demonstrando que a Seus próprios olhos cada indivíduo é essencial. Portanto, a Torá detalha extensamente os números do povo judeu. Apenas na parashá de Bamidbar há quatro listagens diferentes do número de judeus.

Outra razão pela qual Elohim queria que os judeus fossem contados

Imagine que você está entre as pessoas que são contadas no deserto. Ficaria perante Moshê, Aharon e os líderes das tribos. Qual a sensação? Não é uma experiência emocionante? Você está face a face com os líderes de Torá da nação judaica.

À aproximação de cada um, Moshê - o grande profeta de Elohim - e Aharon - o sagrado Sumo Sacerdote - escutavam o nome da pessoa, olhavam-na, e silenciosamente a abençoavam.

Desta maneira, cada judeu ganhava o mérito de ser abençoado pelos homens mais notáveis da nação. Cada pessoa sentia quão importante era aos olhos de Elohim.

Elohim deseja que percebamos como cada pessoa merece Sua consideração e apreço.

Bamidbar é denominado o Livro de Números

O Livro de Bamidbar também é chamado de "Livro de Números". Contém um censo detalhado nesta parashá, e outro na parashá de Pinechas. O título, "Livro de Números", assinala novamente a importância que Elohim dá a contagem do povo judeu, pois esse ato é realmente uma expressão de Seu amor por eles.

Qual o resultado da contagem?

Demorou um longo tempo até que Moshê, Aharon e os líderes das tribos recebessem e contassem as moedas. Quando todas foram contadas, Moshê obteve estes resultados:

Tribo

Número de homens

Reuven

46.500

Shimon

59.300

Gad

45.650

Yehudá

74.600

Yissachar

54.400

Zevulun

57.400

Efrayim

40.500

Menashê

32.200

Binyamin

35.400

Dan

62.700

Asher

41.500

Naftali

53.400

Total

603.550

Foram contados 603.550 homens acima de vinte anos no mês de Iyar de 2449.

Na relação acima, há uma tribo faltando, a tribo de Levi. Foi contada separadamente, como explicaremos adiante.

A Torá prossegue, contando-nos como as tribos acamparam no deserto.

Os três acampamentos no deserto

Havia três campos separados no deserto:

1 - O Campo da Divina Presença (Machanê Shechiná)

Este era o nome dado à área do Tabernáculo. Os outros dois circundavam este acampamento.

2 - O acampamento dos Levitas (Machanê Leviya)

Os levitas acampavam ao redor de todos os lados do Tabernáculo. A cada uma das famílias levitas era designado um local fixo. As famílias de Moshê e Aharon foram honradas e acampavam à entrada do Tabernáculo. Eram como guardas postados à entrada do palácio do rei. Sendo que Elohim havia ordenado: "Vocês devem guardar o Tabernáculo," os cohanim e os leviyim tinham de montar guarda em alguns locais à volta do Tabernáculo, mesmo durante a noite.

Naturalmente, Elohim não precisa de guardas para vigiar Seu local sagrado. Ele sozinho pode protegê-lo melhor que qualquer guarda humano jamais poderia. Mesmo assim, Ele ordenou que os levitas vigiassem o Tabernáculo. Como um rei humano tem seu palácio rodeado de guardas, para prestar-lhe honras, Elohim deu aos judeus outra oportunidade de honrá-Lo e a Seu Tabernáculo.

3 - O acampamento dos Israelitas (Machanê Yisrael)

Este acampamento rodeava o acampamento Levita. Como explicaremos na próxima seção, três tribos acampavam em cada um dos quatro lados.

Como foi organizado o acampamento dos Israelitas

No mesmo dia em que Elohim ordenou a Moshê que contasse o povo judeu, disse-lhe também: "Quero que organize o acampamento exterior. Divida as tribos em quatro grupos conforme minhas instruções. Cada grupo acampará num lado diferente do Tabernáculo, sob sua própria bandeira. Uma tribo de cada grupo será a líder."

Eis como Elohim disse a Moshê para dividir os quatro grupos:

1 - O primeiro grupo foi denominado "Dêguel Machanê Yehudá". Acampou no lado leste. A tribo de Yehudá seria a tribo líder desta porção.

Neste grupo também estariam Yissachar e Zevulun.

2 - O segundo grupo foi denominado "Dêguel Machanê Reuven." Acampou no lado sul. A tribo Reuven seria a tribo líder daquele lado.

Neste grupo também estariam: Shimon e Gad.

3 - O terceiro grupo foi chamado de "Dêguel Machanê Efrayim." Acampou no lado oeste. A tribo Efrayim seria a tribo liderante.

Neste grupo também estariam: Menashê e Binyamin.

4 - O quarto grupo foi nomeado "Dêguel Machanê Dan." Acampou do lado norte. A tribo Dan seria a tribo a liderar aquele lado.

Neste grupo também estariam: Asher e Naftali.

Quem organizou os quatro grupos nesta ordem especial?

Quando Moshê ouviu de Elohim que cada tribo tinha um determinado território, dentro de certas fronteiras, pensou: "Agora tenho de discutir com os reclamantes de todas as tribos. Homens da tribo de Reuven me dirão: 'Preferiríamos acampar ao norte [do Tabernáculo]', e homens da tribo de Dan reivindicarão o sul. Preciso estar preparado para uma série de discussões."

"Seus temores são infundados, Moshê," tranqüilizou-o Elohim. "Os judeus sabem onde devem acampar. Seus antepassados lhes transmitiram as últimas palavras de Yaacov, de que ocupariam as mesmas posições que os filhos de Yaacov ocuparam ao carregarem o caixão de seu pai."

Quando nosso Patriarca Yaacov estava para morrer, disse aos filhos: "Estas são minhas instruções exatas de como vocês devem carregar meu caixão. Nenhum estranho deve tocá-lo. Yehudá, Yissachar e Zevulun devem carregá-lo do lado leste. Reuven, Shimon e Gad pelo lado sul; Efrayim, Menashê e Binyamin pelo oeste; e Dan, Asher e Naftali pelo lado norte. Yossef, entretanto, não deve carregá-lo. Ele é um rei, e não é honroso para um rei carregar um féretro."

"Levi também não deve carregá-lo. Seus descendentes um dia servirão no Tabernáculo e carregarão a arca de Elohim. Não seria apropriado para alguém cuja tribo carregará a arca do Elohim Vivo, carregar o esquife de um ser humano."

Elohim aprovou o arranjo de Yaacov. Não o alterou. Mas agora, nenhuma tribo poderia protestar pela posição recebida; todas as tribos sabiam que tinha sido organizada desta maneira por Yaacov.

Como cada tribo podia saber os limites de seu acampamento?

Uma maravilhosa rocha que vertia água acompanhou o povo judeu no deserto. Era conhecida como "Poço de Miriam", porque fazia brotar água pelo mérito da justa Miriam, irmã de Moshê.

Sempre que o povo judeu se preparava para acampar, os doze líderes das tribos ficavam de pé e cantavam um louvor a Elohim. Isso fazia com que a água da rocha jorrasse, formando regatos. Um riacho cercava o "Acampamento da Shechiná," assim todos poderiam saber os limites do acampamento. Outro regato marcava os limites do "Acampamento dos Levitas", e um terceiro, o "Acampamento dos Israelitas." Riachos menores originavam-se destas correntes principais e assinalavam as fronteiras entre cada tribo e mesmo entre uma família e outra.

