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30 Ago

Mitologia Mesopotâmica

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A Mesopotâmia compreendia o extremo sul da planície que se estende entre os rios Tigre e Eufrates, que atualmente é chamado de Iraque. O terreno semidesértico necessitava do regadio, ao mesmo tempo em que a quase ausência de madeira e pedras levou que os edifícios fossem construídos com tijolos.

Os primeiros assentamentos se deram pôr volta de 4500 anos antes de Cristo, nas proximidades do Golfo Pérsico. Os seus habitantes foram os sumérios, um povo conhecido pôr sua criatividade. A complexa religião e mitologia da antiga Mesopotâmia foi uma invenção sumeriana. Arraigou-se e prosperou nas cidades que se desenvolveram, a partir do séc. 3 a.C., nos assentamentos primitivos. Muitas cidades ainda tinham nomes sumérios reconhecíveis em época posterior, o que apenas demonstra uma continuidade do povoamento. Do mesmo modo, apesar de ter sido inundada pôr vindas sucessivas dos semitas - sobretudo babilônios e assírios, a tradição cultural sumeriana se manteve praticamente intocada. Os semitas assimilaram a filosofia suméria e lhe incorporaram características próprias.

Até a conquista de Alexandre, o Grande, rei da Macedônia, no século 4 a.C., a tendência religiosa era a evolução das deidades nacionais. Tanto Marduk, deus babilônio, como Assur, deus assírio da guerra, foram considerados potências supremas do universo em vez de serem vistos como membros de um panteão que controla as forças naturais.

A religião mesopotâmica se origina da veneração dos fenômenos naturais. Parece que, ao princípio, os sumérios imaginaram algumas dessas forças como tendo forma animal, mas posteriormente preferiram a forma humana como modo de representar os deuses.

Gradualmente, os deuses se aproximaram aos seres humanos e entraram nos templos construídos em sua honra. Freqüentemente essas "casas" estavam nos zigurats, imensos montículos artificiais de tijolos secados ao sol. De acordo com a épica babilônica da criação - que leva o nome das primeiras palavras, Enuma elish (Quando do alto...), os homens foram criados somente para aliviar os deuses da carga de trabalho. Este poema da criação explica o dilúvio dizendo que Enlil, deus sumério do ar, já não podia suportar o barulho da cidade onde estava erguido o seu templo.

Depois de inúmeras tentativas para silenciar o povo com a praga, a seca e a infertilidade, Enlil lançou um descomunal dilúvio sobre a terra. Somente sobreviveram a família e os animais do sábio Atrahasis.

A máxima autoridade do panteão era Am (sumério) ou Anú (babilônio), cujo nome significa "céu". Provavelmente os sumérios acreditavam que a vida surgiu do matrimônio entre Am (o céu) e Ki (a terra). Entretanto, no período em que a população da Mesopotâmia se concentrou nas cidades, Enlil - deus de Nuppur – era a deidade mais importante.

A dependência da agricultura intensiva levou à crença que o crescimento das cidades era conseqüência de um presente de Enlil: a enxada. Como os sumérios também consideravam esta deidade como o dono daquele instrumento, o templo possuía e explorava a maior parte das terras irrigadas.

O dever principal do governante temporário era, portanto, salvaguardar os interesses do deus da cidade, dado que a monarquia "descendia do céu" como meio de interpretar a vontade divina perante os homens.

A relação entre os deuses e os governantes se tornam claras nas grandes cerimônias de veneração que aconteciam nas festas das estações. No Ano Novo, pôr exemplo, o monarca personificava o deus em um casamento sagrado com a suma-sacerdotisa, que representava a mãe-terra.

A assembléia dos deuses - autoridade máxima do universo mesopotâmico - se reunia em um canto da antecâmara do templo de Enlil, em Nippur. Salvo pôr motivo do seu próprio julgamento, Enlil costumava executar as decisões da assembléia mediante uma tempestade. Em Enuma Elish se descreve o debate divino mais dramático que se tem registrado. Refere-se à ameaça plantada pôr Tiamat, o dragão babilônico do caos.

