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19 Ago

As Duas Vindas do Mashiach

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As Duas Vindas do Mashiach

Introdução

Para muitos é difícil entender a relação entre Yeshua e a figura messiânica por, na época, não ter cumprido a totalidade das profecias relacionadas ao Mashiach na Torah e nos demais textos proféticos. Contudo, precisamos entender que, mesmo para o judaísmo, a redenção messiânica se daria em duas fases distintas.

Nossos sábios rabinos talmudistas e mesmo posteriores a eles, incluindo Rambam, Rashi e muitos outros, falam em ‘’dois Mashichim’’. Cada um deles cumpriria uma parte da missão. Mashiachão. Mashiach Bem Yossef e Mashiach Bem Davi.

Pretendemos mostrar que ambas as representações, se contemplam, na verdade, em uma só pessoa.

Em lições posteriores falaremos de cada um deles mais detalhadamente. Por hora, tentaremos explicar melhor a base escriturística e rabínica que comprove as duas manifestações messiânicas.

 

NÃO DE UMA SÓ VEZ:

 

Crer em uma vida dupla do Mashiach é na verdade uma crença judaica com a qual concordam nossos sábios.

Vejamos os relatos a seguir: ‘’Nas obras do famoso místico da Torah, Rabino Yitschak Luria (mais conhecido como o Ari Hacadosh), esta escrito que, antes de Mashiach se revelar completamente, ele estará oculto de maneira semelhante à de Mosheh [Moisés] quando ele subiu ao Monte Sinai para receber a Torá. O povo se iludiu ao pensar que ele havia morrido, mas na verdade ele estava vivo, e mais tarde ele desceu e nos deu a Torá.’’

Sobre o ocultamento de Mashiach é dito: ‘’Depois de Mashiach se revelar completamente todos os judeus o reconhecerão e se reunirão à sua volta’’.

Além disso, Rashi escreve no final do livro de Daniel sobre as palavras ‘’Feliz é aquele que espera’’,que ‘’Nosso Mashiach esta destinado a se ocultar depois da sua revelação, e voltará para ser revelado’’.

Questionário

1. Que provas temos nos escritos dos profetas de que a revelação messiânica se daria em duas fases?

Em Daniel 2, a respeito da visão da estátua de Nabucodonosor, vemos que uma pedra é cortado do cume de uma montanha, sem ação humana e lançada aos pés da estátua e destruindo-a (Dn 2:31-45)

Sabemos que isso é uma clara referência à instituição da Era messiânica e à destruição dos governos do mundo (Sl 110; Dn 7:27; Is 2:2-3; Mq 4:1-2; Ap 11:15), e que sua época se refere aos tempos atuais, posteriores ao Império Romano e sua divisão e desfacelamento. Logo, por meio disso, podemos crer que a instauração do Malchut HaShamaim se dará neste período em que vivemos (queira Elohim abreviá-lo).

Contudo, em Daniel 8, o mesmo profeta, veremos que o Mashiach seria morto 466 anos e meio após a reconstrução do segundo templo, e antes de sua destruição (Dn 8:24-27; Ed 1:1-11), ou seja, durante o período em que Israel estava ainda sob o domínio de Roma.

 

Como equacionar esta aparente? Concluímos aqui se tratar de uma manifestação messiânica ocorrida em duas fases. Uma com sua morte na condição de servo sofredor (Mashiach Ben Yossef), onde seria comparado ao cordeiro (Sl 2 e Is 53). Após sua morte, assentando-se à direita de Elohim até o tempo determinado para a instauração de seu reinado (Dn 7:13, 14; Sl 110).

Nas palavras do rabino Yoden, sábio talmudista que, infelizmente, ao que se sabe não creu em Yeshua, encontramos: ‘’no futuro, nos dias do Messias, o Santíssimo, bendito será Ele, fará o Messias assentar-se ‘a sua mão direita’, como é dito: Disse o Adonay ao meu ‘Adon: Assenta-se a minha mão direita (Sl. 110:1)’’.

No Zohar, Shemot 8b, um livro sobre misticismo judaico, encontramos descrito tais palavras: ‘’Ele levará uma vida normal no mundo (Primeira vinda); o espírito de Mashiach no Gan Éden Celestial será concedida a ele (O espírito de Elohim estaria Nele), ele será escondido ascendendo aos céus (Sua ascensão) e só então será revelado e recebido por Israel (Seu retorno)’’.

Vemos portanto, que mesmo as linhas mais místicas ou as mais racionalistas do judaísmo, e que negam Yeshua como Mashiach, confessam a dupla manifestação messiânico, inclusive crendo em sua ascensão aos céus.

 

2. Por que a manifestação messiânica deveria se dar em duas fases?

Nossos sábiosexplicam no tratado de sanhedrin 98a uma aparente contradição nos textos de Dn 7:13 (elevado nas nuvens do Céu) e Zc 9:9 (Homem pobre montado num jumento). Eles resolvem este caso, afirmando que se Israel for merecedora e tiver méritos ele viria nas nuvens, caso contrário, apareceria como um homem de dores, experimentado nos trabalhos (Is 53) e montado num jumentinho.

Nesta situação, poderíamos dizer que a geração que recepcionou a Yeshua em sua primeira manifestação, se enquadrava, no primeiro caso. Isso devido, entre outras coisas, a sua corrupção com o império romano, sendo apenas uma pequena parte merecedora de enxergá-lo (Is 29: 10-19).

Uma das provas do não merecimento daquela geração foi a destruição do segundo Templo. O tratado Yomah 9b do Talmud Bavili nos diz: ‘’Não foi a supremacia militar que ocasionou a destruição do segundo templo, mas sim o ódio gratuito e a lashon harah’’, pecados estes, considerados pelo sábios , como piores do que a idolatria, perversão sexual e derramamento de sangue inocente.

Outro motivo e o mais importante deles é que antes de tomar os reinos do Mundo, o próprio mundo deveria ser preparado para isso.

Imaginemos o caso de uma mudança econômica monetária como ocorrida no Brasil no ano 90 (Plano real) que foi precedida por um período de aceitação (URV). Também no caso de Olam Habah o mundo terá de ser preparado para uma mudança  total de valores, e portanto, antecedido pelas noticias  da mídia (Pregação da Palavra) e ainda um período de adaptação posterior, neste caso figurado nos dias do Mashiach.

Elohim não gostaria que apenas aquela parte de Israel fosse alvo de sua redenção, mas Ele intencionava que todos os homens tivessem a oportunidade de conhecê-lo de alguma forma  e, quem sabe, aceitar o seu jugo. Por isso realizou um reino messiânico que se entenderia de mar a mar, alcançando os dispersos de Israel  e ainda muitos gentios que a Ele se achegariam. (Is 40:5; 11-9; Sl 72:7-8; Zc 9-10; Sf 3-9; Ez 37-23; Is 60-21; 56).

O conhecido rebe de Lubavitch, que alguns judeus consideram o Mashiach, antes de falecer disse: ‘’Há muito a ser feito no Norte da África. Os judeus dos Marrocos precisam de professores e orientadores, e é nossa missão disseminar o conhecimento da Torá entre eles’’.

Com essas palavras, o Rabi Yosef Yitzhak Schneerson iniciou uma campanha de envio de shlichim judeus – rabinos e professores – a outros países. ‘’Uma revolução espiritual se iniciava: o judaísmo estava para ser espalhado pelos quatro cantos do mundo’’.

Isto nos lembra algo? Yeshua antes de subir aos céus, enviou os seus Shalichim (Emissários – Apóstolos) para preparar o mundo para a chegada do reino, como vemos em At 1:6-8.

Estudaremos mais sobre isto na lição 12.

Mashiach como Servo Sofredor

Introdução

Nos últimos tempos, alguns têm contestado a idéias de um messias sofredor, que tivesse de padecer, como parte de sua missão de redenção.

Há quem atribua o texto de Ishaiahu 53 ao povo de Israel, e devido ao fato desse texto ser amplamente utilizado por religiosos para evocar o martírio do Messias, muitos tem tentando afirmar que o mesmo nunca se referiu  ao Messias que deve, segundo eles, ser visto como um herói vitorioso e redentor  e não como um cordeiro sofredor.

Provaremos aqui que, diferentemente do que se tem dito o próprio judaísmo sempre utilizou Isaías 53 como uma referência messiânica.

Os textos que se seguirão são extraídos de fontes judaicas oficiais, como Talmud, Zohar, Mishneh Torah e comentário dos rabinos mais confiáveis do cenário judaico.

Detalhe: nenhum dos rabinos aqui citados, ao que se saiba, criar em Yeshua como Messias.

 

OS RABINOS E O MASHIACH SOFREDOR

Isaias descreve: “umhomem de dores e acostumado com a doença”. Muitos comentaristas judeus, tais como Ramban e Abarbanel, explicam isto como sendo uma referência a Mashiach. Ramban (rabi Mosheh Ben Nachaman) também explica: “a dor de Mashiach resultará em nos corrigirmos, pois, devido ao mérito dele, Elohim nos perdoará e seremos curados de nossas transgressões”.

O Maharal de Praga, O grande líder, filósofo, autoridade legal e místico que viveu no século 16 da era comum, discutiu a natureza e as razões para a dor que Mashiach teria de suportar.

Alshich, um cabalista do século dezesseis, explica: ‘’Mashiach aceita seu sofrimento de bom grado, com amor pelo povo judeu e toda humanidade, e que quando finalmente  Mashiach se revela, nós nos daremos conta de que ele escolheu sofrer. Compreenderemos então quando esforços ele investiu suportando o sofrimento da geração. (...), como diz o Talmud: assim como os sacrifícios obtêm  expiação, assim também a morte dos judeus pode vir a ser expiação’’.

Questionário

1. Que provas temos nas Escrituras e nas palavras dos sábios que o Mashiach haveria de sofrer?

Embora alguns contestem sua aplicação, o texto de Is 53, apresenta a figura messiânica como sofredora. O Rabi Shneor Zalman, o fundador do Chassidismo Chabad, na verdade, detalha a natureza e os sintomas das aflições de que Mashiach sofrerá.

O Chafets Chaim, em seu trabalho sobre ansear por Mashich, discute o conceito das ‘’dores de parto de mashiach’’. De fato, esta ideia, comparar o tempo de Mashiach à dor e ao tormento de dar à luz, é encontrada em todas as discussões filosóficas e mistícas sobre Mashiach ao longo dos séculos. Com toda certeza, se a geração no qual Mashiach vier, infelizmente, irá conhecer muita dor e sofrimento, então o próprio Mashiach dela partilhará – na verdade, assumirá a porção maior – das aflições e da dor.

O Salmo 22, inclusive recitado por Yeshua, durante seu martírio, retrata o sofrimento e angustia do rei David e prefigura, para muitos dos sábios uma alusão clara ao sofrimento messiânico.

O Talmud Bavili discute a citação de Zc.12:9-12 (ler) e diz: Por quem pranteiam eles? E responde: ‘’Pelo Messias Ben Yossef que será morto’’. (Sukah 52 a).

Os próprios rabinos concordam que o padecer do Mashiach é parte do processo de redenção de Israel.

O Midrash Ykrah Rabah ainda fala de um conceito chamado de ‘’Kaparat HaDor’’, citado inclusive pelo Rabino Menachen M. Diezendruck, Z’’L, comentarista da ‘’Torah, A Lei de Moisés’’ (Editora Sefer), no que se refere ao capítulo 10 de Vaykrah, que narra a morte dos filhos de Aharon: ‘’A morte dos justos serve de expiação pelos erros e faltas dos pecadores, e leva-os ao bom caminho. Esta é a razão porque no dia de Yom Kipur, se lê o texto da Torah que menciona a morte dos filhos de Aharon’’, comenta ele. Torah Pg.312-313.

 

2. Por que Mashiach teria de sofrer?

Encontramos num comentário rabínico o mesmo questionamento: ‘’Por quê?’’ – pergunta ele – ‘’Por que precisa Mashiach, a pessoa que trará redenção ao mundo, suportar a aflição e a dor? Podemos entender que haja um período de dúvida – talvez, rejeição por parte de alguns, falta de vontade de aceitar o que a Torádiz ou não estarmos ainda educados nos conceitos de Mashiach  e Redenção. Esta parte do processo podemos aceitar - com relutância -  porque o processo de Redenção, de afastar a grande escuridão, começa com uma pequena luz.’’ (fonte: www.adimatai.org).

Isto significa que para o judaísmo, o sofrimento de Mashiach  esta ligado ao amor dele pela geração que o receber. Ele partilhará do sofrimento dela e, de algum modo, tomará sobre si suas dores.

O texto acima ainda chega a sugerir que uma parte da geração de Mashiach não o aceitaria. Isto pelo fato, segundo ele, dela não estar espiritualmente preparada para isso.

Nas palavras do autor do livro dos Atos encontramos: Ler At 13:27; 26:22-29.

Verificamos aqui uma grande semelhança com a história de Yeshua. Tatno no que se refere a rejeição de parte de seu povo, quanto ao partilhar de suas dores e aflições.

Nas palavras do sumo sacerdote  Caifás  encontramos: Ler Jo 11:49-53. No Talmud ainda podemos observar: ‘‘... O movimento em direção à redenção é comparado ao surgimento da aurora. Haverá um período de confusão e de tumulto: as pessoas duvidarão de Mashiach, questionarão suas qualificações, e até mesmo o perseguirão – devido à incerteza e ao caos daqueles tempos. Mashiach aparecerá até mesmo como um pobre, humilde, montado num jumento, como diz o profeta’’. Ler ainda Lc 11-29-33; Jo 7:5-18; 12:35-40; Rm 10:16-20; Is 53:1-4.

A redenção começa com uma pequena luz que ilumina muita escuridão. Uma pequena parte veio a crer nele o princípio, poucos anos depois milhares de Judeus vieram a crer (At 2:39-41; 6: 7; 21:20)

Ele aceitou o sofrimento assim como Mosheh, que preferiou ter seu nome riscado do livro de Elohim, a ver o povo parecer, no deserto. Mosheh não entrou na terra, mas o povo de Israel foi salvo (Êx 32:32-34). Assim também Yossef do Egito sofreu pela salvação de sua geração.

Rabi Pinechas nos diz: ‘’No Tempo da Vinda do Mashiach, todos os sacrifícios serão anulados, exceto os de gratidão’’ (Jr 31:11) Fazendo menção a seu martírio redentor.

Numa oração de um antigo Machzor de Yom Kipur  encontramos a seguinte prece ‘’...Nosso messias justo tornou a sua face de nós  e vimos para justificar-nos. Ele carregou o jugo das nossas iniqüidades e nossas transgressões. Ele carrega os nossos pecados nos seus ombros, para que ele possa achar perdão às nossas iniqüidades. Nós seremos remidos em seus ferimentos no tempo em que o Eterno o fazer nova criatura e o trouxer do círculo da terra para reunir-nos uma segunda vez.’’ (Truejewschool.com)

 

Mashiach como Príncipe Governador

Introdução

Na segunda fase de sua missão, agora não mais como Mashiach Ben Yossef e sim como Ben Davi, o Cordeiro não mais será manso e passivo, antes sim, será comparado ao leão que desperta para sua caçada. O ‘’Servo Sofredor’’ desaparece do cenário e o ‘’Príncipe Dominador’’ surge para o governo do mundo e a correção das nações.

Ele reinará com mãos de ferro e quebrará o jugo das nações. Elas se submeterão forçosamente e serão subjugadas no intuito da formação de uma nova sociedade. Suas armas serão transformadas em arados e guerreiros em lavradores. Os falsos profetas serão descridos para sempre, e o espírito do engano  será tirado das nações. O povo de Israel habitará seguro em sua terra, e finalmente, agora na figura de governador, Yossef se dará a conhecer a seus irmãos, e os perdoará. Eles chorarão ao reconhecê-lo e haverá paz na Terra.

No Livro de Mequisedeque, encontrado em uma caverna, escrito pelo próprio Avraham, descreve esse periodo nas seguintes palavras:

 

- Ao chegar a plenitude dos tempos, todos os esforços humanos em busca da paz se frustrarão.Naquele tempo, numerosos nações se aliarão contra o reino de Salém; Haverá uma batalha comonunca houve, e toda a terra será castigada pelo fogo; Depois de esgotarem todos os recursos em sua defesa, Israel verá, com desespero, incontáveis inimigos marchando contra eles, com o propósito de eliminá-los. Como Ló em sua noite de angustia, eles verão morrer sua esperança, quando, em Rosh Hashanah, ouvir-se-á em meio às ruínas de Salém, os acordes harmoniosos de um alaúde, tocado por um beduíno da tribo de Taamireh; Sua música fará renascer a fé e a esperança em um mundo melhor, onde nação não se levantará contra nação; onde as lágrimas, a dor e a morte não mais existirão. Depois de consolar os aflitos com os acordes de seu alaúde, o beduíno tomará o vaso com os

pergaminhos da Tumba de Davi, e o levará sobre os ombros. Naquele dia, estarão os seus pés sobre o Monte das Oliveiras, e, ao clamar pelo livramento de Israel, haverá um forte terremoto que rachará o monte pela metade, surgindo do oriente para o ocidente um enorme vale. Naquele dia, toda a terra de Israel será fortemente sacudida, sobrevindo total destruição para todos os exércitos inimigos; Haverá, contudo, salvação para todos aqueles que, com arrependimento, refugiarem-se sob as asas do Eterno, lançando para longe de si os instrumentos de violência. Toda a humanidade testemunhará, com espanto, as cenas de livramento dos filhos de Israel. Naquele dia, muitos povos e poderosas nações se posicionarão ao lado de Yahwéh dos Exércitos; Multidões se aproximarão dos judeus da diáspora, dizendo: Nós iremos convosco, porque sabemos que o Eterno está do vosso lado.

O Yom Kipur que seguirá ao livramento, será um dia de purificação das impurezas de todos aqueles que aceitarem a salvação; Naquele dia acabará a cegueira dos filhos de Jacó, e olharão para Aquele a quem traspassaram, e chorarão amargamente por ele como se chora por um filho unigênito. (Zacarias 12,13).

Na festa de Sukot (colheitas) será derramado o Espírito de Elohim sobre toda a carne; E há de ser que, todo aquele que invocar o nome de Yahwéh, será salvo, recebendo uma pérola do vaso (Joel 3). No decorrer dos dias de Sukot, chuvas de bênçãos cairão sobre o imenso vale, fazendo surgir à vista de todos os povos, em toda a Terra Santa, um paraíso repleto de alegria e paz.

Naquele dia os eleitos de Elohim compreenderão as palavras do Livro:

"Ouvi-me, vós, que estais à procura da justiça, vós que buscais a Yahwéh. Olhai para a rocha da qual fostes cavados, para a caverna da qual fostes tirados. Olhai para Abraão, vosso pai, e para Sara, aquela que vos deu a luz. Ele estava só quando o chamei, mas eu o abençoei e o multipliquei. Yahwéh consolou a Sião, consolou todas as suas ruínas; ele transformará o seu deserto em um Éden e as suas estepes em um jardim. Nela encontrarão gozo e alegria, cânticos de ações de graças e som de música"(Isaías 51:1-3).

Naquele dia os remidos olharão para o humilde beduíno que libertou da caverna o vaso de Abraão, e cantarão com alegria: "Como são belos, sobre os montes, os pés do mensageiro que anuncia a paz, do que proclama boas novas e anuncia a salvação, do que diz a Sião: O teu Elohim reina! Porque Yahwéh consolou o seu povo, ele redimiu Jerusalém. Yahwéh descobriu o seu braço santo aos olhos de todas as nações, e todas as extremidades da terra viram a salvação do nosso Elohim" (Isaías 52:7-10).

Durante seis anos, toda a humanidade, iluminada pela maior revelação do amor e da justiça de Yahwéh, terá oportunidade de romper com o império do pecado, unindo-se aos filhos de Israel em sua marcha de purificação e restauração do reino da luz..

Então acontecerá que, todos os sobreviventes das nações que marcharam contra Jerusalém, subirão, ano após ano, para prostrar-se diante do rei Yahwéh dos Exércitos, e para celebrar a festa de Sukot. E acontecerá que aquele das famílias da Terra que não subir e não vier, haverá contra ele a praga com que Yahwéh ferirá as nações que não subirem para celebrar a festa de Sukot (Zacarias 14: 16-18).

Naqueles anos de oportunidade, soará por todas as partes do mundo o último convite de

misericórdia, num apelo para que todos os pecadores se arrependam e se unam numa eterna aliança com Yahwéh, dizendo:

"Assim diz Yahwéh: Observai o direito e praticai a justiça, porque a minha salvação está prestes a chegar e a minha justiça, a manifestar-se. Bem-aventurado o homem que assim procede, o filho do homem que nisto se firma, que guarda o sábado e não o profana e que guarda sua mão de praticar o mal. Não diga o estrangeiro que se entregou a Yahwéh: - Naturalmente Yahwéh vai excluir-me do seu povo, nem diga o eunuco: -Não há dúvida, eu não passo de uma árvore seca". Pois assim diz Yahwéh aos eunucos que guardam os meus sábados e optam por aquilo que é a minha vontade, permanecendo fiéis à minha aliança: Hei de dar-lhes, na minha casa e dentro dos meus muros, ummonumento e um nome mais precioso do que teriam com filhos e filhas; hei de dar-lhes um eternonome, que não será extirpado. E, quanto aos estrangeiros que se entregarem a Yahwéh para servi-lo,

sim, para amar o nome de Yahwéh e tornarem-se servos seus, a saber, todos os que se abstêm de profanar o sábado e que se mantêm fiéis à minha aliança, trá-los-ei ao meu santo monte e os cobrirei de alegria na minha casa de oração. Os seus holocaustos e os seus sacrifícios serão bem aceitos no meu altar. Com efeito, a minha casa será chamada casa de oração para todos os povos" (Isaías 56: 1 -7).

Nos seis anos de oportunidade, Samael, o grande enganador, num gesto de desespero, empregará todos os recursos possíveis para impedir a realização de Yahwéh através de Seu povo. Em oposição à santificação do sábado que é o sinal da aliança entre Yahwéh e seus escolhidos, numerosas religiões, aliadas a governantes ímpios, imporá outro dia para o culto, não podendo comprar nem vender todos aqueles que mantiverem-se fiéis à aliança de Yahwéh (Ver Ezequiel 20:20;Apocalípse 13).Naqueles anos de provas, os eleitos de Elohim sobreviverão mediante o cuidado dos anjos, que os conduzirá para distante das populosas cidades que serão castigadas pelas sete últimas pragas que cairão sobre os impenitentes ao fim dos seis anos( Apocalipse 15).

Durante os seis anos da colheita final, o Messias edificará uma Nova e Eterna Jerusalém, adornandoa

com os atos de justiça de Seus escolhidos. (Êxodo 25: 1 - 8) Isaías 60: 10 -22 ; Zacarias 6: 12 - 15;

Apocalipse 3:12) Essa Nova Jerusalém somente será revelada ao completar-se toda a justiça divina, ao fim do sétimo ano, período em que os eleitos de Elohim terão como desafio viver uma vida sem culpas, pois qualquer ato de rebeldia naquele tempo, ficaria sem expiação, significando eterna vergonha para o Criador.

Ao completarem-se os sete anos,o Messias aparecerá nas nuvens do céu, acompanhado por todas as hostes celestes; Ao tocar Sua trombeta naquele grande Rosh Hashanáh, os fiéis falecidos, ressuscitarão revestidos de glória; os vivos vitoriosos, serão transformados num abrir e fechar de olhos , recebendo corpos perfeitos; Juntos, todos os remidos serão arrebatados para a Nova Jerusalém, numa viagem inesquecível que começará no primeiro dia da festa de Sukot; Depois de sete dias de feliz ascensão, chegarão à Cidade Santa para comemorarem, diante do trono, o oitavo dia da festa. Como que a sonhar, os resgatados do Senhor entrarão na Cidade Santa, encontrando ao seu norte, o jardim do Éden, no meio do qual eleva-se o monte Sião, o lugar do trono de Yahwéh. Coroados pelo Messias, os remidos entoarão o cântico da vitória, fazendo vibrar por todo o espaço os acordes de suas harpas, alaúdes e flautas.

“Essas palavras fora escritas pelo nosso Pai Avraham, encontrado nos rolos do mar morto em Kuram”

Agora entedemos o livro de Ieshaiahu que diz:

Yiesha’eyáhu 11

1 Porque brotará um rebento do tronco de Yischay, e das suas raízes um renovo[We’nétser] frutificará.

2 E repousará sobre ele o Ruarh do יהוהYERRUA  , o ruarh de sabedoria e de entendimento, o ruarh de conselho e de fortaleza, o ruarh de conhecimento e de temor do יהוהYERRUA  .

3 E deleitar-se-á no temor do יהוהYERRUA  ; e não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir dos seus ouvidos.

4 Mas julgará com justiça aos pobres, e repreenderá com eqüidade aos mansos da terra; e ferirá toda terra[Érets;planeta] com a vara de sua boca, e com o sopro dos seus lábios matará ao ímpio,

5 E a justiça será o cinto dos seus lombos, e a fidelidade o cinto dos seus rins.

6 E morará o lobo com o cordeiro, e o leopardo com o cabrito se deitará, e o bezerro, e o filho de leão e o animal cevado andarão juntos, e um menino pequeno os guiará.