A água do Poço de Miriam fazia com que grama e árvores crescessem às margens do rio. As árvores davam frutos deliciosos, que tinham o sabor do Mundo Vindouro.

As bandeiras dos quatro grupos

Elohim instruiu Moshê: Cada um dos grupos deve ter sua própria bandeira. O povo deve marchar sob este estandarte. Cada bandeira tinha três cores, representando as três tribos. Cada cor correspondia à cor da pedra preciosa daquela tribo no peitoral do Sumo Sacerdote.

1 - A bandeira do grupo de Yehudá

Esta bandeira tinha três listras; uma azul, representando a tribo de Yehudá; preta, representando a tribo de Yissachar, e uma branca, representando a tribo de Zevulun.

Na bandeira estavam bordados os nomes Yehudá, Yissachar e Zevulun. Também possuía o seguinte versículo: "Levanta, ó Elohim, para que Teus inimigos sejam dispersados e os que Te odeiam fujam de Ti."

A bandeira de Yehudá era a primeira a marchar; portanto, fazia sentido ter uma oração pedindo a Elohim que protegesse o povo judeu de seus inimigos.

Esta bandeira tinha a pintura de um leão, porque a tribo líder, Yehudá, era comparada a este animal.

2 - A bandeira do grupo de Reuven

Esta bandeira era também em três cores: vermelho para Reuven, verde para Shimon e uma mistura de branco e preto para Gad. Trazia os nomes destas três tribos. No centro possuía o seguinte versículo bordado: "Ouve, ó Israel, Elohim é nosso Elohim, Elohim é um."

Por que foi escolhido este versículo?

Antes que Yaacov morresse, perguntou a todos os filhos se acreditavam em Elohim. Eles responderam com este versículo. Reuven era o mais velho dos filhos e certamente o primeiro dentre eles a falar, então era apropriado que estas palavras se tornassem o lema da tribo de Reuven. Na bandeira havia um desenho de flores violetas chamadas dudaim (mandrágoras ou jasmim).

No livro de Bereshit, na parashá de Vayetsê, a Torá nos relata como o pequeno Reuven, trouxe estas flores para sua mãe. Tomou cuidado de colher somente aquilo que não pertencia a ninguém, para não incorrer no pecado de roubo. Assim como Reuven se afastou do furto, sua tribo agia da mesma maneira.

3 - A bandeira do grupo de Efrayim

As cores deste estandarte eram: preto, tanto para Efrayim como para Menashê; para Binyamin, uma mistura das cores de todas as bandeiras. Os nomes Efrayim, Menashê e Binyamin estavam na bandeira. Tinha o seguinte versículo bordado: "A nuvem de Elohim pairava sobre os israelitas quando eles viajavam durante o dia."

Como a nuvem da Shechiná pairava sempre a oeste, o grupo que acampava a oeste recebia um versículo relacionado à nuvem de Elohim.

Sobre esta bandeira havia uma pintura de um menino, porque Elohim chama a tribo de Efrayim de "um menino amado por Elohim."

4 - A bandeira do grupo de Dan

As três cores desta bandeira eram: roxo para Naftali, a cor da safira para Dan, e pérola para Asher. Os nomes Dan, Naftali e Asher estavam bordados na bandeira. Havia também este versículo bordado: "Quando a arca repousava, Moshê proclamava: 'Volta, Elohim, e repousa entre os milhares e milhares de Israel!'"

O desenho na bandeira era o de uma serpente, porque nosso Patriarca Yaacov comparou Dan a uma cobra.

O significado dos estandartes

Os estandartes que principiavam e lideravam os vários acampamentos no deserto, possuíam profundo significado espiritual, e não devem ser confundidos com os atuais brasões familiares, ou estandartes nacionais.

De fato, as nações do mundo copiaram dos judeus a idéia de uma bandeira nacional; contudo, os estandartes foram projetados e expostos inteiramente por orientação Celestial.

Os judeus viram profeticamente os estandartes na Outorga da Torá. Perceberam a Shechiná descendo sobre o Monte Sinai acompanhada de 22.000 carruagens de anjos próximos à Shechiná, e vasto número de carruagens adicionais que a rodeavam.

Os anjos estavam agrupados ao redor da Shechiná como se fossem quatro divisões portando quatro diferentes estandartes:

• À direita (sul), estava a divisão do anjo Michael.

• À esquerda (norte), estava a divisão do anjo Uriel.

• À frente (leste), estava a divisão do anjo Gavriel.

• À retaguarda (oeste), estava a divisão do anjo Rafael.

Os estandartes Celestiais de fogo foram percebidos pelos judeus em vários matizes de cores.

A inspiradora visão dos exércitos celestiais fizeram os israelitas exclamar: "Se ao menos estivéssemos organizados sob estandartes, com a Shechiná em nosso meio, exatamente como os anjos!..."

Por que desejaram estandartes?

Ansiavam sentir a santidade especial de posicionarem-se como o exército Celeste, que beneficiava-se de um nível mais elevado de ligação com o Todo-Poderoso.

Elohim informou então a Moshê que Ele concederia ao povo judeu seu pedido pelos estandartes.

Porém foi apenas trinta dias depois do Tabernáculo ter sido erguido (e a Shechiná, que partira após o pecado do bezerro de ouro) que Elohim considerou os judeus merecedores de atingirem esse nível superior de santidade.

Elohim ordenou a Moshê: "Os judeus devem acampar sob quatro estandartes líderes."

Como as quatro divisões levantavam acampamento e seguiam jornada

Quando as Tribos levantavam acampamento e seguiam jornada, entravam em formação de acordo com as especificações de Elohim.

O Todo-Poderoso instruiu Moshê: "Ao iniciar cada jornada, a divisão sob o estandarte de Yehudá deve avançar para frente, e viajar à testa. Deve ser seguida pelas famílias levitas de Guershon e Merari. A próxima divisão a marchar é a de Reuven seguida pela família levita de Kehat. Então deverá avançar a divisão de Efrayim, e finalmente a de Dan."

A ordem em que viajavam foi determinada de acordo com um profundo plano Divino.

Yehudá ia na frente. E o grupo de Dan marchava por último. Por que? Quando Yaacov, nosso Patriarca, abençoou Yehudá, comparou-o a um leão. E quando Moshê deu-lhe sua última bênção, também comparou a tribo Dan a um leão. Por causa de sua grande força como "leões", estas duas tribos foram escolhidas para estarem à frente e atrás do povo judeu durante as viagens.

A tribo de Dan, que era uma tribo numerosa, além de rechaçar os inimigos que atacavam pela retaguarda, recuperavam artigos perdidos por outras tribos.

A grandeza dos estandartes

Quando os israelitas tomavam suas respectivas posições sob os estandartes, a Shechiná descia das bandeiras celestiais para pairar sobre os judeus. Eram, desta forma, elevados a novos píncaros de santidade, como o exército de Elohim na Terra.