Desesperados diante da enormidade das forças que Tiamat tinha colocado contra eles, os deuses escolheram Marduk como governante absoluto. A vitória de Marduk concedeu a liderança da Mesopotâmia à cidade de Babilônia.

De forma diferente ao isolado vale do Nilo dos antigos egípcios, a experiência histórica da planície entre o Tibre e o Eufrates foi turbulenta e esteve impregnadas de mudanças bruscas. As invasões estrangeiras e os conflitos internos se somaram ao caudal irregular dos grandes rios e moldaram uma perspectiva mitológica que deu importância tanto à luta cósmica como ao ordenamento divino do universo.

Mitologia Sumeriana

Os mitos da Suméria são cosmológicos e procuram investigar a origem do povo, da raça, da sociedade. É a mitologia subjetiva: representa aquele estágio em que a reflexão humana, pela primeira vez, tomou conhecimento dos fenômenos psíquicos, internos, e do mundo exterior em função do Homem como ser racional; é, sem dúvida, a mais antiga "reflexão humana" que conhecemos. Os elementos que a mitologia sumeriana utiliza são terrenos e familiares.
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Procura explicar a diversidade entre o estável e o instável, entre o que é duradouro e o que é fugaz ou efêmero, entre o que é seco e o que é úmido; depois vem o mar, último, talvez, em ordem cronológica, mas o primeiro elemento de espanto para o povo sumeriano, o mar, figura misteriosa e temível; ele representa a eterna luta entre a água e a terra firme. .
O panteão sumeriano é o reflexo das famílias organizadas em grupo social. Era imenso mas é verdade que a maioria representava pequenos deuses locais que foram assimilados ou esquecidos; os grandes deuses, porém, eram adorados na maioria das cidades; muitos chegaram mesmo a figurar no panteão babilônico.

Segundo a crença comum, os deuses haviam criado os homens para o seu serviço; além de construir templos e oferecer sacrifícios, o homem deveria respeitar as leis, das quais as divindades eram protetoras; os deuses, pôr sua vez, nada deviam aos homens: com a criação haviam esgotado o elemento providencial; não eram obrigados a recompensar o bem; tudo o que acontecesse de ruim era sinal de que os deuses não estavam satisfeitos com os atos humanos.
Os deuses usavam os demônios para atormentar os homens e estes contavam-se pôr legiões: "os arrebentadores", "os devoradores de criança", etc. Os mesopotâmicos, em geral, viviam em um estado de temor interminável; não conheceram a doçura e o otimismo que a civilização egípcia cultivou com tanto empenho; e depois da morte, nenhuma esperança lhes sorria.

Sua idéia sobre a morte confirma o aspecto severo e terrível da concepção religiosa que aceitavam. Morto o homem, restava-lhe apenas uma espécie de espectro, um espírito muito vago, que viveria na eterna sombra. Deste modo, a idade avançada era considerada um favor dos deuses para com o mortal que vivesse mais anos que o normal.

Os Deuses Sumerianos

Os deuses sumerianos são chefiados pôr An (o Deus-céu), Enlil (o Senhor-vento) e uma deusa, Nin-ur-sag (a Senhora da Montanha), conhecida pôr outros nomes também.

Enlil passou para o culto da Babilônia; seu nome passou a chamar-se Bel, que significa "senhor". Seu reino era a terra; na Suméria, o principal local de culto dele estava localizado em Nipur, uma cidade antiga. Na época arcaica os reis de Lagash (outra cidade importante) o chamavam de "rei dos deuses"; tinha o epíteto de "sábio". Enqui, o Senhor da Terra, aparece às vezes como filho de Enlil; dominava as águas, exceto as do mar.

Nin-tu, Nin-mah ou Aruru eram os outros nomes de Nin-ur-sag. Namu era a deusa do mar; Nintura, Utu e Eresquigal completavam o quadro dos Grandes Deuses, chamados "Anunáqui". os mitos relatavam o nome de Ninsiquila, filha de Enqui.