7 A vaca e a ursa pastarão juntas, seus filhos se deitarão juntos, e o leão comerá palha como o boi.

8 E brincará a criança de peito sobre a toca da áspide, e a desmamada colocará a sua mão na cova do basilisco.

(Esses acontecimentos se processará durante o periodo dos seis anos que restará)

9 Não se fará mal nem dano algum em todo o meu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do יהוהYERRUA  , como as águas cobrem o mar.

10 E acontecerá naquele dia que a raiz de Yischay, a qual estará posta por estandarte[Lenés] dos povos, será buscada pelos gentios; e o lugar do seu repouso será glorioso.

11 E há de ser que naquele dia o יהוהYERRUA   tornará a pôr a sua mão para adquirir outra vez o remanescente do seu povo, que for deixado, da Assíria, e do Egito, e de Patros, e da Etiópia, e de Elã, e de Sinar, e de Hamate, e das ilhas do mar.

12 E levantará um estandarte entre as nações, e ajuntará os desterrados de Ysrael, e os dispersos de Ye(rr)hudá congregará desde os quatro confins da terra.

 

 

UM REINO DE PAZ

Após ser vendido por seus irmãos, feito vítimas das mãos de gentios, ser vendido como escravo, invejavam pelo os que o rodeavam, revelado o sonho de homens e desvendado seus destinos, era hora de Yossef tomar o seu lugar.

Todo aquele processo não passava de um aperfeiçoamento de sua condição até que estivessem pronto a revelar-se totalmente em sua essência. Agora, como um novo nome: Tzafenat Paneah (Salvador de Toda a Terra), promoveu mantimento aos povos, e trouxe as nações para junto de si. Todas vinha a eles buscar o que precisavam: Rambam também escreve: ‘’Este rei [Mashiach] será grande, ele vai reinar em Sion, seu nome erá grande, e sua lembrança vai ser guardada pelas nações mais do que a de Shlomó HaMelech. Todas as nações farão a paz com ele, e todos os países vão servi-lo... e qualquer um que se levante contra ele, Elohim vai destruí-lo... e entregá-lo... em suas mãos.’’ (Perek Chelek) Kolel.

 

Questionário

1. A que será comparado o Reino de Mashiach?

Em sua próxima vinda o Mashiach virá pra governar toda Terra após os mil anos de descanso da terra, mas foi necessário que primeiro viesse preparar nosso povo para redenção final. Durante este período o Mashiach passou por uma metamorfose.

Seu martírio e morte representou sua fase de crisálida e seu ressurgimento, o desabrochar da borboleta. Mas antes de seu primeiro vôo inaugural, sob sua nova condição, Mashiach manifestará toda a sua beleza, e no alto se mostrará a todo olho vivente.

Num antigo comentário rabínico encontramos: ‘’ Quando o rei Mashiach chegar ele vai subir no telhado do Templo e anunciar a Israel o seguinte, ‘À hora da sua redenção chegou! E se vocês não acreditam, olhem minha luz que brilha sobre vocês. ’

Nesse momento o Santo, Bendito seja Ele, vai fazer resplandecer a luz do reino Mashiach e de Israel, e todos irão em direção a [esta] luz... E virão lamber o pó sobre [seus] pés..., e todos virão e cairão sobre suas faces diante de Mashiach e diante de Israel e dirão, ‘’Nós seremos escravos para voc~e e para Israel.’’ (Yalkut Shimoni, Ieshaiáhu 49:9). Fl 2:7-11.

O reino de Mashiach será comparado com o de Davi, pois:

a)E esmagará a cabeça de seus inimigos (Nm 24:17-18; Ob 1:21; 2 Sm 8:2)

b) Reunirá as tribos de Israel, (2 Sm 5:1-5)

c) Restaurará a adoração de Elohim na terra (1 Cr 28:6).

 

O reinado Messiânico será também comparado ao reino de Shlomo porque:

d) Será um Reino de Paz, (1 Rs 4:24-25; 1 Cr 22:9)

e) Os povos virão a Ele buscar sua sabedoria (1 Rs 4:29-32; 10:24)

f) Será um reino rico e próspero, como nunca houve (1 Rs 3:11-14; 10:23,24),

g) Ele construirá uma morada para Elohim na terra (1 Cr 28:6).

 

O reino de Mashiach será ainda comparado ao governo de Yossef porque:

h) Todos os povos se prostrarão diante dele (Gn 41:43-45)

i) Seu nome estará sobre todo o nome debaixo do céu (Gn 41:41)

j) Só Elohim será maior que ele, neste governo (Gn 41:40)

k) Os povos virão a ele ou terão fome (Gn 41:56-57)

l) Fará as pazes com seu povo e os levará ao arrependimento (Gn 45:1-5)

m) Ele dará a terra aos judeus e ele habitarão em segurança (Gn 45:10-11)

n) Ele conquistará toda a terra para Elohim e reinará em nome de Elohim (Gn 47:20)

 

Todas estas comparações se contemplam na pessoa e na missão que observamos cumprida ou por cumprir em Yeshua:

a) Esmagará a cabeça de seus inimigos (Sl 110, 1 Co 15;25)

b) Reunirá as tribos de Israel (Mt 19:28; Lc 22:30; Ap 7:4; 14:1-5)

c) Restaurará a adoração de Elohim na Terra (Is 16;5, ‘’reino’’ At 15:16 ‘’voltarei’’)

d) Seu reino será de paz (Is 2:4; Mq 4:3; Sl 37:11; Ap 22:5)

e) Os povos virão a ele aprender de sua sabedoria (Is 2:3; Mq 4:2; Zc 8:20-23; Ap 21-24)

f) Será um reino de Riqueza (Is 64:4; Zc 14:14; 1 Co 2:9)

g) Constituirá uma habitação de Elohim na terra (Jo 2:19-21; At 17:24; 1 Co 3:17; Ap 21:1-3)

h) Todos confessarão o seu poder (Is 45:23; Rm. 14:11; Fl. 2:11)

i) Um nome sobre todo nome (At 4:12; Fl.2:9)

j) Só Elohim estará acima dele (1 Co 15:27,28)

k) Os povos virão a ele por causa da fome (Zc 14:16; Ap 21:24)

l) Fará pazes com povo (Sl 110:3; Zc 12:9-10; Ap 21:4)

m) Israel habitando seguro (Jr 23:5-8; Zc 8:4-5; 14:11)

n) A terra pertencerá ao Eterno e a seu Ungido (Ap 11:15)

Uma visão de 360 graus do reino do Mashiach foi mostrado recentemente no livro de Kuram encontrado por um Beduíno da tribo de Tamireh, la retrata claramente o reino de Masahich com uma clareza magnifica. Peço aos leitores que leiam o livro de Melquisedeque para maior compreensão de reino.

 

2. O que falta para a Revelação do Mashiach Ben Davi?

Na canção que sempre entoamos, no fim do Shabat e em nossas cerimônias de Pessach dizemos. Anuncie-nos o Mashiach, filho de Davi. Nós, que cremos representar aqueles que possuem o espírito de anunciação que estava em Eliahu HaNavi, devemos fazer o papel de anunciar a chegada desse Reino.

Ainda que Yossef governasse o Egito, era uma força que operava de acordo com as regras do mundo e do axílio. Afinal de contas Faraó lhe era superior.

Hoje vivemos épocas favoráveis a essa preparação para a vinda do Mashiach onde somos ajudados pelos meios de comunicações a levar a nossa mensagem a todo lugar para prepararmos o caminho de sua vinda.

Desta vez acima das maneiras naturais do mundo Ele, Mashiach virá e continuaremos uma nova fase que agora será de preparar a Terra para a descida da Nova Jerusalém e a habitação para Elohim.

O ‘’Zohar’’ diz: ‘’Este é o pastor fiél; de ti é dito ‘beija o Filho’ ; tu és o Príncipe dos Israelitas, O senhor da terra... o Fiho do Altíssimo, o filho do Elohim Santo...e gracioso Shekinah. Ou seja, O Mashiach representará a própria presença de Elohim entre nós. ‘’E como conclusão, lemos:

‘’ Ao vencedor, que guardar até o fim as minhas obras, eu lhe darei autoridade sobre as nações, e com centro de ferro as regerá e as reduzirá a pedaços como se fossem objetos de barro’’ Ap 2:26-27.

 

A Pessoa do Mashiach

Introdução

O povo de Israel nunca buscou um messias que fizesse sinais e maravilhas e sim um que expressasse em seu caráter e personalidade e modelo de um verdadeiro rei e mestre judeu, segundo o coração do Eterno. Os sinais, para um profeta servem apenas para atrair a atenção de seus seguidores, mas o que determina realmente a sua qualificação é seu caráter e seu ensinamento. Nesta lição analisaremos juntos os pontos principais da personalidade do Mashiach prometido e tentaremos explorar a opinião dos sábios judeus e na literatura oficial. Analisaremos ainda, quais destas qualidade podemos encontrar nos relatos sobre Yeshua e seu comportamento. Será que os ensinamentos do Mestre Yeshua se enquandram an esperança messiânica judaica?

Será que ele estava apto a representar a esperança de redenção judaica?

 

UM PROFETA SEMELHANTE A MIM

Mosheh Rabenu nos prometeu que Elohim enviar-nos-ia um profeta semelhante a ele.

Isto significa em primeira instância, que ele seria judeu, segundo, sua personalidade seria compatível com a personalidade de Mosheh.

Mosheh era manso (Nm 12:3; Mt 11:29).

Um líder com capacidade de governar e disposto a dar sua vida pelo povo (Êx 32:32; Jo 10:15).

Coragem para falar diante de reis (Êx 10:28-29; Jo19:10-11_ e muitas outras coisas, mas sobretudo ele deveria ensinar a Torah, e nunca, em momento algum, contradizê-la. (Dt 13:1-5; 18:15-19; Mt 5:17-20).

Foi o próprio povo que pediu um profeta que lhes falasse em nome Elohim. ‘’O SENHOR, teu Elohim, te suscitará um profeta do meio de ti , de teus irmãos, semelhante a mim; a ele ouvirás, segundo tudo o que pediste ao SENHOR, teu Elohim, em Horebe, quando reunido o povo: Não ouvirei mais a voz do SENHOR, meu Elohim, nem mais verei este grande fogo, para que não morra’’ Dt 18:15-16. Ler também: Êx 20:19.

Questionário

1. Que outras característica o Mashiach teria em relação a Mosheh?

Em seu comentário o Rabi mosheh Hadershan (Bereshit Rabá) nos diz:

‘’Rambam afirma que Mashiach será mais espiritual que qualquer outro profeta, com exceção de Moshé. Entretanto, de acordo com o Midrash Tanchumá, Mashiach vai ultrapassar inclusive Moshé. Outros adotam uma posição transigente: argumentam que Mashiach vai exceder Moshé em liderança – porque o redentor vai ocupar o trono de Elohim – mas não em profecia. Por outro lado, o Zohar declara que Moshé é Mashiach. Todos concordam que Mashiach será mais sábio que Shlomó. Além do mais, Mashiach vai ter a capacidade de matar só com a palavra. Como observa Rambam em ‘’Igueret Teiman’’, ‘‘... Com o alento dos seus lábios ele vai matar os maus’’ (Ieshaiáhu 11:4). Rambam também escreve: Este rei [Mashiach] será grande, ele vai reinar em Sion, seu nome será grande e sua lembrança vai ser guardada pelas nações mais do que a de Shlomó HaMelech. Todas as nações farão a paz com ele, e todos os países vão servi-lo... e qualquer um que se levante contra ele, Elohim vai destruí-lo... e entregá-lo nas suas mãos. ‘’ (Perek Chelek) Kolel. Portanto, não há nada de estranho, à luz dos textos rabínicos, achar que Mashiach pudesse ser superior ao próprio Mosheh. Há quem diga inclusive, de forma alegórica, é claro, que o próprio Mosheh tinha sido ‘’um Mashiach’’, uma vez que a palavra Mashiach,, num sentido geral pode ser atribuído a qualquer ungido de Elohim. Contudo o que nos serve de mais importante é que Mashiachteria de ter uma série de qualificativos que o comparassem com Mosheh Rabenu. ‘’O Santo deu ao Messias deu a oportunidade de salvar almas, mas para ser severamente castigado: e imediatamente o Messias aceitou os castigos do amor, como esta escrito, Ele foi oprimido e aflito. E quando Israel esta em pecado, o Messias pede misericórdia por eles, como esta escrito, por suas pisaduras fomos sarados... e Ele carregou os pecados de muitos e fez intercessão pelos transgressores. ‘’ (Is 53:5,12). Outra importante comparação entre Mashiach e Mosheh é que ambos representavam o próprio Elohim entre o povo. (Êx 4:15-16; Mt 10:40; Mc 9:37)

 

 

2. Que outras características o Mashiach deveria apresentar?

Segundo o texto de Isaías 11:1-5, encontramos: ‘’Do troco de Jessé sairá um rebento, e das suas raízes, um renovo, Repousará sobre ele o espírito do SENHOR, o Espírito se sabedoria e de entendimento, o Espírito de conselho e de fortaleza, o Espírito de conhecimento de temor do SENHOR. Deleitar-se-á no temor do SENHOR; não julgará segundo a vista dos seus olhos, nem repreenderá segundo o ouvir de seus ouvidos, mas julgará com justiça os pobres e decidirá com equidade a favor dos mansos da terra; ferirá a terra com a vara de sua boca e com o sopro dos seus lábios matará o perverso. A justiça será o cinto dos seus lombos, e a fidelidade, o cinto dos seus rins’’.

Este texto cita o Mashiach como ‘’renovo’’ – Zemah, em hebraico, vocábulo que aparece também em outras passagens (Is 4:2; 14:19; 53:2; Jr 23:5; 33:15; Ez 17:22; Zc 3:8;6:12).

Para Rav Nachman, citando no Midrash Tanhumah, lemos: ‘’a palavra homem (Isaías 53:3) nas passagens refere-se ao Messias, o filho de Davi, como esta escrito: Eis o homem cujo nome é Zemah; onde Yonatan interpreta: Eis o homem Messias; como é dito um homem de dores e enfermo’’. Portanto, em todas estas passagens onde a palavra renovo aparece devemos interpretá-las como referindo-se ao Mashiach. Sobre o texto de Isaías  11, Arieh Kaplan nos disse: ‘’O profeta Isaías descreveu seis qualidade com as quais o Messias será santificado: ‘’o espírito do Elohim descansará nele (Lc. 4:18-19), (1) o espírito de sabedoria e (Jo. 7:15) (2) compreensão, (3) o espírito do aconselhamento e (4) grandeza, (5) o espírito do conhecimento e o temor a Elohim (Isaías 11:2). Em todas as qualidade, o Messias superará qualquer outro ser  humano. O Messias não se deixará iludir pela falsidade e hipocrisia deste mundo  (Jo. 17:14). Terá o poder para entender o espírito da pessoa (Lc. 6:8, Jo. 2:24), conhecendo assim, seu registro espiritual  completo podendo então julgar se é culpado ou não (Mt. 9:6, Mc. 2:5-10). Com relação a este poder, esta escrito, ‘’Deleitará-se pelo temor a Elohim; não julgará pelo que seus olhos vêem, ou repreenderá pelo que seus ouvidos ouvem ‘’ (Isaías 11:3). No livro ‘’Meus irmãos famosos’’ citando Yeshua, o autor Hugo Schlesinger declara a respeito do Mestre: ‘’Todo o sistema ético de Yeshua, e por vezes as suas próprias expressões que ele usava, foram retiradas dos ensinamentos sarisaicos dos judeus. (...) A pessoas genuinamente arrependida e considerada no Talmude, como tendo atingido o pináculo da perfeição espiritual. O amor pelo seu semelhante, estava em harmonia com a ética rabíca, e quando às pregações de paz, o amor, justiça e a fraternidade – ele certamente deve ter sido muito versado na exaltada declaração poética do profeta Isaias sobre esses temas, e bastante familiarizado com um dos mais celebres ensinamentos rabínicos do escriba fariseu Hilel, o qual aparece no Pirkê Avot 1:12 da Mishná. A essência da Oração ao Eterno foi extraída de obras religiosas judaicas, Pirkê Avot 5:23... fazer a vontade de teu Pai que esta no céu.’’

A Missão do Mashiach

Introdução

 

Além de características pessoais e uma personalidade compatível, o Mashiach deveria apresentar uma série de realizações. Ele deveria levar os judeus a uma compreensão mais profunda da Torah e posteriormente seu ensinamento cativaria as pessoas e outros povos fora de Israel Por fim, deveria apresentar sinais e maravilhas, testificando que Ruach HaKodesh estaria nele. Emboras os sinais não fossem prova suficiente de sua messianidade, estes lhe trariam a credibilidade necessária como profeta e Mashiach em seu tempo. Entre suas realizações estariam ainda, no futuro, nos ‘’dias do Mashiach’’, a introdução da paz na terra, a reconstrução do Beit HaMikdash e a unificação e traslado dos judeus para Eretz Israel. Analisemos juntos, nas palavras de nossos sábios e nas Escrituras que Itens compõe a missão messiânica e quais deles encontramos realizadas e por realizar-se em Yeshua.

O universo, criado por Elohim para sua kevod, é animado por um movimento interior que se move para o Criador ‘’Santo, bendito seja Ele’’, ou seja, o propósito da criação esta situado no advento do Mashiach onde ocorrerá gradativamente o reinado absoluto de Elohim e o verdadeiro resultado de sua crianção.. Assim então haverá novo céu e nova terra como nos relatos dos profetas, e num estágio final para o complemento daquilo que nos foi revelado, descerá o Mishkan (Lugar da manifestação da Kevod) de Elohim para a Sua habitação com os homens. E aqueles que alcançarem o Olam HaBah voltarão a ter o mesmo relacionamento de nosso antepassado Adam, onde não havia limite para o conhecimento do Divino e não existiam segredos entre Elohim e o homem.

 

Questionário

1. Porque o Mashiach deveria fazer milagres?

Rambam escreve: ‘’...um homem vai surgir que será desconhecido antes de revelar-se, e os sinais e maravilhas que vão aparecer pela sua mão são a prova da sua verdadeira genealogia’’ (Igueret Teiman). Os sinais teriam como objetivo atrair a atenção das pessoas e dar credibilidade ao Mashiach. A manifestação de sinais, sempre foi uma maneira encontrada por HaShem para atestar seus enviados.

‘’Disse Moisés a Elohim: Eis que, quando eu vier aos filhos de Israel e lhes dizer: O Elohim de vossos pais me enviou a vós outros; e eles me perguntarem: Qual é o seu nome? Que lhes direi? Disse Elohim a Moisés: EU SOU O QUE SOU. Disse mais: Assim dirás aos filhos de Israel: EU SOU me enviou a vós outros (...) Respondeu Moisés: Mas eis que não crerão, nem acudirão a minha voz, pois dirão: O SENHOR não te apareceu (...) Disse o SENHOR a Moisés: Estende a mão e pega-lhe pela cauda (estendeu ele a mão, pegou-lhe pela cauda, e ela se tornou em bordão); para que creiam que ele te apareceu o SENHOR, Elohim de seus pais, o Elohim de Abraão, o Elohim de Isaque e o Elohim de Jacá’’ Êx 3:13;4:5. Casos semelhantes aconteceram com os profetas Eliahu e Elisha, para que o povo judeu de sua época cresse em sua pregação.

2. Quais foram as profecias cumpridas por Yeshua como Mashiach?

Na primeira fase de redenção messiânica, o papel do Ungido seria anunciar os desígnios de Elohim àquela geração e divulgar a iminência do juízo divino, assim como todos os profetas, que anunciaram coisas de haviam de ocorrer, caso não se arrependessem e mudassem seu coração. Em Ml 3:1-4 encontramos o seguinte: ‘’Eis que eu envio o meu mensageiro, que preparará o caminho diante de mim; de repente, virá ao seu tempo o Senhor, a quem vós buscais, o Anjo da Aliança, a quem vós desejais; eis que ele vem, diz o SENHOR dos Exércitos. Mas quem poderá suportar o dia da sua vinda? E quem poderá subsistir quando ele aparecer? Porque ele é como o fogo do ourives e como a potassa dos lavadeiros. Assentar-se-á como derretedor e purificador de prata; purificará os filhos de Levi e os refinará como ouro e como prata; eles trarão ao SENHIOR justas ofertas. Então, a oferta de Judá e de Jerusalém  será agradável ao SENHOR, como nos dias antigos e como nos primeiros anos’’. Quando a escritura fala em ‘’Meu mensageiro’’ refere-se a um profeta antecessor de Mashiach, sobre quem estaria o espírito de Eliahu HaNavi, como esta escrito: ‘’Eis que eu vos enviarei o profeta Elias, antes que vanha o grande e terrível Dia do SENHOR’’ Ml 4:5. Cremos que no tempo de Yeshua, Yohanan HaMatvil, representou esta figura. E quando o texto fala de ‘’O Senhor que vós buscais fala de Mashiach como esta escrito: Suscitar-lhes-ei um profeta do meio de seus irmãos, semelhante a ti,em cuja boca porei as minhas palavras, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar. De todo aquele que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, disso lhe pedirei contas’’ Dt 18:18-19. Yeshua, em seu tempo de peregrinação entre nós, cumpriu em si mesmo tais palavras, revelando a vontade divina para os homens de sua geração, levando-os a uma compreensão mais profunda da Torah, formando uma geração de justos que seriam  seus shalichim e divulgariam sua mensagem a todos o povo de Israel  e em seguida a todos os homens da terra, que preparariam o caminho para Seu retorno. Esta nova geração de emissários, teria agora sobre si o espírito de Eliahu HaNavi e abriria o caminho, divulgando aos homens o Reino de Elohim. Por meio deste Espírito, o Ruach HaKodesh levariam os homens ao discernimento da verdade, da justiça e do juízo, como esta escrito: ‘’Então, Yeshua respondeu: De fato, Elias virá e restaurará todas as coisas (A nova geração de justos, pelo Mashiach formada). Eu porém vos declaro que Elias já vaio (Yohanan HaMatvil em seu tempo), e não o reconheceram; antes, fizeram com ele tudo quanto quiseram. Assim também o Filho do Homem há de padecer nas mãos deles’’ Mt 17:11-12. Ler também Mt 11:14.

 

3. Sua morte era parte de sua missão?

O Talmud (Yomá 5 a) afirma: ‘’Sem sangue, não há Yom Kipur’’. Ler: Hb. 9:22. Ainda no Talmud, no próprio tratado Yomá 39 a,b, esta descrito: ‘’40 anos antes da destruição do Templo, ou seja, 30 E.C., a época do ministério e morte de Yeshua, como asham, segundo Isaías 53:10-11: a lâmpada ocidental da menorá no Templo não mantinha mais sua luz; as portas do Templo abriam-se sozinhas; a sorte ‘’Lashem’’ (‘’Para o Senhor’’) não vinha mais na mão direita do Sumo Sacerdote; a fita escarlate, presa á entrada do Templo, que sempre ficava branca sobrenaturalmente, quando Elohim perdoava os pecados de Israel, em Yom Kipur, não mais embranqueceu-se’’. Pouco tempo depois o próprio Elohim permitiria a destruição do Beit HaMikdash que nunca mais foi reerguido, evento esse prevido por Yeshua (Mt 24:1-2).

4. O que dizem nossos sábios sobre a morte e ressurreição de Mashiach?

Como vimos na lição 2, era necessário que Mashiach se ocultasse para desta forma servir como este, e continuarmos estudando, nos preparando e acreditando em seu retorno. No verso 53:12 o Targum de Jerusalém diz: ‘’Ele, Messias, intercederá pelo pecados do homem e por amor a ele serão perdoados as revoltas’’ Midrash B’reshith Rabbah: ‘’E quando Israel peca, o Messias busca misericórdia para eles, como esta escrito: ‘Pelas suas feridas’ fomos curados, e Ele levou os pecados de muitos, e fez intercessão pelos transgressores ‘’. O rabino Yoden, em nome de rabino Kama, disse que, ‘’no futuro, nos dias do Messias, o Santíssimo, bentido será Ele, fará o Messias assentar-se ‘a sua mão direita, como é dito: ‘Disse o Adonay ao meu Afon: Assenta-se a minha mão direita’ Sl. 110 ‘’.

O Mashiach como filho de Elohim

Introdução

Na profecia Natan HaVani, HaShem promete a Davi um descendente que se assentaria sobre seu trono e o Eterno o tomaria por Seu próprio filho (2 Sm 7:13-14; 1 Cr 22:10). Ainda nos Salmos encontramos: ‘’ A minha fidelidade e a minha bondade o hão de acompanhar, e em meu nome crescerá o seu poder. Porei sua mão sobre o mar e a sua direita, sobre os rios. Eleme invocará, dizendo: Tu és meu pai, meu Elohim e a rocha da minha salvação. Fá-lo-ei, por isso, meu primogênito, o mais elevado entre os reis da terra. Conservar-lhe-ei para sempre a minha ressed e, firme com ele, a minha aliança. Farei durar para sempre a sua descendência; e, o seu trono, como os dias do céu. Se os seus filhos desprezarem a minha lei e não andarem nos meus juízos, se violarem os meus preceitos e não guardarem os meus mandamentos, então, punirei com vara as suas transgressões e com açoites, a sua iniqüidade. Mas jamais retirarei dele a minha bondade, nem desmentirei a minha fidelidade. Não violarei a minha aliança, nem modificarei o que meus lábios proferiram. Uma vez jurei por minha santidade (e serrei eu falso a Davi?) ‘’ Salmo 89:24-35. Ler ainda: Sl 2:6-9.