As nações gentias que viam os judeus descansarem sob os estandartes eram tomadas de temor e reverência. Conseguiam reconhecer a santidade de um povo que vivia como uma unidade organizada para servir o Todo-Poderoso. Sentindo que os judeus na Terra pareciam-se com anjos Celestiais, exclamavam admirados: "Que nação é esta que se parece com a aurora, bela como a lua, clara como o sol, e que inspira temor sob seu estandarte?!"

A memória dos estandartes jamais foi esquecida por nosso povo.

Por milhares de anos depois de haverem tido os estandartes, sempre que um judeu era perigosamente tentado a comprometer sua fé a fim de granjear fama e fortuna, replicaria às persuasões dos gentios: "O que podem oferecer que se possa comparar à grandeza que uma vez experimentamos? No deserto, estávamos sob os estandartes, como o Acampamento de Elohim na Terra. Suas promessas são míseras e insignificantes, comparadas às do Todo-Poderoso."

Assim, a lembrança da glória dos estandartes auxiliou os judeus no exílio a permanecerem fiéis e leais à Torá.

Elohim ordena a Moshê para contar a tribo Levi

Até agora a tribo de Levi não fora contada com as outras tribos. Então, Elohim ordena a Moshê: "Conte a tribo Levi e confira a árvore genealógica de cada família deste grupo."

Por que a tribo Levi não foi contada junto aos outros grupos?

Esta é uma das razões:

Elohim disse a Moshê: "Os levitas, Meus servos no Tabernáculo, são tão sagrados que seus filhos serão contados desde a idade de um mês."

Todas as outras tribos do povo judeu eram contadas a partir da idade de vinte anos. Apenas os levitas eram já contados ainda bebês. Por isso, Elohim ordenou que sua contagem fosse feita separadamente.

Elohim ajuda Moshê a contar os levitas

Quando Elohim disse a Moshê: "Conte os bebês do sexo masculino dos levitas a partir da idade de um mês." Moshê replicou: "Como posso fazer isso? Devo entrar em cada tenda das famílias levitas e contar os bebês? Isso não seria uma coisa muito correta de se fazer."

"Não se preocupe," Elohim assegurou a Moshê. "Eu o ajudarei. Faça tua parte na mitsvá, e Eu farei a Minha. Fique simplesmente parado à soleira da tenda de um levita, e Eu revelar-te-Ei quantos de seus ocupantes devem ser incluídos no censo."

Moshê começou a contar. Bateu à porta da primeira tenda levita. Porém, antes que pudesse entrar, ouviu uma voz Celestial que anunciava: "Há cinco meninos nesta tenda!" Moshê anotou e continuou até a próxima tenda. Ao chegar à sua entrada, a voz Celestial proclamou: "Há oito meninos nesta tenda!" Desta maneira, a voz dos Céus ajudou Moshê até que terminasse a contagem.

Por que os levitas eram contados a partir de um mês de idade?

Apesar de, em nenhuma das outras tribos nenhum homem com idade inferior a vinte anos ter sido contado no censo, os levitas eram exceção. Elohim disse a Moshê que contasse os varões levitas a partir da idade de um mês. (Antes de um mês de idade a vida de um recém-nascido é incerta).

Por que os bebês dos levitas eram contados, apesar de serem jovens demais para realizarem qualquer tipo de serviço? (Um levi só pode servir a partir dos trinta anos.)

Sabendo que até mesmo seus filhos eram contados no censo, os pais tomariam cuidados especiais para educar os filhos em santidade. Tanto pais quanto filhos merecem ser recompensados por todos os anos de preparo para o Serviço de Elohim.

O resultado da contagem da tribo de Levi

Quando Moshê totalizou o número de levitas do sexo masculino acima de um mês, viu que havia 22.300 deles.

Como este total pode ser comparado aos totais das outras tribos? Consulte a tabela que mostra os números de cada tribo. Verá que a tribo dos levitas era a menor de todas. Isto mesmo tendo os levitas sido contados a partir da idade de um mês, ao passo que as outras tribos eram contadas a partir dos vinte anos!

Por que esta tribo era tão pequena?

As outras tribos foram forçadas a fazer trabalho escravo no Egito. Quando este trabalho começou, Elohim prometeu: "Quanto mais duro for o trabalho forçado do povo judeu, mais eu os farei se multiplicar." Por isso as mães das tribos restantes tinham seis filhos de uma só vez. Mas, como os levitas não foram obrigados a trabalhar, suas mulheres tinham apenas um bebê a cada vez. Como resultado desse fato, a tribo dos levitas era menor.

Os levitas são designados como carregadores do Tabernáculo

O filho de Yaacov, Levi, tinha três filhos: Guershon, Kehat e Merari. Eram os chefes das três famílias levitas.

Elohim disse a Moshê: "Enquanto os filhos de Israel viajam pelo deserto, cada uma das três famílias levitas carregará partes do Tabernáculo."

O quadro abaixo mostra quais objetos cada família levita carregava:

Família levita

Objetos carregados

Guershon - Carregavam os tecidos do Tabernáculo

as cortinas que formavam as paredes e o teto

a cortina rendada que cercava o pátio

a cortina da entrada

as cordas com as quais a tenda do Tabernáculo era amarrada

 

Kehat - Carregavam os objetos mais sagrados do Tabernáculo

a arca

a mesa

a menorá

os dois altares

todos os instrumentos usados com esses objetos

a cortina da entrada do santo dos santos

 

Merari - Carregavam as partes de madeira do Tabernáculo

as tábuas

os postes e os pilares

os soquetes do Tabernáculo e do pátio

as cordas usadas para atar as cortinas de rede do pátio

Os primogênitos são trocados pelos levitas

Antes do pecado do bezerro de ouro, o primogênito de cada família era encarregado do serviço do Tabernáculo. Ele era o único a oferecer sacrifícios em nome de sua família. Entretanto, quando os primogênitos participaram do pecado do bezerro de ouro, foram punidos. Elohim disse: "Eles são impróprios para realizar Meu serviço no Tabernáculo. Ao invés deles, empregarei os levitas; eles não pecaram com o bezerro de ouro."

Elohim ordenou a Moshê: "Conte todos os primogênitos dos israelitas a partir de um mês de idade até o mais velho!"

Moshê contou-os. Havia 22.273 primogênitos.

Elohim ordenou a Moshê: "Troque cada primogênito por um levita. O levita servirá no Tabernáculo ao invés dele."

Havia 22.273 primogênitos, mas apenas 22.000 levitas. (Havia mais 300 levitas, mas como eram primogênitos também, não podiam ser usados para a troca).

Portanto havia 273 primogênitos a mais do que levitas. Como seriam liberados esses primogênitos de seu dever de fazer o serviço?

Elohim ordenou: "Faça com que cada um dos 273 primogênitos extra paguem cinco moedas de um shekel. Com este pagamento, estarão liberados do serviço no Tabernáculo. O dinheiro coletado deles será dado a Aharon e seus filhos."

O general romano Hugentino desafiou Rabi Yochanan ben Zacai: "Seu mestre Moshê ou era ladrão, ou não sabia aritmética."