A Árvore Cósmica

Existe um mito antiquíssimo sobre a existência de uma árvore cósmica que unia a terra ao céu. Essa árvore chamava-se "gish-gana do apsu" ("O Abismo Primordial") e crescia sobre todos os países; é o símbolo da viga que une as duas regiões visíveis: Terra-Céu. O templo era o símbolo da árvore cósmica, à porta deste erguia-se um outro símbolo, uma estaca ou viga que "tocava o céu".

O rei de Isin chamará o templo de Lagash de "O grande mastro do país de Sumer". A expressão e o próprio símbolo, contudo, desaparecem com o tempo. Mesmo assim, fica a concepção mitológica de um local sagrado na Suméria que seria o ponto de união entre o Céu e a Terra.

Mar, Terra e Céu

A deusa Namu é chamada de "A mãe que deu o nascimento ao Céu e à Terra"; aliás, muitas vezes é designada como a mãe de todos os deuses ou de Enqui, a deidade responsável pelo mundo dos homens.

A criação do cosmos se fez pôr emanações sucessivas; do mar primordial nasceram a Terra e os Céus. Os dois elementos, gêmeos, estavam, no início, unidos e se interpenetravam. Enlil os separou, talvez com um sopro, já que seu nome significa "Senhor Vento".

Mitologia Babilônica

Sobre a Mitologia da Babilônia, pouco conhecida mas impressionante, existem dois dados básicos, que devem ser compreendidos em uma primeira instância.

A primeira informação é de que a religião babilônica dependia dos sumerianos, ou seja, foram influenciados em suas crenças pôr elementos estrangeiros. O segundo dado é mais informativo: a religião babilônica era naturista, ou seja, adorava as forças vitais. O homem seria a medida de todas as coisas; "as forças vitais, portanto eram representadas sob formas de espíritos de fertilidade e de fecundidade, encarnados num casal, bem como nas famílias humanas. Um jovem deus, que tinha os atributos e poderes do pai, representava papel não bem definido, pois ora era filho da deusa, ora seu amante, ora as duas coisas ao mesmo tempo. (...) Havia a seguir, deuses especializados : o do Grão, o da Floresta, o da Vinha, o da Fonte, etc., e espíritos inferiores, demônios, para explicar o mal que atingia a Humanidade".

O Enuma Elish

O Épico Babilônico da Criação, o Enuma elish, está escrito em sete tabletes, cada um com algo em torno de 115 e 170 linhas de texto. Foi feito para ser recitado no festival do Ano Novo na Babilônia e fala sobre o sucesso do deus-herói Marduk, o deus da Babilônia... conta como se tornou a deidade suprema, rei de todos os deuses do céu e da terra.

"Quando o céu acima não possuía ainda nome
Nem a terra abaixo era pronunciada pôr nome,
Apsu, o primeiro, o criador de ambas as coisas
E o fabricante Tiamat, que os chateava a todos,
Misturaram suas águas,
Mas não formaram os pastos, ou descoberto as camas de junco;
Quando os deuses não tinham se manifestado ainda,
Nem nomes pronunciados, nem destinos criados,
Então os deuses foram criados dentro deles."

A Epopéia de Gilgamesh

Gilgamesh é o grande herói da poesia épica Babilônica e Sumeriana. É o precursor de Héracles de outras histórias folclóricas. Gilgamesh é o filho da deusa Ninsun e do sacerdote de Kullab (uma das partes de Uruc), e o quinto rei de Uruc depois do grande dilúvio. Se tornou famoso como um grande construtor ("...erigiu muralhas, um grande fosso e o templo abençoado de Eanna...") e como uma espécie de juiz da morte.

A Epopéia de Gilgamesh foi preservada em tabletes de argila que foram decifradas no século passado. Eles contêm as aventuras do grande Rei de Uruc (cidade ao sul da Babilônia) em sua busca pela imortalidade e de sua amizade com Enkidu, o homem das colinas selvagens, que comia com as gazelas e com as bestas...

A maioria dos poemas deste épico já tinha sido escrito nos primeiros séculos do segundo milênio antes de Cristo, mas é provável que existiu quase que da mesma forma muitos séculos antes. A edição mais completa, entretanto, vem da biblioteca de Assurbanipal, antiquário e último grande rei do império Assírio.