 

FILHO DE ELOHIM, NÃO UM ELOHIM-HOMEM

 

As próprias escrituras testemunham a respeito do Mashiach o designando como filho de Elohim. Contudo sua filiação divina em nada pode ser confundida com as divindades pagãs como Hércules, filho de Zeus com uma mulher humana, com o bezerro de outro egípcio cujo nome apis veio de Zef’s ou Isus, filho de uma vaca deificada com o grande deus sol (Rá) e que os Israelitas adoraram no deserto, ou mesmo Samíramis, uma deusa pagã da antiguidade, cuja tradição e associada ao 25 de dezembro e que teve um filho com o mortal Ninrode, que gerou a Tamuz ou atualmente Jesus, deificado posteriormente.

Tamuz também é chamado de Baal, esposo em hebraico, e sua mãe a prefiguração de diversas divindades posteriores, como a Virgem Maria santíssima, do Catolicismo, Janaína ou Yemanjá, do candomblé, entre outras divindades femininas nas mais diferentes religiões. Ele é o filho de Elohim, mas não um semi-deus ou algo parecido. Jesus e Deus é a maior abominação criada por Roma.

(http://semiramis.weblog.com.pt/arquivo/049336.html)

 

Questionário

1. O que dizem os sábios sobre o Mashiach ser chamado filho de Elohim?

Do Zohar, Shemot 8b, como explicou Zohar de Harakia, um livro sobre misticismo judaico esta claro: ‘’ o Mashiach teria estas qualidades: El levará uma vida normal no mundo: o espírito do Mashiach no Gan Éden (Jardim do Éden) celestial será concedida a ele, ele será escondido ascendendo aos céus e só então será revelado e recebido por Israel.’’

O Zohar diz: ‘’Este é o pastor fiél; de ti é dito ‘beija o Filho’; tu és o Príncipe dos Israelitas, O Senhor da terra... o Filho do Altíssimo, o Filho do Elohim Santo...e gracioso Shekinah.’’

Filho de Elohim e um termo amplamente utilizado pelos sábios do Talmud para designar o Mashiach. Para a literatura judaica o termo ‘’Filho de Elohim’’ esta ligado a promessa feita a Davi, que seu descendente seria adotado por Elohim como seu prórpio filho prometendo-lhe a herança do mundo. O Talmud ainda vai dizer que o Mundo foi criado para o Mashiach.

No livro dos salmos, encontramos: ‘’ proclamarei o decreto do SENHOR: Ele me disse: Tu és meu Filho, eu, hoje, te gerei. Pede-me, e eu te darei as nações por herança e as extremidades da terra por sua possessão. Com vara de ferro as regerás e as despedaçarás como um vaso de oleiro. Agora, pois, ó reis, sede prudente; deixai-vos advertir, juízes da terra. Servi ao SENHOR com temor e alegrai-vos nele com tremor. Beijai o filho para que não se irrite, e não pereçais no caminho; porque dentro em pouco se lhe inflamará a ira. Bem-aventurados todos em que nele se refugiam. ‘’ (Sl 2:7-12).

Este texto e citado pelo autor da carta aos hebreus: ‘’...neste últimos dias, nos falou pelo Filho, a quem constituiu herdeiro de todas as coisas, pelo qual também fez o universo. Ele, que é o esplendor da Kevod e a expressão exata do Ser, sustentado todas as coisas pela palavra do seu poder , depois ter feito a purificação dos pecados assentou-se á direita da Majestade, nas alturas, tendo-se tornado tão superior aos anjos quanto herdou mais excelente nome do que eles. Pois a qual dos anjos disse jamais: Tu és meu Filho, eu hoje te gerei? E outra vez: Eu lhe serei Pai, e ele me será Filho?’’ Hb. 1:2-5.

Vemos claramente nesses textos que as palavras do sábios esta em pleno acordo com as Escrituras e com a Brit Chadashah.

 

2. Que nos diz a Brit Chadashah sobre o Filho de Elohim?

Sabemos que, infelizmente, os escritos da Brit Chadashah  passaram longo tempo de sua história nas mãos do catolicismo, sofrendo todo tipo de influência. Contudo, acreditamos que Elohim não permitiria que seus justos ficassem sem condições de ver a verdade e nem deixá-los-ia á deriva de falsa doutrina.

Vejamos esse texto, por exemplo: ‘’Mas o anjo lhe disse: Maria, não temas: porque achaste Hessed diante diante de Elohim. Eis que conceberás e darás a luz a um filho, a quem chamarás de Yeshua. Este será grande e será chamado Filho do Altíssimo; Elohim, o Senhor, lhe dará o trono de Davi, seu pai; ele reinará para sempre sobre a casa de Jacó, e o seu reinado não terá fim’’ Lc 1:30-35. Sim, como a promessa de Elohim a Davi, aqui mostra claramente que Yeshua, embora filho natural de Davi, ele (o Mashiach) seria chamado Filho do Altíssimo, título autorgado a Ele por seu merecimento, como encontramos nas palavras de Shaul HaShaliach: ‘’com respeito a seu filho, o qual, segundo a carne veio da descendência de Davi e foi designado Filho de Elohim com poder, segundo o espírito de santidade pela ressurreição dos mortos,a saber, Yeshua Ha’Mashiach, nosso Senhor’’ Rm 1:3,4.

Já nesse texto vemos claramente qual é a condição de filho de Elohim que o Mashiach tem para Shaul HaShaliach, bem distante do ser divinizado pregado pelo cristianismo atual, cujo nome é Jesus, este ser veio verdadeiramente do paganismo clássico. Foi empurrado pelos Padres, druidas do antigo império romano, e mais tarde colocado na bíblia no concilio de Niceia ano 325 D.E.C Constituindo assim uma abominação  detestável diante do Eterno. Esta ação promovida pelo clerou foi um dos maiores motivos pelo qual o Judaismo ortodoxo se confunde que a figura sincrética imposto por Roma, pois eles ficam confusos entre Jesus e Yeshua, achando que é a mesma pessoa, não conseguem entender que Jesus era um deus babilônico que veio do Egito e introduzido na idade média pelo clero no mundo moderno.

Para o apóstolo, Yeshua era o filho de Elohim, mas filho natural de Davi. Quando Yeshua foi batizado por Yohanan uma voz do Céu, afirma o texto, lhe falou: ‘’Batizado Yeshua, saiu logo da água, e eis que se lhe abriram os céus, e viu o Espírito de Elohim descendo como pomba, vindo sobre ele. E eis uma voz do céu, que dizia: Este é o meu filho amado, em quem me comprazo ‘’ Mt 3:16-17

Este texto é, ainda, citado por Keifah HaShaliach: ‘’pois ele recebeu, da parte de Elohim Pai; honra e ressed, quando pela ressed excelsa lhe foi enviada a seguinte voz: Este é o meu Filho amado, em que me comprazo’’ (2 Pe 1:17).

Podemos perceber que para Keifah HaShaliach o título de filho foioutorgado e Yeshua. Ler ainda o que diz Mt 17:2-5.

 

Mashiach como Filho do Homem

Introdução

Para os sábios judeus e para as escrituras, vemos que o Messias precisaria, necessariamente, descender de Davi, o que implica em uma descendência paterna para fins de dinastia. Contudo, para muitos, sua condição de Filho de Elohim confronta com a ideia de uma descendência carnal  davídica. Apesar disso, encontramos Shaul HaShaliach nos dizendo em uma carta aos chaverim da kehilah de Roma: ‘’com respeito a seu Filho, o qual, segundo a carne, veio da descendência  de Davi e foi designado filho de Elohim com pode; segundo o espírito de santidade pela ressurreição dos mortos, a saber, Yeshua HaMashiach, nosso Senhor’’ (Rm 1:3-4). Portanto, nosso propósito nessa lição será provar que a genealogia carnal de Yeshua, de nenhum modo compromete sua condição de Filho de Elohim e muito menos sua messianidade. Pelo contrário, sendo Ele filho de Davi, é judaicamente ainda mais digno do título de Mashiach de Israel.

 

UMA PROMESSA

Sabemos que a esperança messiânica passa, necessariamente, pela promessa de Elohim a Davi ‘‘...para que o SENHOR confirme a palavra que falou de mim dizendo: Se teus filhos guardarem o seu caminho, para andarem perante a minha face fielmente , de todo o seu coração e de toda sua alma, nunca te faltará sucessor ao trono de Israel’’, (Rs 2:4). Nos escritos do Talmud encontramos o seguinte dito: ‘’O caráter de sua personalidade com certeza o eleva acima do grau comum, sem por isso dotá-lo de uma natureza diferente da nossa. ’’

Já falamos na lição anterior sobre a condição de sua filiação divina. Nesta falaremos sobre sua filiação humana. Muitos contestam essa sua condição e muitos ainda afirmam que sua descendência davídica pode ser contestada, em virtude da maldição sofrida por Jeconias, rei amaldiçoado por Elohim e citada como seu ancestral.  ‘’Assim diz o Senhor: Escrevei que este homem esta privado dos seus filhos, e é homem que não prosperará nos seus dias; nem prosperará algum de sua geração, para se assentar no trono de Davi, e reinar mais em Judá. ‘’. Ler Jr. 22:24-30 vejamos o que poderíamos dizer em função disso.

 

Questionário

1. Qual foi o resultado da condição de Jeconias após ter sido amaldiçoado?

Segundo alguns autores sérios, em função de sua maldição, Jeconias, descendente de Davi pela linhagem de Salomão, morre sem deixar filho homem, ou seja, herdeiro ao trono. Sua filha, contudo, casa-se após a morte de seu pai, com um primo seu, da descendência também de Davi, mas da linhagem de Natan, o outro filho de Davi. A maldição, portanto, se cumpriu. Porém a promessa a Davi não foi anulada, a linhagem real daquele momento em diante deveria vir da linhagem de Natan e não mais de Salomão. Por isso vemos uma aparente discrepância entre a genealogia de Yeshua citada em Mateus: ‘’Josias gerou a Jeconias e a seus irmãos, no tempo do auxílio da Babilônia. Depois do auxílio da Babilônia , Jeconias gerou a Salatiel; e Salatiel a Zorobabel’’ Mt 1:11,12 e a citada em Lucas: ‘’ Odá, filho de Joanã, Joanã, filho de Resa, Resa, filho de Zorobabel, este, de Salatiel, filho de Neri; Neri, filho de Melqui, Melqui, filho de Adi, Adi, filho de Cosã, este, de Elmadã, filho de Er’’ Lc 3:27-28 essa discrepância se resolve com o personagem ‘’Neri’’.

Neri erra o descendente de Natan com quem a filha de Jeconias se casou, deste modo, dando continuidade a dinastia Davídica, mas cumprindo a maldição dada por Elohim a Jeconias. Por isso encontramos diferença entre a ancestralidade de Yeshua em relação entre Salomão ou a Natan: ‘’Eliaquim, filho de Meleá, Meleá, filho de Mená, Mená, filho de Matatá, este, filho de Natã, filho de Davi; Davi, filho de Jessé, Jessé, filho de Obede, Obede, filho de Boaz, este, filho de Salá, filho de Naassom’’ Lc 3:31-32. ‘’Salmom gerou de Raabe a Boaz; este, de Rute, gerou a Obede; e Obede, a Jessé; Jessé gerou ao rei Davi; e o rei Davi, a Salomão, da que fora mulher de Urias; Salomão gerou a Roboão; Roboão, a Abias; Abias, a Asa. ‘’ Mt 1:5-7.

Logo, podemos entender que a ascendência messiânica de Yeshua, seja por Salomão ou por Natan, neste ponto não pode ser contestada.

 

2. O que dizem os sábios em relação a este caso?

O Midrash Rabah nos diz: ‘’Ele então colocou Jeconias, o filho de Iehoiakim, no trono de seu pai, mas quando ele voltou a Babilônia, o seu povo o reprovou por seu ato de loucura em ter entregue o trono ao filho de um inimigo tão inveterado e que era um pecador notório. Nabucodonosor, então, retornou a Jerusalém e exigiu a entrega de Jeconias, exigência a que o povo obedeceu. Antes de ele ser entregue a Nabucodonosor, ele foi ao topo de sua casa, com as chaves do Templo e as atirou para baixo, dizendo que ele as entregava a Hash’m, que indicaria um homem mais digno para delas cuidar. Ele foi levado a Babilônia e, pela influência de Shealtiel e de Semíramis, a esposa de Naabucodonosor, ele foi tratado com menos rigor e lhe foram mesmo conferidos alguns previlégios. Seu filho Zerubavel  nasceu na Babilônia , e o reino foi restaurado a este bom homem. Jeconias morreu penitente e em paz com seu Criador’’.

No livro de Jeremias 24:1-7. Vemos um texto que, aparentemente, suspende a maldição posta sobre Jeconias.

O tratado Talmúdico de sanhedrin 37b e 38a, lemos: ‘’disse rabi Yochanan (João): o exílio expia todas as coisas, por que disse o escrito: ‘assim disse o eterno: escrevam o que sucederá a este homem [Jeconias] privado de descendência, homem a quem nada de prospero sucederá em todos os dias de sua vida; porque ninguém de sua descendência se sentará no trono de Davi, nem reinar sobre Judá (Jeremias 22:30) e depois do exílio [do rei] se diz: ‘e os filhos de Jeconias: Asir, Salatiel (...) Chamaram-no Salatiel porque Elhim pediu (Shaa-el) a suspensão do juramento’’ Não seria a primeira vez que Elohim suspenderia uma palavra sua, em função de sua misericórdia. Vejamos: ‘’Volta e dize a Ezequiel, príncipe do meu povo: Assim diz o SENHOR, o Elohim de Davi, teu pai: Ouvi a tua oração e vi tuas lágrimas; eis que eu te curarei; ao terceiro dia, subirás a Casa do Senhor. Acrescentarei aos teus dias quinze anos e das mãos do rei da Assíria te livrarei, a ti e a esta cidade; e defenderei esta cidade por amor de mim e por amor de Davi, meu servo’’ 2 Rs 20:5-6. Ler 2Rs. 20:1-3.

Vemos, portanto, que também em sua ascendência humana, cujo dinastia davídica é incontestável, Yeshua continua tendo sua messianidade atestada, em detrimento de tudo que pessoas desinformadas tenham a dizer contra isso.

 

Última modificação em Seg, 22 de Agosto de 2011 09:30
Robespierre Cardoso da Cunha

Robespierre Cardoso da Cunha

Shalom.

Grande paz, bondade, bênção, graça, gentileza e compaixão sobre nós. Abençoa-nos, nosso Pai, todos nós como um só, com a luz do Teu rosto, pois com a luz do teu rosto nos deste, Adonai, nosso Elohim, a Torá da vida e amor de bondade, justiça, bênção, compaixão, vida e paz. E isto pode ser bom diante de Teus olhos para abençoar Teu povo a cada momento e a cada hora com a Tua paz. Bendito és Tu, Elohim, que abençoa todo o teu povo com paz.

Website: centrodeestudosprofeticos.com.br/

8 comentários

  • Yahoshafat Ben Yaakov

    RESPOSTA SOBRE A QUESTÃO: “ONDE KAIN ENCONTROU MULHER.

    Uma das mais enigmáticas interrogativas a circular no âmbito das curiosidades é: onde Kain (Caim) encontrou mulher? Aqui a sabedoria humana tem perecido e os não prudentes têm tropeçado, por não verem que a solução desse mistério está na kadosh multiplicação criativa proveniente da palavra do Eterno YHUH. Observemos o que diz Bereshit (Gênesis) 1: 21 22.

    “E Elohym criou as grandes baleias, e todo o réptil de alma vivente que as águas abundantemente produziram conforme as sua espécies; e toda a ave de asas conforme a sua espécie, e viu Elohym que era bom. E Elohym os abençoou, dizendo: frutificai e multiplicai-vos, e enchei as águas nos mares, e as aves se multipliquem na terra”.

    Ao criar os peixes de acordo com a espécie de cada um, vemos que YHUH ordenou: “Frutificai e multiplicai-vos”. O mesmo aconteceu também com as aves, quando disse: “E as aves se multipliquem sobre a terra”. Bereshit (Gênesis) 1: 21 22. No efeito da sua kadosh Palavra, peixes e aves se multiplicaram por toda extensão aquática e terrestre. A Palavra que sai da boca de YHUH volta para ele vazia? O livro de Yshayahu (Isaías) dá testemunho que não.

    Yshayahu 55: 11 – “Assim será a Palavra que sair da minha boca; ela não voltará para mim vazia, antes fará o que me apraz, e prosperará naquilo para que a enviei”.

    Ora, conforme o testemunho profético houve a multiplicação dos peixes e das aves, no momento em que o Altíssimo YHUH determinou: “Frutificai e multiplicai-vos”. Nisto, a Palavra dele operou e não voltou para ele vazia.

    Com o primeiro casal humano, teria sido diferente? De maneira nenhuma! Ao ser formado do pó da terra esse passou pelo mesmo processo multiplicativo de acordo com o sábio aspecto criativo sobre os animais aquáticos e terrestres. Quando YHUH na criação do homem e da mulher instituiu a formação do primeiro casal, logicamente estabeleceu sua evolução numérica dizendo: “Frutificai e multiplicai-vos”. Bereshit (Gênesis) 1: 27 28. No momento em que essa ordem foi dada a multiplicação aconteceu, surgindo a partir dali outros casais por várias regiões, explicando por esta forma as origens do negro, conforme o continente africano; do branco conforme a Europa; e do amarelo, de acordo com o continente asiático.
    Essas raças, de acordo com a originalidade e aparência física de cada uma, vieram a ser responsáveis por outras misturas raciais. Mesmo após o Dilúvio, essas origens tiveram suas progressões por intermédio das noras de Nôach (Noé) segundo a linhagem sanguínea de seus antepassados. Três filhos; três noras; três raças. Ou os filhos não herdam também os traços fisionômicos pelo lado maternal? Tem filho que parece mais com o pai; e tem que parece mais com a mãe. Isso é comprovado cientificamente.
    Voltando à Kain ao ser banido de onde residia, nosso marcante personagem se dirigindo a YHUH disse: “Eis que tu hoje me lanças fora da face desta terra; e da tua face me esconderei; e serei fugitivo e vagabundo na terra. E será que todo aquele que me achar me matará”. Eis aqui um fato que Teologia e narrativas históricas não definiram: se na terra não existiam outras pessoas além da família de Kain quem iria matá-lo? Por certo, ele não sentiria tal temor.
    Se seu medo fosse um equívoco de sua parte, YHUH não lhe teria tirado esse pensamento infundado? Sem sombra de dúvidas isso não deixaria de acontecer, pois ele seria imediatamente corrigido. No entanto, com uma direta confirmação ao temor dele, o Altíssimo YHUH decretou a sua sobrevivência, dizendo: “Qualquer que matar Kain, sete vezes será castigado”. Como esse castigo poderia ser determinado pelo Elohym Altíssimo, se na terra não existissem outras pessoas? Logo, o sinal foi posto nele como advertência a outros que na terra também já existiam.
    Outro ponto importante a ser discutido, se refere às irmãs deste amaldiçoado filho de Adam. Dentro dos escritos bíblicos não há sequer uma indicação capaz de mostrar fidedignamente a participação de alguma delas na vida conjugal desse personagem, nem tão pouco de tê-lo acompanhado quando foi expulso do lugar onde habitava. Intrinsecamente o relato demonstra ter ele conhecido sua mulher, quando chegou à terra de Nod.
    É necessário saber que a palavra “conheceu”, descrita textualmente na visão hagiógrafa conforme a Escritura, não deve ser reconhecida no sentido único de “coabitar”. Se alguma de suas irmãs fosse sua mulher, iria Kain esperar chegar numa outra região terrestre além da sua, para poder conhecê-la na forma de coabitação? Deduzo que não esperaria tanto tempo para isso. Esse requisito, sem sombra de dúvida, se revela no sentido de conhecer o desconhecido, o que com ele se deu na terra onde foi habitar, ali conhecendo a sua mulher de família estranha.
    Discordar daquilo que não se aceita não é uma tarefa difícil, mas pode se tornar uma séria complicação diante do ensinamento, do aprendizado, se a discordância não tiver como mostrar a sua razão de existir. Se Kain coabitou com alguma de suas irmãs, onde, dentro das Inspiradas Escrituras, tal fato poderá ser mostrado? E se alguma de suas irmãs o acompanhou quando ele foi banido de sua terra, onde existe a indicação evidenciada para isso? Que o visto seja mostrado; que o anunciado seja ouvido; Para que o testemunho dado não seja causa de escândalo e vergonha perante o Eterno YHUH.
    Quando fiz a pergunta por meio de alguns comentários expostos em páginas da NET, tive como objetividade mostrar que nenhum ser humano, a começar por mim, deve se achar no direito de ser conhecedor de todas as coisas. Nessa visão, cada um se contente com o que lhe é dado pela presença do Ruach distribuindo do que obteve, sem deixar de receber do que ainda não recebeu.


    Sem arrogância,

    Yahoshafat Bem Yaakov.