"Por que diz isso?" - indagou Rabi Yochanan.

O general esclareceu: "Moshê registrou na Torá que havia, ao todo, 22.000 levitas. Contudo, se somar o número de todas as famílias levitas, chega-se a soma total de 22.300 levitas. Uma vez que os primogênitos israelitas totalizavam 22.273 membros, havia, na verdade, um excesso de 27 levitas.

"Por que, então, Moshê disse a 273 primogênitos para se redimirem com cinco shekel? Há duas possibilidades: ou Moshê errou nos cálculos, ou adulterou deliberadamente o total de levitas, para que seu irmão Aharon pudesse embolsar 1365 shecalim."

Rabi Yochanan respondeu: "Sua conjectura está errada; dar-lhe-ei a verdadeira resposta. Moshê não incluiu os 300 levitas extras no total, porque estes 300 levitas também eram os primogênitos de suas famílias. Um primogênito não tem o poder de redimir outro. Conseqüentemente, realmente havia um excesso de 273 primogênitos israelitas, conforme a Torá os registra."

O general aceitou imediatamente a explicação de Rabi Yochanan, e despediu-se dele.

Quais dos primogênitos tinham de pagar?

Moshê tinha um problema. Pensou: "Quando eu falar a um primogênito que é um dos 273 que devem pagar, pode ser que ele recuse: 'Por que deverei pagar? Não sou um dos primogênitos extra - sou um dos 22.000 que são substituídos por um levita!'"

Moshê resolveu este problema com um sorteio. Preparou 22.000 pedaços de pergaminho nos quais escreveu "levitas" e outros 273 pedaços, nos quais escreveu "5 moedas de shekel." Misturou-os. Qualquer primogênito que sorteasse "5 moedas de shekel" era obrigado a pagar esta quantia.

Sem ainda a invenção da imprensa, copiadora ou computador, certamente era um trabalhão preparar milhares e milhares de pedaços de pergaminho para o sorteio. Mesmo assim, Moshê decidiu proceder assim a fim de evitar discussões.

Agora a Torá nos conta mais a respeito dos vários objetos carregados pelas três famílias levitas, começando pela família de Kehat.

A família Kehat carregava os recipientes sagrados do Tabernáculo

Apenas os levitas entre as idades de trinta e cinqüenta anos tinham permissão de carregar objetos pertencentes ao Tabernáculo. (Isso ocorria porque nesta idade um homem tem força total).

Elohim ordenou a Moshê: "Você e Aharon devem contar os homens de Kehat entre trinta e cinqüenta anos. Eles carregarão os objetos mais sagrados do Tabernáculo (a arca, a mesa, a menorá e os dois altares).

"Estes objetos não devem ser transportados em carroças. Os homens de Kehat devem carregá-los sobre os ombros. E não devem olhar ou tocar estes objetos enquanto estão sendo preparados para uma jornada. Antes de cada viagem, os cohanim devem envolver estes objetos sagrados em embalagens especiais. Apenas após estarem cobertos a família de Kehat será chamada para vir e carregá-los."

Cada objeto tinha sua embalagem especial:

A mesa: nunca podia estar vazia, nem mesmo quando o povo estava viajando. Doze pães sempre eram mantidos sobre a mesa e suas prateleiras.

O altar de cobre: o fogo Celestial permanecia sempre sobre o altar, mesmo quando estavam viajando. O fogo tinha o formato de um leão. Antes de cada jornada, os cohanim punham uma cobertura de metal sobre o fogo.

A arca: antes de cada jornada a arca era coberta com o parôchet (cortina divisória na frente do santo dos santos).

Uma vez que os cohanim temiam que pudessem ser tentados a olhar para a arca se subissem em escadas para remover o parôchet, engendraram um método original para retirá-la: através de longos bastões removiam o parôchet dos ganchos que o atavam às colunas, e então, cuidadosamente o baixavam até que cobrisse completamente a arca, sem expô-la à visão de ninguém. Então estendiam uma segunda cobertura azul sobre ela.

Nenhum outro utensílio era coberto com um tecido azul por fora, porém isto era feito com a arca a fim de chamar a atenção à sua santidade especial. O mais sagrado dos utensílios corresponde ao Trono Celestial de Glória. O tecido azul lembrava seu significado aos que o viam.

Como a arca era transportada

A cerimônia do transporte da arca também era especial:

• Os quatro carregadores da arca precisavam marchar de frente para esse, nunca ficando de costas para a arca. Por conseguinte, os dois carregadores da frente andavam para trás.

• Enquanto transportavam a arca, os cohanim cantavam louvores a Elohim (similar aos anjos que cantam a Elohim porque estão próximos da Shechiná).

Um milagre maravilhoso ocorria quando os carregadores da arca pegavam suas barras. Não apenas era aparentemente sem peso, mas seus próprios carregadores eram levantados e carregados junto. Este milagre foi abertamente revelado e demonstrado quando os judeus, sob a liderança de Yehoshua, chegaram ao Jordão a dez de Nissan de 2488.

Era época de primavera, e o Jordão transbordava além das margens. Yehoshua disse ao povo: "Elohim realizará agora um milagre que demonstrará claramente que Ele está em nosso meio. Ajudará a convencer vocês de que Ele expulsará as nações da Terra de Canaã."

Yehoshua ordenou aos cohanim, que nessa ocasião especial carregassem a arca no lugar dos levitas, e que adentrassem as águas do Jordão.

No momento em que os cohanim afundaram os pés no rio, a corrente inferior repentinamente deteve-se, transformando-se em muralhas que se elevaram a alturas gigantescas. Uma vez que as águas abaixo da posição dos cohanim continuaram a fluir para baixo, os cohanim encontraram-se de pé sobre o leito seco do rio.

Yehoshua ordenou que a população inteira cruzasse o Jordão, enquanto os cohanim com a arca permaneciam em suas posições. Após o povo ter cruzado o rio, Yehoshua disse aos cohanim que retrocedessem e pisassem na margem leste. Assim que o fizeram, a muralha rompeu-se e as águas jorraram corrente abaixo.

Os cohanim, carregando a arca, estavam agora separados de seus irmãos, que estavam na margem oeste do rio. A arca então, miraculosamente, levantou os cohanim por cima das águas até onde estavam o povo judeu.

Nesta ocasião ficou óbvio a todos que a arca carregava seus carregadores. E isto ocorria o tempo inteiro.

Da mesma forma que como a alma que dá vida sustenta o corpo, assim a arca, que é a alma e conteúdo espiritual do Tabernáculo, sustentava seus carregadores.

O milagre da "arca carregar os que a carregam" ensina um conceito básico. Uma pessoa geralmente se dá crédito por "sustentar e cumprir a Torá", esquecendo-se de dar crédito à Torá por "sustentá-lo." O cumpridor da Torá é afortunado em ter sua vida cotidiana regida pela Torá, em ter seus filhos crescendo numa saudável atmosfera de respeito aos mais velhos, e restritos em todas as áreas pela disciplina da Torá. Reconheçamos agradecidos que "a arca nos sustenta", tanto hoje como sempre.