Mitologia Céltica

Estudar o panteão celta é adentrar um mundo vasto e desconhecido. Este panteão foi transmitido através das gerações de forma oral. Eis, pois, o motivo real da dificuldade: a transmissão oral tem muitíssimas falhas. A maior parte do conhecimento que se tem de tal panteão se deve principalmente à "ajuda", digamos assim, do imperador romano Júlio César.

Roma conquistou os povos celtas da Gália (atualmente França) depois de muitos anos de batalha. Para os romanos, os galos (celtas da Gália) tinham uma grande virtude, a valentia, mas era só isso. Eram vistos como seres primitivos que impediam a expansão do mundo civilizado (Roma). É certo, portanto, estudar o que foi legado pôr Roma mas tendo sempre em vista que os romanos não gostavam dos celtas. Os relatos são, pois, cheios de exageros e preconceitos.

Os relatos mais fieis, entretanto, sobre a mitologia celta estão presentes na literatura irlandesa e galesa. A primeira vem desde o século VII, enquanto a segunda remonta do séc. XIV em diante. Essa literatura (poesias épicas) vai versar principalmente sobre a Irlanda medieval, "assim como a tradição artúrica derivada em Gales, Bretanha e Inglaterra".

Um observador mais atento verá rapidamente que as informações são limitadas pois só compreendem a zona ocidental do reinado celta.

"Felizmente, os ciclos mitológicos da Irlanda são extensos e estão pletóricos de incidentes. A propósito, somente foi publicada metade das 400 narrações que hoje em dia se sabe que existem. Os estudiosos modernos dividiram estes relatos em quatro ciclos principais".

O primeiro ciclo compreende o povo da deusa Danann, os "tuatha de Danann". A grande deidade deste ciclo é Dagda, filho da deusa sobrecitada. Dagda possui um caldeirão mágico que tinha o poder de reviver os mortos. Alguns mitólogos dizem que esse objeto é o protótipo do Santo Graal. "Dizia-se que o Graal era o cálice do qual Jesus e os seus discípulos beberam durante a última ceia; também recolheu sangue que brotou da ferida de lança sofrida pôr Jesus na Crucificação".

O segundo ciclo retrata principalmente Cuchulainn, um dos vários heróis do Ulster. Era uma espécie de semi-deus guerreiro protetor da Irlanda. O terceiro ciclo fala das histórias dos reis lendários, que lutavam freqüentemente entre si, dando a oportunidade a Morrigam - deusa da guerra - de semear a morte nos campos de batalha. Morrigam era vista como uma ave e estava presente em tudo o que fosse verdadeiramente selvagem e maléfico nas forças sobrenaturais.

Os duelos entre os heróis celtas são contados no quarto e último ciclo. São conhecidas as aventuras de Finn mac Cumhaill, líder dos Fianna, grupo de guerreiros fortíssimos.

O panteão celta vai influenciar diretamente a cavalaria cristã. "A Igreja medieval sempre se preocupou pelo Graal que, conforme se supõe, José de Arimatéia levou à Grã-Bretanha. No entanto, os clérigos pouco podiam fazer para esfriar o entusiasmo diante das narrações legendárias dos Cavaleiros da Távola Redonda. Inclusive tiveram de aceitar o relato de acordo com o qual somente foi concedida a visão do Graal a sir Galahad em virtude de sua pureza". O interesse pôr Artur e seus cavaleiros ainda existe até hoje.

O próprio cristianismo medieval estava banhado pôr lendas como as presentes no Juízo Final, ou nas histórias sobre o Anti-Cristo e ao culto da Virgem Maria. "Parecia que somente o bendito grupo de santos mantinha à distância a multidão de magos. Embora os clérigos apelaram ao exorcismo como arma contra as persistentes artimanhas de Satã, a angústia pessoal pelo inferno explica a popularidade do apócrifo Evangélico de Nicodemo (Acta Pilati), que narra o triunfal descenso de Jesus aos infernos e a libertação de muitas almas cativas".

 

Deuses Celtas

Abnoba Andrasta Arduina Balor Balenos

Brigit Bron Cuchulainn Dagda Dana

Épona Fionn Gonavonn Ossian Tricéfalo

Abnoba

Deusa da Floresta negra (Forêt-Noire, Schwarzwald).