    Yahoshafat Ben Yaakov Dom, 15 de Janeiro de 2012 21:13 Link o comentário
  • Yahoshafat Ben Yaakov

    A RESSURREIÇÃO DO MASHIACH PROMETIDO

    Controvérsias, equívocos, desvios, propagações têm se expandido em torno do grande tema: “A Ressurreição do Messias”. Se por um lado se deixando levar pelas especulações arqueológicas, muitos historiadores buscam o que dizem ter sido um espectro implantado pelo fanatismo, por outro as conversações teológicas só fazem alimentar essa tosca trajetória de equivocados raciocínios. Isso quando suas divulgações torcem a visão, provocando inúmeras rupturas no sistema antes elaborado e promulgado.
    Se não há reconsideração por parte das deduções historiadas para com o ressuscitado, também não posso me congratular com todas as idéias que por parte delas nos vêm, tendo sempre em conta que o seu adquirido conhecimento é limitado por outro além de sua evolução. Não havendo isolamento das evidências históricas e bíblicas, novos questionamentos poderão abrilhantar os acertos desse tema infligido por idéias fantasiosas, infiltradas filosoficamente no mundo das pesquisas científicas historiadas.
    Não quero aqui desmerecer o conhecimento de quem têm se aprofundado na História em busca da perfeição, nem tão pouco desconhecer a razão do esforço teológico dentro de sua capacidade. O objetivo que me conduz para o interior desse tema e de muitos outros, é ver a realidade como verdadeiramente ela é, confiante de que só assim o efeito poderá vir pela forma da originalidade.
    Se não há como se concordar com tudo que vem das narrativas, não há como se concordar também com tudo que a Teologia diz, pois, doutra maneira se estará sendo conivente com o mitológico sistema. Como aconteceu a ressurreição do Mashiach (Messias)? Como se deu a sua saída do túmulo? A própria mensagem evangélica se contradiz quanto ao seu relato sobre esse assunto.
    Nos livros de Matyahu (Mateus) cap. 28 vs.2; e Luka (Lucas) cap. 24 vs. 4; existe uma incoerência inaceitável, quando no primeiro relato se pode ver a presença de um melach (anjo) no túmulo enquanto que no outro se vê a presença de dois. Por que a existência dessa falta de compatibilidade nas formas textuais? Se a palavra do Eterno י ה ו ה YHUH não se contradiz, de onde vem, então, esta falta de coerência? Por certo de cópias, às vezes influenciadas por dogmas religiosos fora da originalidade literária.
    Ainda no assunto em discussão, há outra interrogativa: Se no livro de Yochanan (João) cap. 20 vs. 26 a escrita mostra que o Mashiach (Messias), após ter ressuscitado se apresentou a seus discípulos numa casa cujas portas estavam fechadas, por que para sair do túmulo não se deu a mesma coisa? Por que foi necessária a presença de um melach (anjo) ou dois para remover a pedra que havia sido posta na entrada do mesmo? Não existe lógica de uma forma para com a outra.
    Obviamente quem entra num ambiente estando a porta fechada, também pode sair do mesmo sem precisar abri-la, visto a condição ser a mesma. Tais incompatibilidades deixam transparecer uma tentativa de violação da parte de alguns duvidosos ou mesmo curiosos, que queriam ver de perto se a ressurreição anunciada se cumprira.
    O que realmente aconteceu com o corpo do Mashiach (Messias)? O que houve naquela manhã do primeiro dia da semana? Essas interrogativas, talvez, venham de uma trajetória de muitas épocas, de diferentes línguas, onde se têm buscado a resolução ainda confusa perante muitos. De acordo com a Bíblia, poderia o corpo mortal ter algum proveito na ressurreição? Bereshit (Gênesis) cap. 3 vs. 19 pela palavra do Eterno e Altíssimo י ה ו ה YHUH afirma que não: “Porquanto és pó; e em pó te tornarás”. Não há qualquer coerência entre um corpo mortal ressuscitado e o divino decreto sobre ele promulgado, sendo que esse há de voltar à sua origem para dar lugar a um corpo imortal.
    Nessa linha de raciocínio, posso afirmar que da mesma forma como foi com o corpo de Mosheh (Moisés) também foi com o corpo do prometido davídico de Ysrael: simplesmente desapareceram. Creio que alguém nesse momento sinta desejo de perguntar: “E Elias quando foi arrebatado, não subiu com o corpo carnal”? A contextualização responde.
    O capitulo 15 da primeira carta de Shaul (Paulo) aos coríntios, demonstra claramente que a carne e o sangue jamais poderão herdar o reino eterno. Isso indica a vinda de outro sistema de corpo, no qual a terra não mais terá participação. Quando Elyahu (Elias) foi arrebatado, seu corpo mortal foi desfeito para dar lugar ao corpo espiritual, o imortal, sendo tal definição comprovada no cap. 15 vss. 51 a 54 de I – aos coríntios.
    Logo após a morte do Mashiach (Messias) carnal, todas as evidências indicam que seus discípulos passaram por momentos de constrangedoras decepções, ao verem, na sua imaginação, o trágico final daquele que lhes havia incutido a esperança de uma perpétua libertação. Dentre o grupo pairava um desânimo tão grande, que dois deles, a caminho de Emaús, em diálogo aberto comentavam: ”E nós esperávamos que fosse ele o que remisse Ysrael; mas agora, é já o terceiro dia desde a sua morte”. Que isso seja comprovado em Luka (Lucas) 24: 21.
    O desabafo desses discípulos não deixa dúvidas quanto à posição do grupo, que se pode ver da seguinte forma: Crendo fervorosamente no seu mestre, todos viviam a expectativa de uma libertação imediata, que veio a ser banida de suas mentes pela grande decepção sofrida ao verem seu libertador crucificado.
    Frustrações; desespero; fracasso diretamente admitido; esse era o predominante clima de um pequeno grupo que estava à mercê das especulações; das críticas; das incertezas que desabavam sobre suas cabeças em divisões acirradas. A situação era tão caótica no frágil ponto de vista de todos, que até se sentiam desencorajados a permanecerem na fé instruída pelo seu mestre.
    Medidas começaram a ser tomadas, isso para defender ou condenar o procedimento erguido pelas massas que se tornaram adeptas da “doutrina nazarena”, numa tosca tentativa de fazer perseverar um judaísmo sacerdotal ou mashiense (messiânico). A batalha religiosa entre espaço aberto e fechado havia se travado a tal ponto, que até a opressão romana, por algum tempo, esteve esquecida daqueles a quem oprimia.
    Desconfiados de que os discípulos do Príncipe da paz pudessem forjar uma ressurreição para fortalecer sua crença, sacerdotes escribas do Templo pediram a Pilatos a segurança do túmulo por um período de três dias. Assim o fizeram, por estarem receosos de que o corpo daquele que não aceitavam como Mashiach (Messias) fosse sequestrado por seus discípulos, numa tentativa de forjar uma ressurreição sobre o mesmo para que sua fé fosse fortalecida na doutrina nazarena.
    Por que tanta preocupação com um corpo mortal sem nenhum proveito perante o reino eterno? O que realmente se deu com o prometido davídico no exato momento em que ressuscitou, acontece também com todos os que no grande amor do Eterno י ה ו ה YHUH são eleitos, como está escrito no livro do profeta Osheyah (Oséias) 6: 2, sobre o destino da futura recompensa de Ysrael: “Depois de dois dias nos dará a vida; ao terceiro dia nos ressuscitará; e viveremos diante dele”.
    Dentro desses requisitos contextuais, por que duvidar, então, que ele ressuscitou? Se da parte de alguns existiu algum plano de violação sobre seu corpo no que se refere à sua estadia no túmulo, esses tiveram grande decepção! No ato da ressurreição foi ele desfeito, ao ser substituído por outro revestido da imortalidade.
    Contextualmente posso afirmar que a pedra posta no sepulcro foi retirada por parte de uns poucos que estavam decepcionados com a morte do seu mestre, que queriam ver de perto se ele havia mesmo ressuscitado ou não. Isso foi descoberto por Míriam de Mágdala (Maria Madalena) como mostra sua declaração, quando foi interrogada sobre o que buscava no túmulo: “Porque levaram meu Senhor, e não sei onde o puseram”. Ela tinha conhecimento de que o Mashiach (Messias) iria ressuscitar no terceiro dia? Lógico que sim, porque sobre isso ele admoestou a seus discípulos.

    “Eis que vamos para Yahushalaim (Jerusalém), e o Filho do homem será entregue aos príncipes dos sacerdotes, e aos escribas, e condená-lo-ão à morte. E o entregarão aos gentios para que dele escarneçam, e o açoitem e o crucifiquem, e ao terceiro dia ressuscitará”. Matyahu (Mateus) cap. 20 vss. 18, 19, 20.

    Tendo conhecimento de que o seu mestre ressuscitaria, poderia ela está preocupada com o desaparecimento do seu corpo? Isso traz à tona uma explicação: tinha ela o conhecimento do plano formado por alguns discípulos enfraquecidos na fé, por não terem alcançado a imediata libertação que aguardavam por parte daquele a quem sempre seguiram. Ao chegar ao sepulcro e não vendo aquele que desejava encontrar, sem dúvida pensou que já o tinham levado no momento em que fez a seguinte confissão: “Porque levaram meu Senhor”.
    A exclamação de Míriam de Mágdala (Maria Madalena) mostra que ela sabia do plano dos discípulos para ocultar o corpo do Mashiach (Messias), coisa que não a deixou preocupada. A sua grande preocupação, na verdade, estava em não saber para onde o tinham levado. Essa confirmação se revela por suas palavras ao dizer: “E não sei onde o puseram”. Yochanan (João) cap. 20 vs. 13.
    Até mesmo ela teve dúvidas quanto ao grande mestre ressuscitar, senão não estaria com esse tipo de preocupação no que se refere ao seu desaparecimento. “Isso confirma, em parte”, a desconfiança dos escribas e sacerdotes, que só falharam por não terem compreendido Osheyah (Oséias) 6: 2.
    Ao se encaminhar cedo para o sepulcro esperava ela encontrá-lo deitado, morto, o que não aconteceu quando ali chegou. Na vacilante atitude dela podemos obter o pano de fundo da situação. Na imaginação dos discípulos se passava o seguinte temor: Se aquele em quem se propuseram a confiar havia morrido sem lhes dar o que acreditavam receber, se não viesse a ressuscitar, o descrédito sobre sua crença, seria mais abrangente por parte de muitos de seus contradizentes perseguidores, que tentava expô-los ao ridículo perante a população.
    Esse temor constante os forçava a tomar uma atitude, o que fizeram: na madrugada do domingo foram ao túmulo, tendo grande decepção quando retiraram a pedra devido ao corpo do mestre ali não se encontrar. Sem saber o que realmente poderia ter acontecido, retornaram, ficando à mercê da expectativa dos comentários sobre o ocorrido, isso muito antes de Míriam de Mágdala (Maria Madalena) chegar ao sepulcro.
    Relembrando: seu corpo carnal, igual ao de Mosheh (Moisés) foi desfeito; e o novo corpo que entrou numa casa toda fechada, também poderia sair do túmulo sem precisar alguém remover a pedra. A dúvida dos discípulos pode ser vista diretamente no momento em que o grande mestre davídico, após ter ressuscitado se apresentou reprovando a perturbação existente neles, por não terem acreditado naqueles que deu esse testemunho.

    “Por que estais perturbados, e por que sobem tais pensamentos aos vossos corações? Vede as minhas mãos e os meus pés, que sou eu mesmo; apalpai-me e vede; pois um espírito não tem carne e nem ossos, como vós vedes que eu tenho”. Luka (Lucas) cap. 24 vss. 38,39.

    De acordo com o que se encontra escrito no livro de Marcos cap. 16 vss. 10 14, quando Míriam de Mágdala (Maria madalena) e dois dos discípulos, após terem visto seu mestre já ressuscitado anunciaram aos outros, entre eles nenhum deu crédito. Para melhores averiguações vejamos os textos, pois nada melhor que o testemunho dado por eles através dos tempos para que a emet (verdade) seja reconhecida.

    1º -“E, partindo ela, anunciou-o àqueles que tinham estado com ele, os quais estavam tristes e chorando, e, ouvindo eles que vivia e que tinha sido visto por ela, não o creram”.

    2º - “E depois, manifestou-se noutra forma a dois deles que iam de caminho para o campo, e, indo estes, anunciaram-no aos outros, mas nem ainda estes creram”.

    3º - “Finalmente apareceu aos onze, estando eles assentados juntamente, e lançou-lhes em rosto a sua incredulidade e dureza de coração, por não haverem crido nos que o tinham visto já ressuscitado”.

    Pelas formas textuais acima se pode ver que os onze já não acreditavam mais na sua ressurreição, senão não teriam duvidado. Se várias manifestações foram precisas para que pudessem crer, isso mostra, em transparência, o quanto a fé deles estava abalada, o que os deixavam cabisbaixos diante dos príncipes das Sinagogas e dos sacerdotes do Templo.
    No livro de Ezequiel cap. 37 vss. 1 a 14 há uma visão profética referente a um vale de ossos, na qual todos os filhos naturais de Ysrael são mostrados como principais herdeiros da ressurreição. O filho do homem a profetizar sobre eles para que tivessem vida, teria sido o próprio profeta? Em toda a trajetória biblicamente historiada, nunca se ouviu falar que mortos fossem ressuscitados por Ezequiel. Essa profecia tem seu direcionamento ao Mashiach (Messias) davídico, o primogênito profeta da ressurreição, que há de tirar Ysrael das terras estrangeiras.
    Quando ele disse: “Eu sou a ressurreição e a vida” como mostra o livro de Yochanan (João) cap. 11 vs. 25, ele se revelou diretamente o filho do homem mencionado na visão profética, deixando claro que ninguém poderá ressuscitar senão por ele. Semelhante a isto, a nação israelita não poderia sair do Egito ou da profundeza do mar vermelho se não fosse por meio de Mosheh (Moisés), mas a obra foi executada e sempre será pelo Eterno YHUH.
    Isso é testemunhado pelo próprio Mashiach (Messias), quando diz: “O Pai que está em mim, é que faz as obras”. Yochanan cap. 14 vs. 10. E ainda mais: “Em verdade, em verdade vos digo que vem a hora, e agora é, em que os mortos ouvirão a voz do Filho de Deus, e os que a ouvirem viverão”. Yochanan (João) cap. 5 vs. 25. Esse é o mensageiro, o grande profeta da ressurreição referido por Ezequiel a receber a ordem de ressuscitar a nação eleita, a descendência de Yaacov (Jacó).

    “Profetiza ao espírito, profetiza, ó Filho do homem, e dize ao espírito: Assim diz o Eterno: vem dos quatro ventos, ó espírito, e assopra sobre estes mortos, para que vivam”. Ezequiel 37: 9.

    Se toda a descendência de Ysrael há de ressuscitar sem exclusão de nenhum dessa estirpe, como antes já foi mostrado e se acha confirmado no cap. 39 vss. 28 29 do mesmo livro, por que duvidar da ressurreição daquele que não aceitam na condição do justo Mashiach (Messias) prometido? Não é ele também descendente de David, da tribo de Yahudah (Judá) que de Yaacov (Jacó) provém? Logo, excluí-lo é contradizer a própria determinação do Eterno YHUH que não é homem para que minta, nem filho do homem para que se arrependa. Bamidbar (Números) cap. 23 vs. 19.
    Acima de toda e qualquer crença, estudo ou teoria duvidosa, Yaheshuah Ha Mashiach (Messias) veio em carne gerada pela carne para cumprir a justiça conforme o anunciado por todos os profetas. Ensinando, sofrendo, morrendo, ressuscitando, cumpriu ele sua missão para se tornar o prometido profeta da ressurreição e herdeiro do trono davídico, que não mais trocará de rei nem terá fim.
    Afirmar que alguns de seus discípulos, na manhã do primeiro dia da semana, praticaram violação no túmulo retirando a pedra é admissível; o que não se pode provar, é que seu corpo tenha sido por eles retirado. Quem foi ao túmulo na intenção de encontrar o seu corpo morto teve grande decepção, a mesma que teve Míriam de Mágdala (Maria Madalena) não encontrando ali a quem buscava.
    Se ela foi bem cedo para ver o mestre, na certa queria vê-lo antes que o plano para escondê-lo fosse posto em execução; só que outros já tinham se antecipado à sua ida. Em seu grande abatimento, dúvida, todos falharam! O Mashiach (Messias) de Ysrael havia ressuscitado! O seu corpo mortal não mais poderia ser visto nem tão pouco tocado, porquanto deixara de existir.
    Assim, a profecia no livro de Osheyah (Oséias) cap. 6 vs. 2 teve seu cumprimento, porque no Mashiach ressuscitamos e recebemos vida: “Depois de dois dias nos dará a vida, e ao terceiro dia nos ressuscitará, e viveremos diante dele”. Não duvidem! Yaheshuah, o mediador da nossa salvação ressuscitou. Voltou à imortalidade de onde agora há de vir na qualidade de profeta da ressurreição e governante eterno.

    HONRA, PODER E GLÓRIA SEJAM PARA י ה ו ה YHUH, O ÚNICO QUE PODE SALVAR. AMEIN.

    BARUCH RABÁ B’ SHEM י ה ו ה YHUH.


    BLOG: falandoporysrael.blogspot.com

    BLOG: alertaisraelita.blogspot.com

    ATENCIOSAMENTE,

    YAHOSHAFAT BEN YAACOV

    Yahoshafat Ben Yaakov Dom, 08 de Janeiro de 2012 11:06 Link o comentário
  • Yahoshafat Ben Yaakov

    A JOVEM DA PROFECIA DE 7: 14 DE
    YSHAYAHU

    Muitos rastreadores bíblicos têm errado na visão diante do significado profético da pessoa do Mashiach (Messias), o homem, o conceituando de formas contrárias a seus requisitos genealógico, espiritual. Tanto são dessa forma, que vemos como exemplo a profecia do cap. 7 vs. 14 do livro de Yshayahu (Isaías) amplamente extrapolada por deduções não compatíveis com a realidade da História, quando muitos afirmam o Imanuel (Emanuel) anunciado como sendo a pessoa do Mashiach (Messias) prometido, enquanto que outros acham ser o filho de Acaz.
    Se esses estudiosos buscassem a razão e a lógica da justa causa, por certo não deixariam jamais de entender que nenhuma indicação há, dentro da perfeição profética, a ser compatível com a incoerência dessas formas. Isso pode ser visto através de versículos estabelecidos dentro do referente capítulo, nas evidências transparentes para qualquer visão poder enxergá-las.

    Versículo 14 – Forma traduzida de João Ferreira de Almeida, Edição de 1969 – “Portanto o mesmo Senhor vos dará um sinal: Eis que uma virgem conceberá, e dará à luz um filho, e será o seu nome EMANUEL”.

    Texto de acordo com o original – “Portanto o mesmo YHWH (Senhor) vos dará um sinal: Eis que ha almah (a jovem) está grávida, e dará à luz um filho, e será o seu nome IMANUEL”.

    Como já foi mostrado por outros estudiosos, numa confusão tradutiva que veio a criar muitos equívocos e desvios, os gregos, na sua Tradução, de forma incorreta substituíram a palavra hebraica almah cujo significado é jovem, pela palavra grega “parthenos” (virgem). Essa falha veio a prosperar dentro “do cristianismo” que tem se firmado numa concepção virginal, com isso rompendo todos os termos proféticos nos quais a palavra de Elohym (Deus) estabelece um Mashiach (Messias) descendente de Davi, conforme a carne, vindo a ser gerado de um varão da mesma descendência.
    Por outro lado, ter o Imanuel (Emanuel) na condição do prometido davídico é torcer conceituadamente todos os pontos realísticos da revelação, principalmente na pessoa de Míriâm (Maria) esposa de Yosef (José), por não ser jamais a jovem anunciada pelo profeta. Seria a esposa de Acaz? De maneira nenhuma, podendo tal afirmativa ser comprovada através de dados numericamente históricos.
    De acordo com a Bíblia de Jerusalém pela Tradução Portuguesa página 574, o reinado de Acaz teve seu início no ano 736 findando-se no ano 716 antes da era comum (aec). Subtraindo 716 de 736, podemos ver que a duração desse reinado se deu num total de vinte anos.
    De acordo com II - Reis cap. 16 vs. 2; II - Crônicas cap. 28 vs. 1; o domínio de Acaz permaneceu por um período de apenas dezesseis anos dentro do total acima descrito, ficando assim um tempo vago até que Ezequias, estando com vinte e cinco anos de idade tomou posse do reino, subindo ao trono conforme a herança.
    Agora façamos os cálculos para vermos com quantos anos estava o mesmo quando seu pai começou a reinar: Subtraindo o tempo do domínio acaziano de sua idade quando passou a tomar posse do trono, se ver: 25 – 16 = 9. Tirando dos nove os quatro referentes ao tempo vago, temos: 9 - 4 = 5. Amparado nessas evidências numéricas, afirmo que o Imanuel (Emanuel) da profecia jamais foi Ezequias, visto já haver ele nascido quando seu pai se tornou rei, tendo nessa época cinco anos de idade. Ainda faço saber, que a mensagem feita por Yshayahu (Isaías) aconteceu quando Acaz já estava reinando.
    Outra falta de coerência entre Ezequias e o profetizado, se acha no significado: “Conosco está El (D'us)”. Como referência concreta dessa junção, o livro de Zekaryah (Zacarias) no seu cap. 8 vs. 23 nos permite compreender a vinda de um tempo em que todos os estrangeiros, se aderindo a Ysrael, dirão: “Iremos convosco, porque temos ouvido que Deus está convosco”.
    Se os goym (gentios) reconhecendo a eleita posição da nação israelita podem dizer: “El (D'us) convosco está”, é lógico que esse povo, sem nenhuma dúvida pode afirmar: “Conosco está El (D'us)”. Aqui se pode notar uma junção do Imanuel com o Ysrael a ser comprovada no livro de Yshayahu (Isaías), vista no cap. 8 vs. 8, onde a profecia faz um alerta ao Imanuel (Emanuel) sobre uma invasão.

    “E passará a Judá inundando-o, e irá passando por ele e chegará até ao pescoço; e a extensão de suas asas encherá a largura da tua terra, ó Emanuel”.

    Será que a última frase descrita no referente versículo, teve seu direcionamento à pessoa de Ezequias? Será que foi uma referência à pessoa do Mashiach (Messias), não tendo esse ainda vindo em carne? Essas alusões não devem ser aceitas como fidedignas, porquanto a frase faz menção de um povo não de uma única pessoa. No verso 10 do mesmo capítulo a equivalência de Ysrael para com o Imanuel (Emanuel) é transparente.

    “Tomai juntamente conselho, e ele será dissipado; dizei a palavra, e ela não subsistirá, porque Deus é conosco”.

    Se a palavra conosco equivale a mais de uma pessoa, é obvio que a mensagem de alerta vista pela última frase tem seu direcionamento voltado para uma nação. Sendo assim, fica evidente que a perfeição frasal se qualifica na seguinte forma: “E a extensão de suas asas encherá a largura da tua terra, ó Ysrael”.
    Se a jovem profetizada não é a esposa de Acaz, nem tão pouco aquela que no seu ventre, segundo a carne, recebeu o descendente davídico, a nova Yahushalaim (Jerusalém) se desponta como principal personagem da profecia na equivalência da jovem grávida. No livro de Yshayahu (Isaías) 54: 1 isso pode ser comprovado, com evidência intrínseca às duas mensagens.

    “Canta alegremente, ó estéril, que não deste à luz; exulta de prazer com alegre canto e exclama, tu que não tiveste dores de parto; porque são mais os filhos da solitária, do que os filhos da casada, diz o ETERNO”.

    De acordo com o ensinamento de Shaul (Saulo) visto no livro de gálatas 4: 26, a estéril mencionada é a Nova Yahushalaim (Jerusalém). Como e por que razão foi ela declarada estéril? Sendo que seus filhos irão nascer da ressurreição e transformação final, assim foi ela chamada por ainda não ter dado à luz aos que retornaram ao pó da terra, adormecidos no Adon (Senhor). Essa esterilidade findou-se com a vinda do Príncipe da paz, quando ele ressuscitou, se tornando primogênito dentre todos os que haverão de despertar na ressurreição final.

    Yshayahu (Isaías) cap. 66 vss. 7,8 - “Antes que estivesse de parto, deu à luz; antes que lhe viessem as dores, deu à luz um filho. Quem jamais ouviu tal cousa? Quem viu cousas semelhantes? Poder-se-ia fazer nascer uma terra num só dia? Nasceria uma nação de uma só vez? Mas Sião esteve de parto e já deu à luz seus filhos”.

    Quanto a nascer uma terra num só dia e uma nação de uma só vez, essa parte da mensagem se refere ao povo israelita formado pelas doze tribos compostas do natural e do enxerto, que num só dia, dia da ressurreição, nascerá como nação perpétua e gloriosa. A partir daí, as nações saberão que conosco está El, no Imanuel renascido.
    Sendo que a parturiente da profecia é a vindoura e renovada Yahushalaim, o Imanuel (Emanuel) profetizado, sem dúvida alguma é Ysrael. Quando Yshayahu (Isaías) disse: “Eis que a jovem está grávida”, obviamente se referiu à Nova Yahushalaim (Jerusalém), também Tzion (Sião) celestial, a qual se achava grávida de todos os kadoshim (santos) retornados ao pó da terra, de onde todos vieram.

    Versículo 16 - “Na verdade, antes que esse menino saiba rejeitar o mal e escolher o bem, a terra de que te enfadas, será desamparada de seus dois reis”.

    A História tem dado testemunho das desobediências de Ysrael para com o seu Eterno Criador, desde a sua saída do Egito até aos dias de hoje. Dispersado por toda a terra tem sido diariamente contaminado por muitas influências pagãs, sofrendo com isso as conseqüências por todos os seus devaneios quando é perseguido, odiado, expulso das nações e até mesmo exterminado.
    Quanto à situação de sua terra natal, basta se ouvir um noticiário na TV para se ver o quanto está desamparada quando diariamente tem sido agredida por homens e carros bomba; por doutrinas não condizentes com a sua fé; também muitas outras contaminações.
    Diante dessas muitas profanações e agressões a nação israelita, passageiramente, tem se achado sem a proteção de seus dois Reis: o Elohym (D’us) Todo Poderoso; e o Mashiach (Messias). Quando o Ysrael eleito aprender a rejeitar o mal e a escolher o bem, então novamente sua terra será protegida, porquanto nenhum mal poderá mais existir em toda sua extensão.
    Com essa profética redenção o anunciado no livro de Yshayahu (Isaías) cap. 11 vs. 9 Se revelará diante das nações na glória que o ETERNO lhe dará. Enquanto isso não entrar em pratica no coração da nação israelita, certo é que a cidade kadosh (santa) continuará sendo pisada por incircuncisos, religiões pagãs, inimigos políticos, até que o tempo concedido aos gentios esteja completo.

    Versículos 17, 18, 19. – “Mas o ETERNO fará vir sobre ti, e sobre o teu povo, e sobre a casa de teu pai, pelo rei da Assíria, dias tais quais nunca vieram, desde o dia em que Efraim se separou de Judá”. “Porque há de acontecer que naquele dia assobiará o ETERNO às moscas, que há no extremo dos rios do Egito, e às abelhas que andam na terra da Assíria”. “E virão, e pousarão todas nos vales desertos e nas fendas das rochas, e em todos os espinhos e em todas as florestas”.

    Nesses três versículos uma influência simbólica no conteúdo da mensagem profética pode ser vista assim: o rei da Assíria uma representação do chefe mais alto da hierarquia cristã de Roma. Esse poder religioso tendo se proliferado sobre muitas nações chegou também a Terra Kadosh (Santa), onde seu domínio por muitos de seus aliciados diretos ou indiretos busca sufocar o direito de primogenitura de Ysrael. Dentro desses termos proféticos, moscas, abelhas, simbolizam os adeptos do romanismo diretos e disfarçados, defensores da profana doutrina anti-semita a cada dia se espalhando mais por toda a terra.

    Zekaryah (Zacarias) cap. 14 vss. 1,2. - “Eis que vem um dia do ETERNO, em que os teus despojos se repartirão no meio de ti. Porque eu ajuntarei todas as nações para a peleja contra Jerusalém; e a cidade será tomada, e as casas serão saqueadas e as mulheres forçadas; e metade da cidade sairá para o cativeiro, mas o resto do povo não sairá da cidade”.