Elazar é encarregado da família de Kehat

Elazar, o terceiro filho de Aharon, foi indicado por Elohim como supervisor da família de Kehat. Distribuía as tarefas e determinava quem carregaria qual utensílio sagrado durante uma viagem.

Elazar escolheu apenas os justos mais ilustres como carregadores. Também assegurou-se de que quando uma viagem estivesse prestes a começar, a família Kehat estivesse pronta. E quando os membros de Kehat paravam, ele conferia se os homens punham os objetos nos locais adequados no Tabernáculo.

O próprio Elazar transportava o seguinte: na mão direita, óleo para o acendimento da menorá; na mão esquerda o incenso; num recipiente suspenso em seus braços a farinha para o sacrifício diário de Tamid; e em seu cinto, um pequeno frasco de óleo da unção.

Elohim prometeu que cada uma das três famílias Levitas, Guershon, Kehat e Merari existirão para sempre. As famílias levitas possuíam a mesma importância que as tribos; assim sendo, sobreviverão até a chegada de Mashiach, junto com as tribos.

Por enquanto, aprendemos em detalhes o que a família Kehat carregava. A próxima Parashá, Nassô, descreverá quais eram os objetos que as famílias de Guershon e Merari transportavam.

Artigo do Dr. James Trimm

Traduzido: Robespierre c cunha

A Teologia Moderna ensina que o Novo Testamento foi escrito em grego. Eis aqui seu principal argumento e a refutação feita atualmente baseada em fatos históricos, bem como descobertas arqueológicas.

Eles afirmam:

Primeiro Erro:

1. Os manuscritos mais velhos são gregos.

Resposta: Para falar a verdade as nossas cópias mais velhas do livro de Mateus estão no Hebraico (o único livro do NT que nós temos em hebraico) e a sua datação é antes da Idade Média. E é verdade que a mais velha cópia dos livros do Novo Testamento em Aramaico, data antes do 4º século d.c.

Para começar, precisamos entender que a descoberta do rolo do mar morto em 1947, é, de fato a mais antigo do TANAK (Velho Testamento) e ele data muito antes da Idade Média. Contudo, a nossa cópia mais velha do Tanak é oriunda da cópia grega da LXX ( Septuaginta ) que veio a nós no quarto século; entretanto, ninguém argumentaria neste ponto que os originais do Tanak vieram do grego, como sendo o idioma original do Tanak, mas sim do hebraico, porém, desde que as cópias do Mar Morto foram encontradas, a nossa tradução do Tanak continua a mesma da LXX (Septuaginta) do quarto século.

Outro Exemplo, a nossa mais velha cópia do livro de Éster no hebraico, veio da Idade média E, no entanto, até pouco tempo atrás, a copia do hebraico mais antiga que possuímos datava da idade média. Sendo que a copia mais antiga de Ester no grego data do século IV, entretanto, ninguém duvida que o idioma original foi o hebraico e não o grego.

O tempo da composição do livro de Éster (uma das mais velhas cópias hebraicas), foi por volta de 1.500 anos. Sendo o mesmo lapso de tempo na composição do livro de Mateus (um dos mais velhos livros hebraicos)! O fato de que a cópia deste livro tem um lapso de tempo de 1.500 anos não anula a originalidade hebraica do livro de Ester.

Embora não houvesse papiros hebraicos do livro de Mateus, encontrados entre os Cristãos (modernos), outros livros como Isaias, ou qualquer outro papiro hebraico do Velho Testamento, também não foram encontrados entre eles. Isaias é o único papiro hebraico encontrado entre os fragmentos do Mar Morto do Tanak, e não estava entre os livros descobertos entre os papiros dos Cristãos atuais.

Como poderíamos supor que o livro de Mateus ou qualquer outro livro hebraico ou aramaico do Novo Testamento foi mais preservado do que o Tanak, ou seja, os Livros do velho Testamento? Interessante é que encontraram os fragmentos do Novo Testamento e nada encontraram do Velho Testamento, porém, somente o Novo...e isto não significa que o Velho Testamento foi escrito em hebraico, como todos sabemos que de fato o foi.

O fato de não encontrarmos fragmentos da Primeira Aliança em hebraico ou Aramaico entre eles não é prova suficiente para afirmarmos se o foi ou não escrito por este ou aquele idioma, mas, o contrário também não é totalmente explorado pelos que afirmam ser em grego.

O mais velho Papiro Grego que temos conhecimento do Novo Testamento é o Papiro P52 que são fragmentos de alguns versos do livro de João (Yohanan). O estilo e a maneira destes versos suportam a maneira precisa dos velhos textos Siríacos Aramaicos, ou seja, o estilo destes versos suporta a versão que são oriundas do aramaico.

A nossa cópia mais antiga do Novo Testamento Grego data quarto século e é também a mesma idade da mais velha cópia dos manuscritos aramaicos do Novo Testamento.

Os originais em Hebraico e Aramaico do Novo Testamento jamais poderão ser desconsiderado ou refutado pelo fato de existir fragmentos de papiros gregos que pré datam da mesma época e data igual ao hebraico e aramaico.

Segundo Erro:

2- As citações gregas do Novo Testamento são da Septuaginta “Velho Testamento”

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Resposta :

A) Atualmente descobrimos que a principal tendência do Novo Testamento em grego veio do hebraico e aramaico, encontrando-se em harmonia com o texto Masorético e da Peshita em aramaico- Tanak.

B) Falar que o texto veio da Septuaginta, não prova e não significa que veio de fato da Septuaginta. Isso porque as cópias hebraicas do livro do Tanak (VT) encontrados entre os rolos do Mar morto não se harmonizam com a Septuaginta, mas sim com os manuscritos hebraicos.

Terceiro Erro:

3- Testemunhas e escolados PHDs. disseram explicitamente que concordam com o exposto acima, ou seja, Novo Testamento como sendo oriundo do grego

Resposta: Isto nada quer dizer, pois outros PHDs de largo conhecimento acerca desses estudos afirmaram que o Novo Testamento foi escrito em Hebraico e Aramaico.

Quarto Erro:

4- Lucas era grego e isto implica que ele escreveu em idioma grego.

Resposta: Atualmente sabemos que Lucas era Siríaco de Antioquia (Eusebius; EccL. Hist. 3:4) sendo assim, obviamente, sua linguagem nativa era o Siríaco, isto é, um dialeto Aramaico.

Quinto Erro:

5- Lucas e Atos foram escritos em grego chamado “Theophilus”.

Resposta: Descobertas atuais mostram que Theophilus era um Judeu que foi sacerdote do ano 37 a 41 D.C (Josephus; Ant. 18:5:3) Um Siríaco convertido ao Judaísmo, assim como Lucas o era. Todos os sacerdotes escreviam em Aramaico!

Sexto Erro:

6- O Grego era a língua judaica naquele tempo.

Resposta: O historiador Flávio Josephus no primeiro século (37-c. 100 C.E) testifica o fato que os Judeus do primeiro século falavam o hebraico. Ele testifica que o hebraico, e não grego, era a língua daquele lugar, naquele tempo.. Josephus fala a respeito da destruição do templo no ano 70 D.C, e de acordo com ele os Romanos tinham tradutores judeus que rogavam a eles a se renderem na sua própria língua.(Guerras 5:9:2).