Andrasta

Deusa guerreira. Aparece com a rainha Budica. Tinha um esposo que foi identificado com Marte, o deus da guerra romano.

Arduina

Deusa de Ardennes. Foi identificada pêlos romanos como Diana, a deusa da caça.

Balor

Gigante irlandês de "mau olho"; tinha as pálpebras caídas sobre os olhos e era mister um forcado para erguê-las; seu congênere gaulês chamava-se Yspaddaden.

Balenos

"O Brilhante" ou "Aquele Que Reluz", divindade que, pêlos romanos, foi identificada como o Apolo latino.

Brigit

Irmã do deus Oengus, o Cupido irlandês, divindade do amor. Brigit é uma deusa tríplice, a menos que haja três irmãs com o mesmo nome. É venerada pêlos poetas, ferreiros e pêlos médicos. Enquanto deusa das estações do ano, seu culto se celebrava no primeiro dia de fevereiro, dia do Imbolc, a grande festa de purificação.

Bron

O deus marítimo Llyr teve dois filhos: Bron ou Brân (Bron é irlandês e Brân é gaulês) e Manannân ou Manawydan. Brân era um enorme gigante que nenhum palácio ou nenhum navio podia abrigar; atravessou a nado o mar da Irlanda para combater e destruir um rei e seu exército; estendido através de um rio, seu corpo gigantesco serviu de ponte para o exército passar. Possuía uma caldeirinha mágica com a qual ressuscitava os mortos. Harpista e músico, era o protetor dos fili e dos bardos. Rei das regiões infernais, lutou para defender os tesouros mágicos que o filho de Dôn queria roubar. Ferido pôr uma flecha envenenada, ordenou que lhe cortassem a cabeça, a fim de abreviar seu sofrimento; a esta cabeça decepada continuava a dar ordens e conversar durante 87 anos, que tantos foram necessários para levar o corpo à sepultura, uma colina de Londres. A cabeça cortada de Brân, voltada para o sul, prevenia a ilha de toda invasão; o rei Artur, imprudente, mandou exumá-la, tornando possível a conquista da Saxônia.

Cuchulainn

As aventuras de Cuchulainn (diz-se Cu-hu-lim) constituem a epopéia principal do ciclo heróico de Ulster. Ao nascer, chamava-se Setanta; era filho de Dechtiré, irmã do rei Conchobar, casada com Sualtan, o profeta. Seu pai verdadeiro, porém, era o deus Lug, mito solar dos Tuatha Dê Danann. Foi criado entre os demais filhos dos vassalos e guerreiros do rei. Com sete anos matou o terrível cão de guarda de Culann, chefe dos ferreiros de Ulster; vem daí o nome Cuchulainn, "Cão de Culann". O menino possuía uma força incrível e, quando dominado pela ira, lançava calor intenso e suas feições transformavam-se, pavorosamente. Algum tempo depois de matar o cão, massacrou três guerreiros mágicos gigantes, que tinham desafiado os nobres do Ramo Vermelho (uma milícia ou ordem primitiva de cavalaria de Usler, provavelmente). Depois, mandam-no para Scâthach, a Rainha das Trevas, epônima da ilha Skye, onde conclui sua educação. A feiticeira ensina a ele a arte da magia. Antes de voltar para casa, decide matar uma inimiga de sua professora, a amazona Aiffé, uma mortal. Não só a derrota mas deixa-a grávida. Volta, assim, para Ulster, munido de armas prodigiosas. Pouco tempo passado, se apaixona pôr Emer (diz-se Avair), filha de Forgall Manach, mágico poderoso. Este não permite o relacionamento; Cuchulainn, então, rapta-a, depois de ter matado toda a guarnição e o pai da moça. Neste período é que as grandes batalhas e aventuras tomam lugar.