    Essas distantes nações são tidas na mesma equivalência do romanismo anti-semita, que se ajuntarão para pelejar contra os filhos e o solo da kadosh (santa) cidade. Elas atacarão com armas de guerra, misticismo, isolamento dos requisitos referentes aos costumes da doutrina dos profetas de tal forma, que a desistência para com a verdade será grande. Sob esse clima de pavoroso constrangimento, a descendência israelita haverá de se sentir indefesa perante a presença de seus adversários, carnalmente mais poderosos.
    Nos versículos 3, 4, 5, do mesmo capítulo, é mostrado que a libertação de Yahushalaim (Jerusalém) se dará pela intervenção direta do próprio ETERNO, que descerá no monte das oliveiras para salvar seu povo e destruir todas estas nações opressoras do seu primogênito.

    Mykayahu (Miquéias) cap. 5 vs. 3. – “Portanto os entregará até o tempo em que a que está de parto tiver dado à luz, então o resto de seus irmãos voltará com os filhos de Israel”.

    Será que os escolhidos e chamados dentre as nações já retornaram com os filhos de Ysrael? Se isto ainda não aconteceu, então a que está grávida ainda não deu à luz seus filhos. Se esta profecia tivesse seu direcionamento à esposa de Yosef (José), como muitos assim conceituam, teria falhado devido ao Ysrael disperso ainda não haver retornado com Yaheshuah à terra prometida. Isso confirma o restante de seus irmãos a voltar na ressurreição, dia em que todos serão resgatados pelo príncipe davídico.
    Como ficam a situação de Míriâm (Maria) e da esposa de Acaz perante essa contextualização profética? Diante destas explicações, como se sairão aqueles que torcem a realidade dos fatos? Os filhos dispersos de Ysrael, todos os descendentes naturais, retornarão com os restantes eleitos à terra prometida quando Tzion (Sião) tiver dado à luz aos que ressuscitarão. Enquanto isso não acontece, a descendência de Ysrael permanecerá sufocada, até que a firme promessa possa no devido tempo se manifestar gloriosamente. Assim, voltarão a seus termos guiados e governados por Yaheshuah ha Mashiach (Messias).
    O próximo assunto será voltado para uma pergunta: “O MASHIACH JÁ VEIO, OU VIRÁ”? Nesse estudo, se YHWH me permitir, buscarei mostrar uma grande obra vista dentro das profecias, diante da qual a sabedoria dos sábios tem se encolhido e a prudência dos prudentes tem se escondido.

    OBS. Todos os estudos desse Blog já são registrados, comprovados em cds.

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    HONRA, PODER E GLÓRIA SEJAM PARA YHWH QUE CHAMO DE YHUH. AMEIN.

    FIQUEM NA SHALOM.

    ATENCIOSAMENTE,

    YAHOSHAFAT BEN YAACOV.

    Yahoshafat Ben Yaakov Dom, 08 de Janeiro de 2012 10:59 Link o comentário
  • Yahoshafat Ben Yaakov

    SHALOM PARA TODOS OS KADOSHIM DE YHUH.

    JÁ QUE OS RABINOS TÊM SE MULTIPLICADO E OS POUCOS TALMIDIN TÊM SE DIMINUIDO, VEJAMOS QUEM SE ACHA NA JUSTA INSPIRAÇÃO DO RUACH HA KODESH.

    QUEM TEM OUVIDOS PARA OUVIR, OUÇA.

    QUEM TEM SABEDORIA PARA ENTENDER, QUE ENTENDA.

    QUEM TEM RESPOSTA PARA DAR, QUE RESPONDA.


    QUANDO KAIN MATOU HEVEL, BERESHIT (GÊNESIS) 4: 16 17 DIZ QUE ELE FOI EXPULSO DE DIANTE DA FACE DE YHUH E HABITOU NA TERRA DE NODE, CONHECENDO ALI SUA MULHER QUE LHE DEU UM FILHO.

    SE YHUH, NO PRINCÍPIO HAVIA CRIADO APENAS UM CASAL, ONDE KAIN ACHOU MULHER PARA DESPOSAR? O QUE DISSER QUE FOI UMA DE SUAS IRMÃS, VAI TER QUE PROVAR, NA ESCRITURA, ONDE EXISTE O RELATO DE QUE UMA DELAS O ACOMPANHOU.


    QUEM TEM OUVIDOS PARA OUVIR, OUÇA.

    QUEM TEM SABEDORIA PARA ENTENDER, QUE ENTENDA.

    QUEM TEM RESPOSTA PARA DAR, QUE RESPONDA.


    ATENCIOSAMENTE,

    YAHOSHAFAT BEN YAAKOV.

    Yahoshafat Ben Yaakov Sex, 06 de Janeiro de 2012 22:04 Link o comentário
  • Yahoshafat Ben Yaakov

    REVELAÇÃO DA VERDADE


    (O NOME JESUS)


    Em 11: 21 do seu livro encontramos o profeta Daniel falando sobre um homem vil que não recebeu a dignidade real, mas, mesmo não sendo chamado rei, através de enganos haveria de se apossar de um reino. Esse homem citado por Daniel é o representante maior da igreja de Roma. Observe que ele tem trajes reais, trono, domínio, mas não tem a honra de ser chamado de majestade. Através da História temos conhecimento que Roma, em séculos passados, pertenceu à linhagem real dos Césares: Augvstvs Caesar (Augusto César); Tibérivs Caesar (Tibério César); e tantos outros. Porém, por meio de astuciosos planos religiosamente bem organizados o poder dos Césares caiu, surgindo depois disto, numa épocamais adiante, um novo reino em forma de país independente que veio a ser chamado de Vaticano.
    No verso 37 do mesmo capítulo do seu livro, Daniel também avisa que o referido rei sem a honra real não teria respeito aos elim (deuses) de seus pais e ao amor das mulheres, porque sobre tudo haveria de se engrandecer. Sabemos que quem determina a proibição do casamento entre seus adeptos sacerdotais, é a doutrina romana vaticanista. Quando não é permitido que seus devotos representantes se casem, não estará tal doutrina a contradizer o amor matrimonial? Sendo que tal proibição parte daquele que as nações chamam de “Papa”, esse, sem dúvida e contextualmente é o homem mencionado na profecia, também descrito em II - tessalonicenses cap. 2 vss. 3 e 4.
    A História mostra que Roma sempre teve sua crença fundamentada em cultuações idolátricas, nas quais vários deuses eram honrados, sendo até mesmo o imperador acolhido por um desses. Com a chegada do reinante domínio papal todos esses ídolos foram banidos, para em lugar deles, em um poder mundialmente superior, surgir outro que haveria de ser honrado por quase todas as nações da terra. Quem seria esse? Numa exegese lógica nas profecias, a resposta será vista. Ainda se referindo ao mesmo rei não condecorado, em 11: 38 de sua mensagem Daniel averte sobre um d'us que seria honrado preciosamente.

    “E a um d’us a quem seus pais não conheceram honrará com ouro; com prata; com pedras preciosas e cousas agradáveis”.

    Qual nome, todos os dias, é honrado nos crucifixos de ouro; de prata; nos para choques dos carros; dentro dos bares; nos festejos mundanos; não é o nome Iesvs (Jesus)? Esse é o deus mencionado na profética visão de Daniel, cujo nome e poder vêm da Babilônia mística (Roma) e não do Altíssimo. Um dos textos mais usados pelos “evangélicos” encontra-se em Yshayahu (Isaías) 45: 20, na subsequência mostrado.

    “Congregai-vos e vinde; e chegai-vos juntos; vós os que escapastes das nações. Nada sabem os que conduzem as suas imagens de escultura, feitas de madeira; e rogam a um d’us que não pode salvar”.

    Para própria condenação de todos os que pregam sem entendimento, o mencionado texto não só condena os condutores de imagens como também condena todos os que louvam ao deus deles, no qual não há salvação. Observando com atenção, se pode ver que a mensagem se refere a imagens, no plural, mas não se refere a elim (deuses). O que ela nos mostra, é que os condutores de imagens rogam a um el (deus), no singular, o qual não pode salvar a ninguém. Quem é que conduz andores portando imagens em procissões? Não é a doutrina católica que faz isso? Mas, nessa doutrina tão expandida, que nome é tido por nome salvador? Aquele que tem entendimento do alto há de saber, em verdade, que o nome adorado pela filha dos caldeus é Iesvs (Jesus), para ela o sinal da salvação. Dessa forma, muitos estão condenando e sendo condenados no próprio ato de julgar, porquanto estão adorando ao mesmo ídolo-deus que por Babilônia mística é adorado.
    Uma profecia muito significativa: Ainda na forma de malach (anjo), falando ao profeta o Mashiach (Messias) advertiu:

    “Sabes por que eu vim a ti? Eu tornarei a pelejar contra o príncipe dos persas; e saindo eu, eis que virá o príncipe da Grécia”. Daniel 10: 20.

    Esse príncipe dos persas com o qual o Mashiach (Messias) haveria de tornar a pelejar, representa o poder do reino romano. Dessa forma quando ele veio em carne, esse poder dominava sobre Ysrael em território palestino, subjugando esse povo por domínios político e religioso. Ao ser cravado e morto no madeiro, o prometido foi tirado da terra dos viventes, cumprindo-se assim as suas palavras: “E saindo eu”. E o príncipe da Grécia? Quem é e como chegou para ficar no lugar do descendente davídico? A profecia do cap. 11 vs. 19 do livro de Yrmeyahu (Jeremias) responde.

    “E eu era como um manso cordeiro, que levam à matança; porque não sabia que imaginavam projetos contra mim, dizendo: Destruamos a árvore com seu fruto, e cortemo-lo da terra dos viventes, e não haja mais memória do seu nome”.

    Quando aconteceu a mudança do kadosh (santo) nome do Mashiach (Messias) para o nome “Jesus”, de origem grega, o príncipe de Ysrael “nas mentes humanas” foi substituído pelo príncipe da Grécia.


    A GRANDE BLASFÊMIA

    “E eu pus-me sobre a areia do mar; e vi subir do mar uma besta que tinha sete cabeças e dez chifres; e sobre seus chifres dez diademas; e sobre suas cabeças um nome de blasfêmia”.
    Em 17: 9 do mesmo livro, Yochanan (João) revela que as sete cabeças equivalem a sete montes. Quem pessoalmente conhece Roma ou a sua história, sabe que geograficamente sobre sete montes ela está fundada. Nos versos 1 e 2 do mesmo capítulo, o apóstolo também nos fala de uma prostituta, com a qual os reis (governantes) da terra se prostituiram e os que habitam na terra com seu vinho prostituinte se embebedaram. No verso 3, fala de uma mulher assentada sobre uma besta que estava cheia de nomes de blasfêmia. No verso 18, quem estava falando com Yochanan (João) fala que a mulher é a grande cidade que reina sobre os reis da terra.
    Que cidade, em sinal de adoração, é visitada por reis, ministros e presidentes de toda a terra? Creio que a resposta é fácil, porque nessa cidade está o trono e o reinado daquele que não é honrado como rei, o qual tem grande domínio sobre um reino chamado “Vaticano”. Voltando a 13: 1 de apocalipse, pergunto: Qual é o nome de blasfêmia e de onde surgiu ele? Conhecendo a verdadeira origem do Mashiach (Messias), creio que a resposta não será difícil de ser encontrada.
    A língua original do povo de Ysrael é o hebraico, pois através desta todos os fiéis profetas receberam a kadosh (santa) palavra do ETERNO. O maior mal de muitos grupos evangélicos é não querer admitir, de forma alguma, que por meio das traduções houve um grande número de alterações perante as Escrituras originais. Como exemplo disto, vemos o texto contido em 7: 14 do livro de Yshayahu (Isaías), onde influenciáveis copistas em sua traduções trocaram a palavra “almáh” que significa “jovem” pela palavra “parthenos” que significa “virgem”, quando a palavra correta seria “neanis” que tem o mesmo significado de “almah”, a do texto original. Em hebraico a palavra para virgem é betulah, que no texto original de Yshayahu (Isaías) não existe.
    Nessa língua que o mediador da salvação falava desde criança, a palavra “sus” significa “cavalo”. Se você for habitar em Ysrael e lá desejar comprar um desse, com certeza você estará comprando um “sus”. Será que o Filho do ETERNO, na sua própria língua, teria um nome com uma terminação tão blasfema? De maneira nenhuma! י ה ו ה YHUH tenha de misericórdia de todos, principalmente daqueles que estão blasfemando do seu nome, porque o dia do ajustes de contas está prestes a chegar e será um dia de decepção e tristeza para muitos.
    Nesse dia, muitos pregadores irão dizer: “Senhor, Senhor, não pregamos nós em teu nome; e em teu nome não expulsamos demônios; e em teu nome não operamos maravilhas”? Então, da boca do próprio Mashiach (Messias) ouvirão a seguinte resposta: “Nunca vos conheci! Apartai-vos de mim, vós os que praticais a iniqüidade”. Veja Matyahu (Mateus) cap. 7 vss. 22 e 23. Por que o Adon (Senhor) não os conhecerá? Porque eles não o conheceram no seu verdadeiro nome.
    O apóstolo Shaul, equivocadamente chamado (Paulo), relatando ao rei a sua visão disse que ouviu do céu uma voz que em língua hebraica lhe dizia: “Shaul, Shaul, (Saulo, Saulo), por que me persegues”? Atos 26: 13,14. A seguir, o apóstolo disse que ao perguntar quem era o que falava com ele, de acordo com a forma traduzida obteve a seguinte resposta: “Eu sou Jesus, a quem tu persegues”. Atos 26: 15. Eis a questão: Na língua hebraica não existe o som da letra “J”. Logo, quem falou do alto com o referido apóstolo jamais pronunciou o nome “Jesus”. Prosseguindo, faço também saber que no latim, língua oficial do Vaticano, o nome “Jesus” é “Iesvs”, sendo que a letra “V” soa também como a letra “U”. Assim, a pronúncia do vocábulo “Iesvs” é “Iesus”.
    Tradicionalmente todo nome hebraico tem um significado: Imanuel= Conosco está El. (D'us). – Daniel= El (D'us) é meu Juiz. – Ezequiel= que El (D'us) fortaleça. Nessa língua, o nome “Iesus” também tem um significado terrível! Unindo forma tradutiva com a originalidade, o significado desse nome é: “Ie = Deus”; “sus = cavalo”. Foi isso que Shaul ouviu quando do alto a voz lhe falou? Tendo a voz falado em língua hebraica, se o nome pronunciado por ela foi “Iesus”, nas três últimas letras que qualificação o filho do ETERNO recebeu? Jamais o apóstolo ouviu tal nome, porque esse é o nome de blasfêmia descrito em apocalipse 13: 1 pelo qual diariamente o Todo-Poderoso, com seu kadosh (santo) nome são blasfemados pela besta que abriu a sua boca em blasfêmias contra ele. Tal esclarecimento pode ser visto em Revelação (Apocalipse) cap. 13 vs. 6.
    Os que buscam em fonética e sufixos uma escapatória para remendo de seus graves erros cometidos, só respondam: No hebraico, língua falada pelo Mashiach (Messias) de Ysrael, qual é o significado da palavra “sus”, sílaba final do nome “Iesus”? Os que buscam a salvação estão aguardando vossa resposta, o mais breve possível.

    O nome do ETERNO é י ה ו ה ( YHWH) = YHUH.

    E o nome do Mashiach, seu filho amado, é י א ה שׁ ו ע ה (Yaheshuah), o justo mediador da nossa salvação. Amein.

    OBS. Esse estudo já é registrado.


    HONRA, PODER E GLÓRIA SEJAM PARA י ה ו ה QUE CHAMO DE YHUH, POR SEU FILHO י א ה שׁ ו ע ה YAHESHUAH. AMEIN.


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    YAHOSHAFAT BEN YAACOV.

    Yahoshafat Ben Yaakov Qui, 29 de Dezembro de 2011 21:06 Link o comentário
  • Yahoshafat Ben Yaakov

    SHAUL E A CIRCUNCISÃO


    PEQUENA BIOGRAFIA

    Descendente de família israelita pela tribo de Benjamin (Romanos 11: 1), Shaul (Paulo) nasceu em Tarso na Cilícia no início da era cristã. Sendo discípulo do Rabino Gamaliel (Atos 22: 3), tornou-se exímio conhecedor dos escritos da Torah, destacando-se entre o judaísmo farisaico como seguidor e capacitado intérprete da Palavra do ETERNO. Por volta do ano trinta e seis (36) passou a ocupar a posição de severo perseguidor dos adeptos da religião dos netzarim (nazarenos), encerrando essa jornada quando, segundo se pode ver em Atos capítulo 9, teve uma visão de uma voz que do alto lhe falou e de uma luz que o deixou cego.
    A partir desse acontecimento, seguiu para Damasco onde foi batizado por Ananias, dando assim início à sua fé que futuramente, por traduções várias, passou a ser reconhecida como símbolo do cristianismo. Se ele seguiu a meta religiosa dos netzarim (nazarenos), adquiriu essa forma denominativa, o que na lógica o não qualifica como cristão.
    Poderia falar aqui muito mais desse apóstolo às vezes tão criticado; elogiado; tomado por culto; ignorante; lúcido; louco; por divergentes opiniões a seu respeito. Todavia, retornarei a seus escritos epistolares buscando desvendar a objetividade contida em cada um de seus pensamentos, alvo de conceitos descritivamente mal estruturados. Não devemos de forma alguma esquecer seu alerta contido no cap. 1 vss. 26 27 de sua primeira carta aos coríntios, pelo qual ele nos transmite uma verdadeira aula.

    De acordo com a Tradução de João Ferreira de Almeida Edição Revista e Corrigida de 1969, em 3: 2 de sua carta aos filipenses, Shaul parece tachar a todos os da circuncisão de cães e maus obreiros.

    “Guardai-vos dos cães, guardai-vos dos maus obreiros, guardai-vos da circuncisão”.

    Quando lemos na “Bíblia de Referência Thompson”, vemos a verdadeira mensagem no exato momento em que Shaul adverte sobre um concerto, fora da ordenação do Elohym (D’us) de Ysrael.

    “Acautelai-vos dos cães, acautelai-vos dos maus obreiros, acautelai-vos da falsa circuncisão”.

    Se conforme a Tradução de João Ferreira de Almeida ele estivesse falando do concerto dado a Avraham (Abraão), em que posição estaria esse juntamente com todos os profetas que não deixaram de se circuncidar? Estariam na posição de cães? De maus obreiros? Jamais o apóstolo teria tal atitude contra esses homens eleitos, sendo que se assim o fizesse estaria calcando aos pés todo retrospecto profético, numa profanação contra o fiel concerto instituído pelo Altíssimo Criador.
    Não é bom fazer julgamento do que não se conhece! Ele advertiu sobre outra espécie de circuncisão indiferente ao nome do Eterno YHUH; aos mandamentos da sua lei; e ao sistema de corte não autorizado na circuncisão da carne. Para melhor entendimento, no verso 3 do mesmo capítulo ele diz: “Porque a circuncisão somos nós, que servimos a D’us em Espírito”.
    Sendo ele da tribo de Benjamin, uma das doze tribos de Ysrael, é óbvio que quando disse: “A circuncisão somos nós”, se referiu aos brotos e às raízes israelitas. Doutra forma, Avraham (Abraão) e todos os fiéis neviim (profetas) não estariam enquadrados numa servidão kadosh (santa). A textualização da Tradução de Almeida Edição 1969, sem dúvida é uma descrição errônea, devido não está compatível com os requisitos dados pelo Eterno YHUH no seu concerto estabelecido.
    Sobre a bem-aventurança vinda pelo concerto dado a Avraham (Abraão) e sua descendência, na sua carta aos romanos 4: 8, 9, 10, Shaul faz um relato.

    “Bem-aventurado o homem a quem o ETERNO não imputa o pecado. Vem, pois, esta bem-aventurança sobre a circuncisão somente, ou também sobre a incircuncisão? Porque dizemos que a fé foi imputada como justiça a Abraão. Como lhe foi, pois, imputada? Estando na circuncisão ou na incircuncisão? Não na circuncisão, mas na incircuncisão”.

    Pondo no isolamento contextual essa pequena parte do diálogo apostólico, os adeptos do anti-semitismo direto ou indireto julgam que a circuncisão nada tem a ver com a fé, argumentando: “Abraão foi justificado quando ainda não havia sido circuncidado”. Para confirmação de sua fé, o mesmo Avraham (Abraão) foi selado com qual sinal? O que foi designado para que sua crença fosse justificada? Se não sabem, a resposta está no verso 11 do mesmo capítulo acima mencionado onde Shaul exclarece.

    “E recebeu o sinal da circuncisão selo da justiça da fé quando estava na incircuncisão, para que fosse pai de todos os que crêem, estando eles também na incircuncisão, a fim de que a justiça lhes seja também imputada”.

    Mesmo estando ainda incircunciso na carne, Avraham (Abraão) foi chamado pelo Eterno י ה ו ה YHUH, quando numa terra dominada pelo politeísmo permaneceu num monoteísmo justo, firmando sua crença no único Elohym Eterno. Essa sua firmeza lhe foi imputada como justiça, através do sinal da circuncisão, sendo isso selado por quem o chamou num concerto de perpétua amizade. Isso demonstra que fé, sem a circuncisão, pela justiça não é selada. Para todos os goym (gentios) que andam na mesma fé desse patriarca a mesma condição permanece, para que também sua fé possa ser reconhecida como justa. Se Avraham (Abraão) se deixou circuncidar, como então, alguém se diz na fé dele a isso rejeitando? Se uma mesma lei foi estabelecida para israelitas e estrangeiros, como se pode ver em Shemôt (Êxodo) 12: 48 49, então que o goy (gentio) edifique sua fé no mesmo sinal recebido por essa gente, para que também possa ser participante da promessa pela qual, abraçando esse concerto, receberá de YHUH a mesma justificação.

    Gálatas 5: 3 – “E de novo protesto a todo homem que se deixa circuncidar, que está obrigado a guardar toda a lei”.

    Fora de contexto esse escrito parece contradizer não só a lei, mas também a circuncisão, coisa que a Teologia tem feito uso na sua trajetória incircuncisa.
    Sabiamente se posicionando contra essas equivocadas formas dedutivas, vemos o cap. 3 vs. 31 do escrito aos romanos quando aí, demonstrando a exata e perfeita junção da fé para com a lei, o mesmo apóstolo ensina: Anulamos a lei pela fé? De maneira nenhuma! Antes estabelecemos a lei”.
    A partir desse exemplo, creio que as torções desabam por terra diante do ensinamento dado aos gálatas, quando esses, pelo apóstolo, são instruídos a se circuncidarem na obediência para com a lei. Fora disto, a circuncisão não terá valor nenhum, porque sem essa indispensável junção jamais poderá ser verdadeira. Se o apóstolo pela sua fé não anulou a lei, fica claro que a circuncisão também não foi anulada. Ele sabiamente só esclareceu a forma de procedimento do goy (gentio) circuncidado, não devendo esse anular o que ele, pela fé, continuou estabelecendo. Vejam Atos 24: 14. Ainda referente aos gálatas, a Tradução de Almeida no cap. 5 vs.2 descreve um testemunho dado por Shaul.

    Gálatas 5: 2 – “Eis que eu, Shaul, vos digo que, se vos deixardes circuncidar, Mashiach de nada vos aproveitará”.

    Seria essa a verdadeira mensagem deixada por esse sábio apóstolo? Quando comparamos a mesma com atos 16: 1, 2, 3, encontramos incoerência entre ambas devido no texto de gálatas ele parecer anular a circuncisão, quando no outro ele circuncida Timóteo com suas próprias mãos.
    Os gálatas eram circuncidados quando esse escrito foi a eles dirigido? Tudo que diz respeito à História só pode ser esclarecido por meio do rastreamento aos fatos, às épocas, numa observação conjunta sobre os responsáveis de todas e quaisquer descrições expostas nas narrativas. Se essas não provêm das bases originais, a tendência é se aliarem ao âmbito das incertezas.
    São muitas as irrelevâncias interpretativas perante os escritos proféticos, onde a modificação de pensamento, da objetividade, tem afastado o ser humano de seu equilibrado dever. Aplicadas com base, as ocorrências conforme suas épocas têm poder de fogo para não deixar sem destorcer o que se acha torcido.
    Pensando nessa forma de justiça, estudiosos têm se esforçado numa busca incansável para que a verdade fale mais forte, na viva esperança de que nessa voz a mentira seja demolida. Quando isso verdadeiramente acontecer, desde já tenho por certas três coisas: a razão cantará suavemente; a lógica repousará na luz; e todo vaso eleito estará repleto do mais perfeito e suave perfume.