Entretanto, Josephus nos dá um vislumbre da linguagem daquela época, do povo Judeu do primeiro século, “Precisamos ser grandes artistas para entender a respeito dos gregos, e compreender os elementos da sua linguagem, pois uma vez habituados a falar a nossa própria língua, eu não pronunciaria grego com exatidão, pois nossa nação não nos encoraja a aprender as muitas línguas das nações”. (Ant. 20: 11:2).

Como podemos observar, Josephus ajudou a entender claramente que os judeus do primeiro século não falavam e nem compreendiam o idioma grego, mas falavam em sua própria língua.

As confirmações das palavras de Josephus são respaldadas pela Arqueologia. As inscrições encontradas nas moedas de Bar Kohba são um exemplo disso. Estas moedas circulavam naquela época entre os judeus durante a revolta de Bar Kokhba (c.132 D.C). Todas estas moedas estampam unicamente inscrições hebraicas. Outras incontáveis inscrições encontrada nas escavações do Monte do Templo, Massada, e em várias tumbas judaicas, tem revelado que nos primeiros séculos da Era Messiânica, as inscrições hebraicas mostram com profunda evidência que a linguagem usada era de fato o hebraico, e isto poderá ser confirmado nos mais antigos documentos daquele tempo, que têm sido descobertos em Israel, nisto incluem - se os rolos do Mar Morto e as Cartas de Bar Kohba.

Os rolos do Mar Morto consistem em mais de 40.000 fragmentos, ou seja, mais de 500 Rolos (Livros) datados de 250 A.C a 70 D.C. Estes rolos foram escritos em hebraico e aramaico. Um largo número de rolos e papiros seculares (que não pertencem ao manuscrito bíblico) estão no hebraico. As cartas de Bar Kohba e as cartas de Simão Bar Kohba e seu exército, escrita durante a revolta judaica de 132 D.C. Estas cartas foram descobertas por Yigdale Yadin em 1961 e são quase todas escritas em hebraico e aramaico.

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Duas destas cartas foram escritas em grego, mas o homem que escreveu, era grego, e tinha nome grego, e ele escreveu para Bar Kohba. Uma destas duas cartas, de fato pede desculpas a Bar Kohba por escrever no idioma grego, dizendo: “A carta foi escrita em grego por não ter ninguém que conheça hebraico aqui.”

Os rolos do Mar Morto e as cartas de Bar Kohba não foram incluídos nos documentos hebraicos do primeiro e do segundo século, mas nos dá evidência clara e concisa de que o dialeto deles era de fato o idioma hebraico. O dialeto destes documentos não eram o hebraico bíblico do Velho Testamento e não era o Mishnaic hebraico de Mishna (220D.C) o hebraico destes documentos é coloquial, isto é, um idioma vivo, fluído em um estado, no processo evolutivo bíblico para Mishnaic, hebreu. Alem disso o hebraico das cartas de Bar Kohba eram o hebraico Galileu (Bar Kohba era Galileu), enquanto que, os rolos do Mar Morto nos dão um exemplo da Judéia Hebraica. Comparando os documentos mostrados, sua localização geográfica e dialeto etc.... Chegamos a conclusão que o hebraico não era uma língua morta, mas ativa naquele tempo.

A evidência final de que nos primeiros séculos os judeus conversavam em hebraico e aramaico, poderá ser encontrada em outros documentos, naquele período e também mais tarde. Isto inclui os rolos do Mar morto em aramaico (66-70 D.C), as Cartas de Gamaliel em aramaico (c.30-110D.C), as Guerras Judaicas por Josephus em Hebraico (c.75D.C), a Misnha em hebraico (c.220D.C), e a Gemara em Aramaico (c.500D.C).

Mas relativamente às cartas de Paulo (Shaul) para a diáspora, o Aramaico era o assunto,e isto implica que a linguagem dos judeus da Diáspora na época do apóstolo Shaul (Paulo) era o Aramaico; e de fato inscrições Judaicas em aramaico foram encontradas em Roma, Pompéia e também na Inglaterra.

(see Proceedings of the Society of Biblical Archaeology "Note on a Bilingual Inscription in Latin and Aramaic Recently Found at South Shields"; A. Lowy' Dec. 3, 1878; pp. 11-12; "Five Transliterated Aramaic Inscriptions" The American Journal of Archaeology; W.R. Newbold; 1926; Vol. 30; pp. 288ff)

Sétimo erro:

7- Paulo era helênico, isto é, grego e escreveu suas cartas no idioma grego.

Resposta: Em relação às epistolas das Cartas Paulinas, e seus respectivos destinos, precisamos analisar primeiro o seu contexto ou pano de fundo (Tarsus). Era Tarsus uma cidade de Língua Grega? Poderia Paulo (Shaul) ter lido e aprendido Grego ali? Tarsus provavelmente começou em uma cidade de um Estado Hitita. Por volta de 850 A. C Tarsus tornou-se parte do Império Assírio, quando o Império Assírio foi conquistado por Babilônia por volta de 605 A.C. passou a fazer parte deste Império. Então, em 540 A .C O império Babilônico, incluiu Tarsus como parte do Império Persa. O Aramaico era a principal linguagem de todos os três principais e grandes impérios. Pelo primeiro século da Era nazarena o Aramaico permaneceu como o idioma principal vigente ainda naquela época em Tarsus. Moedas encontradas e esculpidas, tinham inscrições aramaicas.

Relativamente ainda sobre o idioma utilizado por Tarsus, existe também um grande questionamento se Paulo de fato foi trazido para Tarsus ou nasceu ali. O texto em questão é Atos 22:3:

“Eu sou certamente um judeu nascido em Tarsus, cidade da Cilícia, mas trazido a esta cidade e educado aos pés de Gamaliel, de acordo com o estrito costume de nossos pais ensinado na Torah. Sendo zeloso para com Elohim como o é até hoje.”

Muitos argumentos têm sido feitos por estudiosos a respeito do termo “trazido aos pés”. Alguns argumentam que se referem ao período de sua adolescência.

A chave do assunto em questão está em Atos 7:20-23:

“Por volta do nascimento de Moisés, assim como era agradável ao Senhor; ele foi trazido para a casa de seus pais por três meses, e quando ele estava pronto foi levado para a filha de Pharaó e educado como seu próprio filho. E Moises foi educado na sabedoria e arte dos Egípcios.”

O fato de que Paulo era helênico nada tem a ver com o argumento de que tudo deve girar em torno disso, pois já temos visto antes que Paulo nasceu em Tarsus, cidade onde o Aramaico era falado. Apesar da influência helênica que atingiu a cidade de Tarsus. Paulo ainda jovem deixou a cidade e foi trazido para Jerusalém. Ele descreve a si mesmo como Hebreu (II Cor 11:2) “ um Hebreu dos Hebreus” (Philip 3:5) e da tribo de Bejamim (Rom 11:1). É importante sabermos como o termo Hebraico era usado no primeiro século! O termo hebraico não era usado como termo genealógico, mas como termo cultural e lingüístico. Um exemplo disto pode ser encontrado em Atos 6:1 onde encontramos uma disputa entre hebreus e gregos.