Dagda

O "Deus Eficaz", é o nome pelo qual era chamado o deus-chefe Eochaid Ollathair. Dagda era bom para tudo: dos mágicos é o primeiro e o mais poderoso, temível guerreiro, habilíssimo artífice e o mais esperto de todos quantos "possuem a vida e a morte". Possui uma caldeirinha mágica que pode alimentar todos os homens da terra. Chama as estações do ano tocando sua harpa divina. Veste uma túnica curta e traz na cabeça um capuz. É o senhor da vida e da morte, dispersador da abundância.

Dana

É a companheira de Bilé. A sua descendência chama-se Tuatha Dê Danann (tribos da deusa Dana).

Épona

"A Cavaleira" ou "a Amazona". É representada sempre a cavalo, sentada de lado, como as amazonas do século passado; na cabeça trás um diadema; ao seu lado vê-se uma jumenta ou um poltro, que, às vezes, é alimentado pela deusa. Seus atributos eram a cornucópia, uma pátera e frutos. Presidia, também, à fecundidade do solo, fertilizado pelas águas.

Fionn

Chefe dos Fionna de Leinster, o herói Fionn ou Fionn mac Cumhail é o fanfarrão que mata monstros também sendo um mágico. Vive de aventuras, é desconfiado e astucioso. É filho de Ossian e avô de Oscar; são seus inimigos Goll e seu irmão Conan. Seu nome significa "Branco" ou "Louro". Morreu em uma batalha, em Glabra.

Govannon

O nome é bretão; a forma irlandesa é Goibniu e significa "ferreiro". Este deus é o Vulcano das tribos celtas insulares; fornece armas aos membros do clã e aos aliados. Consideram-no, na Irlanda, o arquiteto das altas torres redondas e das primeiras igrejas cristãs.

Ossian

Era filho de Finn. É, certamente, o mais importante personagem do ciclo feniano ou de Ossian. Quando foi da derrota de Gabara, escapou graças à deusa-fada Niamh, que conduziu sua barca de vidro para Tiranog, o paraíso céltico. Passou lá 300 anos de juventude, enquanto o tempo e os reinos (e os reis) passavam na terra. No fim desse tempo quis retornar à face da terra. Niamh lhe confia a montaria mágica que ela mesma usava, recomendando-lhe que não pusesse o pé em terra. Ossian, entretanto, cai da montaria e bate no solo terrestre e quando ergue-se, custosamente, era um velho fraco e cego.

Tricéfalo

É um personagem com três cabeças ou com três rostos. Em uma estela encontrada em La Malmaison o Tricéfalo domina o par divino formado pôr Mercúrio e Rosmerta. Era apenas uma representação do deus que os romanos identificaram ao seu Mercúrio. A multiplicação das cabeças seria a forma prática de multiplicar o poder da divindade.

 

Robespierre Cardoso da Cunha

Robespierre Cardoso da Cunha

Shalom.

Grande paz, bondade, bênção, graça, gentileza e compaixão sobre nós. Abençoa-nos, nosso Pai, todos nós como um só, com a luz do Teu rosto, pois com a luz do teu rosto nos deste, Adonai, nosso Elohim, a Torá da vida e amor de bondade, justiça, bênção, compaixão, vida e paz. E isto pode ser bom diante de Teus olhos para abençoar Teu povo a cada momento e a cada hora com a Tua paz. Bendito és Tu, Elohim, que abençoa todo o teu povo com paz.

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  • Graça Couto

    Com toda certeza,n ão podemos negar diante de tantos fatos, a nossa origem de seres do espaço , que colonizaram a terra.Como negar as Dinastias Divinas na Antiguidade,os templos, achados arquelogicos, construções, que o ser humano, não é capaz de construir hoje, só um cego que ão vê isso.Mas não anula o fato de Jesus, tem vindo salvar a humanidade perdida.O importante, é seguir os ensinamentos, fazer a vontade do pai, e estamos no caminho certo em qualquer religião.O amor é o que conta.Porque Deus se manifestou em todas religiões. sendo um farol que se acendeu em cada uma delas, quando estão na escuridão.Temos que ser aberto e não enfiar a cabeça na areia e achar, que as civilizações Antigas com suas Dinastias não existiram.

    Graça Couto Seg, 31 de Outubro de 2011 20:57 Link o comentário

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