    Fica complexo definir qual tribo céltica da Gália deu origem aos Gálatas, muito embora não reste dúvida que não era assim que se autodenominavam na medida em que etimologicamente a palavra vem de “galátai” bárbaro, era como os gregos os chamavam e posteriormente os romanos também por imitação. Mesmo propriamente a Galácia foi uma criação dos romanos que a transformaram em província do Império Romano por volta do ano 25 a C,quando juntaram às terras antes ocupadas pelos gálatas que correspondiam apenas ao equivalente a região centro-oeste da província também as possessões de Frígia, Licaônia e Isáuria para compor todo território provincial.
    Cabe observar que não foi de maneira mansa e pacífica que a Galácia foi criada, já que a incorporação territorial foi criada a medida que os gálatas como aliados dos romanos venciam tribos rebeldes ao Império Romano. Diga-se, de passagem, que eram lutas travadas no melhor estilo da guerrilha, forjando escaramuças e armadilhas para tropas romano-gálatas já que os seus inimigos eram povos nômades da montanha e deserto.
    Infelizmente, o último rei gálata, Amintas, morreu numa dessas batalhas sem deixar herdeiros presumíveis e em ato de última vontade, para que uma guerra civil não estourasse na busca de um novo regente da Galácia, legou o seu reino aos romanos que não tardaram em transformá-la em Província do Império Romano no final do mesmo ano da morte do monarca (25 a C), quando por fim debelaram os povos rebeldes na região.
    Ao final de reino céltico para província romana a Galácia serviu de cabeça de ponte para o Império Romano firmar seu poderio militar na localidade, e posteriormente expandir as possessões romanas até lá. Neste meio tempo os gálatas impediram que invasões de “hordas bárbaras” vindas da Ásia, gerassem maiores problemas para Roma.
    (www.templodoconhecimento.com)

    Na trajetória histórica, a nação gálata era forçada a colaborar com o poder militar, político, social de Roma, não deixando também de ter participação no religioso paganismo romano. Torcendo a objetividade doutrinária de Shaul para com essa dependiosa gente, idéias hipotéticas querem mostrar a existência de divergências entre o mesmo e o judaísmo. Se utilizando da circuncisão, da lei, teoricamente afirmam que essas coisas como pontos de obediência, não mais tinham valor no caminho deste povo que dependia de Roma.
    Afirmam que a sua fé não mais dependia da Torah (Lei), “cujos ensinamentos, dizem, findaram-se com a vinda do Mashiach”. Isso entra em confronto com textos contidos na carta dirigida aos romanos, que mostram testemunhos engrandecendo os decretos do Elohym Adonay de Ysrael.

    Romanos cap. 3 vs. 31 – “Anulamos a lei pela fé? De maneira nenhuma; antes estabelecemos a lei”.

    É de se estranhar Shaul instruindo aos gálatas o não cumprimento para com a lei do Eterno YHUH, quando demonstra ensinar aos romanos que a lei não deve ser anulada diante da verdadeira fé. Estaria ele a pregar duas formas de evangelho? Digo que não, pois dessa forma estaria criando obstáculos entre romanos e gálatas. Na verdade, seus ensinamentos se revelam contrários a um romanismo profano, inimigo de um profetismo justo.
    Vendo a desprezível conduta desse sistema romanista, no cap. 7 vs. 12 de sua carta aos romanos ele adverte: “E assim a lei é santa, e o mandamento santo, justo, e bom”.
    Iria Shaul abolir a santificação da qual estava dando bom testemunho? Iria ele por no descaso aquilo que interiormente tinha por justo e puro? O pavio que fumega não deve de forma nenhuma ser apagado. Diante de todas essas justificativas bíblicas, espero que cada intérprete da palavra se examine antes de fazer qualquer juízo em termos de conceituável propagação, pois cada um responderá por tudo aquilo que tenha ensinado.

    Romanos cap. 2 vs. 13 – “Porque os que ouvem a lei não são justos diante de D’us; mas os que praticam a lei hão de ser justificados”.

    Parecendo contradizer essa textualização aparece o vs. 11 do cap. 3 do livro de gálatas: “E é evidente que pela lei ninguém será justificado diante de D'us, porque o justo viverá da fé”. Se para os romanos o guardar a lei é sinônimo de justificação e para os gálatas ela não justifica, onde Shaul falhou? Estaria ele, diante dos gálatas, a se desviar da verdade para prosperar na sua missão? Que tal dedução, em tempo algum, venha se proliferar nos estigmas da coerência.
    Para que o tropeço não venha está diante da eleita remanescência, eis aqui a compatível explicação: vendo Yshayahu (Isaías) 45: 25; romanos 8: 33; se pode ver que a justificação provém unicamente do Eterno YHUH, sendo isso exemplificado em Avraham (Abraão) quando a recebeu. Foi ele justificado estando em obediência ou desobediência para com a lei? Em Bereshit (Gênesis) 26: 5 se tem a resposta.

    “Porquanto Abraão obedeceu a minha voz, e guardou o meu mandado, os meus preceitos, os meus estatutos, e as minhas leis”.

    Nesse contexto Shaul demonstrou aos gálatas uma direta justificação vinda da misericórdia do Eterno YHUH, sem anulação da lei, a qual não foi feita para justificar e sim para corrigir. Isso resume o ensinamento dele direcionado aos romanos, ficando a frutuosa lição de que o ser humano é justificado pelo Altíssimo não por simplesmente ouvir a lei, mas por praticá-la. Voltando a 5: 3 do livro de gálatas, na veracidade do pano de fundo sobre o assunto vemos essa nação incircuncisa advertida pela seguinte forma: “Se vos deixar de circuncidar, Mashiach de nada vos aproveitará”.
    Sendo que a descendência de Yaakov (Jacó) sempre esteve no concerto da circuncisão, como poderia o estrangeiro ter algum proveito diante daquele que veio pela nação circuncisa, como mostra Matyahu (Mateus) 15: 24? Isso quer dizer que se o goy (gentio), na sua fé, não se deixar passar por isso, proveito nenhum terá diante do Príncipe da paz que se fez ministro da circuncisão. Romanos 15: 8.
    Sustentado nos pontos intrínsecos dessas evidências, posso afirmar: Na sua originalidade, o escrito provindo de Shaul não contradiz a circuncisão da carne. Achar ser isso possível é como permanecer toscamente no dito por não dito de todas as ocorrências históricas, por onde, filosoficamente, o sim tem sido tomado pelo não e o não pelo sim numa extrapolação visível.
    Na veracidade da ocorrência, a frase dele foi: “Se vos deixar de circuncidar”. E fora do contexto, mensagem alterada, é: “Se vos deixardes circuncidar”. Não devemos deixar de observar que a preposição “de”, na frase contextual, está separada do verbo “deixar”. Já fora da contextualização, como se ver, essa mesma preposição está unida. Com o acréscimo da letra “s”, o perfeito sentido foi alterado criando catastrófico desvio no rumo da História, pelo qual povos de muitas nações têm se tornados incircuncisos.
    Assim como Shaul advertiu aos gálatas, aos contradizentes do kadosh (santo) concerto advirto: Se vos deixar de circuncidar, o Mashiach em nada vos há de aproveitar, porque o caminho dado para Ysrael não é o das nações. Yrmeyahu (Jeremias) 10: 2.
    Retornando aos pontos difíceis dos fiéis escritos desse apóstolo aprovado por uns, censurado por outros, no cap. 7 vs. 19 de sua primeira carta aos coríntios ele traz mais uma polêmica perante a visão dos indoutos.

    “A circuncisão é nada e a incircuncisão nada é, mas sim a observância dos mandamentos de D’us”.

    Teria Shaul nesse ensinamento, contestado a trajetória circuncisa? Os condutores das incompatibilidades sempre testificam que sim. A esses, me dirijo numa justa interrogativa: a circuncisão é mandamento proveniente da boca de YHUH ou dos homens? Para não haver torção na resposta, advirto a observarem com atenção Bereshit (Gênesis) 17: 9 - 14; Shemôt (Êxodo). 48: 49; Ezequiel 44: 9; numa observação amparada na prudência.
    Adentrando-me na correta objetividade do pensamento de Shaul, também digo: Ingerir sangue não é nada, não ingerir nada é; o que importa é obedecer à palavra do ETERNO. Eis aqui mais uma questão: Essa mesma palavra autoriza ou proíbe a prática de tal ato? Bereshit (Gênesis 9: 4; Vaykrah (Levítico) 17: 10 - 14; Devarim (Deuteronômio) 12: 16 – 25 têm a resposta.
    Para defesa da mensagem do apóstolo, ainda digo: O corte da circuncisão é nada, o não cortar nada é; o que importa é obedecer ao decreto do Eterno YHUH. Se a palavra dele não autorizou tal concerto, então seja esse anulado. Se tal autorização provém dela, anulado seja o ponto de vista das torções.
    Outro mal entendido acha-se no capítulo 15 do livro de atos, acerca de um grande debate sobre o circuncidar ou não aqueles que dentre os goym (gentios) abraçavam a fé. Teorias infundadas têm buscado expor uma suposta desavença entre os apóstolos no âmbito dessa questão, forçando a procedência de um debate entre Shaul e os outros, quando a perspectiva contextual nos conduz a uma realidade diferente desse tipo de suposição. Se o texto de atos estivesse em equivalência com uma decisão contrária à circuncisão, os responsáveis por isso estariam em desarmonia com as origens patriarcais e proféticas.

    Atos cap. 15 vs. 1 – “Então alguns que tinham descido da Judéia ensinavam assim os irmãos: Se vos não circuncidardes conforme o uso de Moisés, não podeis salvar-vos”.

    O primeiro grande equívoco perante essa textualização nasce no momento em que a circuncisão é tomada como exclusividade de uma suposta lei mosaica, fato incorreto. Ela não teve seu início a partir de Mosheh (Moisés) e sim de Avraham (Abraão), por um decreto do próprio Elohym (D’us), mostrado em Bereshit (Gênesis) cap. 17 vss. 9 a 14. Nisto se pode confirmar a revelação de um concerto muito antes da lei ser revelada diretamente aos filhos de Ysrael, afastando assim qualquer possibilidade do profeta do Sinai ter sido o primeiro a recebê-la.
    Todo e qualquer texto dentro dos livros evangélicos, a classificar Mosheh (Moisés) como patrono da circuncisão não pode ser fidedigno, por não está em harmonia com a originalidade da contextualização profeticamente histórica. Outro detalhe que tem passado despercebido perante a visão de muitos estudiosos, se encontra naqueles que, descendo da Judéia, se posicionavam pela circuncisão. Quem seriam esses? Gálatas 2: 11 12, mostra que eram discípulos de Tiago.

    “E, chegando Pedro à Antioquia lhe resisti na cara, porque era repreensível. Porque, antes que alguns tivessem chegado da parte de Tiago, comia com os gentios; mas, depois que chegaram se foi retirando e se apartou deles, temendo os que eram da circuncisão”.

    Isso deixa transparecer a forma de conduta do apóstolo Tiago, se posicionando como seguidor fiel do concerto feito pelo Elohym (D’us) de Ysrael para com Avraham (Abraão) e sua semente. Se os da sua parte não fossem defensores da circuncisão, Kefah (Pedro) não poderia ter tido receio por está na mesa com incircuncisos. Nesse momento é que Shaul enxergando duas condutas incompatíveis na forma de agir do seu amado irmão na fé, duramente o repreende, o fazendo ver que esse tipo de atitude poderia ludibriar os homens, mas não a YHUH.

    Atos cap. 15 vs. 2 – “Tendo tido Paulo e Barnabé não pequena discussão e contenda contra eles, resolveu-se que Paulo e Barnabé, e alguns dentre eles, subissem a Jerusalém aos apóstolos e aos anciãos sobre aquela questão”.

    Uma grande discussão, como demonstra o texto acima, havia se formado em torno de uma questão provocada pela forma de pregação apresentada pelos da parte de Tiago, com Shaul e Barnabé. A origem de tal contenda não estava na circuncisão, sim na forma brusca como a mesma estava sendo mostrada.
    Imagine você chegar para um contrário a esse concerto, dizendo: “se você não se deixar circuncidar, não entrará no santuário do Eterno YHUH”. Isso, nos dias de hoje, causaria um impacto ainda maior do que o causado nos dias dos primeiros discípulos em Antioquia.
    O que não entra no santuário, com certeza também não entra no reino vindouro! Ora, se a pessoa não tem posse dessa entrada, poderá está na salvação? Poderá entrar na vida eterna? Não há como haver essa possibilidade. Com essa realista noção no pensamento, foi que os da parte de Tiago buscaram avidamente advertir aos incircuncisos de Antioquia, porém de uma maneira brusca como se só a circuncisão fosse uma exigência para se obter a salvação, não apenas um ponto dentre tantos outros.
    Aquele que determinou a proibição de comer ou beber qualquer espécie de sangue, não é o mesmo que ordenou a circuncisão? Se um é banido do meio do seu povo por se alimentar com a vida da carne, com o outro não será diferente. Pensando por essa forma é que Shaul buscou corrigir aos irmãos que enxergavam a circuncisão desmembrada dos outros decretos, os fazendo ver que a mesma devia ser anunciada em junção com os mandamentos da lei. Nessa visão, ensinou que a circuncisão sem a lei não é nada.
    Tendo Shaul e Barnabé subido a Yahushalaim (Jerusalém) para tal questão ser resolvida por todos os apóstolos e anciãos, ali houve uma grande contenda em torno do assunto em julgamento. Após o pronunciamento de Shimon Kefah (Simão Pedro), Tiago fez uso da palavra numa mensagem voltada para os goym (gentios), a qual se encontra nos versículos 19 20 do mesmo capítulo de atos.

    “Pelo que julgo que não se deve perturbar aqueles, dentre os gentios, que se convertem a Elohym. Mas escrever-lhes que se abstenham das contaminações dos ídolos, da prostituição, do que é sufocado e do sangue”.

    A palestra de Tiago se acha dentro de uma perspectiva totalmente favorável à circuncisão e a todos os decretos da lei, quando adverte sobre a prostituição. Essa palavra, por ter sentido duplo tanto pode diretamente representar a contaminação por sexo ilícito, como também pode representar as extrapolações provocadas pelas falsas e deturpadas religiosidades. Dentro dessa visão é que o apóstolo Tiago, na objetividade de mostrar a justa conversão diante dos goym (gentios) se posiciona em defesa da circuncisão e da lei, repudiadas pela prostituição vaticanista.
    De maneira sábia mostrou aos irmãos o que justamente deveria ser anunciado dentre os pagãos, explicando que de maneira nenhuma deveriam ser instruídos fora da fé dos fiéis profetas. A própria conduta de seus discípulos enviados diante dos antioquinos, ao defender avidamente a circuncisão, lhe classifica como seguidor, conservador, praticante desse concerto dado por YHUH para nosso pai Avraham (Abraão) e toda sua descendência.

    Romanos cap. 2 vs. 25 – “Porque a circuncisão é, na verdade, proveitosa, se tu guardares a lei; mas, se tu és transgressor da lei, a tua circuncisão se torna em incircuncisão”.

    Falar sobre esse texto é o mesmo que participar de um esclarecimento aberto, direto, no qual a justa circuncisão é aplaudida enquanto a falsa é criticada, abolida. Sendo que a lei não é anulada pela fé de Shaul (Paulo), como já nos mostrou romanos cap. 3 vs. 31, o ensinamento aqui tende a mostrar dois tipos de circuncisão: a do coração, que se firma na obediência para com os mandamentos do ETERNO; e a da carne, a qual foi instituída como confirmação da anterior.
    Se o homem vive a praticar as coisas proibidas pela lei, o corte feito no seu prepúcio não será tomado como não fidedigno no concerto feito com Avraham (Abraão)? Pela desobediência sua circuncisão se tornou incircuncisão, o levando de volta à condição gentílica de onde tinha sido libertado. O mesmo Elohym (D’us) que ordenou esse selo da fé, também ordenou o não ingerir sangue; não comer os alimentos por ele proibidos; não quebrantar o seu shabat (sábado).

    Romanos cap. 2 vss. 26 a 29 – “Se, pois, a incircuncisão guardar os preceitos da lei, porventura a incircuncisão não será reputada como circuncisão? E a incircuncisão que por natureza o é, se cumpre a lei, não te julgará porventura a ti, que pela circuncisão és transgressor da lei? Porque não é judeu o que o é exteriormente, nem é circuncisão a que o é exteriormente na carne. Mas é judeu o que o é no interior, e circuncisão a que é do coração, no espírito, não na letra; cujo louvor não provém de homens, mas de D’us”.

    Os deslizes por parte de muitos intérpretes dos escritos bíblicos acontecem, por suas deduções se firmarem só na letra, quando deveriam analiticamente está na objetividade interior expressa pelo Ruach Kadosh (Espírito Santo). Aqui Shaul advertiu aos que dentre a nação israelita desobedeciam à lei, os quais, achando que por estarem já com o prepúcio cortado, haviam se estabelecido fielmente no concerto. Admoestando-lhes sobre esse deslize, os fez ver que a incircuncisão, se estiver em obediência com os decretos de YHUH, se achará no direito de julgar a circuncisão daquele que andar em desobediência.
    Por outro lado, se o incircunciso, praticante dos estatutos da lei, não for assinalado com o mesmo sinal pelo qual a fé de Avraham (Abraão) foi selada, sua obediência estará totalmente fora do concerto dado a esse patriarca. Qual a razão para isto? Há uma ligação sobre ambas as coisas, de forma que uma depende do outra: “o circunciso está no dever de guardar a lei; a lei não é anulada pela fé; os que praticam a lei hão de ser justificados por YHUH. Esse foi o correto pensamento de Shaul segundo a mensagem por ele pregada.
    Nisso se conclui: O verdadeiro yahudih (judeu) não é o circunciso desobediente, ou também o incircunciso em obediência. Volto a dizer: A circuncisão do coração, vista corretamente, de forma alguma busca extinguir o sinal da carnal, pois o não cumprimento de uma se torna também o não cumprimento da outra. Nesse termo fica determinado que a junção entre as duas, ainda permanece em vigor. Pode alguém ser contrário a essa viva realidade? A árvore pode ter vida sem a raiz? Que a originalidade não seja posta no descaso.
    Aquele que nessa fé é chamado, estando circuncidado fique circuncidado. Porém se não estiver nessa fé, não se circuncide; porque a sua circuncisão de nada valerá. Ou se fala pelo Ruach Kadosh ou pela letra: A primeira opção edifica; a segunda, a carnal, mata. Aí se destacam duas inteligências: a construtiva e a destrutiva.
    Essa vocação sabiamente citada por Shaul se resume em obedecer unicamente à Palavra do Elohym (D’us) de Ysrael, pela qual veio também o chamado a todos os profetas que fielmente nela permaneceram. Dois importantes detalhes: a lei escrita pelo dedo do Eterno YHUH pela segunda vez; a circuncisão segunda vez também ordenada. Devarim (Deuteronômio) 10: 1 - 4; Yahoshua (Josué) 5: 2 - 8.

    Gálatas cap. 5 vs. 11 – “Eu, porém, irmãos, se ainda prego a circuncisão, por que sou, pois, perseguido? Logo o escândalo da cruz está aniquilado”.

    Nesse seu desabafo Shaul dá testemunho da presença da circuncisão em suas pregações, interrogando aos da sua origem biológica, o motivo de está sendo ele perseguido se a mesma era por ele pregada? Aqui a visão de que esse apóstolo jamais buscou anular o concerto divino. Será que ele pregando a circuncisão, iria combater contra ela? Só se estivesse fora de suas faculdades mentais, o que para mim não é admissível. Tendo esse apóstolo permanecido preso em Roma por um período longo, não se pode, por dedução nenhuma, querer afastar a hipótese de alterações em vários de seus escritos, por interferência romana.
    Na falta de visão sobre as equivalências textuais dos escritos de Shaul (Paulo), as torções têm se proliferado, aliciando para si um grande número de desvios. Se a palavra circuncisão, nessa forma de falar do apóstolo estivesse na equivalência de um povo, a crase estaria na letra (à) numa indicação de que ele obviamente estava se referindo a uma nação circuncisa: “Se ainda prego à circuncisão, por que sou, pois, perseguido”? A crase não se encontrando na letra (a) direciona sua frase a um decreto, não a uma nação: “Eu, porém, se ainda prego a circuncisão, por que sou, pois, perseguido”? A falta de prudência na pontuação pode causar grave descontrole no texto, pela visão de quem o interpreta.
    Dizer que a circuncisão não era mais necessária por ter sido abolida pelo sacrifício na cruz, de maneira nenhuma foi ensinamento de Shaul. No tempo em que esse apóstolo esteve aqui na terra tal referência era motivo de escândalo perante a nação israelita, o que provavelmente por alguns era propagado como acontece ainda nesses nossos dias.
    Contrário a esse tipo de conceito não fidedigno, Shaul declara tal escândalo abolido por sua pregação, provavelmente nessas palavras: “Se prego a circuncisão, logo o escândalo da cruz está aniquilado”. Como por essa pregação esse escândalo estava sendo desfeito por ele? O pano de fundo dessas palavras evidencia que alguns estavam a pregar que a circuncisão carnal, pela cruz, havia sido abolida. Isso escandalizava a nação judaica, com destaque a classe sacerdotal.
    Por ser acusado como principal culpado dessa mentira, o apóstolo, desabafando, abertamente declara que por pregar em defesa da circuncisão essa contradição estava sendo desfeita. Nisso, demonstrava não haver justiça por parte de seus perseguidores em acusá-lo responsável por tal propagação, sendo que tal doutrina contrária não veio dele. Assim ele buscou mostrar que seus ensinamentos jamais estiveram em oposição a esse concerto, como muitos erradamente deduzem.
    Diante do que aqui mostrei, declaro que Shaul jamais se tornou inimigo da lei, dos profetas e da circuncisão, o que o isenta das deduções torcidas que o tem na qualidade de contradizente da Torah.


    Obs. Todos os grifos contidos nesse estudo são de autoria do seu autor.

    Esse estudo, por força de lei, está registrado.

    HONRA, PODER E GLÓRIA SEJAM PARA י ה ו ה QUE CHAMO DE YHUH. AMEIN.

    E- MAIL PARA COMUNICAÇÃO: yoshiahugil@hotmail.com
    BLOG: falandoporysrael.blogspot.com

    BLOG: alertaisraelita.blogspot.com

    FIQUEM NA SHALOM.

    ATENCIOSAMENTE,

    YAHOSHAFAT BEN YAACOV.

    Yahoshafat Ben Yaakov Qui, 22 de Dezembro de 2011 15:46 Link o comentário
  • Yahoshafat Ben Yaakov

    YAHESHUAH HA MASHIACH SEGUNDO A CARNE.

    Um grande perigo se encontra dentre a humanidade no que diz respeito à geração do Mashiach (Messias) de Ysrael: numa infiltração enganosa pela doutrina grego-romana, numerosos grupos religiosos diariamente têm negado a sua geração carnal não se dispondo a confessar, mediante os equívocos, a linhagem sanguínea do prometido. Como se explica isto? Com provas convincentes dentro dos próprios escritos bíblicos. O apóstolo Yochanan (João), admoestou no cap. 4 vss. 2 3 de sua primeira carta.

    “Nisto conhecereis o Espírito de Deus: Todo o espírito que confessa que Cristo veio em carne é de Deus; e todo o espírito que não confessa que Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anti-Cristo que há de vir, e eis que está já no mundo”.

    Quem verdadeiramente está confessando que o Mashiach (Messias) em carne veio? A doutrina romana torcendo a verdade da palavra decretada, diariamente ensina que a geração do prometido se deu, segundo a carne, unicamente pelo Ruach Kadosh (Espírito Santo). Com tal ensinamento, estaria o romanismo sendo condizente com a descrição da mensagem profética? Estaria ele dando testemunho verdadeiro da histórica origem carnal do descendente davídico? Nas contextualizações de textos bíblicos equivalentes ao assunto, posso afirmar que não. Iniciando as averiguações, faço questão de mencionar alguns textos evangélicos começando pelo diálogo travado entre Yaheshuah ha Mashiach (Messias) e Nicodemos, no qual existe um dos maiores esclarecimentos da referência biológica messiânica davídica.

    Evangelho segundo Yochanan (João) cap. 3 vs. 6 – “O que é nascido da carne é carne; e o que é nascido do espírito é espírito”.

    Será que nascer da carne é nascer unicamente da mulher? Na sua primeira carta aos coríntios cap. 11 vs. 8, o apóstolo Shaul (Paulo) ensina que a mulher provém do varão e não o varão da mulher. Isso especifica que a mulher por si só não pode gerar, demonstrando assim que o ser humano é gerado pelo espermatozóide varonil. O nascer da carne se resume na infiltração do esperma masculino adjacente ao óvulo feminino, pondo a mulher como coadjuvante na desenvoltura biológica do ser gerado. Outro direto e prático ensinamento sobre esse assunto pode ser visto em Bereshit (Gênesis) cap. 38 vs. 9, referente à Onã filho de Yahudah (Judá) que, para não dá semente a sua cunhada que ficara viúva, quando com ela coabitava derramava o seu sêmen na terra. Devido a essa imprudente desobediência Onã foi morto por determinação direta do Altíssimo, o que prova a necessidade do sêmen masculino para que a geração biológica possa se desenvolver.
    Ao matar Onã, YHUH Eterno poderia ter gerado em Tamar um filho pela presença única do seu Ruach (Espírito) sem a participação do varão, visto que todas as coisas são possíveis para ele. A questão é: Por que não o fez? É obvio que se assim o tivesse feito, a criança nascida não seria semente de Yahudah (Judá) como era o desejo divino. Da mesma forma, se o mediador da salvação, conforme a carne, fosse gerado fora da participação masculina, não poderia também ser descendente do rei David. E a promessa do ETERNO de que o Mashiach (Messias) haveria de vir das entranhas do mesmo David, poderia ser quebrada? Para quem não sabe, vir das entranhas significa vir do interior, de dentro, ficando assim evidente que o prometido conforme a carne veio do esperma davídico, elo orgânico indispensável na linhagem sanguínea.
    Creio que alguém há de perguntar: “E o primeiro homem a ser criado, por não ter um antecessor não foi gerado sem a participação do sêmen”? Esclareço: Tudo que originalmente compõe o corpo humano proveio da terra. Isso não faz do esperma um ponto diferenciado, porquanto também faz parte da mesma matéria de onde toda a raça humana provém. Nesse termo, o primeiro homem também recebeu esta forma de geração biológica. A geração do primeiro homem, na imutabilidade de uma única verdade, se deu no exato momento em que o Criador disse para a terra: “Façamos o homem à nossa imagem e semelhança”. A partir daí, na carne ele veio semelhante a terra; e no Ruach (Espírito) semelhante ao ETERNO.
    A palavra “façamos”, nessa forma textual não equivale a “deuses” ou Três Pessoas da Santíssima Trindade, como equivocadamente muitos estão a deduzir. Sua equivalência diz respeito ao ETERNO e a terra. Que os politeístas meditem sobre isto, porque tudo está sob as ordens do Criador.