Os estudiosos concordam que os gregos aqui mencionados são judeus helênicos (gregos) ( Atos 11:19) pouco helenizados (Atos 16:6-10). Em atos 6:1 é feito um claro contraste entre judeus e gregos que são claramente

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não helênicos. Os helênicos não eram chamados hebreus, que era o termo usado para designar os judeus não-helênicos.

Quando Paulo chama a si mesmo de “Hebreu” ele está enfatizando que não é grego- helênico e quando Paulo diz ser Hebreu dos Hebreus eles está enfatizando fortemente que não é helênico- grego. E isto está explícito - sua discussão com os Helenistas, eles intentaram matá-lo “Atos 9:29”, e porque ele escapou para Tarsus? (Atos 9:30), por que não havia um povo judaico helênico em Tarsus, se assim o fosse teria sido uma má escolha ir para Tarsus.

O passado Farisaico de Paulo nos dá informação para questionar o que estava no caminho de qualquer Helênico. Paulo chama a se mesmo “Phariseu” , filho de Phariseu “Atos 23:6), significando que ele era da lista da segunda geração de Phariseus. Tanto o texto Aramaico como o Grego, ambos, dão ênfase na frase “ Phariseu filho de Phariseu”. Na expressão semítica idiomática isto significa que era da terceira geração de Phariseu. Se Paulo (Shaul) era da segunda ou terceira geração de Phariseu, será difícil aceitar que ele tenha se levantado como Helênico Grego!. Os Phariseus eram fortemente contra os helênicos- gregos e se opunham a eles ferozmente.

(Shaul) Paulo coloca-se na posição de ser da segunda ou terceira geração de Phariseu, isso explica porque ele foi educado aos pés de Gamaliel. (atos23:3) Gamaliel era Neto de Hillel o principal daquela Escola. Ele era tão respeitado que no estado de Misnha se falava em relação a sua morte “Que a Kevod da Torah cessaria, e a pureza e modéstia morreriam.” Paulo fazia constante uso, por exemplo, dos papiros que continham os ensinamentos da Hillel. Todavia, é improvável que um Helenista tenha estudado aos pés de Gamaliel na Escola de Hillel, que era o Centro de Ensinamento Pharisaico do Judaísmo.

Oitavo Erro:

8- Shaul (Paulo) escreveu suas Cartas para diversos grupos em seu idioma grego.

Resposta: Em uma audiência com (Shaul) Paulo, um outro elemento que precisamos considerar é quando se fala das origens das epístolas. As Epístolas de Paulo (Shaul) eram enviadas para várias congregações da Diáspora. Estas congregações eram compostas de grupos mistos entre Judeus e Gentios. A congregação de Tessalônica era uma Assembléia assim como era a de Corintios (atos 17:1-4). Certas passagens das epístolas de Coríntios estão exclusivamente apontando para os Judeus ( I Cor 10: 1-2), por exemplo, Paulo estava escrevendo em primeiro lugar para a liderança Judaica destas diversas congregações.

“Qual é a vantagem do Judeu ou a utilidade da circuncisão? Muitas, em todos os sentidos! Para eles primeiramente as palavras do Eterno lhes foram confiadas.” (Rom 3:1-2).

Um dos fatores primários, que precisam ser discutidos relativamente a origem das epístolas de Paulo é entender seu propósito:

1) Que fosse lido para a congregação (Col 4:16; I Tess 5:27)

2) Que tivesse autoridade doutrinal ( I Cor 14:37).

]Toda a liturgia da Sinagoga durante o Segundo Templo era em Hebraico e Aramaico ( veja as palavras de Jesus Gustaf Dalman; Edinburg, Emngland; 1909). Paulo (Shaul) jamais escreveria cartas para serem lidas nas congregações em qualquer outra língua. Além disso, todas as cartas religiosas Judaicas para serem revestidas de autoridade Halachá(autoridade doutrinal), era escrita em hebraico ou aramaico. Paulo (Shaul) jamais deixaria passar por alto que suas epístolas entre eles fossem desprovidas desta característica, e isto justifica fortemente o motivo dele ter escrito em Hebraico e Aramaico.

Nono Erro:

9- Eles dizem: Existem frases e explanações do Hebraico e do Aramaico do Novo Testamento que não poderiam ter sido escritas em Hebraico e Aramaico.

Resposta: Estas explanações são de escritores com características gregas e não são características dos textos em Hebraico e Aramaico.

Décimo Erro:

10- O Novo Testamento foi escrito para o uso do povo gentio e os gentios daquele tempo falavam grego.

Resposta: Os primeiros Crentes em Yeshua eram Judeus. Os primeiros gentios que criam no nazareno, estavam centralizados em Antioquia na Syria ( 11:26). Os Syrios falavam Syriaco, um dialeto do Aramaico. Estes primeiros grupos teriam necessariamente um evangelho em Hebraico e aramaico. Isto deixa claro que se o Novo Testamento foi enviado para os gentios, isto não significa que estes gentios inicialmente falavam

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grego, pelo contrário os primeiros crentes gentílicos utilizavam o idioma hebraico e aramaico que também era falado pelos Syrios e Assírios

Mateus - Os escritos do livro de Mateus originais para os crentes Judeus eram em hebraico (Origen, citado por Eusebius, Eccl. Hist. 6:25) e de acordo com Jerônimo também afirma ter sido em Hebraico para beneficiar estes da circuncisão que tinham crido.(Jerônimo; Of Illustrius Men3). Este livro pode ter sido enviado para os Phariseus.

Marcos - Marcos provavelmente escreveu seu Evangelho para o uso dos gentios Assyrios que ele encontrou em Babilônia em companhia de Kefas (Pedro) (I Pedro 5:13).

Obs: Que idioma os Assyrios falavam? Aramaico!

Lucas e Atos – Lucas, um Syriaco,(Eccl. Hist 3:4) escreveu seu Evangelho para Theophilus que foi um sumo sacerdote de 37-41 D.C (Josephus; Ant. 18:5:3).

Yochanam - Escreveu seu Evangelho para os Judeus Essênios (II João 1:1) que eram místicos.

Yakov (Tiago) - Escreveu às doze tribos espalhadas (Tiago 1:1)

A polissemia em si, é a maior prova do NT, foi escrito em aramaico e Hebraico, exemplo a palavra Strike inglês pode ser traduzida:

como golpe e como greve. Se um dos manuscritos em português ou Inglês fosse original, não haveria como explicar a existência da variante. A única possibilidade é a de que o original traduzido por uma pessoa como golpe e por outra como strike (Greve). Este é o conceito da Polissemia: Uma palavra que gera diferentes traduções dependendo do manuscrito.

Existem muitos exemplos de Polissemia do aramaico para o grego. Isto porque, existem poucas palavras nas línguas semitas, com muitos significados diferentes. Já foi encontrado mais cinco diferentes manuscritos no grego, e a palavra na Peshita poderia ser traduzida como qualquer uma das cinco, tornando-se ,portanto, evidente a originalidade do Aramaico.

Vejamos alguns exemplos da Polissemia:

1) I Corintios 13:3. Em manuscritos gregos encontramos a palavra queimar, em outros vangloriar. No Aramaico a raiz é a mesma para ambas as palavras.