    Matyahu (Mateus) cap. 1 vs. 20 – “E, projetando ele isto, eis que em sonho lhe apareceu um anjo do senhor, dizendo: José, filho de Davi, não temas receber a Maria tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo”.

    Sem pensar na possibilidade de troca de palavras com a transferência dos escritos originais para os traduzidos, “o cristianismo” defende a doutrina de uma messiânica concepção virginal, ensinando que o Mashiach (Messias), conforme a carne,foi gerado no ventre de Míriâm (Maria) sem a participação do varão. A esses que arrebatam o direito genealógico dos filhos para unicamente por numa filha, advirto a se firmarem cada vez mais em romanos cap. 9 vss. 3, 4, 5, para que a essência da História não seja extrapolada.
    Buscando ainda mais acobertar o engano, esses mesmos, numa incoerente dedução, “afirmam que por ser da tribo de Levi Míriâm (Maria) é portadora única do direito carnal na geração do prometido, devido essa tribo ser também descendente de Avraham (Abraão). Pensando dessa forma, isolam diretamente a participação de David, visto esse ser descendente da tribo de Yahudah (Judá) e não da tribo levítica.
    O Mashiach (Messias) nasceu do Ruach Kadosh (Espírito Santo), quando aconteceu a sua ressurreição, pois, nessa obra, participação nenhuma teve a carne. Se o que é nascido do “Espírito é espírito”, como assim ensinou o mestre, não há dúvida de que a doutrina da concepção virginal nega que o prometido tenha vindo em carne, visto esta ser gerada por si mesma sob o comando da vontade divina.
    Na carta aos hebreus cap. 2 vs. 17, referente ao prometido davídico, a escrita diz que convinha que em tudo fosse ele semelhante aos irmãos. Aos que torcem a veracidade da ocorrência, pergunto: Se a geração do Mashiach (Messias) segundo a carne se deu sem a participação do esperma masculino, a qual de seus irmãos, biologicamente, foi ele semelhante? O versículo 14 do mesmo capítulo diz: “E visto como os filhos participam da carne e do sangue, também ele participou das mesmas coisas”. Se ele participou desses dois elementos, isso prova que foi gerado pela carne segundo a carne, recebendo a hereditariedade sanguínea de uma linhagem israelita. Nesse pano de fundo, se constata a sua identificação de homem gerado por homem, segundo a carne, não pelo Ruach Kadosh como erradamente muitos o identificam.
    Aqueles que contradizem os fatos evidenciados forçando a não reprovação de seus erros, dizem: “Se Cristo foi gerado por José, então nasceu ele do pecado”. Para esses, pergunto: Quem pecou primeiro, foi o homem ou a mulher? Será que a hereditariedade pecaminosa sobre caiu só na parte masculina? Pelo fato de ter nascido só de mulher, isso isentaria o Mashiach (Messias) de ter nascido de um corpo também herdeiro do primeiro pecado? Pelo que se sabe a geração de filhos sempre foi abençoada pelo ETERNO, desde que o casal ande em obediência para receber esta bênção, Assim como Avraham e Sarah (Abraão e Sara) foram abençoados na geração daquele que foi eleito para o divino concerto, seu filho Ytzchak (Isaque). Na geração deste, a esterilidade de Sarah (Sara) foi desfeita.
    As evidências históricas não deixam dúvidas quanto à linhagem da esposa de Yosef (José) e mãe do mediador da salvação, classificando-a como descendente da tribo levítica. Dentro dessa classificação genealógica, ouso perguntar: Se Míriâm (Maria) provém da tribo de Levi, nascendo dela sem a participação do varão davídico, como poderia o Mashiach (Messias) ser descendente da tribo de Yahudah (Judá) e de David? Poderia o Ruach Kadosh (Espírito Santo) descender da carne? De maneira nenhuma! No entanto, quando dizem que o prometido, conforme a carne, não teve a participação de Yosef (José) na sua geração, não estão assim colocando o Ruach (Espírito) como broto da tribo de Yahudah (Judá) e descendente davídico? Isso é blasfêmia contra o mais alto Poder de YHUH.
    Sem dar ouvidos às profecias e ao sábio ensinamento do Adon (Senhor) YAHESHUAH ha Mashiach, esses, negam diariamente que ele em carne veio, visto a carne ser gerada da própria carne. Dando demonstração da geração carnal do prometido, no cap. 1 vs. 3 de sua carta aos romanos Shaul (Paulo) testemunha de que o mesmo, segundo a carne, é da descendência de David. Isso só esclarece ainda mais a fiel posição de Yosef (José) como pai segundo a origem sanguínea e não apenas adotiva.
    Evidenciando ainda mais esse testemunho, no livro de Yochanan (João) 1: 45, Filipe, um dos doze discípulos, confessou ter achado aquele de quem Mosheh (Moisés) e os neviim (profetas) falaram: Yaheshuah (Jesus) de Nazaré, filho de Yosef (José). Aqui fica esclarecido, que a declaração de Filipe nada tem a ver com as deduções virginais de hoje.
    Ao se dirigir a Míriâm (Maria), o malach (anjo) não a saudou como filha de Davi! Simplesmente mencionou seu nome. Já com Yosef (José), o mensageiro celestial agiu por outra forma, porquanto conforme a descrição traduzida disse: “José, filho de Davi, não temas receber a Maria tua mulher, porque o que nela está gerado é do Espírito Santo”. A questão, pois, é: Por que o malach (anjo) não a declarou parte da filiação davídica como fez com seu esposo? Se assim o mensageiro celestial não confessou, é porque verdadeiramente não veio ela da tribo de onde provém David, tribo de Yahudah (Judá), da qual provém também Yosef (José) e o Mashiach (Messias) de Ysrael.
    Retornando ao livro de Matyahu (Mateus) na continuação do rastreamento sobre o cap. 1, o diálogo do malach (anjo) através da frase: “O que nela está gerado é do Espírito Santo”, se tem proliferado equivocadamente no âmbito do cristianismo numa propagação ampla, de um ser carnal não gerado pela carne. Esse direcionamento dedutivo tem provocado rupturas nas coordenadas antes decretadas pelo ETERNO, o qual, em toda a História, jamais determinou uma geração carnal unicamente pelo seu Ruach (Espírito), mas, pelo poder deste. Isto se pode ver na esposa de Avraham (Abraão) e na esposa de Zekaryah (Zacarias) as quais eram estéreis, mas foram tocadas pelo grande poder do alto para que pudessem conceber de seus esposos.
    Se esses homens não tivessem tido a participação sexual com suas parceiras conjugais, como poderiam seus filhos fazer parte de sua linhagem sanguínea? Filho adotivo é por aceitação e documentação; o natural é por classificação sanguínea, geração de pai para filho. Isso tende a comprovar uma mudança de palavras no esclarecimento referente à Míriâm (Maria) na sua concepção, deixando assim evidenciável que a esterilidade não era dela e sim do seu esposo.
    O primeiro ponto a concordar com tal evidência se reflete na própria conduta de Yosef (José) no exato momento em que ele, ficando sabedor da gravidez de sua esposa resolveu não mais aceitá-la, fazendo isso secretamente para não pô-la em difamação. A pergunta é: Se ele sabia que o prometido seria da sua mesma descendência, por que duvidou, então, de sua esposa? A lógica: Se ela fosse estéril não teria como ele duvidar, porquanto se não pudesse engravidar dele também não poderia de nenhum outro. Vejamos como verdadeiramente o fato aconteceu, para que a História não seja torcida.
    Tendo Yosef (José) se unido a Míriâm (Maria) conforme a bênção e as exigências do matrimônio, se relacionava normalmente com ela no contato permitido a todos os casais, para que pudessem procriar. No entanto, essa procriação não se dava devido à esterilidade se fazer presente, com uma ressalva: estava ela no esposo e não na esposa. Intervindo para que a promessa feita a David fosse cumprida, o poder do Ruach (Espírito) do ETERNO operou no interior de Míriâm (Maria) trazendo a cura sobre o sêmen do seu companheiro matrimonial, estabelecendo assim a sua progressão. Por ter conhecimento da esterilidade de seu esposo, ao receber o comunicado do anjo no que dizia respeito à sua gravidez, Míriâm (Maria) pergunta: “Como se fará isto, se eu não concebo do varão”? Diferente da frase descrita na forma traduzida: esta outra, de acordo com a proporção da razão e da lógica, se torna condizente com todos os termos proféticos referentes ao assunto, visto declarar diretamente uma esterilidade, não uma virgindade.
    Sendo conhecedor de sua deficiência que o deixava impedido de procriar, ao receber a notícia da gravidez de sua esposa de que maneira Yosef (José) poderia reagir? Pensando negativamente numa traição por parte de sua companheira estava ele premeditando deixá-la, quando, pelo mensageiro celestial uma mensagem também lhe veio como se vê na forma traduzida: “José, filho de Davi, não temas receber a Maria tua mulher porque o que nela está gerado é do Espírito Santo”. Quando essa frase supostamente dita pelo malach (anjo) entra em contextualização com 3: 6 do livro de Yochanan (João), deixa transparecer uma ilógica colocação textual, pois isto negaria diretamente a condição carnal da criança concebida no ventre de Míriâm (Maria).
    Relembrando as palavras do mestre: “O que é nascido do Espírito é espírito”, volto a dizer: Ele nasceu do Ruach (Espírito) no momento em que ressuscitou, pois aí a carne nenhuma participação teve. Firmado nessas evidências, afirmo que o conteúdo do cap. 1 vs. 20 do livro de Matyahu (Mateus) é correto desde que seja dentro da seguinte frase: “O que nela está gerado é pelo poder do Espírito Santo”. Por esse poder Sarah (Sara) foi curada de sua esterilidade e Avraham (Abraão) foi restabelecido em vigor.

    A VOZ DE י ה ו ה = YHUH CONTRA BABILÔNIA MÍSTICA. (ROMA CATÓLICA).

    Revelação (Apocalipse) 18: 4 – “E ouvi outra voz outra voz do céu que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante de seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas”.

    O que significa sair de Babilônia? Poderia alguém sair de Roma, sem nela habitar? Na viva determinação do ETERNO, sair dela significa sair da sua forma de doutrina; do seu poder religioso. Pode uma árvore má dar bons frutos, ou uma árvore boa dar frutos maus? No livro de Matyahu (Mateus) cap. 7 vs.18, Yaheshuah Ha Mashiach, o Príncipe da paz, diz que não.

    FRUTOS DA DOUTRINA CATÓLICA ROMANA.

    Adorar o nome Iesus (Jesus) como único que pode salvar. – “O nosso socorro (salvação) está em o nome de י ה ו ה ”. Mizmor (Salmo) 124: 8.

    Ingerir o sangue do Mashiach. – “Por isso tenho dito aos filhos de Ysrael: Não comereis o sangue de nenhuma carne, porque a alma (vida) de toda a carne é o seu sangue; qualquer que o comer será extirpado. Vaykrah (Levítico) 17: 14.

    Guardar o dia do domingo como dia do ETERNO. “Lembra-te do dia do shabat (sábado) para o santificar”. Shemot (êxodo) 20: 8. Ezequiel 20: 20.

    Cultuar imagens. – “Não farás para ti imagens de escultura, nem alguma semelhança do que há em cima nos céus, nem em baixo na terra, nem nas águas debaixo da terra”. Shemot (Êxodo) 20: 4.

    Dizer que o Mashiach, na carne, foi gerado pelo Ruach Kadosh (Espírito Santo).

    “Quando teus dias forem completos, e vieres a dormir com os teus pais, então farei levantar depois de ti a tua semente, que sair das tuas entranhas, e estabelecerei o seu reino”. II-Shemuel (Samuel) 7: 12. A semente aqui mencionada seria Shlomon (Salomão)? Não, porque a mesma haveria de vir após David ter retornado ao pó da terra, falecido. Ela veios dos filhos, através de gerações. I-Crônicas 17: 11.

    Rejeitar a circuncisão da carne dada para Avraham (Abraão) e seus descendentes. Bereshit (Gênesis) 17: 9,10. - Shemot (Êxodo) 12: 43 a 49. – Ezequiel 44: 9. E outros mais.

    Você, que se diz yahudih (judeu), já se afastou dessas coisas? Talvez tenha se afastado em algumas, mas permanece ligado a ela por meio de outras. No cap. 2 vs. 10 de sua carta, o apóstolo Tiago diz: “Porque qualquer que guardar toda a lei, e tropeçar em um só ponto, é culpado de todos”. Muitos deixaram de abraçar a Babilônia mística sem soltar a sua mão.
    Para muitos que se dizem yahudim (judeus), mas que ainda se acham sob a vontade de Roma Católica em vários pontos de sua doutrina prostituinte, eis o que do alto foi dito a Yochanan (João) em Revelação (Apocalipse) 3: 9.

    “Eis que eu farei aos da sinagoga de Satanás, aos que se dizem judeus e não são, mas mentem: eis que eu farei que venham, e adorem prostrados a teus pés, e saibam que eu te amo”. Revelação (Apocalipse 3: 6.

    YAHESHUAH advertiu: “Eu não recebo glória dos homens”. Yochanan (João) 5: 41.

    Devemos vê-lo como verdadeiramente ele é, para que não sejamos tidos por mentirosos e falsos profetas, mensageiros do Anti Mashiach.

    A TODOS OS QUE DESEJAM CONHECER ASSUNTOS BÍBLICOS QUE A TEOLOGIA NÃO TEM MOSTRADO, CONVIDO A VISITAREM O MEU BLOG.

    FIQUEM NA SHALOM.
    falandoporysrael.blogspot.com

    BEM AVENTURADOS OS QUE SABEM OUVIR; PORQUE NO CAMINHO DO ENSINAMENTO E DO APRENDIZADO ESTÃO APTOS PARA ENSINAR E APRENDER.

    HONRA, PODER E GLÓRIA SEJAM PARA י ה ו ה YHUH, O ETERNO, POR SEU FILHO E SERVO ENVIADO י א ה שׁ ו ע ה YA HE SHUAH HA MASHIACH. AMEIN.

    E- MAIL PARA COMUNICAÇÃO: yoshiahugil@hotmail.com


    BLOG: falandoporysrael.blogspot.com

    Atenciosamente,

    Yahoshafat Ben Yaacov.

    Yahoshafat Ben Yaakov Qua, 14 de Dezembro de 2011 14:33 Link o comentário
  • Yahoshafat Ben Yaakov

    Shalom.

    Que o Elohym Olam seja sempre contigo e com todo o seu povo. Amein.

    Magnificando o nome de YHUH, quero aqui te parabenizar por teu inspirado estudo no qual a emet se faz presente. HaleluYah! Nesta justa e oportuna ocasião, peço permissão para usar o teu espaço para expor um estudo que enviei a outro achy, o qual desacreditava da existência das duas vindas do Mashiach. Todah.

    O MASHIACH JÁ VEIO, OU VIRÁ?

    OBS. Esse estudo é registrado.

    Prezado achy,

    shalom.

    Vi o teu comentário no meu Blog na página onde se acha o estudo sobre a jovem mencionada em 7: 14 do livro de Yshayahu, e, sem sombra de dúvida, confesso que me senti amplamente feliz pela brandura de tua exegese aplicada numa hermenêutica da qual tu és conhecedor. Porém, creio que tu não observaste o direcionamento correto do ponto em que tu rezas que deixei o leitor sem uma resposta. Quando mencionei: “O MASHIACH JÁ VEIO OU VIRÁ”, apontei claramente que seria o próximo estudo a fazer parte das páginas do meu Blog, isso significando que haveria uma resposta para os que desenvolvessem o interesse por tal assunto. Agora retorno, para cumprir o prometido conforme o justo exclarecimento.
    Antes de mostrar a essência dos termos proféticos direcionados à vinda do Sar Shalom (Príncipe da Paz), o prometido davídico, faço questão de frisar aqui algumas das muitas montagens instituídas pelo romanismo religioso pagão, o que veio a causar turbulências interpretativas no âmbito da sabedoria humana. Com isso, a rejeição e aceitação entraram por desvios onde a sabedoria dos sábios tem perecido e a prudência dos prudentes tem se escondido. Yshayahu (Isaías) 29: 14. Não te esqueça que esse fracasso entre os doutos provém de uma obra maravilhosa e assombrosa que YHUH prometeu realizar no meio de um povo. Que povo seria esse? O nosso povo yhudih (judeu). Observe que a Palavra dele diz: “No meio deste povo”.

    MONTAGENS

    As muitas montagens em torno da pessoa do Mashiach têm se desconectado do sistema profético, lhe proporcionando uma glória não aceita por ele, cujo louvor e merecimento não provêm dos homens, sim do ETERNO que o enviou.

    O primeiro erro interpretativo se acha na hereditária semente descrita em Bereshit (Gênesis) cap. 3 vs. 15, sendo essa equivocadamente acatada como a pessoa do Mashiach (Messias) de Ysrael, mediador da salvação. Tomando por lógica que a mulher brotou do homem e não o homem da mulher, fica esclarecido que a semente da mulher é todo vivente da masculinidade humana.
    Existe amizade na cobra para com o homem, ou nesse para com a cobra? Espero que todos os que adoçam com sal e salgam com açúcar reflitam nisto, na admissão de que a semente de Avraham (Abraão) se multiplicou como as estrelas dos céus, como a areia do mar, sendo tal fato confirmado por promessa também com Yitzhak e Yaakov (Isaque e Jacó). Bereshit (Gênesis) 22: 17; 26: 4; 28: 14.
    De acordo com os textos acima essa semente poderia ser uma única pessoa? Relativamente não. Diante das numerosas versões biblicamente traduzidas, não há como duvidar das probabilidades de que um grande número de alterações possa ter sido infiltrado dentro da História, por dogmas de um paganismo do passado estabelecido no nosso presente. Esse tem como único objetivo contaminar o futuro, o tornando incerto, para que equívocos e desvios continuem prosperando no caminho da exatidão.

    Devarim (Deuteronômio) cap. 18 vss. 17,18. – “Eis lhes suscitarei um profeta do meio de seus irmãos, como tu, e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhas falará tudo o que eu lhes ordenar. E será que qualquer que não ouvir as minhas palavras, que ele falar em meu nome, eu o requererei dele”.

    Ao buscar o fundamento dessa mensagem profética, um grande número de exegetas reconhece na pessoa do Mashiach (Messias) esse cumprimento. “O escritor do livro de atos” buscando trilhar por essa mesma dedução, faz questão de citar o texto profético no cap. 3 vss. 22 23 de sua escrita, sem diretamente afirmar ser o Mashiach (Messias) o profeta anunciado por Mosheh.
    No seu eloquente diálogo faz um relato sobre o mesmo, para só a partir daí criar uma suposta transparência de que no Adon י א ה שׁ ו ע ה Ya he shuah a profecia se cumpriu, torcendo assim a realidade. Confirmando tal evidência, no início do mesmo livro da Torah (Lei) 1: 37, 38, falando a Ysrael sobre a terra prometida e de quem o haveria de conduzi-lo, num claro diálogo o profeta Mosheh (Moisés) esclarece esse assunto falando quem seria seu sucessor: “Também י ה ו ה (YHUH) se indignou contra mim, por causa de vós, dizendo: Também tu lá não entrarás. Yahoshua, filho de Num, que está em pé diante de ti, ele ali entrará”.
    O profeta semelhante que haveria de surgir dentre os irmãos se acha identificado na seguinte frase: “Que está em pé diante de ti”. Para está de pé, obviamente estava levantado no presente daquele tempo. Essa frase é um referencial a Yahoshua (Josué), filho de Num, que diante do profeta Mosheh (Moisés) se encontrava. Descendente da tribo de Efraim, a mais guerreira dentre as doze, foi ele escolhido pelo próprio Elohym (D'us) de Ysrael para guiar seu povo à terra prometida conforme a promessa antes estabelecida ao nosso pai Avraham, em cuja semente são benditas as nações que a ela se aderirem.

    Bamidbar (Números) cap. 27 vss. 18 21 - “Toma para ti a Yahoshua, filho de Num homem em quem há o Ruach, e põe a tua mão sobre ele. E apresenta-o perante Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação, e dá-lhe mandamentos aos olhos deles. E põe sobre ele a tua glória, para que obedeça toda a congregação dos filhos de Ysrael”.

    Após receber todas essas instruções, Mosheh se reuniu com o Kohen (sacerdote) Eleazar e toda a kahal (congregação) para anunciar aquele que o haveria de substituir, como está testemunhado nos versículos 22 23 do mesmo capítulo de Bamidbar, vistos na subsequência do assunto em análise.

    “E fez Mosheh como י ה ו ה YHUH lhe ordenara: Porque tomou a Yahoshua, e o apresentou perante Eleazar, o sacerdote, e perante toda a congregação; e sobre ele pôs as suas mãos, e lhe deu mandamentos, como YHWH ordenara pela mão de Mosheh”.

    Esse profeta semelhante à Mosheh citado em Devarim (Deuteronômio) cap. 18 vss. 17 18, sem dúvida alguma foi Yahoshua (Josué). Dentro desse transparente contexto, posso fidedignamente afirmar que o texto não é uma referência voltada para o Mashiach prometido. Equivocadamente visto em textos bíblicos que não dizem respeito à sua pessoa, tem recebido uma glória humana não benquista por ele, que declara no livro de Yochanan (João) 5: 41 não aceitar glória de homens.

    Yshayahu (Isaías) cap. 42 vss. 1 a 4 – “Eis aqui o meu servo, a quem sustenho, o meu eleito, em quem se compraz a minha alma; pus o meu Ruach sobre ele; juízo produzirá entre os gentios. Não clamará, não se exaltará, nem fará ouvir a sua voz na praça. A cana trilhada não quebrará, nem apagará o pavio que fumega; em verdade produzirá o juízo. Não faltará nem será quebrantado, até que ponha na terra o juízo; e as ilhas aguardarão a sua doutrina”.

    O teologismo em sua interpretação tem qualificado a pessoa do Mashiach (Messias) como sendo esse servo do texto profético, não sendo isso correto. Essas errôneas definições interpretativas têm subjugado constantemente os corretos interesses daqueles que têm se encarregado de mostrar a verdade dos fatos, tudo por causa da própria ambição a querer impedir a essência da realidade.
    O mérito do Adon י א ה שׁ ו ע ה Ya he shuah indiscutivelmente consiste no desempenho de sua justa missão redentora, sendo através disso galardoado por uma glória emanada diretamente do alto. Testemunhando sobre essa plenitude que do Eterno Pai lhe vem, ele deixou transparente a sua não aceitação em ser bajulado com leigas glorificações de homens. Yochanan (João) 5: 41.
    Tomando por justo exemplo esse seu ensinamento, não devemos criar montagens textuais para exaltá-lo onde a exaltação a ele não é dirigida, porquanto isto seria um afrontamento para com a imutável palavra do Altíssimo Elohym (D'us) de Ysrael. Num posicionamento onde as torções não devem deixar de ser destorcidas, faço aqui um convite a todos os desejosos de um conhecimento justo, para juntos nos adentrarmos nessa textualização.
    Nessa iniciativa tenho certeza que o melhor caminho para o aprendizado está no saber ouvir; no afastamento do egocentrismo; na rejeição ao fanatismo mitológico de dogmas religiosos; procedimentos que podem fazer do aluno professor e do professor aluno. Nessa iniciativa não busco só ensinar, mesmo porque também sou aprendiz a trocar idéias com todos os que se posicionam dentro da mesma linhagem cultural.
    Dificilmente “os mestres” aceitarão a verdade que dos discípulos venha, porque isto seria, talvez, uma forma de humilhação para o seu egocêntrico nível intelectual, o que lhes permite ficar no ridículo de não vir para o caminho da luz para que as suas obras não sejam reprovadas. Desde que os homens, se firmando na força da letra passaram a desprezar a sabedoria do Ruach Kadosh (Espírito Santo), as torções têm se expandido multiplicadamente a cada dia; a verdade quase não é encontrada; o entendimento tem se tornado escasso perante os que se dizem sábios.
    Quem poderá dar um basta definitivo em todas essas imprudências? Dou graças a י ה ו ה YHUH pela vinda do seu Filho י א ה שׁ ו ע ה Ya he shuah ha Mashiach que há de vir para desfazer todas essas toscas interpretações individualistas. Sim! Na sua vinda doutores e mestres da letra serão envergonhados, quando, a partir daí, poderão compreender o quanto o orgulho adquire poder para cegar; contaminar; e para ensurdecer.