2) Em I Pedro 3:13, alguns manuscritos do grego trazem “Zelosos” enquanto outros trazem “imitadores” a raiz no Aramaico é a mesma para ambas as palavras.

3) Em apocalipse 2:20, alguns manuscritos do grego trazem “ Tolerar” outras trazem

“Sofrer” a raiz no Aramaico é a mesma para ambas palavras.

4) Em Efésios 1:18, alguns manuscritos do grego (Alexandrinos) trazem “coração”, enquanto outros ( Bizantinos) trazem entendimento. A razão é uma expressão idiomática do Aramaico, pois a expressão olhos do coração quer dizer entendimento.

5) Em Lucas 11:49, a maioria dos manuscritos do grego trazem expulsar, enquanto o texto Receptus traz perseguir. A palavra no Aramaico possui ambos significados.

Outro exemplo forte da origem semita do Novo Testamento são as estruturas poéticas presentes nos textos bíblicos. Alguns textos evidenciam nitidamente poesias e trocadilhos. Um exemplo interessante de trocadilhos é o de Atos 9:33-34. Neste texto, um homem chamado Aneas é curado. Ora, Aneas vem da raiz do Aramaico “anah” que quer dizer “afligido”. Quando Pedro fala com ele, não repete o nome, porém diz homem aflito, Yeshua Há’Mashiah te cura. Este trocadilho é completamente comum no grego, que traduz ambas as ocasiões como o nome do homem em questão. Todavia, aneas não era um nome, mas uma expressão “Homem aflito Yeshua te cura”.

Outra prova do Novo Testamento Hebraico e Aramaico, é que alguns textos gregos, possuem erros teológicos sérios, que resultam da tradução errada do Aramaico. É como se o tradutor não tivesse pleno domínio da língua. Como exemplo, no evangelho podemos citar:

1) Nos evangelhos encontramos uma menção a Simão, o “Leproso” o Leproso???

No texto grego (Mt. 26:6 e Mc. 14:3). O problema é que seria impossível um leproso viver dentro da cidade de Ânia, conhecida como Beit’Ânia; a explicação está no Aramaico. As palavras que indicam leproso e fabricante de jarros são semelhantes no Aramaico (Gar’ba=leproso e Garaba= Oleiro, fabricante de vasos) uma vez que o Aramaico é escrito sem vogais, as duas palavras estão escritas de forma idêntica. Observe que logo na seqüência tem uma mulher trazendo jarro.

Conclusão: Simão é fabricante de jarros e não leproso.

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2) O livro de Atos 8:27 fala da história de Felipe e um eunuco. Ora, o problema é que o eunuco está a caminho de Jerusalém, para adorar, ou seja, estava indo ao templo. Ora um eunuco não só seria aceito como prosélito entre os Judeus, como jamais seria permitido entrar no templo. E agora? A resposta está no Aramaico! A palavra usada para eunuco é a mesma usada como crente em Elohim (no Aramaico- M’haimna). Ou seja, o eunuco em questão não era um eunuco, mas sim um crente que temia ao Senhor de Israel.

3) Algumas frases no Novo Testamento no grego chegam a ser cômicas, de tão estranhas. No Aramaico não vemos tal confusão.

Você já tentou passar um camelo por um fundo de uma agulha, pois é, que furo de tradução! (Mt 19:24;Mc 10:25 e Lc. 18:25). A palavra em questão, no Aramaico, é Gamla da forma como ela é escrita sem vogais, pois o Aramaico não possui vogal. Pode tanto indicar camelo como corda. A última opção, obviamente, é que está claramente correta. O escritor, ou seja, o apóstolo escritor estava se referindo a corda ao escrever em Aramaico.

4) Outro exemplo: Você já salgou alguma coisa com fogo? Pois é, parece que nosso tradutor para o grego fez uma grande confusão em Mc 9:49. No grego fala em salgar com o fogo???. O problema é simples a palavra que é usada para salgar também poderá ser usada para como pulverizar no sentido de destruir. O interessante aqui, é que parece que o tradutor estava cansado ou cochilando, pois ele foi influenciado pelo texto seguinte sobre o sal da terra, contudo nada de relação com essa frase!

5) Alem disso outro erro que não aparece no Aramaico é o fato em que Mt 27:9 cita Zacarias 11:12-13, mas diz que o texto é de Jeremias. Que furo de tradução! O Aramaico apenas diz : “Assim disse o profeta:”, sem citar nomes.

6) Em Marcos 2:26 o grego cita Abiatar como sendo o sumo sacerdote nos tempos do rei Davi, contudo, em I Samuel 21:1 e 22:20 dizem que Aimeleque, pai de Abiatar, é que era o sumo sacerdote. Azar e furo de quem traduziu para o grego, pois o Aramaico não contém esse problema.

7) Um grande erro Histórico que há nos manuscritos em grego é chamar de mar alguns lagos de Israel, como o da Galil (conhecido popularmente como o mar da galileia), este erro é motivo de piada entre os incrédulos que questionam uma possível falta de conhecimento de Geografia da parte do Senhor, Isso no Aramaico não acontece, pois a palavra “Yamah” pode ser usada tanto para mares como para lagos ou grande porção de águas, tais como o lago de Galil em questão.

8)Outro grave erro é genealogia de Yeshua. Em Mateus a genealogia no grego, não só difere da de Lucas, como diz terem havido 14 gerações após Bavel e cita apenas 13??? Estranho não é! No Aramaico isto não acontece. O Erro está exatamente no capitulo 1:16 “ E Ya’akov gerou a Yosef, Pai de Myriyan(Ga’bra em genealogia Pai), da qual nasceu YESCHUA, que se chama o Maschiyah. Na Versão Almeida, a palavra “Pai” foi traduzido como “marido”, e aí esta o erro, que no aramaico não existe.

8) O livro de Atos capitulo 11, cita uma fome no mundo inteiro, a qual motiva os líderes das igrejas a pedir ajuda em Antioquia aos seguidores da região de Yehudah. Ora, se a fome era mundial, como faz sentido pedir ajuda em Antioquia? A resposta está no Aramaico, pois a palavra “Eret´s” em Hebraico Eret’s tanto para denotar mundo como terra de Israel. Todavia, a terra era em Israel e não no mundo todo.

Conclusão:

Um dos maiores pesquisadores e professor da universidade de Oxford, Geza Vermes, onde leciona “Estudos Judaicos”, é também considerado um dos maiores especialistas acadêmicos sobre os manuscritos do Mar Morto. Em pesquisas recentes, em livros do Mar Morto, publicado em seu Livro: “As varias faces de Jesus”(Yeshua), ele deixa bem claro, que o Cristianismo atual, nada tem haver com o judaísmo nazareno do primeiro século. E reitera que, o elemento grego introduzido do Messianismo do primeiro século, afastou a Igreja de suas raízes, culturais, tradição e língua, elevando assim o elemento pagão para dentro dela.

E deixa claro, que a língua bíblica falada e escrita pelos apóstolos era o hebraico e aramaico e não o Grego. Nisto Cremos!

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