    Versículo 1 – “Eis aqui o meu servo, a quem sustenho, o meu eleito, em quem se compraz a minha alma; pus o meu Ruach sobre ele; juízo produzirá entre os goym”.

    O início desse versículo aponta um servo sustentado pela proteção de י ה ו ה YHUH : “Eis aqui o meu servo, a quem sustenho”. Quem seria esse a está na posição de principal personagem dentro da profética mensagem? Em outros textos contidos no mesmo livro, podemos obter a correta resposta que nos permitirá conhecê-lo. No cap. 41 vss. 8, 9, vemos י ה ו ה YHUH advertindo seu povo acerca da fabricação dos ídolos.

    “Mas tu, ó Israel, servo meu, tu Yaakov, a quem elegi; semente de Abraão meu amigo? Tu a quem tomei desde os fins da terra e te chamei dentre os seus mais excelentes, e te disse: Tu és o meu servo, a ti escolhi e não te rejeitei”.

    Nesse referencial acima se observa a eleição de Ysrael na qualificação de servo, o que o deixa diretamente numa posição primordial dentro da mensagem do capítulo 42. No versículo 10 do mesmo capítulo 41, essa confirmação vem à tona quando o Altíssimo Criador diz: “Não temas porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Elohym: eu te esforço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça.
    A palavra sustento, também equivalente a sustenho, se identifica no texto como: Amparar, fortalecer, proteger, o que deixa Ysrael ainda mais condicionado a ser o servo eleito principalmente quando se dirigindo a ele, o mesmo ETERNO decreta que o elegeu. Mostrando ainda sobre esse a sua complacência, no cap. 44 vs. 22 também diz: “ Desfaço as tuas transgressões como a névoa, e os teus pecados como a nuvem: torna-te para mim, porque eu te remi”. Para com Ysrael a alma de YHUH se compraz, ficando ainda mais esclarecido nos livros de Yrmeyahu (Jeremias) cap. 31 vs. 20; e Ezequiel cap. 39 vs. 25.
    Ainda no mesmo cap. 44 vs. 3 do livro de Yshayahu (Isaías), referente ao texto aqui em estudo YHUH El Shaday reafirma a presença do seu Ruah Kadosh (Espírito Santo) sobre os filhos e filhas de Ysrael. Esses hão de profetizar nos últimos dias, cumprindo-se assim as palavras do Adon (Senhor) Yaheshuah de que a mensagem do reino haveria de ser pregado por toda a terra, o que já se pode comprovar na vista manifestação do povo Yhudih (judeu).

    “Porque derramarei água sobre o sedento, e rios sobre a terra seca; derramarei o meu Ruach sobre a tua posteridade, e a minha bênção sobre os teus descendentes”.


    Essa profecia está intrínseca ao texto profético do livro do profeta Yoel (Joel) cap. 2 vss. 28, 29, indicando que essa mensagem está direcionada para os descendentes biológicos da nação israelita e não para toda a carne, com exceção do enxerto chamado para se tornar parte desse povo eleito. Se fossemos tomar essa equivalência sobre todas as pessoas, de forma generalizada nesse presente mundo os adeptos da criminalidade, prostituição e tantas outras contaminações estariam nessa bem-aventurança. Fica então evidenciado que a profecia se refere a toda a carne dos descendentes de Ysrael. Isso não exclui, é obvio, aqueles que são chamados para se tornarem enxertos da oliveira procedente de Shet, Shem, Avraham, Ytzchak, Yaakov e seus doze filhos representantes das doze tribos.

    “E há de ser que depois derramarei meu Ruach sobre toda a carne, e vossos filhos e vossas filhas profetizarão, os vossos velhos terão sonhos, os vossos mancebos terão visões. E também sobre os servos e sobre as servas, naqueles dias derramarei o meu Ruach”.

    Isso se encaixa de forma correta na terceira frase vista no texto contido no livro de Yshayahu (Isaías), o profeta, mostrando incontestavelmente o pensamento supremo a revelar a incógnita da mensagem no conteúdo textual. As duas palavras textuais: posteridade; descendentes; sem qualquer possibilidade contraditória para com a profética mensagem, tiram quaisquer dúvidas quanto à posição de Ysrael, de ser ele o servo especificado.
    Uma transformação fora da objetividade do pensamento direcionado, nessa profecia como em tantas outras tende a provocar a possibilidade de uma transmutação serviçal a contradizer a vontade de י ה ו ה YHUH, que escolheu Ysrael desde a promessa feita a Avraham (Abraão). Essa fiel escolha se confirmou nos doze filhos de Yaacov (Jacó), com a evolução das doze tribos.

    Versículo 2 – “Não clamará, não se exaltará, nem fará ouvir a sua voz na praça”.

    O povo yahudih (judeu) mesmo tendo estado diante de tantos dissabores, pelos quais tem sido perseguido, os tem suportado como ovelha muda. Enquanto “religiões” estão individualmente a se exaltar cada uma querendo ser a mais perfeita, a Kahal (congregação) de Ysrael, eleita no meio dessas potências religiosas, busca socorro no seu Elohym (D'us) sem se exaltar, sem gritarias por ruas e praças. Poderia haver maior referência textual indicativa que a conduta religiosa desse povo? Afirmo que não. Os versículos 19 20 mostram que o Mashiach (Messias) não é o servo declarado na textualização.

    “Quem é cego, senão o meu servo, ou surdo como o meu mensageiro, a quem envio? E quem é cego como o galardoado, e cego como o servo de י ה ו ה (YHUH)? Tu vês muitas cousas, mas não as guardas: ainda que tenha os ouvidos abertos, nada ouve”.

    Cegueira e surdez poderiam ser um referencial ao Mashiach prometido? De forma nenhuma, porque em todas as coisas no que diz respeito à vontade de י ה ו ה YHUH foi ele todo obediente. Observando atenciosamente o vs. 8 do cap. 43 dá para se resumir o servo a não enxergar, a não ouvir: “Trazei o povo cego, que tem olhos; e os surdos, que têm ouvidos”.
    Há como exegeticamente não se afirmar que o servo anunciado no capítulo 42 do livro do profeta Yshayahu (Isaías), é um povo e não uma única pessoa? Por esse e por muitos outros equívocos Ysrael tem sido levado ao descaso quando injustamente é afastado de suas origens e benefícios. Isso também tem provocado glorificações sobre o Mashiach, contrariando assim o seu ensinamento no livro de Yochanan (João) cap. 5 vs. 41, quando ele diz: “ Eu não recebo glória de homens”.
    Se ele fosse o servo descrito no texto profético aqui em discussão, teria que está na equivalência de cego, surdo, pormenores atribuídos diretamente à eleita descendência israelita. Esse servo, mesmo em desobediências para com seu Elohym (D’us), jamais por ele foi esquecido, visto a promessa permanecer firme para com Avraham, Yitzhak, Yaakov (Abraão, Isaque, Jacó).
    A forma de raciocínio extrapolado tem sido injetada não só por deduções de muitos estudiosos bíblicos, mas também por equívocos de traduções que deixam falta de credibilidade em vários escritos evangélicos. Dentre todos esses pode ser visto o capítulo 2 do livro de Matyahu (Mateus) através de alguns versículos, onde montagens ainda não vistas ou abafadas por muitos teólogos trazem um realce profético incorreto, por contradição à essência da exegese contextualizada.
    Propagar o não autorizado por YHUH é se adentrar por caminhos tortuosos, ficando isso bem claro quando no livro de Yrmeyahu (Jeremias) cap. 23 vs. 21, ele adverte: “Não mandei os profetas, e, todavia eles foram correndo; não lhes falei a eles, e, todavia eles profetizaram”. E ainda no versículo 16, também avisa: “Portanto assim diz YHWH dos Exércitos: Não deis ouvidos às palavras dos profetas que entre vós profetizam; ensinam-vos vaidades: falam da visão do seu coração, não da boca de י ה ו ה (YHUH)”.

    Matyahu cap. 2 vss. 14 15. – “E, levantando-se ele, tomou o menino e sua mãe, de noite, e foi para o Egito. E esteve lá até a morte de Herodes, para que se cumprisse o que foi dito da parte de י ה ו ה (YHUH) pelo profeta, que diz: Do Egito chamei o meu Filho”.

    Na penúltima e na última frase desse texto, “o escritor” desse livro evangélico buscou insinuar que a fuga de Yosef (José) ao Egito aconteceu para o cumprimento da mensagem profética, que denota um filho de י ה ו ה YHUH por ele a ser chamado. A base contextual quando examinada com meditação, demonstra um diálogo destinado a uma ocorrência concretizada e não a se concretizar, o que põe Ysrael como principal personagem do assunto.
    A única descrição a corresponder diretamente com o texto evangélico encontra-se no cap. 11 vs. 1 do livro de Osheyah (Oséias) onde י ה ו ה YHUH diz: “Quando Ysrael era menino, eu o amei, e do Egito chamei o meu filho”.
    Quem estava no Egito, quando por misericórdia e amor Elohym (Deus) chamou para libertar? Creio a resposta não ser difícil, desde quando se saiba que prisioneiro e debaixo do jugo dos egípcios lá se achava Ysrael. O texto evangélico não condiz com a profecia, pois o filho recebeu chamado para sair do Egito não para ir ao mesmo, Evidenciando essa afirmativa, a mensagem do livro de Osheyah (Oséias) é um referencial direto à nação israelita.
    Ainda em contradição com o profetismo, o cap. 2 vss. 17 18 do livro de Matyahu cometem mais um deslize ao estabelecer, na morte das crianças decretada por Herodes, o cumprimento da profecia descrita no cap. 31 vs. 15 do livro do profeta Yrmeyahu (Jeremias).
    Não é necessário muito esforço para se saber que a mensagem do profetismo é dirigida unicamente à nação israelita: o vs. 10 fala sobre o ajuntamento dos filhos de Ysrael; o vs. 11 demonstra uma perpétua libertação para esse povo; o vs. 12 aponta o retorno dessa gente a sua terra natal; os vss. 13 14 falam de uma grande alegria festiva desses eleitos ao retornarem à Tzion (Sião); o vs. 15 fala do sofrimento dessa gente espalhada dentre as nações; o vs. 16 refere-se a uma perpétua consolação sobre Raquel e seus filhos, semente biológica de Yaacov (Jacó) que veio a se tornar a nação predestinada.
    Como resumo desse assunto, no vs. 17 há uma fiel declaração da parte de YHWH referente ao fim dos tempos, a confirmar uma perpétua salvação para todos os israelitas procedentes das três raízes dos doze patriarcas. Tomando como base essas evidências contextuais, posso afirmar que a matança decretada por Herodes não foi o cumprimento da profecia do livro de Yrmeyahu (Jeremias) no seu capítulo 31 versículo 15, de forma generalizada, a não ser no entendimento edificado na falta de visão.


    Melakyah (Malaquias) cap. 4 vss. 5, 6. – “Eis que eu vos envio o profeta Elyahu, antes que venha o dia grande e terrível de YHWH. E converterá o coração dos pais aos filhos, e o coração dos filhos aos pais; para que eu não venha, e fira a terra com maldição”.

    No livro de Matyahu cap. 11 vs. 14, há uma descrição referente à vinda do Elyahu (Elias), “na qual há um testemunho da parte Yaheshuah, que denota ter isso se cumprido em Yochanan (João) Batista”. Ele disse, ou disseram? Vendo com atenção a mensagem evangélica em equivalência com a profética, se pode conceituar se o Batista foi o Elyahu (Elias) que haveria de vir ou não.
    Quais os principais requisitos da vinda do profeta da conversão? O coração dos pais convertido aos filhos; e o coração dos filhos convertido aos pais. Melakyah (Malaquias) 4: 5 6. Com a vinda do suposto precursor, tais cumprimentos se deram? Num mundo ainda repleto de contradições nos ambientes familiares, de divergências religiosas, será que a missão reconciliadora de Yochanan (João) veio a surtir o efeito decretado? Se não surtiu, então “o Elias Batista” falhou, por não conseguir cumprir a missão que lhe fora dada.
    Vamos ao contexto: No livro de Yochanan (João) cap. 1 vss. 19, 20, 21, sendo interrogado o Batista foi bastante claro quando declarou não ser o Mashiach (Messias) prometido, nem o Elyahu (Elias) a ser envidado. Se ele deu tal testemunho, como fica, pois, a situação dos que o posicionam como o mensageiro descrito em Melakyah (Malaquias) 4: 5 6? Fica difícil, porque isso seria como promovê-lo a uma posição por ele mesmo negada.
    Não devemos de forma alguma esquecer que a vinda do conversor anunciado dar-se-á num tempo próximo ao Juízo Final, na forma de um despertar a operar no interior daqueles que são chamados a entrar na salvação. Esse tempo já está acontecendo pelo retorno do remanescente de Ysrael às suas origens, quando a língua hebraica e a Torah (Lei) se erguem com força, por meio de grupos que buscam a unificação da doutrina de todos os kadoshim neviim (santos profetas). Essa é fundamentada numa só fé, que desde o princípio nos foi dada.
    Nesse reavivamento semita, embora não seja visto pela visão da carne o Elyahu (Elias) a vir já se acha operando na junção profética entre pais e filhos, porquanto a sua vinda tem se dado no malach (anjo) declarado e visto no livro de Revelação (Apocalipse) 14: 6 7, na visão obtida por Yochanan (João) que disso dá testemunho.

    “E vi outro malach voar pelo meio do céu, e tinha o evangelho eterno para proclamá-lo aos que habitam sobre a terra, e a toda nação, e tribo, e língua, e povo. Dizendo com grande voz: Temei a Elohym, e dai-lhe glória; porque vinda é a hora do seu juízo. E adorai aquele que fez o céu, e a terra, e o mar, e as fontes das águas”.

    Adorar unicamente o verdadeiro nome do Elohym de Ysrael e honrar a sua lei obedecendo toda a sua vontade, essa é a mensagem trazida pelo profeta Elyahu (Elias) na pessoa do mensageiro apocalíptico, que tem conduzido a fé dos profetas ao coração do remanescente de Ysrael; e a fé do remanescente ao coração dos profetas.
    Tendo por base todas essas fiéis evidências, fica legível que Yochanan (João) Batista jamais foi o Elyahu (Elias) anunciado para essa missão preparatória, por não ter conseguido realizar tal conversão.

    Marcos cap. 1 vs. 2 – “Como está escrito no profeta Isaías: Eis que eu envio o meu anjo ante a tua face, o qual preparará o teu caminho diante de ti”.

    Fora de um rastreamento exegético, essa mensagem parece expor a perfeição do profetismo numa montagem aleatória, imposta pelo escritor evangélico, preocupado apenas em querer a todo custo provar a vinda de Elyahu na pessoa de Yochanan (João) Batista. O primeiro grande erro nessa torcida narrativa está em dizer que a mensagem provém do livro de Yshayahu (Isaías), sendo que a mesma se acha contida no cap. 3 vs. 1 do livro de Melakyah (Malaquias).
    Outro detalhe pode ser visto na troca de palavras dentro da forma textual, que sem dúvida contradiz a originalidade da determinação suprema. No texto profético, YHUH, o El Eterno diz: “Que preparará o caminho diante de mim”. Já no texto evangélico, a suposta mensagem se modifica: “Que preparará o teu caminho diante de ti”. Logo, o caminho que era exclusivo de YHUH passou a ser de outro na escrita evangélica, anulando assim a palavra proferida por ele conforme a profecia.
    Todas essas alterações e muitas outras sobre as quais acima não mencionei, tende a formar o lado podre de uma prostituinte doutrina que afastou o verdadeiro Mashiach pela criação de um profanamente deificado, que nada tem a ver com a remanescência davídica. O rejeitado disse: “Eu não posso de mim mesmo fazer coisa alguma”. Yochanan (João 5: 30. “Por que me chamas bom? Não há bom senão um só, que é Elohym”. Matyahu (Mateus) 19: 17. “Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir”. Matyahu 5: 17. “Ouve, Ysrael! י ה ו ה YHUH nosso Elohym é o único Adon”. Marcos 12: 29. “Amarás, pois, a י ה ו ה YHUH teu Elohym de todo o teu coração; e de todo o teu entendimento; e de todas as tuas forças. Este é o primeiro mandamento”.
    Por qual desses ensinamentos acima descritos, devemos desconsiderar aquele que veio? Esse é o Mashiach não anunciado pelo romanismo e seus afluentes; e não aceito por muitos da sua origem sanguínea.

    CARACTERES DO MASHIACH PROMETIDO.

    Profecias indicam que o Mashiach Libertador prometido haveria de vir no maravilhoso nome do El de Ysrael, י ה ו ה YHUH . Tehilim (Salmo) 89: 24; Mykayahu (Miquéias) 5: 4.
    Um dos argumentos dos yhudim (judeus) que não reconhecem aquele que veio está em dizer que o Eterno não dá o seu nome a homens. Por que, então, afirmam que o Mashiach tão esperado é procedente de David? Sendo dessa procedencia como as profecias dão testemunho, Não seria ele um ser humano? Ora, a profecia do livro de Mykayahu afirma que o nome YHUH é que nele opera. Quem colocou o nome do El Eterno no nome Yhudah (Yahudah)? Porque nele o Tetragrama se faz presente tanto na forma hebraica como na transliteração portuguesa. י ה ו ד ה (YHUDAH). Não se deve por remendo novo em tecido velho, porque um não combina com o outro.

    II - Shemuel (Samuel) 7: 12 13 – “Quando teus dias forem completos e vieres a dormir com teus pais, então farei levantar depois de ti a tua semente, que sair das tuas entranhas, e estabelecerei o seu reino. Este me edificará uma casa ao meu nome, e confirmarei o trono do seu reino para sempre”.

    À primeira vista, o texto profético poderia está se referindo a Shlomon, como muitos assim o interpreta, se não fosse por três detalhes: 1º - Essa promessa haveria de se cumprir quando Davi já estivesse no pó da terra, adormecido. Shlomon foi ungido rei quando ele ainda vivia, por determinação dele próprio. I Reis cap. 1 vss. 33 - 48. 2º - י ה ו ה YHUH disse: “A semente que sair das tuas entranhas”. Shlomon já havia sido gerado. 3º - O reino de Shlomon foi dividido, não foi firmado para sempre. Aqui se pode ver uma mensagem direcionada para o futuro, para um rei gerado da descendência de Davi, conforme a linhagem sanguínea. Isso se acha confirmado em I – Crônicas 17: 11: “E há de ser que, quando forem cumpridos os teus dias para ires a teus pais, suscitarei a tua semente depois de ti, a qual será dos teus filhos, e confirmarei o seu reino”.
    Se alguém puder provar que Yosef, esposo de Míriâm, não faz parte da linhagem davídica, então aquele que veio tornar-se-á uma invenção de homens.

    Yshayahu (Isaías) 11: 1 – Porque brotará um rebento do tronco de Yshai, e das suas raízes um renovo frutificará”.

    Na época em que a nação israelita estava sob o jugo do poder político de Roma, os yhudim (judeus) habitantes da antiga Palestina viviam a expectativa da vinda de um Mashiach (Messias) guerreiro. O que veio dizia: “Quem com ferro fere, com ele será ferido”. Esperavam aquele que haveria de vencer os inimigos para se sentar gloriosamente sobre o trono de David, o que estava no meio deles confessava: “O meu reino não é deste mundo”.
    Quando aquele que veio foi aclamado o Mashiach (Messias) de Ysrael, ficaram escandalizados por acharem que nele não estavam se cumprindo as profecias. Se por um lado estavam certos, por outro estavam errados: certos porque sua visão estava unicamente voltada para o rebento de Yshai (Jessé), descrito no livro de Yshayahu (Isaías) cap. 11 vs. 1. Errados porque não conseguiram visualizar a época do Renovo. Mesmo que tivessem conhecimento de que o aclamado era da descendência davídica, jamais poderiam aceitar um Mashiach (Messias) submisso aos inimigos, sem o cetro para reinar. Dentro dessas irregularidades vistas por eles, até hoje, o que veio se tornou motivo de escândalo para grande parte da nação judaica israelita, cuja visão está centralizada unicamente no homem. Enquanto essa visão perdurar nas mentes opostas à duplicidade profética, será impossível entendê-la.
    Brotará um rebento de Yshai. = Mashiach homem gerado por homem.
    Das suas raízes um renovo frutificará. Quem são as raízes de Yshai? Yaakov; Ytzchak; Avraham; Shem; Noach; Shet; Adam; pó da terra. Assim, o rebento de Yshai se tornou renovo davídico, quando do pó da terra retornou; quando resuscitou. Ora, o reino eterno foi prometido ao renovo, como mostra Yrmeyahu (Jeremias) 23: 5. Nesses dias, o lobo pastará junto com o cordeiro; a vaca com a ursa se deitarão juntas; o ímpio será morto com o assopro da boca do rebento (renovo) renovado.
    O Mashiach não veio para dar sua vida em sacrifício, porque י ה ו ה não aceita sacrifício humano. Ele veio cumprir toda a justiça, para que através dela todas as transgressões de Ysrael fossem apagadas. Ele foi morto por Roma, que temia uma grande rebelião quando foi aclamado rei dos yhudim. A pena de morte para todos os opositores de Roma, era no madeiro. Ele morreu numa quinta feira, para resuscitar no primeiro dia da semana. Creio que a quinta feira não era a véspera da pessach. Até nisto, ele cumpriu a profecia que diz: “Depois de dois dias nos dará a vida; e ao terceiro dia nos ressuscitará; e viveremos diante dele”. Osheyah 6: 2.

    Yshayahu (Isaías) cap. 66 vss. 7 - “Antes que estivesse de parto, deu à luz; antes que lhe viessem as dores, deu à luz um filho.

    Sendo que o parto de Tzion (Nova Yahushalaim) dar-se-á na ressurreição, quem nasceu antes desse acontecimento? A qual filho ela deu à luz, antes dos outros nascerem? Ele existe, e espero que seja descoberto por quem ainda não o ver.
    OBS. Ainda tenho seguimentos vários para tratar desse assunto, pois a emet (verdade) não deve ficar encalhada no tempo. Iremos em frente em prol da justiça.

    EXISTE UMA SEGUNDA VEZ

    Mosheh recebeu as duas tábuas de pedra escritas por י ה ו ה, nas quais foram gravados os Dez Mandamentos. Por causa dos pecados de muitos de Ysrael, essas foram quebradas pelo próprio profeta. Que aconteceu depois? Novamente י ה ו ה fez os mesmos escritos pela mesma forma. Se não existe uma segunda vez para quem já veio, como fica, então, a situação desse fato testemunhado pela Torah? A escrita nas tábuas de pedra veio duas vezes.
    Elyahu tendo sido profeta de י ה ו ה YHUH, veio em carne, osso e sangue, num corpo mortal. Se não existe uma segunda vez, como poderá, então, ele retornar? Que haja explicação para isto por parte dos que julgam ter conhecimento.
    Todos os que andaram com י ה ו ה YHUH , que adormeceram para se juntarem aos pais no pó da terra de onde todos vieram, vão retornar, conforme se pode ver no livro de Ezequiel 37: 12, 13, 14, para tomar posse da terra prometida. Se não existe uma segunda vez, como retornarão? Por tudo isto, o Mashiach virá uma segunda vez, para destruir os ímpios e salvar os eleitos, o Ysrael natural composto do enxerto.
    Elyahu vem uma segunda vez para converter os corações dos pais aos filhos e dos filhos aos pais, porque na primeira isso não estava determinado para que ele pudesse assim fazer. Nessa semelhança, YA H SHUAH (Ya he shuah) veio em carne para cumprir toda a justiça, para que por ela pudesse desviar de Ysrael as impiedades. Já na condição de Renovo, corpo ressuscitado, virá para receber o trono de seu pai Davi, não desse mundo como foi o de Shlomon, que não permaneceu.
    Cegos! Endurecidos de entendimento! O reino está decretado para o Renovo de Davi, Mashiach ressuscitado; e não para o Rebento de Yshai, Mashiach carne gerado pela carne. No reino do Renovo que não é nesse mundo mortal, a vaca pastará com a ursa, o lobo e cordeiro viverão em paz.

    OBS. ESTUDO JÁ REGISTRADO

    E- MAIL PARA COMUNICAÇÃO: yoshiahugil@hotmail.com


    BLOG: falandoporysrael.blogspot.com

    HONRA, PODER E GLÓRIA SEJAM PARA י ה ו ה YHUH, o único que pode salvar.
    BARUCH RABÁ B’ SHEM י ה ו ה YHUH .

    ATENCIOSAMENTE,

    YAHOSHAFAT BEN YAACOV.

    Yahoshafat Ben Yaakov Sex, 11 de Novembro de 2011 20:57 Link o comentário

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